História The Girl who went to the Purgatory - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Hyuk, Ken, Leo, N, Personagens Originais, Ravi
Tags Bias, Coréia, Fanfic, Hetero, Kidol, Kpop, Leo, Musica, Ravi, Romance, Shoujo, Trainee, Triangulo, Vixx, Vixx Lr
Exibições 17
Palavras 2.753
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Crossover, Josei, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá leitorxs
Peço perdão por estar demorando terrivelmente para postar novos capitulos, mas minha vida de universitária tem exigido de mim 110% do meu tempo. Eu quase desisti da fic, mas mesmo com dificuldades de postá-la eu ainda vou continuar firme e forte e espero que continuem lendo.
Obrigada pelo apoio <3

Capítulo 5 - Dia de folga (parte II)


Fanfic / Fanfiction The Girl who went to the Purgatory - Capítulo 5 - Dia de folga (parte II)

The Girl who went to the Purgatory – Capítulo 5

(…)

Antes que eu pudesse ficar mais depressiva ao pensar em casa, ouvimos alguém digitando a senha à porta. Essa se abriu, e a figura alta e máscula, com o cabelo, que agora estava preto, armado com um topete (como de usual), entrou Ravi.

Ele carregava umas sacolas em suas mãos e três copos da Starbucks de café na outra, estava com um pouco de dificuldade em carregar tantas coisas ao mesmo tempo, então resolvi ir ajuda-lo. Ignorei Leo que me olhou de cima a baixo quando levantei, de maneira a afrontá-lo bufei, olhei em sua direção e esse desviou o olhar. “Eu não mereço isso”, pensei comigo mesma e segui em direção a Ravi.

-Deixe-me ajuda-lo com isso. - Disse apontando para as sacolas nas mãos de Ravi.

-Ah, tudo bem, eu me viro... - Disse ele, mas quase meio segundo depois uma das sacolas acaba escorregando de sua mão. Ele me olha meio sem graça. - ...Hã, talvez eu preciso de um pouquinho de ajuda sim, obrigado.

-Tudo bem- Disse pegando de sua mão as alças que estavam todas embaraçadas.- Como você conseguiu abrir a porta com tudo isso na mão?- Perguntei dando risada, imaginando a cena dele todo atrapalhado, segurando alguma sacola pela boca, para que as pontas dos dedos estivessem livres e digitarem a senha à porta.

-Foi meio difícil, mas eu consegui. - Disse ele dando um sorriso de canto de boca.

Por algum momento de distração, conforme eu pegava as sacolas, nossas mãos acabaram se encostando. A mão dele era macia e quente, quase que imediatamente eu senti minhas bochechas esquentarem, porém, eu parecia ser a única que tinha ficado abalada com tal incidente, então, assim como Ravi, resolvi ignorar.

-Para onde levo? – Perguntei me referindo às coisas que eu carregava.

-Essas aqui você pode levar para cozinha, eu passei em uma loja de conveniência antes de vir pra cá – Falou Ravi, apontando para três sacolinhas brancas de plástico que estavam em minha mão direita – Essas outras aqui, você, por favor, pode colocar na mesa da sala de jantar, mais tarde eu vou leva-las pro meu quarto.- Se referindo as outras quatro na minha mão esquerda, cada uma de uma loja de roupas diferente.

-Ok.- Respondi.

Ravi seguiu para a cozinha, enquanto eu fui pra sala de jantar. Conforme eu coloquei as coisas em cima da mesa, percebi que uma delas era de uma loja feminina.

“Hummm, então Leo não é o único com uma namoradinha aqui”, pensei. Apesar de não muito surpresa, não podia negar que fiquei desapontada. Afinal, o que eu estava pensando? Não era permitido pra mim nenhum tipo de relacionamento amoroso, não podia ter me deixado levar nem mesmo um pouco. Deveria separar minha vida profissional da pessoal e eu não estava ali porque eles eram meus amigos e sim porque eu não tinha lugar algum pra ir. Era hora de colocar meus pés no chão e acordar para a realidade.

Com a moral um pouco baixa, fui à cozinha, onde Ravi estava guardando algumas coisas que ele havia comprado. Cheguei ao balcão da cozinha e comecei a tirar as compras da sacola, não muito atenta, pensando que talvez fosse melhor eu sair desse apartamento o quanto antes, antes de me envolver, antes de eu me iludir completamente e não conseguir depois seguir minha vida como antes.

