História The Greatest (2 temporada de Nicest Thing) - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~LikaPeluso

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charli, Charlotte, ChiNoMimi, Cotton, Dajan, Dakota, Debrah, Dimitry, Giles, Iris, Jade, Kentin, Leigh, Letícia, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Rosalya, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Castiel, Dressert, Nicest Thing
Visualizações 120
Palavras 5.874
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente!
É a LikaPeluso, vou postar hoje. Desculpem pela demora para postar, demoramos praticamente um mês... Estamos com alguns problemas para escrever e era para este capítulo ter sido postado bem antes, mas ele estava ficando muito longo, tão longo que tivemos que dividir em duas partes e talvez teremos que dividir em três. Vamos nos esforçar mais para não demorar tanto para postar.
Na capa deste capítulo vocês verão um gif. É a Hanna e o Caleb da série Pretty little liars, nós duas estamos viciadas nela. Estávamos falando esses dias que na vida real, a Dressert e o Castiel seriam mais ou menos assim *-*

Capítulo \o/

Enjoy :3

Capítulo 16 - Não me deixe comigo mesma - Parte 1


Fanfic / Fanfiction The Greatest (2 temporada de Nicest Thing) - Capítulo 16 - Não me deixe comigo mesma - Parte 1

"Eu sou um risco para mim

Não me deixe comigo mesma

Eu sou o meu pior inimigo

 

É ruim quando você não suporta a si mesmo

Tão irritante

Nem eu quero mais ser minha amiga

 

Eu quero ser qualquer outra pessoa”

Don't let me get me – Pink

Já fazia um tempo que ela não aparecia e ele já estava mais do que preocupado. “Sozinha em um lugar onde não conhece ninguém...” ele pensou ao se colocar no lugar dela, tentando imaginar como ela estava se sentindo. Ele estava a procurando por horas. O lugar em que ele estava e o que ocorria naquele espaço não ajudava nem um pouco.

A dificuldade não faria ele desistir de encontrar ela, então ele continuava andando de um lado para o outro focado em seu objetivo. E foi quase por intuição que ele a encontrou. Algo dentro dele o motivou a ir para aquela direção e ele finalmente a alcançou. O estranho foi a sensação de alívio passar antes mesmo dele senti-la.

Foi como se tivesse acabado de levar uma facada no peito. Sim, essa era a sensação de ver sua amada beijar outro homem bem na sua frente. Foram segundos que se passaram em câmera lenta aos olhos dele. E doía. Doía tanto que ele gostaria de estar morto para não sentir mais nada.

- Você viu tudo? – Ela perguntou para ele quando o viu ali. Tanto sua voz quanto seu rosto não demonstravam sentimento algum. Era como se ela não tivesse sentindo nada. Ou como se não tivesse sentido nada. Ou como se simplesmente não se importasse de ver o coração rasgado por ela ainda batendo no peito dele.

- Sim... – O som da palavra que ele usou para responder a pergunta dela veio direto de seu coração e saiu do mesmo jeito que o órgão parecia estar. Como se o sim estivesse rasgando sua garganta.

- Ótimo... – Ela disse antes de virar de costas e sair andando, deixando suas duas vítimas para trás: aquele que foi beijado e aquele que apenas assistiu.

Às 4 horas da manhã daquele dia

“Merda. Não vou conseguir dormir de jeito nenhum!”, Castiel pensou abrindo os olhos mesmo depois de ter combinado consigo mesmo de que não abriria os olhos até cair no sono. “Eu devia me levantar e fazer alguma coisa, mas... Ela parece tão confortável...” Ele a observava dormir e o sorriso nos lábios dela o chamava atenção. “Será que ela sabe que eu fico namorando ela enquanto ela dorme? Queria tanto saber com o que ela sonha...”.

Ele ainda olhava com atenção, como se em algum momento ele fosse conseguir entrar dentro da mente dela. Em um certo momento, ela começou a mexer os lábios como se fosse dizer algo.

- Bo... – Ela disse sussurrando ainda dormindo.

“Bo? O que significa?” Ele tentava adivinhar o que era e percebeu que ela ia dizer mais alguma coisa.

- ... lo... – Foi o que ela disse.

“Bolo... É, eu devia ter imaginado. Ela gosta mais de bolo do que de mim... O que mais ela está sonhando?”.

- Chantily... Morango... – Era como se ela estivesse respondendo a pergunta que ele fez para ele mesmo.

