História The Government - Second Season - Capítulo 6


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Categorias Divergente
Tags Fourtris, Governo, Romance, Vingança
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Palavras 1.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Five: Silence.


Tris.

Se Caleb estava sem reação, quem dirá eu. Não era pra ele saber. Não, não agora.

Ninguém além de Chris e Al.

- Tris, você... Tris...

Caleb se aproximava de mim a passos lentos, e eu recuava, até que bati no peito de Tobias.

Olhei para cima. Tobias me encarava tão atordoado quanto eu estava ao ver Caleb parado, ou nem tanto assim, na minha frente.

- Caleb, acho melhor te explicarmos depois. -Chris diz, colocando a mão sobre o ombro dele para o trazer para trás.

- Você... Seu cabelo está castanho. -Caleb abaixa a cabeça.- Você está diferente.

- É o que fazemos depois de quase morrermos. -dou de ombros.

Albert se encarrega de levar Caleb para fora. Não sei nem como consegui tirar aquelas palavras da minha própria boca, sendo que eu estava paralisada.

- Como ele entrou aqui, Christina? -Tobias faz a pergunta com a voz ríspida.

- Ele veio porque nós dois chamamos, e não sabíamos o horário que vocês iam chegar.

- Mas vocês sabiam que íamos chegar hoje. Por ele ele está aqui?

Albert volta do andar de cima, onde deveria ter deixado Caleb em um quarto qualquer.

- Ele está em estado de choque. -Al diz.- Você estava morta para todos, Tris.

Tobias me guia até o sofá e me senta. Eu ainda pensava se estava capacitada a falar depois de vê-lo tão cedo.

Não era a hora.

- Não importa nada disso. Vocês se esqueceram de que temos um plano? Agora ele vai falhar! -Tobias estava a ponto de gritar.

Sua raiva repentina me incomodava. Coloquei as mãos nos ouvidos, a ponto de parar aquilo.

- Tobias...

- Caleb não podia saber! -Tobias continua.- Vocês...

- Tobias, para. Por favor, para.

Ele parou no mesmo instante, olhando para mim. Já bastava um ser indesejado ficar sabendo da minha existência, ainda. E agora Tobias ia ficar nisso, de brigar com eles? Não preciso disso também.

- Se acalme, pelo amor de Deus. -me levanto.- Já perdi a paciência com esse seus ataques de raiva.

- Tris, eu estou fazendo isso por causa do Caleb. Estava nos seus planos ele saber que você ainda está viva, por acaso? Acha certo que Chris e Albert tenham trazido ele aqui?

- Não é certo, mas também não é motivo pra uma briga ou dar lição de moral! -bato o pé no chão, sentindo meu corpo começar a esquentar.- Você tem o quê na cabeça? Dá pra parar de ser explosivo assim só por um segundo?

- Foda-se o que você acha que eu sou, Beatrice. Se vai continuar assim, não preciso mais fazer parte dos seus planos.

- Tris, Tobias...

- Foda-se? -dou risada.- Você viu como você é? Cale a boca, Tobias. Você não tem o direito de...

- Será que dá pra vocês dois se concentrarem em mim, por favor?

Caleb estava na escada encarando a nós dois. Revirei os olhos e o ignorei.

- E você? O que acha que precisa aprender, Tris? Tem que parar com essa sua teimosia, que deve ter pegado com aquele filho da...

- CALEM A BOCA!

Percebi o quanto estava a ponto de explodir quando Caleb gritou isso. Me distanciei de Tobias simplesmente por raiva. Seria melhor assim a partir de agora.

- Eu vim aqui porque eles me chamaram. -Caleb termina de descer as escadas.- E vocês não tem que ficar brigando por coisas idiotas. Se tem alguma pessoa que tem que perder a cabeça, essa pessoa sou eu.

Tobias bufou e andou a passos largos na direção de Caleb. Albert o segurou no meio do caminho.

Olhei para Chris. Ela parecia querer me dizer alguma coisa com o olhar... Ajuda?

