História The Guardian - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Drama, Justin Bieber, Romance, Sexo
Visualizações 832
Palavras 5.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Estamos entrando em uma zona perigosa.


Festa de 15 Anos - 22:00PM

— Acho que deveria perguntar para mim pessoalmente Angel. – A voz atrás de mim me fez arrepiar até o ultimo fio de cabelo, ela tinha uma voz aveludada e gostosa, um sorriso magnifico e os olhos transbordando amor, Porque ela me olhava daquela maneira?...

— Me desculpe, mais eu não lhe conheço. – Ela sorriu tristemente e senti quando Justin me afastou para trás dele –

— Por favor, vá embora. – Sua voz era moderada, mais seu corpo estava rígido -

— Não poderá me manter afastada para sempre, sabe qual minha intenção aqui, se não for por bem, será por mal.

— Já conversamos sobre isso. – Ela parecia aflita sobre aquele olhar tão duro de Justin –

— Pelo jeito não foi o suficiente.

— Parem! – Me coloquei no meio ainda meio desnorteada – Quem é você e oque faz aqui? – Justin a olhou como se mandasse ela se calar –

— Você cresceu tanto – Pude ver lágrimas nos olhos da moça e assim que ela tentou tocar meu ombro por reflexo eu desviei, pude ver o espanto em seus olhos –

— Quem é você? Oque quer de mim?

— No que vocês a transformaram? – Ela se virou para Justin aparentemente magoada –

— Lhe fiz uma pergunta, poderia me responder? – Pergunto insistente –

— Algo de errado Senhor Bieber? – Brutos, o único segurança ali que eu reconheci–

— Não Brutos, obrigado. – Respondi por Justin –

O clima não poderia estar mais tenso, as pessoas que passavam por ali animadas me cumprimentavam com um aceno e um sorriso e eu apenas retribuía falsamente por estar tão focada no que estava acontecendo entre nós três ali, em pé embaixo de vários enormes coqueiros e acima de um gramado magnifico. A moça olhava para mim com os olhos marejados, Justin a olhava friamente e eu apenas queria explicações.

— Angel... – Ela tentou falar mais vi uma lágrimas escorrer por sua bochecha –

— Aqui não Rachel. – Justin se aproximou dela, até demais, o olhei feio e segurei seus bíceps na ideia de afasta-lo mais ele não o fez –

— E quando? Estou a dias tentando entrar em contato, desligam na minha cara, dizem que vocês não estão presentes para visitas, oque quer que eu faça Bieber?

— Porque voltou agora? Nunca se importou realmente

— E oque sabe da minha vida? Da nossa vida? – Ela apontou para mim e para ela e eu franzi o cenho –

— Tudo, até os mínimos detalhes Rachel. – Ela pareceu se assustar com a Entonação confiante de Justin -

Eu precisava abrir minha boca para falar, eu precisava impor-me e exigir alguma explicação, porém olhando para as feições da moça meu coração pareceu acelerar tão forte que eu senti uma tremenda falta de ar, ela tinha os olhos escuros, achocolatados, os cabelos castanhos um pouco mais escuros que os meus, e a boca e um desenho magnifico que eu via todos os dias quando me olhava no espelho.

— Você... você...  – Eu murmurei chamando a atenção dos dois – Me diga, quem é você?

— Rachel Roberts. – Afastei dois passos quando ela se virou em minha direção –

— Você ... ela , minha mãe está morta. – Murmurei sentindo minha cabeça girar e o pouco de bebida que eu tomei querer voltar –

— Não era para ter sido assim, eu não queria que descobrisse dessa maneira.

— Eu nunca desejei tanto que minha mãe estar morta fosse tão verdade quanto agora. – Cuspi as palavras e ela dando um passo para trás cambaleou, Justin a tomou nos braços, quis gritar para que ele se afastasse dela, mais eu não conseguia. –

As lágrimas estavam presas em meus olhos mais algo as impedia de cair e aquilo me fez sentir-me forte para enfrentar aquela situação por mais que meu sentimental estivesse completamente destruído por dentro, algo prendia meu folego no peito, assim que me senti devidamente afastada me sentei em um banquinho de madeira ainda entre a enorme área do gramado. Os observei, ela estava lá ainda apoiada nos braços de Justin aparentemente chorando, senti uma lagrima cair por minha bochecha e puxei o ar do ambiente com força, ela estava lá, ela não poderia, ela esta morta, ela esta morta.