“Agora ela disse até o sabor! Deve ser desejo...”. Ele silenciou seus pensamentos um pouco surpreso com seu último pensamento. “Desejo... Droga! Não fiquei nem cinco minutos livre dessa paranóia! Eu preciso fazer alguma coisa...” Ele começou a rezar para Dressert sair de cima de seu braço para que ele pudesse sair da cama sem acordá-la. Deus, sabendo dos problemas que Castiel estava, atendeu suas preces e Dressert se afastou.

Com cuidado, Castiel se levantou da cama pegando seu celular e saindo do quarto, fechando a porta. Ao chegar na sala, ele procurou um número na agenda de seu celular e fez uma ligação.

- Sabe que horas são? – Lysandre atendeu a ligação sem nem deixar tocar duas vezes.

- Também não consegue dormir, não é? – Castiel sentia como se Lysandre estivesse esperando sua ligação de tão rápido que ele atendeu.

- Por que me ligou a uma hora dessas? – Lysandre perguntou um pouco irritado.

- Eu não precisava ter ligado. Pela velocidade que você atendeu, era só eu mandar uma mensagem por telepatia que você iria atender. Estou começando a acreditar que nós temos mesmo uma conexão bem forte, como você disse daquela vez antes de eu te bater e pedir para você parar de falar besteira... – Castiel estava falando sério, apesar de continuar achando essa coisa de conexão entre amigos uma coisa completamente idiota.

- Você não precisava ligar porque nós estamos praticamente no mesmo lugar! Você podia ter vindo no meu quarto! – Lysandre estava sussurrando para não acordar Haley.

- E como eu ia saber o que eu poderia acabar vendo ao entrar no seu quarto sabendo que você não está sozinho? O que os meus olhos veem, a minha mente não me deixa esquecer, Lysandre! Eu poderia ficar traumatizado pelo resto da minha vida! – Castiel se explicou.

- Eu não fiquei traumatizado... – Lysandre disse sem se dar conta do que estava dizendo.

- O que quer dizer com isso? – Lysandre não conseguia ver, mas Castiel tinha até cruzado os braços para perguntar isso.

- N-nada! E-eu nunca vi nada! – Lysandre mentiu.

- Sei... – Castiel sabia que era mentira, mas não queria conversar sobre isso naquele momento.

- E eu e a Haley não fizemos nada demais. Estamos apenas dormindo juntos, no sentido literal de ‘dormir’... – Lysandre parecia desanimado ao dizer isso.

- Entendo. Quer conversar sobre isso? Eu te liguei porque precisava de um momento terapia e já que você parece estar precisando também... 

- Me encontra na sacada... – Lysandre disse antes de desligar o celular.

Castiel foi até a sacada e Lysandre não demorou muito para aparecer. Castiel quase levou um susto ao ver a cara de zumbi dele. A falta de sono provavelmente não era o único motivo dele estar tão acabado.

- Você parece bem acabado e sua voz também está estranha. Não rolou nada mesmo entre você e a Haley? – Castiel perguntou procurando por provas de que Lysandre não estava mentindo. Como um chupão no pescoço, por exemplo.

- É gripe... – Lysandre viu Castiel ainda o analisando – Quer que eu tire a camisa para você olhar melhor?

- Não, eu acredito em você. Já vi você sem camisa mais do que eu gostaria por causa das vezes que você achou que estava com alguma doença de pele só por causa de algumas manchinhas...

- Essas ‘manchinhas’ poderiam ser câncer de pele... – Lysandre disse sério.

- Mas eram apenas alergia... – Castiel disse revirando os olhos – Bom, você pode começar falando o que te deixa acordado...

- Foi você quem ligou. Então começa você...

- Não, começa você... – Castiel insistiu.

- Por que você não começa? – Lysandre perguntou como se estivesse sofrendo alguma injustiça.

- Porque eu não quero! – Castiel respondeu. Continuava sendo injusto com Lysandre, mas...

- Tudo bem, eu falo. Não consigo dormir porque não consigo ficar no mesmo quarto com a Haley sem querer fazer... Coisas... – Lysandre estava até vermelho só de falar.

- Que coisas? – Castiel perguntou só para provocar.

- Você sabe muito bem que coisas são e não vai me obrigar a dizer para você! – Lysandre disse nervoso.

- Pervertido... – Castiel continuou provocando.

- Eu não sou pervertido! Eu sou uma pessoa descente, diferente de você!

- Não me ofende, Lysandre! – Castiel cruzou os braços o encarando.

- Desculpe, não quis ofender você... Eu só quero que você me diga como lidou com isso quando passou a morar com a Dressert e vocês ainda não tinham feito... Você sabe o que...

- Você não sabe como eu lidei com isso? Foi você quem me ajudou! – Castiel achava um absurdo Lysandre não ter noção disso.

