História The Greatest Love Story Ever Told. - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jane the Virgin
Tags Comedia, Drama, Jane The Virgin, Roisa, Romance
Exibições 34
Palavras 6.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Fiquei um tempo ausente por conta da faculdade. E aí a criatividade reduziu-se a nada, mas espero que vocês gostem.Acho esse capitulo um divisor de águas para Luisa, onde ela passa de uma vida para uma nova. E eu vou amar escrever a vida nova, porque era aqui que eu queria chegar. Espero que gostem e ainda leiam. <3

Capítulo 5 - Hello, Vegas.


Rafael andava calmamente pelo hall do Marbella, atordoado em seus pensamentos e no documento que estava em sua mão sobre os horários de Mateo. Ou Matelio. Alguém se bateu nele, um de seus funcionários que nem se deu o trabalho de olhar para trás. Uma multidão formava-se na entrada do hotel. Rafael sentiu seu sangue subir. Tanto hospedes quanto funcionários estavam parados ali. Abriu passagem as pessoas para ver o que tanto aguçara a curiosidade dele. Petra parou na frente de Rafael e o abraçou. Rafael pensou em desviar do abraço, mas quando a loira o olhou, nos olhos só havia ternura.

- Sinto muito, Raf. – Petra falou, segurando ele pela mão.

- Pelo que? – Rafael estava confuso e um tanto quanto agitado.

Petra então abriu espaço deixando o campo de visão de Rafael limpo para enxergar a cena. Jogada na rua, suja, machucada, encontrava-se sua irmã. Rafael sentiu seu coração apertar e uma raiva dominar seu ser. Ele queria confrontar Luisa e perguntar porque ela fugiu com Rose, mas vê-la desacordada na rua, machucada o fez questionar o que ele achava que sabia sobre a fuga da irmã com Sin Rostro. Depois de alguns minutos preso em transe, Rafael correu ao encontro do corpo mole no chão. Segurou Luisa pelo ombro e chamou, checou sua respiração, tudo ok, mas Luisa continuava desacordada. Câmeras de celular filmavam tudo, ele sabia que mais cedo ou mais tarde isso chegaria na mídia. Uma ambulância chegou, antes que ele pudesse gritar por ajuda. Sem conseguir falar, viu sua irmã ser levada desacordada pela ambulância. Por essa você não esperava, hein Rafael? Petra dirigiu com ele até o hospital em que Luisa se encontrava, mas ele só pôde vê-la quando os médicos liberaram. Quando entrou no quarto, Luisa dormia, mas agora com uma aparência muito melhor. Limpa, com curativos onde estavam os machucados, o sangue pisado em seu rosto ainda chamava a atenção. Apesar de qualquer defeito de Luisa, ela possuía um sorriso iluminador, até mesmo para ele e ver o sangue pisado e o inchaço em seu rosto deformando tudo que ele gostava, conseguiu pegar Rafael de surpresa. Segurou na mão de Luisa, beijando as costas da mão dela. Esperou o que ele acha que foi cerca de uma hora, quando ouviu um murmúrio vindo de Luisa. Seus olhos pouco abertos encaravam ele. Um meio sorriso tomou conta do rosto dela.

- Raf... – Luisa chamou.

- Lu... Como você está? – Ele apertava a mão da irmã.

- Bem, eu acho. – Luisa levou a mão até o rosto sentindo o inchaço. – Como estou? Me diz você.

- Continua linda. – Rafael deu um meio sorriso. – O que houve Lu?

- Ah, Raf. Foi tão horrível. – Lágrimas invadiam o rosto de Luisa. – Tão horrível. Ela ameaçou você, Mateo, os gêmeos. Eu não pude fazer nada, Raf. Sinto muito! – Luisa chorava de verdade. Não pela dor que sentia fisicamente, mas emocionalmente por estar mentindo pro seu irmão.

- Eu pensei que você tivesse ido com ela... – Rafael estava confuso.

- Claro que não, Raf. Você acha que ela nunca havia me pedido? Eu nunca fui. – Luisa deu de ombros. – Sinto muito.

- Está tudo bem. Você está a salvo agora. – Rafael apertou a mão dela.

Luisa não demorou muito no hospital. Dois dias internada para ter certeza do estado em que ela se encontrava foi suficiente. Alguns arranhões, um hematoma no rosto e um na região do fígado foram as marcas que sobravam com ela de uma semana com Rose. Contrário do que todos estavam pensando, Rose não encostou um dedo nela. Não desse jeito, pelo menos. Ficou combinado entre ela e Luisa, que a culpa cairia toda para cima dela. Rose não deixaria Luisa carregar uma ficha criminal. Quando ficou decidido que Luisa tinha que voltar para o Marbella, Rose acionou Greg e George. Os dois capangas que ela mais confiava, para montar um cenário onde Luisa pareceria ter sido levada contra vontade e sofrido na mão de Sin Rostro. Greg tratou de cuidar de machucar Luisa, sob supervisão de Rose e muita reclamação da chefe, por ter machucado demais sua amada. Luisa tentava acalmar Rose falando que era necessário, mas Rose estava a beira de desistir do plano quando viu Luisa gritar e chorar de dor. Luisa não negou a dor, mas se esse era o preço para viver uma vida ao lado de Rose, ela pagaria. Rose nunca disse que seria fácil, nunca conversaram sobre o assunto, mas isso Luisa tinha certeza. Depois dos machucados feitos por Greg , –que Luisa insistia em chamar de Fred – George ficou encarregado de dar a Luisa um sedativo, para ela ser encontrada desacordada. Se despedir de Rose mais uma vez não foi uma coisa fácil, por incrível que pareça, foi mais difícil ainda. Aquela ultima semana tinha sido tão boa ao lado da ruiva, que Luisa não queria ir embora.

