História The Godmother - Capítulo 21


Escrita por: ~ e ~LerigouNaPista

Postado
Categorias The 100
Tags Clarke, Clexa, Lexa, The 100
Exibições 193
Palavras 2.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Luta, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoinhaxxx, resolvemos lançar mais cedo porque sim, e a partir desse cap vocês vão notar uma leve (ou não tão leve assim) mudança em relação a alguns personagens, e volto a repetir, tudo é necessário para o andamento da história u-u.
Espero que gostem.

Capítulo 21 - XXI - Stand by me


Lexa parecia melhorar a cada dia que se passava, mas ela estava extremamente dispersa, não conseguia prestar atenção nas reuniões e sempre que perguntavam algo para ela, Lexa não sabia responder com precisão, o que acabava por finalizar as reuniões antes mesmo que se desenvolvessem.

Pedi então para que Luna, Indra, Anya e Titus me encontrassem na biblioteca depois que Lexa voltasse para seu quarto, precisávamos discutir sobre o que fazer com Polis já que Lexa estava tão ausente.

Anya me avisou que não poderia comparecer, queria passar a noite com um garotinho de TonDC que havia adoecido por conta de uma infecção na perna.

Eu estava sentada ao lado de uma enorme janela quando finalmente chegaram, já era tarde da noite e eu estava morrendo de sono, Lexa sempre acordava aos gritos durante a madrugada, e levavam horas até que ela voltasse a dormir.

- O que quer conosco, Clarke? – Titus pergunta, a voz grave e séria, mas claramente estava cansado, assim como as outras duas mulheres, que carregavam olheiras profundas nos olhos escuros.

- Precisamos conversar sobre Lexa...ela não está em condições de governar, ela precisa se recuperar – Eu falo, sendo curta e direta.

- Ela é a Heda, não pode se ausentar de suas responsabilidades – Titus diz, irritado comigo. Eu nunca gostei desse homem – Ela precisa cumprir com seus deveres.

- Eu é quem estou tomando conta dela, Titus, não sabe o quanto ela está arrasada pela morte de Costia – Me descontrolo, mas mantenho o tom baixo, apesar de estar firme e raivoso – Lexa precisa descansar, uma ou duas semanas no máximo...

- É tempo demais! – Titus me interrompe, ralhando comigo.

- Ela perdeu a esposa e o filho no mesmo dia! Seja razoável! – Eu grito de volta, levantando-me da cadeira e ficando de frente para ele – Ela não presta atenção em absolutamente nada! Está dispersa demais para tomar decisões importantes!

- E quem tomaria o lugar dela? Os Nightbloods não podem assumir o trono até que seu Heda esteja morto, e nenhum de nós tem qualificação para isso – Titus pergunta, me provocando.

- Clarke é apta – Luna diz e Indra concorda silenciosamente.

- Ela nem ao menos nasceu aqui – Titus diz entredentes, parecendo irritado com a resposta de Luna – Você foi treinada por Layla, tem a mesma base que Lexa e tem o sangue negro.

- Não vou governar Polis, já tenho meu povo para cuidar. E você mais do que ninguém, sabe que Lexa é mil vezes melhor que minha mãe para governar, Clarke treinou todos os dias desde que chegou em Polis com Lexa...então eu acho sim que ela é a pessoa correta para resolver as questões mais importantes.

- Não podem saber que Lexa está tão fragilizada, teremos de encobrir os motivos pelos quais Clarke estará indo as reuniões e resolvendo os conflitos – Indra dispara a falar com Titus.

- Mas...- Eu tento argumentar.

- Clarke, você é perfeita para comandar Polis, Lexa a treinou durante meses, mostre que aprendeu alguma coisa – Luna me impede de falar.

Quando pensei em fazer essa pequena reunião, não tive a intensão de me candidatar para substituir Lexa enquanto ela está fragilizada. Eu havia pensado em sugerir Aden ou Luna, mas nunca havia cogitado a possibilidade de me escolherem.

- Não podem definir isso, Lexa nem ao menos tem conhecimento dessa reunião – Titus tenta argumentar.

- Acha que ela negará alguma coisa a Clarke? – Luna pergunta, um sorriso provocativo no rosto, o tom carregado de malícia – Não seja tolo, Titus.