- Como assim? Não me lembro disso... – Lysandre disse inocentemente.

- Lysandre... Quando a Dressert veio morar comigo, você veio morar comigo também. Se não fosse por você e todo o universo que conspirava contra mim para me atrapalhar, a minha primeira vez com a Dressert teria acontecido muito antes do que eu planejava...

- Oh... Eu sabia que estava te atrapalhando com alguma coisa na época, mas não imaginava que era apenas isso, em específico... Sendo assim, já que ao atrapalhar eu te fiz um favor, sinta-se à vontade para retribuir! – Lysandre disse de um jeito otimista, acreditando que tinha encontrado a solução para seu problema.

- Lysandre... O que espera que eu faça? Que deite no meio de vocês dois na cama e dê choque em vocês cada vez que tentem tocar um no outro? – Castiel estava sendo sarcástico. Muito sarcástico.

- Não tinha imaginado algo assim, mas se for possível fazer isso, eu quero que faça... – Lysandre respondeu sinceramente.

- Eu devia é dar um choque nessa sua cabeça para ver se ela começa a funcionar ou se para logo de vez! – Castiel disse dando um tapa na cabeça de Lysandre.

- Ai! Não precisa me bater, é só dizer não! – Lysandre fez carinho na própria cabeça no lugar que Castiel bateu.

- Por que não transa logo com ela? Pense bem no que vai me responder...

- Não é que eu não queria fazer ou que não acho que é a hora certa... – Lysandre ficava cada vez mais desanimado enquanto ia falando.

- O que é então? – Castiel queria que Lysandre falasse de uma vez, sem enrolar.

- ... – Lysandre não sabia se devia dizer aquilo para Castiel, mas ele era seu melhor amigo. A pessoa que ele mais confia. Ele tinha que falar com alguém sobre aquilo, então tinha que ser com Castiel – Eu não sei como te contar isso...

- Conte o que é de forma clara, sem tentar encontrar palavras ou formar um enigma para eu descobrir o que é... – Castiel viu que pela expressão de Lysandre, a coisa era muito séria – Quer que eu diga o meu problema primeiro ou...

- A Haley me contou que a primeira vez dela acabou sendo contra a vontade dela no final das contas... – Lysandre disse interrompendo Castiel.

- Isso quer dizer que ela foi...

- Exatamente... – Lysandre confirmou antes de Castiel dizer a palavra que ele não queria ouvir de jeito nenhum.

- ... – Castiel nem sabia o que falar - ... Que merda, Lysandre...

- É, eu sei... – Lysandre não esperava uma atitude diferente de Castiel – O que você faria se alguém tivesse feito algo assim com a Dressert?

- Eu procuraria o cara até achar ele e depois o torturaria até a morte... – Castiel respondeu sem precisar pensar – Eu falo sério...

- Essa é a única ideia que você vai me dar sobre isso? Não é nada inovadora, eu já tive essa ideia...

- O que realmente te preocupa com relação à isso, Lysandre? – Castiel não tinha muita ideia para dizer ao Lysandre. Seria muito mais fácil ajudá-lo a ter a ideia sozinho.

- Eu não sei... Tento me colocar no lugar dela e... Tento imaginar como ela se sente e o que ela pensa... 

- Acha que eu vou poder te dizer essas coisas? – Castiel perguntou.

- Não, da mesma forma que eu... – Lysandre respondeu.

- Mas você sabe quem pode te dizer... – Castiel sabia que não era só por parte do Lysandre o desejo de dar um passo a frente no relacionamento com Haley. Conversando com ela seria a melhor maneira de resolver isso.

- Entendo o que quer dizer e acho melhor do que ir parar na cadeia por matar alguém... – Lysandre tentou sorrir para Castiel antes de se entregar aos seus pensamentos por alguns segundos – Ah! Sua vez! Já digo logo que, se estiver preocupado com o anel, eu já conversei com a Haley e ela prometeu não dizer nada sobre isso para a Dressert. Acho que já te disse isso...

- Não é sobre o anel... – Ao contrário de Lysandre, Castiel ia ser direto, sem enrolação – Eu e a Dressert fizemos sexo sem camisinha...

- O que? – Lysandre parecia chocado – Mas eu passei camisinhas por debaixo da porta! Tinha uma quantidade suficiente! E eu bati três vezes na porta. Devia ter perguntado se vocês tinham escutado... Ou foi antes? Ou depois? Quantas vezes vocês fizeram?

- Você nem deixou eu explicar! Não acha que está querendo saber demais? – Castiel perguntou irritado.

- Você acabou de me dizer que vocês não usaram camisinha! O que você esperava? – Lysandre não teve como reagir de outra forma. Não sendo o Lysandre.