- Não acredito que estamos fazendo isso de novo. – Luisa estava grudada em Rose. E ela não queria soltar. Rose também não fazia menção disso.

- Vai ser por pouco tempo, Lu. Eu prometo. – Rose podia sentir o cheiro do shampoo de Luisa, com seu rosto enterrado ali.

- E se algo der errado? E se eu for presa? – Luisa deixou uma lagrima escapar do seus olhos.

Rose conteve um riso: - Eu não deixaria isso acontecer. Vai dar tudo certo. Em duas semanas, vamos estar em Vegas.

- Você se cuide. – Luisa levantou o rosto para olhar Rose. – Frequente os churrascos. – Falou com um sorriso amarelo.

- Vou tentar... – Rose sorriu de canto. E beijou Luisa, no beijo a promessa de que logo ficariam juntas.

 

No Marbella...

Luisa estava jogada na sua cama, assistindo televisão quando viu sua foto passar na tela, onde avisavam que ela havia sido encontrada, apesar de machucada nada grave aconteceu. Luisa bufou. Como se Rose fosse machucar ela. Na reportagem não faziam menção à Rose ou Sin Rostro. É claro, a policia não queria que o mundo soubesse da sua incompetência em captura-la. Pensou em pegar seu telefone e simplesmente ligar para ela, mas não podia se comunicar até o dia da viagem. Rose havia mandado Greg deixar o passaporte com Luisa no hospital, enquanto não havia ninguém com ela. E Luisa tinha que admitir, Fred era eficiente. A única coisa que Luisa precisava fazer nesse meio tempo era esperar no Marbella e sumir, avisando que iria ver seu xamã no Peru. Rafael não contestaria, ainda mais depois de tudo que ela passou. Nos dias se seguiram Rafael estava extremamente cuidadoso com Luisa, tão cuidadoso que até parecia se importar com a irmã. Luisa havia dado seu depoimento para Michael, que insistia em fazer perguntas que Luisa se atrapalhava, mas ela disfarçava pedindo um copo de água. Como Luisa sempre foi confusa, Michael não suspeitou que de fato havia algo errado com a história, apenas que Luisa estava mais desequilibrada depois do que passou. Allison e Travis visitavam ela pelo menos uma vez ao dia. Allison não engoliu bem a história de que Luisa foi contra vontade, mas como estava excessivamente bêbada naquela noite e não lembrava bem de tudo que aconteceu, não questionou Luisa. Travis fazia questão de monitorar a visão de Luisa sempre, tendo certeza de que aquele hematoma e inchaço não danificaram a visão. Allison por outro lado, procurava ver o hematoma no fígado todos os dias, com medo de uma hemorragia interna. Luisa não queria admitir, mas estava feliz de vê-los ali e não ficar sozinha o dia todo.

- Eu vou falar com Webber, para ver como anda sua carta. – Allison falava enquanto fazia a troca de curativo no queixo dela.

- Alli, eu já desisti. Minha vida é muito bagunçada para tentar voltar ao normal. – Luisa deu de ombros. Travis tocou o ombro dela.

- Não, Luisa! – Allison se irritou. – Veja bem, sua vida era normal. Você lembra? – Allison agora andava de um lado pro outro do quarto. – Onde éramos eu e você, casadas, trabalhando juntas. Você lembra?

- Isso foi a muito tempo, Allison... – Luisa recordou com certo pesar. – Está tudo bem.

- Não, não está. Eu posso não ter culpa da merda que está acontecendo em sua vida, mas eu tenho parcela de culpa por você ter perdido sua licença. E eu vou ajudar a recuperar. – Allison olhava firme para Luisa.

- Bom... Tudo bem. – Luisa assentiu.

Luisa estava vestindo seu roupão quando a porta do quarto abriu com tudo. Uma imagem que Luisa não esperava ver tão cedo irrompeu pelo quarto, a passos largos e firmes, seguidos de dois homens. Diferente da ultima vez que Luisa a viu, Sasha agora usava uniforme da marinha, botas pretas, a arma presa ao seu corpo e o cabelo preso em um rabo de cavalo. Os olhos da morena correram o quarto rapidamente, passando de Allison para Travis e encontrando Luisa. Sasha correu ao encontro de Luisa, puxando-a em um abraço apertado, fazendo Luisa soltar um gemido de dor, mas correspondendo ao abraço. Allison e Travis se entreolharam sem entender.

