História The greatest pain is inside. - Capítulo 66


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alucinações, Drama, Drogas, Feitiço, Gay, Medo, Mutilação, Porão, Sobrenatural, Suícidio, Terror, Violencia
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Palavras 2.220
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey!

Capítulo 66 - Support


 

No segundo que Carl encontrou os dois meninos, ele soube que algo tinha acontecido. Ethan sentou na parte da frente do carro, diferente do que vinha fazendo ultimamente. Ian se encolheu atrás do seu banco de uma forma que ele mal podia vê-lo, longe de Amy que dormia na cadeirinha na outra janela.

Eles não se fitavam. Nas duas vezes que os seus olhos se encontraram, eles coraram fortemente e voltaram a olhar para o chão do carro.

Quando eles chegaram, Ian acompanhou Ethan para o andar de cima, mas eles estavam a, pelo menos, um metro de distancia e não interagiam de forma alguma.

Já era por volta das quatro da tarde quando ele bateu à porta do quarto do ruivo, entrando quando Ethan murmurou um "pode entrar".

Ian estava afogado entre os lençóis brancos da cama, quase sumindo entre eles, com a mesma roupa de antes. Ele estava de costas para Ethan e para a porta, e pela sua respiração, ele provavelmente estava dormindo.

O maior estava no outro lado da cama, com o computador no colo e fones de ouvido nas orelhas. Ele falava com alguém por vídeo, um amigo antigo, e virou o computador de uma forma que o seu pai pudesse vê-lo também.

Carl sorriu, acenou com uma das mãos, e ficou parado próximo à porta.

—Tudo bem?—Ethan murmurou, voltando a tela do computador pro seu lado, e tirando um dos fones para escutar seu pai.

—Claro. —ele disse, cruzando os braços sobre o peito.

Ethan o fitou. Carl deu um olhar sugestivo na direção de Ian e ergueu uma das sobrancelhas. O ruivo piscou os olhos freneticamente, corando e desviando o olhar para o chão.

—Podemos conversar?—Carl disse com a voz rouca e calma de sempre.

Ele franziu o rosto e assentiu, meio a contragosto, murmurando algo para o amigo. Ele sussurrou um "Bye", sorrindo constrangido para a tela, e fechando a tampa do computador. Ethan trocou de posição na cama, desconfortável, esperando seu pai dizer alguma coisa.

Com o movimento, Ian se mexeu, esticando o corpo e afundando a cabeça no travesseiro, soltando um pequeno suspiro e murmurando algo baixinho que eles não puderam ouvir.

Carl fez um gesto com a cabeça, para que eles saíssem dali. Ele levantou e andou a passos lentos até o pai, dando uma ultima olhada em Ian por cima do ombro antes de passarem pela porta. Carl desceu as escadas, se direcionando a cozinha e abriu a geladeira, em busca de algo.

—O que foi?—o ruivo sussurrou, parado ao lado dele .

Ele trocou o peso do corpo de uma perna para outra e colocou uma mecha) do cabelo para trás da orelha, notando que estava quase tão grande quanto o de Ian. 

—O que aconteceu lá?—ele disse, dando uma olhada para ele, rapidamente.

—H-hm... O que?

—No Zoologico, Ethan, você sabe do que eu to falando...—ele suspirou.—Vocês dois estão estranhos, e definitivamente não estavam desse jeito antes de nós voltarmos.

—A gente não tá e-estranho...—ele disse, erguendo os olhos castanhos em sua direção, mas logo desviando rapidamente.—Não aconteceu nada.

O homem apenas soltou um risada baixa e balançou a cabeça para os lados, murmurando algo para si mesmo. Ele deixou a porta da geladeira fechar, mordendo uma maçã e entregando outra para ele.

Ethan tirou um pedaço dela também, tentando parecer normal.

—Por que você não aprendeu a mentir?—ele riu outra vez, quando Ethan começou a ficar vermelho, gradativamente. —Ok, ok... deve ter sido minha culpa.—ele riu nasalado e deu de ombros, cruzando os braços mais uma vez e retomando a expressão mais seria. —Mas, de verdade, Ethan, o que você fez com o garoto?

—Eu não fiz n-nad...

—O que foi? Eles se beijaram?—então Ethan engasgou, quando uma voz feminina veio da sala.

Carl arqueou as sobrancelhas, fitando a esposa que entrava na cozinha, carregando uma sacola gigantesca em mãos.

Certo... talvez ele não tivesse pensado dessa forma. Achava que ele tinha dito algo demais, talvez. Ethan, as vezes, não tinha filtro para o que ia falar.

—Foi isso? —o homem de cabelos claros perguntou, com a testa franzida, fitando-o, enquanto ele tentava parar de tossir.

—Não, claro que não...—ele disse, com a voz falha.

—Você beijou ele sem permissão, então? —a sua mãe disse, tirando as coisas da sacola e começando a organizar.

Por que ela tava ali aquela hora mesmo? Por que ela sabia aquilo? E por que ela estava falando daquilo com tanta naturalidade?

