História The Godmother - Capítulo 20


Escrita por: ~ e ~LerigouNaPista

Postado
Categorias The 100
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The 100
Exibições 255
Palavras 3.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Luta, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoinhaxxx, nós vamos responder os comentários do capítulo anterior agora mesmo, mas decidimos postar esse capítulo antes da hora...esperamos que gostem...ou não...
Boa leitura.

Capítulo 20 - XX - Let me take care of you


Dor.

Eu só sentia dor.

Tudo doía...meu braços e pernas, a cabeça latejando, os olhos ardendo e a boca seca e um gosto amargo na língua. Meus músculos estavam tão duros quanto pedra.

Me levanto bruscamente procurando e observo meu quarto, tudo estava perfeitamente arrumado, da maneira que sempre está...exceto pela presença de Costia, ela não estava em lugar algum.

- Costia!? Amor!? – Eu grito, na esperança dela estar no banheiro ou em qualquer canto do quarto, mas ela não estava em lugar algum - Cos?!

As imagens dela sendo levada para longe de mim...aquilo estava me perturbando, eu não sabia dizer se realmente havia acontecido aquilo ou se era somente um pesadelo horrível.

Quando estou prestes a me levantar, minha mão esbarra em uma caixa de madeira, o tom escuro e os detalhes bem entalhados na superfície. Havia um pequeno bilhete escrito com uma letra impecável, e ao lado dela, um pen drive vermelho.

Assista antes de abrir a caixa,

                             - Nia”

Pego o pen drive e vou até a televisão em frente à cômoda, plugando o pen drive no aparelho.

Me sento na cama, observando atentamente o vídeo que se iniciou rapidamente. Era um local velho, as paredes mofadas e escuras, mas estava bem iluminado, com uma cadeira de plástico branco no centro.

Nia aparece na tela, um sorriso mínimo no rosto.

- Talvez não entenda meus motivos...mas o que estou prestes a fazer é crucial para a criação de uma nova era, Heda, então espero que entenda...sacrifícios são necessários por uma causa nobre, não é mesmo? – Ela diz, um sorriso sádico no rosto.

O ar em meus pulmões começou a sumir, e minha visão estava estranha, eu não conseguia focar em mais nada.

Nia some da tela e reaparece puxando alguém, a cabeça coberta por um saco de pano. Ela senta a pessoa na cadeira e fica atrás dela, esfregando as mãos no ombro de quem quer que estivesse ali, e eu rezava silenciosamente que não fosse quem eu pensava que era.

Nia puxa lentamente o saco, revelando o rosto dela...não...não, por favor...

Lágrimas de desespero tomam conta dos meus olhos e eu começo a soluçar alto, gritando para a tela que parasse com isso, mesmo sabendo que não adiantava mais, aquele vídeo era uma memória.

Costia olhava para baixo, os lábios entreabertos e a expressão desolada, os cabelos encaracolados estavam desgrenhados, e o rosto levemente machucado com alguns cortes nos lábios e roxos na cavidade ocular. Eles haviam batido nela.

- Vamos, não seja tímida, olhe para a câmera, sua esposa quer te ver – Nia fala, alisando os ombros de Costia, mas ela não obedece. Nia se irrita e segura o queixo dela e ergue sua cabeça bruscamente – Obedeça-me.

Costia fechou os olhos com força, tentando segurar o choro, e meu coração se apertou mais ainda, ela estava assustada. Eu não queria continuar vendo aquele vídeo, eu queria pará-lo e jogar aquele maldito pen drive fora, mas todos os meus músculos estavam paralisados, temendo o que viria a seguir.

- Quero que converse com Alexandra...o que gostaria de dizer a ela?

- Por favor...podemos resolver isso de outro jeito...- Costia tenta convencer a mulher.

- Por favor, não torne as coisas mais difíceis...converse com sua mulher, conte tudo o que precisa contar...

Costia desiste de tentar segurar as lágrimas e começa a chorar copiosamente, os soluços fortes, abraçando o corpo fortemente. Ela nunca havia chorado daquele jeito.

- Me perdoe, Lexa...me perdoe...eu não vou conseguir realizar o nosso sonho, meu amor...me perdoe...nosso bebê...- Ela diz entre soluços fortes, mal conseguindo terminar uma frase sequer.