- Droga, Luisa! – Sasha exclamou no abraço. – Eu falei vida normal.

- Bem, ser sequestrada não é normal? Eu não sabia disso. – Luisa brincou. Sasha desfez o abraço, com um sorriso no rosto. – O que você veio fazer aqui? Pensei que estivesse em missão.

- E estou. – Ela acenou, mostrando a farda. – Mas Tom me alertou sobre o que aconteceu com você. Ele viu no noticiário enquanto comia e decidiu que eu tinha o direito de saber. Eu fiz ele cortar caminho por Miami.

- Isso quer dizer que você e ele já rolou? – Luisa estava empolgada.

- Um ou dois beijos... – Sasha deu de ombro.

- Só? Sasha! – Luisa repreendeu. Virou-se pros dois homens atrás de Sasha. – Tex!

- Doc, que bom que você está bem. – Tex sorria para ela.

 

Em Creeks Hollow’s...

 

Rose olhava para casa, agora extremamente grande e silenciosa, sem Luisa. Via a noticia de que Luisa estava a salvo e bem no Marbella, o que deixava ela aliviada. Apesar de tudo não passar de uma forma delas ficarem juntas no final, Rose não pôde deixar de pensar que Luisa iria desistir, depois de sofrer daquele jeito. Seus pensamentos estavam em Luisa, extremamente fora do jogo, quando a campainha tocou. Rose levantou da cama com uma certa dificuldade e andou levemente até a porta. Quando abriu, uma Lois de cara feia e uma Allison sempre sorridente a encaravam. Mais dor de cabeça para Rose. Como explicar àquelas pessoas que Luisa não ia voltar tão cedo? Pensou em várias situações, mas preferiu se fazer de desentendida.

- Olá, Rose. – Cumprimentou Allison.

- Ainda da tempo de desistir... – Cochichou Lois no ouvido da amiga. – Vamos por favor.

- Desistir do que, Lois? – Rose indagou.

- Allison veio perguntar se ela está louca ou sua mulher apareceu na televisão como sequestrada-devolvida-quase morta-agora passa bem? – Lois foi direto ao assunto. Allison deu um aperto no braço dela. – AI! O que foi? É verdade...

- É, bem, queremos saber.

- Foi um equívoco da família de Luisa... – Rose foi pega de surpresa, mas com certeza experiência na área, conseguiu contornar a situação. As mulheres não se mostravam satisfeitas. Rose revirou os olhos. – Vocês gostariam de entrar? Eu conto a história pra vocês.

Allison empurrou Lois na frente, como que estivesse com medo de Rose sequestra-la também. Rose não ia suportar essa situação por muito tempo. Sabia que tinha prometido a Luisa ser gentil e amigável com seus vizinhos, mas com Lois e Allison, a promessa ficava cada dia mais difícil em ser cumprida. E pior, o desejo de tira-las do caminho crescia cada vez mais. Sentaram na sala de estar. Ambas caladas, encaravam Rose esperando a história aparecer.

- Bom, nem todo mundo aceita nosso relacionamento. – Rose deu de ombros. – E a família dela não aceita. Começamos do jeito errado, eu e Luisa... Então acham que eu vou fazê-la mal.

- E vai? – Allison indagou.

-Claro que não, Allison. Isso eu mesma podia te responder. – Lois respondeu impaciente. – Você não viu o jeito que ela olha para Luisa?

Rose meneou a cabeça: - Claro que eu não machucaria Luisa...

- E porque ela apareceu machucada? – Allison parecia estar interrogando Rose.

Rose pôde sentir a raiva percorrer sua espinha, a vontade de se livrar da morena gritando dentro dela, mas ela reprimiu: - Honestamente? Eu sei o tanto que vocês... Eu acordei e ela tinha ido. – Rose falou com pesar.

- Sem chance! – Lois exclamou surpresa. – Ela te deixou? Aquela Luisa que eu conheci? – Rose concordou com a cabeça. Lois ainda estava indignada. – Se eu tivesse que apostar em quem ia largar quem, com certeza apostaria em você.

- Porque eu?

- Porque você tem cara de que larga. – Lois deu de ombro.

- Isso é uma coisa? Existe? – Allison perguntou baixo para Lois como se Rose não fosse ouvir. Lois sacudiu o ombro. – Bem, se foi assim, e não estou dizendo que acredito totalmente nessa história, sinto muito.

- É, vocês formavam um casal bonito. – Lois estava realmente triste com a situação. Rose deixou escapar um sorriso observando a reação de Lois. – Quero dizer, eu gostei de vocês juntas. – Ela disparou a falar. – Eu shippava.

- Lois! O que conversamos? Você não ia falar suas palavras estranhas. – Allison repreendeu.

- Obrigada, Lois. – Rose respondeu, agora divertindo-se com as duas.