Espera. Ajuda! Caleb pode ajudar.

Mas não posso fazer isso agora. Ia ser insensível da minha parte, ainda mais porque Susan morreu. Só agora percebi o quanto sua feição estava... Triste.

Os traços de Caleb não eram os mesmos de antes. Ele estava quase com olheiras, o que não era normal. No meu peito, recebi uma facada.

Ele não era assim. E o pior. Ele, todos nós, tínhamos que ficar em silêncio.

- Caleb... -falo quase em um sussurro. Mesmo assim, ele olhou para mim.- Eu sinto muito.

Ele veio até mim, e fez o que eu menos esperava: me abraçou.

De início não tive vontade em corresponder. Mas algo em mim falou mais alto, fazendo com que eu o abraçasse de volta. E forte. Senti o quanto ele precisava de mim agora.

Ele havia mudado. E, por um instante, não senti maia vontade de vingança contra ele.

- A Susan...

- Eu sei, Caleb. Eu sei.

Ele se separou de mim. Era como se fôssemos irmãos novamente, e não disputássemos nada. Ele era apenas Caleb. E eu Beatrice.

- Acho melhor contarmos a história toda pra ele. -Albert diz. Tobias estava com o olhar descrente.

- Sim. É melhor mesmo.

*****
Andrew.

Eram tantas coisas com as quais me preocupar. Eleições, esse assassinato que não para de ser falado na mídia... E Ben.

Vou até minha sala, onde ele devia estar com Natalie. Os dois estavam brincando, e Ben sorrindo.

Por um instante, me lembrei de quando Beatrice tinha essa idade. Mas afastei essa lembrança. Não vou negar que ela fazia falta.

Ben me notou, e abriu um de seus sorrisos.

- Vovô!

E correu até mim. O peguei no colo e o abracei. Ele se parecia tanto com Caleb e com Susan...

E não faz ideia do que aconteceu com a mãe. Uma hora ou outra, vão ter que contar a ele. Ben já vai fazer sete anos. Não é mais um bebezinho.

- Andrew, o que fazemos agora?

Natalie me perguntou isso, relacionando tudo. Tudo o que estávamos passando, uma filha morta, um filho que nos odeia, um neto que não faz ideia do que aconteceu, eleições, Matthew e David...

Suspiro. Balanço negativamente a cabeça.

- Não sei. Vamos ver o rumo que as coisas levam. -falo.- Não... Não pode ser tão ruim assim o que vamos enfrentar.

Olho para Ben. Seus olhos eram atentos e curiosos. Mesmo não sabendo do que acontecera, ele parecia um pouco perdido e sentindo falta dos pais.

Ou, mais especificamente, a falta da mãe.

*****
Tris.

Tobias ficou a uma distância considerável do Caleb. Terminamos de contar em um tempo que não foi tão grande.

- Acho melhor todos começarmos a planejar. -Tobias diz, ainda sem olhar diretamente para mim ou para Caleb.

- Conheço alguém que pode fazer com que você entre na concorrência para a presidência, Tobias. -Caleb diz.

Tobias finalmente olhou para ele. Caleb se encolhe no sofá, no mesmo tempo em que Tobias se levanta.

- Acho muito bom você querer ajudar, Caleb. -Tobias fala, cruzando os braços em frente ao seu corpo.- Depois de tudo o que você fez, a minha desconfiança pra cima de você nunca vai passar. Mesmo que você se prove de fato bom.

Caleb apenas assente. Me levanto e puxo Tobias para um canto da casa de Albert, pedindo licença para os outros.

- Quem você pensa que é pra agir desse jeito? -aponto para seu peito após encostá-lo na parede. Tobias ri.

- Você perdeu a noção, Beatrice? Caleb é...

- Chega disso. Não precisamos desse rancor todo. Vai ser um de cada vez, Tobias. Se acalme. -coloco a mão espalmada sobre seu peito, sentindo sua respiração e seu coração ficarem mais calmos a cada segundo.