- Calma, foi só uma vez. Eu... Eu es... Es... Esque... Nossa, por que é tão difícil admitir em voz alta?

- Como pôde esquecer de uma coisa dessas? – Lysandre achava aquilo imperdoável.

- Eu não sei! Eu tinha certeza que eu tinha usado e quando eu fui fazer um ‘check list’ percebi que estava faltando uma!

- Você procurou bem? – Lysandre ainda estava absorvendo a informação.

- Não, deixa eu ir lá dar uma olhada... – Castiel fingiu que ia sair dali, mas se virou de volta para Lysandre e deu um tapa na cabeça dele -  É claro que eu procurei!

- Quer parar de me bater? – Lysandre disse chateado enquanto massageava a própria cabeça.

- Eu quero, mas você não para de me dizer coisas estúpidas!

- E o que a Dressert disse sobre isso? – Lysandre perguntou e como resposta, Castiel apenas desviou o olhar – Você não falou com ela? Como você... Eu não te entendo! Castiel... É assim que algumas pessoas acabam tendo filhos...

- Ah! Não me diga que finalmente descobriu que os bebês não vem das cegonhas e nem de presente de Natal feitos pelo papai Noel...

- Isso significa que vocês podem ter um filho... – Lysandre ignorou o sarcasmo de Castiel - A vida de vocês dois vai mudar drasticamente se isso acontecer, isso não te assusta?

- Não. Ter um filho não me assusta. O jeito que eu estou vivendo me assusta... – Castiel respondeu a pergunta como se tivesse pensado em todas essas coisas várias vezes. E ele realmente pensou.

- Pode não assustar você, mas pode assustar a Dressert. Ela ainda quer fazer faculdade... Falar com ela era o que você deveria ter feito quando se deu conta de que tinha esquecido de usar a camisinha... E... Pensando bem... Será que a Dressert não percebeu mesmo que vocês não usaram camisinha? Eu sei que no calor do momento a nossa cabeça não funciona direito, mas... Tenho quase certeza que ela se daria conta de algo assim...

- Ela parece despreocupada. Se está assim, provavelmente não percebeu... De qualquer forma, eu sei que tenho que falar com ela...

- Castiel... Eu entendo que você está muito feliz por ela ter voltado e que você tinha planos para vocês dois antes dela ir embora, mas você não pode apressar as coisas... Nós acabamos de assinar um contrato para trabalhar com a Debrah por um tempo. Não seria bom se acontecesse algo, nem para você e nem para a Dressert... – Lysandre sabia muito bem do desejo que Castiel tinha de ter uma vida normal e do quanto ele queria viver essa vida com Dressert, mas tudo tem uma hora certa para acontecer.

- Eu sei disso, Lysandre. Vejo isso claramente agora... – Agora foi a vez de Castiel se afundar um pouco em seus pensamentos.

- Agora que conversamos sobre os nossos problemas, devíamos voltar para a cama e tentar dormir? - Lysandre perguntou.

- Acho que sim... – Castiel respondeu.

Os dois fizeram um minuto de silêncio.

- Acho que mesmo assim não conseguirei dormir... – Lysandre admitiu.

- É, eu também não... – Castiel admitiu também.

Às 8 horas da manhã daquele dia

- Eu trouxe café da manhã para você... – Castiel disse entrando dentro do quarto segurando uma bandeja cheia de coisas para comer nas mãos.

- Nossa! Você fez tudo isso? – Dressert perguntou se sentando na cama surpresa pela atitude dele.

- Sim, com uma mãozinha do pessoal da cozinha que faz o café da manhã dos hóspedes do hotel. Imagine que fui eu quem fez tudo isso... – Ele disse colocando a bandeja na cama de um jeito que ficasse confortável para ela comer.

- Hoje é um dia especial? Por que está sendo tão romântico logo pela manhã? Você não é disso... – Dressert conhece o ser que ela chama de namorado. Alguma coisa tinha.

- Não precisa ser tão desconfiada, só quis fazer algo diferente... – “Droga, ela sabe que tem alguma coisa!” ele pensou.

- Tudo bem. Sendo assim, não vejo porquê não comermos esse delicioso café da manhã juntos... – Ela apenas deu um sorriso e começou a comer – À propósito. Você está com cara de quem não pregou o olho nenhuma vez durante a noite...

- Quem? Eu? Eu dormi bem, à noite toda, bem do seu lado... – Ele coçou a cabeça tentando disfarçar que estava mentindo.

- Não precisa mentir para mim, eu sei que está com problemas para dormir. Eu também estou preocupada com isso... – Ela disse enquanto escolhia o que ia comer depois da torrada.

