História The Godmother - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~LerigouNaPista

Postado
Categorias The 100
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The 100
Exibições 219
Palavras 3.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Luta, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas, ainda vamos responder alguns comentários que ficaram faltando, não se preocupem, e, bem, eu acho que esse capítulo vai ser...bem...vocês irão ver :D
Boa leitura :3

Capítulo 18 - XVIII - The fall of president


- Nia já partiu?

- Sim, Heda, partiu hoje pela tarde – Titus responde, a expressão séria e impassível como sempre.

- Ela gostaria de ouvir o que tenho a dizer, uma pena ter ido embora tão cedo – Falo enquanto bebia um copo com whisky e gelo – Preciso que planeje uma cerimônia para hoje à noite, Titus.

- Qual, Heda?

- Uma que pensei que nunca faria...

- Tem certeza, Heda? – Por mais que ele estivesse me perguntando se eu tinha certeza, podia ver seus olhos brilhando, ansioso por finalmente ter a chance de realizar um de nossos rituais mais...brutais.

- Absoluta. Quero que espalhe a notícia, hoje a meia-noite quero que todos estejam na praça principal – Encho o copo mais uma vez com o líquido e dou mais um gole.

- Começarei agora mesmo se me permitir.

- Vá – Eu falo e ele se retira da sala rapidamente.

Pela primeira vez eu não estava bebendo, queria manter minha mente totalmente sóbria por esse dia. Eu precisava manter a minha mente limpa para não decidir nada enquanto estou entorpecida pelo álcool. Eram somente pequenas dosagens, nada que me atrapalharia, somente algo para me relaxar.

Escuto a porta batendo suavemente, e logo depois os braços de Costia me envolveram pela cintura em um abraço quente e gentil...eu precisava exatamente disso naquele momento.

- Está tensa – Ela fala contra o meu ombro, depositando um beijo cálido ali.

- O que vou fazer vai mudar todo o curso dos planos, Costia.

- Não pode tentar fazer outra coisa? Tem mesmo que matar o pai dela? – Costia pergunta, me apertando em seu corpo.

- Não vou voltar atrás com a minha decisão. Inclusive já enviei dois grupos para buscarem Jake – Eu falo e me desvencilho de seu toque. Costia abraça a si própria e eu me sinto mal por aquilo, não tinha a intenção de chateá-la – Me desculpa – Puxo ela para um abraço e beijo o topo de sua cabeça – Não tenho intenção de te magoar, só estou estressada demais.

- Eu sei...- Ela responde e dá um beijo no meu queixo, algo singelo, sem qualquer resquício de malícia, mas quando ela toma os meus lábios com urgência, eu notei que as coisas haviam mudado, o desejo acendendo os nossos corpos sedentos um pelo outro. Agarro suas coxas grossas, infelizmente cobertas pelo tecido grosso do jeans e pego ela no colo, suas pernas enroscando-se na minha cintura com firmeza, enquanto suas mãos arranhavam minha nuca – Eu quero você agora...- Ela sussurra nos meus lábios para depois sugá-los e mordê-los, e eu gemia cada vez mais alto, não me importando pelo fato de talvez estarem nos escutando do lado de fora do meu escritório.

Me sento na enorme poltrona de couro com ela no meu colo, Costia se inclinando cada vez mais na minha direção, rebolando e esfregando o corpo no meu. Eu já me sentia suar, tamanha a temperatura entre nós, cada célula do meu corpo parecia queimar.

Retiramos as nossas roupas com um desespero avassalador, nem ao menos notando aonde os tecidos foram parar, espalhados e perdidos na enorme sala, e os gemidos de minha esposa me atiçavam cada vez mais, os dela misturados com os meus.

Eu não me importava com mais nada naquele momento, eu só queria minha esposa, eu precisava dela, precisava de seu corpo, eu precisava me entregar a ela mais uma vez, de corpo e alma, assim como ela também precisava de mim.

Sem suportar aquela falta irritante de espaço, eu aperto Costia contra o meu corpo e me deito no chão, por cima dela, suas costas se aconchegando no tapete macio e felpudo. Me acomodo melhor entre suas pernas e uno nossos corpos, sentindo o quanto ela estava molhada, e isso me arrancou um suspiro alto.

