História The Gods Chronicles - Book One - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Campanha, Deuses, Elfo, Fantasia, Magia, Medieval, Original, Rpg
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Palavras 2.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Josei, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shounen, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Heey. Eu não esqueci dessa história aqui não, tá gente! KKKKK
Só acabei deixando de lado por um tempo porque estava fazendo outras e eu tinha travado em uma parte ficando totalmente sem ideia pra continuar. Mas eis que a luz da criatividade acendeu em mim novamente e consegui terminar o primeiro capitulo. KKKKK

Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 3 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction The Gods Chronicles - Book One - Capítulo 3 - Capítulo I

            O sol começará a se por quando ele finalmente avistou a cidade ao longe. Precisou optar pelo caminho mais longe, atrasando sua viagem que estava prevista a terminar há três dias. O caminho mais curto o levava por um deserto, no entanto fora avisado por uma caravana de mercadores que uma terrível tempestade de areia impedia a travessia e até mesmo eles que faziam aquele caminho sempre não arriscavam viajar naquelas condições.

            Já era noite quando Sorsien adentrou a pequena cidade de Cienthy. Mesmo sendo uma cidade um tanto isolada das outras, a movimentação parecia nunca acalmar. Das tavernas os sons de alaúdes se misturavam as risadas altas. Alguns vendedores das mais diversas especialidades começavam a recolher seus produtos e abaixar as portas das lojas, tendo poucas ainda abertas.

            O elfo já tinha visto aquele tipo de cotidiano nas cidades em que parou durante a viagem, mas a cultura dos humanos ainda o surpreendia. Estava bem longe de casa e sentia saudades da calmaria de sua vila, do canto dos pássaros, o aroma do orvalho durante o dia e do verde puro que o rodeava. Nas cidades humanas só encontrava agitação, algazarra, cheiro de estrume dos cavalos com carroças e diversos tipos de construções e edifícios, alguns bem decorados e outros nem tanto. Ele suspirou um pouco aliviado e dirigiu-se para a primeira estalagem que encontrou.

            Recebera alguns olhares estranhos, pois não era comum a presença de um elfo naquela cidade afastada de tudo. Conseguira um quarto e um lugar no estábulo para seu cavalo por um preço justo e após acomodá-lo, Sorsien seguiu para o quarto, livrando-se dos equipamentos e tendo o merecido descanso em uma cama após dias de viagem e noites ao relento.

            Ainda era bem cedo quando Sorsien despertou. O céu sequer estava claro e o silêncio reinava na hospedaria e na rua. Lavou o rosto numa pequena pira e ajeitou o quarto. Sabia que os seres humanos ainda demorariam algumas horas para despertarem também, então decidiu que faria algumas orações à Erde e checaria seus equipamentos dando manutenção a suas duas espadas élficas talhadas com símbolos e algumas runas características de sua raça antes de descer para o desjejum matinal.

            Quando o sol raiou e a agitação começou a tomar seu lugar novamente, o elfo se preparou; trançou os longos cabelos louros, juntou suas coisas, vestiu novamente os equipamentos e saiu do lugar. Precisava de alguém para guiar um barco e atravessar a bacia marítima que dividia Cienthy de Harlonde. A manhã fora longa, teve dificuldades para encontrar alguém que estivesse viajando para aquela cidade, ainda mais com as notícias sobre os refugiados de Hasven que chegavam aos montes. No entanto um pequeno barco pesqueiro o aceitou a bordo, se Sorsien estivesse disposto a ajudar com os trabalhos manuais e preparo dos equipamentos. Não hesitou em aceitar e se preparou para a partida que seria bem cedo no dia seguinte.

            Com um aperto no coração, ele vendeu o cavalo que acompanhara a viagem toda, conseguindo uma razoável quantia de dinheiro por ele. Seu povo élfico não utilizava esse tipo de artifício julgando o fútil e egoísta, no entanto ele sabia que para viver entre os humanos precisaria utilizar de seus modos e ferramentas. 

            No dia seguinte, antes mesmo do horário combinado, Sorsien já se encontrava no píer próximo ao barco pesqueiro e assim que os outros chegaram, preparam tudo e partiram. A viagem e a pesca tomariam três dias antes que aportassem em Harlonde.

 

            Assim que Aksel despertou, pode ouvir um som diferente ecoando alto. Levantou-se e agarrado a sua longa veste com capuz, correu para a borda do barco admirando o céu azul e as gaivotas que voavam majestosas. Gaivotas...? Isso significava que estava próximo à terra firme! Deixou os olhos verdes correram pelo horizonte avistando ao leste a linha que se formava. O capitão que comandava a embarcação gritou aos marinheiros para prepararem as velas e se organizarem para aportar.

            O coração do lupino bateu forte contra seu peito. Estava ansioso e não aguentava mais o sacolejar do barco. Faziam mais de cinco dias que estavam em alto mar e ele, de algum modo, conseguira até então evitar muito contato com os outros refugiados e manter sua identidade escondida.

