História The Guardian - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Tags Drama, Justin Bieber, Romance, Sexo
Visualizações 588
Palavras 3.848
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Tudo ao mesmo tempo.


Central CIA - 14:45 PM

 Tio Jeremy estava a minha frente, eu olhava dele para o telefone repetidas vezes tentando visivelmente entender oque estava havendo, oque eu ainda não sabia, na verdade eu não sabia de nada que se desrespeito ao homem que eu amo, eu mal sabia seu nome completo enquanto ele sabia tudo sobre mim e mais um pouco. Tio Jeremy olhou para o telefone em minha mão preocupado, engolindo seco eu o coloquei no ouvido novamente.

— O Senhor poderia ligar outra hora? – perguntei tremula –

— Eu estou ligando a horas, a dois dias e ninguém pode me explicar oque esta acontecendo. Eu exij...

— Me desculpe. – Sussurrei e apertei o botão vermelho olhando diretamente para tio Jeremy, em transe –

Quase automaticamente meu pés se moveram em direção a mesa, coloquei o telefone lá em cima e me sentei para não poder cair dura no chão, minha mente começava a raciocinar lentamente, como se quisesse se lembrar de algum dia Justin ter mencionado esse fato, mas era inútil eu sabia que ele nunca havia me dito nada.

— Angel... – Ele pareceu tão desconcertado quanto eu –

— Tio ... era um ... era o pai do Justin, mas você esta aqui. – Eu murmurei como se falasse comigo mesma –

— Angel, é algo muito complicado, há tantas histórias. – Ele se sentou na cadeira do outro lado da mesa – Justin nunca comentou nada com você?

— Justin nunca me falou sobre ele, sei tão pouco, julgo a dizer que não sei nada.

— Angel, eu não sei se deveria contar.

— Como não irá contar? Um homem liga dizendo que é pai do Justin, exigindo saber informações sobre ele, o senhor esta aqui na minha frente, estou confusa. – Falei irritada comigo mesma por saber tão pouco –

— Angel, Justin não é nosso filho biológico. – Meu corpo travou na cadeira, eu não conseguia respirar, não conseguia falar, ao menos piscar, apenas olhando para o homem sendo sincero em minha frente – Seus pais verdadeiros são Rin e Jane Manick, uma família rica que mora em Dubai.

— Mas ele ...

— Por favor, espere que ele poderá te contar tudo isso quando for a hora dele, não quero invadir esse espaço dele, ele nunca fala disso com ninguém, não me sinto nesse direito. – Ele falou calmo e sério como eu nunca havia visto –

— Tudo bem, obrigado por já me contar algo. – Sorri envergonhada –

— Precisavamos conversar, mas acho que isso já foi uma bomba suficiente em sua cabeça hoje.

— Pode falar. – Pedi antes que ele se levantasse –

— Angel, é mais uma coisa muito chata, não sei se seria bom no momento.

— Por favor, não esconda mais nada de mim, já chega disso. – Pedi calmamente –

— Rachel quer te encontrar hoje para conversar. – Engoli seco e meu sangue gelou –

Parei por longos momentos, pensativa, eu queria conversar com ela?, eu queria escutar oque ela tinha para me contar?, eu não sabia na verdade, eu só queria um pouco de paz, nas ultimas horas tudo havia caído sobre minha cabeça de uma maneira cansativa, eu sentia que estava cansada e nesse momento passava a entender todas as vezes que Justin estava calado e pensativo, com sua mente sempre no trabalho. Será que ele se orgulharia se me visse aqui hoje? Acredito que ele obviamente me arrastaria para casa e me mandaria fazer algo de adolescente, mas se fosse eu á estar perdida por ai eu tenho certeza que ele enfrentaria qualquer coisa para ter-me de volta, eu poderia fazer isso por ele também, mas não por obrigação, sim por ama-lo.

— Eu posso falar com ela essa noite! – Falei decidida, vi Tio Jeremy me olhar tenso –

— Tem certeza? Pense bem.

— Tenho, preciso fazer isso alguma hora. – Falei pensativa –

— Tudo bem, levarei você até ela. – Eu suspirei – Como esta se sentindo?

