História The Green Eyes - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally, Brooke, Cabello, Camila, Camren, Dinah, Fifthharmony, Jane, Jauregui, Kordei, Lauren, Normani, Norminah
Exibições 300
Palavras 2.302
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Esse capítulo é diferente. Ele é um Spin-Off que um dos leitores de TGE havia escrito faz um tempo e eu decidi introduzi-lo na história.
Eu achei um amor e decidi posta-lo aqui também. Espero que gostem tanto quanto eu.

Capítulo 31 - Thirty One - The Last Rose


Era a manhã de sábado da semana seguinte, e Lauren acordava em sua casa mais desperta do que nunca. Pensara em fazer algo incrível para a garota que havia lhe pedido em namoro algum tempo atrás. Algo que envolvia flores, comida relativamente mais requintada, vinho dentre outras coisinhas que contribuem para um jantar romântico.

Lauren se levanta da cama com um sorriso no rosto pensando em tudo o que planejara fazer desde a madrugada anterior. Ao abrir a janela, vira o céu nublado e escuro. Pensou consigo mesma, em plena 9 da manhã de sábado e o céu nublado e bem escuro. Achou estranho, mas logo que o vento frio entrou em seu quarto bateu a vontade de voltar para a cama. Mas não poderia já que teria muito trabalho a fazer para que tudo desse certo. Vestiu uma blusa branca com mangas curtas e um casaco roxo aberto na frente com capuz por cima, com uma calça jeans azul clara e botas.

Pensou Lauren que nada poderia dar errado. Ally, Normani e Dinah participariam de todo o plano também, Lauren havia contado a elas e de tão felizes não pensaram duas vezes antes de concordarem em ajudar. De acordo com o plano, Dinah deveria desaparecer com Camila durante o dia todo, Lauren comprou duas resmas de papel e cortou todas as folhas ao meio e pintou cada folha com uma cor. Normani e Ally ficaram responsáveis por enfeitar a casa de Camila e Dinah da forma que Lauren queria, ela passou a última semana inteira planejando essa decoração. Lauren passaria o dia todo fora novamente, então adiantou bastante trabalho em casa no dia anterior com Clara para ter o sábado livre.

Ela nem tomou direito o café da manhã, recebera uma ligação de Dinah dizendo que ela e Camila já haviam saído de casa e tinham ido até a cidade vizinha ver um festival de música que havia por lá. Lauren saiu de casa ainda com metade da xícara com café, entrou no carro ainda bebendo café, pôs o copo com um pouco de café ainda em um porta copos que havia perto da cambio do carro. E saiu para comprar algumas coisas que faltavam para o jantar.

Seu primeiro destino seria a floricultura, compraria um buquê de lírios para a namorada. Entrou calmamente no estacionamento lotado da floricultura, a procura de uma vaga. Quando finalmente avistou uma pick-up grande deixando uma vaga na parte esquerda do estacionamento, sentiu uma certa sensação de alegria e triunfo. Quando estava se aproximando da vaga, ouviu o som de um motor em aceleração e olhou no visor. Quando percebera a luz de seta de um carro ligada, o sedan cinza a fechou. No reflexo, Lauren virou a direção para não bater e puxou o freio de mão, acidentalmente batendo no copo de café o derramando nas suas pernas e sujando sua calça e um pouco da blusa branca. O carro parou bruscamente, e Lauren quase parou também... o coração. Com os grandes olhos verdes arregalados, as mãos trêmulas se dirigiram para a tranca do carro e abriu a porta.

- Cara! Ta maluco? Poderia ter batido aqui! – Disse Lauren indignada.

Um homem barbado, vestindo uma blusa de botão quadriculada vermelho e vinho com as mangas enroladas e calças jeans, bem no estilo lenhador.

- Bom... a vaga é de quem pega primeiro, e eu peguei primeiro! – Disse o tal lenhador e foi embora.

Lauren não retrucou nada, pensou apenas que não poderia perder tempo. Saiu da parte coberta do estacionamento e foi para a cobertura onde tinha o estacionamento mais vago e bem maior, porém teria que andar mais para entrar na loja. Saiu do carro, e o trancou. Quando estava no meio do caminho para pegar o elevador, uma chuva grossa começa, e Lauren começa a correr. Chegando bem perto da porta do elevador, Lauren desliza um pouco, mas segura na parede para não cair. Entra no elevador e desce para a floricultura.

Sai do elevador e se depara com a loja relativamente cheia, e estranhamente vermelha. Lembrou-se que era junho e vésperas do dia dos namorados. Procurou algum funcionário da loja para lhe auxiliar a encontrar os lírios. E quando finalmente o encontrou...

- Oi! Bom dia, você poderia fazer pra mim um buquê de lírios? – Perguntou Lauren com seu encantador e gentil sorriso.