            Logo o barco aportou em Harlonde e assim que Aksel colocou os pés em terra firme uma onda de sentimentos o acertou. Para onde iria? Oque iria fazer agora? De quem buscaria ajudava? Antes que se perdesse em seus medos, a alvoroço da multidão o tirou de seus pensamentos forçando o jovem lupino a sair do caminho. Afastou-se desviando dos diversos tipos de pessoas que surgiam e sua frente.

            Era a primeira vez que estivera em uma cidade humana, afinal ainda era um bestial jovem, não tinha nenhuma experiência de vida fora da comunidade em que morava na floresta de Hasven tendo pouco conhecimento sobre a cultura e a forma de vida dos seres humanos. Oque sabia era oque seu irmão mais velho lhe dizia em suas visitas. No entanto não podia mais contar com ele...

            Aksel começou a caminhar adentrando mais na cidade, seguindo o fluxo das pessoas que perambulavam por ali. Abaixou o capuz o suficiente para poder enxergar os detalhes daquela cidade. Grandes construções cinza e quadradas mais altas que as arvores que costumava ver e escalar na floresta em que vivia. Pela longa rua diversas mesas estendidas com variados objetos, utensílios, armas de porte pequeno e até mesmo comida estavam dispostos. Seu estomago roncou quando o cheiro de alguma coisa fresca fora captado por seu olfato apurado. Ele se aproximou de uma barraca onde um velho pançudo anunciava aos berros o que se assemelhava a um pão em sua terra.

- Ei, você ai! Não quer levar uma broa assada? – o velho sacudiu o alimento na frente do rosto de Aksel que estendeu as mãos para pegar.

- Obrigado. – pego de surpresa, ele sorriu discretamente e aceitou a comida, dando uma mordida servida e fechando os olhos ao saboreá-la. Sua cauda balançou por baixo da capa. Enfim estava forrando a barriga com algo diferente de peixe cru.

- Custa cinco moedas de cobre, garoto.

            Aksel ainda mastigava e encarou o velho, sem entender exatamente oque ele queria dizer com aquilo.

- Você vai pagar por isso, não vai? – o homem se virou para ele com uma expressão irritada na face vermelha.

- A que o senhor se refere? – perguntou dando uma segunda mordida na broa.

- Olha aqui seu espertinho, não vem de graça pra cima de mim! Dê-me cá o dinheiro e saia da minha frente.

            Ele deu a volta na barraca e segurou no braço do lupino, sacudindo-o e fazendo com que ele soltasse a broa. Aksel tentou alcançar o alimento, mas o homem o segurou novamente, todavia puxou-lhe o capuz revelando suas orelhas felpudas características de sua raça.

- Você... É uma daquelas criaturas que estão em guerra com o outro reino.

- Senhor... Por favor, eu não ...

-Suma daqui! Esse país não tem nada a ver com a guerra de vocês. – o velho o empurrou com violência fazendo Aksel cair de costas no chão – Volte para sua terra, fera desgraçada!

            As pessoas ao redor se afastaram assustadas com a gritaria do velho ao tempo que notavam o jovem bestial recuar. Mães agarravam seus filhos, curiosos se amontoavam e alguns se juntavam ao velho gritando ameaças para Aksel. Ele arrastou-se um pouco mais para longe e no momento que viu alguns homens empunharam pedaços de madeira, tabuas e até mesmo sacaram facas para ele, seu instinto o alertou fazendo-o se levantar e correr para longe dali.

            Conforme corria desesperado, podia ouvir a gritaria diminuir. Desviava das pessoas em seu caminho e se enfiou em algum beco escuro afastado de onde a concentração de pessoas era maior. Puxou novamente o capuz escondendo as orelhas e encostou-se na parede enquanto a respiração normalizava. Em que lugar fora se meter? As pessoas ali pareciam odiá-lo simplesmente por ele ser um bestial. Escorou-se na parede até que sentasse no chão. Abraçou os próprios joelhos enfiando a cabeça no meio deles. As lágrimas logo surgiram em seus olhos e de início chorou silenciosamente não sendo capaz de controlar os sentimentos que estavam acumulados e agora escapavam daquela maneira. Enfim permitiu-se lamentar a perda do irmão que ele tanto estimava e chorou até que não existissem mais lágrimas a serem derramadas, logo o cansaço da viagem o atingiu trazendo o sono que serviria de conforto.

Pobre Aksel. Estava perdido, assustado e sozinho naquela cidade estranha.

 

 ⍨

            O sol do décimo dia já sumia no horizonte trazendo o crepúsculo com ele, todavia nenhuma notícia ou contato chegara até então. As paredes do velho moinho pareciam diminuir cada vez mais e Zeerith já começava a ficar impaciente. Mesmo que preferisse trabalhar sozinho, vez ou outra dependia das ações de outros para dar continuidade às suas próprias. Merda, por que eles não podiam ser mais eficientes? Facilitaria e agilizaria o seu próprio lado. A sua missão que era a mais trabalhosa já havia sido cumprida uma semana atrás; procurar e destruir. Precisou rastrear seu alvo em Hasven e descobriu que o maldito fugiu para Harlonde junto com alguns refugiados da guerra. Tomou o barco e assim que aportou na cidade deu início a sua busca não tardando a encontrá-lo. Um disfarçado sorriso satisfatório surgiu em seus lábios quando os detalhes daquele dia lhe voltavam.