— Bem, o senhor já deve ter ficado sabendo oque aconteceu no restaurante. – Murmurei envergonhada por ter pego tão pesado com aqueles homens –

— Sim, tivemos uma demissão hoje. – Ele sorriu – Estou impressionado.

— Mesmo? – Perguntei receosa –

— Sim Angel, sua reação foi justa, você esta preocupada, você esta procurando verdadeiramente por algo. Você o ama. – Eu corei e ele sorriu – Consigo ver nos seus olhos mesmo agora estando tão apagados, quando você esta com Justin, seus olhos se acendem.

— Eu o amo, acho que ele foi a melhor coisa que me apareceu nesse caminho louco. – Falei tão verdadeiramente que me assustei –

— Justin ficaria orgulhoso em ver como você cresceu tanto nas ultimas horas.  – Sorri amarelo, querendo visivelmente chorar por me lembrar que ele não estava ali e se quer sabia quando voltaria –

— Obrigada.

— Você precisa de descanso agora, já chega de trabalho por hoje. – Ele falou cuidadoso como um pai –

— Tudo bem.

— Vamos passar na Pattie para buscar as crianças, Erin já deve estar em casa também.

— Hum... Não sei se a Tia Pattie vai querer ver-me. – Murmurei enquanto saiamos da sala-

— Fique tranquila, ela está tão arrasada pelo sumiço de Justin que se quer se lembra disso.

O caminho foi calmo e pensativo, minha mente não parava de girar atrás de alguma resposta de por onde Justin poderia estar, oque significava aquele papel, aqueles números. Todos os meus pensamentos já estavam entrando em contradição e resolvi que deveria parar pelo menos um pouco, eu encontraria com Stella agora e tudo que ela precisava era sofrer junto comigo por tudo isso. Em frente a casa de tia Pattie, eu decidi ficar dentro do carro e logo vi Jazmyn e Jaxon virem em direção ao carro com suas mochilas nas costas e entraram atrás e Stella caminhar calmamente, como se estivesse extremamente aérea, ela parecia triste.

— Stella. – Chamei saindo do carro, ela sorriu para mim ainda vindo lentamente –

— Anjo – Ela me abraçou tao apertado e ali mesma ficou agarrada em meu pescoço –

— Porque dessa carinha? Cadê meu sorriso alegre?

— Ah eu to com saudades do papai. – Ela suspirou –

— Ele vai voltar logo. – Beijei seus cabelos –

Eu não tinha oque explicar, oque dizer a ela além daquilo e aquilo me deixava decepcionada. O caminho foi silencioso, após ver Tia Pattie, Tio Jeremy estava estranho, pensativo de uma maneira que eu não o via nunca, Jazmyn estava cabisbaixo e Jaxon parecia ser o único ali alheio a tudo. Quando chegamos na casa do tio Jeremy eu sai na frente, ainda segurando Stella como uma pena em meus braços, alguns minutos depois já dentro da casa vi Jazmyn vir correndo, tio Jeremy a chamava insistentemente atrás, ela parou na escada quando ele entrou pela porta rápido.

— Eu não quero falar com você. – Ela gritou chorando – Você não gosta da minha mãe, você gosta da Tia Pattie, eu escutei você falando que amava ela, eu escutei papai. – Meus olhos se arregalaram e Tio Jeremy pareceu ficar sem palavras –

— Jazmyn isso é algo complicado, é assunto de adulto.

— Não é complicado papai, você e a mamãe não vão mais ficar juntos, você não vai mais querer morar com a gente e vamos morar em casas separas como com o Justin, eu não quero isso papai.

— Jazmyn eu gosto da sua mãe.

— MAS NÃO AMA ELA. – A menina gritou furiosa –

Eu, Jaxon e Stella olhávamos atônitos toda aquela cena, não podendo dizer nada para melhorar a situação eu apenas tentei levar Jaxon e Stella para um banho para deixa-los distraídos enquanto aquilo com Jazmyn fosse resolvido.

