História The Grey - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Draco Malfoy, Dramione, Harry Potter, Hermione Granger, Romance
Exibições 378
Palavras 6.832
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pessoal!
Aproveitem o capítulo! ❤️

Capítulo 33 - Um Futuro Perfeito


HERMIONE





Um barulho insistente atrapalhava meu sono. Era como pingos d’água caindo sobre algo, e um ruído de música ao fundo. Meu pescoço também não estava confortável. Foi quando me lembrei de onde eu estava, e o que tinha acontecido naquela noite. O casamento, a dança, a voz de Draco sussurrando músicas no meu ouvido, o banheiro, o discurso que me fez chorar, e finalmente o presente de Lucius. Tudo tinha sido tão lindo, natural, íntimo. Um sorriso arqueou meus lábios, e senti um toque morno na minha bochecha.

   – Eu sei que está acordada, anjo. - A voz de Draco, suave e brincalhona, me fez sorrir ainda mais. Abri meus olhos, piscando rapidamente para tudo entrar em foco. E então lá estava ele, meu marido, meu Draco. Os olhos cinzas desviando da estrada para me olhar, um sorriso torto nos lábios, algumas mechas do cabelo loiro caindo na testa.

   – Não queria ter dormido, desculpa. - Murmurei. Ele entrelaçou os dedos com os meus, e levou minha mão até os lábios para beijá-la. Cristo, como eu tinha conseguido um homem tão perfeito?

   – Já estamos chegando, logo você poderá deitar em uma cama confortável e quente.

   – Narcisa mandou alguém arrumar o chalé para nós dois. - Falei, mordendo o lábio. - O que será que vamos encontrar?

   – Se tiver água quente, uma cama, comida e você, não me importo com mais nada. - Draco riu, me lançando um olhar sugestivo. - O que realmente pretendo fazer essa semana, posso fazer em uma cama.

   – Pensei que você estava romântico hoje. - Brinquei, sorrindo. Draco bufou, tirando o cabelo da testa com uma mão livre.

   – Minha cota para romantismo foi extrapolada. Preciso voltar a ser o mesmo cretino de sempre, tenho que mostrar quem manda por aqui.

   – E quem manda por aqui?

   – Você, é claro. - Disse ele, apressado. Dei uma risada, e Draco sorriu amplamente, satisfeito. Eu o adorava por isso, Draco amava me fazer rir, e seu sorriso contente a cada vez que conseguia era uma prova clara disso.

   Não demorou muito para Draco estacionar o carro ao lado do chalé. A chuva castigava lá fora, mas eu não me importava. Gostava da chuva, sempre tinha gostado. Apertei sua mão, olhando-o rapidamente de lado.

   – Pronto para começar nossa lua de mel? - Perguntei. Draco sorriu.

   – Mais pronto impossível. - Ele abriu a porta, mas antes de sair, virou para mim. - Não saia.

   Surpresa, fiquei parada lá, olhando-o contornar o carro com passos rápidos e vir até meu lado. Ele abriu a porta e estendeu a mão.

   – Vamos lá, senhora Malfoy. - Disse ele. Meu sorriso alargou. Segurei a mão dele e saí, os pingos grossos da chuva me encharcando instantaneamente.

   – Muito obrigada pela gentileza, senhor Malfoy. - Murmurei. Antes que Draco pudesse responder, me coloquei nas pontas dos pés e enlacei seu pescoço, trazendo seu rosto até o meu. Draco facilitou, me abraçando pela cintura e me erguendo um pouco para alcançá-lo.

   Nossas bocas se encontraram com suavidade, a chuva misturando-se ao gosto do beijo. Nossas roupas já estavam ensopados, meus cabelos pesavam às minhas costas. Mas nada disso importou no momento em que eu o beijei. Era como se o mundo deixasse de existir por aquele breve instante, onde só existíamos nós dois, e nada além disso. Os lábios de Draco estavam macios e quentes, o gosto de champanhe misturado ao que eu conhecia como “gosto de Draco”. Sua língua acariciava a minha com delicadeza, sem qualquer sinal de pressa. Tínhamos todo tempo do mundo, agora.

   Nos afastamos com sorrisos idênticos nos rostos. Draco tinha os lábios vermelhos, tão lindos e convidativos que quase me joguei nos seus braços outra vez.

   – A chuva te incomoda? - Perguntou ele, roçando o nariz no meu.  

   – Não, eu gosto dela.

   – Então vem comigo.

   Draco segurou minha mão, me levando ao redor do chalé até os fundos. Uma cerca de madeira escura separava o jardim frontal, da parte traseira da casa. Draco abriu uma porta pequena na cerca, e me puxou para dentro. Seu sorriso era tranquilo, mas parecia animado.

   Atrás do chalé, alguns metros adiante varanda, um lago calmo se estendia além dos meus olhos. Estava um pouco escuro, apenas uma luz da varanda de madeira branca estava acesa. No chão coberto pela grama bem cuidada, algumas espreguiçadeiras estavam espalhadas, e afastado, no meio de um deque de madeira escura, estava a jacuzzi branca. Draco me levou direto para uma espreguiçadeira, e então sentou sobre ela. Ele segurou minha mão e me fez sentar no espaço entre suas pernas, apoiando minhas costas no seu peito. Estiquei minhas pernas junto com as dele, e Draco me abraçou por trás, beijando minha bochecha.

