História The Government - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Divergente
Tags Fourtris, Governo, Romance
Exibições 187
Palavras 2.314
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 34 - Thirty Four.


Tris.

Joguei o celular da Natalie no chão. Provavelmente quebrou. Mas eu não estava nem aí se isso tinha mesmo acontecido.

Cena ridícula. Mas eu tinha vontade de chorar pela impotência que estava tendo diante dos acontecimentos. Até que, não consegui mais evitar que elas escorressem por meu rosto.

- Sai do eu quarto. -aponto para a porta, virando o rosto para o outro lado.

- Meu celular... -Natalie pega o aparelho do chão. Acho que também não tem volta, como Caleb fez com o meu.

- Saia. Por... Por favor. -engulo em seco, voltando a virar meu rosto.

Escuto seus passos indo em ira, e ela fecha a porta do quarto sem protestar. Com certeza, na verdade absoluta, eu vou ter alguma punição com essa minha raiva. Eu não devia ter feito isso no calor do momento. Devia ter pensado.

A porta que dava para meu closet se abriu, e Tobias saiu de lá me encarando como se eu fosse outra pessoa, isso depois do que ele ouviu.

Eu tinha quase me esquecido de que ele ouviu o que meu pai disse. Meu coração se apertou em expectativa.

- Isso foi sério? Tudo o que eu ouvi... -ele para alguns centímetros à minha frente.

O observo, tentando passar em minha expressão de que ele não devia ter dúvidas, e que o que meu pai falou é verdadeiro.

- Me desculpa, Tobias. -levo a mão ao rosto, deixando que mais lágrimas viessem.- Eu não queria isso. Eu não queria...

Senti seus braços se fechando ao redor de mim, em um abraço quente e aconchegante, daqueles que te faz parar de chorar e faz o coração se acalmar.

Ainda molhei um pouco sua camiseta, embora ele esteja me trazendo bastante conforto. Não era hoje que eu iria ficar bem.

E acho que esse dia ainda pode demorar.

- Eu vou ficar aqui esses dias, Tris. Quero cuidar de você. -Tobias me diz, fazendo uma espécie de massagem em minhas costas.

Abri a boca pra responder, mas a fechei tão rápido quanto a abri. A felicidade que suas palavras me causaram também se foi.

Ele não podia ficar. Além de ser perigoso ao extremo, não tirei da cabeça de que meu sonho era um aviso de que algo de ruim está para acontecer. Eu me preocupo com ele, e então, não vou deixar que ele fique.

Mas eu não podia falar do sonho. Vou arranjar uma desculpa válida.

-Tobias, você não pode ficar. Caleb, ele... -tento dizer, mas as palavras se perdem.

- Tris, pare. Eu quero você de volta.

Comecei a ficar irritada e com a cabeça fervendo um pouco. Por que ele insistia? Ele sabe que não vai dar certo. Eu sei disso.

- Mas não pode, não pode! Você não entende que corre mais perigo ainda? -seguro seus braços, quase implorando.

Ele pareceu enxergar que eu estava escondendo meu sonho dele. Não queria que eu fizesse tudo ao contrário. Não queria que a situação ficasse pior. Sei que Tobias é explosivo às vezes.

Ao invés disso, de falar qualquer coisa, ele me beijou. Não vi outra opção a não ser me entregar.

Seria a última vez.

Passo meus braços ao redor de seu pescoço, o puxando mais para mim, enquanto uma de duas mãos estava em meu cabelo, o segurando com insistência, e a outra apertava minha cintura. Senti tanto a falta desses seus toques...

Tobias me virou e me desencostou da parede, não isso em um ato brusco, pois ele só queria me levar até a cama.

Continuei o beijando como se não houvesse um amanhã. Se bem que para nós, o amanhã pode muito bem não existir mais.  Eu sei precisava dele hoje e sei que ele também precisava de mim. Eu não podia acreditar que estavam nos separando.

Tobias me joga na cama logo sobe em cima de mim, voltando a me beijar. Escorrego minhas mãos desde seu pescoço até a bainha de sua camisa. Enquanto a levantava, Tobias desviou os beijos da minha boca para meu queixo, descendo pelo meu pescoço até meu ombro, onde estava a alça da blusa do meu pijama.

Ele se separou de mim apenas para tirar sua camisa por completo, me deixando rever seu corpo por alguns segundos. Eu sei que já vi Tobias assim milhares de vezes, mas eu nunca iria me cansar de vê-lo e admirá-lo mais um pouco.

Ele é meu. E sempre será assim.

As mãos agora mais quentes de Tobias sobem por minha pele, debaixo do pijama, em consequência o subindo e deixando minha pele exposta. Me lembrei de que alguns arranhões do cinto do meu pai ainda estavam presentes.