Naquele momento eu nunca desejei tanto ser verdade que minha mãe estivesse morta, pois a dor de saber que ela havia me abandonado talvez por eu ser uma aberração, talvez por eu não ser oque ela imaginava foi bem pior do que crescer sem sua presença.

— Angel? – A voz preocupada atrás de mim me fez virar imediatamente –

— Tio... – Solucei deixando as lágrimas rolarem desesperadamente e ele me abraçou carinhosamente, senti falta do meu pai, mais seu abraço foi tão confortável, como de um pai –

— Oque houve querida?

Eu não consegui pronunciar nada, ele era tão grande e eu me sentia uma anã o abraçando e minha cabeça estava praticamente em sua barriga mais seu abraço era de um pai preocupado. Me afastei dele envergonhada quando consegui conter o choro e limpei as lágrimas delicadamente com o dedo evitando borrar toda a maquiagem.

— Você esta melhor? – Eu assenti forçando um sorriso amarelo –

— Anjo. – A voz ao nosso lado me fez olha-lo, era Justin, procurei pela moça e ela estava longe –

— Rachel? – Tio Jeremy perguntou a Justin que apenas assentiu, ele saiu a passos largos, parecia furioso – 

— Todos sabiam? – Perguntei curiosa -

— Só eu e meu pai Angel, me desculpe, eu não queria que ela estragasse sua noite. – Fecho os olhos respirando fundo –

— Ela não ira estragar minha noite, já me recompus, a mantenha longe de mim até eu mesma querer falar com ela, por favor. – Peço suspirando e ele me da um beijo rápido e carinhoso na testa –

— Qualquer coisa, apenas grite.

Ele se afastou de mim e quase como um imã Mindy chegou me puxando para o meio da bagunça novamente, ela me deu um copo com algo que eu se quer sabia oque era mais quando virei em uma golada desceu queimando por minha garganta, merda, a olhei parando de dançar e ela deu uma piscadela para mim, olhei para dentro do copo, Vodka, okay, eu podia beber pelo menos uma vez, hoje a noite é minha. Me joguei na dança entre os outros convidados animados, todos pareciam estar bem servidos e entretidos, depois de quatro copos de vodka eu com certeza já me sentia alta, não sentia mais meus pés no chão e a alegria que se apossou de mim era inacreditável, eu ria de tudo e de todos dançando abraçada hora com Derek, hora com Flynn e hora com Mindy que estranhamente dançava com Collin as vezes tão agarrados que eu me perguntei ainda um pouco consciente onde estava Christian.

 Estranhamente, não procurei por Justin enquanto dançava, minha cabeça girava demais me deixando ver apenas os meus amigos dançando agarrados comigo  e visivelmente tão bêbados quanto eu, me perguntei se eu me aguentaria em pé depois do sexto copo de Vodka, Derek estava bem mais solto do que o normal, agarrou-me pela cintura me fazendo envolver os braços em seu pescoço como dançavam muitos casais por ali, inclusive Collin e Mindy, apoiada nele pude observar a nossa volta e ver que muitos casais ali se beijavam de uma maneira um tanto quente, como diria Mindy eles aparentemente iriam se comer em plena festa. Olhei mais ainda e dessa vez sabia que mesmo com as vistas embaçadas procurava Justin, não o encontrei e quando voltei o rosto senti a boca de Derek sobre a minha, merda.

Sua língua envolveu a minha desesperadamente, ele não sabia como fazer aquilo e bêbado piorou, mais eu não estava em meu estado mais sóbrio e retribui com gosto seu beijo cheio de língua, apesar da pegada gostosa, o beijo ainda poderia melhorar, suas mãos traziam minha cintura para junto dele e assim que estávamos juntos o suficiente envolveu um braço ali e a outra mão acariciou minha bochecha. O empurrei após me sentir sufocada com sua língua e peguei outro copo da mão de Mindy, voltando a dançar ainda abraçada a ele como apoio para manter minhas pernas em pé.

— Angel. – Mindy me puxou dos braços de Derek e m abraçou dançando e colocou a boca em minha orelha para falar –  Justin esta nos observando.

— Porque você esta se esfregando em Collin? – Pergunto curiosa –

— Christian esta com uma vadia loira, a fila anda Angel. – Ela deu de ombros com desdém mais a mágoa em sua voz pôde ser ouvida –

— Ele esta ao lado de Justin. – murmuro embolado ao encontrar Justin com os olhos – Acho que bebi demais, não consigo enxergar nada direito.