 

No Marbella, dois dias depois...

Luisa descobriu que não estava sozinha no hotel. Vez ou outra quando ela andava pelos corredores, encontrava com Greg. Luisa até tentou falar com ele, pelo que ela via já podia ser chamados de amigos, mas Greg não respondeu. Na segunda tentativa, já um pouco mal humorada de falar com ele, Greg respondeu grosseiramente insinuando que Luisa estragaria o plano se continuasse a falar com ele. Depois disso, ela entendeu que realmente não devia falar com ele. Faltavam apenas poucos dias até se reencontrar com Rose e a cada dia que passava ela estava mais ansiosa. Sasha havia passado só um dia para vê-la e depois teve que ir, o que desagradou muito Luisa. Allison e Travis continuavam a visitar sempre e chama-la para sair, mas Luisa queria se concentrar totalmente no plano com Rose. Vez ou outra Luisa segurava a passagem, como se ali fosse Rose. Luisa se perguntava como andava Rose no subúrbio, se ela estaria cumprindo sua parte do combinado... Ou seja, aturando Lois e Allison. Luisa trocaria o Marbella para estar lá em um piscar de olhos. No Marbella não havia muito o que se fazer com seu tempo livre, Sasha só ficou uma tarde com ela, Allison trabalhava e Travis também. Mas de fato, teria que admitir um pouco de felicidade por eles ainda a procurarem. Enfiada na banheira de hidromassagem, olhando para a TV, tentando esquecer dos problemas e da dor física que ainda sentia – Obrigada, Fred. – Luisa ouviu seu celular vibrando e torceu no fundo para que fosse a ruiva, mas era Travis, avisando que encontraria com ela na casa de Allison. Travis não deixou escolha para Luisa, foi mais uma intimação do que um convite. Luisa não negou. Terminou seu banho e se arrumou até mais rápido do que o normal. Escolheu um vestido verde exército de tecido leve, solto no seu corpo a não ser pela cintura. Seu sapato, o primeiro que encontrou calçou, deixou seus cabelos rebeldes e lisos sem mexe-los. Enquanto esperava o motorista, pôde ver Greg observando-a. Mandou um sorriso de canto e um aceno de mãos. Greg apenas revirou os olhos e fingiu que não era com ele. Quando entrou no carro, para a surpresa de Luisa, o motorista era Joe. – Sim, o mesmo Joe que levava ela e Rose pros lugares. – Luisa não pôde deixar de sorrir. Se Joe estava ali com ela, com certeza era a mando de Rose. Mesmo de longe e do jeito stalker de ser, Rose estava tentando cuidar dela. A viagem foi toda calada, Luisa via as pessoas na rua, se divertindo, alheias aos problemas da vida. Quando entraram na rua de Allison, uma rua sem saída, Luisa não pôde deixar de se sentir nostálgica. Um sorriso escapou pelos seus lábios ao lembrar do tempo em que morava ali com sua ex-mulher e sua vida era muito menos complicada do que agora. As casas eram grandes e espaçosas, com grama na frente e uma garagem ao lado da casa, deixando um caminho até a rua. Ao sair do carro, decidiu deixar com que Joe levasse uma mensagem para Rose:

- Diga a ela que estou bem. E que não vejo a hora de ir para Vegas. – Luisa piscou para Joe, que apenas acenou.

Alguns minutos se passaram, desde que Luisa parara em frente a casa para admirar ou reparar tudo que havia de diferente. As folhas do gramado estavam maiores. A cor da casa era exatamente a mesma. De fora, não tinha muita coisa diferente do que ela lembrava. Uma planta nova, ao lado da árvore em frente a casa. A luz refletia pela janela e Luisa pôde ver duas ou três pessoas lá dentro. Quando tocou a campainha, quem abriu foi Travis, com um sorriso de orelha a orelha. Ela entrou na casa, conhecendo o corredor e a mesa de canto que ficava ali. A escada estava igual. Ela se perguntou se o penúltimo degrau ainda rangia, como antigamente. Travis chamava ela, mostrando o caminho. Mas ela não precisava disso, morou ali tempo suficiente para saber onde era o que. Na sala, para surpresa de Luisa, os móveis eram exatamente os mesmos. Allison não havia movido nada do lugar, ou mudado a cor de nada. Tudo que elas escolheram juntas permanecia igual, menos elas duas. Allison segurava uma taça de vinho, sentada no sofá, com seu vestido curto colado no corpo, deixando a mostra suas pernas, no rosto um batom vermelho que sempre lhe caiu tão bem, seus cabelos loiros soltos realçando a maquiagem. A cena era estranhamente familiar para Luisa. Quantas vezes Luisa não chegou de plantão e encontrou Allison a esperando para saírem? Luisa deixou escapar um sorriso no seu rosto, sem notar as outras pessoas a sua volta. Os olhos dela encontraram o de Allison rapidamente e Luisa teve certeza que Allison também lembrava de um tempo não muito distante. Allison levantou e caminhou até Luisa.