Manti contato visual. Isso era o que mais nos ajudava em momentos difíceis, como esse pelo qual nós estamos passando. Com sorte, isso tudo vai acabar.

- Obrigado.

- Só tente depositar um pouco de confiança no meu irmão. -digo, afastando minha mão de seu peito.- Só quero que...

Tobias me interrompeu com um beijo, que foi mais forte e com mais desejo do que eu imaginava que seria. Ele inverteu nossas posições, me deixando contra a parede.

Um pouco de provocações... Não teria nenhum problema, teria? Ninguém estava nos vendo desse corredor.

Passei uma das pernas pela lateral da coxa de Tobias, sentindo sua mão segurá-la logo em seguida. Deixei beijos e chupões não muito fortes em seu pescoço, enquanto sua mão subia pela minha perna. Deixo um gemido escapar contra a pele se seu pescoço.

De repente, Tobias se separa e me lança um sorriso. Pensei que ele voltaria com seu corpo para perto de mim, mas não o fez. Ele desviou o olhar e voltou para a sala.

O que está dando no Tobias? Fiquei com vontade de espancá-lo agora.

Suspiro e tento me arrumar como estava antes. Tobias vai me pagar por essa atitude mais tarde.

- Então, eu estava pensando em...

- Silêncio, Caleb. -falo. Qual foi mesmo o propósito de essas palavras terem saído da minha boca?

Ah é. Meu plano, que agora estava começando a tomar mais forma em minha mente, tinha pulado para fora com essa pequena frase.

- Você vai ficar em silêncio quanto ao que estamos fazendo. Não conte a ninguém, absolutamente ninguém, que me viu.

- Tris? o que você tem em mente? -Christina me pergunta.

Lanço a ela um sorriso. Ela vai saber logo mais.

- Vamos logo para a Casa Branca. Daqui dois dias todos já vão saber que não estou dentro de uma caixa, em formato de cinzas. -falo fazendo um coque em meu cabelo.

- Mas, Tris... -Caleb se aproxima de mim, colocando a mão em meus ombros. Apenas sorrio para ele.

- O que eu disse? -arrumo seu cabelo com a minha mão.- Silêncio. Só nos leve até lá e pode falar depois. E se contar a alguém sobre isso...

Envolvo seu rosto com minhas duas mãos. Eu percebia que ele não estava assustado. Caleb sabe exatamente o que eu estava sentindo. E então, sorriu.

- Nem precisa completar, Bea. -ele diz, tirando minhas mãos de seu rosto.- Eu levo vocês até lá.

*****

- Por que diabos ele te chamou de Bea? De onde surgiu isso?

Tobias me fazia essas perguntas e eu fazia o possível para ignorar. Ele não tinha nem um pouco de paciência mesmo. E muito menos eu.

- Esqueceu que somo irmãos? Caleb me chamava assim quando eu era mais nova. -dou de ombros, respondendo com rapidez.- Por quê? Tem algum problema com isso?

Tobias nega e volta a olhar pela janela. Agora não sei se isso foi ciúmes ou a sua desconfiança exagerada.

- Chegamos. -Caleb diz.- Como vocês vão entrar? Quero dizer, como minha irmã vai entrar?

Pensei em algumas respostas, e foi quando passei a ouvir gritos. Olhei pela janela, e pessoas corriam para fora da Casa Branca. Mas, espera. Elas não eram simples pessoas.

Eram repórteres. Comecei a entrar em desespero.

- Caleb... Eles estão...

- Eu sei, Bea. Se acalme e...

- Bem, eu não queria piorar a situação de ter pessoas correndo em direção ao nosso carro, mas... -Albert diz, sua voz um pouco trêmula.- Olhem para o outro lado.

Olhei tão rápido que quase estalei a cabeça. Meu coração literalmente parou. Ele, ele estava lá. Olhando diretamente pra mim.

Andrew Prior foi o próximo a descobrir.



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