   – Aqui podemos ver a chuva tranquilamente. - Disse ele, encostando o queixo na minha cabeça.

   A chuva escorria pela nossa roupa, meu rosto estava banhado, a maquiagem sem dúvida tinha escorrido. Mas eu estava feliz, sentindo o calor de Draco me aquecer. Lentamente suas mãos escorregaram pelos meus braços até meus ombros, e então seus dedos longos massagearam meu pescoço, costas e ombros com uma técnica maravilhosa. Fechei os olhos, respirando fundo, aproveitando da chuva, da massagem, do momento. Draco apertou em um ponto particularmente tenso, e gemi, sentindo o músculo relaxar ao ser apertado gentilmente. Senti sua mão afastar meu cabelo para o lado, e então seus lábios no meu pescoço. Meu gemido seguinte não foi apenas pela satisfação da massagem, a boca quente de Draco pela minha pele fria e molhada me causava arrepios por todo o corpo. Seus dentes rasparam no meu pescoço, e então o lóbulo da minha orelha foi capturado pelos lábios de Draco. Eu já era uma massa de modelar de tanta excitação, sendo moldada pelas mãos habilidosas que eram as de Draco. Senti suas mãos na minha cintura, me guiando para que eu ficasse de frente para ele. Minhas pernas foram cada uma para um lado do seu quadril, e então ele me puxou para mais perto, juntando nossos corpos.

   O olhar no rosto de Draco era o combustível para o meu fogo. Estava quente, lascivo. A chuva escorria pelo seu nariz reto, ao redor dos seus lábios, gotículas de água nos seus cílios claros. O cabelo era uma confusão molhada e sexy. Passei os dedos entre as mechas, sentindo a combinação de maciez e fios grossos. E então sorri, notando que seus olhos cinzas estavam focados nos meus lábios.

   – Quer me beijar? - Perguntei em um sussurro. Draco passou a língua no lábio inferior, o que me fez engolir seco.

   – Eu sempre quero te beijar, anjo. - Foi a resposta dele, antes de esmagar meus lábios com os dele.

    Era sempre como uma novidade para mim, por mais que o tempo passasse. Meu corpo tinha a mesma reação da primeira vez em que senti seus lábios. Um arrepio subiu pelos meus braços, um leve incômodo entre minhas pernas me fez pressionar as coxas, meu coração parecia que queria sair do peito. Era magnífico, e eu queria que aquilo, aquelas sensações, não acabassem nunca.

   Draco respirava pesadamente, e suas mãos escorregavam pelas minhas pernas nuas, levantando meu vestido, já curto, ainda mais. Meus dedos se atrapalharam com os botões da sua camisa branca, mas enfim consegui desabotoa-los. O peito nu de Draco era algo que eu tinha que admirar, e foi o que eu fiz. Me afastei do seu rosto, olhando a combinação perfeita da minha mão na sua pele. As pintinhas espalhadas pelo tórax, o tom pálido da pele, o leve rubor no seu peito. Era tudo tão lindo. Tirei a camisa dele pelos ombros largos, e a deixei cair. Eu queria sentir sua pele na minha, aquecendo profundamente, até meu coração queimar de amor. Queria me sentir completa, queria senti-lo dentro de mim.

   Draco lentamente abriu o fecho do vestido nas minhas costas, e então escorregou as alças finas dele pelos meus ombros até deixá-las cair na minha cintura. Ele segurou meu cabelo molhado na minha nuca, inclinando minha cabeça para trás. A temperatura quente de sua boca no meu queixo me fez tremer, mas ele não parou lá. O rastro molhado dos seus beijos escorregavam pela minha mandíbula, meu pescoço. Sua língua fazia cócegas na minha clavícula. Sem nem perceber, minhas unhas deixaram trilhas no peito de Draco. Linhas vermelhas que só me deixavam mais acesa. Quando a língua dele tocou no meu peito, eu arfei, o calor tomando conta de cada molécula de mim até não restar qualquer timidez ou restrições. Meus quadris já se moviam por vontade própria, buscando um alívio para o tormento na junção das minhas coxas. Os dentes dele contra minha pele sensível me deixaram no limite, implorando por ele. Mas Draco apenas sorriu, aquele sorriso provocador que só piorava o fogo dentro de mim.

   – Vamos para dentro, quero tirar essa roupa de você.

   Antes mesmo que ele tivesse completado a frase, eu já estava de pé, levando-o comigo pela varanda. Descalcei meus pés ainda na grama, nem me incomodei em pegar os sapatos. A camisa de Draco também foi deixada para trás. Segurei meu vestido para cobrir a parte superior do meu corpo, e então abri a porta dos fundos do chalé. Draco estava atrás de mim enquanto atravessávamos a cozinha pequena, indo em direção a sala.

   Narcisa tinha, mais uma vez, feito um trabalho maravilhoso. A sala estava iluminada, e na mesa de centro coberta por um tecido branco havia um balde de gelo com uma garrafa de champanhe, além de taças, morangos mergulhados em chocolate e uvas. Uma flor branca estava em um vaso lindo no meio de tudo. Draco deu um suspiro atrás de mim.

   – Finalmente posso beber. - Disse ele, indo até a mesa e pegando a garrafa de champanhe. Ele nem se deu ao trabalho de usar a taça. O estouro da rolha me sobressaltou, e logo Draco tomava direto da garrafa. Ri, vendo-o inclinar a cabeça para trás, e sua garganta movimentando. Era, de algum modo, sexy.