- Lu, que bom que você veio.

- Travis parecia bem desesperado no telefone... – Luisa apontou para Travis. Seus olhos correram pela sala.

- Amelia, Meredith... Essa é Luisa.

Luisa cumprimentou as duas: - É você que vai trabalhar com a gente? – Amelia era simpática.

- Vou? – Luisa ficou confusa.

- Elas trabalham comigo e com o Alex.

- Oh! Eu duvido que o Alex me contrate agora... – Luisa deu de ombro.

- Ele me contou, mas acho que ele prefere deixar abafado que quase foi enganado por uma golpista. – Meredith bebia seu vinho. – E eu também sou dona do hospital.

Luisa agora havia entendido porque Travis e Allison faziam tanta questão da sua presença. Não era um jantar entre amigos, era um jantar de trabalho: - Bom, então nem tudo está perdido.

- Allie, não acredito que você não fez ainda a adaptação que mandei na cozinha... – Uma loira saia da cozinha, também segurando uma taça de vinho, com um dos sorrisos mais bonitos que Luisa já vira na vida. – Oh, tem visita. Você deve ser Luisa! – Ela cumprimentou.

- Sou sim... E você? – Luisa apertou a mão da loira, que ainda sorria.

- Arizona. – Depois virou-se para Amelia e Meredith. – Eu ainda não acredito que a Maggie saiu com o Riggs.

- Eu não acredito que a Mer não fez nada a respeito. – Travis comia alguma coisa e falava de boca cheia.

- Ela é minha irmã, o que queria que eu fizesse?

- Contar a ela que você está apaixonada pelo Riggs, talvez? – Amelia deu de ombros.

- Ou não mandar ele aceitar, é obvio. – Allison trazia uma taça de BloodMary para Luisa. – Sem álcool, não se preocupe. – Allison piscou. Luisa sorria, envolvida por toda aquela conversa.

- Eu não estou apaixonada pelo Riggs. – Meredith bufou. – E Maggie tem todo o direito de sair com ele e ser feliz.

- E ela até seria. – Arizona começou, comeu um queijo e retomou. – Se ele também não estivesse apaixonado por você.

- Não seja boazinha, Mer. – Travis sentara agora junto de Luisa.

- É, eu fui boazinha e vi minha mulher e minha filha voarem para New York com a namorada nova.

Houve um silêncio breve no lugar, quando Luisa quebrou o gelo: - Eu acho que você não pode abrir mão de quem você gosta, porque vai parecer errado.

- É verdade... – Amelia e Arizona concordaram.

Ao longo da noite, que surpreendeu Luisa por ser uma noite extremamente agradável e engraçada, ela descobriu um pouco da vida de todos ali. Arizona acabara de passar uma briga pela custódia da filha, ganhara mas deixou ela ir com a ex-mulher. Meredith tinha três filhos e o marido estava morto, que também era irmão de Amelia, agora ela estava pronta para seguir em frente com o Riggs, segundo todos menos ela. Amelia também não bebia, o que não passou despercebido por Luisa, então ela só podia ser uma alcoolatra recuperada. Casou recentemente, com outro médico do hospital. Luisa podia ver que todos do hospital acabam envolvidos de alguma forma. Luisa certamente poderia se acostumar novamente a essa vida. Mas não era o que ela queria agora. Ela queria estar com Rose. E mesmo ali, rodeada de gente, rindo e conversando, ela trocaria todos por Rose em um piscar de olhos. A viagem para Vegas estava próxima e Luisa só conseguia pensar nisso para se reencontrar com Rose. Tirada dos seus pensamentos por Arizona, oferecendo vinho para ela, Luisa negou.

- Não quer? – Arizona questionou.

- Ela não bebe... – Amelia falou, olhando simpaticamente para Luisa. – Quanto tempo?

- Seis meses. E você? – Luisa sorriu.

- Um ano e meio. – Amelia levantou sua taça com suco, para brindar com Luisa, que brindou.

- Luisa, venha nos visitar no hospital. Você vai ser tipo uma interna se quiser. – Arizona estava um pouco bêbada.

- Arizona, não seja boba, ela vai trabalhar com a gente logo logo. – Meredith sorria.

