História The Grey - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Draco Malfoy, Dramione, Harry Potter, Hermione Granger, Romance
Exibições 459
Palavras 7.339
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente!!!!!
Mil perdões pelo atraso, mas hoje meu dia foi muito agitado.
Bom, capítulo novo para vocês, aproveitem!

Capítulo 24 - Ele é Meu


Hermione


- O que ela está fazendo aqui? - Sussurrei para Draco, que encostava a testa nas minhas costas. Ele suspirou outra vez.
- Eu não tenho ideia, mas não pode ser nada bom. - Ele resmungou. Olhei enquanto Astoria entrava, vindo até a cozinha como se fosse a convidada especial da festa. Narcisa parecia chocada, e Lucius apenas incrédulo.
- Como soube que estávamos aqui? - Perguntou Narcisa.
- Isabelle me falou, é claro. - A bruxa riu, e apertei meus punhos, me forçando a não avançar sobre ela.
- Eu vou matar Isabelle. - Draco rosnou baixinho.
- Não acredito que vocês vieram aqui sem mim. - Astoria disse, parecendo magoada. - Eu sei que tivemos alguns problemas, mas somos uma família, não é? - Ela sorriu largamente. Respirei fundo, convencendo a mim mesma a não respondê-la mal. Afinal, ela estava certa. Astoria fazia parte da família, enquanto eu mal tinha chegado nela.
- Eu… hã, sinto muito, me deem licença. - Falei, sorrindo forçadamente para Lucius e Narcisa, e então saí da cozinha, subi as escadas e continuei andando até o quarto de Draco. Fechei a porta, suspirando e passando as mãos no rosto em exasperação.
Aquilo só podia ser uma maldita ironia da vida. Acho que aquela frase está certa, afinal. Não dá para fugir dos problemas, eles seguem você aonde quer que vá. Ainda de costas, ouvi a porta abrir e voltar a fechar. Eu sabia quem era, mesmo antes de sentir seus braços rodeando meus ombros e seu queixo apoiar-se na minha cabeça.
- Te levo para casa agora mesmo, se você quiser. - Draco murmurou. Entrelacei meus dedos nos dele, encostando minha cabeça no seu peito.
- Não viemos no nosso carro, lembra?
- Vamos de táxi. - Ele contrapôs. - Você não é obrigada a ficar no mesmo lugar que ela, anjo.
- Não seria certo com os seus pais, Draco.
- Eu não ligo, Hermione, se você quiser ir para casa, nós vamos. - Disse ele, me virando para olhá-lo. Draco pôs um dedo sob meu queixo, e me puxou para um beijo rápido. - Eu só me importo com o que você quer.
- Eu sei. - Sorri, enlaçando sua cintura e inspirando no peito dele. - Não quero ir para casa. - Falei. - Não vamos estragar o nosso fim de semana por causa dela.
- Tem certeza disso? - Ele arqueou uma sobrancelha.
- Eu consigo aguentar a presença da sua ex namorada por dois dias, Draco. - Revirei os olhos. Draco franziu o cenho.
- Ela não era minha namorada, Hermione. Já falei que você foi minha primeira.
- Achei o termo “namorada” menos ofensivo que “sua ex trepa diária”. Desculpe se magoei seus sentimentos. - Ele arqueou uma sobrancelha, surpreso com minha explosão.
- Não vamos brigar por causa dela outra vez, vamos? - Engoli a resposta sarcástica que estava na ponta da minha língua. Era isso que Astoria queria quando veio, colocar-se entre mim e Draco. Mas se ela achava que seria tão fácil, não venceria dessa vez.
- Desculpa, lindo. - Me pus nas pontas dos pés, mas ainda assim Draco teve que se curvar para me beijar. Ele sorriu no beijo, apertando seus dedos na minha cintura e me puxando para ele.
- Odeio quando me chama de lindo. - Ele disse, mas sorriu.
- Odeia nada, eu sei que você secretamente adora. - Respondi com uma risada.
- É só porque eu gosto de como soa na sua voz, se fosse qualquer outra pessoa eu ficaria puto.
Ficamos algum tempo ali, abraçados, até que Draco me levou até a cama e me fez sentar no seu colo.
- O que acha de sairmos um pouco, essa noite? - Perguntou ele.
- Para onde vamos? - Perguntei, desconfiada das suas intenções. Draco não costumava me chamar para sair, fato que me preocupava à algum tempo. Ele sorriu ao me ver franzindo o cenho.
- Conheço um lugar aqui que você vai gostar. - Disse ele com um sorriso malicioso. Escondendo minha excitação e diversão, arqueei uma sobrancelha.
- Que lugar? - Ele riu, dando um tapa leve na minha coxa e levantando da cama.
- Se veste, saímos em trinta minutos. - Arregalei os olhos. Aquele tempo era muito curto para qualquer coisa!
- Eu odeio quando você estipula um tempo para mim, Malfoy. - Revirei os olhos.
- E se reclamar, saímos em quinze! - Gritou ele da porta, antes de fechá-la rindo. Levantei da cama em um salto, xingando-o enquanto procurava algo para vestir.
Assim que acabei de colocar meu vestido preto de frente única e calçar meus sapatos, ouvi o celular tocar sobre a cama. Desajeitada, corri até ele e olhei para a tela. O nome de Harry brilhava, e meu coração pareceu pesar dez quilos a mais. Eu havia ignorado algumas de suas ligações, e me sentia culpada por isso. Mas eu queria que Draco soubesse de Harry antes que nos falássemos outra vez, só não sabia como fazer isso. Deixei que a chamada caísse sozinha, e voltei a me arrumar, pensando em um modo de tornar aquela conversa com Draco mais fácil.