   – Não bebeu na festa? - Perguntei. Draco limpou a boca com o braço antes de responder.

   – Queria estar sóbrio até ter certeza de onde estávamos indo. - Disse ele, vindo até mim e beijando meus lábios. - Já que você não pode beber, só vai sentir o gosto pela minha boca.

   – Não é algo ruim de se fazer. - Dei de ombros, e ele riu, inclinando-se para mais um beijo.




DRACO





   Depois de mais de meia garrafa de champanhe, eu já me sentia bem mais relaxado. Hermione estava mordiscando as frutas, e eu não conseguia desviar os olhos daquilo. Os lábios dela ao redor do morango me deram imagens vívidas de outra situação que aconteceu naquele mesmo chalé, sobre aquele mesmo sofá. Visões dos lábios de Hermione ao redor do meu pau me perseguiriam até o fim daquela noite, eu tinha certeza.

   – Vou tomar um banho quente. - Ela avisou, sorrindo. Pisquei um olho, e então ela virou as costas. Como se tivesse plena intenção de me enlouquecer, Hermione escorregou as alças do vestido pelos braços, deslizando-o pela cintura, abaixando-se e o escorregando pelas pernas até o monte de tecido cair no chão aos seus pés. A garrafa na minha mão ficou parada entre o movimento de colocá-la na boca, e meus lábios entreabriram. Caralho, o que era aquilo que ela estava vestindo?

   Pisquei os olhos, atordoado, olhando para a minúscula calcinha de Hermione com um assombro absoluto. Aquilo sequer tinha o direito de ser chamado de calcinha, de jeito nenhum. Era apenas uma tira de renda preta, que não cobria absolutamente nada. Um pingente de coração estava preso entre as duas tiras que eram o que seguravam aquele treco no lugar. Eu nem conseguia piscar os olhos, mas o sorriso já começava a se espalhar no meu rosto.

   – Puta que pariu… - Murmurei, impressionado. - Você deveria vestir mais coisas assim, definitivamente combina com você.

   A gargalhada dela foi alta, e então Hermione seguiu caminhando pelo corredor até o banheiro. Eu não tinha mais qualquer pretensão de deixá-la sozinha, então larguei a garrafa sobre a mesa e levantei em um salto, seguindo seus passos com pressa. Na porta do banheiro, a pequena peça que Hermione vestira estava agora largada no chão, me provocando. Através do vidro fosco do box, eu podia ver as curvas do corpo dela, e sorri. Desabotoei a calça, e em menos de cinco segundos eu já estava nu, entrando no box, me juntando a Hermione sob o jato de água quente. Ela estava de costas para mim, a cabeça inclinada para trás, recebendo a água direto no rosto. Os cabelos longos se espalhavam nas suas costas. Era uma visão linda, eu poderia ficar admirando por dias sem me cansar. Mas agora eu tinha uma finalidade, que era a de estar dentro dela o mais rápido possível. Mas antes eu queria cuidá-la um pouco.

   Abracei-a por trás, encaixando meu rosto na curva do seu pescoço.

   – Amo você. - Murmurei, e Hermione virou o rosto para o meu, o sorriso nos seus lábios me distraindo por um segundo.

   – Eu te amo, lindo. - Eu nunca me acostumaria com o som maravilhoso que era aquela declaração.

   – Relaxe, eu vou cuidar um pouco de você. - Falei, movendo a mão até sua barriga arredondada. Para mim, a gravidez só a deixava ainda mais linda, se é que era possível. Scorpius estava quieto dessa vez, como se tivesse dando um tempo às sós para nós dois. Aquele era o meu menino…

    Virei para que ela ficasse de frente para mim, e a encostei na parede. Beijei seus lábios doces, o gosto do chocolate se misturando com o álcool na minha língua. Então coloquei um pouco de sabonete líquido na mão, e, devagar,  comecei a passar no seu corpo. Primeiro os braços, subindo lentamente até seus ombros, meus dedos envolvendo seu pescoço por um momento. Ela mordeu o lábio inferior, fechando os olhos. Porra, eu adorava vê-la daquele jeito, totalmente entregue, e apenas para mim. Na minha cabeça, uma voz clara gritava: “Ela é minha!”, a confiança que ela tinha em mim me excitava imensamente.

   Desci minhas mãos até seus seios volumosos, que estavam bem maiores do que antes. Um presente maravilhoso da gravidez, e esse presente sem dúvidas era para mim. Meus polegares roçaram na pele eriçada, e Hermione gemeu, o peito subindo e descendo em um suspiro. Caralho, era uma vista agraciada. As bochechas rosadas dela, o vapor ao nosso redor, a água caindo sobre nós dois. Continuei seguindo para baixo, passando as mãos pela barriga de Hermione com mais carinho, e então cheguei onde eu pretendia desde o começo. Os olhos de Hermione abriram-se de súbito, levemente arregalados. Eu sabia que era uma pergunta clara sobre o que eu pretendia fazer, mas apenas sorri. Deslizei uma mão entre suas coxas, resvalando meu dedo entre o calor úmido que eu desejava com uma vontade esmagadora. Hermione descansou a testa no meu peito, arfando, seus dedos apertando meus braços. Beijei seu cabelo, deixando meus dedos explorá-la por toda extensão molhada, até mergulhar dentro dela. Senti as pernas de Hermione retesarem, seu aperto nos meus braços intensificando.

