História The Girl Who Dreams - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias The Flash
Tags Snowbarry, The Flash
Visualizações 118
Palavras 1.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, essa é a minha primeira fanfic de The Flash. Eu espero muito que vocês gostem!

Capítulo 1 - Prólogo - The Girl Who Never Smiles


Fanfic / Fanfiction The Girl Who Dreams - Capítulo 1 - Prólogo - The Girl Who Never Smiles

    Naquele momento, tudo parecia estar perfeito. Bom, perfeito para qualquer um que via de fora.

    Porque eles viam um jovem casal, que havia acabado ter um bebê e por isso a vida estava mais que perfeita. Um filho, no caso uma filha, é a maior felicidade que um ser humano poderia ter.

    Bem, nesse ponto os dois lados concordavam. É verdade que ter um bebê era lindo mas, no caso deles não dava para ser perfeito.

Se você é uma pessoa que tem muitos inimigos, você sabe que a sua criança é o maior alvo de ameaças. Isso, Barry Allen sabia muito bem.

Sim, ele tinha uma identidade secreta. Mas, seus inimigos mais perigosos sabiam exatamente quem ele era. E isso era um grande risco.

Após algum tempo depois de sair da Força de Aceleração, Barry terminou com Íris West, por achar que ela seria outra vez alvo de conspirações malignas contra o Flash. Ele jurou a sí mesmo que nunca mais iria se envolver com ninguém para o bem de todos.

Mas, acho que aqui todos sabemos que o destino nos prega peças. E Barry caiu e outra dessas armadilhas do nosso cruel amigo destino.

Ele acabou se envolvendo com sua amiga, Caitlin Snow. Foi sem querer e sem pretensão mas, em alguns meses eles se viram completamente apaixonados.

Os dois resolveram que ficariam juntos sim, mas, isso não seria do conhecimento de todos. Apenas seus amigos e familiares, que juraram que não iriam contar para ninguém sem a aprovação do casal.

O casal acabou se casando em uma cerimônia pequena, celebrada por Cisco, amigo do casal, na casa da família West. Tudo muito escondido.

Tudo estava bem, até Caitlin descobrir uma gravidez inesperada.

E agora? O que iam fazer? Um filho?

A felicidade extrema de ter um filho foi corrompida por uma dúvida que estava na garganta de todos os envolvidos. O que vamos fazer?

Depois de várias discussões, debates e opiniões, eles chegaram em uma conclusão final.

Uma decisão difícil e dolorosa mas, era a melhor para a criança. Eles iriam entregá-la para a adoção.

Mas não seria em qualquer lugar, seria em um lugar que a criança nunca seria achada.

Depois de muita pesquisa, eles acharam um lugar. A Terra-247, onde superpoderes nem eles existiam. Ninguém a encontraria lá, nunca.

O bebê nasceu, era uma menina. Uma linda menininha.

Optaram pelo nome de Nora, nome da mãe de Barry, que eles bordaram em uma manta de bebê. Ela iria perder tudo, menos o nome que seus pais lhe deram.

Agora, Barry estava lá, na Terra-247. Em frente a um orfanato, com um pequeno embrulho nos braços e lágrimas nos olhos.

Chovia, chovia muito. O céu parecia compreender o que se passava com aquele homem.

Com muita dor, ele deixou a pequena Nora, embrulhada em sua manta, na frente da porta do orfanato, beijou a sua pequena testa, deu dois toques na porta e saiu correndo.


 

~//~//~//~

 

Quatorze anos depois

 

    Lá estava. Sentada em sua cama, apoiada em suas almofadas de cor escarlate, com seu headfone em seus ouvidos, ouvindo uma música que lhe trazia certa calmaria. City of Stars, do filme La La Land.

    Um filme um pouco antigo, de 2016. Ela vivia em 2032 e ainda sim essa música à acalmava.

    Talvez fosse porque os personagens cantavam sobre seus sonhos. Talvez porque eles se sentiam esperançosos pelas chances que surgirão no futuro. Talvez fosse porque eles se sentiam um pouco fora daquela realidade em que viviam. Ou talvez fosse porque eles precisavam escapar daquela realidade, como ela.

    Ela se sentia como um peixinho fora d’água, como se não pertencesse àquele mundo em que vivia. Sempre sonhou em ter superpoderes, em ser uma heroína, de ser alguém. Ela ainda sonha.

Sentia que era errado sonhar com isso. Ela já tinha 14 anos, já estava velha demais para sonhar com aquilo mas, não podia deixar de sentir um pouquinho de esperança. Um resquício de otimismo de que aquilo ainda poderia acontecer. Mas, o seu lado racional dizia que nunca iria acontecer. Que super heróis não existem, são apenas histórias inventadas, não é real.

Ela também se sentia como se não fosse entendida. Como se ninguém a conhecesse de verdade. Para estranhos, ela era a menina inteligente e tímida, que sempre tira notas máximas nas provas mas, que nunca falava nada. Para sua família, era a menina fechada, que sempre se enfunava no quarto e nunca fazia nada. Para os professores, era a menina indiferente à escola, que nunca fazia as lições ou os trabalhos. Para os colegas, era a invisível, a lerda, a quem ninguém liga, a estranha. E, uma definição para todos ao mesmo tempo, a que nunca sorri.

Mas, ela sabia quem era. Ela era a menina que avoada, que vive sonhando porque não consegue conviver com a realidade. Era a menina que sempre ia bem nas provas sem se esforçar porque preferia mil vezes ouvir música do que fazer lição e porque compreendia a matéria com facilidade. Era a menina que não gostava de sua família porque sentia que eles não a compreendiam e não a amavam. Era a menina solitária porque não conseguia fazer amigos ou achar amigos que a compreendam. Era a que nunca sorri, não porque não gostava mas, porque não tinha motivos.

Só que, ao mesmo tempo, ela não conhecia nada sobre si mesma. Era uma órfã que foi adotada ainda um bebê, isso ela sabia. Mas, não sabia quem eram seus pais biológicos. Não sabia porque a deixaram. Não sabia porque escolheram esse nome que estava costurado em sua manta de bebê. Não sabia quem eram seus tios, avós, primos ou se eles existem. Não sabia nada.

Essa dualidade que a cercava estava a fazendo refletir. Mas, quando a última nota foi tocada, ela foi chamada.

- Nora, desça aqui agora! - Era o chamado de Loretta, sua mãe adotiva.

Retirou o headfone do ouvido e desceu as escadas. Sabia que a conversa não iria ser amigável mas, ela gostava de discutir com Loretta. Sorriu.

Foi um sorriso sincero, na boca da garota que nunca sorri.

 


Notas Finais


Obrigada por lerem!


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