História The Guardian - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Drama, Justin Bieber, Romance, Sexo
Visualizações 866
Palavras 3.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então, esse capitulo não ficou dos melhores mas vou dedicas ele pra Chata da Bia minha amiga que perturbou meu juizo me motivando a escrever.

Espero que gostem!

Boa Leitura

Capítulo 19 - Sem inibição, sem medo.


Casa De Campo – Quarto – 1:30AM

 

 Sentindo seus lábios tocarem meu corpo eu sentia também o extase percorre-lo, seus lábios macios me levavam aos céus, arrepiando-me, fazendo-me gemer seu nome baixinho como um sussurro, precisávamos ser cautelosos, todos poderiam nos escutar, mas como? Como ser cautelosa quando seus lábios envolviam meus seios me fazendo contorcer-me, acho que era a melhor sensação que eu já sentira. Eu não podia vê-lo, apenas senti-lo e aquilo me deixava em chamas, mordendo os lábios contendo os gemidos eu o sentia tocar meu clitóris com a língua e quando aquilo fez meu corpo inteiro tremer-se eu prendi sua cabeça entre minhas coxas, quando a soltei ele me sugou tuda sem sobrar nada e aquilo me fez revirar os olhos.

— Por noite é o suficiente. – Seus lábios sussurraram em meu ouvido, agarrei sua cintura com as pernas fazendo-o roçar o membro ainda coberto pela cueca em mim –

— Você não pode fazer isso. – Murmurei manhosa e mordisquei sua orelha –

— Só que se eu te foder com força, você não poderá gemer e eu quero você gemendo para mim.

— Ah ... Senhor Bieber – Rebolei contra seu membro duro e ele gemeu baixinho –

— Você me enlouquece. – Soltei uma risada e o empurrei contra o colchão, indo perfeitamente para cima dele –

Rebolei meus quadris contra ele e ele agarrou minha cintura pressionando-me mais ainda. Quando ele me levantou um pouco e colocou o membro para fora da cueca eu sentei rapidamente sobre ele deixando-o deslizar perfeitamente para dentro de mim, quente e firme, gemi alto e ele cobriu minha boca com a mão puxando-me para que eu debruça-se sobre ele.

— Não grite. – Ele estocou forte e sua mão abafou meu gemido – Rebola, sem um pio.

Sua mão afastou-se da minha boca e seus dedos agarraram forte minha coxa, rebolei e mesmo não vendo seu rosto pude sentir seus dedos apertarem-me , meio envergonhada eu rebolei mais sobre seu membro, arranhei seu abdômen e pude ver o vulto de sua cabeça indo para trás, ah. Suas mãos subiram levemente para meus quadris e rapidamente deram ritmo ao meu corpo sobre ele, seus dedos apertavam-me e ele se descontrolou completamente quando me levando junto dele a um orgasmo, senti seu membro pulsar dentro de mim e seu gozo ser liberado oque intensificou ainda mais o meu fazendo com que eu arranhasse fortemente seu abdômen.

   Deitada sobre ele eu senti meu corpo amolecer quando ele saiu de dentro de mim e beijou meus cabelos, respirei aliviada e escutei o enorme silencio aconchegante, seus dedos desenhando círculos em minha costas e eu deixei meus olhos se fecharem.

  Acordei assustada, Justin não estava mais abaixo de mim e eu olhei em volta e percebi que eu estava na cama ao lado de Stella, cocei os olhos e suspirei ainda não havia amanhecido , o quarto estava escuro provavelmente assim como a casa. Levantei percebendo que eu estava apernas de calcinha e coloquei a blusa jogada no chão e coloquei a cabeça para fora do quarto observando o vazio, respirei fundo lembrando-me da noite em que peguei Justin e Kaity juntos e aquilo apertou estranhamente meu coração. Respirei fundo tentando achar alguma luz pela casa e logo vi a da cozinha acessa, avancei calmamente e respirei aliviada quando vi Justin próximo a janela aberta, seus cabelos voavam pelo vento que entreva e seus lábios soltavam a fumaça do cigarro que pendia entre seus dedos, ele parecia preocupado.

— Tudo bem? – Perguntei receosa, vi seu sorriso amargo e fiquei tensa –

— Temos um problema. – Murmurou e virou o rosto para a janela deixando a fumaça branca sumir entre o vento –

— Oque houve?