- Eu não queria ser preso hoje. - Draco suspirou de maneira dramática, me olhando com uma expressão de martírio, enquanto eu descia as escadas. Ri, arqueando uma sobrancelha, vendo-o encostado no balcão da cozinha.
- Como assim “preso”?
- Olha só para você. - Disse ele, gesticulando para meu vestido preto justo e saltos bege. - Está gostosa pra caralho, é óbvio que todos os olhos masculinos da porra do lugar estarão em você. - Draco veio até mim. - Vou ser obrigado a acabar com todos eles. No fim da noite estarei em uma delegacia.
- Meu Deus, você é tão bobo. - Ri, passando meus braços pelo pescoço de Draco e me pondo nas pontas dos pés para beijá-lo. Ele sorriu nos meus lábios, abrindo os olhos e encostando a testa na minha.
- Pronta?
- Sim. - Quando já estávamos saindo da casa, quando estranhei o silêncio do lugar. - Onde estão Lucius, Narcisa e a piranha? - Draco gargalhou, abrindo a porta do Escalade para que eu entrasse.
- Toda vez que você xinga assim, eu fico excitado. Pega leve. - Revirei os olhos, vendo-o dar a volta e entrar no lado do motorista.
- Mas onde eles estão?
- Meus pais foram jantar com alguns amigos da família, Astoria eu não sei.
- Tudo bem, então. - Resmunguei. Draco segurou minha mão sobre minha coxa, acariciando-a com o polegar. Sorri, olhando nossas mãos juntas e imaginando como aquilo tinha acontecido. Draco não era o tipo de homem que eu queria para mim à alguns meses atrás, e hoje eu não podia imaginar uma vida sem ele. Como aquilo tinha acontecido, afinal?
Nem nos meus sonhos mais malucos eu imaginaria que um dia eu amaria tão intensamente, e muito menos alguém como Draco. Ele era instável, explosivo, difícil de lidar, mas o que ninguém conhecia era o outro lado dele. O lado que me olhava com tanto carinho que meus olhos marejavam, que me tocava com reverência, me fazia rir, o lado de Draco que me amava. Ele não demonstrava isso para todos, apenas para mim, e eu me sentia honrada em conhecê-lo.
As vezes quando eu olhava para ele, via um menino pequeno e indefeso, magoado pelo pai, surrado e sentindo falta de um amor paternal. Um menino que só conhecia a dor física, que sofria nas mãos daquele homem que deveria ser seu herói. E eu chorava por aquele menino. Me lamentava pelo sofrimento dele. A única forma que encontrei de tentar consertar a rachadura em Draco foi amá-lo apesar de tudo, fazê-lo perceber que era especial, que amar não era uma coisa ruim, que eu faria tudo por ele. Todo o meu coração era dele, e eu estava feliz assim.
- Sabe…- Falei, roçando meus dedos nos dele. - Você mudou totalmente a minha vida. E eu achava que isso seria algo ruim, mas eu gosto de como estou agora.
- Eu poderia falar o mesmo sobre você. - Draco sorriu, levando sua mão até meu rosto. Fechei meus olhos e rocei minha bochecha na sua mão. - Eu gosto quando faz isso. - Disse ele. - Como fecha os olhos quando eu a toco. Vou falar algo que todos os meus instintos estão gritando para não dizer, mas acho que uma vez só não vai ser tão ruim. - Abri meus olhos, atenta para o que ele falaria. Draco mordeu o lábio, franzindo o cenho. - Quando você se entrega para mim dessa forma, tão doce, eu sinto como se meu coração aquecesse, é tanto amor que eu nem sei como explicar.
Eu ia chorar. Droga.
- Seus olhos estão marejados. - Ele disse, sorrindo divertido. Funguei, limpando a umidade antes que escorresse pela minha bochecha. - Eu sabia que isso soaria muito idiota.
- Não, não! - O interrompi. - Deus, foi a coisa mais linda que você já me disse. E o melhor é que eu sinto a mesma coisa.
- Vamos lá, minha linda. - Draco se inclinou, beijando meus dois olhos suavemente. E aquele gesto foi tão doce que eu quis chorar outra vez. Ele então saiu do carro, e foi só quando percebi que tínhamos chegado. Ri, um pouco atordoada com todo aquela emoção no meu peito, e o acompanhei.
O lugar onde estávamos não se parecia em nada com uma boate comum, só a fachada deixava claro que era frequentado por pessoas de classe alta. O prédio era muito grande, e muito alto, todo em tons metálicos e espelhado. A entrada eram portas duplas de aço, com dois seguranças checando nomes e identidades. Ficava de frente para o mar, e cercado por um estacionamento enorme e arborizado. Engoli seco, um pouco nervosa. Draco me segurou pela mão e me levou até as portas, parando onde os seguranças estavam. Uma fila quilométrica se estendia. O segurança maior e cheio de tatuagens nos olhou, e então sua atenção focou em Draco.
- Fim da fila, por favor. - Disse ele, com a voz tão grossa que me encolhi. Draco ergueu uma sobrancelha.
- Avisa ao Thomas que Draco Malfoy está aqui. - Disse ele, com um leve sorriso arrogante. Tentei puxar a minha mão, mas Draco apenas a apertou ainda mais. O segurança franziu o cenho, e então olhou para o parceiro e acenou. O outro se afastou alguns metros, falando enquanto apertava algo na orelha, em seguida voltou até nós.
- Desculpe o embaraço, sr. Malfoy, pode entrar. - Disse ele, acenando com a mão para que eu e Draco passássemos pelas portas. Algumas pessoas chiaram e reclamaram na fila, mas apenas um olhar do homem mais alto fez com que calassem.