   – O que você quer que eu faça? - Sussurrei, e ela levantou os olhos para mim. Lindos e cativantes olhos castanhos, que pareciam líquidos e tão excitados quanto os meus. - Peça o que quiser, eu só quero te deixar tão satisfeita que você vai cair desmaiada logo depois que eu te foder. - Meu sorriso provocador a fez rir, o que era exatamente minha intenção.

   – Eu tenho que admitir que gosto quando você fala assim. - Disse ela.

   – Ah, eu sabia disso desde quando percebi que suas pernas ficam tensas quando falo coisas sujas para você. - Beijei a ponta do seu nariz, e então encostei nossos lábios. - Você gosta quando eu digo que quero te foder, não gosta? Ou quando falo que você é gostosa pra caralho. Ou quando eu digo que poderia te comer pelo resto da vida, e nunca vou me cansar do seu corpo. Tem noção do quanto você me excita, anjo?

   Hermione engoliu seco, negando rapidamente com a cabeça. Peguei a sua mão e a  levei até minha ereção tão dura quanto se era possível estar. Hermione arfou.

   – E agora, você entende? - Seu sorriso foi resposta o bastante para mim.

   Ajudei-a a terminar o banho, apressado para levá-la até a cama. A sequei com duas toalhas que estavam sobre a pia. E então a ergui nos meus braços, seus tornozelos cruzando nas minhas costas. Hermione riu.

   – Não é assim que o noivo carrega a noiva até a cama, lindo.

   – Esse é o nosso jeito, o que, particularmente, eu acho bem mais interessante.

   Seus seios estavam exatamente ao alcance da minha boca, o que era um convite irrecusável. Logo que peguei um entre meus lábios, Hermione enroscou os dedos nos meus cabelos, puxando-os. Porra, eu adorava quando ela fazia aquilo. Meus passos hesitantes nos levaram até o quarto, e assim que entramos, parei, surpreso.

   – Uau… - Hermione sussurrou, e eu não podia discordar dessas três letras.

   O quarto branco parecia ainda maior do que eu me lembrava. A cama estava coberta por edredons brancos, um dossel preto caía ao redor dela, o tecido leve preso aos postes da cama, balançando com a brisa que vinha de uma janela aberta. Na cabeceira, um espelho enorme tomava todo o espaço, e todas as superfícies do lugar estavam cobertas por pétalas brancas. Ao lado da cama, sobre o criado-mudo, mais um balde com champanhe, e no outro lado havia algumas velas acesas. Ergui minhas sobrancelhas.

   – Belo trabalho. - Murmurei. - Mas agora vamos desfazer tudo isso.

   Hermione deu uma risada quando a soltei sobre a cama, subindo sobre ela rapidamente. Olhei o espelho, vendo a nós dois refletidos ali, ambos nus, e sorri.

   – Porra, isso vai ser interessante. - Falei. Ela virou para ver o que eu via, e o sorriso dela foi tão mal intencionado quanto o meu.

   – Posso ver você? - Perguntou. - Quero vê-lo.

   – Caralho, você é a porra da mulher mais perfeita que eu já vi. - Ri segurando seu rosto entre minhas mãos. - Eu tive uma imagem perfeita de seu rosto me encarando naquele espelho enquanto te fodo, e estou prestes a transformá-la em realidade.

   – Então faça. - Disse ela, os olhos brilhando. - Agora, Draco.

   Eu não esperei a porra de um convite formal. Peguei seu lábio entre os meus, sentindo o gosto que eu já conhecia e amava. Hermione segurou meu rosto, gemendo, me beijando de volta com força. Não havia mais nada na minha mente que não fosse Hermione. O cheiro dela, o corpo junto do meu, até seu coração acelerado. O poder que isso me dava, saber que ela estava ansiosa por mim, era impagável, eu não trocaria aquela sensação por nada no mundo.

   Segurei seus quadris e então a ajudei a virar de bruços. Hermione apoiou os cotovelos sobre a cama, levantando o rosto para me ver pelo espelho. Caralho, a vista era ainda melhor do que eu imaginava. Passei a mão na pele macia de suas costas, e então segurei seu cabelo em um punho. Com a outra mão, me guiei até estar pronto para preenchê-la. Olhei-a pelo espelho, vendo os olhos castanhos bem abertos, os lábios vermelhos separados, sua atenção toda em mim.

   – Me olhe, anjo. - Murmurei. - Quero seus olhos em mim.

   E então me empurrei para dentro dela. Porra, a sensação era indescritível. O calor me envolvendo, a maciez, tudo isso me deixava em um limite perigoso. Hermione arqueou as costas, fechando os olhos por um momento, até voltar a me encarar. Ela sorriu, e apenas aquele gesto me fez incendiar. Segurei sua cintura com as duas mãos, olhando-a pelo reflexo, e então investi uma, duas, três, incontáveis vezes. As costas dela já brilhavam de suor, mas o sorriso sacana ainda estava lá nos seus lábios. A cada investida Hermione arquejava, gemia, chamava meu nome. Meus dedos já deixavam marcas vermelhas na pele do quadril dela. Deslizei minha mão pelo centro de suas costas até a nuca, e então voltei a arrastar minhas unhas até a lombar de Hermione. Ela fechou os olhos, o corpo arqueando, me apertando. A voz dela se tornou um murmúrio desconexo, e as pernas tremiam.