- Também está preocupada? Então... Você também percebeu? – Ele perguntou com receio.

- É claro! Hum, o que será isso? – Ela olhava curiosa para um dos pratos que estava coberto com uma tampa até tirar a tampa e descobrir o que era – Ai meu Deus! Isso é bolo? É claro que é bolo! E tem morangos e chantilly! Você leu a minha mente, eu até sonhei com isso! Eu te amo tanto! – Ela disse o beijando rapidamente.

- Fico... Feliz por ter gostado da surpresa... – Ele disse sem graça.

- Eu não gostei. Eu amei! Estava com muita vontade de comer isso, parecia até desejo... – Ela disse dando a primeira garfada no bolo.

“Parecia até desejo...” Castiel ouviu a voz dela repetindo essa frase em sua cabeça e sentiu até arrepios.

- Desculpe por não ter conversado com você antes, eu não sabia como te dizer sobre... Bem, você sabe...

- Não se preocupe, pessoas nesse estado geralmente não conseguem conversar sobre isso... – Ela continuava comendo o bolo.

- Estado? Que estado? – Ele perguntou confuso.

- Abstinência, é claro. Sei que não deve estar sendo fácil para você parar de fumar e beber assim tão de repente e sem ajuda. Insônia é um dos sintomas... – Dressert explicou.

- Ah, era nisso que você estava pensando... – Ele desanimou ao saber que ia mesmo ter que contar para ela – Dressert, eu...

Ele ia falar, mas o celular dele começou a tocar.

- Não vai atender? Deve ser seu produtor... – Dressert disse demonstrando certa preocupação. Não tinha certeza se queria que Castiel atendesse depois do que houve na visita da Debrah.

- Ele pode esperar...

- Não, eu posso esperar. É melhor atender agora... – Dressert disse séria.

Castiel não estava afim de atender, nem um pouco, mas não tinha muita escolha.

- Serviço funerário, em que posso ajudar? – Castiel disse ao atender o celular.

- Boa tentativa, mas eu conheço muito bem a sua voz e tenho certeza que liguei para o número certo... – O produtor disse do outro lado da linha – Vocês vão ter que ir em uma festa hoje a noite. Terão pessoas importantes por lá, então quero que vocês socializem um pouco...

- Precisava me ligar às oito horas da manhã só para me dizer isso? – Castiel perguntou já sentindo revolta por ter que ir em mais um dos eventos que seu produtor arrumou para eles. Geralmente o que acontece com ele nesses eventos é difícil de explicar já que ele nunca sabe como ele pode começar em um lugar reservado e longe das pessoas e terminar na fila de um banheiro cheio de pessoas e vomitando ali mesmo por ter bebido demais.

- Quero que façam uma apresentação simples também e...

- O Lysandre está gripado... – Castiel logo cortou seu produtor antes que ele continuasse.

- Se virem. Improvisem...

- Com o que? Com playback? Nós somos uma banda de rock, não a Britney Spears! Quer que a gente dance também? – Castiel já conseguia se imaginar vomitando na fila do banheiro sem nem ao menos ter bebido só de pensar sobre a apresentação da banda.

- Não importa como vão fazer, eu só quero que façam uma apresentação decente! E sobre o que eu ia falar, quero que levem as garotas também. Preciso que me diga as medidas e o número do calçado delas para eu mandar uma roupa para elas usarem. Duvido muito que elas tenham o que vestir para esse tipo de evento...

- Vai sonhando que elas vão! – Castiel não imaginava que ia perder a linha tão cedo naquele dia. Mas ele perdeu – Quero que pegue essa maldita festa e enfie tudo no seu...

- Posso pensar em rever o contrato com a Debrah se elas forem... – O produtor disse antes de Castiel terminar sua frase.

- Por que quer tanto que elas apareçam na festa? Isso é o meu trabalho e do Lysandre, não o delas! Vai pagar para elas irem por acaso?

- Eu vou sim... – O produtor respondeu de imediato – A aparição de vocês em público com as garotas gerou polêmica, mas é por isso que eu acho que pode ajudar a banda. Quero as duas lá e se não vai me passar as informações que eu preciso, vou descobrir sozinho... Estejam prontos às sete. E não tente nenhuma gracinha... – Ele disse antes de desligar na cara de Castiel.

- Ele acha que manda em mim! – Castiel provavelmente teria lançado o celular para longe se Dressert não tivesse segurado a mão dele.

- Eu vou com você. Vai ter problemas se eu não for, não é? Por pior quer pode parecer ser, vai ser melhor se eu estiver com você, não acha? – Ela disse calmamente.

