História The Good Girl - Capítulo 25


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Barbara, Crime, Mistério, Policial, Scarlett, Suspense, The Good Girl, Thegoodgirl
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Palavras 1.549
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


HEY

Aviso: O capítulo contém cenas que podem ser consideradas fortes para algumas audiências. Em todo caso, sintam-se à vontade para pular a leitura do mesmo. love u all <3

Capítulo 25 - Twenty-Fifth


 

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  —Você não parece muito feliz em me ver.- sua voz dura era um conflito com o seu sorriso estranho.

—Depois de tudo, eu deveria?-  coloquei as mãos na cintura e ele me olhou de cima a baixo com aquele olhar que fazia meu sangue ferver.

  —Tudo o quê?- Christopher inclinou a cabeça com uma expressão amarga. —Depois de você mentir para mim todos esses meses, em que disse que estava estudando, mas na verdade estava se escondendo ou fazendo sei lá o que na casa do meu primo?

Franzi a testa:

— "Sei lá o quê"? Como você tem coragem de insinuar algo assim de mim? Se alguém estava fazendo algo ontem à noite, esse alguém era você!

Ele deu uma gargalhada que me fez estremecer.

—Você acha que eu estava comendo Barbara, não acha?- fiz uma careta ao ouvir seu termo vulgar. 

—Não importa o que você faz ou deixa de fazer, assim como não deveria importar o que eu faço, nós não estamos num relacionamento, Christopher.- eu voltei a guardar as roupas e em poucos segundos suas mãos estavam descendo dos meus ombros até  a minha cintura.

—Você não tem noção do quanto eu quero dizer para todo mundo que estamos juntos, Scarlett.-ele beijou meu pescoço e subiu as mãos até as alças da minha blusa e as abaixou. — Você não tem noção de como é difícil esses meses em que você praticamente me deixa sem nenhuma notícia sua.

—Christopher...

—Você não tem noção do que eu senti ao ver que você estava me evitando para ficar na casa do meu primo... Sinceramente, Scarlett, isso não foi legal. - ele fechou uma das portas do meu guarda-roupa deixando um espelho enorme nos refletindo.

Ele mordeu levemente minha orelha e eu suspirei:

— Eu tenho que ir para a lanchonete, Chris.- as palavras mal saíam da minha boca.

— Ainda temos tempo o suficiente para fazer o que eu fiquei sonhando o mês inteiro.- sua voz era pesada e profunda, provocando arrepios por todo o meu corpo.

—Alguém pode chegar...

— Nós dois sabemos que isso não vai acontecer tão cedo, linda.- ele então colocou as mãos sob minha blusa abrindo o fecho frontal do meu sutiã me deixando exposta. —Oh, Scar, eles são tão bonitos. Abra os olhos e veja como eles me afetam.

Fiz o que ele pediu. Era uma imagem sensual, mas não me fez sentir como eu imaginava que seria. Seus olhos estavam escuros e profundos, entretanto não de um jeito bom.

— Christopher, eu não sei se estou pronta e...- ergui minhas mãos para me cobrir, mas ele foi mais rápido e as segurou.

— Ah, meu amor, você está mais do que pronta. Eu posso sentir.- e então num piscar de olhos minha blusa se tornou dois pedaços de pano no chão.

—Por favor, Chris, não.

— Em alguns minutos, você vai estar me pedindo exatamente o oposto, amor.- Christopher deu uma risada que não chegou nos seus olhos.

Suas mãos foram para os meus seios e desceram até os botões da minha calça abrindo-os.

Me debati contra o seu corpo e tentei me livrar de suas mãos, mas era impossível. Era como se em vez de duas, elas eram milhares me prendendo a ele, à sua vontade.

Eu tinha que admitir que o calafrio que passou por mim, quando ele tomou meus movimentos como um incentivo e foi mais longe, foi de puro medo, e o gemido que escapou da minha boca definitivamente não foi de prazer.

Minha mente estava em um impasse. Se eu queria estar com ele, não seria natural que eu aceitasse suas investidas? Talvez, ele fosse a outro lugar procurar o que eu não poderia lhe dar.

Contudo, aquilo ainda não parecia certo.

—Eu prometo que você vai gostar, meu anjo.- diferente do que eu achei que ele faria, ele apenas me guiou até a minha escrivaninha e me curvou sobre ela. 

—Tenho certeza que sim, Christopher, mas não hoje, não agora, por favor. - ouvi sua calça e seu cinto cair no chão.

Não estava sendo nem um pouco como eu imaginei que seria minha primeira vez. Christopher estava completamente fora do seu normal. Não era o meu Christopher.

Ele se esfregou contra mim e aquilo foi como sentir a derrota de uma batalha.

—Por favor, Christopher, não.- ele apertou o meu quadril e deu um tapa na minha bunda.

— Você é ainda mais gostosa do que os meus sonhos.- eu podia sentir lágrimas se acumulando em meus olhos.— Você não me quer, Scarlett? Eu estou prestes a te dar tudo de mim, não era isso que você queria? 