Com a minha falta de atenção, juntamente com minha habilidade (ou falta dela, na verdade) de lidar com objetos, eu acabei derrubando uma garrafa de vidro a qual continha refrigerante. O barulho foi alto, me assustando e assustando Ravi, e sem sombra de duvidas Leo teria ouvido da sala.

-Droga! Eu sempre causo bagunça. - Murmurei. Logo me agachei e sem pensar comecei a pegar os cacos de vidro no chão.

- HeyHeyHeyHey! Pare já isso antes que vc corte seus dedos!- Disse Ravi vindo rapidamente em minha direção. Ele pegou as luvas de lavar a louça dentro do armário embaixo da pia, se agachou do meu lado, e me ofereceu-as. - Tome isso, certifique-se de estar bem protegida antes de fazer algo que possa te machucar.

-Ah, obrigada-Respondi- Me desculpe, eu vou pagar outra garrafa pra você, prometo! Eu não sei o que houve, não estava prestando muita atenção e acabei fazendo uma bagunça... - Dizia, enquanto soltei os cacos de volta no chão e colocava as luvas.

-Sem problemas, o máximo que pode acontecer é eu ficar sem tomar refrigerante hoje. Qualquer dia desses você me paga um e aí ficamos quites. Ok?-Disse ele.

-Ok!- Respondi sorrindo.

-Eu pensei que uma bomba tivesse estourado aqui na cozinha, mas só foi você Aphrodite.- Disse Leo, que repentinamente tinha aparecido para ver o que houve. Ele se encontrava com os braços cruzados e com uma expressão de reprovação.

-Bom, pelo menos eu estou limpando a bagunça e não estou me intrometendo onde não sou chamada. - Rebati, com um tom de brincadeira.

-Não se intromete? Tem certeza? Talvez eu tenha que te lembrar de onde você está vivendo agor...

-Hyung!- Ravi o interrompeu antes que ele pudesse terminar a frase.

Leo não tinha dito nada além da verdade e aquilo realmente me mostrou o quão eu estava me enganando achando que eu poderia me tornar amiga deles, viver entre eles.

-Tudo bem Ravi, ele não está falando uma mentira. Eu sei, sou uma intrusa aqui.- Eu me levantei com todos os cacos, me dirigi ao lixo para jogá-los fora. Ainda em silencio e de costas pra Ravi e Leo, tirei a luva da mão esquerda, porém, quando fui tirar a luva da mão direita senti a pele da minha palma rasgar. Um caco havia ficado em minha mão antes de eu colocar a luva e conforme eu a tirei, ele acabou me cortando. - Ai – Murmurei, baixo, tentando esconder aquele mais aquele erro meu. Eu estava sendo um incomodo e não queria mais causar preocupações. Coloquei as luvas no lugar, minha mão machucada eu enfiei no bolso do meu casaco a fim de esconder o corte. Eu só queria sair dali antes de cair aos prantos. - Ravi, me perdoe, mas poderia terminar de limpar essa bagunça? Eu lembrei que tenho que ir conversar com o porteiro e ver se algum apartamento ficou vago. Volto mais tarde. – Menti.

Antes dele se pronunciar, sai dali sem olhar nos seus rostos, desviando olhar. Cheguei  à porta da frente, coloquei meu sapatos e saí.

Já do lado de fora, as lágrimas involuntariamente surgiram, resultado tanto da dor que sentia em minha mão quanto aquela que surgiu quando ouvi as palavras de Leo.  A fim de evitar o som de o meu choro ecoar pelo corredor, segui às escadas, lá eu estaria sozinha e não incomodaria ninguém.

Abri a porta para as escadas, sentei no primeiro degrau do lance que descia para o andar de baixo, me escorei na parede e ali fiquei por um tempo. Minhas lágrimas já tinham sumido e a minha mão tinha sujado meu moletom de sangue. O corte não era tão grande, mas eu teria de colocar um curativo para que pudesse cicatrizar e com certeza de lembrança desse dia maravilhoso eu receberia uma cicatriz.

Eu não conseguia entender Leo e como ele agia comigo, por um momento pensei que talvez teria pelo menos uma chance de nos tornarmos amigos depois que eu o ajudei, mas não foi o caso.

Imersa nos meus pensamentos, exausta da noite anterior somado ao stress da manhã, ali mesmo, sentada no chão e escorada na parede, mesmo com frio, acabei adormecendo.

Não sabendo quanto tempo tinha dormido, acordei desnorteada, meio confusa.

-Não acredito que acabei pegando no sono...- Disse para mim mesma.

Nesse momento percebi que em minhas costas havia um casaco que não era meu, era grande, era masculino. O casaco também exalava um cheiro perfumado bem suave.