Draco me apertou ao seu lado, passando um braço pela minha cintura. Caminhamos em silêncio por um corredor de paredes vermelhas e chão de carpete negro, e então vi outra porta à frente com uma mulher de vestido vermelho na frente. Ela sorriu e abriu a segunda porta, e o barulho ensurdecedor de música invadiu o corredor. Passamos por ela, e a primeira coisa que vi foi que a pista de dança estava muito cheia. Não haviam mesas, apenas um longo bar com bancos dispostos, e então a pista de dança de chão de néon branco. A música era eletrônica e muito alta, quase machucava meus ouvidos. Draco continuou me levando para dentro da boate, até que vi uma corda vermelha que separava uma pequena sala do resto do local. Um terceiro segurança estava lá, os braços para trás e o rosto sério. Ao ver Draco, ele não hesitou em tirar a corda para que nós passássemos por ela.
Senti meus olhos arregalarem com a cena que vi dentro daquela sala. Era um pouco escura, mas a luz que tinha era o bastante para enxergar muito bem. Haviam homens mais velhos sentados em poltronas pretas de couro, e mulheres quase nuas sentadas nas suas pernas. Duas mesas com um poste de pole dance estavam postas no meio da sala, com duas mulheres apenas de langerie dançando sobre elas. Por toda sala eu notei bebidas, nudez e sexo. Homens com as mãos sob as roupas das mulheres, ou as garotas se esfregando contra eles. Draco olhou rapidamente para mim, e então franziu o cenho.
- Já vamos sair da área VIP, só preciso falar com um amigo. - Disse ele, e caminhou até o fim da sala, me levando junto. Eu queria pedir para esperar no outro lado da corda, mas ele nunca concordaria com aquilo, eu tinha certeza. No canto mais afastado, um homem bem mais novo do que os outros estava sentado em uma poltrona, duas mulheres sobre as pernas. Quando levantou a cabeça e viu Draco, ele sorriu amplamente, dispensando as garotas e levantando.
- Caralho, Draco! - Disse o homem, apertando a mão de Draco. - Faz anos que não o vejo por aqui!
- Mas senti falta desse lugar, pode acreditar. - Draco falou, e eu o olhei imediatamente.
Ele andava aqui?
Sentava nessas cadeiras? Aproveitava as mulheres nuas?
Tentei não sentir ciúmes, até porque não estávamos juntos quando ele frequentava aquele lugar.
- Que bom que voltou, então. - O homem falou, em seguida seus olhos vieram na minha direção e eu corei. Ele era muito bonito, do tipo que deixava claro sua riqueza através das roupas caras e jeito arrogante. Os olhos verdes me analisaram, e um sorriso presunçoso se esticou nos seus lábios. - Quem é essa gracinha? - Perguntou ele. Draco quase me esmagou contra ele.
- Minha namorada, Hermione Granger. - Disse, com o tom mais rude. - Hermione, esse é Thomas Grant, um velho amigo, e também dono da Prime.
Thomas arqueou as sobrancelhas, me olhando de cima a baixo com uma expressão confusa.
- Namorada? - Thomas questionou, como se duvidasse daquilo. Draco bufou ao meu lado.
- Sim, porra, não haja como se eu fosse incapaz de fazer algo sério com alguém.
Thomas riu, e então estendeu a mão para mim. A peguei, hesitante.
- Seja bem vinda à Prime, querida. - Disse ele, levando minha mão aos lábios e beijando suavemente. Draco estreitou os olhos.
- Obrigada. - Sussurrei.
- Larga a mão dela, caralho. - Thomas riu ao ouvir Draco resmungar.
- Não me leve a mal, cara, é só que quando vi Astoria por aqui, achei que ainda estavam juntos. - O pequeno sorriso que eu tinha nos lábios desmanchou.
- Ela está aqui? - Perguntei.
- Puta que pariu. - Draco xingou, passando a mão pelo cabelo.
- Está sim, foi dançar alguns minutos atrás. - Thomas disse, com um sorriso conspiratório. Draco suspirou.
- Tudo bem, cara. Nos vemos depois. - Eles se despediram com um aperto de mãos, e então Draco me levou de volta pela corda vermelha, e a música voltou a ser tudo que eu ouvia.
Draco me levou para a pista de dança, e eu tentei me esquivar, acenando que não queria. Ele me ignorou totalmente, e só parou quando estávamos entre vários corpos se movimentando. Me inclinei para frente, usando seus ombros como apoio para falar no seu ouvido.
- Eu não sei dançar! - Draco riu do meu desespero.
- Só me acompanhe. - Disse ele. Draco pôs uma mão de cada lado do meu quadril, e começou a me movimentar de um lado para o outro. Eu já tinha dançado algumas vezes, mas nunca com ele, e era isso que me travava. Respirei fundo, tentando esquecer que era Draco quem me segurava, e resolvi apenas me soltar.
Fechei os olhos, segurei os ombros largos de Draco e balancei meus quadris no ritmo da música. Em seguida virei de costas, pressionando meu corpo no dele, e senti suas mãos escorregarem na lateral dos meus seios, minha cintura, até meus quadris. Eu deveria estar apreensiva com aquele tipo de comportamento tão diferente do meu, e ainda mais em público, mas eu gostei da sensação de ser livre. Sem preocupações, sem cobranças, eu não precisava ser uma menina exemplar ali. Estava apenas tendo um pouco de diversão, e aquilo era bom. Draco pressionou seu corpo contra mim, e eu balancei meu traseiro nele, me divertindo quando o ouvi chiar.