Quando todos foram embora, só ficou Allison e Luisa. Luisa sabia que teria que ir embora logo, mas algo dentro dela fez ela ficar até o final e esperar para ficar sozinha com Allison. Luisa levou Travis na porta, enquanto Allison levava as coisas para a cozinha. Quando Luisa parou na porta da cozinha, Allison virou-se para ela, sorrindo. Não trocaram nenhuma palavra, mas quase que institivamente, Luisa se pôs a ajudar Allison, como antigamente. Trabalhavam arrumando a sala e a cozinha em perfeita sincronia. Trocando sorrisos nesse tempo. Allison ligou o som de fundo, com a música que elas costumavam ouvir juntas. Quando terminaram, ambas estavam descalças. Allison puxou Luisa para dançar, descontraindo mais ainda o clima. Luisa que antes relutara tanto em ser simpática com Allison, não conseguiu negar o prazer que estava sendo a noite na companhia dela. Não que ela estivesse planejando ficar com Allison ou algo do tipo, mas aquele ambiente, aquela rotina era bem convidativa. Allison rodopiou com Luisa segurando a mão dela e então puxou Luisa pelo corredor. “Está tudo igual.” – Allison sussurrou para ela, enquanto subiam as escadas. Luisa deixou-se levar. Entrou no quarto que haviam feito de escritório, uma ou outra coisa fora do lugar. Luisa sorria as lembranças que insistiam em aparecer para ela. Allison segurou-a contra parede, deixando seus lábios relativamente próximos. Luisa não havia chegado a um acordo com Rose de serem exclusivas uma da outra, então ela não estava fazendo nada de errado. Até porque, não sabia com quem Rose estava nesse momento.  Seus lábios se encontraram. Não era um beijo apaixonado, não era um beijo urgente. Era um beijo saudoso. As línguas se conheciam extremamente bem, seus lábios não se estranhavam. As mãos de Luisa percorriam o corpo de Allison em reconhecimento. Entraram no quarto, abafadas, tirando suas roupas rapidamente. Luisa entrou atrás de Allison e de repente parou. Allison segurou na mão de Luisa puxando ela. Mas os olhos de Luisa percorreram o quarto, olhando cada detalhe. Do guarda-roupa até o tapete no chão. Estava tudo tão igual. Exatamente do jeito que estava quando ela pegou Allison traindo ela.

- Está tudo igual quando você morava aqui, Lu. – Allison sorria.

- Tudo igual demais. Exatamente igual o dia que eu te peguei com outra na nossa cama. – Luisa soltou, pegando Allison de surpresa. Luisa abotoou o vestido e saiu do quarto apressada. Allison correu atrás dela.

- Luisa! – Allison parou no começo da escada, vendo a ex-mulher descer apressada. – Por favor, não vá. Me dê mais uma chance de fazer o certo.

- Eu não posso. – De repente, Luisa foi tomada por um sentimento de culpa.

- Eu só errei uma vez, Lu. Não vai acontecer de novo.

- Eu não posso. – Luisa segurava na maçaneta. Viu Allison na ponta da escada. Ela já havia perdoado a traição, mas não era por isso que Luisa não podia tentar novamente com Allison. – Eu não posso porque eu amo outra. – E saiu porta fora.

 

Em Creeks Hallow’s...

A campainha tocou. Rose estava arrumada, ela passara o dia fora resolvendo problemas com seus clientes. Estava louca por um banho e uma cama. Enquanto caminhava para a porta, Rose pôde visualizar-se torcendo o pescoço de Allison facilmente, caso fosse ela na porta. Mas não era. George estava parado, junto com Alice, escoltando-a. Alice não cumprimentou Rose, entrou na casa sem convite, deixando George do lado de fora. Virou-se para Rose, medindo a ruiva de cima a baixo. Sorriu com o canto dos lábios. Rose cruzou os braços para a outra ruiva.

- Temos um problema, Rose. – Alice falava calmamente.

- Qual tipo?

- O tipo desnecessário que envolve sua namoradinha. – Alice caminhou até a sala, serviu-se de whisky.

- Fique a vontade! – Rose falou com ironia. – O que tem Luisa?

- Veja bem, Rose. O problema já começa aí. Tem Luisa. Não devia ter. Quando aceitei fazer negócios com você, não era para você se envolver. – Ela bebericou do seu copo. Servindo outro a Rose.

- Não comece, Alice. Já conversamos sobre Luisa. – Rose aceitou o copo. – O que houve com ela?

- Ninguém vai dar a licença médica para uma louca.

- Ela não é louca. E é uma excelente médica. Se ela saiu dos trilhos, eu tenho grande culpa nisso. Não é justo com ela. – Rose também bebericava do whisky.

- Se eu não te conhecesse bem, acharia que você está realmente preocupada com um detalhe bobo desse. Bom, veja bem, Webber conversou com o restante do comitê mas todos julgam Luisa instável demais para clinicar.

- E o que você pretende fazer? Quero dizer, eu mandei especificamente que você conseguisse essa licença. É fundamental para nós, também.

- Ah, aí está. Essa Rose eu conheço. Sua namoradinha podendo clinicar nos dá certa vantagem nos negócios. – Era mais uma observação com ela própria, mas Rose assentiu.

- Se ela não conseguir essa licença, continuaremos sem supervisão nos procedimentos, desde que perdemos Arezo. Alice, não me importa como ou o que você pretende fazer, precisamos dessa licença antes de Vegas.

- Você sabe que eu consigo. Queria saber se estaria na mesa todos os métodos para consegui-la, mas pelo visto sim. – Alice largou o copo na mesa e caminhou em direção a porta, com Rose no seu calcanhar. – Você gostaria de me acompanhar? – Alice perguntou com um sorriso.