—Não. Eu jamais faria isso.—ele disse, exasperado.—E a gente não é...

—Qual é, meu anjo, nós podemos ser seus pais, mas não somos cegos... —ela disse, de uma forma carinhosa, mas, ao mesmo tempo, debochada. —Você olha pra ele quase babando, Ethan. —ela disse, de costas. —Estou certa? —perguntou, olhando na direção do marido.

O homem coçou a nuca, sem saber muito o que dizer, mas assentiu, comprimindo os lábios.

—Você trata ele como se fosse de vidro... —Carl disse, rindo levemente outra vez, com as mãos na cintura, depois de levar a maçã até a boca. —Você se preocupa com ele o tempo todo...

—Você não se preocupa?—ele disse, sem fitá-lo. Sua cabeça parecia que ia explodir, e ele parecia querer cavar um buraco no chão pra colocar ela. 

—É claro que sim...—ele disse, com a expressão séria, assentindo.—Mas não da mesma forma que você. Sabe disso.
—Nós respeitaremos qualquer decisão que você tome, filho, não precisa se preocupar com isso, ou ter medo. —e Ethan sabia qual era o tipo de "decisão" que ela se referia. Definitivamente, ela não falava mais do fato de eles pensarem que ele forçou alguma coisa. Ele sabia o quanto eles eram intolerantes a esse tipo de ação, ainda mais depois de tudo que passaram.

Ethan colocou a cabeça sobre os braços cruzados na bancada e ficou em silencio. Ela assentiu para Carl, com um sorriso ameno no rosto cansado e carregado de olheiras.

Eles queriam que Ethan se sentisse confortável para contar sobre aquilo e sobre o que tinha acontecido lá, apesar de, obviamente, terem certeza que algo daquele tipo tinha ocorrido.

—Pode me ajudar?—ela pediu a Carl e ele levantou, pegando as coisas da sacola e levando para a despensa.

E-ele me beijou. —ele disse, com a voz baixa, quando eles se aproximaram da bancada outra vez.—Foi no impulso. —ele arquejou.— Mas depois eu acabei beijando ele também.

Seus pais não sabiam se a cara dele era de vergonha, culpa ou se ele estava tentando não morrer ou algo assim. As sobrancelhas franzidas e o maxilar trincado mostravam o quanto ele estava tenso.

—Tudo bem... —ela afagou seus cabelos, com uma das mãos livres, enquanto Carl apenas dava uma risada baixa.

—Eu... eu não consigo falar com ele sobre isso.—ele sussurrou e baixou ainda mais a cabeça, balançando-a para os lados. —E eu não quero deixar de ser amigo dele.

—Vocês não precisam falar sobre isso. —Carl disse, enquanto voltava para pegar a ultima coisa.— Tem coisas que não precisam ser discutidas. Mas cabe a vocês, decidirem se vão continuar com isso ou não.

Então Ethan corou furiosamente, escondendo o rosto entre as mãos. Ele não acreditava que estava mesmo conversando tão abertamente com os seus pais. Ele sabia que eles não eram preconceituosos ou algo do tipo, já que quando Zoey se assumiu lésbica, alguns anos antes, eles sequer se abalaram. Mas era tão estranho e vergonhoso. Sobre sua irmã, tinha sido apenas uma fase, logo ela tinha voltado a falar sobre meninos e bailes de formatura, mas durante aquele tempo, ela recebeu total apoio deles.

O problema é que, algum tempo depois disso, quando ela entrou no ensino médio, sua forma de pensar mudou drasticamente. A garota de quatorze anos, que se assumiu oficialmente gay, por exatos três meses e meio, começou a discursar sobre como relacionamentos homoafetivos eram ridiculos e imorais.

Seus pais conversaram seriamente com ela, depois de receberem uma queixa da escola, de que ela se juntava com alguns outros colegas e tirava sarro dos gays assumidos do colégio. Com o tempo, ela parou com aquilo, e não falou mais sobre.

—Eu não acho que eu sou... gay...—ele murmurou.

Seu pai parou de andar de um lado pro outro e se debruçou sobre a bancada logo à frente dele, apoiando o corpo sobre os cotovelos.

Ele respirou fundo.

—Você gosta de meninas, então?—ele mordeu a maçã, com um ruído. 

Ethan inspirou o ar, e fitou a fruta nas próprias mãos. Ele franziu a testa e olhou de volta para o pai.

—É claro... ele namorou uma garota por dois anos.—sua mãe murmurou, e sentou a um banquinho de distancia dele.

Ethan assentiu, ainda se sentindo desconfortável.

— Eu não sei...— ele corou, pela milésima vez.—Eu não gosto de meninos... eu só gosto dele.
 

 

 

— Ela vai sair hoje?— Ian perguntou, timidamente, sentado na cama, ainda envolto de lençois por causa do frio.

Ethan assentiu, sem fitá-lo, terminando de mudar a camiseta e se sentando ao seu lado. Ian percebeu o quanto ele estava nervoso, vendo-o esfregar as mãos uma na outra freneticamente.