— Eu também não. Venha vamos até o bar nos sentar.

Não consegui dar o primeiro passo para fora da pista, senti minhas pernas bambearem e Mindy mal conseguia se segurar para me segurar também. Braços fortes me envolveram e um corpo se pois atrás de mim, eu reconhecia aquelas mãos, Justin me ajudou a sentar em um banco no bar e me olhou visivelmente furioso.

— Duas aguas por favor. – Pediu ao barman que assentiu – Você extrapolou Angel.

— Eu não sabia... que era... – Eu murmurei baixo e encarei curiosamente seus lábios em uma linha fina –

— Beba! – Ordenou –

Bebi a agua sentindo-a descer melhor do que a Vodka e ele me entregou outro copo, procurei por Mindy com os olhos e a vi nos braços de Christian que a olhava tão terno e perdidamente apaixonado, suspirei voltando os olhos ao homem furioso em minha frente, bebi a agua obedientemente mais ainda senti as minhas vistas embaçadas.

— Consegue andar? – Perguntou –

— Sim, para onde vamos?

— Fazer você espairecer, já são 23:30PM precisamos cantar os parabéns e bêbada desse jeito não vai se aguentar em pé. – Respondeu irritado e então segurei na curva de seu braço esquerdo e  o segui para fora novamente –

— Ela ainda esta aqui. – Murmurei ao ver a mulher conversando com Jeremy –

— Sim, não poderia expulsa-la, apesar de você não quere-la por perto ela é sua...

— Ela não é minha mãe. Uma mãe não abandona os filhos nunca. – Ele pareceu pensativo com aquilo e me perguntei o porque –

— Há casos e casos, Meu anjo. – Suspirou – Ela não lhe perturbará, apenas pediu para que entre em contato com ela logo.

— Ela esperou 15 anos, não morrerá por esperar 3 dias – Balancei os ombros com desdém e Justin sorriu mesmo sabendo que eu sim me importava com aquilo -

Ele me olhou tão atentamente que me perguntei se ele havia visto meu beijo desastroso com Derek, orei para que não, mais eu sabia que sim. Olhei em nossa volta e pude ver um casal se beijando encostados no coqueiro na parte mais escura e tive vontade de empurrar Justin para o coqueiro próximo de nós e fazer o mesmo com ele, mais as pessoas passavam e nos observavam, essa noite a atenção realmente era toda minha.

— Não me olhe dessa maneira. – Murmurei como uma adolescente birrenta –

— De que maneira?

— Sei que me viu beijando Derek. – Coro violentamente sentindo meus pés tocarem ao chão novamente -

— Não foi a cena que eu mais gostaria de presenciar em minha vida, assumo.

— Sinto muito.

— Não me deve explicações, Meu Anjo. –  Ele sorri sem humor -

— Tudo isso, foi você? – Sorri envergonhada, mudando de assunto –

— Gostou? Sim fui eu. – Sorri abertamente -

— E o celular? – Ele deu de ombros sorrindo também –

— Achei que estava na hora de ganhar o primeiro celular.

 Me joguei em cima de seu corpo, abraçando-o como uma criança e ele pareceu surpreso antes de desajeitadamente retribuir meu abraço repentino, oque foi entendível, não tínhamos esse tipo de demonstração de afeto em publico.-

— Parece que já se sente menos tonta. – Ele comenta retomando a postura mesmo muito próximo de mim –

— Seria muito desrespeitoso querer te dar uns pegas atrás de um coqueiro?

— Que ousadia, Senhorita Turner.

Senti minhas bochechas corarem, meu corpo foi rapidamente jogado contra o coqueiro em sua parte mais escura e seus lábios já estavam sobre os meus quando eu menos esperei, eram tão bons, seu corpo não estava totalmente próximo do meu pois o vestido nos atrapalhava bastante mais  eu tentei puxa-lo o máximo para próximo de mim, estranhamente senti saudades de seu corpo mesmo não vendo-o apenas uma noite e metade de um dia.

— Quando lhe beijo entendo porque todos querem repetir a dose. – Ele murmurou com a testa colada na minha quando afastou nossos lábios – Mantenha essa boca linda longe da de outros garotos.