Costia estava grávida do nosso primeiro filho, e o que mais me abalava era saber que...que nunca poderia conhecê-lo. Me levanto com dificuldade, observando o rosto dela com atenção, minhas lágrimas quentes molhando meu rosto, que estava quente demais.

- Eu te amo...foi o meu primeiro amor e sempre será...eu sinto muito...- Ela aperta os olhos castanhos com força, a respiração tão alta que eu podia escutá-la – Não seja precipitada, meu amor...não faça isso, mesmo que seja difícil...eu amo você e nosso filho, Lexa....me perdoe e por favor...tente ser feliz, por mim – Ela suplica uma última vez.

- Não...não, Cos... – Eu sussurro enfiando as mãos nos meus cabelos nervosamente – Por favor...

- Eu acho que já entendeu o recado...será esperta e fará o que for o correto – Nia dá mais um sorriso doentio e puxa um punhal que até agora não havia notado que estava preso na bainha da calça que ela usava – Soube que você adora punhais, mandei que fizessem esse para que você tivesse algo concreto para se lembrar deste dia – Nia agarra os cabelos de Costia e puxa a cabeça dela para trás de um jeito bruto novamente, deixando o pescoço exposto. Costia ofega de dor com a aperto grosseiro em sua nuca – Como é mesmo o que vocês dizem? Yu gonglei ste odon.

Ela termina de falar e eu fecho os olhos firmemente, escutando a pele ser cortada lentamente e o som molhado dos espasmos de Costia, tentando puxar o ar a todo custo, engolfando sangue ao invés de ar puro...a garganta inundada pelo próprio sangue...sufocando em seu próprio sangue...minha mulher estava morrendo, meu filho estava morrendo, e uma parte de mim, a melhor parte de mim, talvez a mais importante, aquela que me permitia ter um resquício de bondade e compaixão, aquela parte se perdeu junto com o último suspiro de minha mulher...se perdeu junto com a última batida de seu coração.

Solto um grito desesperado e raivoso, perco o controle de minhas ações. Arremesso o controle remoto contra a tela da televisão, rachando-a em mil pedaços, assemelhando-se ao estado atual da minha alma. Eu estava quebrada de todas as maneiras possíveis e existentes. O ar faltava em meus pulmões, meus olhos ardiam e minha garganta queimava com os intermináveis gritos. E meu peito doía tanto, como se estivessem me esfaqueando várias e várias vezes, sem intervalo de tempo ou descanso.

Quebro as janelas com meus punhos, que estavam lavados de sangue, tentando ver se a dor física abafava a dor emocional, mas nada fazia aquela sensação de impotência, de raiva e amargor passar.

Olhei para a caixa que estava impecavelmente acomodada no centro da cama e caminhei até ela, meu corpo fervendo...queimando...

Pego a caixa no colo e respiro fundo antes de prosseguir, temendo o que poderia ter ali dentro. Puxo a tampa e automaticamente o gosto amargo do vômito toma conta da minha boca. Meus joelhos fraquejam e eu derrubo a caixa no chão, e a ânsia de vômito me domina.

Libero tudo para fora, apoiando as duas mãos no chão para não cair, mas o sangue me fez escorregar e cair no chão, minha dignidade dilacerada e já esquecida. Ali, deitada no chão frio, começo a chorar, recebendo os golpes da realidade de maneira constante e covarde, as imagens de Costia passando diante dos meus olhos.

Sinto mãos tocando o meu braço e eu as afasto bruscamente do meu corpo, me levantando com dificuldade, a visão embaçada, meus braços e pernas doendo demais para que eu me levantasse normalmente.

- Lexa...- Clarke me chama e tenta se aproximar de mim.

- Sai daqui! Sai daqui agora! Me deixa sozinha! – Eu grito, sem me importar de ela estar vendo as minhas lágrimas.

Clarke segura meus braços novamente e eu a empurro, e tento dar um soco em seu estômago, mas ela foi mais rápida e me abraçou com força, sem se importar com o estado deplorável em que eu me encontrava, o cheiro do sangue misturado com vômito e morte.

- Me...solta...me solta...vai embora...me deixa sozinha...por favor...- Eu sussurro contra o ombro dela.