- É um convite tentador. Deus sabe o quanto eu aprecio uma tortura de vez em quando, mas os Mackenzie estão me dando certa dor de cabeça. – Rose deu de ombros.

- Os escoceses? – Alice virou, divertindo-se da situação. Rose concordou com a cabeça. – E eu achei que os russos iam ser nosso problema maior.

- Quem me dera... Os Svetlanos foram mamões com açúcar. – Rose riu e abriu a porta para Alice. – Alice, eu quero isso pronto em 24h.

- Certo, boss. – Alice seguiu com George em direção ao carro.

Finalmente Rose estava sozinha, toda vez que atendia o telefone ou a porta parece que problemas surgiam. Por isso ela preferia participar dos golpes do que mandar outras pessoas. Alice era uma das melhores recrutas e parceiras que ela teve. Não duvidava em momento nenhum do talento da mulher e que sim, ela conseguiria a licença de Luisa. De fato, Rose esperava que ela conseguisse por meios convencionais, mas não se ia se opor a medidas menos convencionais, contanto que Luisa pudesse atuar como médica e ajudar nos negócios. Luisa ainda não sabia disso, é claro. Luisa finalmente aceitou fugir com ela, mas não estava acostumada com essa vida. E Rose não pretendia fazer nada que colocasse Luisa em perigo. Havia uma semana e meia que estava longe de Luisa. Ela havia acertado o que faria em Vegas. Encontraria Margot e Rhys e seus dois associados, onde trabalhariam juntos para tirar dinheiro de quatro rapazes simultaneamente. O valor era alto. Não havia risco e era por isso que Rose estava levando Luisa junto. Se tudo saísse como planejado, Rose trabalharia atrás das câmeras junto com Margot. Margot era sócia e ex-namorada de Rose, a mais antiga e leal. Rose sabia que Margot não estava feliz com o envolvimento de Rose com Luisa, mas Rose simplesmente não ligava, com Margot ela lidava depois. Tomou um banho excessivamente demorado e deitou na cama, de repente sentindo a cama grande demais para ela. Em breve, ela estaria viajando para Vegas.

 

No Marbella... Dia da viagem para Vegas.

- Você o que? – Rafael largou a documentação que lia.

- Eu vou viajar. – Luisa passava a mão na planta da reforma do hotel.

- Não vai não.

- Que? E porque não? – Luisa olhou irritada.

- Porque você acabou de passar por um tempo difícil. – Rafael tentava falar terno. – E eu acho que você deve ficar perto de mim.

- Tempo difícil estamos vivendo tem muito tempo, né? Me perdoe Raf, mas você nem vai notar minha ausência. – Rafael ia abrir a boca em objeção, mas Luisa apressou a falar. – E não tem como você me convencer. As malas estão prontas, eu vou ver meu xamã no Peru.

- Luisa... – Rafael ia tentar convencer.

- Não. Não se dê o trabalho Raf. – Luisa abraçou o irmão. – Se cuide. E se Allison me procurar, diga que estou com meu xamã e estou bem. – Luisa sorria.

- Por favor, volte logo. – Rafael devolveu o abraço, sem contestar agora.

Luisa não ia se despedir de ninguém. Sabia que Allison tentaria persuadir ela e as coisas com Allison passaram a ficar um pouco estranhas depois do jantar. Em compensação, falava muito com a Amelia por telefone. E Amelia deixava claro que o trabalho dela estava garantido, caso ela quisesse. Luisa pegou sua mala e foi em direção ao lobbie, próximo a ela Greg estava pronto para embarcar também. Como de costume, não se comunicaram no Marbella. Sua carona até o aeroporto foi o velho Joe. Greg chegou logo atrás dela, sem muita conversa pegou a mala de Luisa para carregar.

- Eu não preciso de babar. – Luisa tentava puxar sua mala da mão dele.

- Você está fazendo cena. – Greg revirou os olhos.

- Ah! Agora você fala? Pois quem não quer falar agora sou eu. Me dê isso aqui. – Ela continuava tentando puxar a mala, sem sucesso nenhum.

- Você ia estragar tudo, caso falasse comigo. Não vê isso? – Greg puxou a mala mais pra si, fazendo Luisa tombar pra frente.

- Podia ser pelo menos educado. – Luisa deu de ombros e desistiu da mala. Saiu andando, com Greg no seu calcanhar.

- Não vi motivos para isso. Eu estava obedecendo ordens. – Luisa fuzilou ele com o olhar.

- Ah, quer dizer que Rose mandou você não falar comigo? Ela mandou você não ser educado?

- Não. Ela mandou tomar conta de você. – Eles se dirigiam ao despacho de bagagem.

- Então a falta de educação é só sua mesmo, Fred. – Luisa saiu a passos largos na frente.