-Porra. - Ouvi sua voz no meu ouvido. - Quando estivermos sozinhos, você vai repetir isso. Mas dessa vez sem roupa. - Ri, voltando a rebolar contra ele. Abri os olhos, e estanquei quando vi que um homem me observava, seus olhos passando pelas minhas pernas até meus seios. Percebendo minha tensão súbita, Draco acompanhou meus olhos até que viu o que me incomodava. - O que está olhando, caralho? - Ele rugiu, e o homem piscou rapidamente, assustado, então virou-se e foi embora.
- Eu acho que já chega de dança por hoje. - Falei, virando-me até encarar Draco. Ele franziu o cenho.
- Não se incomode com as pessoas olhando, anjo. - Disse ele, segurando meu queixo e erguendo-o. - Não percebe o quanto você é sexy quando dança? Eu poderia olhá-la por dias. Vamos lá, apenas dance comigo.
Seguindo seu conselho, sorri e voltei a dançar. Com um tempo, percebi que gostava daquilo, de me movimentar com o corpo de Draco no meu, de me perder na música. A sensação que me causava era de euforia, e até poder. Me sentia poderosa, capaz de excitar Draco sem precisar nem me despir. Eu gostei disso, e a cada segundo me sentia mais mulher.
Algum tempo depois, fomos até o bar. Draco pediu um whisky, e para mim um Sex on the Beach, e sua expressão ao dizer o nome da bebida foi tão sugestiva que eu ri. Ele sentou em um banco, me colocando entre suas pernas e abraçando minha cintura, enquanto bebíamos.
- Gostou do Sex on the Beach? - Perguntou ele, arrastando nas palavras. Minha risada foi alta.
- Porque está repetindo o nome da bebida o tempo todo?
- Eu não sei do que você está falando, não tenho intenções obscuras. Mas eu gostaria de um Sex on the Beach.
- Então pede um. - Falei, inocente. Draco sorriu.
- Eu não estava falando da bebida, anjo. - Gargalhei, sentindo meu sangue esquentar por conta do álcool.
- Não vamos transar na praia, lindo. Sinto muito. - Ri, beijando seus lábios e sentindo o gosto do whisky. - Você não deveria estar bebendo, como vamos voltar para casa?
- Estou bem, anjo. - Draco revirou os olhos. - E você não pode simplesmente dizer não para um sexo na praia. Deveríamos conversar sobre o assunto, não acha?
- Tudo bem. - Suspirei. - Você quer sexo na praia?
- Sim! - Disse Draco, sorrindo tanto que voltei a rir.
- Então vai ter que procurar outra pessoa, porque eu não vou fazer isso. - A expressão dele desmoronou, parecia decepcionado.
- No fundo eu sei que você quer, só acha que não é certo. Amanhã conversaremos sobre isso, quando você pensar bem sobre o assunto. - Disse ele. Ri, me inclinando para Draco e roçando meu nariz no dele. Ele também sorriu, fechando os olhos.
- Meu Deus, procurem um quarto! - A voz conhecida e nada bem vinda soou ao nosso lado.
- Porra. - Draco xingou, ainda de olhos fechados. Ele respirou fundo, e eu tentei engolir a vontade de matar aquela garota. Finalmente abri meus olhos e me deparei com Astoria sentada no banco ao lado do nosso, mas não sozinha. Um homem alto e moreno estava com ela, abraçando-a por trás, a mão escorregando do estômago até muito perto de uma área íntima. Arqueei uma sobrancelha.
- Disse alguma coisa? - Perguntei, ela riu.
- Disse para procurar um quarto. - Repetiu ela. - Eu sei que Draco conhece a parte privada da boate, nos andares superiores. Ele já as usou bastante.
Arrancar os cabelos dela não era uma boa ideia. Nem arrastá-la até a rua pelos cabelos. Pelo menos era isso que eu tentava me convencer.
- Está falando do tempo que ele transava com piranhas? - Sorri do modo mais doce que consegui, e vi quando Astoria estreitou levemente os olhos. Em seguida ela sorriu.
- Não está chateada só porque eu e Draco já namoramos, está? - Sua falsa expressão de dó quando eu não respondi fez meu sangue esquentar. - Oh, querida, não devia se importar com isso. Éramos apenas jovens tendo alguma diversão. Transando em qualquer lugar, toda hora. - Ela sorriu, e meu estômago revirou. Draco soltou uma risada baixa, me surpreendendo. Do tipo de risada que ele dava logo antes de magoar alguém intencionalmente.
- Isso é algum tipo de competição entre você e a Pansy? - Perguntou ele, sorrindo para Astoria. - Qual das duas pode ser mais cadela? Porque, sinceramente, as duas estão no mesmo nível para mim.
- Ei, cara, não precisa falar assim com ela. - O homem atrás de Astoria murmurou, dando um passo para frente. Draco riu, e então levantou, me pondo atrás do seu corpo.
- A última coisa que eu quero fazer é brigar com alguém por causa de uma pessoa tão inútil quanto essa garota, mas eu farei se você não der dois passos para trás, caralho. - Sua expressão passou de um sorriso arrogante para uma violência fria muito rapidamente, e por um segundo, temi o que aconteceria. O homem pareceu ver o mesmo, porque antes que Draco tivesse acabado de falar, ele já se afastou, e então foi embora sem nem despedir-se de Astoria.
- Você não tinha o direito de fazer isso, Draco. - Astoria disse, os olhos inflamados de raiva. Draco sorriu.
- Não é minha culpa se seu amigo é tão covarde, querida. Da próxima vez você escolhe algum melhor.
- Está se oferecendo? - Ela sorriu, e dessa vez foi a minha vez de bufar, resignada.