Justin saiu rapidamente me deixando sozinha ali, retomando o folego, porque ele sempre precisava fazer essas saídas estratégicas e que me deixavam pegando fogo. Sai de trás do coqueiro disfarçadamente segurando meu vestido e encarando o gramado fofinho sentindo meu coração pular no peito.

— Turner – A voz reconhecida atrás de mim fez com que eu virasse rapidamente –

— Anna – Sorri para a moça vestida de preto, magnificamente linda, os lábios tingidos pelo batom roxo quase preto – Você esta maior gata... – Corei – Com todo o respeito.

— Não estamos em treinamento, pode dizer coisas espontâneas. – Ela sorriu do meu rosto corado –

— Eu estou visivelmente meio alterada, não se importe se eu falar coisas do tipo... – Sorri e ela colocou a mão em meu ombro, ela estava tão maior que eu –

— Estava com saudades de você.

— Com você com esse salto enorme, realmente pareceria uma pedófila se nos beijássemos agora – Mordi a língua me repreendendo por falar aquilo sem pensar –

— Eu não me importaria. – Mordi o lábio e ela olhou em volta –

Ela puxou minha mão voltando para o mesmo lugar aonde antes Justin estava e beijou-me, Deus, aquilo era com certeza bom apesar dela ser mais alta que eu ela tinha agilidade com seus beijos de querer sempre mais, o único local aonde eu conseguia tocar era sua cintura pois ela estava realmente mais alta, seus dedos tocando minha bochecha gelada, e sua língua cruzando-se com a minha magnificamente calma.

— Angel. – A voz atrás de mim paralisou-me completamente, afastei-me de Anna e respirei fundo –

— Eu pedi para que não viesse falar comigo. – Falei firma me virando para a moça, anna continuou parada atrás de mim  –

— Me desculpe, não me contive, mais acabei de chegar em uma hora inesperada. – Ela parecia assustada –

— Fale oque tem a falar, eu mandei que não me procurasse.

— entenda o meu lado sou mãe e vê-la me ignorando me magoa.

— Você ficou distante por 15 anos, acredito que eu tenho todo o direito de ignora-la, não lhe reconheço como mãe por isso deixe-me colocar a cabeça no lugar.

— Você não sabe de tanta coisa, poderia dar-me a chance de explicar.

— Esta história parece bem mais complexa do que eu posso imaginar então por favor, deixe-me preparar-me.

— É tão complicado, espero que possa estar com a mente bem aberta quando me ouvir.

— Oque esconde?

— Querida...

— Rachel? Que bom revê-la. – A voz de Tia Pattie me deixa mais aliviada e menos tensa e ela abraça-me de lado – Espero que não tenha vindo importunar Angel logo em seu aniversário.

— Não venho importunar minha própria filha.

— Não sou sua filha.

— Querida – Tia Pattie virou meu rosto para ela – Vá se divertir, hoje é seu aniversário, não se importe com os problemas essa noite. – Sorri amigavelmente para ela e a moça... hum.. Rachel nos olhou cabisbaixa –

{...}

  Não teve a tradicional cerimonia da 00:00  e eu agradeci mentalmente a Justin por aquilo, o parabéns foi cantado com gritos e luzes coloridas incríveis até soltaram bombas de papeis coloridos  e quando o local esvaziou de verdade eram 2:30 da madrugada, eu já havia trocado de vestido colocando um comum e estava apenas curtindo o resto da festa com os meus amigos, comendo tudo que eu não havia comido quando cheguei e bebendo coca cola por obrigação para cortar o efeito do álcool anterior.

— Vamos? – A voz atrás de mim me chamou atenção. –

— Para onde? – Me levantei da cadeira onde eu estava sentada conversando com a família de Justin –

— Ainda tenho que te dar seu presente.

— Mais isso tudo já foi um presente.

— Shh... Venha. Se despeça de todos. – O olhei confusa –

Me despedi dos que ainda estavam ali, bom quase todos, Rachel ainda me observava sentada em sua mesa conversando com Jeremy e quando passei direto ela suspirou. Encontrei Justin na porta do salão e ele sorriu para mim cavalheiramente, sai primeiro dando de cara com a enorme limousine novamente e entrei sem questionar, com Justin do meu lado eu com certeza me sentia menos tensa em ir para qualquer lugar. Não tive muito tempo de perguntar qualquer tipo de coisa, senti as mãos de Justin me puxando para seu colo depois que entramos e seus lábios soltaram o ar como se sentisse alivio, sorri para ele.