{...}

A noite caia tão rapidamente, as horas passavam de uma maneira extraordinária e faltavam 45 minutos para o jantar com Rachel, eu sentia um bolo se formar em meu estomago e me sentia completamente enjoada só de pensar no que ela tinha para me falar, conforme a hora passava tio Jeremy parecia tão tenso quanto eu, acreditei que fosse por Tia Erin chegar em casa, mas eu não estava preocupada com isso, eu estava preocupada com a mulher com quem eu teria que passar no máximo duas horas escutando todas suas palavras desprezíveis para minha mente querer absorver, como eu poderia olhar para alguém que passou quinze anos da minha vida afastadas, nos momentos em que eu mais precisei..

— Preparada? – Escutei a voz grossa me tirar do transe –

— Sim. – Falei puxando todo o ar do quarto –

Mentira, eu não estava preparada, eu não estava preparada para escutar todas as suas desculpas esfarrapadas, respirei fundo tentando colocar minha mente no lugar e entrei no carro, o caminho pareceu tão curto que eu quis chorar. Ao ver a mulher em pé em frente a porta de um lindo restaurante japonês minhas pernas tremeram, respirei fundo e arrumei no corpo minha blusa branca soltinha e a calça jeans colada nas pernas, respirei tentando achar a minha auto confiança e quando a achei caminhei em direção a ela sentindo tio Jeremy atrás de mim.

— Olá Rachel. – Tio Jeremy a cumprimentou, sério –

— Olá Jeremy. – Ela deu-lhe seu melhor sorriso e ele puxou o ar com força, senti algo vago que eu não consegui entender-

— Venho busca-la ás 22:00, qualquer coisa me liga. – Assenti e ele se foi –

Vi ele indo em direção ao carro e quase quis correr atrás dele e pedir para que ele me levasse embora como as crianças fazem na escola em seu primeiro dia de aula na vida. Olhei para a mulher sorridente em minha frente e não pude deixar de notar a mera semelhança entre nós, seus cabelos eram um pouco maiores e mais volumosos do que o meu, mas com a mesma textura, o nariz arrebitado e os olhos quase da mesma cor, ela também parecia me observar da mesma maneira e eu desviei o olhar dela, entrando em sua frente no restaurante.

— Temos reservas marcadas para as 20:00. – Ela disse educadamente para o japonês sorridente a nossa frente –

— Me sigam.

Ela começou a andar em minha frente e pude ver que não haviam cadeiras naquele lugar, apenas mesas baixas e todos estavam sentados em almofadas no chão, achei estranho mas a acompanhei quando ela sentou de pernas cruzadas em uma almofada, rodeei a pequena mesa e fiz o mesmo, ela sorria para mim como se estivesse me vendo pela primeira vez e aquilo estava me deixando constrangida, olhei para o cardápio em minha frente e me senti perdida.

— Quer que eu peça para você? – Ela perguntou rindo de mim e provavelmente da minha careta, me senti envergonhada –

— Por favor. – Falei ainda corada –

Ela fez o pedido rapidamente e eu fiquei calada, observando cautelosamente tudo a nossa volta, as pessoas conversavam calmamente como se estivessem em uma biblioteca, era tudo tão calmo que de certa forma aquilo me transmitiu segurança. Olhei para ela esperando ela falar algo, entrar no assunto que eu tanto temia e ela parecia achar um jeito mais fácil de falar sobre aquilo.

— Então, você está bem?

— Não – Forcei um sorriso e ela juntou as mãos acima da cocha nervosa –

— Soube do que aconteceu com Justin, sinto muito, espero que consigam acha-lo logo.

— Obrigada, estamos fazendo o máximo para isso. – Falei calmamente –

Falando tão calmamente com ela eu era eu mesma, a menina no qual Justin havia trazido para sua casa, sua família e não a mandona e briguenta que haviam se irritado com todas aquelas pessoas que faziam descaso com o sumiço de Justin, respirei leve, me sentindo somente uma menina apavorada. 

— Fico feliz que tenha aceitado vir me encontrar.

— Eu fico surpresa – ri um pouco nervosa –

— Eu sei que na sua cabeça eu sou apenas um vazio, mas se você soubesse o quanto eu me culpo todos os dias por isso tudo.