- Sinto muito estragar sua noite, mas… - As palavras se perderam no caminho quando Astoria virou-se para o balcão, deixando suas costas visíveis para mim graças a abertura traseira do seu vestido. Ao longo da coluna havia uma tatuagem, como letras. A mesma tatuagem da garota do vídeo. Senti meus olhos arregalarem, e minhas mãos tremeram. Era ela. Depois de tudo, era Astoria a garota. Engoli seco, meu coração acelerando tanto que temi hiperventilar. Draco passou um braço pelo meu pescoço, se inclinando para falar no meu ouvido.
- Está tudo bem, anjo?
Por uns segundo não consegui responder. Eu suspeitava que era Astoria lá naquele vídeo, mas torcia para que não fosse, para que eu não conhecesse a mulher que transava com Draco ali. O fato de dar um rosto a mulher só abriu uma ferida que apenas começara a cicatrizar. Não, eu não estava bem.
Mas aí eu voltei a realidade. Era isso que ela queria quando veio aqui. Queria esfregar na minha cara que já teve Draco um dia, e que eu não podia mudar esse fato. Eu tinha esquecido aquelas imagens, não tinha? Não foi culpa dele. Eu deixaria que ela ganhasse?
De maneira nenhuma.
Se Astoria queria competir, eu daria um basta naquilo. Não ia me rebaixar ao ponto de competir com ela, mas também não ficaria parada, olhando enquanto ela brincava com meu emocional. Estava farta de tentar ser boa. Se Astoria queria jogar, eu daria as cartas daquele jogo.
- Baby, você está bem? - A voz preocupada de Draco repetiu. Dei o meu melhor sorriso petulante, e então enlacei seu pescoço com meus braços e me pus nas pontas dos pés.
- Estou ótima. - Falei, resvalando meus lábios nos dele. Draco franziu o cenho, mas em seguida sorriu para mim. - Vamos para casa, eu quero passar um tempo só com você.
- Claro, anjo. O que você quiser. - Draco me beijou, puxando meu lábio entre os dentes enquanto sorria. E então levantou. - Vamos lá.
- Isso é muito ridículo. - Ouvi Astoria murmurar, e ri, me abraçando a Draco.
Em questão de segundos nós já estávamos fora da boate, nos dirigindo até o carro. Eu ainda estava em um transe pensativo enquanto andava, e Draco me observava com o rosto preocupado. Entramos no Escalade, e saímos do estacionamento. Passaram-se poucos segundos até que Draco suspirou.
- Odeio quando você viaja e não me leva junto. - Resmungou ele, me olhando de esguelha. Confusa, franzi o cenho.
- Viajo?
- Sim. Você olha para o nada e se perde, simplesmente viaja na sua própria cabeça e me deixa de fora. Fico inquieto quando faz isso. Era suposto que eu deveria estar com você, e eu quero ir com você, para onde quer que seus pensamentos te levem.
Deus, como ele conseguia dizer as coisas mais lindas sem perceber?
Meus lábios curvaram em um sorriso largo, e quando Draco me viu, perguntou:
- Porque está sorrindo?
- Porque eu te amo. - Falei, e ele riu.
- Eu também te amo, anjo. Mas isso não vai me fazer esquecer o ponto dessa conversa. O que houve?
Mordi meu lábio, desviando meus olhos dos dele. Draco segurou meu queixo e me puxou de volta para o cinza dos seus olhos.
- Achei que não teríamos mais segredos entre nós. - Ele sussurrou. - Não foi esse o acordo?
- Era Astoria no vídeo, não era? - Mesmo no escuro do carro, vi quando Draco empalideceu. Notei seus dedos apertarem o volante, e ele não me olhou mais.
- Você disse que não queria saber. - Draco falou, a voz tensa.
- E eu não queria. Mas eu vi a tatuagem dela hoje, e percebi quem era. - Murmurei. O clima era tão denso que eu poderia cortá-lo com uma faca. - Era ela, não era?
Esperei em silêncio enquanto Draco bufou, balançando a cabeça.
- Eu não queria que você soubesse disso. - Mesmo que eu já soubesse, meu coração voltou a apertar. Me confortei com o fato de que ele não tentou mentir. - Era ela sim, e quem filmou tudo foi a Pansy.
- Meu Deus… - Sussurrei, passando as mãos no rosto.
- Eu quero ser sincero com você, sem mais mentiras. - Draco me interrompeu, e então voltou a falar. - Astoria, Pansy e Isabelle eram amigas quando tínhamos uns dezesseis, dezessete anos. Foi Astoria quem ajudou a colocar Isabelle na Malfoy’s, aliás. Elas viviam juntas, e não foi diferente quando eu comecei a transar com Astoria. Ela e Pansy gostavam de trepar a três, e eu quase surtei de alegria quando elas me propuseram isso. Só tinha dezesseis anos e já fazia um ménage, estava feliz pra caralho com aquilo. Então nós fizemos, e não foi apenas uma vez. Enfim, Astoria ainda não estava satisfeita com aquilo, ela queria Isabelle com a gente. Então veio a ideia, nós filmamos nossa transa, e então mandamos para Isabelle, para que ela também quisesse participar. Eu não poderia estar mais satisfeito com aquilo, três garotas só para mim. Deu certo, e nós ficamos transando juntos até que Astoria disse que me amava, então eu só… dei o fora. Eu não sentia o mesmo por ela, era só trepar, para mim. Ainda fiquei com Isabelle algumas vezes, e Pansy era mais como uma bo… - Ele parou, me olhando de lado. - Desculpe. Pansy era como uma garota disponível, quando eu queria transar e ela também nós fazíamos. Eu disse a elas que apagassem o vídeo, mas pelo visto isso não aconteceu. Não sei quem te enviou, mas eu vou descobrir, prometo.