— Angel, a gente não usou camisinha. – Engoli seco e ele umedeceu o lábio com a língua e logo após pos o cigarro entre ele –

Por alguns minutos eu fiquei olhando-o, talvez longos minutos, oque pensar, oque fazer, oque falar? eram coisas que eu não sabia no momento, minha mente pareceu entrar em um completo conflito entre um vazio e palavras aleatórias que nem eu mesma poderia entender.

Após soltar o ar com força ainda sem saber oque falar, percebi imediatamente, aquilo era oque menos o preocupava no momento. Cautelosamente o observei, a fumaça que saia por entre seus lábios, o modo que ele prendia o cigarro entre seus dentes, o deixava sexy, eu não podia negar, porém, mesmo ele sendo sempre enigmático sua postura impecável estava tensa e seus músculos do peito e dos braços nu retraídos, seus olhos se perderam no céu ao lado de fora da janela quando ele percebeu que eu o estava observando e eu mordi o lábio vendo o seu celular em cima da mesa.  

— Não é a única coisa, não é mesmo? – Ele não fez questão de me olhar, apenas soltou a fumaça pelo nariz -

— Nada de tão importante agora, meu anjo. – Voltou a olhar para mim umedecendo os lábios com a língua -

— E oque vamos fazer...

— Amanha eu comprarei um remédio e tudo ficará bem.

— Remédio? – Perguntei curiosa -

— Pílula do dia seguinte, alguém já lhe falou sobre isso? – Eu neguei com a cabeça envergonhada, e me lembrei da primeira vez que conversamos sobre sexo –

— Nunca conversei sobre isso com ninguém. – Encolhi os ombros e ele sorriu largamente, achando graça –

— Me sinto tirando a pureza de uma criança, quão mal eu sou. – Seu sorriso de lado, enigmático e safado voltou a pairar em seus lábios úmidos – Como ainda consegue se envergonhar depois de tudo?

— Não sei. – murmurei corando –

— Você precisa ir para a cama. – Ele falou apagando o fogo do cigarro  e logo o jogou do lado de fora da janela –

— Você não vem?

— Se eu for teremos mais problemas, eu não trouxe camisinha – Eu corei – a não ser que queira que eu peça uma para meu pai, não me importaria. – Ele continuou sorrindo de lado desafiando-me escorado na janela e eu arregalei os olhos corando violentamente –

— Boa noite Senhor Bieber.

— Boa noite meu anjo.

Caminhei para fora da cozinha, Justin ainda estava preocupado com algo, o olhei quando subia a escada de madeira e vi que ele agora bebia um copo de agua ainda pensativo recebendo o vento gelado que entrava pela janela, queria poder ajuda-lo, mas, conhecia ele o suficiente para saber quando deveria me manter quieta e deixa-lo sozinho consigo mesmo. Fechei os olhos já deitada ao lado de Stella e deixei que o sono chegasse.

  Uma voz fininha bem no fundo dos meus sonhos me fez remexer, uma mãozinha gelada tocou meu rosto e eu abri os olhos rapidamente, vi o sorriso de Stella e sorri de lado.

— To com fome.

— Me conte uma novidade mocinha. – Falei bocejando –

— Justin esta nervoso hoje.

— Isso ainda não é uma novidade. – Nós rimos e eu me sentei coçando os olhos olhei em volta e ainda estava um escurinho gostoso –

— Vou tomar banho, assim que eu voltar é sua vez

Fui até o banheiro e vi uma pequena mochila ao lado da porta, três escovar de dentes e roupas para mim, as puxei e embaixo vi um pequeno comprimido, lembrando da conversa da madrugada o coloquei na boca engolindo-o sem dificuldade, quando Justin foi até a cidade? Tomei o banho mais rápido da minha vida e prendi o cabelo em um coque colocando uma blusa com as mangas até as mãos e um short curto com chinelos sai do banheiro e sem nem precisar falar Stella já correu para dentro dele. Descemos as escadas devagar, escutei vozes lá embaixo e logo após gargalhadas, senti vontade de voltar para a cama, meu consciente não estava preparado para sorrir e interagir com todas aquelas pessoas.

— Bom dia meninas. –

— Bom dia Vovó Pattie. – Stella pulou em seu colo –

— Bom dia. – Sorri sem graça e todos ali retribuíram.