- Bom, me desculpe moça, mas estamos sem lírios hoje. Por conta do dia dos namorados nós focamos todo o nosso estoque em rosas vermelhas. – Lamentou o jovem funcionário.

- Sério mesmo? Poxa, é uma ocasião especial! Não tem como ver no estoque se realmente não tem nenhuma? – Insistiu Lauren.

- Bom, eu posso dar uma olhada. Mas talvez já não tenham a mesma qualidade. Não pegamos lírios novos na última semana. Desculpa. – Lamentou novamente o funcionário.

- Com tantas rosas, acredito que dá pra fazer um preço camarada né? – Perguntou Lauren.

- Oh, dá sim! Com todo esse estoque, estamos dando um desconto na compra do buquê. – Disse o funcionário.

- Bom, acho que não tenho escolha. Faça um buquê de rosas para mim! – Entusiasmou-se Lauren.

O funcionário guiou Lauren pela loja até o local de confecção de buquês, confeccionou um buquê não muito grande, porém bonito. Lauren o pagou e saiu novamente pelo elevador até o estacionamento.

Chegando na cobertura para pegar o carro, a chuva já havia parado um pouco, porém ainda chuviscava bem de leve. Um carro passou na frente de Lauren por cima de uma poça de água a molhando parcialmente, o buquê levou a maioria da água. Lauren simplesmente fechou os olhos, respirou fundo e baixou a cabeça. Parada lá no meio do estacionamento com poucos carros, olhou o buquê. Lauren preferiu que ela sozinha tivesse se molhado toda.

Entrou no carro bufando, jogou o buquê com toda força no banco de traz e bateu umas vezes no volante. O dia que deveria ser perfeito mal havia começado e uma coisa dessas acontece. Talvez realmente não fosse o dia de Lauren, porém ela estava decidida de que iria seguir em frente e vencer cada obstáculo. Não era assim que o dia deveria terminar. Logo, deu partida no carro e saiu. 

Deveria procurar um restaurante e uma loja para comprar os materiais para Ally e Normani fazer a decoração. Lauren dobrou a esquina a direita e pegou a próxima rua a esquerda. Chegou na papelaria e comprou linhas, algumas fitas verdes e fitas colantes também. Logo após pegou o carro e foi direto para a casa de Camila, onde Ally e Normani esperavam na calçada.

- Desculpa a demora, é que eu tive um pequeno... – Dizia Lauren se virando para olhar o buquê destruído – problema! Mas o material que vocês vão precisar já está aqui. – Disse entregando a sacola para as garotas.

- Lauren, mais uma coisa. Estamos com um pequeno problema também. – Disse Normani.

Elas guiaram Lauren pra dentro da casa e mostraram a parede vazia.

- Ainda não entendi. – Disse Lauren.

- Não tem espaço! Você fez os papéis em proporções maiores do que daria na parede. O que você usou como molde? – Perguntou Ally.

- Bom, na verdade, eu não tive molde. Fiz livremente no quintal da minha casa. – Respondeu.

- Ahmm, não tem como mudar. Acho que vamos ter que adaptar a coisa! – Disse Normani.

- Olha, só façam mesmo se conseguirem com que fique bom. Ou pelo menos parecido com o que eu planejei. – Disse Lauren um pouco abatida.

- Deixa com a gente, qualquer coisa te ligamos. – Disse Normani.

Lauren voltou para o carro e dirigiu até o restaurante onde ela faria o pedido da comida para servir no jantar que queria dar para a namorada. Infelizmente, algumas coisas não deram muito certo. Mas Lauren ainda tinha fé no que ainda haveria de acontecer.

Chegou no restaurante e se deparou com uma fila enorme e várias pessoas ao redor do pobre senhor com prancheta. Lauren viu que não poderia esperar e correu logo para onde tinha as pessoas rodeando o homem da prancheta. Esbarrando e se espremendo no meio dos que o rodeavam, quando conseguiu ter contato visual.

- Hey! Senhor! ... Com... Licença! – Insistia Lauren apertada entre os que estavam ali.

- Se for para reservas, você tem que pegar fila! – Disse o homem.

- Mas... não é para reservas, é apenas um pedido de comida mesmo. – Disse Lauren quando finalmente encontrou uma posição onde não fosse tão espremida.

- Entendo, temos apenas entre esses 2 pratos para entrega. – Disse o homem mostrando um cardápio de papel que parecia um tanto amassado.

Lauren pegou o papel e viu que não tinha nada do que ela queria realmente para aquela noite. Segurando aquele mero papel amassado com o nome de dois pratos, saiu do meio daquelas pessoas. Pensou consigo mesma que se não fosse o que ela queria, não seria bom. As coisas que saíram errado haviam deixado Lauren pra baixo. E a fizera pensar se realmente aquele era o seu dia, e se valeria a pena fazer aquele jantar naquele dia.