- Sh...- Ela diz, afagando meu cabelo com delicadeza – Eu estou aqui...vou cuidar de você...- Ela sussurra, e eu me deixo apoiar totalmente nela, não tinha forças para me manter de pé. Clarke me segura firmemente, ainda afagando meus cabelos, meus soluços ainda altos e constantes.

- Dói, Clarke...tudo dói...

- Me abraça, Lexa – Ela manda e eu obedeço, abraçando fracamente o pescoço dela. Sinto meu corpo ser erguido, mas não consigo raciocinar, não consigo entender absolutamente nada que se passava ao meu redor, eu só via a cabeça dela, largada de qualquer jeito no tapete de nosso quarto, o rosto desfigurado pelos infinitos cortes, a pele que antes tinha um tom de chocolate, que tão era sedosa, macia e quente, agora estava com um tom acinzentado e doentio, os olhos castanhos abertos e opacos, os cabelos grudados de sangue e a pele...a pele do pescoço...

- Não olhe, Lexa – Clarke diz, mas eu não consigo desviar os olhos dali, e no momento seguinte estamos no quarto de Clarke, e no outro minha cabeça está recebendo jatos constantes de água limpa e quente, tirando a sujeira do meu corpo, os cortes ardendo com o contato molhado.

Clarke me amparava, sem se importar em molhar as suas roupas enquanto me banhava. Ela esfregava a minha pele, tirando o sangue seco e lentamente, comecei a sentir uma certa leveza no corpo. A água sempre conseguia me relaxar...era o momento em que eu deixava os pensamentos perturbadores de lado e vivia as memórias boas que já tive ou queria ter...meu filho correndo pelo jardim secreto, no topo do prédio central, Costia ensinando-o a ler, enquanto eu contava sobre a história de nosso povo...Costia comigo, as palavras suaves e o toque singelo dos lábios macios nos meus. Aquilo me trazia felicidade, mas agora só restava dor, dor e angústia por saber que nunca mais a teria para mim, nunca poderia sentir meu filho nos braços, nunca nem ao menos poderei ver o seu rosto...

Recomeço a chorar e Clarke me seca e veste, me deitando na cama dela, cobrindo-me com as peles de cordeiro branco. Ela se senta ao meu lado e fica quieta, mas de alguma maneira eu sabia que ela estava me observando com atenção, velando meu sofrimento.

- Ela estava grávida, Clarke...meu primogênito...

- Sinto muito...- Ela diz, a voz quase inaudível, mas estava embargada.

- Eu perdi tudo em um só dia, Clarke...minha família...

Clarke se remexe na cama e vira o meu rosto, fazendo-me olhá-la nos olhos, que estavam escuros como o mar em tempestade, furiosos e imponentes.

- Você tem a mim, tem seus Nightbloods, tem Anya, tem Luna...não está sozinha e nunca esteve. Eu juro a você que buscaremos vingança, juntas – Ela diz com a voz firme.

- Mas eu quero estar sozinha, Clarke, eu sou destrutiva e mato aqueles que amo.

- Isso não é verdade...

- Então porque minha esposa e meu filho estão mortos?! Se eu não tivesse sido idiota, se eu tivesse escutado Costia, ela estaria viva agora! Eu sou um monstro, Clarke! Um monstro! E todos vocês serão os próximos da lista dela!

- Não foi você que fez aquilo com ela, Lexa! Não foi sua culpa! Não farão nada conosco.

- Eu vou te mandar de volta para casa, não quero que seja um alvo – Eu murmuro e me levanto da cama, indo em direção a porta, mas sou impedida por Clarke, que segura meu pulso cortado, mas a dor não me incomodou.

- Eu estou segura aqui, não quero voltar pra casa, meu lugar é em Polis.

- Não posso protegê-la, não pude nem ao menos proteger a mim mesma – Eu respondo amargurada, lembrando da pancada que recebi na cabeça – Foi tudo em vão, Clarke, a guerra vai acontecer do mesmo jeito. Eu sou uma merda no comando, isso está mais do que claro agora. Nia queria o trono...agora ela tem, não consigo nem...nem pensar em governar alguma coisa. Ela encontrou meu calcanhar de Aquiles, e enterrou a porra do punhal até que acabasse comigo por completo...