Procurei cautelosamente por Justin e não o encontrei, não pude deixar de ficar estranhamente decepcionada, mesmo não podendo toca-lo eu gostaria de vê-lo, porém olhando para as pessoas que estavam sob minhas vistas percebi que ele provavelmente estava com Kaity que não se encontrava entre nós na cozinha, ou com Jazmyn, Jaxon e joe na sala, suspirei e engoli as palavras sem deixa-las sair e perguntar aonde Justin estava, remexi meus ovos mexidos no prato comendo-os calmamente enquanto Stella devorava seus cookies ao meu lado.

— tudo bem anjo? – Ele pulou de sua cadeira e veio se sentar em meu colo ainda comendo seu cookie como um ratinho –

— Tudo sim – Sorri mexendo em seus cabelos soltos e molhados –

— Mas você não palece bem. – Ela encostou a cabeça em meu peito e eu suspirei –

— Estou bem meu amorzinho, não tem motivos para estarmos mal

— Vocês ficam tão lindas juntas. – A voz de Diane me chamou atenção e eu sorri envergonhada –

— Bisa, onde Justin esta? – Stella perguntou sorrindo sapeca –

— Ele saiu bem cedo com Kaity, de carro, mas agora esta lá fora com Jeremy e kaity.

— Vem anjo, vem – Stella levantou rápido puxando-me pela mão –

Caminhei atrás de Stella calmamente, nesse momento tudo que eu menos queria era ver Justin. A cada dia que  passa eu tenho mais certeza de que Justin precisava de alguém da sua idade, com os mesmo pensamentos e desejos que ele e aquela pessoa não era eu, meu coração queria negar aquilo e me fazer acreditar que sim, que eu era a pessoa certa, mas minha mente tinha razão, eu nunca seria a pessoa certa.

Aproximamo-nos da porta de trás da casa e Stella já havia saído correndo, me aproximei da área coberta e ao ver Justin ao longe me sentei no degrau da pequena escadinha que nos fazia descer para o gramado, observei Justin e sorri para mim mesma, eu estava tão no fundo de uma foça e aquilo doía, parecia que eu havia caído lá no fundo e me machucado por inteira e aquilo estava ardendo e doendo. Pude ver ele sem camisa mesmo embaixo da garoa caindo do céu, tio Jeremy também o seguia no estilo e os dois brincavam de luta algo que mais parecia uma luta verdadeira já que ambos tinham habilidades impressionantes, admirei aquele homem que essa madrugada estava inteiro com o membro dentro de mim, lembrar daquilo me fazia querer roçar as coxas uma na outra pelo formigamento que se formava ali mas ao ver Kaity sorridente observando-o eu não pude deixar de encolher os ombros e abraçar meus joelhos junto do peito.

 A chuva estava aumentando, procurei Stella com os olhos por todo aquele imenso gramado e tudo que achei que uma coisa muito pequena agachada atrás das pernas de Kaity, assim que me levantei para ver ela já estava correndo em direção a mim, os pingos de chuva caíram mais forte e vi quando Justin e Jeremy correram mesmo não tão rápido em direção a casa, Kaity tentou segui-los mas um grito estridente soou de seus lábios, ela caiu de frente, literalmente de cara no gramado, escutei a gargalhada da menina ao meu lado e prendi o riso para não incentiva-la.

— Foi você Stella? – Ela tampou a boca com as duas mãozinhas culpada e eu a empurrei para dentro e ri assim que ela virou as costas –

— Eu sei que você também gotou... – Ela murmurou correndo para o sofá onde estava Jazmyn sentada –

Me sentei ao lado delas e logo a porta da saída de trás abriu, olhei vendo Kaity marchar em nossa direção grunhindo de raiva e quase soltei uma gargalhada ao ver sua cara, metade repleta de lama, assim como suas roupas e braços, juro que ate vi alguns arranhões sangrando em seu rosto.

— Minha filha oque aconteceu com você ? – Joe veio da cozinha perguntando visivelmente chocado –

— FOI ELA, ELA AMARROU MEU CADAÇO, ALGUÉM PRECISA BRIGAR COM ESSA FEDELHA, VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO. – Ela gritou encarando Stella, senti meu sangue ferver –

— Foi você Stella? – Justin perguntou severo e vi Stella encolher os ombros pequenos –

— VOCÊ PRECISA LEVAR UMAS PALMADAS, SE VOCÊ FOSSE MINHA FILH...