— Enfim sós. – Ele falou jogando a cabeça para trás encostado no banco –

— Você parece mais leve, mais... jovem eu diria.

— Ah, não sou tão velho.

— Mais aparenta ser, seu modo de falar, sua postura, toda essa elegância e arrogância.

— Arrogância? – O v se formou em sua testa e eu sorri –

— Sim, em alguns momentos, com algumas pessoas. Qual é, você é o chefão. – Ele alargou um sorriso, convencido–

— Realmente sou.

— Então, como foi sua viajem? – Perguntei bruscamente, me esfaqueei mentalmente –

— Foi boa – Ele suspirou – Mais acredite, prefiro estar aqui, como estou agora.

— Tão desagradável assim?

— Não, só apenas queria que estivesse lá comigo

— Então porque não me levou? – Ele se remexeu incomodado – Tudo bem, para onde estamos indo?

— Estamos indo relaxar, precisamos disso as vezes, minha mãe me disse assim que nos conhecemos que tudo uma hora precisava de uma pausa, para se pensar e voltar do inicio com a cabeça limpa. – Franzi o cenho –

— Assim que se conheceram?  - Ela me empurrou calmamente de seu colo –

— Coca cola? – Perguntou mudando de assunto, ele não queria citar aquilo, era um direito –

— Porque não podemos vinho? – Falo apontando para a garrafa dentro do balde de gelo-

— Já esta ótimo de bebida até os 21. – Ele sorriu desafiador e eu bufei –

— Careta.

— Olha que agora estou conhecendo uma nova e mais relaxada Angel.

Corei violentamente olhando para ele, olhar para ele é bom, seus olhinhos de mel, o cabelo de lado e os lábios rosados, quanta bonitessa para uma pessoa só senhor Bieber. Seu ar de calma me deixava leve e nesse momento, julgava disser que pela primeira vez estava me sentindo realmente como Mindy falará e como eu via varias meninas da minha idade, com o estomago cheio de borboletas e as bochechas mais quentes.

— Oque se passa pela sua cabeça?

— Tantas coisas. – Respondi ainda em transe –

— Gostaria de saber que tantas coisas ?

— Você.

— Eu sou tanta coisa assim?

— Para mim...

Escorei minha cabeça em seu ombro e deixei meu corpo relaxar mais ainda logo estava entrando em um mundo completamente paralelo.

Senti meu corpo ser erguido e abri os olhos vendo tudo embaçado mais o cheiro gostoso do perfume não me fez duvidar que era Justin, ele sussurrou algo para alguém no qual não consegui entender porém me apertei em seu peito não querendo sair mais dali, mas uma curiosidade me fez despertar.

— Para onde vamos ? – Perguntei rapidamente e ele soltou uma risada –

— Hawai – Meus olhos se arregalaram rapidamente –

— Como assim ? – Tentei sair de seus braços mais ele apenas me prendeu mais e quando vi estávamos subindo as escadas de um jatinho –

— Feliz aniversário. – Me pois sentada em uma poltrona confortável e eu ainda continuei desnorteada, ele se pois ao meu lado tranquilamente.

{...}

   Senti um baque e o sacolejo pouco incomodo, arregalei os olhos assustada e escutei uma risada ao meu lado, senti um alivio percorrer meu corpo ao ver Justin me olhando como um adolescente de minha idade brincalhão, aparentemente o jatinho havia pousado.

— Bem vinda as suas férias de dois dias. – Ele falou sorrindo e colocou a mão sobre a minha –

— Como consegue fazer tudo isso?

— Oque?

— Tudo isso, mesmo com todo o seu trabalho você tem tempo para tudo, organizou uma festa, uma viajem, viajou sozinho a “negócios” e chegou a tempo. – Ele sorriu e suspirou – Você será um ótimo pai, Justin.

— Espero ser. – Seu sorriso largo me deixou incrivelmente boba –

— Você sonha em ter filhos?

— Atualmente, acho que seria complicado. Mais quem não pensa nisso?

— Eu nunca... nunca pensei nisso. – Ele me olhou sem surpresa alguma –

—E faz mais que bem, é nova ainda... – Justin saiu a minha frente para pegar as malas –

Observei Justin se afastar, talvez naquele momento eu tenha recebido um baque de um pouco de realidade, senti meu coração apertar um pouco no peito me fazer querer deitar em uma posição fetal e curtir minha própria... “depressão”. Minhas perspectivas, meus sonhos, as coisas que eu podia fazer nunca seria no mesmo tempo que os de Justin, e o porque, porque estávamos fazendo aquilo tudo? É só uma... curtição?, Afinal, oque eu sentia realmente por ele?, as perguntas surgiram me bombardeando de tal maneira que mal percebi quando ele pois a mão em minha costas me chamando para irmos para algum lugar, andei desnorteada.

