História The Government - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Divergente
Tags Fourtris, Governo, Romance
Exibições 201
Palavras 2.333
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


TCHARAN
Quem é vivo sempre aparece, né mesmo?
Nem vou mais falar que to demorando milênios pra postar, porque todo mundo aqui já sabe.
Então, pra compensar, amanhã vou postar outro capítulo. Ou pelo menos vou tentar... Mas é quase uma certeza. Pra compensar esses dias longe ❤
Um beijinho, e, se quiserem saber mais do próximo capítulo, leiam as notas finais 🍃🌚

Capítulo 33 - Thirty Three.


Tris.

Acordar no outro dia nunca foi tão difícil. Abalada? Sim, e muito. Não queria nada com Matthew.

Tirei de cima de mim a coberta, acho que eram nove da manhã. Minha cabeça ainda girava depois de ontem.

Meus pais pensavam que eram quem pra me obrigar a casar com Matthew?

Eu não queria isso pra minha vida. Sério, era deprimente. Mais d que eu já estou.

Pensar em Tobias me fazia quase chorar. Sentia tanta a falta dele, e sentia que precisava dele de novo. Mas ainda tem o que pensei.

Se Tobias ousasse colocar o pé aqui de novo, acho que era exatamente como aconteceu em meu sonho.

Levei os joelhos de encontro ao meu peito, os abraçando e me encolhendo em posição fetal. Será que eu nunca mais teria paz? Não pode ser assim pro resto da minha vida. Eu não quero isso.

Tinha a esperança de que alguém, além de um guarda que me trazia meu café, almoço, lanche e janta, viesse me ver. Talvez Marcus e Will trazendo Chris para me ver. Seria arriscado, mas eu gostaria que isso acontecesse.

Depois do lanche da tarde, tomei coragem para finalmente abrir a janela. O quarto estava escuro, mas eu gostava disso. E, também, não poderia tê-lo fechado o resto do dia.

Talvez ar puro resolvesse a sensação ruim de vazio em meu peito.

A claridade se instalou em minha visão, e tive que colocar o braço em frente aos olhos para protegê-los por alguns segundos enquanto com o outro braço, eu abria o que restava.

Quando meus olhos se acostumaram à claridade de uma tarde ensolarada, na qual eu poderia ter saído daqui, percebi o quanto eu estava depressiva.

Pensava todos os dias em sair daqui, mas me sentia desmotivada pelo sentimento de que o dia estava ruim, tão ruim quanto eu estava nos últimos dias. Mas não é bem assim.

Os dias estão bonitos. Mas não mais como minha vida.

Suspiro ao pensar nisso, e fecho os cortina. Dou meia volta para me deitar, e me jogo na cama. O guarda ainda não veio buscar a bandeja de volta. Pelas minhas contas, deve faltar pouco mais de dez minutos.

Não comi quase nada daquele pão com frios que ele me trouxe, porque sei que não conseguiria ou que colocaria tudo pra fora em menos de uma hora, caso comesse demais. Era como se eu estivesse com alguma doença.

E sei que vou começar a emagrecer se não comer direito. Mas não consigo. Eu não consigo controlar.

Pelo menos haviam pessoas que me entendiam.

Ao pensar nessas pessoas, me lembrei do Albert. Ele disse que sempre estaria perto da Casa Branca para quando eu precisasse, e era só fazer um sinal ou gritar.

Bem, gritar na situação em que estou não seria nada legal, ainda mais que, mesmo que eu não perceba, alguém deve estar de olho em mim. Antes de voltar para cá, ontem, me prenderam mais na sala do meu pai, por mais tempo. Deve haver alguma câmera em algum lugar que eu não possa alcançar ou ver.

Levei minha bandeja até a escrivaninha, onde agora tinha espaço de sobra, já que não estava indo mais para a escola. Meu pai deve ter inventado uma desculpa qualquer e que se desse à situação, como a que viajei. Ou qualquer coisa do tipo.

Eu não tinha nem mais noção dos dias que se passavam, mas creio ser o final do mês. Eu acho.