- Não vai entregar as cartas desse jeito. Eu não vou permitir – Ela fala, mas eu vejo que seus olhos estavam lacrimejados.

- E você quer que eu faça o que?! Minha vontade é sair daqui e mandar bombardear toda a Rússia, até que não sobre porra nenhuma. Minha vontade é pegar Nia e torturá-la das piores maneiras possíveis, matar os filhos dela um por um, matar seus soldados, arrancar dente por dente, cada unha, cada dedo, eu quero esfolá-la viva, expor a carne dela para todos. Eu estou tendo ideias que não podem nem ser consideradas medonhas e malignas de tão negativas que são! Nia despertou o que havia de pior dentro de mim!

- Lexa...

- Não, Clarke. Tem razão, não posso desistir, mas vou agora acabar com isso – Eu falo, ganhando firmeza e coragem de repente.

- Não, você não vai, está com a cabeça quente e é exatamente isso que ela quer que você faça. O que acha que ela fará quando você pisar em Azgeda?

Infelizmente Clarke tinha razão em suas palavras. Nia sempre trabalhou com provocações e manipulações, e Costia...ela havia sido alvo daquela mente doentia e sádica. Ela matou minha mulher e meu filho somente para me provocar, somente para causar uma guerra.

- Uma vez uma pessoa muito sábia me disse que sempre precisamos manter a calma, porque se agirmos guiados por nossas emoções, os resultados serão negativos – Ela diz, citando uma coisa que eu havia falado para ela tempos atrás...parecia que tinha se passado séculos desde aquele tempo...

- O que devo fazer, Clarke? – Eu pergunto, fechando os olhos e respirando fundo, sentindo o toque quente e firme no meu pulso.

- Esperar – Ela sussurra e puxa minha mão, dando passos para trás, até se senta no colchão e me olha de baixo – Eu juro que não irei te abandonar. Vou batalhar ao seu lado, sempre, nós teremos nossa vingança, Lexa.

Eu estava mais calma agora, e só assim percebi o quanto ela também estava abalada...Costia era amiga dela, foi a primeira a realmente tentar uma aproximação mais amigável.

- Vamos passar por isso juntas, mas preciso que você me deixe cuidar de você – Ela fala, a voz controlada e calma.

- Eu quero, Clarke – Eu falo, tentando segurar o choro. Me sento ao seu lado, olhando-a profundamente, os olhos azuis um pouco mais claros que antes, a expressão suavizada depois da minha resposta. Ela solta a minha mão e mexe em seu baú, retirando uma caixinha de primeiros socorros dali.

Silenciosamente, Clarke trata dos meus cortes, cobrindo-os com pomadas cicatrizantes e ataduras nos cortes mais profundos. Clarke acaricia a minha pele cheia de curativos e dá um beijo na minha mão.

- Precisa comer alguma coisa – Ela fala baixo.

- Eu não quero comer.

- Mas precisa...vou pedir algo bem leve, não se preocupe – Ela diz e sai do quarto.

Observo seu quarto com atenção, percebendo que estava mais ajeitado que antes. Mas um quadro me chamou a atenção. Era parecido com o último que eu havia visto, mas esse parecia expressar exatamente o que Clarke havia sentido ao pintá-lo...eu praticamente me via naquela tela, os sentimentos embaralhados e as memórias perturbadoras em minha mente.

Não percebi que o tempo havia passado até Clarke entrar no quarto segurando uma bandeja prateada.

A sopa fumegante estava no centro da mesma, junto com suco de algo que não consegui reconhecer e algumas frutas.

- Eu não quero, Clarke.

- Aceitou a minha ajuda...comer vai te ajudar a se recuperar, você precisa forrar o estômago – Ela fala, o tom sério, e só então resolvo obedecê-la.

- Não quero te incomodar.

- Você não está – Clarke me responde enquanto se ajeita para se sentar ao meu lado na cama enorme de casal – Você é importante para mim, Lexa, eu quero te ajudar...

- Não tem essa obrigação – Eu falo, terminando a sopa depois de minutos em silêncio.

- Eu tenho sim, você é minha amiga, Lexa – Ela sussurra, segurando a minha mão novamente. Subo meu olhar até o dela e fiquei aliviada ao ver que não havia pena neles.