 Eu não estava com muito animo para falar algo, observei as ruas do lado de fora da janela do carro alugado e apreciei o ar novo, a cidade nova, as pessoas novas, mais ao voltar olhar para Justin todas as duvidas surgiram novamente em minha mente. Porque ser tão confuso? Tudo que eu sabia que oque eu sentia por ele era realmente algo grande, eu gostava de aprecia-lo e beija-lo todos os dias, gostava da maneira que eu podia correr para seus braços todas as vezes que eu sentia medo ou que não conseguia dormir.

—  Tudo bem? – Ele perguntou chamando minha atenção –

— Sim. – O observei, ele dirigia, olhando atentamente as ruas –

— Oque passa pela sua cabeça?

— Porque estamos fazendo isso? – Seus dedos apertaram o volante enquanto ele se remexia – Porque você fica me beijando e me olhando dessa maneira se não vamos a lugar nenhum?

— Angel... eu gosto de você.

— Gosta quanto? Só a ponto de me acolher na sua cama toda noite, de ficar me beijando por todos os cantos e sentindo ciúmes quando me envolvo com garotos da minha idade? Apenas isso?. Justin, não vamos poder ficar assim a vida toda , eu gosto de tudo isso só que é impossível.

— Oque você sente por mim? – Ele perguntou inesperadamente –

— Eu... eu não sei rotular ainda, mais é algo bom, eu sinto borboletas no estomago todas as vezes que vejo você se aproximar, tenho vontade de nunca deixa-lo ir embora quando me beijar ou me abraça... mas onde isso tudo vai nos levar?

—— Podemos conversar quando chegarmos lá?

— Onde chegaremos a final?

— Quanta ambiguidade. – Eu sorri mesmo se vontade – Estamos indo para um resort.

Continuei observando lá fora, o céu estava um pouco claro,  o caminho foi um pouco longo acreditando eu que ele estava quase indo para outra cidade, mais no momento em que ele passou pela entrada do resort eu tive certeza de que aquele local ocupava era a cidade inteira, os prédios tão altos que me faziam sentir-me uma formiga, olhei em volta e tudo ali era incrivelmente bem cuidado, Justin entregou a chave ao manobrista, pegando apenas duas mochilas de dentro do carro e me entregou uma.

— Bom dia

— Bom dia, esta no nome de quem senhor ? – A moça do delineador de gatinho perguntou com os olhos vidrados em justin –

— Quarto para dois, Justin Bieber. – Ela digitou rapidamente –

— 14° Andar, boa estadia.

— Obrigado.

Justin me arrastou para dentro do elevador, meu humor não estava lá dos melhores então não poupei a cara de monstro para a moça. Justin continuou com a mão em minha cintura e antes que ele a tirasse para apertar os botões eu fiz isso sem nem precisar encostar no painel, ele me olhou feio mais sorriu me fazendo sorrir contra minha vontade. Sua mão adentrou minha blusa disfarçadamente e eu continuei imóvel, merda, aquilo me arrepiou. Seus lábios tocaram meu pescoço calmamente e eu fechei os olhos, alguém poderia entrar no elevador, ai meu Deus, não podia ceder aquilo. Sua mão direita tocou minha bochecha e a amparou assim que eu tombei minha cabeça para o lado  deixando-o ter mais acesso ao meu pescoço.

— Para Justin... – Murmurei –

— Quer mesmo que eu pare?

— Ah...

— Você me deixou pegando fogo da ultima vez Angel, não tem noção do quanto estou louco por você.

— Mais.. mais ... isso não é justo você nunca me deixa ir até o fim.

— Será que é a hora certa? – Seus dentes cravaram meu pescoço me fazendo gemer -

— É sim...