— Tudo bem... — o menor escorregou uma das próprias mãos para junto da sua, entrelaçando seus dedos, e levantou seu rosto suavemente com a outra. — Vai dar tudo certo.

— Espero que sim.— ele disse, com a voz trêmula. Tentou dar um pequeno sorriso, mas não deu muito certo, já que o olhar assustado o impedia.

Ian encostou a cabeça no seu ombro, e soltou um pequeno suspiro.

Cinco dias desde que chegaram ali.

Ethan tinha voltado a falar com ele de uma forma tão suave e natural que eles sequer ficaram constrangidos. Ian ficou aliviado por isso.

Tinha conhecido dois amigos dele. Foi um pouco estranho na hora, mas depois de algum tempo, o pequeno relaxou, e acabou interagindo com eles também. Descobriu que eles tinham estudado com Ethan por um bom tempo, por isso ainda eram amigos.

Carl e Ethan o levaram em alguns outros pontos turísticos da cidade e Ian simplesmente adorou tudo que viu, aproveitando cada instante.

Quando a mãe do ruivo disse que Zoey já poderia ir pra casa - mesmo também chocada com a rapidez que foi liberada-, ele ficou feliz, mas pouquíssimo tempo depois, começou a ficar tenso daquela forma, e Ian percebeu que ele mal pregou o olho durante a noite, apenas se virando de um lado pro outro o tempo todo.

Não tinha dado nem 4 horas quando ele se sentou na cama e ficou ali, até ouvir o carro dos seus pais saírem da garagem. E isso demorou muito.

Ian o escutou arquejar ao seu lado e se virou para ele, com a testa franzida. Ethan tentou se controlar o máximo que podia. Ter uma crise de pânico não era uma opção. E não podia acontecer. Não naquela hora.

— Hey... — Ian murmurou, passando uma mão por suas costas para acalmá-lo.

— Ela nem se lembra ainda... — ele o fitou, com a respiração entrecortada.

A parte que deveria ser branca nos seus olhos estava avermelhada, e mostrava o quanto ele estava cansado.

Ele deixou as costas caírem sobre o colchão, esfregando o rosto com as mãos.

— Seja o que for, Eth, ela vai ficar bem...— Ian se deitou e se arrastou para perto dele, até estar perto do seu rosto outra vez. — E você também.

— Eu queria que tudo fosse como antes...— ele sussurrou, baixinho.— Nós não tínhamos tantos problemas assim. — ele sorriu um pouco, fitando o teto.

— Se fosse assim eu nem teria conhecido você. — Ian soltou uma risada baixa, olhando para o mesmo ponto que ele. Mas depois de alguns poucos segundos ele franziu a testa para o que tinha falado. — Eu... eu não quis ser egoísta ou algo do tipo, eu só...

— Tudo bem... Eu entendo o que quis dizer.— Ethan sorriu para ele.— Você se sente bem? Quero  dizer... você parecia mal quando viemos pra cá.

Ian pensou a respeito. Ele finalmente tinha conseguido achar uma caixa de primeiros socorros em uma das gavetas da cozinha — o proprio ruivo tinha mandado ele procurar um remédio para dor, já que tinha percebido todo seu esforço para disfarçar —, e ele cuidou dos ferimentos da melhor forma que pôde, indo a noite até lá.

Uma coisa que lhe assustara muito, é que ele começou a sentir febre antes de dormir. Durante a noite inteira ele sentia o corpo pegar fogo, e suava intensamente. Deitava longe de Ethan para que ele não percebesse e tomava longos banhos antes de dormir, até o ruivo pegar no sono.

Suas feridas não melhoraram muito. Ele não tinha idéia do que estava errado. A dor continuava, mas os analgésicos ajudavam bastante.

— E-eu... sim. Acho que eu estou bem.— ele murmurou, fitando os olhos castanhos à sua frente.

— Seja o que for que faça você sentir tanta dor, eu espero que você fique bem.— ele disse, com a voz baixinha.

Ian assentiu e descansou a cabeça no próprio braço, olhando a luz do amanhecer pela janela, os raios do sol iluminando lentamente o quarto.

Só esperava, com todas as forças, que o que aconteceu na terceira noite não se repetisse. Por que, talvez, ele não pudesse mais esconder os seus machucados. E todas as coisas por trás deles.
 


Notas Finais


Capitulo pequeno, sem muita informação, mas sofrido paaaakas, quase n sai ;-;
N tenho mt o que falar hj, mas queria dizer que a fic vai ter no maximo mais 10 ou 15 caps por aí, talvez menos, então preparem os corações aí ;-;
Sorry por não ter respondido comentarios no outro cap, a maioria eu só vi essa semana e o tempo foi cuuuurto, então desculpa
Agradeço a ~RyanLockwood por ter feito a capa nova aí da fic, eu ameeeeei, vcs n imaginam o quanto >.<
Todos os "novatos" sejam muito bem vindos a sofrencia aqui, e espero que acompanhem até o fim da fic <3
Comentem please, surtei feito uma loca aqui com os coments de vcs no cap passado ^^

Byyyyye
Mary XX


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