Balancei a cabeça, concordando. Estava satisfeita que Draco não me escondesse nada, mas ainda era difícil ouvir. Ele transou com as três. Deus, aquilo doía. Mas pelo menos agora tudo fazia sentido para mim. A estranha aversão de Isabelle, o vídeo, o email, tudo se encaixava. Eu sorri, vendo como tudo tinha sido planejado para que eu largasse Draco. Bom, era uma pena para elas, porque aquilo não iria acontecer. Draco era meu, e elas não tinham chance alguma.
- Está zangada? - Sua voz suave e preocupada soou.
- Não, estou bem. - Sorri, segurando mão na minha coxa.
- Não quer me matar?
- Não, Draco. - Eu ri, trazendo sua mão até meus lábios e a beijei. - Está tudo bem.
- Tem certeza? - Ele estava visivelmente apreensivo, o que me fez rir.
- Está com medo da minha reação?
- Eu sempre tenho medo da sua reação, anjo. - Ele disse, sorrindo. Em seguida Draco franziu o cenho, momentaneamente sério. - Você tem que saber que eu amo você, e apenas você. Não me importo com nenhuma delas.
- Eu sei, lindo. E eu também te amo. - Ele sorriu ao me ouvir, e roçou os dedos no meu rosto. Parecia aliviado, e me senti culpada pela preocupação dele de que eu brigaria pela sua confissão. Ficamos em silêncio o resto do caminho, apenas nos tocando, enquanto eu pensava em um modo de resolver o Problema Astoria.

- O quê que… Me diz que o Ben não vai pegar a empregada velha pensando que ela é gostosa, caralho! - Draco gritou, horrorizado. Eu já não conseguia nem respirar de tanto rir. Estávamos assistindo American Horror Story à algumas horas, porque eu tinha ficado chocada que Draco nem sabia de que série eu estava falando quando citei Tate. Obriguei-o a deitar-se comigo na cama, e ligamos a Netflix. Desde o primeiro episódio Draco surtava, e a cada vez que a empregada aparecia ele xingava. Eu só conseguia rir.
- Ei, eu estou aqui, babaca! - O bati com meu cotovelo, e Draco riu.
- Desculpa, anjo. - Disse ele, com as mãos para cima. Quando voltei a atenção para frente, Draco continuou. - Mas a empregada nova é gostosa.
- Idiota!
- Não falei que ela é mais gostosa que você. - Ele riu quando estreitei os olhos.
- Cala a boca e assiste. - Resmunguei, me aconchegando no seu peito. Draco me abraçou, e continuamos a assistir. Não passou muito tempo até que eu suspirei.
- Oh, ele é tão lindo. - Falei, e suspeitava que meus olhos estavam brilhando enquanto eu olhava para Tate Langdon na TV. Eu sempre tive uma queda por ele, o que era estranho.
- O quê? - Draco rugiu, me apertando. - Ele é um psicopata!
- E daí? Continua sendo lindo.
- Não quero mais assistir isso. - Ele resmungou, e pude visualizá-lo revirando os olhos. Gargalhei, beijando seu peito nu.
- Eu não falei que ele era mais lindo do que você.
- Isso não melhora as coisas.
- Viu? Era isso que eu queria mostrar. - Arqueei uma sobrancelha. Draco me olhou por alguns segundos em silêncio, e então estreitou os olhos.
- Então quer dizer que você não o acha lindo?
- Não, eu o acho lindo de verdade, eu só queria que você sentisse como eu.
- Cretina. - Disse ele, revirando os olhos.
Ficamos por um tempo abraçados, assistindo, enquanto Draco xingava Tate a cada vez que ele aparecia. Eu estava me divertindo com sua cara resignada quando eu suspirava ou fazia algum comentário elogioso. Meus olhos começaram a pesar, e Draco percebeu. Ele riu, pegando o controle da TV.
- Está na hora dos bebês dormirem. - Disse ele, brincalhão. Bufei, virando de costas na cama. Draco desligou tudo até que o quarto ficasse escuro, e então deitou a cabeça sobre minha barriga, se aninhando ao meu corpo. Entrelaçou as pernas nas minhas e abraçou minha cintura. Sorri, passando meus dedos nos cabelos macios dele.
- Porque você sempre dorme nessa posição? - Eu já vinha pensando nisso, mas nunca tinha perguntado. Desde a primeira vez em que dormimos juntos, Draco sempre deitava a cabeça logo abaixo do meu coração. Eu adorava, é claro, mas era curioso.
- Os seus batimentos me acalmam. Gosto de ouví-los enquanto durmo. - Disse ele, suavemente. Senti como se eu tivesse derretendo inteira, até meus olhos marejarem. Droga, como ele podia ser tão lindo?!
- Odeio quando você é fofo. - Resmunguei, fungando. Draco riu.
- Não posso evitar, sou um cara romântico.
- Ok, Romeu, vamos dormir agora. - Fechei os olhos, mas não antes de beijar o topo da cabeça de Draco. Ele podia dizer que meus batimentos o acalmavam, mas seu cheiro tinha o mesmo resultado comigo. Meu rosto estava sempre virado para seu cabelo, então eu o sentia a noite inteira. Tinha um efeito melhor do que qualquer calmante que eu tomasse.