— NÃO GRITA COM ELA. – Me levantei ficando rígida e mantendo a postura séria, todos me olharam incrivelmente chocados, tia Pattie e Diane saíram da cozinha – VOCÊ NÃO É MÃE DELA, GRAÇAS A DEUS, NÃO OUSE LEVANTAR A SUA VOZ PARA FALAR COM ELA. – A loira pareceu tomar o ar com força com minha reação inesperada – Stella, para o quarto agora.

A menina saiu correndo pelas escadas de madeira, todos me encaravam, pude escutar a risadinha de Jazmyn a minha frente no sofá mas me mantive sustentando o olhar raivoso de Kaity, o clima estava visivelmente tenso e estranhamente eu não me importei, ela não falaria assim com Stella, não enquanto eu estivesse viva, pisasse em Justin, fizesse ele de gato e sapato como deveria estar fazendo, porém, com Stella não. Desviei meus olhos por alguns segundos para Justin, seu maxilar estava travado, sua boca em uma linha reta.

— Quem você pensa que é para falar assim comigo, seu pai deveria ter lhe ensinado a respeitar os mais velhos. – Ela falou inravecida, soltei o ar com força –

— Meu pai me ensinou algo melhor, não perder tempo com quem não merece.

Enquanto meus pés me forçavam a subir calmamente a escada eu senti novamente meu coração voltar a bombear forte no peito, me senti estranhamente mais livre após aquela explosão mesmo por outro lado sentindo meu corpo inteiro tremer, Justin iria querer me matar. Vi Stella chupar sua chupeta assim que entrei no quarto, ela me olhou de canto e eu suspirei, queria dizer que amei oque ela fez mas eu não poderia dar-lhe aquele exemplo.

— Você não deveria ter feito isso. – Ela piscou os olhos castanhos quase mel como os de justin – Foi horrível Stella e eu não quero que se repita, ela é praticamente sua tia você deve respeito a el...

— Eu sei que você gotou, mas diculpa anjo. – Ela tirou a chupeta sorrindo sapeca e eu não pude deixar de sorri também –

A porta foi aberta e Stella pulou para meu colo, ela estava com medo de Justin, olhei para seu rosto e eu mesma quis esconder-me, estava carrancudo e raivoso. Ficamos olhando-o por alguns minutos até ele cruzar os braços logo após passar a mão nos cabelos pouco molhados pela chuva.

— Oque foi aquilo? – Ele perguntou visivelmente tentando moderar a voz –

— Qual das partes? – Perguntei calmamente –

— Todas! Eu não sei oque deu na mente de vocês.

— Me diculpa – Stella falou sem olha-lo –

— Eu quero que você peça desculpas para ela Stella, oque você fez foi muito feio. – Respirei fundo –

— Não quelo pedi diculpa pra ela não – Ela falou irritadiça –

— Mas vai e vai aprender que esse tipo de coisa não se faz. – Respirei fundo novamente –

— Ela não vai pedir desculpas. – Falei simplesmente e ele me olhou inacreditado – Stella pode ir brincar com Jazmyn. – Stella passou por Justin correndo como se estivesse com medo e logo sumiu batendo a porta –

— Porque você fez isso? – Ele estava puto –

— Primeiro, me desculpa pelo modo como agi hoje, surtei e eu acho que todos devem estar realmente chocados nesse momento, mas ao único que eu devo desculpa é a você. Segundo, eu me desculpo com você pelo surto que eu dei, mas em momento algum eu me arrependo, eu não me importo se você esta ficando, pegando, namorando, transando ou seja oque for com ela mas no momento em que ela levantar a voz ou a mão para Stella eu arrebento ela. – Justin engoliu seco –

— Não é assim Angel. – Ele falou severo – Você deve respeito a eles também, são minha família.

— E eu respeito, só que não é porque eu respeito que vou deixar que pisem em mim ou em Stella, ela não sabe se defender sozinha Justin somos as únicas pessoas que ela tem para defende-la e se você quiser ir ficar do lado de Kaity eu não me importo mas eu não vou.  

Sob o olhar dele me senti acuada, eu não tinha mais oque falar além de despejar toda minha raiva dele em cima dele então preferi me calar e fui para a sacada querendo inutilmente me livrar de seus olhos atenciosos.