— Eu só não entendo o porque você foi embora, deixou eu e meu pai, você não apareceu todo esse tempo.

— Angel, eu não fui embora, seu pai me mandou embora e disse que se eu aparecesse ele iria sumir com você logo após isso eu tive um depressão profunda, fiquei internada por anos e quase não sai de lá.

— Mas porque ele te mandou embora, isso tudo não tem nexo. – Falei confusa –

— Toda a história é muito longa Angel, mas você precisa esta preparada para escutar as partes mais importantes. – Vimos o homem se aproximar com os pedidos e logo se retirou -

— Vá em frente. – Falei tentando ser confiante –

— Como você sabe o Turner e o Jeremy se conhecem a muitos anos, todos nós nos conhecemos a muito tempo. – Eu assenti e ela pareceu procurar as palavras certas – Na época em que seu pai começou a trabalhar mais a fundo em algumas pesquisas ele passou a me deixar de lado, vivia sempre para suas pesquisas mesmo estando longe do trabalho ele sempre estava pesquisando e fazendo relatórios, aquilo nos fez ficar afastados, nessa época Jeremy frequentava nossa casa para alguns trabalhos com seu pai e nós começamos a conversar sempre e de certa forma ele me dava mais atenção, ele era um homem bonito e carinhoso e eu estava carente, após um beijo não conseguimos mais ficar um sem o outro... – Eu engoli seco olhando-a com meus olhos arregalados – eram beijos e mais beijos, mesmo tentando resistir era difícil, eu tentava buscar algo, algo que ainda me fizesse acreditar que Turner se importava comigo mas nunca encontrava nada e Jeremy sempre muito atencioso, começamos a nos encontramos sempre que podíamos, em motéis até. – Ela pareceu triste ao se lembrar dessa época e eu estava sentindo meu coração bater forte no peito – Eu engravidei de você Angel..

— Eu... – Tentei gritar, espraguejar, mas nem um palavrão eu conseguia me lembrar, ela ergueu a mão pedindo para deixa-la continuar a falar –

— Aquilo deixou seu pai feliz, foi a preciosidade dele, só que mesmo assim ele se manteve mais focado no trabalho, eu sabia que o bebe não era filho dele mas eu não podia estragar a felicidade dele, mesmo gostando de Jeremy eu sempre amei o seu pai. Quando tudo ocorreu, você nasceu e eles queriam que você fosse praticamente um bebe de laboratório, eu recusei, odiei isso e em uma das loucuras dele eu surtei, gritei e contei que você não era filha dele, que ele não podia usa-la dessa maneira, nunca o vi tão irritado em minha vida, mesmo ele sendo um louco ele te amava incondicionalmente, nunca te deixou que faltasse nada. Ele me mandou embora, eu não tinha para onde ir, Jeremy me pagou um hotel para ficar e me ajudou bastante, tentei voltar para te buscar duas vezes e na segunda vez ele disse que se eu voltasse a aparecer ele iria para longe com você e eu não iria acha-la, nem vê-la, eu fiquei com problemas piscicologicos e não tinha condições de brigar na justiça por você. – Eu estava em choque, minha mente não pensava em nada para falar, eu só queria sair correndo e me esconder, pensar que tudo aquilo era uma brincadeira –

— Você não pode estar falando a verdade. – Murmurei, com os olhos cheios de lagrimas –

— Me desculpe, você não é filha do Turner, me desculpe Angel eu sei que fui uma pessoa horrível, eu sei que te deixei todo esse tempo sozinha mas não era por querer...

— Eu não quero saber, eu não quero escutar mais nada. – eu cobri meu rosto com as mãos, querendo gritar –

— Angel...