Beijo seu pescoço languidamente e vou seguindo pelo colo dela até chegar no vale entre os seios, abocanhando o direito e sentindo a rigidez de seu mamilo na minha língua, que se esfregava na delicada auréola. Sugo o mesmo, as sucções cada vez mais forte, as mãos de Costia agarradas nos meus cabelos. Passo a lamber e mordiscar o seio esquerdo, deixando Costia enlouquecida, enquanto minha mão descia pela lateral de seu corpo, até chegar em sua intimidade, e Costia arqueia as costas quando eu a toco lá, sentindo o quanto ela estava quente, preparada para mim.

Massageio seu clitóris com suavidade, vez ou outra deslizando meus dedos por entre suas dobras, provocando a pequena fenda, nunca a penetrando, e Costia gemia, pedindo para que eu parasse de torturá-la tanto. Ela me puxa para cima e toma os meus lábios com urgência, a língua enroscando na minha com euforia.

Afasto os meus dedos de sua intimidade e ela reclama baixinho, mas se cala assim que eu encaixo o meu sexo no dela.

- Eu te amo...- Eu falo contra o seu pescoço, movendo meu corpo lentamente contra o dela, sentindo o quanto ela estava excitada, uma dança controlada, ganhando velocidade aos poucos, apertando-a em um abraço esmagador, a pele nua contra a minha, deslizando facilmente na minha – Eu te amo... – Falo mais uma vez, eu queria que ela se sentisse amada, queria mostrar que não estava fazendo isso só para aliviar a minha tensão, eu estou fazendo amor com ela, e era extremamente excitante saber que era recíproco.

- Lexa...amor...eu não vou aguentar...- Ela fala entre gemidos, e assim que atinge o ápice, ela crava os dentes no meu ombro, as unhas bem cuidadas e grandes penetrando a pele das minhas costas, e eu urro de dor e desejo pelo orgasmo que me atingiu como um ônibus em alta velocidade. Eu ficaria extremamente dolorida mais tarde, mas valia a pena...tudo com Costia vale a pena...

 

 

 

 

Dou três toques na porta e Clarke manda que eu entre. Ela pareceu surpresa quando me viu na porta do quarto, provavelmente não cogitou a ideia de que eu iria visitá-la tão cedo.

- Eu não quero conversar agora – Clarke fala, tentando esconder o rosto.

- Sei que não é um bom momento para conversar com você, Clarke, mas eu preciso – Fecho a porta atrás de mim e volto a analisar as suas reações.

Clarke permanece calada, esperando para que eu continuasse, e respirando fundo, prossegui.

- Está chateada comigo e eu compreendo isso. Mas eu preciso saber se...se você entende os meus motivos – Eu procuro as palavras certas para dizer, não queria ser agressiva e acabar falando algo que não deveria – É meu dever proteger o meu povo...eu não posso considerar sentimento algum nos meus julgamentos, Clarke.

- Eu entendo...meu pai foi covarde em ter feito o que fez, mas ele é meu pai Lexa, como espera que eu aceite isso de cabeça baixa? – Ela pergunta, mas não estava na defensiva como esperei que estaria – Como acha que estou me sentindo? Para mim ele sempre foi um homem maravilhoso e bom...eu só via ele fazendo coisas boas para as pessoas ao redor, o país inteiro admira o meu pai, Lexa. Eu não sei o que aconteceu com ele para mudar tanto, talvez o poder tenha subido a cabeça, mas se realmente espera uma aceitação da minha parte...sinto lhe dizer que esperará por muito tempo.

- Não quero que encare isso cheia de sorrisos, só precisava saber se entendia...- Engulo a saliva acumulada na minha boca, eu estava nervosa demais, achei que seria fácil conversar com ela sobre isso. Eu estava claramente enganada.

- Quando...quando irá...- Ela tenta perguntar, a voz falhando, embargada pelo choro.

- Hoje à noite na praça principal...eu te darei uma hora para conversar com ele, chegará hoje pelo fim tarde.

- Não posso ficar com ele até...até que chegue a hora?

- Eu gostaria de permitir...mas temos que seguir o ritual...prepará-lo – Eu falo sem olhar para ela – Espero que possa me perdoar por isso.

- Você está cumprindo com o seu dever, não a culpo – Clarke tem dificuldade para falar normalmente, soluços baixos irrompendo de seu peito. Coloco a mão no ombro dela para puxá-la para um abraço, mas Clarke se desvencilha e enxuga as lágrimas – Sabe que isso não é certo.