Christopher soava como um louco sádico.

—Eu te quero, mas não desse jeito ainda. Por favor, por favor...- eu repeti essas últimas palavras até minha voz ir abaixando virando um sussurro.

Algo plástico foi rasgado atrás de mim e eu tentei erguer minhas costas para afastar aquele estranho de perto de mim, mas Christopher posicionou a mão no meio das minhas costas com certa brutalidade. Tentei arranhá-lo, chutá-lo qualquer coisa, mas tudo isso parecia algum tipo de incentivo doentio para ele, fazendo-o juntar minhas mãos e prendê-las atrás de mim.

Senti minhas lágrimas escorrerem pelo meu rosto quando ele finalmente se forçou contra mim, ele foi devagar mas ainda o modo como tudo aquilo estava acontecendo não me agradava nem um pouco.

Senti-lo completamente dentro de mim foi doloroso, mas ele não se moveu durante algum tempo. Ele se inclinou para mim, ficando com seu tronco colado em minhas costas.

Christopher acariciou os meus cabelos e beijou a lateral do meu rosto:

—Você é tão boa, Scar. Tão apertada, tão...oh, meu Deus.- ele se moveu lentamente eum soluço escapou dos meus lábios. — Você está chorando?

A queimação entre minhas pernas não era tão relevante quanto senti meu coração se partir pouco a pouco, segundo a segundo.

—Eu estou te machucando? Droga, eu estou quase lá, amor. Só mais um pouco e...ah, você é perfeita.- seu rosto ainda estava colado no meu, suas mãos, antes brutas, agora acariciavam minhas costas e eu não sentia mais nada fisicamente.

Era como se eu estivesse anestesiada. Christopher foi mais fundo e mais forte, mas eu estava apenas agarrada à sua promessa de que acabaria logo.

Eu queria sumir e palavras não poderiam expressar o que eu estava sentindo. Estava tudo ao longe. Ele gemia meu nome, como era bom, me apertava, me beijava e me invadia, contudo era como se tudo aquilo estivesse acontecendo em outro quarto, em outro lugar distante, com outra pessoa.

Estava humilhada e com medo e destruída, mas ainda não sentia como se fosse realmente comigo.

Meu Christopher não faria uma coisa dessas.

Mas então quando ele soltou parte do seu peso em mim ofegante, sussurrou um "Eu te amo" trêmulo, eu parei para pensar se o meu Christopher havia realmente existido em algum lugar que não fosse minha imaginação.

Quando ele saiu de mim foi como se eu tivesse acordado de um sonho, ou melhor, de um pesadelo.

Christopher me ajudou a levantar e me virou para que eu o encarasse. Minha vontade era de estapeá-lo e cuspir em seu rosto, porém, surpreendendo a mim mesma, eu o encarei.

Profundamente. Queria que ele sentisse todo ódio e as emoções ruins que estavam dentro de mim, mas ele apenas me beijou e o seu gosto era como veneno, me matando cada vez mais.

—Eu,- limpei a garganta e me fiz soar clara e calma.—Eu preciso tomar um banho e ir para lanchonete.

Minha voz era como uma mensagem computadorizada, sem um pingo de emoção.

—Você não quer que eu...hm, termine para você? - ele sugeriu acariciando minha cintura e eu poderia ter vomitado naquele instante, mas vesti uma máscara que viraria minha companheira por muito tempo.

Um sorriso amarelo brotou em meu rosto:

—Não precisa, eu já estou...bem satisfeita.- minha voz era banhada em sarcasmo, mas ele pareceu não perceber.

Tirei suas mãos de mim o mais suavemente que meu ódio permitia e parti em direção ao banheiro sendo seguida por ele.

—Foi bom?- ele perguntou descartando o preservativo na lixeira. —Eu queria me controlar mais, mas, droga, Scarlett, eu nunca me senti daquela forma com ninguém.

—Que bom.- foi a única coisa que me permiti dizer enquanto entrei debaixo do chuveiro.

—As próximas vezes serão melhores, eu prometo.

Você me prometeu tantas coisas, seu canalha.

Por que você não poderia respeitar meu simples pedido?

Poderia ter sido uma ocasião única e especial, mas você resolveu estragar tudo, desgraçado.

Ahã.- minha voz quase não saiu.

Não vi a hora que Christopher foi embora, mas ao notar sua ausência minha máscara se desmanchou aos meus pés, me deixando novamente como a garota humilhada, com o coração destruído, que foi fodida fisicamente e psicologicamente pelo canalha por quem se apaixonou.

Apesar do banho, eu me sentia suja de todas as maneiras imagináveis, como se a única coisa que tivesse descido pelo ralo fosse minha antiga identidade.

Nunca acreditei que alguns minutos poderiam fazer você mudar completamente quem você era, mas, naquele momento, era o que havia acontecido comigo.

O desejo de vingança e o ódio eram como uma segunda pele que se grudou em mim.

Christopher, não teria a antiga Scarlett novamente e se arrependeria de ter ajudado a conceber a nova versão.

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Notas Finais


hey, good people

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