Sinto meu rosto esquentar com a fala dela. Realmente, Lexa quase sempre fazia tudo o que eu pedia, mesmo que demorasse um pouco para convencê-la, mas a conotação que ela usou...era vergonhoso demais!

- Eu fui Conselheiro de duas grandes comandantes, perguntarei a Lexa se ela aceita essa ideia – Ele ignora Luna e sai da biblioteca, a túnica preta esvoaçando, os passos pesados e raivosos.

- Ele parece um anjo da morte com essa roupa – Eu falo e Luna ri. Indra permanece quieta, ela sempre permanecia séria.

- Lexa e eu costumávamos dizer que ele parecia um comensal da morte.

- Lexa disse que não perdia seu tempo com filmes idiotas – Eu falo, lembrando-me de sua expressão quando eu brinquei com ela sobre um filme que havia assistido.

- Ela não assiste, mas é uma grande fã de Harry Potter, não se deixe enganar pelo rostinho sério – Ela ri e também sai da biblioteca, sendo seguida por Indra. Caminho a passadas largas até que esteja atrás delas – Vou acompanhar você até o quarto, tenho algumas coisas para conversar, acabei de me lembrar.

- E sobre o que seria? – Pergunto quando entramos no elevador.

- Nia...eu acho que ela tem um espião aqui dentro – Luna diz e Indra a observa com atenção.

- Por que acha isso?

- Temos que considerar o fato do piloto ter levado Lexa e Costia, e depois a trouxe sozinha e desacordada, abandonou ela na pista de pouso e foi embora novamente.

- Os helicópteros e os jatinhos têm um rastreador – Eu falo, como se fosse óbvio.

- Estava desativado, o que indica que não há somente um infiltrado, devem ter vários, acredito que uns 5. Sei do que estou falado, vivo escondida na floresta há anos.

- Precisamos aumentar o monitoramento na cidade, principalmente aqui no prédio – Indra diz e eu aceno positivamente – Quando deseja que comecemos as buscas? – Indra me questiona e eu a observo confusa, até que me lembro que era eu quem estava no comando temporariamente.

- Se possível, amanhã cedo – Eu respondo, tentando soar firme, e acho que deu certo. A porta se abre e continuamos a conversar até que somos interrompidas por um grito desesperado.

Saio em disparada na direção da porta de Lexa, sem me importar se seria seguida por Luna e Indra.

Lexa estava encolhida na cama, os soluços fortes enquanto respirava com dificuldade por conta do choro. Os olhos estavam fechados com força, as mãos segurando firmemente os cabelos castanhos.

- Lexa, estou aqui – Eu falo enquanto desfaço o aperto de ferro em seus cabelos. Ajeito-os, acariciando sua bochecha e enxugando as lágrimas. Puxo Lexa pelos braços para o meu colo, fazendo-a se sentar em cima das minhas pernas, embalando seu corpo como se fosse um bebê.

Ela esconde o rosto no meu pescoço, os soluços cortando sua respiração de maneira dolorosa. Acaricio suas costas e lentamente Lexa se acalma, até que volta a dormir, sem nem ao menos dizer uma palavra.

Isso já havia se tornado um costume. Ela acordava assustada de seus pesadelos, e quando eu a acolhia, voltava a dormir sem dizer nada. Nós duas sabíamos que não era um bom momento para conversar, então simplesmente ficávamos em silêncio, só aproveitando a companhia uma da outra.

Indra e Luna não vieram falar comigo, mas escutei a porta se fechando atrás de mim. Elas não queriam atrapalhar.

Eu sabia que em poucas horas Lexa voltaria a acordar, então decidi que dormiria com ela essa noite. Eu também estava cansada demais para me mover.

 

 

 

 

Os dias estavam mais intensos, os problemas de Polis pareciam nunca acabarem, com a ajuda de Indra, Anya e Luna pude me sair bem como Comandante, a segurança na cidade havia sido intensificada o mais rápido possível, inclusive, conseguiram capturar os infiltrados, Indra ficou responsável pelo destino deles.

Nas várias reuniões que Anya e eu presenciamos, ninguém sabia sobre o que acontecera com Lexa, para eles, éramos apenas “as representantes da Heda” já que a mesma estava ocupada demais para participar das reuniões.