- Se você for, vamos acabar fazendo a vontade dele e eu gosto muito de fazer o contrário do que ele quer! E eu também não posso ficar envolvendo você nessas coisas... – Ao sentir a mão dela segurando a sua, Castiel conseguiu se acalmar um pouco.

- Acho que eu já estou envolvida, não concorda? Vamos, Castiel. O que poderia acontecer de errado?

- Tudo... – Ele estava considerando levar Dressert. Ele sabia que seria um completo desastre, mas... Provavelmente seria mais suportável se ela estivesse do lado dele – Mas... Já que tenho que fazer isso, seria melhor se fosse com você...

- Então estamos de acordo. Que tal terminar o café da manhã? – Ela perguntou com um sorriso.

- Já aviso que meu humor não vai ser um dos melhores hoje... – Ele suspirou pegando uma torrada.

- Bom, então vai ser como o de sempre... – Ela brincou e acabou caindo na risada.

- Não vejo graça, você devia estar pensando em um jeito de melhorar o meu humor ao invés de provocar mais...

- Estou pensando em algo... – Ela sorriu, pegou um copo de suco que estava em cima da bandeja e tomou o suco olhando para ele com as bochechas coradas.

- Está tendo pensamentos indecentes e não está nem tentando esconder? Você não tem mais vergonha na cara, Dressert... – Fazendo ela quase engasgar com o suco ao tentar retrucar o que ele disse, foi a vez dele de cair na risada.

Às 14 horas daquele dia

- O que você está fazendo? – Castiel perguntou para Dressert que estava lendo um livro enquanto estava sentada na cama.

- Exatamente o que você está vendo, lendo um livro... – Ela respondeu.

- Por que? – Ele perguntou.

- Porque eu gosto de ler... – Ela respondeu.

- Não me lembro da última vez que peguei em um livro... – Ele não lembrava mesmo. Nem na época da escola ele tinha mais contato com livros, quem dirá agora.

- Quer pegar? – Ela esticou a mão segurando o livro na direção dele.

 - Eu até queria há um segundo atrás, mas já perdi a vontade. Vou tomar um banho, acho isso bem melhor do que ler. Na verdade, acho que prefiro qualquer coisa que não seja ler... Bom, vou demorar um pouco... – Ele disse pegando uma toalha e depois entrou no banheiro encostando a porta.

Castiel tirou a roupa com calma e depois entrou no box do banheiro. Ele ligou o chuveiro e ficou sentindo a água quente escorrer pelo seu corpo de olhos fechados. Ele ficou pouco tempo assim até sentir alguém o abraçar pelas costas. Os seios macios dela contra as costas dele e as mãos tímidas, porém, determinadas a percorrer pelo abdômen dele até o peitoral denunciaram que era ela.

- Então era isso que você estava pensando? – Ele perguntou se virando de frente para ela devagar.

- Não consegui pensar em outra coisa... – Ela respondeu, boa parte do corpo dela já estava molhado – Não estou aqui para atrapalhar o seu banho...

- Então o que veio fazer aqui? - As mãos de Castiel já estavam na cintura dela a puxando para ele.

- Se você não se mexer, vai descobrir...

- Então você vai me dar um banho? Quero ver como vai fazer isso... – Ele disse no ouvido dela ao fazer suas mãos descerem para a bunda dela – Não sei se consigo ficar sem me mexer... Estou me segurando para não te colocar de frente para a parede e... – Ele acabou apertando a bunda dela, a trazendo ainda mais para ele.

- Depois de eu fazer o que eu quero com você, deixo você fazer o que quiser comigo... O que você acha?

- Acho que temos um acordo... – Ele respondeu soltando a bunda dela e passou a esperar pelo que ela pretendia fazer – Sou todo seu...

Dressert já estava com um sabonete nas mãos pronta para começar quando os dois escutaram a voz de Lysandre do lado de fora.

- Castiel, temos um problema! – Lysandre disse olhando para a porta fechada se perguntando se devia ou não entrar para Castiel poder ouvir ele melhor.

- Eu estou tomando banho, Lysandre! – Castiel disse tentando se manter calmo.

- Você vai demorar? Posso entrar? – Lysandre disse colocando a mão na maçaneta.

- Se entrar aqui, vai morrer! E eu vou demorar! – Castiel respondeu irritado enquanto Dressert apenas ria baixo.

- Então nós podemos nos falar do jeito que estamos fazendo mesmo... – Lysandre largou a maçaneta e começou a olhar o bloco de notas que estava na sua mão.

- Eu não acredito nisso... – Castiel disse baixo para que apenas Dressert escutasse.