Minha garganta estava seca, percebi, com incômodo. Tentei me mover, mas o peso de Draco me esmagava. Me forcei a voltar a dormir, mas a sede não dava trégua. Por fim, abri os olhos, exasperada. Draco estava quase todo em cima do meu corpo, e tive que empurrá-lo devagar para o lado. Ele resmungou algo como “eu não tentei tirar sua calcinha, anjo.”, e eu ri em silêncio. Levantei, calçando minhas pantufas de coelhinho e caminhando até a porta. Quando toquei na maçaneta, pulei de susto ao ouvir a voz de Draco.
- Para onde vai?
- Jesus, Draco, quase me matou de susto!
- E para onde você vai? - Ele repetiu, sonolento.
- Tomar água, volto logo.
- Preciso que traga uma coisa. - Disse ele.
- O quê?
- Traga logo sua bunda para cá, não gosto de dormir sem sentir você. - Suspirei em uma risada.
- Vai dormir, babaca.
- Eu sou romântico pra caralho. - Resmungou ele, sorrindo muito satisfeito, antes de virar o rosto e afundar no meu travesseiro.
Ainda sorrindo, saí do quarto, apertando o laço do robe roxo que eu vestia. Tentei não fazer barulho ao descer as escadas, e caminhei até a cozinha. Peguei um copo e enchi de água, estava tirando-o da boca quando ouvi a porta abri e risos baixos. Franzi o cenho, dando dois passos para o lado, e então vi Astoria entrando e empurrando o peito de um homem para fora, enquanto sorria, até fechar a porta na cara dele. Bufei, revirando os olhos. Ela me ouviu, e então virou para mim e sorriu de modo arrogante.
- Ainda acordada, prima?
- Prima? - Arqueei uma sobrancelha.
- É a namorada do meu primo, não é? Pelo menos agora.
- Desculpe, não tenho parentesco com vacas. - O sorriso dela murchou, e então me encarou com uma cara furiosa.
- Quem você pensa que é para falar assim comigo, vadia intrometida? - Ela rugiu. Suspirei, sentando no banco do balcão e acenando para que ela fizesse o mesmo.
- Eu não queria fazer isso, é sério, acho que não é necessário que eu me rebaixe ao mesmo nível vulgar que o seu, mas me sinto obrigada a ter uma conversa sincera com você. - Astoria arqueou uma sobrancelha, e então caminhou até o outro lado do balcão e sentou.
- Pode falar, não tenho um pingo de medo das suas palavras inúteis.
Olhei-a por uns instantes, decidindo o que falaria primeiro. E então percebi uma coisa, e sorri de uma maneira que até eu me assustei, meu sorriso foi de pura maldade.
- Eu sei que você gosta dele. Sei que acha que o ama, ele me falou que você disse isso antes. - Astoria parecia incomodada, mas não me interrompeu. - Mas você tem que dar um passo para trás e cuidar da sua vida, está ficando chato essa sua obsessão por nós dois.
- Vocês dois? - Ela riu. - Não dou uma merda para você, vadia. Seu problema foi que se colocou entre mim e o que é meu. E eu não desisto do que eu quero. É comigo que Draco vai ficar, no fim dessa brincadeira entre vocês dois. Porque é isso que você é, uma brincadeira, uma fase.
- Você cometeu um erro grave nessa sua obsessão por Draco. Traiu a confiança que, mesmo que fosse estranho, ele tinha em você. Você foi burra, me falou sobre a festa na frente dele. Acha que um dia ele voltará a confiar em você, depois de tudo que você disse? - Sorri, balançando a cabeça. - Não, a vadia aqui não sou eu. Você foi a desleal aqui, e pelo que eu conheço de Draco, ele odeia traições. E sabe o que mais ele odeia? Você. Acha que eu não sei quem foi que mandou o vídeo para mim?
- Eu não sei do que você está falando. - Disse ela, erguendo o queixo. Eu ri.
- Vou te explicar o que aconteceu, vadia miserável. - Me encostei no balcão, inclinando-me até mais perto dela. - Você ficou irritada por Draco ter te dado um belo pé na bunda, e então resolveu se vingar. Juntou-se com a sua outra amiguinha cretina, Isabelle, e resolveram que seria divertido me deixar atordoada para então dar o golpe final. Isabelle mudou a agenda de Lucius, e então me disse que fui eu quem errei, para que aquilo me deixasse aturdida, me fez atrasar todo o trabalho daquele dia e sair da Malfoy’s sobrecarregada. E então você me ligou, perguntando se meu dia tinha sido ruim, e avisando que ia piorar. Foi Isabelle quem mandou o email, e você quem deu o vídeo para ela.
Astoria respirava rapidamente, apertando a beira do balcão.
- Acertei? - Perguntei docemente.
- Você é só uma puta frígida, nada além disso. - Astoria cuspiu, mas aquelas coisas não me atingiam mais.
- Eu não ligo para o que você acha de mim, Astoria. Na verdade eu sinto pena de você. Fez tudo isso, e para quê? Não funcionou, e sabe porque? - Me inclinei, sussurrando. - Porque é a mim que ele quer. Eu sou a primeira mulher que ele amou e vai amar pelo resto da vida. Eu quem o tenho na minha cama todas as noites, quem sente seu toque todos os dias, quem ouve ele dizer que me ama mais do que qualquer coisa. Sabe o que eu escuto quando coloco os pés em casa depois de um dia de trabalho? Ouço a voz de Draco me chamando, e você não pode nem sonhar no quanto isso é bom. Você nunca terá isso, Astoria. Nunca vai ter a mínima ideia de qual é a sensação de ser amada e desejada, não apenas pelo corpo ou no sexo, mas por ser quem é. Eu tenho isso, Draco tem isso, e é esse o motivo do porque que eu tenho pena de você. Você, Astoria, é imunda, capaz de causar asco em qualquer homem com o mínimo de decência.