Me aproximei da janela mais uma vez. Albert sabia onde estava a janela do meu quarto. Ele ficou mais de meio ano subindo por aqui. Em algumas vezes, ele se quebrava todo no chão, é claro. Mas, para ele, para nós, valia a pena um tornozelo torcido ou uma mentira para os pais.

Bem, nosso relacionamento foi bom. Enquanto durou. E sinto que nossa amizade é boa também, e que pode durar. Isso se eu conseguir sair dessa em que estou metida.

Olhei para fora, na esperança de vê-lo atrás de alguma árvore, observando se eu apareceria para pedir que ele subisse. Eu tinha pouco tempo até o guarda revistar meu quarto e buscar a bandeja, mas eu queria correr o risco.

Valeria a pena. Como todas as vezes em que valeu.

Olhei os lados, e nada. Mas como assim? Albert disse que sempre estaria aqui, e que me ajudaria. Eu acreditei, mas, onde ele está? Precisava dele.

Bufei. Eu sei que posso confiar em Albert, e que nunca devia ter desconfiado de seu caráter. Não é porque ele não está aqui agora que ele mentiu. Ele deve ter tido algum compromisso com a família.

Me debrucei, encarando a vista que eu tinha. Ninguém poderia me ver agora. Então fiquei ali. Esperando algo acontecer.

E sei o que estava esperando.

Poucos minutos depois, mãos firmes e quentes se posicionaram em minha cintura, que estava descoberta pelo fato de o pijama ser curto. Não tão curto, mas apresentável.

Fiquei em alerta, pensando ser Tobias, que conseguiu vir aqui. Mas vi que não era ele antes mesmo de me virar para quem fosse. O toque não era o mesmo. A mão de Tobias me causava arrepios ao toque. E não era tão quente assim.

Eram as mãos de Albert.

Ele estava sorrindo quando finalmente me virei para ele. Não sei como ele entrou aqui, porque com certeza por alguma janela é que não foi.

- Como entrou...

- Shh, fale baixo. -ele colocou o indicador em meus lábios, me impedindo de falar qualquer coisa.

Lembrei que quando ele fazia isso, é porque tinha alguma coisa pra me mostrar. Podia ser importante, a final de contas.

- Não importa como vim parar aqui. -ele diz, mantendo o tom de voz o mais baixo possível.- Eu disse que estaria perto da Casa Branca.

- Mas você não estava aqui perto. -reclamo, tirando seu dedo dos meus lábios e cruzando os braços.- Onde estava, então?

Ele parecia tão despreocupado... Não sei o motivo disso. Queria saber o porquê daquilo, mas não tínhamos tempo. O guarda poderia entrar aqui a qualquer momento e...

Albert começou a rir. Não escandalosamente, mas a ponto de ter que se segurar em um lugar, que no caso foi a cadeira da minha escrivaninha. Agora é que eu não entendi mesmo o que estava acontecendo.

- É sério que você não percebeu nada, Tris? -ele me pergunta, ainda se segurando na cadeira.- Sério mesmo?

- O que foi? Vai ficar rindo, sendo que daqui a menos de três minutos vai vir um guarda aqui e vai te ver? -passo as mãos pelos cabelos, começando a ficar irritada.- Você não tem noção do...

- O guarda sou eu, Tris.

A revelação foi quase como um tapa na cara, mas um bom tapa na cara. Se é que isso existe.

Sorri no mesmo instante. Estava explicado o motivo de aquele guarda nunca mostrar direito seu rosto, e sempre andar de cabeça baixa. Sempre que falava com ele, sua voz parecia falsa.

Tudo isso era pra me fazer uma surpresa. Era ele o tempo todo.

Me joguei em seus bracos. Sua alegria tinha um bom motivo, e a minha agora também tinha. Eu estava com ajuda aqui dentro. Além de Marcus e Will.

- Como conseguiu? -pergunto em seu ouvido.

Ele separa nosso abraço e fecha a cortina as minhas costas. Ando com ele até o meio do meu quarto, e ele começa a me contar.