“Das sombras, seus olhos atentos e inexpressíveis tinham como alvo a sua frente o elfo que capturara. Com os braços amarrados as costas e os pés aos pés da cadeira em que estava sentado. A cabeça abaixada e os fios louros que caíam sob sua face, cobrindo-a. Um filete de sangue pingava de sua boca e manchava sua própria roupa. Estava semi consciente e respirava com dificuldade, o corpo movia-se lentamente de um lado para o outro e se não estivesse preso a cadeira, a muito estaria derrubado no chão se engasgando na própria poça de sangue. Zeerith se aproximou a passos lentos fazendo questão que o elfo pudesse ouvi-lo. Ele moveu a cabeça erguendo-a com dificuldade e encarou seu agressor. O lábio inferior tinha um corte feio e o olho direito um inchaço terrível, e provavelmente o nariz estava quebrado visto que a protuberância que surgira ali era incomum junto com o sangue seco acumulado.

-Não foi tão difícil seguir você até aqui. Escolheu um lugar muito óbvio para se esconder, eu sequer tive dificuldades para te achar. Obrigado por facilitar meu trabalho.

O louro abriu as boca para retrucar o elfo negro, no entanto a lâmina que silvou no ar mais rápida e encostou gelada em seu pescoço o fez manter-se calado.

- Não quero perder tempo com isso, então comece falando oque descobriu na floresta de Aldúvëa¹.

Ele ergueu um pouco mais a cabeça e se endireitou na cadeira, mesmo que seu corpo inteiro gritasse de dor, aguentou o máximo que pode esboçando o mínimo possível em sua face maculada. Seus olhos verdes encontraram os esbranquiçados de Zeerith, por fim abriu o bico.

- É uma floresta grande, as árvores são altas com folhas largas, impedem que o sol entre e toque no solo oque faz o ar ficar úmido. – Zerith sorriu sem humor enquanto o outro falava - A fauna é basicamente composta por insetos e mamí..

  Um grito fora ouvido logo em seguida e o sangue escorreu manchando as roupas surradas do louro. A adaga de Zeerith atravessou o ombro do outro até o cabo, a ponta saindo do outro lado. Ele torceu o punho e o elfo gritou novamente, contorcendo-se com a dor.

- São informações muito interessantes, mas não as que quero. – com a outra mão segurou com violência os cabelos do elfo e o forçou a encará-lo. – Vamos de novo; oque um membro da Ordem está querendo em Aldúvëa¹?  Oque vocês descobriram lá?

Ainda que a dor fosse insuportável, ele não ia ceder àquele maldito elfo negro. Juntou saliva e sangue e cuspiu no agressor, que teve reflexos mais do que suficientes para que não acertasse seu rosto. Zeerith suspirou e soltou o outro, removendo a adaga de seu ombro. O louro grunhiu novamente de dor e abaixou a cabeça respirando entrecortadamente.

- Bom... Já que quer mostrar o quão orgulhoso você é, também vou mostrar o quão insistente eu posso ser.

- Não serei intimidado por você, lýgion²!

Zeerith franziu minimamente o cenho desgostoso com o ‘apelido’ e segurou no maxilar do elfo, empurrando sua cabeça contra o encosto da cadeira.

- Veremos, hïna³.

Com a adaga ainda mãos, ele perfurou o olho esquerdo do elfo sem cerimônias, e este berrou com a injuria. E eco dos gritos desesperados dele se espalhou pelo moinho, dispersando-se aos ventos conforme a noite avançava enquanto a tortura de Zeerith estava apenas começando. “

Zeerith suspirou fundo e deu uma última olhada por uma janela que lhe oferecia a vista da cidade portuária de Harlonde. Desceu habilmente pelas madeiras que sustentavam o teto e graciosamente pisou no chão sem fazer qualquer barulho. Pôs-se de pé e ajustou o capuz, cobrindo seu rosto e ocultando sua identidade, fazendo o mesmo com suas duas adagas que estavam bem fixas em seu cinto. Rumou para as ruas centrais da cidade em busca de alguma distração.    


Notas Finais


¹Aldúvëa - 'grande árvore' em Sindarin.
² Lýgion – ou Ion lýg . ‘Filho de cobras’ em Sindarin.
³ Hïna – ‘criança’ em Quenya

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Só explicando, dei uma pesquisada numas palavras élficas e durante a narrativa vocês vão encontrar muitas delas, até mesmo algumas frases inteiras, mas nas notas vou colocar o siginificado então não precisam se preocupar. o/
Vou usar basicamente o idioma élifco criado por J.R.R. Tolkien quando ele escreveu 'O Senhor dos Anéis.'
Sobre a história, espero que esteja interessante e estejam gostando. :3

Revisei um pouco, mas caso encontrem algum erro me avisem pfv! ♥


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