   Com receio de que seus joelhos falhassem e ela caísse sobre a barriga, percebi que era hora de parar. Mudei sua posição, deixando-a deitada sobre as costas, os olhos ainda fechados.

   – Olhe para mim, anjo. - Sussurrei, baixando minha boca até a dela. Hermione os abriu.

   – Não pare ainda.

   – Não era essa minha intenção. - Sorri, e deslizei para dentro dela outra vez. - Não vamos parar por um bom tempo. - Sussurrei, antes de voltar a beijá-la.


   O sol já começava a entrar pela janela, mas nós dois mal notamos isso. O leve brilho que a pele de Hermione tinha era o bastante para tirar minha atenção de qualquer outra coisa. Seu rosto corado, os lábios inchados e vermelhos, as marcas dos meus dedos e boca na sua pele, o cabelo roçando nas minhas pernas quando ela inclinava a cabeça para trás enquanto me montava, era a única coisa que eu queria ver naquela semana sozinho ali com ela.

   Hermione, tinha os olhos reduzidos a fendas, mas ainda se observava pelo espelho com um lábio entre os dentes. Eu estava surpreso por ela gostar de se ver, mas aquilo, sem dúvida alguma, tinha sido uma surpresa boa pra caralho. Levei minha mão até seu pescoço, mas dessa vez apenas deslizei pela pele úmida, e então rocei meu polegar nos lábios dela. Hermione os entreabriu, segurando a ponta do meu dedo entre os dentes e abrindo um sorriso lascivo. Minha respiração falhou por uma porra de segundo

   – Caralho, Hermione. - Murmurei, levantando meu quadril para encontrar o dela com um impulso firme. Hermione arquejou, afundando as unhas nas minhas pernas enquanto arqueava o corpo. Estava muito perto de gozar, eu podia sentir isso. Os cabelos longos de Hermione se arrastavam pelas minhas pernas. Seu corpo inclinado para trás, como se oferecesse tudo para mim, me deixou a ponto de explodir. Meus músculos já se retesavam, mas eu queria que ela viesse primeiro, queria ver o rosto dela enquanto gozava. Era algo que nunca perdia o encanto, não importava quantas vezes eu visse. - Olhe no espelho anjo. - Pedi. Hermione ergueu a cabeça, os olhos brilhantes focados na superfície que a refletia. - Você fica ainda mais linda com essa expressão satisfeita de uma boa foda. - Seu sorriso alargou, e ela soltou um lamento longo. Hermione girou os quadris, e foi a minha vez de arquear, meu coração tão acelerado que quase saía do peito. Ela espalmou as mãos no meu tórax, as unhas deixando marcas lá. - Você é minha, linda. Tudo isso é apenas para mim, você entende isso?

   - Draco… - Sua voz rouca despertou um lado meu ainda mais possessivo. Eu só queria rugir e deixar claro para o mundo que eu não apenas tinha uma mulher linda por dentro e por fora, mas ela também me tinha completamente. Era a mim que ela amava, era apenas eu quem ouvia seus gemidos, era para mim que Hermione entregava o corpo e o coração.

Era meu nome que ela chamava, meu peito que suas unhas se afundavam, e quando Hermione fechou os olhos e gozou, foi tudo apenas para mim.




Abri os olhos com alguma relutância. Todos os meus músculos reclamavam pela noite intensa passada em claro, da qual eu não me arrependia de modo algum. Me movi, e Hermione rolou para o lado, ficando de frente para mim, o lençol cobrindo apenas da cintura para baixo. Ainda estava dormindo profundamente, a respiração estava pesada. A barriga arredondada era um convite maravilhoso, então coloquei minha mão sobre ela, e fui cumprimentado com um leve movimento de Scorpius. Eu ainda não entendia como eu podia amar tanto um ser tão pequeno, e que sequer tinha nascido ainda. Mas eu amava Scorpius mais do que eu poderia ter imaginado um dia, mais do que era racional para mim. Eu já podia imaginá-lo nos braços de Hermione, os mesmos cabelos escuros dela, os olhos tão inteligentes quanto os da mãe. Eu queria que Scorpius fosse como uma mini cópia dela, nada meu para atrapalhar, sem dúvida seria lindo.

   - Bom dia, carinha. - Sussurrei, me inclinando para beijar a barriga de Hermione. Já era um hábito aquele cumprimento, Hermione dizia que era bom construir uma rotina para o bebê, e eu queria começar.

   Levantei da cama, esticando o corpo dolorido. Vesti uma calça de moletom e fui até a cozinha. Eu tinha que alimentar muito bem a minha garota e meu filho, afinal. A geladeira estava bem abastecida, os armários também, sem dúvidas obra de dona Narcisa. Lembrando dela e do presente do meu pai, busquei o celular que tinha deixado na mesa de centro na sala e disquei o número de Narcisa. Já passava das duas da tarde, sem dúvidas eles estariam acordados.

   - Boa tarde, meu menino. - Ouvi a voz doce da minha mãe, e sorri.

   - Bom dia ainda para mim. - Falei e ela riu.

   - Tenho certeza que aproveitaram a noite. - A voz um pouco distante de Lucius soou, e bufei.

   - Eu não quero falar da minha primeira noite casado, principalmente com os meus pais, isso é constrangedor.- Eles riram. - Aliás, obrigado mãe, o chalé estava perfeito, Hermione e eu adoramos.

   - Fico feliz que tenham gostado, Draco.