Tiro minha blusa, já ficando sem nada por cima. Não sou muito acostumada a dormir de sutiã.

Tobias olhou meus braços e minha barriga, mais especificamente. Suas sobrancelhas fizeram uma expressão de certa surpresa.

- Andrew? -ele perguntou.

Apenas assinto. Não estava em condições de falar qualquer coisa. Ainda mais sobre isso, porque me remete à quando tudo começou. Onde fomos separados. Onde ele foi expulso. Onde eu fui agredida. Onde fui presa em meu quarto. Não eram boas lembranças.

Tobias sorri um pouco, e me coloca mais para cima na cama, de modo que nossas pernas fiquem para dentro dela, e estivéssemos em cima da cama por completo. Ele se abaixou até meu umbigo, onde as marcas começavam, e começou a beijar meu corpo. Mais com precisão nos locais com as marcas do cinto. Nã pude evitar sorrir, e nem se eu tentasse evitar, não conseguiria.

Sem sombra de dúvidas, eu amo o Tobias. Ele é quem eu quero pra minha vida.

Me lembrei da minha idade, coisa que eu não lembrava há tempos, porque ultimamente estava sendo tratada como se fosse uma adulta. Mas, em outra ocasião, nem ligo se ainda faltam alguns meses para eu fazer dezoito e Tobias já é de maior. Não importa em nada, nada mesmo. Acho que amor não tem idade.

É claro que ele demoraria mais em meus seios, e seus beijos e às vezes leves chupões neles me faziam sorrir e soltar gemidos baixos.

Como sempre, quando estávamos aqui, tínhamos que ser cuidadosos.

Até que dele voltou a minha boca. Joguei ele para o outro lado, fazendo o mesmo caminho que ele fez em meu corpo, só que de cima para baixo. Não pretendia que tivéssemos uma preliminar mais demorada, principalmente porque eu já estava pulsando por ele.

Coloco meu cabelo para o lado na hora de desabotoar sua calca jeans, já a tirando junto com a cueca. Era bom ter a visão completa do corpo de Tobias. De alguma maneira, me deixava melhor.

Era quase noite. A janela estava aberta. A luz apagada, o que deixou tudo perfeito.

A não ser o fato de que eu sei que o perderia daqui algumas horas. Ou minutos.

Tobias me empurra e volta a ficar por cima de mim, deslizando as mãos pelas laterais do meu corpo para baixar meu short junto com a calcinha. Não sobrava mais nada entre nós.

Tobias me ergueu e se sentou, me deixando sentar também entre suas pernas. Ele se esticou pra pegar um preservativo que estava em seu bolso da calça e o colocou em seu membro. Eu estava ansiosa para que aquilo começasse. Seu corpo era uma fortaleza para mim.

Passei minhas pernas ao redor do corpo dele, e deixei meus pés se apoiarem no colchão. Pegando minha cintura, Tobias me penetrou.

Soltei um gemido longo enquanto ele ainda entrava, devagar, sem pressa alguma. Revirei os olhos com a sensação.

Comecei a me mover contra ele, depois que ele entrou por completo. Tobias também se movimentava contra mim, o que fazia ele ir mais fundo. Estar de frente pra ele, nos movendo no mesmo ritmo para frente e para trás, não tinha explicação.

Agarrei suas costas e deixei minha cabeça descansar em seu ombro. As mãos dele me apertavam. Eu não ligava. O prazer me consumia.

Só de pensar que pode ser a última vez, me dói o peito. Mas não é a hora de pensar nisso.

Eu e Tobias aumentamos a velocidade  dos nossos movimentos, e eu tinha que me segurar o dobro para não gemer mais alto. Os sussurros indecentes de Tobias em meu ouvido estavam me levando ao delírio.

Quando eu já estava quase chegando no meu ápice, Tobias me jogou de volta na cama e me segurou pelos pulsos, os prendendo acima da minha cabeça e voltando a me penetrar, agora na mesma intensidade que estávamos.

O contato agora era olho no olho. Quanto mais o prazer aumentava mais intenso ficava nosso olhar. Até que ele me beijou, e com isso foi mais fundo dentro de mim.

Não aguentei mais, e cheguei no meu limite. Percebi que Tobias havia chegado também porque me beijou para abafar os gemidos. Sorri entre o beijo.

Ele parava de se mover aos poucos, e saiu de mim, me arrancando um gemido rouco pelo ato rápido.

Encarei o teto. Fazer com Tobias sempre é maravilhoso, mas agora, eu não podia ficar com ele. Eu queria, mas o certo não era aquilo.

Não posso arriscar a vida de quem eu amo.