- Seus pais e seu irmão não sabem minha aparência. -ele segura meu rosto.- E eles, pelo que sei, estavam pedindo por um outro guarda. Eles, acho que expulsaram outro guarda daqui, chamado... Quê? Acho que se chamava Will. E disseram que queriam alguém de confiança, então eu...

- Espera. -interrompo sua fala, desviando meu olhar do seu.- Will foi expulso?

- Sim. Era esse mesmo o nome dele.

Encaro o chão e me separo dele alguns centímetros, porque acho que precisava de um espaço. Abrecei a mim mesma.

- Por que é tudo tão difícil? -indago a mim mesma, entre dentes. Apertava meus braços com força. Will perdeu o emprego, e a culpa é minha.

A culpa é minha por ser amiga dele.

- Tris, não se culpe. -Albert levanta minha cabeça.- Queria te proporcionar mais momentos bons. E acho que consegui.

Franzo as sobrancelhas e mordo o lábio.

- O que quis dizer?

Ele apenas sorriu.

Recuando, Albert chegou à porta e a abriu, sem me dar uma resposta pra minha pergunta. Eu ia ficar sem uma? Por que Albert fez isso?

Ainda com seu sorriso sincero, ele fechou a porta e me deixou sozinha. Me encostei na parede, encarando a porta.

Sem respostas. Sem ver ninguém. Final de tarde. O que poderia piorar?

Estava prestes a me encolher no chão e chorar, já com a mão no rosto, quando alguém me abraçou de lado. Aquela demonstração de carinho me fez sentir mais viva, me fez querer não chorar mais. Me fez sentir eu mesma.

Eu sabia de quem era esse abraço, assim como sabia do toque de Albert. Meu coração disparou em pura felicidade.

- Acho que você não vai precisar mais chorar.

Tiro a mão dos olhos e vejo aquela íris azul-escuro. Aquela que eu senti tanta falta de olhar, que senti tanta falta de ver. A cor que passou a ser a minha preferida.

A cor que eu amo.

- Tobias... To...

Não tive nem tempo de qualquer raciocínio, e nossos lábios se tocaram. Toda e qualquer sensação ruim foi embora do meu peito.

Aquele beijo...

Tobias devorava meus lábios como se aquilo fosse a sua única fonte de sobrevivência. Eu fazia o mesmo. Era um beijo tão louco e desesperado, com nossas línguas se emaranhando uma na outra, que simplesmente nem estávamos ligando para a falta de ar.

A única falta que ligávamos era a falta um do outro.

Tobias me desprensou da parede e apertou minha cintura, parou o beijo e me empurrou contra a cama. No mesmo instante que cai, ele subiu em cima de mim.

- Nunca foi tão fácil pedir ajuda pro ex-namorado da minha namorada. -ele disse em meu ouvido, o que me fez arrepiar.

Espera. Ele me chamou de...

- Namorada, Tobias? -me remexi embaixo dele, numa tentativa de provocá-lo. E funcionou.

- Sei que não é o melhor momento de nossas vidas para isso. -Tobias morde o lóbulo da minha orelha.- Mas, sim. Foi isso mesmo que você ouviu.

Sorrio, respirando fundo. Não importa quanto tempo nós tínhamos. O que importa é que nós estamos juntos. Agora.

Nem que isso seja por apenas um minuto.

Tobias voltou a me beijar com mais intensidade, como se isso fosse possível, e passou as mãos pelo meu corpo de modo torturante e quente.

Eu estava queimando por dentro. Não iria aguentar muito tempo mais nisso.

A falta que o corpo dele, seus toques, seus lábios, Tobias em si, era inexplicável. Não existia nada quando estávamos juntos. Eram só eu e ele.

E o nosso amor.

Comecei a levantar sua camisa e ele a beijar meu pescoço. Quando toquei sua pele exposta, me lembrei do meu sonho. O sangue jorrando de seu corpo, me manchando. Os gritos abafados ao ver a cena que ocorria aos meus pés.

Entrei em desespero ao me lembrar disso, e tirei Tobias de cima de mim. Eu precisava manter distância para o bem dele.