   - E… hã - Hesitei, ainda desconfortável com o novo tipo de relacionamento entre Lucius e eu. - Obrigado pelo carro, pai. Porra, ele é incrível! Droga, foi mal, mãe.

   - Meu Deus, Draco. - Narcisa falou entre risadas. - Você vai ter uma criança em poucos meses, precisa conter esse palavreado, meu filho.

   - Eu sei, ainda estou trabalhando nisso. -Sorri, pensando que isso, com certeza, não funcionaria. Era só,,, natural para mim falar daquela forma. Enquanto conversava, liguei a cafeteira e comecei a fazer o café da manhã.

   - Não foi nada, filho. - Disse Lucius, retomando o assunto constrangedor. - Você realmente precisava de um carro melhor não dava para colocar um bebê conforto naquela caminhonete velha. - O som da risada dele me fez sorrir, mesmo à contragosto.

   - Idade não quer dizer nada. - Contestei. - Mamãe pode trocá-lo por ser velho?

   - Não sou velho, garoto! - Ele resmungou e eu ri.

   - Minha caminhonete está em ótimo estado, mas obrigado ainda assim.

   - Já contou do seu presente para Hermione? - Perguntou Lucius. Revirei os olhos, ele já tinha contado para minha mãe, o traidor.

   - Vai ser uma surpresa para nossa volta para casa não estraga tudo.

   - Ah, ela vai adorar, meu menino! - Narcisa exclamou, ao mesmo tempo que senti os braços de Hermione ao meu redor, e seu rosto pressionado nas minhas costas.

   - Hermione acordou. - Falei, num aviso óbvio para mudarmos o assunto. Virei para ela, beijando sua testa e seus lábios rapidamente. Ela ergueu uma sobrancelha, olhando para o celular. - São meus pais.

   - Obrigada pelo chalé perfeito, Narcisa! - Hermione falou. Antes que as duas iniciassem uma conversa longa sobre decoração e bebês que poderia durar horas, me despedi dos meus pais e encerrei a ligação. Me inclinei para Hermione, beijando-a de modo mais longo. - Bom dia, anjo.

   - Oi, lindo. - Ela sorriu, ainda de olhos fechados, colocando o rosto no meu peito. Enterrei meu rosto nos seus cabelos, inspirando. Senti os dedos delicados dela contornando a tatuagem nas minhas costas, que Hermione sabia que era para ela. Não precisou de palavras para demonstrar o sentimento que nos rodeava naquela hora, o amor era tão tangível que eu quase podia tocá-lo.


   A semana se passou sem nós notarmos, e de repente já era nossa última noite ali. Eu não queria ir, mas sabia que era necessário. As consultas ao obstetra eram importantes demais para serem adiadas, e de modo nenhum eu deixaria meu filho sem um acompanhamento. Então decidimos passar nossa última noite relaxando na jacuzzi, no jardim dos fundos do chalé.

   Hermione estava sentada entre minhas pernas, a cabeça encostada no meu peito. Minhas mãos estavam acariciando a barriga dela sentindo um movimento ocasional de Scorpius. Hermione sorria toda vez que ele mexia.

   - Ele fica tão agitado quando você está perto. - Disse ela sussurrando na noite quieta. - É como se ele já conhecesse o seu toque ou sua voz. Eu sei que ele reconhece, e eu amo isso.

   - É verdade, carinha? - Perguntei fazendo Hermione rir. - Sua mãe vai te mimar tanto, eu já posso até imaginar ela te levando para a escola até você entrar na faculdade.

   - Olha só quem está falando. - Hermione bufou, revirando os olhos. - Diz o cara que não pode ver nada com um S estampado que já compra porque sem dúvidas quer dizer Scorpius.

   - Mas era uma camisa verde com um S na frente! Você mesma admitiu que era linda. Além do mais, sabe que eu gosto de verde.

   - É uma camisa para crianças de sete anos, Draco. - Ela riu. - Scorpius vai ser a única criança que já vai nascer com estoque de roupa até os doze anos.

   - Ele é meu filho, senhora Malfoy. Pode ter o que ele quiser.

   - E você diz que eu quem vou mimá-lo…

   - Acho que nós dois não vamos ter qualquer chance de mimá-lo, na verdade. - Resmunguei, massageando os ombros tensos de Hermione. Ela suspirou, aliviada. - Os tios loucos e avós ainda mais loucos vão monopolizar todo o tempo dele.

   - Você consegue imaginar um menino brincando com Rose? - Hermione perguntou. - Porque eu consigo.

   - Sim, anjo, eu imagino. - Sorri, abraçando-a por trás.

   - Eles serão como dois irmãozinhos, só que de pais diferentes.

   - Isso até eles crescerem. Aí Rose vai se apaixonar por Scorpius, e eles vão começar a brigar o tempo todo, porque ele também estará louco por ela.

   - O quê?! - Hermione exclamou, rindo. - Não, eles não vão se apaixonar um pelo outro! Eles crescerão juntos, Draco, como irmãos.

   - Não pode culpar Rose por não ter resistido ao atrativo dos Malfoy se nem você mesma resistiu. - Arqueei uma sobrancelha, virando Hermione de frente para mim. Ela encaixou as pernas ao redor da minha cintura, enlaçando meu pescoço com os braços. - Eu a entendo, sabe? Quando tem um Malfoy no sobrenome, todas querem um pedaço. - Hermione riu, jogando a cabeça para trás.

  - Não mais, lindo. Agora você é todo e apenas meu.