Não era noite, mas Clarke me obrigou a tirar a tarde para descansar, mas me apavorei com a ideia de ficar sozinha, então ela permaneceu comigo até que eu conseguisse adormecer. Ela me segurava em seus braços, e eu estava entregue aos seus cuidados, entregue de uma maneira que só estive com Costia, e aquele pensamento me perturbava...eu nunca mais sentiria minha mulher, nunca mais poderia protegê-la, e me lembrar de que a última coisa que ela viu foi a minha impotência, fazia com que lágrimas teimosas escorressem pelo meu rosto, mas Clarke rapidamente as enxugava e seus afagos no meu cabelo se intensificavam, me fazendo lembrar de que ao menos eu tinha ela para me segurar em um momento tão...traumático.

Me agarrei ao seu corpo quente e tentei acalmar meus pensamentos. Clarke não pareceu se importar quando soltei todo meu peso em cima dela.

Mal sabia eu que aquela era a noite mais calma que eu teria.

 

 

 

Pov Clarke

 

 

 

Sinto a claridade em meu rosto, me despertando lentamente. Meus músculos estavam duros e doloridos, e eu sentia um peso quente no peito...Lexa estava em um sono pesado, o corpo descansando em cima do meu, meus braços a envolvendo protetoramente.

Eu nunca tinha visto ela em um estado tão frágil, na verdade, eu nunca havia imaginado que Lexa poderia chegar a esse ponto, independente do motivo. Mas Costia era sua família, era para ela que recorria quando precisava de carinho e afeto.

Cuidadosamente, tiro Lexa de cima de mim, deixando-a confortável ao arrumar o cobertor de peles sobre seu corpo.

Tomo um banho rápido, mas não me preocupo em colocar roupas elegantes demais, uma camisa e um short de algodão preto, daqueles que costumo usar para os treinos com Lexa.

Observo Lexa dormindo, o semblante calmo...não parecia aquela Lexa perturbada de algumas horas atrás.

Era doloroso pensar em Costia, imagino que para Lexa fosse mil vezes pior...mas só de pensar que não teria ela para conversar durantes as tardes...aquilo fazia meu coração se apertar em meu peito, eu já estava sentindo falta da minha amiga.

Quase que inconscientemente, pego um lápis e um bloco de papel, me sento ao lado de Lexa na cama, e começo a fazer esboços, até que a imagem de seu rosto, dormindo tranquilamente, começou a ganhar formas com o grafite preto. Passaram-se minutos e eu continuava a desenhar o seu semblante calmo, mas Lexa franziu as sobrancelhas, e o rosto se retorceu, como se estivesse sentindo dor. Estava tendo um pesadelo.

- Costia! – Ela levanta de supetão. O peito levantando e subindo rapidamente.

- Lexa, foi só um pesadelo – Eu tento acalmá-la, segurando seu rosto entre as minhas mãos, mas seus olhos não se focavam nos meus, pareciam assustados e vidrados com o que quer que tivesse sonhado – Lexa, olha pra mim – Eu peço delicadamente, até que ela parece despertar do transe, mas as lágrimas começaram a escorrer pelos olhos verdes – Eu estou aqui com você...- Eu sussurro, mas os soluços irrompiam altos de sua garganta – Shhh...- Puxo a cabeça dela para o meu ombro, acariciando com delicadeza seus cabelos castanhos. Deito lentamente na cama, até que voltamos a posição inicial, ela por cima do meu corpo. Sua respiração se acalmou aos poucos, até que Lexa somente descansava em cima de mim, aproveitando os carinhos que recebia. Ela estica a mão para o lado e pega o desenho, olhando-o com atenção.

- Seus traços são maravilhosos, Clarke, mas deveria procurar algo melhor para desenhar...- Ela diz, a voz rouca pelo choro de outrora.

- Não há nada que seja mais perfeito que você, Lexa...- Sussurro em resposta, enquanto meus braços a apertava um pouco mais.


Notas Finais


Provavelmente alguns já estavam deduzindo que isso iria acontecer, mas mesmo assim, NÃO NOS MATEM, também estamos na bad pela morte de Costia :c
Requiescat in pace Costia Woods


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...