Ela pegou o carro e simplesmente dirigiu. Passou o dia todo dirigindo. Até que, por volta das 4 da tarde parou o carro. Calada e sem ideia do que fazer. Olhou pro lado e percebera que havia parado na frente ao parque onde haviam se conhecido, olhado o pôr do sol, saiu do carro. Andou em direção ao pôr do sol como se estivesse hipnotizada, parou em frente ao carvalho velho. E apenas observou o pôr do sol. Que lentamente ia descendo pelo horizonte, e Lauren acompanhava o sol, sentando-se lentamente ao pé da arvore. Lembrava do primeiro contato, da primeira vista, do primeiro toque, do bloco de anotações... lembrava de tudo. O silencio que começara amedrontador, começara a lhe dar esperança. Pensava consigo mesma que ainda havia como reverter a situação. Pensava que ao lado de Camila não haveria dia ruim que lhe impedisse de fazer o seu melhor. Que não haveria esforço em vão, e nem declaração de amor que não valesse a pena cada detalhe.

O sol desapareceu, e Lauren se ergueu determinada e com um leve sorriso no rosto. Iria fazer algo imediatamente. Mas logo o silencio foi interrompido pelo toque do celular, Lauren o pegou e atendeu. Era Ally ligando.

- Lauren, vem pra casa da Camila! – Disse Ally, parecia tensa e desligou.

Tirou o celular do ouvido e saiu às pressas para a casa da Camila. Quando chegou, saiu do carro e correu até a porta, tentando abri-la, porém estava trancada, por isso Lauren bateu forte na porta e começou a forçar a tranca. Normani aparece do nada segurando os ombros de Lauren.

- Calma! Calma... – Disse Normani aliviando a tensão nos ombros de Lauren.

Ainda com as mãos nos ombros da de olhos verdes, Normani a puxou e guiou até a frente da calçada. Onde Camila também aparece sendo guiada por Dinah para o lado de Lauren.

- Vá até o parque! – Sussurrou Ally no ouvido de Lauren, que também não respondeu nada.

A de olhos verdes apenas entrou no carro com a namorada e elas foram juntas até o parque. Chegando lá havia uma trilha, não se via muita coisa, apenas se sabia que era uma trilha feita com a fita verde por conta do pequeno reflexo de brilho que elas transmitiam.

Lauren segura a mão de Camila, a de olhos verdes estava gelada, ela mesma não fazia ideia do que aconteceria. Elas andaram pela trilha e deram de cara com vários papeis dependurados em uma arvore grande. Lauren estranhou, e começou a rodear a árvore. O ângulo foi se ajustando, e a imagem dos imensos olhos verdes de Lauren começou a se formar pelos papeis coloridos que a mesma havia pintado. Como se cada pedaço de papel pendurado fosse a peça de um quebra cabeças, que se juntam no ângulo certo mostrando a razão pelo qual aquelas duas permaneciam juntas.

Lauren pôs a mão na boca, impressionada de como ficou a sua arte. O vento bateu nas folhas e elas foram virando aleatoriamente, algumas giraram algumas vezes, mas a imagem era nítida. Até a imagem se manter estática, o rosto de Camila se formou no quebra cabeças. E um beijo se iniciou, na luz que a lua ainda tímida refletia e iluminava levemente o local. As duas deram uma pausa, e apenas se olharam por um momento, abraçadas. Lauren olhou na direção do velho carvalho, e viu uma mesa armada, com vinho e dois pratos. Por mais estranha que fosse a situação de uma mesa de jantar pra dois no meio de um parque, Lauren sabia que só poderia ser coisa das garotas.

As duas vão até a mesa e se sentam, os pratos já servidos pareciam ótimos. Juntamente com um vinho tinto que acompanhava toda a cena. Elas comeram, conversaram um pouco, preferiram mais trocar olhares. A noite estava tão perfeita, e a lua já refletia todo o seu esplendor. Após um tempo, o vinho já estava quase pela metade. Lauren se lembrou do buquê, mesmo estragado, mas depois do que elas viram, e sentiram, o buquê seria algo perdoável. Lauren vai até o carro às pressas e encontra o buquê em pedaços no banco de trás. Perdendo as esperanças novamente, se distrai ao ver uma única rosa, em perfeito estado e talvez a mais linda dentre todas as outras que um dia vieram a fazer parte de um buquê.

Lauren pegou essa única rosa, e depositou nela todas as suas esperanças. Voltou em passos leves e vagarosos, encontrando a sua amada de pé. Apenas a observando se aproximar. A de olhos verdes se aproxima e oferece a rosa para a namorada, que aceita e logo aquela troca de olhares se transforma em um beijo, começando lentamente, porém quente. Que desfazia todas as coisas ruins que aconteceram naquele dia.

Ela logo percebeu que não precisou de muito para fazer aquela noite se tornar perfeita. Apenas um gesto, dos mais simples, porém feitos com amor. Foi o bastante para tornar aquela noite muito melhor do que seria, se as coisas tivessem saído como esperado.



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