   - E eu não questiono esse fato nem por um segundo, anjo. - Segurei seu rosto e a beijei, deixando nossos rostos juntos em seguida. - Ainda está dolorida? - Perguntei, preocupado. Tinha estado receoso desde aquela tarde, quando Hermione tinha comentado que sentia um pouco de dor nas pernas, mas ela tinha falado que não era nada demais. Não que isso tenha me acalmado.

   - Não muito. - Disse ela. - Acho que sexo bruto vai ter que ser apenas de vez em quando, agora. - Ergui as sobrancelhas, sorrindo torto.

   - Foi isso que fizemos hoje à tarde? Achei que estava sendo romântico.

   - Me fazer montar no seu rosto assim que acordamos, e então me seduzir no sofá enquanto eu estava tentando ler não é romântico, lindo. - Ela riu. - Não que eu esteja reclamando, é claro.

   - Eu não tentei te seduzir. - Ri, acompanhando o tecido vermelho do biquíni que ela usava com a ponta dos dedos.

   - Claro que tentou. - Disse ela. - Você sabe que eu não consigo me concentrar quando você começa a se exercitar. E então, deliberadamente, você tirou a camisa e fez uma série de abdominais bem no meio da sala. Isso claramente foi uma tentativa de sedução. E eu caí por pura inocência.

   - Não há mais nada de inocente em você, anjo, eu tirei cada milímetro da sua inocência.

   - Deus, você está orgulhoso disso! - Hermione acusou, arregalando os olhos e rindo.

   - Essa acusação é totalmente injusta, e você sabe. - Falei, escondendo o quanto estava me divertindo. - Eu gostava da sua timidez, ela me excitava.

   - Está sentindo falta da Hermione tímida e virginal? - Ela perguntou. Estreitei os olhos, pensando sobre aquilo. Eu sentia falta dos seus olhos arregalados quando eu falava algo que a chocava? Ou de como ela desviava os olhos dos meus quando estávamos transando?

   - Na verdade, eu gosto de você assim, tão confiante comigo. Mas suas lindas bochechas coradas e seus olhos brilhantes ainda me encantam. - Como se fosse um pedido, o rosto de Hermione enrubesceu e ela mordeu o lábio. Sorri, beijando os dois lados de seu rosto rosado. - Era exatamente disso que eu estava falando.

  - Nós temos que arrumar as malas ainda hoje lembra? - Suspirei ao ouvi-la falar, encostando minha cabeça de volta na jacuzzi.    

   - Eu não queria voltar tão cedo.

  - Nem eu, lindo. - Disse Hermione descansando o rosto no meu pescoço.




HERMIONE





   - Porque estamos indo na direção da casa dos seus pais? - Perguntei para Draco, franzindo o cenho. Estávamos à algumas horas na estrada, e eu só sonhava em um bom banho e minha cama. Draco sorriu de lado, segurando minha mão.

   - Essa é a minha surpresa para você. - Disse ele. Mordi o lábio, ansiosa.

   - Que tipo de surpresa?

   - Do tipo que ou você fica muito feliz, ou muito puta comigo. - Sua resposta não me deixou mais calma, mas seu sorriso tranquilo me fez ficar em um silêncio ansioso.

   A estrada era tão encantadora quanto sempre tinha sido. Os canteiros com flores se estendiam ao lado da estrada bem pavimentada. Era um bairro nobre, as casas eram lindas, todas grandes demais para uma só família. Draco passou direto pela entrada de pedra da casa dos pais, e então reduziu quando chegamos mais a frente. Eram apenas alguns metros depois da entrada para a mansão dos Malfoy. O terreno era coberto pela grama bem cuidada, com arbustos podados espalhados por todo o jardim. Havia algumas flores e plantas pequenas em canteiros que separava a entrada da casa e da garagem do resto do gramado. A casa era linda, de um jeito que parecia ao mesmo tempo íntima e luxuosa. Dois pilares altos ladeavam a porta de entrada, que era branca e larga. Janelas de vidro estavam do lado esquerdo, e do lado direito estava a garagem com pilares menores. Em cima da garagem, uma varanda cercada por placas de vidro transparentes, que parecia pertencer a um quarto. Eu consegui ver as portas francesas que davam acesso a ela. Era deslumbrante, toda pintada em branco e creme. Draco parou o carro na entrada, e então me olhou.

   - Vamos lá? - Perguntou, sorrindo. Franzi o cenho, olhando da casa de volta para Draco.

   - Quem mora aí?

  - Bom, ninguém, ainda. Mas uma família está prestes a mudar para ela. Pelo menos eu espero.

  - Que família? - A ideia brincava com a minha cabeça, mas era maravilhoso demais para ser verdade. Draco riu, me beijando rapidamente, antes de sair do carro e vir abrir a porta para mim. Ele segurou a minha mão, me levando até a porta da casa, e então tirou uma chave do bolso, me entregando.

   - Bem vinda a sua nova casa, senhora Malfoy.

   Olhei para ele, petrificada. Draco tinha comprado aquela casa linda para nós? Tudo aquilo era meu e dele?

   - Nossa casa? - Perguntei, duvidando dos meus próprios ouvidos. Draco riu, segurando minha mão e colocando a chave nela.

   - Sim, nossa. Eu a comprei assim que resolvi pedir você em casamento. O apartamento é pequeno para uma criança, e além disso, uma casa parece ser a coisa certa. Meu avô me deixou um bom dinheiro de herança, então...