- Não se preocupe, eu não vou a lugar algum... – Dressert disse começando a ensaboar o peitoral de Castiel.

- E-ei! Como vou conversar com ele assim? – Ele estava surpreso com a atitude dela.

- Quer que eu pare? – Ela perguntou, mas independente da resposta, ela não iria parar.

- ... – Castiel nem conseguiu responder.

- Estou preocupado com a apresentação que teremos que fazer. Minha voz está péssima, não sei se seria uma boa ideia cantar... – Lysandre disse procurando a folha que tinha feito anotações em seu bloco de notas referente à apresentação.

- E-então o que você sugere? – Castiel só conseguia pensar que Dressert estava maluca. Depois de ensaboar o peitoral dele, ela aproximou o corpo dela até ficar bem colado no dele e olhando ele nos olhos de um jeito sensual, ela começou a ensaboar as costas dele até onde alcançava. Os seios dela deslizavam pela pele dele com a ajuda da espuma do sabonete.

- Eu pensei em três opções. A primeira seria cantar mesmo com a minha voz ruim, a segunda seria eu não cantar e a banda apenas tocar e a terceira... – Lysandre tinha medo de sugerir a última.

Castiel olhou para Dressert ainda mais surpreso quando ela voltou as suas mãos para a frente do corpo dele e as deixou descer pelo abdômen até chegar numa parte bem “específica”. Ainda com o sabonete nas mãos, ela usou suas duas mãos para continuar a acaricia-lo, mas desta vez despertando o prazer nele diretamente em seu membro que já estava muito excitado.

A voz de Lysandre ficou quase inaudível para ele.

- Dressert... Você enlouqueceu... – Ele disse baixo, sentindo que suas pernas já não estavam mais tão firmes e seu membro pulsando nas mãos dela enquanto ela ia e voltava com as mãos da base até a ponta.

- Desculpe. A minha mão escorregou e veio parar aqui... – Ela descolou seu corpo do dele para deixar a água escorrer livremente e tirar o sabonete, mas sem demorar muito, ela deixou o sabonete cair no chão. De propósito – Opa. Caiu... Não se preocupe, eu pego...

E ela se ajoelhou na frente dele olhando nos olhos dele com um sorriso “safado” no rosto. Castiel não teve tempo de fazer nada antes dela colocar o pênis dele dentro da boca, percorrendo ele todo com os lábios bem molhados e a língua deslizando lentamente até chegar na base. Ela tinha acabado de colocar o pênis dele quase todo em sua boca e apenas isso o fez chegar ao ponto de ter que se escorar em uma parede para se manter em pé e levar uma de suas mãos à boca para abafar qualquer gemido que pudesse vir a soltar “sem querer”.

- Bom, a terceira seria se você cantasse, mas acho que você preferia morrer ao fazer isso, não é? – Lysandre finalmente falou a terceira opção, mesmo com receio de que Castiel o xingasse ou abandonasse o banho para bater nele, mas ele esperou por alguma manifestação de Castiel e ele não disse absolutamente nada.

Ela fazia movimentos rítmicos, indo e vindo com uma das mãos sem parar de chupá-lo. Ela fazia aquilo com tanta vontade e empolgação que se continuasse só mais um pouco, aquilo com certeza terminaria. Mas ela não queria que terminasse, não ainda.

Nunca ia passar pela cabeça de Castiel que ela ia tentar fazer uma coisa “diferente”. Isso também não tinha passado pela cabeça de Dressert antes, mas, por algum motivo, ela simplesmente sentiu vontade de fazer. Então ela o chupou mais uma vez antes de tirá-lo de sua boca e em seguida voltou a acaricia-lo, só que dessa vez, com os seios.

- Ah-h... Meu... Deus... – Castiel disse um tanto alto e um pouco tonto, tirando sua mão da boca e procurando por alguma coisa para se segurar.

- Está tudo bem? Você parece ofegante... Está praticando exercício físico durante o banho? – Lysandre perguntou estranhando a voz de Castiel e ele não respondeu – Tudo bem se não quiser cantar, só precisamos decidir o que vamos fazer... Eu também pensei em... – Lysandre foi falando, mas Castiel não escutava mais nada.

Ela parou o que estava fazendo de repente e ficou de pé. Ela queria ver como ele estava depois de tudo aquilo. E o que viu foi muito mais do que imaginava. Dressert nunca tinha visto Castiel tão entregue à ela, sem tentar ficar no “controle”, totalmente disposto a deixar que ela fizesse com ele o que bem quisesse. Também, não seria possível ele estar de outra forma. Ele delirava de prazer com os estímulos dela, mesmo que fosse apenas um olhar discreto que ela lançasse para ele. Ela  nunca esteve tão a vontade e tê-la deste jeito era fora do comum, quase que algo sobrenatural.