Assim que percebemos que o elevador iria parar Justin se afastou de mim eu sabia que eu estava corada e com uma marca de mordida no pescoço, disfarcei encarando o chão e duas mulheres incrivelmente lindas entraram, aparentemente da idade de Justin, ela sorriram para Justin que retribuiu e eu me afastei mais um pouco, essa sensação de se sentir rebaixada não é legal. Saimos do elevador antes das mulheres e uma ainda fez questão de dar tchau para Justin, idiota. O nosso quarto era quase o ultimo do corredor e assim que entramos eu me senti em uma mansão, aquilo não podia ser um quarto de hotel,  era imenso, com uma cama convidativamente grande e pela porta para a sacada aberta mesmo de longe poderíamos ver quão lindo era lá embaixo, caminhei até lá observando a vista e senti quando Justin me abraçou por trás, tentei desviar mais ele era mais forte.

— Não foge de mim.

— Não estou fugindo, mais precisamos parar com isso.

— Não consigo.

— Consegue sim, nunca estaremos no mesmo nível, eu nunca serei o suficiente como todas as belas mulheres da sua idade, sempre terei uma mente menos evoluída e nunca poderei alcançar suas perspectivas. Por favor, não fale nada, apenas me deixe um pouco sozinha.

— Angel...

— Vai Justin.

— Angel... – Me afastei mais ainda, e me sentei na cadeira confortável ali mesmo –

— Eu não quero mai...

— AGORA EU FALO. – Ele falou alto e firme daquela maneira que eu só o via falar com os funcionários, arregalei os olhos assustada – Eu gosto de você desde quando eu tinha 13 anos Angel, eu lutei contra isso, eu luto todos os dias para me manter o mais afastado de você  possível e sabe a verdade os últimos dias estão sendo insuportáveis para mim e se eu não me importo por você ser mais nova, mais ingênua, você deveria parar de se importar também.

— Justin, isso não é possível.

— Você acha que eu não sei? A sociedade é feita de rótulos Angel, e um deles é as pessoas não aceitarem homens da minha idade com adolescentes da sua, mais nos últimos dias, eu caguei, porque eu não aguento mais. – Ele se jogou sentado na cadeira do outro lado a minha frente e jogou a cabeça para trás respirando fundo –

O observei realmente receosa, será que Justin havia bebido e mais tarde se arrependeria de tudo que havia falado?, isso havia me deixado assustada, eu nunca havia o visto naquele estado tão entregue e exposto mais ele estava e parecia ter colocado para fora tudo que tinha vontade de falar e nunca havia tido coragem. Observei ele desabotoar os botões de sua camisa social branca e eles ficaram abertos assim que ele terminou, senti uma grande vontade de me levantar ajoelhar em sua frente e beijar todo seu abdômen, Deveria fazer? Ou não?  Não!.

Sai do meu devaneio assim que o vi levantar, ele respirou fundo e pareceu colocar a cabeça no lugar enquanto eu ainda me encontrava meio desnorteada, Justin caminhou até uma porta em que eu julguei ser o banheiro e sumiu ali dentro.  Andei calmamente até a porta do quarto e sai, eu não fazia a mínima ideia de onde estar indo mais na verdade eu não estava nem ai.

— QUERO QUE VOCÊ VÁ PARA O INFERNO. – Escutei um grito assim que passei pela porta aberta do quarto antes do elevador –

— Madison, não seja infantil.

— Eu só tenho 16 anos e tem momentos que não podemos ser maduras o tempo inteiro independente. Eu preciso simplesmente pensar, nem tudo é um mar de rosas como as pessoas veem. – A menina saiu e eu andava receosa até o elevador, abracei meu próprio corpo e vi quando a menina um pouco mais alta que eu, dos cabelos pretos e pele branquinha bateu a porta e se recostou na parede do lado respirando fundo –

A observei, eu me senti mal por ela, era apenas um ano mais velha que eu e eu fiquei realmente curiosa, nunca havia visto uma briga de casal de perto.

— Oi – Murmurei quase para mim mesma, a menina levantou a cabeça olhando-me com os olhos vermelhos de lágrimas – Me desculpa, eu escutei oque houve, você esta bem? Precisa de ajuda?

— Acho que não estou lá grandes coisas, mais vou ficar bem.  Esta de férias com a família?

— Não diria que é exatamente com a família, fiz quinze anos ontem, meus “tutor” me trouxe para espairecer um pouco.

— Tutor?

— Sou adotada, mais não o considero meu pai, nem poderia. – Murmurei a ultima parte e ela riu como se entendesse oque eu quis dizer, okay, ela não era tão ingênua como eu- e você, oque estava acontecendo? Quer descer para algum lugar?
 