   Não esperei por mais explicações, me joguei contra Draco, o abraçando com força o bastante para ele arfar. Então ele riu, beijando minha cabeça.

   - Então você gostou? - Perguntou ele. Meu sorriso devia ser uma resposta evidente, porque Draco segurou meu rosto e beijou meus lábios, parecendo aliviado. - Que bom que gostou, anjo.

   - Mal posso esperar para vê-la por dentro! - Exclamei, tão animada que quase pulava no lugar.

  Me atrapalhei com as chaves, mas Draco esperou pacientemente até que consegui abrir a porta. Escancarei-a e então sorri. Era ainda mais linda por dentro. A sala toda mobiliada, o sofá branco com almofadas vermelhas combinavam perfeitamente com o tapete creme e a mesa de centro de vidro. As portas duplas de vidro davam uma visão perfeita do jardim ao lado. A TV e o videogame ficava de frente para o sofá, e tinha uma poltrona vermelha no canto. Ao lado, separado apenas por alguns metros e uma coluna branca, estava a sala de jantar. A mesa de madeira escura era imensa, cercada por várias cadeiras com estofamento creme. Todo o chão da casa era de branco e encerado, eu podia me ver refletida nele. No fim da sala de jantar também haviam portas duplas de vidro, mas essas davam acesso para os fundos da casa. A escada que levava ao andar superior começava logo ao lado da porta, todo o corrimão em vidro e cromado. Olhei para cima, abismada com a elegância do lugar, que ainda assim parecia aconchegante. O primeiro andar era visível de baixo, todo cercado de vidro. As portas, que imaginei ser dos quartos, eram brancas e cercavam todo o ambiente. Cada parede tinha um quadro. Fui até o centro da sala, e então me virei para a entrada. Logo acima da porta, tinha uma janela enorme, com duas poltronas viradas para ela. Continuei caminhando até as portas de vidro da sala de jantar, Draco sempre atrás de mim, me observando em silêncio. Quando atravessei a porta, perdi o fôlego. Era uma área de recreação, com mesas de madeira com tampo de vidro espalhadas por todo o lugar. Uma TV gigante estava na parte coberta da área. Adiante estava a piscina grande, cercada de espreguiçadeiras e cadeiras. Em um canto esquerdo tinha uma parte coberta, equipada com churrasqueira e forno à lenha, o balcão de granito ao redor. Havia até uma geladeira lá, assim como armários cheios de louça.

   - Ali tem uma jacuzzi. - Draco sussurrou ao meu lado, colocando um braço ao redor do meu pescoço. Ele apontava para o lado direito da piscina, onde alguns degraus de madeira separava a jacuzzi do resto.

   - Draco… - Sussurrei, olhando tudo com um assombro maravilhado. - É linda! Santo Deus, é maravilhosa! - Ri, abraçando-o pela cintura, esticando as pontas dos pés para beijá-lo. Draco riu, se abaixando um pouco para me ajudar. E então eu saltei com um grito quando senti algo roçar no meu pé. Draco deu uma risada alta.

   - Então era aí que você estava, fujão? - Perguntou ele, se abaixando e pegando uma bolinha de pêlos brancos. Meu sorriso alargou quando percebi que, na verdade, a bolinha era um cachorrinho, que se remexia nos braços de Draco, lambendo seu rosto.

   - Oh, meu Deus. Ele é tão lindo! - Falei, acariciando os pelos macios do filhote. Ele lambeu a minha mão e eu o peguei dos braços de Draco, ridiculamente encantada.

   - Esse é Killer. Ele é um filhotinho de Husky. - Draco nos apresentou, e eu sorri, roçando minha bochecha na bolinha de pêlos branca. E então parei, olhando para Draco, surpresa.

   - Killer? Você deu ao nosso cachorrinho o nome de Killer? - Draco riu, e então colocou um dedo entre os dentes do filhote.

   - Ah, vamos lá! Combinou perfeitamente. Ele tem cara de Killer!

   Minha risada foi quase histérica. Mas era a cara de Draco dar o nome de Killer à um cachorrinho tão fofo.

   - Olá, Killer. - Murmurei, e a bolinha pareceu apreciar o nome. Coloque-o de volta no chão, e Killer saiu correndo para dentro da casa como se já se sentisse dono dela. Meu sorriso era fixo no rosto, e Draco me abraçou pela cintura, me olhando nos olhos.

   - Você gostou? - Perguntou ele. - Da casa, de Killer, de tudo isso?

   - Se eu gostei? - Arqueei uma sobrancelha. - Gostar não chega nem perto do que eu estou sentindo agora, Draco. É perfeita, tudo isso é perfeito. Eu só… caramba, eu não estou acreditando que está acontecendo. - Draco sorriu e pegou meu lábio inferior entre os dele, e então o mordeu, sorrindo.

   - Você merece tudo isso. - Disse ele. - Eu quero dar tudo o que você quer e merece, anjo. - Meus olhos já estavam marejados, e as lágrimas eram uma ameaça iminente. Segurei o rosto dele.

   - Eu te amo, lindo. - Sussurrei, antes de aprofundar o beijo e me perder na sensação enervante que era a de ter Draco. 


Notas Finais


Ooooown 😍😍😍
Digam o que acharam, leitores lindos!
Próxima sexta tem mais, podem esperar!
Obrigada por acompanharem. Bj. 😚😚😚😚


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