Levanto da cama e começo a me vestir. Sei que Tobias me olhava como se não entendesse nada. Depois das peças íntimas, fui ao meu closet e coloquei uma calça jeans e uma regata. Coloquei essas duas primeiras peças que vi pela frente.

Quando voltei ao quarto, Tobias ai da me encarava. Recolhi suas roupas do chão e coloquei em seu colo.

- Se vista. -falo, tentando manter um tom firme.- E depois vá embora.

Lhe dou as costas, ficando perto da janela. O quando doía ter que pedir pra ele ir...

- Tris, o quê...?

- Por favor, Tobias. Por favor.

Ele ficou quieto enquanto eu ficava de costas, pensando muito e deixando que eu chorasse silenciosamente. Eu não queria a distância. Mas o certo era eu mantê-la.

Essa foi a última vez sim.

As mãos dele tocaram meus ombros. Aquilo era meu desarme.

- Por que isso, Tris? Eu posso tomar cuidado e...

Me viro para frente, colocando a mão em seu peito. Eu queria tanto que ele pudesse me entender...

- Não é simples assim, Tobias.

- Claro que é simples. Eu só queria saber o porquê de...

- Saiba que eu te amo, e que te quero ver bem. -tiro minha mão de seu peito, e olho para cima. O olho nos olhos.- Não quero que nada de ruim aconteça.

- Tris...

- Vá, Tobias. Vá.

Falei isso com o tom de autoridade que aprendi a usar com meus pais em discursos. E funcionou com Tobias. Ele terminou de ajeitar sua calça, e se aproximou da janela.

- Saiba que... -ele trava, mas depois recupera a fala.- Saiba que eu te amo também. E não vou desistir de você.

Dou um sorriso fraco. Era o máximo que eu conseguiria naquele início de noite.

Antes de ir, ele me puxa pela cintura para um beijo. Um outro, com gosto de último. Uma saudade imensa estava presente em nossas bocas, e em nossas línguas. Senti lágrimas dele contra minha bochecha.

Ele se separou e vi que seus olhos realmente brilhavam com as lágrimas. Ele me sussurrou um último "eu amo você".

E pulou a janela.

*****

Antes que meu pai se aproximasse, consegui conter o cinto e o joguei longe. Ele parou na hora.

- Você não pode me bater. -grito. Ele pega meus pulsos e me joga contra a parede oposta, sorrindo.

- Sabe que você até tem razão, Beatrice? -ele fecha mais as mãos em torno do meu pulso.- Eu posso fazer coisa pior.

Andrew me joga para os braços de um guarda, que abre a porta e me joga para fora.

No corredor havia bastante gente, tanto que trabalhavam aqui quanto ad que vieram de visita. Sorri e fingi que tropecei.

Um guarda colocou a mão nas minhas costas delicadamente, me guiando pelo caminho. Ninguém veria que eu estava praticamente sendo arrastada.

Vi alguns repórteres que devem ter conseguido entrar aqui, não sei como, e pediram para eu falar sobre o casamento com Matthew. Abaixei a cabeça e não ousei responder.

Fomos de elevador, e logo estávamos em um quarto branco. O guarda me jogou lá e trancou a porta. Olhei para os lados, e não entendi nada.

Nada até ver a cama.

Ela estava com pétalas de rosa, e com velas à sua volta. O ar condicionado estava deixando um clima agradável.

Não. Não pode ser isso.

Olhei para uma pequena mesinha na frente da cama. Havia uma câmera.

Meu estômago se embrulhou. Não... Eu não vou fazer isso.

A porta do banheiro se abre, revelando Matthew. Ele estava tão impotente quanto eu nessa história. Logo atrás dele, Caleb estava sorrindo, um sinal de vitória da sua parte. Cerrei os punhos, e os dois se aproximaram.

Matthew ficou a mina frente. Nos encaramos. Ele parecia querer dizer algo pra mim...

- Me diz que não é o que eu estou pensando. -sussurro, enquanto Caleb ajeitava algo na câmera.

- É exatamente o que você achou. -ele também certa os punhos.

Caleb limpa as mãos de algo, e fica ao nosso lado. O pior é que não temos escapatória.

Por que Andrew e Natalie querem ver isso? É ridículo.

A não ser... Que não seja só para eles.

- Felizes, queridos noivos? -Caleb toca meu ombro e o ombro de Matthew.

- O que você acha? -Matthew sorri para Caleb, que retribui o sorriso.

- Sabe o que eu acho? -Caleb leva a mão ao queixo, queimando Matthew como olhar.- Acho que devia manter sua boca fechada e fazer o que tem que fazer. Agora.

Ele se distancia, e Matthew entra em desespero. Mas não mais do que eu.

Nunca vou esquecer o que vamos ser obrigados a fazer agora. Nunca.



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