Eu sabia que ela não estava falando sobre o pai dela...mas eu tinha uma noção do que poderia ser, então eu arrisquei todas as minhas cartas.

- Sobre o que aconteceu ontem...

- Está no passado, Lexa – Ela me corta antes que pudesse concluir a frase – Nós duas extrapolamos, só isso. Estávamos bêbadas.

- Mas...

- Não me faça sentir pior...por favor...só vá embora e cumpra seu dever – Clarke fala e vai em direção a sacada, colocando um fim na nossa conversa.

 

 

 

 

O dia passou rapidamente, e quanto mais os minutos seguiam, mais o frio na barriga aumentava. E o motivo de meu nervosismo era Clarke...eu já havia torturado pessoas antes, e eu, apesar de não apreciar demais esse tipo de coisa, não havia dado importância alguma para essas pessoas, mas elas não tinham ligação com ninguém que eu conhecesse tão intimamente como Clarke.

A missão havia sido um sucesso, mas o tumulto foi enorme, notícias sobre um ataque terrorista a Casa Branca já estava sendo mencionada no mundo inteiro. Agora o presidente e sua filha estavam desaparecidos, e não havia nenhuma suspeita de quem eram os autores dessa obra, com exceção do meu rosto, eu era uma das principais suspeitas.

Tentei me concentrar, entrar em contato com os antigos Comandantes, mas eles estavam em silêncio, como se me testassem. Eu estava prestes a desencadear a pior guerra que a humanidade enfrentaria, todos seriam envolvidos pela decisão de somente uma pessoa...mas Jake havia cutucado o vespeiro, e agora teria que aguentar nossa ira.

- Heda? Está na hora – Titus me desperta ao entrar em meu quarto.

Me levanto em silêncio, e durante todo o caminho eu não falo nada, sendo acompanhada por Gustus, Indra e Titus, também calados e calmos, como se vivessem isso todos os dias.

Costia estava com Clarke, e insistiu para que ela permanecesse em seu quarto, para que não visse a tortura que o pai sofreria, mas Clarke queria estar presente, queria que ele mantivesse ela em seu campo de visão, ela dissera que não poderia deixar que ele partisse no meio de um monte de estranhos que o odiavam.

Vejo as duas na escadaria, e Clarke parecia desolada, Costia com a mão em suas costas.

Clarke havia passado o tempo que lhe dei com o pai, e foi doloroso separá-los por mais odioso que aquele homem fosse.

O povo já nos esperava, em silêncio, ansiando pelo momento em que Jake apareceria e seria entregue às mãos deles. Mas o ódio estava bem carregado nos olhos dos refugiados de TonDC, as cabeças, braços e pernas enfaixados, cheios de queimaduras leves e ralados nos braços...eram aqueles que não foram feridos tão gravemente.

- Tragam-no – Eu falo e Titus volta para o salão, puxando Jake de um jeito rude e bruto, sem se importar com o conforto do homem de cabelos grisalhos. Vaias e gritos raivosos eclodiram de todas as partes, e vi Clarke se encolhendo nos braços de Costia – Este é o homem que massacrou uma civilização inteira! – Eu falo em um tom firme e alto, fazendo que se calassem rapidamente. Agora era a Heda que estava assumindo, tomando as rédeas e guiando seu povo da maneira correta e justa – E será julgado por seu crime! – Mais gritos, agora de comemoração – Sofrerá a morte de milhares, assim como nos antigos costumes! – Estavam sedentos por sangue quando concluí minha frase, eu os havia incitado, acordado ainda mais o ódio que aquelas pessoas sentiam, cravando em somente em um homem.

Fixo meu olhar no dele, os olhos azuis me encarando com raiva, seu ódio era quase palpável. Seus cabelos, que sempre estavam arrumados, caiam na testa, era cômico o estado dele agora, sendo que sempre andava todo engomado. Agarro o colarinho da camisa branca de algodão que havíamos feito ele vestir, e o puxo, descendo a escadaria enquanto o povo o insultava de todos os nomes mais ofensivos possíveis.

Jake tinha dificuldade para andar por conta das cordas em seus pulsos e nas suas pernas, o que fazia com que ele tropeçasse constantemente em seus próprios pés que estavam nus, sendo castigados pelo asfalto de piche.