Dizem que quem ama cuida. E eu quero cuidar dele. Só que ele precisa estar... Distante.

- Tris? O que...

Coloco a mão em sua boca quando escuto um som de passos no corredor. Tobias também escutou, mas mesmo assim continuou a fazer carícias na minha pele.

Sua mão subia e descia pela minha coxa descoberta. Até que entrou dentro do meu short.

Eu não ia aguentar aquilo.

- Beatrice, abra esse quarto. Seu pai perdeu a chave reserva.

Era Natalie.

Apontei para Tobias o meu closet, e ele correu ate lá, pegando junto sua camisa. Eu estava pensando em procurar algo para vestir, mas desisti. Acho que não vou sair daqui. Pelo menos, acho que Natalie não tem esse poder.

A porta não estava trancada, e então eu a abri. Albert deve ter feito alguma coisa do lado de fora para pensarem que estava trancada.

- Preciso que você veja isso. -Natalie me puxa pelo braço com força, me colocando contra a parede.

- É assim agora? Vão me agredir sempre?

- Cale a boca. Você sabe o que fez. Não iremos perdoar isso. Nunca.

Dou risada, mas de nervosismo. Ela não sabe que tem pessoas que querem me ajudar. Inclusive meu ex-namorado, que ela inclusive já chamou de Zé Ninguém, uns dias atrás.

- Veja isso. -ela pega o celular do bolso, e a tela estampava o rosto do meu pai em frente à um microfone. Ele parecia estar falando para alguém.

- O que é...

- Dê o play logo.

Com a mão livre, dei o play.

- É com muita honra, honra de ser pai, que vim aqui hoje. Anunciar a minha felicidade como pai, e a felicidade de minha filha, Beatrice.

Andrew sorria. Mas não era um sorriso verdadeiro. Demorei apenas segundos para entender o que ele estava falando.

Não acredito que ele fez isso. Pelas minhas costas.

- Minha filha, minha adorada filha, está noiva agora. Noiva de um rapaz belo e que, na minha opinião, foi um ótimo partido. Apoio a escolha da minha filha, e sempre vou apoiar. Ela escolheu bem.

- Vocês são nojentos. -cuspo as palavras na cara de Natalie. Ela fechou os olhos, sorrindo.

- Isso é música para meus ouvidos. -ela diz.

Continuei assistindo àquilo. Só conseguia pensar que Tobias agora saberia. Ele saberia que não poderíamos nos aproximar. Ele saberia que nós não poderíamos ficar juntos. Ele saberia que teríamos que ficar longe.

Se quisermos o bem um do outro, será assim.

- Minha filha está noiva de Matthew Warren. Fico feliz pelos dois. Esse, com certeza, será o casamento do ano.


Notas Finais


Tretas? Mais do que já tá rolando? HM....

***
"- Tobias, você não pode ficar. Caleb, ele...

- Tris, para. Eu quero você de volta.

- Mas não pode, não pode! Você não entende que corre mais perigo ainda? -seguro seus braços, quase implorando.

Ele pareceu enxergar que eu estava escondendo meu sonho dele. Não queria que eu fizesse tudo ao contrário. Não queria que a situação ficasse pior. Sei que Tobias é explosivo às vezes.

Ao invés disso, de falar qualquer coisa, ele me beijou. Não vi outra opção a não ser me entregar.

Seria a última vez."

***

"- Felizes, queridos noivos? -Caleb toca meu ombro e o ombro de Matthew.

- O que você acha? -Matthew sorri para Caleb, que retribui o sorriso.

- Sabe o que eu acho? -Caleb leva a mão ao queixo, queimando Matthew como olhar.- Acho que devia manter sua boca fechada e fazer o que tem que fazer. Agora.

Ele se distancia, e Matthew entra em desespero. Mas não mais do que eu.

Nunca vou esquecer o que vamos ser obrigados a fazer agora. Nunca."
***


Eita eita eitaaaaa
Ficaram ansiosos? Bem, veremos o que acontece no próximo capítulo. Hehehehehe
Two Kisses 🌟🍃


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