— Podemos ir no quiosque lá embaixo. – Ela começou a caminhar em direção ao elevador e eu a segui – Vim em uma viajem com meus pais e meu namorado, só que namorado mais velho é algo complicado, fora que meu pai não concorda. – Entramos no elevador e ela  apertou o botão do térreo -

—Quantos anos ele tem?

— 26 – Ela sorriu quando eu arregalei os olhos – Já estou até acostumada com essas reações, mais venhamos e convenhamos, meninos da nossa idade são sempre tão infantis.

— E não beijam bem – Falei e ela me seguiu em uma gargalhada –

— Não posso dizer que estou muito feliz por dentro, mais sabe eu sei que não vamos acabar por mais que briguemos, eu sempre vou estar lá para ele e ele sempre vai estar lá quando eu precisar.

— Vocês namoram a quanto tempo?

— Dois anos, ele é meu professor de História – Ela sorriu achando graça e eu fiquei espantada mais uma vez – É, mais na escola poucas pessoas sabem só os mais próximos de mim então ele continua com o emprego.

— Como decidiu que estava disposta e tentar algo com ele mesmo sabendo que ele é tão mais... experiente?

— Essa foi a parte mais complicada, mais eu descompliquei ela rapidinho, apenas se faça duas perguntas “Você aguentaria vê-lo da maneira que ele é com você, ser com outra mulher ?” – Fiz careta a seguindo para fora do elevador –  “Você vai perder o seu homem por insegurança? Se ele te quer, oque custa você pelo menos tentar”.

— Olha, seus pensamentos são lógicos.

— Aparentemente, alguém esta tendo os primeiros problemas amorosos.

Corei e disfarcei observando tudo a minha volta enquanto a seguia para a região que eu acreditava ser das piscinas, estava bastante sol mais as enormes palmeiras que faziam umas trilhas faziam um pouco de sombra, assim que chegamos ao quiosque de palha perto da região das piscinas imensas, habitadas por poucas pessoas já que estava bem cedo, nos sentamos.

— Me conte primeiro o seu nome?

— Angel.

— Madison – Ela falou – Conte-me qual seu problema?

— Meu problema é um agente da CIA, extremamente gostoso, tem 22 ou 23, eu não me lembro, é meu tutor e esta vindo ali agora para me matar, então espera um segundo que eu já volto – Ela soltou uma gargalhada e olhou para a direção em que eu estava olhando –

Me levantei prendendo o folego, Justin estava de calça jeans, um tênis vans escuro e uma blusa branca regata colada no corpo chamando atenção para seu cordão de ouro não tão grande porém brilhoso no pescoço, seus cabelos estavam molhados e bagunçados como quem tinha apenas passado a mão e deixado para o auto. Assim que ele me viu indo em sua direção ele cruzou os braços sério e eu me senti um cachorrinho acuado.

— Me desculpe sair sem avisar eu estava precisando espairecer e você me deixou sozinha ai eu sair encontrei uma menina e começamos a conversar e f... – Ele desfez a carranca me vendo atropelar as palavras e soltou uma gargalhada gostosa –

— Oque estavam fazendo?

— Eu ia tomar uma limonada com uma menina que conheci, tem a minha idade e um namorado de 26 anos. – Justin ergueu as sobrancelhas em surpresa –

— Acho que vocês tem bastante incomum então. – Indiretas? Senti meu rosto corar ferozmente –

Justin enfiou a mão no bolso e tirou a carteira, a abriu e tirou quarenta dólares de dentro e me entregou, peguei sem entender e assim que ele guardou a carteira tirou outra coisa do outro bolso, meu celular.

— Nunca ande sem isso. – Peguei o celular e continuei olhando para o dinheiro – Compre oque quiser, se precisar de mais pode mandar a conta para o quarto.

— Obrigada. – Mordi o lábio e Justin colocou meu cabelo atrás da orelha e escorregou a mão para minha nuca puxando-me para perto e colou os lábios em meu ouvido –

— Espero você antes do almoço, já estou morrendo de fome. – Mordiscou o lóbulo de minha orelha e eu arfei –

— Desse jeito, eu vou gozar sem nem mesmo precisar me tocar.

— Adoraria ver isso. – Soltou uma risadinha e se afastou andando de costas ainda olhando para mim, seus olhos faziam um convite tentador para que eu o seguisse para o quarto, mais minha pernas continuaram travadas –

FILHO DA PUTA. 



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