Propositalmente, dou um puxão para frente e largo a camisa, fazendo com que ele desequilibrasse e caísse no chão, machucando o rosto meticulosamente barbeado. Continuo a andar, deixando-o sozinho, sem minha proteção, dando oportunidade para o povo castigá-lo da maneira que quisesse. Meus guardas tentavam manter a multidão furiosa afastada, mas vez ou outra conseguiam acertá-lo com pedras e cuspes.

Titus ajuda o homem a se levantar do mesmo jeito bruto de antes e força-o a continuar andando. Sua expressão de dor estava bem visível agora, o sangue escapando de um corte feio na testa.

Andamos por quase meia hora, e Jake já não conseguia se manter de pé, levando constantes empurrões para continuar sua caminhada.

A praça surge na minha visão, e o tronco grosso estava colocado no meio da mesma. O nervosismo de antes já não me afligia mais, eu havia absorvido toda aquela aura negativa de ódio, absorvi toda a angústia de meu povo, e agora, minhas mãos fariam o que eles mais queriam.

Seguro Jake pelo pescoço e o prenso com força contra o tronco, e ele engole em seco por conta da dor atrás da cabeça ao se chocar contra a madeira. Gustus pega a corda presa nos pulsos dele e passa pelo aro de ferro acima da cabeça de Jake, e puxa a corda com toda a força que tinha, fazendo Jake ficar somente com a ponta dos pés encostada no chão.

Ele trinca os dentes, provavelmente seus músculos estavam queimando de dor. Retiro a adaga do meu cinto e corto o tecido da camisa, assim como suas calças, deixando-o somente com um short branco de algodão.

- Jake Griffin receberá um corte por cada morte que causou! Sofrerá a morte de milhares na própria pele! Será queimado assim como nossas crianças inocentes queimaram! Terá cada dedo, cada mão e cada pé arrancados, assim como nossos homens e nossas mulheres foram dilacerados pelas bombas! – Eu grito, olhando todos ao meu redor enquanto falava.

- Você sofrerá, Alexandra Woods – Ele sussurra, e minha nuca se arrepia ao ouvir o meu nome completo sair pelos seus lábios – A dor que irá sentir não se compara a nada que sentirei hoje – Ele consegue sorrir, mesmo sentindo dor – Nos reencontraremos no inferno.

Dou um soco em seu rosto e a cabeça vira bruscamente para o lado, o sangue escorrendo dos lábios finos, como os de Clarke. Sem dar tempo para se reconstituir, deslizo a ponta da minha lâmina em seu peito, e ele grita de dor, o som agoniante se perdendo aos de comemoração.

E assim, inicia-se a punição do Presidente.

 

 

 

Pov Clarke

 

 

 

Meu pai já não conseguia gritar mais, tinha se acostumado com a dor dos cortes...dos 73 cortes nas pernas, braços, peito, barriga, e até mesmo em seu rosto. Eu havia contado todos.

Eu queria fechar os olhos, queria sair dali para não ter que vê-lo sofrer daquela maneira, mas eu não poderia abandoná-lo, ele só tinha a mim. Seus olhos, azuis como os meus, varriam a multidão a todo momento, e quando finalmente me encontrava, parecia ficar mais tenso e mais calmo ao mesmo tempo.

Lexa rondava por ali, avaliando-o com olhos selvagens, olhar que nunca pensei que veria naqueles orbes verdes tão serenos e sérios, o observava assim como uma leoa faz antes de atacar um animal. Seu olhar desvia para o lado oposto, e eu não consegui definir exatamente o que ela estava pensando.

Gustus segurava uma caixa de metal mal lapidada, e seu peso parecia enorme. Ele a colocou no chão e Lexa pegou a adaga dela, que estava com um homem que havia acabado de fazer outro corte no peito do meu pai.

Lexa enfia a lâmina da adaga em uma pequena abertura e depois de alguns segundos ela a retira, o metal com um tom alaranjado de tão quente que estava. Ela sussurra algo para o meu pai, que parece se desesperar, contorcendo o corpo, tentando escapar de Lexa, mas era impossível. Ela fica atrás dele e só então entendo o que ela iria fazer.

O grito dele veio antes do corte, e eu não consegui não gritar junto com ele, as lágrimas escapando de meus olhos enquanto eu disparava em sua direção, mas meus braços são agarrados com força e sou puxada para trás.

- Lexa, por favor! – Eu grito, mas ela não se importava – Pare com isso! Pare agora!