Me levantei, pegando o celular em meu bolso, eu não queria escuta-la, eu não tinha o porque tentar entende-la no momento. Minha mente estava a mil por hora e nesse momento mais do que nunca eu queria poder correr para a cama de Justin e me proteger, como ele havia feito na noite em que relampeava e eu estava amedrontada, mas eu não o tinha, eu não tinha ninguém para me acolher, um carro acelerado freou bruscamente perto de mim, eu estava desnorteada, percebi que estava na calçada em frente ao restaurante quando a porta do carro bateu, olhei para o lado vendo a imagem embaçada pelas lagrimas acumuladas em meus olhos e vi Tio Jeremy, ou melhor, meu pai. Eu queria gritar, xingar, mas era inútil aquilo não iria me fazer tirar o sentimento de desespero que se apossava do meu peito, abraçando meu próprio corpo eu caminhei para longe dele, entrando no banco do carona no carro, eu não tinha para onde ir a não ser para a casa dele.

— Angel. – A voz dele soou atrás de mim quando entramos pela porta de sua casa –

— Eu não quero conversar agora. – Virei-me na escada para ele e o vi suspirar –

— Me desculpe, eu só não quero que me odeie.

— Eu não te odeio.

Corri para cima e quando entrei no quarto Stella não estava lá, imaginei que ela ficaria com Jazmyn essa noite então joguei-me na cama e deixei as lágrimas acumuladas descerem por minhas bochechas, eu não sabia oque pensar, eu só conseguia sentir uma tremenda agonia invadindo todo o meu corpo.

 {...}

 Abri os olhos assustada, algo me chacoalhava fortemente, meus olhos doeram pela claridade e pelo choro da noite inteira. Mãos pequenas me balançavam fortemente, como se se esforçasse para me acordar, eu estava péssima, tudo em mim doía, por dentro e por fora e eu quis voltar a dormir, mas sabia que precisava me manter acordada.

— Esta apitando mamãe, esta apitando muito, acorda. – A voz fininha quase de choro entrou em meu ouvido, eu ainda via tudo embaçado – É ele mamãe, por favor acorda. – Ela choramingou, forcei-me a enxergar -

— Ele quem? – Perguntei assim que pude ter minha visão desembaçada –

— É o Justin, eu tenho certeza. – Sua mão pequena colocou o celular de Justin a qual eu havia encontrado na mesa no dia anterior em minha frente – Ele esta nos dizendo onde esta.

Sua voz era quase de um anjo, ela estava alegre mas quase chorava por eu não acordar, eu não podia entender como ela tinha toda essa certeza mas o celular apitava insistentemente e meu coração voltou a dar sinal de vida no peito, eu não sabia oque fazer, era como se meu corpo estivesse travado desde a noite passada, puxei o celular de sua mão quando algo em minha mente gritou desesperado e na tela um enorme sinal vermelho me chamou atenção “ALERTA”.

Levantei sem me importar com oque eu estava vestindo ou se meus  cabelos estavam bagunçados, eu só precisava encontrar alguém que soubesse oque aquilo significava, escutei os passos de Stella atrás de mim e quando escutei a voz de Tio Jeremy na cozinha foi para lá que eu corri sendo seguida por Stella, os passos na escada pareceu assustar a quem estava lá embaixo pois quando chegamos todos olhavam para nós.

— É ele, tio Jeremy, eu encontrei esse celular na mesa dele e essa manha ele começou a apitar em alerta. – Eu falei atropelando minhas palavras e ele puxou o celular de minha mão –

— É um GPS. – Ele falou –

— Vá atrás dele Jeremy. – A voz de tia Pattie me assustou, oque ela estava fazendo ali? –

— Você vem comigo. – Ele perguntou para mim -

— Claro.

Eu não me importava se eu estava de chinelos, uma calça de moleton e uma blusa larga ou até mesmo com meus cabelos horríveis, eu só queria acha-lo logo e acabar com essa tormenta.

— Christian, precisamos de um plano urgente. – Tio Jeremy falou no telefone enquanto entravamos na CIA – Sala de reuniões agora, leve as melhores pessoas.

Quase corremos para a sala de reuniões e quando chegamos ainda tinha apenas nós dois, tio Jeremy andava de um lado pro outro visivelmente nervoso, eu estava tremula. As pessoas começaram a entrar, alguns aparentavam ser nerds de computação do estilo que tem as melhores ideias para as melhores coisas, outros pareciam mais brutos, do tipo que seria ótimo para levar para uma emboscada qualquer, Christian entrou por ultimo, ele me olhou de cima abaixo e ficou confuso.