— Isso me assusta. – Ele murmurou se aproximando – ao mesmo tempo me deixa orgulhoso. – Olhei para ele sem graça tentando entender oque ele falava –

— Oque?

— Você cresceu rápido Anjo, eu nunca imaginei que chegaria em um momento que te veria assim lutando pelo oque você mesma acha certo, quando você chegou mal abria a boca para falar algo, questionar algo e hoje vendo-a defendendo Stella com tanta garra eu só soube sentir orgulho. – Senti minhas bochechas coradas –

— E porque te assusta?

— Pelo medo de que fuja por entre meus dedos, uma hora perceberá que eu não sou oque você quer para sua vida e eu serei obrigado a deixa-la ir. – Encarei meus próprios pés encostada no peitoral da sacada –

— Não está bolado comigo?

— Confesso que fiquei chocado e um pouco irritado, Stella esta errada meu anjo, e eu sei que de certa forma você fez aquilo para descontar a raiva de Kaity porém ela não estava certa em gritar daquela maneira com Stella

— Oque vai fazer com Stella? – Perguntei receosa –

— Ela irá pedir desculpas, isso é irreversível. – Ele falou, sério –

— Ok.

— Você está chateada comigo? –Perguntou sério –

— Não, estou bem, vamos esta na hora do almoço.

Falei desviando dele, eu queria beija-lo e abraça-lo só que eu não iria me render a isso, saber que ele estava aqui comigo agora e daqui apouco estaria com Kaity era algo ruim. Senti seus dedos segurarem meu pulso e puxarem-me voltando para seu corpo, desviei meus lábios dos seus quando nossos rostos se encontraram.

— Você sabe que não precisa se preocupar com Kaity não é?

— Uhum – Não encarei seus olhos –

— Por favor, não me ignore.

— Não precisarei repetir oque acho sobre você e Kaity. – Ele suspirou –

— Eu gosto tanto de você, se tivesse noção nunca acharia que eu fico com Kaity, eu só preciso de você Angel para me senti bem.

— Não é tão simples, as pessoas lá embaixo torcem para que você fique com Kaity e eu não posso negar vocês seriam bons um para o outro.

— Não repita bobagens Anjo, eu gosto só de você. – Suas duas mãos seguraram meu rosto, fazendo-me encarar seus olhos –

Seus lábios logo estavam nos meus em um selinho demorado e assim que afastou eu suspirei sentindo minhas bochechas queimarem, eu nunca deixaria de ter vergonha daquele atos, ele riu de mim e então me soltou beijando minha testa carinhosamente.

— Justin – O chamei antes que ele saísse do quarto – Quem estava nos vigiando ontem?

— Sei que seu nome é Tiller mas não sei para quem trabalha.

— E porque nos vigiava?

— Também queria saber – Ele pareceu preocupado e então estendeu a mão para mim, a peguei e ele beijou meus dedos - Não se preocupe com isso, eu faço isso por você.

Após olhar para a cara de Kaity e vê-la sorrir falsamente, não tanto quanto Stella quando lhe pediu desculpas eu quis ir embora dali ou pelo menos não estar em um ambiente onde Kaity secava descaradamente Justin, se jogando para cima dele que a ignorava fielmente mesmo sem ofende-la. Após acabar o almoço Stella dormiu, sono da tarde era a melhor coisa e eu desci para ver se a chuva havia diminuído.

— Quer ir da uma volta? – A voz em meu ouvido me fez pular –

— Deu-me um susto Justin. – Falei irritada e ele gargalhou chamando atenção de Kaity –

— Minha dama aceita usar as lindas pernas para uma caminhada embaixo de chuva comigo? – Eu quase ri daquilo, ver seu sorriso de lado e seu jeito galanteador de um adolescente me fez pensar nele realmente como um adolescente –

— Seria uma honra

— Vocês vão sair? – A voz de Kaity soou ao nosso lado – Posso ir? Adoro caminhar. – Ela sorriu para Justin que sorriu de volta retomando sua postura séria –

— Me desculpe Kaity, mas queria um tempo a sós com Angel, espero que entenda.