-Dormiu bem?- Levei um susto, não tinha percebido que do meu lado, também sentado, estava Ravi mexendo em seu celular. – Desculpa, não queria te assustar.- Disse ele rindo.

-Há quanto tempo você está aqui?- Perguntei.

-Acho que faz uma meia hora, ou mais?

-Nossa, deveria ter me acordado, porque não foi embora?

-Não podia te deixar sozinha aqui, dormindo, alguém podia ter tirado vantagem da sua situação.

-Ah, obrigada – Fiquei tocada com sua consideração, ele era muito gentil comigo – Não queria preocupar ninguém, ainda mais quando eu estou sendo um fardo.

-Você sabe que ele não queria dizer aquilo... – Disse ele olhando diretamente pra mim, com um semblante preocupado.

-Eu sei, mas... mas também sei que não é nada além da verdade. Eu sou só uma garota que ficou sem teto porque o meu apartamento virou uma piscina interna.

-Eu não vejo assim.- Rebateu Ravi.  – Eu sinto como você fosse alguém que o destino trouxe pra animar nossos dias – Ele sorriu. Minhas bochechas esquentaram e meu coração palpitou – O Taekwoon -hyung não está acostumado com mudanças, ele sempre age de um jeito meio estranho quando mudanças drásticas acontecem. Ele geralmente é gentil, tímido, não é de falar muito e dificilmente expressa seus sentimentos. No entanto, desde que você chegou ele tem se expressado mais. Mesmo ele sendo agressivo, como ele foi e não justificando o que ele fez, ele gosta da sua companhia se não ele provavelmente te ignoraria. – Explicou.

- Ele até parece uma criança. - Complementei.

- É, em algumas horas ele parece mesmo- Ele riu- Podemos voltar agora? Talvez ele queira te pedir desculpas.

-Tudo bem, talvez eu também tenha sido um pouco sensível demais... - Me levantei.

Ravi também se levantou, dei-lhe seu casaco (só podia ser dele, obvio). Ele pegou o casaco de minhas mãos e então arregalou os olhos conforme pois o olhar sob meu moletom.

-Isso é sangue?! – Disse ele assustado.

Eu tinha esquecido completamente do corte na minha mão.

-Ah, é sim. Um caco de vidro tinha ficado grudado na minha mão quando coloquei a luva, conforme eu a tirei acabei me cortando – Tirei minha mão do bolso e mostrei o corte para ele.

-Venha, vamos voltar, aproveite também pra fazer um curativo nessa mão.

Assenti com a cabeça, e saímos dali. Ravi olhou através da porta para ver se não havia alguém no corredor, depois de checar se estava tudo seguro, seguimos até o apartamento, ele digitou a senha e entramos.  

No mesmo lugar em que ele estava mais cedo, com as mesmas roupas e com a mesma expressão, na sala estava Leo, o qual virou a cabeça em nossa direção conforme entramos. Ele permaneceu em silêncio.

-Estamos de volta hyung.-Disse Ravi. Leo ainda permaneceu em silencio. – Aphrodite, acho melhor você ir trocar e colocar esse moletom pra lavar, quando você terminar de fazer isso me chama que irei te ajudar com o curativo.

-Tudo bem, acho que vou tomar um banho também. - O clima não estava bom, ainda havia uma pequena tensão no ar. Subi as escadas e fui para meu quarto.

Entrei, liguei a luz, fechei a porta e sentei por um momento na cama tentando absorver os acontecimentos da manhã. Levantei-me, peguei outra muda de roupas, tirei meu casaco e entrei no meu banheiro para tomar banho.

Depois de banhada, me troquei, coloquei uma calça jeans e uma blusa de manga comprida de lã bege, que dava para ver meus ombros. Com as minhas mãos ainda um pouco molhadas meu corte latejava, sai do banheiro, coloquei meias e fui atrás de Ravi para que ele me ajudasse, já que eu era destra, e justo minha mão direita que tinha se machucado.

Saí do quarto, seguia pelo corredor quando Leo sai do quarto dele e de Ravi. Apesar de eu entender que ele não tinha dito aquilo pra realmente me magoar, eu ainda não estava totalmente segura de falar com ele.

-Se você está descendo pra procurar Ravi, ele saiu. Ele tinha que ir no cabelereiro pra mudar o cabelo pro próximo comeback. – Disse Leo.

-Ah, obrigada por avisar. - Disse com relutância. Eu não iria fingir que estava tudo bem e tudo de volta ao normal, porque não estava.