Os olhos dela estavam marejados quando terminei, o peito subia e descia em um ritmo alarmante. Astoria levantou, e então levou a mão para trás, preparando um tapa.
- Não se atreva a me bater, sua cobra detestável. Já aguentei muita coisa de você, mas no momento em que me bater, eu vou fazer da sua existência nessa família um inferno, me ouviu?
- Eu não vou desistir dele. - Astoria murmurou, e eu sorri.
- Não me importo, eu sei que ele nunca vai sequer considerar a ideia de tocar no seu corpo asqueroso novamente. Experiências ruins a gente só quer ter uma única vez.
- Não foi uma única vez que Draco veio para mim, querida.
- Não me chame assim, eu não sou sua querida. E pelo que eu o ouvi dizer, Draco se arrepende de ter te comido até a última molécula do seu ser. Isso quer dizer alguma coisa, não acha? - Astoria soltou um ruído como de um cão machucado, e não pude deixar de sorrir.
- Eu vou acabar com você, me entendeu?!
- Vou esperar, não precisa ter pressa. Pelo que percebi, você não é muito boa em ser inteligente. - Astoria rugiu algo ininteligível, e então virou as costas e correu escada acima. Minha adrenalina estava à mil, eu podia ouvir meus próprios batimentos nos meus ouvidos. Quando o som dos seus passos desapareceu, soltei uma longa expiração.
Deus, o que foi aquilo? Eu nunca tinha enfrentado alguém daquela forma, mas ver aquela garota brincando comigo me enfureceu até me tirar da minha zona de conforto. Dei uma risada ansiosa, vendo minhas mãos tremerem levemente. Eu estava orgulhosa de mim, pela primeira vez eu não tinha ficado calada.
Subi as escadas rapidamente, pulando dois degraus por vez. Não conseguia tirar o sorriso estúpido do meu rosto. Abri a porta de Draco, voltei a fechar e me lancei na cama sobre ele, montando na sua cintura e o abraçando. Draco deu um pulo, atordoado, me abraçando forte.
- Quem foi?! - Ele gritou, confuso, os olhos arregalados para mim. Dei uma risada, beijando seu rosto.
- Quem foi o quê?
- Alguém te machucou? Está tudo bem? - Perguntou, tocando meu rosto e me checando atentamente. Quando viu meu sorriso, Draco franziu o cenho. - Não parece machucada.
- É porque não estou.
- Então porque pulou em cima de mim como se a casa estivesse em chamas?
- Porque eu te amo tanto que não consigo me conter quando me aproximo. Seu corpo meio que atrai o meu. - O rosto de Draco suavizou até que um sorriso apareceu. Ele beijou meus lábios, segurando meu rosto com as duas mãos.
- Eu também te amo, anjo. Até quando você me acorda no meio da madrugada me assustando pra caralho. - Ele voltou a me abraçar apertado, deslizando as mãos nas minhas costas até apertar meu bumbum com força. Eu ri, e rolei para o lado. - O que está fazendo? Vem aqui e me monta de novo. - Sua expressão de martírio me fez rir ainda mais.
- Não vamos transar, eu só queria te abraçar, tarado. - Draco suspirou, movendo-se até descansar a cabeça na minha barriga.
- Não te amo mais. - Resmungou, fechando os olhos. Deslizei a mão nas costas dele para baixo, e voltei a subir o arranhando com as unhas. - Porque seu coração está tão acelerado? - Perguntou ele, voltando a levantar a cabeça. Mordi o lábio, pensando em como falar. Meu sorriso ainda estampava meu rosto, eu não tinha como controlar.
- Eu meio que conversei com Astoria, agora pouco. - Sussurrei. Draco abriu a boca, pasmo, e em seguida saltou da cama, já pegando um jeans do chão. - Para onde você está indo? - Perguntei, confusa. Ele parecia furioso.
- Eu vou acabar com essa palhaçada. Ninguém vai mexer com você e sair numa boa, nem mesmo minha família.
- Eu disse que eu conversei com ela, Draco. Não se preocupe, vai ficar tudo bem, agora. - Meu coração batia tão forte no meu peito que eu podia ouví-lo. Era maravilhoso vê-lo pronto para me defender, não importa de quem fosse. Levantei da cama, indo até ele e o envolvendo com meus braços. Apoiei minha bochecha no seu peito. - Eu vou resolver isso, dessa vez. Não quero mais me sentir indefesa, e não vou recuar.
- Tem certeza disso? - Ele perguntou, acariciando meus cabelos. - Não me importo de defender você, anjo.
- Eu sei, e eu fico feliz por isso. Mas é a minha batalha, eu quero vencê-la. - Draco suspirou, me levando outra vez para cama. Deitamos juntos, entrelaçando nossas pernas, até que Draco voltou para sua posição preferida. Passei minha mão nos fios loiros dele, sentindo enquanto minha pulsação voltava ao normal.
- Eu não gosto disso, de você sozinha contra ela. Mas se é o que você quer, eu não vou me meter. - Disse ele. - Mas se eu te ver magoada, eu não vou me impedir de acabar com ela.
- Eu sei, lindo. - Ri, me inclinando para beijar sua cabeça. - Eu te amo.
- Também amo você. - Sussurrou ele, fechando os olhos. Em pouco tempo senti seu corpo relaxar contra o meu, mas seus braços nunca largaram meu corpo.

Notas Finais


O que acharam do capítulo?!
O que acharam dessa Hermione lutando de volta?!
Quero suas opiniões!
Sexta tem mais, mores, até lá! Bj.
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS, MEUS BEBÊS!


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