Luna já estava estabilizada na floresta, além de resolver pequenos conflitos nas redondezas. Sempre me trazia informações de futuros ataques ou rebeliões que ela ficava sabendo, aparentemente, haviam mais simpatizantes de Nia surgindo em todos os cantos de Polis, como pragas.

Por mais conturbada minha rotina estava, sempre estive cuidando de Lexa, deixando até alguns afazeres que depois seriam compensados durante a madrugada. Sempre levava papeis para ler a noite, optei por ficar trabalhando no quarto, seria melhor de escutar Lexa quando ela precisasse de mim.

Hoje pela manhã, enquanto eu organizava os papéis, vi que Lexa havia saído, o que era um grande progresso, levando em consideração que ela não saía para fazer absolutamente nada. Talvez tivesse subido para o jardim, para pensar um pouco, ela adorava meditar, mas quando a noite caiu, Anya me trouxe para a realidade.

- Clarke! – Escuto a voz de Anya me chamando, parecia nervosa quando invadiu o quarto – Você viu Lexa?

- Não...o que aconteceu? – Pergunto, preocupada, Anya estava desesperada.

- Eu vi Lexa hoje de manhã, estava completamente bêbada e irritadiça. Tentei me aproximar, mas ela foi agressiva. Desde então, Indra e eu estamos tentando encontrá-la, mas ela sumiu.

- Talvez ela esteja no Jardim dos Guardiões – Eu falo, deixando os papéis em cima da cama enquanto vestia um casaco grosso de frio. O inverno havia chegado em Polis.

- Havia me esquecido de lá...mas eu não tenho permissão para acessar o jardim.

- Não se preocupe, eu vou...e se ela está bêbada, ninguém conseguirá segurá-la – Eu falo e Anya entende o que eu estava querendo dizer.

- Obrigada Clarke...Lexa está estranha demais, tenho medo de que faça alguma besteira.

- Eu também, Anya – Eu falo, sentindo um frio na barriga quando ela termina de falar.

Saio correndo em direção ao jardim com vários pensamentos na cabeça, a preocupação tomando conta da minha mente. Lexa estava bem, se esforçava para prosseguir e eu a ajudava. Essa atitude, de beber tanto até ficar bêbada...ela não tomou uma gota sequer de álcool enquanto eu estava ao seu lado.

Ao chegar no local, procuro desesperadamente por Lexa, e sei que ela estava ali, as flores brilhavam intensamente na escuridão da noite, mas não consigo encontrá-la. Escuto um barulho de algo se quebrando atrás de uma das grandes árvores e vou a passos lentos até ali, eu não sabia qual seria sua reação, muito menos o que estava fazendo.

Vejo Lexa sentada, encostada em uma árvore, segura um caco de vidro da garrafa que ela havia quebrado, ela fala algumas coisas que eu não consigo entender por conta de seu estado de embriaguez e assim que termina, ela estira seu braço direito e direciona o vidro até seu pulso. Antes que ela faça alguma besteira, corro a passos largos até conseguir segurar seu braço e pegar o vidro de sua mão, jogando-o longe.

- Não, Lexa! Está louca?! – Eu grito com ela – Não pode fazer isso! – Eu me descontrolo, Lexa não me encarava, o rosto na direção do chão, enquanto eu estava ajoelhada a sua frente.

- Quem é você para decidir por mim, se eu devo ou não continuar vivendo? – Dessa vez ela me encara, e suas palavras me magoam profundamente – Vá viver sua vida, Clarke! Vá embora, eu não te quero mais aqui. – Fala gesticulando com as mãos – Você deveria querer minha morte, eu fiz você sofrer de todas as maneiras possíveis, e ainda assim você me protege e cuida de mim – Por fim, fala exausta.

- Não há motivos para eu desejar isso a você, Lexa. E eu não seria capaz de fazer isso com você.

- Por que? – Ela pergunta, a voz fraca – Clarke, eu sou um monstro...um monstro egoísta e possessivo...

- Porque você é muito importante para mim, Lexa...você é importante para todos nós, não pode ser tão egoísta a ponto de tirar a vida de um líder que seu povo tanto venera...você não é um monstro.

- Eu matei o seu pai.

Suas palavras eram como apunhaladas no meu coração.