— Oque houve? – Ele perguntou curioso –

Justin nos deixou esse celular, julgo dizer que com um gps e um dispositivo de alarme para quando ele precisasse, esta manha ele começou a tocar desesperadamente, preferimos não mexer e deixar para vocês que entendem. – Tio Jeremy falou entregando o celular na mão de Christian –

— Isso é visivelmente um gps, Justin estava preparado para qualquer coisa – Ele disse atento ao celular, movendo seus dedos rapidamente na tela – Tragam-me um notebook rápido. – Ele disse para ninguém especifico e logo no meio das pessoas um homem baixinho e de óculos o entregou um notebook visivelmente moderno –

Eu estava impressionada com o modo como ele mexia no notebook, sem se quer olhar para o teclado, como se sua mente mandasse e seus dedos obedecessem rapidamente de uma maneira que só ele conhecia, o celular agora estava conectado ao notebook e esta foi a única parte que consegui entender, o silencio era mortal e Christian murmurava coisas para si mesmo provavelmente.

— Pronto! – Ele disso quase 30 minutos depois –

— Oque conseguiu achar? – Tio Jeremy perguntou –

— Justin está em Carolina do Norte, a mais ou menos três horas de viagem de carro. – Christian disse, tio Jeremy suspirou –

— Precisamos de um plano imediato para resgatarmos ele.

— Senhor – Um dos homens falou e nós o olhamos – o local que o senhor Bieber esta, obviamente esta cercado de homens esperando por nós, precisamos ter um bom plano.

— Tenho um mapa de onde ele esta e dos lugares mais estratégicos. – Falou Christian concentrado em seu notebook -

Por mapa em satélite podemos ver por quantas pessoas o local esta cercado, os lugares onde tem movimentos. – Outro homem falou pegando seu notebook e apoiando em cima da mesa, começou a digitar rapidamente – Senhor Beadles. – O Homem o chamou, Christian saiu de seu notebook e parou ao lado dele –

 — Puta que Pariu. – Escutei um palavrão sair por entre seus lábios e o olhei esperando explicação – Temos no mínimo trinta homens ao redor da casa, há carros blindados parados por perto, parece que temos um visita importante.

— Se fizermos um bom plano, podemos pegar todos de uma só vez. – Murmurei pensativa, quase para mim mesma –

— Precisamos de no mínimo dez carros de policia, cinco do FBI mais a nossa equipe. – Falou Christian olhando para Tio Jeremy –

— Brutos, providencie isso sairemos em uma hora. – Ele falou olhando para o armário sério no qual eu já conhecia –

— O senhor tem certeza? – Christian perguntou, visivelmente receoso –

— Precisamos tentar, é a única maneira de pegarmos todos de uma vez. – Tio Jeremy falou pensativo –

Eu estava com medo, sim eu estava, mas eu sabia que era o momento de usar tudo que eu havia aprendido todo esse tempo, nada foi em vão, eu tinha algo que eles não tinham, eu podia imobiliza-los e com minha própria mente, nós conseguiríamos essa, precisávamos trazer Justin de volta. Virei-me para a enorme parede de vidro, observando a paisagem lá fora, era só mais um dia comum para todas aquelas pessoas, mas para nós, era um dia difícil, se quer saberíamos se voltaríamos vivos.

— Angel. – Tio Jeremy tocou meu ombro chamando minha atenção – Melhor você ir para casa.

— Oque? – O olhei indignado – Essa luta é tão minha quanto de vocês, vocês não vão conseguir sair dessa sem mim, eu preciso estar lá. – Falei quase em desespero –

— Não posso arriscar sua vida. – Ele falou como se fosse obvio –

— Eu sinto muito, mas eu vou nessa, não vou deixar ninguém morrer por mim, eu tenho o algo que vocês irão precisar.

— Angel...

— Por favor. – Murmurei  e ele respirou fundo –

— Você esta preparada?

— Mais do que nunca.



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