— Tu-tudo bem... – Engoli seco a ver os olhos arregalados da moça, ela não sabia onde enfiar a cara –

Caminhamos embaixo de chuva pelo meio do nada, aquilo foi engraçado e eu julgava dizer até mesmo libertador, após um certo tempo andando minha roupas grudavam no copo e meus cabelos eu nem queria comentar sobre como eles estavam grudados em meu rosto. Justin não estava tão diferente, sua camisa marcava seu abdômen definido por estar também colada no corpo, seus cabelos estavam caídos e grudados no rosto e eu ri daquilo, frio, era tudo que eu sentia mas eu não me importava com ele quando Justin estava ao meu lado;

— Qual era o propósito de andarmos assim, embaixo de chuva Justin? – Ele riu –

— Nenhum, só precisava andar um pouco, talvez para me sentir livre. – Ele falou e parou se sentando no gramado no chão, o acompanhei sentando-me em seu lado –

— Ultimamente tenho me perguntado se você não tem a mesma idade mental que eu. – Ele soltou uma enorme gargalhada e eu pude ve-lo jogar a cabeça para trás –

— Me pergunto isso também, mas eu gosto.

O olhei por algum tempo, a boca rosada e molhada, os olhos pequenos por conta da chuva e os cabelos bagunçados como eu nunca havia visto, eu nunca mais queria parar de olhar para ele. Sua mão quente tocou meu braço subindo levemente até meu pescoço e então acariciou aquela região me fazendo fechar os olhos ao arrepiar-me por completo.

— Você é linda. Se eu pudesse a observaria o resto da minha vida. – Sorri para ele envergonhada –

— Justin, porque estava nervoso ontem? – Ele respirou fundo –

— Eu tento te poupar de muitas coisas meu anjo, não quero que se preocupe só que não quero que seja pega desprevenida caso algo aconteça. – Ele falou olhando em meus olhos –

— Fale-me logo. – Pedi nervosa –

— Tenho recebido mensagens a um tempo, estão armando alguma emboscada só que não conseguimos descobrir nada. – Ele falou visivelmente irritado –

— Vou ficar bem, ninguém ira me pegar.

— Não temos como ter certeza de nada Angel, nada esta ao nosso alcance no momento, estamos vulneráveis.

— Mas vai ficar tudo bem, não é? – Ele suspirei e tocou meu rosto –

— Sim, eu prometo, no final tudo acaba bem.

Seus lábios tomaram os meus em um beijo avassalador inesperado, automaticamente senti meu corpo esquentar-se, suas mãos me puxaram para o meio de suas pernas e então estávamos entrelaçados beijando-nos como um casal.

 Há chuva já havia diminuído, voltávamos caminhando para a casa, não estava tão longe e o caminho pareceu mais curto ainda ao caminhar com os dedos entrelaçados nos de Justin que mesmo depois de beijos e abraços ainda estava preocupado com oque havia me contado, eu queria dizer-lhe que tudo ficaria bem, mais será que era verdade? Não poderíamos ter certeza, vê-lo vulnerável daquela maneira me deixou retraída, ele nunca ficará daquela maneira em minha frente e hoje vê-lo assim era completamente novo para mim. Ao aproximarmos da casa eu o olhei atentamente pela ultima vez, sabia que sua carranca voltaria a tona e que o homem vulnerável que eu havia acabado de ver ali, iria sumir por mais um longo tempo.

  Justin entrou em minha frente, calmamente molhando todo o caminho por onde passava, ele parou sem expressão alguma e assim que me aproximei pude ver a carranca das pessoas na sala, olhei logo para Stella, será que havia aprontado algo? Mas ao vê-la brincando de boneca com Jazmyn percebi que as crianças não eram o assunto, Kaity estava com o rosto inchado e avermelhado fazendo-me perceber que chorou por um longo tempo, Tia Pattie encarava Justin respirando profundamente e as outras pessoas pareciam ter a mesma reação que ela, incluindo Tio Jeremy, olhei para Justin esperando que ele saciasse a minha curiosidade perguntando oque havia acontecido porém ele não o fez, apenas esperou sem expressão alguma que alguém falasse algo.

— Precisamos conversar. – Tia Pattie falou por fim sem tirar em momento algum aquela feição séria –

— Claro, podem falar.

— Que história é essa que você e Angel estão juntos ?


Notas Finais


GENTE agora que a treta começa, espero não ter deixado vocês curiosos.


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