Eu estava voltando pro meu quarto quando Leo me disse:

- Me desculpe.

As palavras dele me fizeram parar no meio do caminho, eu podia sentir a sinceridade dele através delas e ele estava realmente arrependido.

-Tudo bem, eu sei que você não queria realmente dizer aquilo. – Disse, virando- me para encará-lo, o que acabou me surpreendendo. Ele estava mais perto do que eu pensava: três palmos de distância. Eu conseguia sentir o cheiro de seu perfume, era o mesmo vindo do casaco de Ravi, coincidentemente.  Dei alguns passos para trás e ele também, onde a distância era confortável para os dois.

-Sim, eu não queria dizer aquilo, eu sei que você não está aqui por que quer e muito menos é uma intrusa. Não se culpe, eu fui um tolo, ainda mais depois do que você fez por mim. – Disse ele olhando para o chão. Ele se esforçou muito para se desculpar, como Ravi disse, ele era bem tímido.

- Está tudo bem, eu te perdoo, não se sinta culpado.- Eu disse, dando um sorriso. Fiquei feliz pela possibilidade nascente de estarmos nos dando bem. – Bem, eu vou para meu quarto, tenho que tomar conta disso. – Disse mostrando minha mão com o corte.

- Ravi me disse que você iria precisar de ajuda, mas eu não sabia com o que... Talvez seja isso?- Disse ele timidamente.

-Ah, Ravi iria me ajudar a fazer o curativo já que sou destra e bem, como você pode ver, eu tive a sorte de machucar a mão direita.

-Então deixe-me ajuda-la. – Disse Leo, se oferecendo. – Talvez assim minha culpa por ter um temperamento meio difícil diminua.

-Pode ser – Disse.

Fui para meu quarto, seguida de Leo, entrei no banheiro e peguei minha caixa de primeiro-socorros. Quando me virei para a porta, acabei trombando com Leo que estava no caminho me esperando pegar a caixa.

-Ah, desculpe, não te vi.- Disse.

Ele então, antes de dizer qualquer coisa, pegou a caixa de minhas mãos.

-Pode se sentar na sua cama, eu lido com isso. – Disse ele. Aquela frase me fez corar, minha mente era muito perversa e acabou tomando uma interpretação completamente diferente. Lógico que não era nada de mais, mas mesmo assim eu corei.

Fui até a minha cama e me sentei, Leo logo em seguida sentou-se ao meu lado e começou a procurar um bactericida, algodão e um band-aid  para colocar no corte. Conforme ele achou tudo, separando-os, colocou a caixa sobre minha cama.

- Me dê sua mão. – Disse ele, me esticando a sua, indicando que era para colocar a minha sobre a dele. O fiz, a mão dele era quente e macia como as mãos de Ravi, grandes e fazia com que a minha mão ficasse pequena sobre ela.

Ele então pegou e espirrou o bactericida no corte, fazendo meu machucado arder como eu acabasse de queimar o lugar. Não me segurando, contraí minha mão.

-Ai!

-Eu tenho que passar isso pra não infeccionar.- Disse ele, abrindo minha mão gentilmente. Nem parecia aquele Leo que rebatia tudo que eu dizia mais cedo.

Ele espirrou o produto mais uma vez, enxugou o excesso com algodão então colocou um band-aid por cima do corte.

-Obrigada.- Agradeci, tirando minha mão de cima da dele. – Pode deixar, eu guardo isso.- Peguei a caixa e as coisas que foram usadas, fui ao banheiro, coloquei-a no lugar e joguei o algodão usado e a embalagem do band-aid  no lixo.

Ao sair do banheiro, deparei-me com Leo em pé no meio do meu quarto, me esperando.

-Eu pedi comida quando você estava no banho, por minha culpa você não almoçou ainda, certo?

-Sim, mas não foi exatamente sua culpa, eu estava muito sensível por alguma razão que eu ainda não sei e saí. Não se sinta mal, por favor.

-Então tome isso como um favor que te peço, você pode almoçar comigo?

-Mas você não almoçou ainda?-  Era quase três da tarde, eu não estava com fome porque tinha dormido esse tempo todo, mas ele deveria estar faminto.- Claro, adoraria.

E então descemos as escadas e fomos para a cozinha, era a primeira vez que comeria com Leo às sós e isso me deixava um pouco nervosa, afinal, ele era lindo, um cara o qual milhares de garotas gostariam de estar em meu lugar agora. Acima de tudo, eu não era de ferro, admito que só a presença de Leo já me deixava um pouco aérea.

 



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