Luisa e Greg passaram bem umas três horas no aeroporto. Luisa tentava ao máximo evitar Greg e fingir que não se importava caso ele falasse ou não com ela. Greg por outro lado, realmente não estava se importando em falar com Luisa ou não. Luisa fez questão de rodar o aeroporto inteiro umas três vezes, olhando lojas e coisas para comprar. Nada levou. Greg tinha certeza que era a forma de pagamento por tê-la ignorado no Marbella. Na última volta, enfim, Luisa parou em uma maquina de vender doces e comprou um pacote de Donuts e guardou na bolsa. Pouco antes de embarcarem, Luisa viu Greg falando ao celular, certamente com Rose. Até pensou em pedir o celular para falar com a ruiva, mas como não estava se dirigindo a Greg, conteve a vontade. Afinal, veria Rose daqui a algumas horas de voo. Embarcaram no avião sem dificuldade, seus assentos juntos. Greg não falava, não se mexia muito, nem mexia no celular. Luisa estava começando a desconfiar que ele era um robô. Acabaram dividindo um pacote de balas que Greg abriu. Certamente, para Luisa, esse foi o gesto para quebrar o gelo. A partir daí, começou a sorrir para Greg. Quando desembarcaram, após longas 2 horas de voo, Luisa não pôde conter a pergunta.

- É Fred, de Frederico? –Luisa virou-se para ele. Greg parecia confuso. – Seu nome, é obvio.

- É Greg, de Gregorio, pela ultima vez. – Ele revirou os olhos e seguiram porta fora do aeroporto.

Las Vegas parecia estar sempre iluminada. Nunca lhe faltava o toque especial de luzes e luxo em excesso. As ruas com as limusines, onde pessoas de todo o mundo juntavam suas economias para poder extravasar naquela cidade. Onde jogos e pecados se misturavam. Onde nada era proibido e tudo que era bom durava a noite inteira. O céu estava começando a escurecer quando Luisa chegou lá. Não rodou muito até chegar no hotel que ia ficar. Um hotel magnifico. Com luzes piscando em cima dele, alto que Luisa não conseguia contar a quantidade de andares. Em frente a um pequeno lago, com chafarizes espirrando água para cima. Era de longe, a vista mais bonita de Las Vegas e Luisa sabia exatamente que hotel era esse, o Bellagio, hotel mais famoso e caro de Las Vegas. O sorriso de Luisa não conseguia desaparecer, nem ela mesma estava acreditando que enfim poderia ficar com Rose sem ninguém atrapalhar. Todos achavam que ela estava no Peru. Quando saltou do carro, não fez questão de esperar pelas malas, nem mesmo por Greg. Luisa saiu em disparada para dentro do hotel. Não estava interessada na beleza do hotel, ela queria ver Rose. Um Greg apressado, correu atrás dela, as bagagens já bem encaminhadas. Por dentro, o Bellagio era tudo de melhor na vida de alguém. Pilastras gregas davam suporte a estrutura do hotel. Vidros cobrindo toda extensão da parede até o teto. Lustres imensos pendiam do teto.  O piso era feito de cerâmica. Luisa virou-se para ir para recepção, mas uma figura conhecida a impediu. O sorriso estampado no rosto da outra pegou ela de surpresa. Rose estava excessivamente linda, naquela noite. Usava um terno branco e preto, uma calça branca também. Era incrível como era caia bem em qualquer roupa que usasse. Seu cabelo continuava ruivo, para felicidade de Luisa. Luisa sorriu de volta, quando seus olhos se encontraram, enfim. Deram passos largos em direção uma a outra. A vontade de Luisa era correr em direção a ela e se atirar em seus braços, mas naquele lugar ela não poderia fazer isso. Caminhou o mais rápido que pôde. Antes que Luisa pudesse pensar em falar qualquer coisa, o braço da ruiva envolveu sua cintura com força e a puxou contra ela. Seus lábios se chocaram graciosamente. Luisa deixou a bolsa cair no chão. Seus braços envolverem o pescoço de Rose com certa o urgência. Os corpos finalmente juntos, sem qualquer cobrança ou desespero, a língua de Rose pedia passagem na boca de Luisa, que deu imediatamente. O beijo foi lento, sem pressa, sem urgência nenhuma. Havia saudade misturada com desejo. Levaram o tempo que foi preciso até se afastarem. Rose continuava sorrindo, sem esconder a felicidade em ter Luisa ali ao lado dela.

- Pensei em te buscar no aeroporto mas imaginei que seria muito clichê. – Rose lançou um sorriso de canto. Tão típico dela.

- As vezes eu gosto do clichê. – Luisa sorriu. – Pareceu uma eternidade esses dias sem você.

- Eu sei. Estava quase eu mesma indo te sequestrar de verdade. – Rose afastou-se de Luisa e segurou sua mão. – Venha, vamos para o quarto. – Greg no encalço delas duas. – Alias, como foi a viagem com o Gregorio?

- Ah, ótima! Tenho certeza que depois dessas semanas, criamos uma ligação, não foi, Fred? – Luisa dirigiu-se a ele atrás, tão naturalmente que ele não se importou em corrigir.

Rose deixou escapar uma risada: - Nota-se...



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