- Quero que deixe vir, na minha boca... – Ela disse antes de ficar de joelhos mais uma vez.

Sim, isso foi um pedido de Dressert para que Castiel gozasse em sua boca. Ouvir ela dizer algo assim mais algumas vezes poderia até fazê-lo gozar sem ela nem precisar tocá-lo novamente.

Castiel mordeu os lábios enquanto seu abdômen se contraia com o prazer que se espalhava cada vez mais intenso por todo o seu corpo enquanto ela o chupava. Lentamente. Mais rápido. E lentamente. E mais rápido. Sua mão trabalhando junto com sua boca. Ele segurou o cabelo dela enquanto ela o sugava, mas não influenciou em seus movimentos. Aquilo estava muito bom, estava bom demais. Ele não queria que terminasse, mas não tinha como evitar o orgasmo. Ele nem se lembrou que Lysandre estava do lado de fora do banheiro ao dizer o nome dela, gemendo enquanto gozava em sua boca.

Seu corpo ficou anestesiado, tanto que ele tinha perdido o controle e acabou deslizando as costas pela parede até chegar no chão depois que ela tirou seu membro da boca. Castiel nem viu Dressert limpar a boca, sua cabeça parecia estar em outro lugar e seu corpo tinha a sensação de estar flutuando. Aos poucos, a voz de Lysandre foi “voltando” e ele conseguiu ver Dressert engatinhando na direção dele antes de beijar sua boca sem pressa, calmamente, mas de um jeito apaixonado. Ela terminou o beijo e ficou fitando-o com seus olhos azuis.

- É melhor dizer para o Lysandre que você precisa pensar... – Ela disse baixinho.

- Eu preciso pensar, Lysandre. Agora não é uma boa hora... – Castiel disse tentando se lembrar se alguma coisa que Lysandre disse, mas não se lembrava de nada.

- Certo, mas não temos muito tempo. Estarei esperando na sala. Você tem dez minutos, se não aparecer, eu entro aí... – Lysandre disse antes de ir para a sala.

Castiel apenas olhava para Dressert com um sorriso bobo.

- Você... Não tem mais vergonha na cara mesmo... – Ele disse vendo ela ficar vermelha na hora.

- É o que você tem para me dizer agora? Que coisa mais... – Ela não quis nem completar a frase e levantou rapidamente.

Ela ia deixá-lo para trás quando ele se levantou e a agarrou pela cintura.

- Foi incrível... Prometo retribuir quando for a minha vez... – Ele a puxou para perto, afastou um pouco o cabelo dela do pescoço e ali deixou um beijo que fez o corpo dela inteiro se arrepiar.

Era uma pena eles terem que deixar o resto para depois.

Às 16 horas daquele dia

- Com licença. Pediram para que entregasse para vocês... – Um funcionário do hotel que eles nunca tinham visto antes entregou cinco sacolas grandes para Castiel quando ele abriu a porta depois da campainha tocar.

- O que é isso? – Castiel perguntou.

- Deveria olhar para descobrir o que é, senhor... – O funcionário respondeu.

- Jura? Obrigado pela ideia, não tinha pensado nisso... – Castiel disse antes de agradecer o funcionário e fechar a porta.

- O que é isso? – Lysandre perguntou ao ver todas aquelas sacolas.

- Um homem sábio me disse que é preciso olhar para descobrir o que... – Castiel respondeu.

- Imagino que são roupas e sapatos para a Haley e para a Dressert... – Lysandre parecia um pouco preocupado com aquilo. Não achava uma boa ideia Haley ir, não que ele não queria que ela estivesse com ele, mas pelo fato de que ela provavelmente vai sentir como eles têm se sentido por causa do trabalho nesses últimos cinco anos.

- Não gosto disso... – Castiel disse entregando as sacolas para Dressert e Haley – Mas não tenho escolha...

- Também não conseguimos decidir como vamos nos apresentar. Castiel, eu não posso cantar desse jeito! – E essa era mais uma das preocupações de Lysandre que quanto mais demorava para eles resolverem, mais agoniado ele ficava.

Castiel apenas parou e ficou olhando para Haley, pensativo. Lysandre logo entendeu o que o amigo estava pensando.

- Não, Castiel! Não vamos fazer a Haley cantar! – Lysandre já foi logo falando antes que Castiel sugerisse.

- Você tem alguma ideia melhor? – Castiel perguntou.

- ... – Lysandre não conseguia pensar em nada.

- Foi o que pensei...


Notas Finais


Continua no próximo episódio!


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