- Clarke...Clarke, olha pra mim, olha pra mim! – Eu escuto a voz de Costia, e suas mãos agarram os dois lados do meu rosto, enquanto alguém ainda segurava meus braços. Seus olhos castanhos me encaravam, mas eu não via pena neles, mas manter o foco nos mesmos era difícil demais por conta dos gritos intermináveis que meu pai dava – Não olhe para lá agora, está me escutando? – Ela pergunta, mas sou incapaz de responder, minha visão estava embaçada pelo choro – Não olhe para lá, não olhe...- Ela fala e me puxa para um abraço apertado, segurando minha cabeça contra o seu pescoço, me impedindo de ver meu pai.

Eu tentava pensar nos momentos bons que passei ao lado daquele homem, mas seus gritos de dor nocauteavam qualquer possibilidade de pensar em coisas boas. Não consigo segurar os soluços fortes, e logo o ombro de Costia está molhado pelas minhas lágrimas que não paravam de cair. Passo os braços pelas costas dela e me aperto mais ainda ali, procurando um conforto que não encontraria naquele instante.

Os cortes seguiram até o amanhecer, e Costia não me soltou nem por um segundo, não me permitindo olhar aquelas cenas.

- Ninguém nunca conseguiu passar dos primeiros cem cortes, Jake. Parabéns, você é um campeão! – Ela grita – Mas eu acho que você já sentiu dor demais, não acha? – Ela pergunta e ele não responde, recebendo um soco por isso. O som do punho dela batendo na carne dilacerada me fez cravar as unhas nas costas de Costia – Eu gosto de receber respostas quando questiono alguém.

Me desvencilho de Costia e vou a passos apressados até onde os dois estavam. Tentei impedir meus olhos de observarem os machucados dele, mas eram tão grotescos...o sangue coagulado, os cortes, as queimaduras...mas segurei o vômito quando percebi que seus dedos não estavam mais onde deveriam estar.

Abraço ele com cuidado, mas sabia que sentiria dor por mais cuidadosa que eu fosse.

- Clarke...meu amor...não olhe...- Ele tenta dizer, mas a voz estava rouca por conta dos gritos.

- Me perdoe por não ter impedido isso – Eu volto a chorar. Encho minha mão com os cabelos dele, acariciando o couro cabeludo, que parecia ser o único lugar sem cortes e sangue – Me desculpe, pai...

- Não, filha...eu que peço perdão por não ter...por não ter conseguido te tirar daqui...

- Shhh...

- Clarke – Lexa me chama, mas eu a ignoro, eu só precisava de mais alguns segundos, e depois eu pensaria nas consequências, se ela quisesse me castigar por isso, eu não me importaria – Clarke...preciso que você saia – Ela fala, a voz suave, tão contraditória ao que estava fazendo com ele...

Dou um beijo na bochecha dele, não me importando com o gosto de sangue na minha boca.

- Eu te amo – Eu sussurro antes de me afastar dele. Luna e Costia me acolhem em seus braços novamente.

Escuto a lâmina da espada de Lexa deslizar pela bainha lentamente, e com um último ofegar de dor, meu pai parte desse mundo, manchando a espada dela com sangue.

 

 

 

Pov Lexa

 

 

 

Dois dias haviam se passado desde a execução de Jake.

Clarke estava arrasada, mas ainda assim era capaz de conversar comigo, poucas palavras, mas eram suficientes para que eu pudesse saber que estávamos bem apesar das circunstâncias exigirem o contrário.

As notícias já haviam se espalhado, e todo o país já estava de luto. Charles Pike, vice de Jake, havia assumido a presidência. E isso estava me preocupando profundamente.

Havia um furo no meu planejamento com Nia.

- Queria falar comigo, Heda? – Escuto a voz da rainha no meu celular.

- Precisamos conversar.

- Sinto muito por TonDC, foi uma grande perda.

- Não vamos enrolar com isso, Nia – Eu a interrompo – Precisamos resolver um pequeno problema.

- Que seria?

- Charles Pike assumiu o cargo.


Notas Finais


Bom gente, acho que foi um pouco chocante, mas necessário para o andamento da história, não desistam da fanfic por conta desse capítulo "pesado", virão mais explicações e o estado da Clarke em relação a isso.
Caso queiram receber spoilers, sigam @Anjosdelerigou no Twitter :3


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