- Fez o que fez porque era sua responsabilidade como líder e eu não julgo você por isso, Lexa, quantas vezes terei que te falar isso? É claro que eu estou magoada, de luto por ter perdido duas pessoas importantes em tão pouco tempo – Ela me encarava, os olhos verdes carregados de culpa – Errou comigo sim, muitas e muitas vezes, mas eu não te culpo pela morte de meu pai...toda ação tem suma reação, Lexa...mas você não pode se deixar levar desse jeito, um povo precisa de um líder, está sacrificando eles porque está se guiando pelas emoções.

- Depositaram seu prestígio na pessoa errada...

- Não, você é amada, Lexa – Eu falo e seguro o rosto dela entre minhas mãos, coisa que eu sempre fazia para acalmá-la – Eu...eu gosto de você, não vou permitir que saia da minha vida desse jeito...

- Mas eu estou tão cansada, Clarke...- Ela sussurra, começando a chorar, seu hálito cheirando a álcool soprando em meu rosto – É doloroso demais...eu quero encontrar eles, Clarke...- Ela soluça – Eu só quero ir embora...eu quero a minha mulher, eu quero o meu filho...

Ela estava tão quebrada...por um minuto me lembrei da conversa que tive com Costia antes da sua morte, lembrei-me do que ela pediu e que seriam tempos sombrios. Eu não havia entendido no início, e creio que nem ela, mas sua intuição apitava, ela sabia que algo poderia acontecer, algo grave...e, Deus, como eu queria que Costia estivesse errada!

- Você me tem. Fique por mim, Lexa – Eu peço e ela parece ficar surpresa com as minhas palavras. Seus olhos estavam vermelhos, brilhosos e o verde claro devido as lágrimas que ainda caíam, os lábios grossos entreabertos enquanto me observava com atenção. As sobrancelhas estavam levemente erguidas, me fazendo ter a confirmação de que ela estava realmente surpresa, ela sempre fazia isso – Eu preciso de você...nós precisamos de você.

Ela engole em seco e fecha os olhos, puxando o ar com força e calma. Até que se desvencilha do meu toque e se levanta com dificuldade. Parecia ainda mais abalada que antes, o que me fez questionar se eu havia falado algo de errado, e enquanto repassava minhas palavras mentalmente, vi que Lexa se afastava cada vez mais.

- Lexa – Eu a chamo, mas ela me ignora, os ombros caídos - Corro em sua direção e a abraço por trás, envolvendo meus braços em sua cintura de maneira protetora. Encaixo meu rosto na curva do pescoço dela com dificuldade, precisando me esticar na ponta dos pés para alcançá-la - Você não está sozinha, eu estou aqui...não vou te abandonar.

Sinto ela tocando em meus braços com os longos dedos frios e pequenos soluços começavam a irromper de seu peito, enquanto seu aperto se firmava nos meus braços. Eu apenas a pressiono mais contra meu corpo tentando passar total segurança para ela, e assim, Lexa volta a chorar, desmoronando-se em meus braços.

Eu a fiz jurar que não tentaria fazer isso de novo, mas Lexa não largou a bebida depois daquele dia, e os problemas se acumularam, meu tempo estava dividido entre cuidar dela e cuidar de Polis.

Alguns ataques se tornaram constantes, e estava cada vez mais complicado segurar os rebeldes. Luna se esforçava e Anya tinha controle dos soldados de Heitor, que agora haviam perdido a utilidade inicial, já que seriam usados para ajudar Nia na guerra contra seu filho. Somente eles não conseguiam dar conta de todos os problemas de uma cidade tão grande como Polis.

O povo começou a perder sua fé, Heda havia sumido, e os clãs estavam irritados, exigiam a presença de Lexa, que estava sempre bêbada, trancada dentro do quarto. Ela não me permitia entrar, mesmo quando gritava durante as madrugadas, e quando ela saía do quarto, para pegar mais bebida, ela era hostil, tratando-me com agressividade, as palavras vazias e evasivas. Lexa era uma bomba, recheada de ódio e raiva, diferente da Lexa frágil que eu havia visto e amparado nos últimos dias, e aquilo estava me assustando, principalmente por não estar conseguindo cumprir o que Costia havia me feito jurar.

As coisas estavam começando a desmoronar, e a esperança de que Lexa voltaria a sua sã consciência passou a se tornar uma ideia vaga e sem sentido.


Notas Finais


Caso queiram receber spoilers, sigam o Twitter @Anjosdelerigou :3
Até logo.


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