História The Guardian - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Tags Drama, Justin Bieber, Romance, Sexo
Visualizações 602
Palavras 4.578
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Amor beije-me antes que apareçam.


North Carolina – 15:00PM

 Meu corpo todo estava tremulo, suando frio e com a respiração ofegante, todos já se colocavam em posição e tudo que eu sabia era que eu, Christian e Brutos entraríamos pela porta dos fundos daquele lugar que parecia ser apenas um cômodo velho e sujo, Brutos era incrivelmente grande e cheguei a me lembrar que havia sido ele á estar no carro no dia em que fui “Sequestrada” para ir de encontro a Justin, me sentia acuada no meio de todas aquelas pessoas armadas e sérias, tudo que eu havia murmurado durante todo o caminho foi apenas um “Umhum” quando estávamos chegando pelo do esconderijo daquelas pessoas nojentas e Christian prendia o colete aprova de balas em mim.

  Eu orava em minha própria mente para que Deus nos levasse de volta para casa bem, a salvos e com Justin conosco, quando algumas horas após todos estarem se posicionando em seus devidos lugares eu tive certeza de que era agora ou nunca a parte de trás da casa estavam quatro homens horrivelmente grandes, quis chorar ao vê-los mas Justin precisava de mim.

— Você tem certeza que não precisamos de reforços? – Christian perguntou preocupado-

— Sim. – Murmurei respirando fundo –

— Então é agora. – Brutos falou firme e eu me assustei com sua voz –

Assim que escutei tiros e mais tiros meu corpo quis tombar, tive vertigens, eu nunca havia escutado todos tiros assim. Os homens ali atrás logos se botaram em postura, erguendo as armas e mirando para o nada esperando que saíssemos do meio da mata, caminhei a frente e Christian e Brutos vieram logo atrás, assim que apareci os homens nos olharam cautelosamente, Christian e Brutos obviamente também estavam fortemente armados mas em momento algum atiraram, os homens de lá pareceram se desesperar, todos atiraram ao mesmo tempo, Christian e Brutos não retribuíram, levantei apenas uma mão ao lado do corpo e as balas brilhantes que vinham rapidamente em nossa direção pararam no ar, como se tivessem congelado, vi atentamente os olhos dos homens arregalarem-se e quase pude ouvir seus palavrões, com apenas um giro nas mãos as balas voltaram em direção a eles, quis chorar quando dois deles foram acertados na cabeça e caíram de cara no chão sangrando como eu nunca havia visto alguém sangrar, os outros dois receberam as balas levemente, sendo acertados no braço e pernas e começaram a sangrar mais Christian e Brutos terminaram  o serviço com apenas um tiro em partes fatais do corpo. Senti minhas pernas moles como gelatinas mas em momento algum me deixei vencer, caminhei em direção a porta da cabana passando por entre os corpos e pisando em poças de sangue que eram perdidas de dentro deles.

 Brutos me colocou para trás do seu corpo e com um chute a porta foi abaixo, poderia dizer que haviam 8 homens, quatro com armas apontadas para a porta em que estávamos e armas apontadas para a porta da frente e no meio eu diria que dois homens tentando se proteger. Os tiros vieram em nossa direção como flashs e nos abaixamos, então eu tomei a frente dos dois, ergui a mão e como um imã todas as armas ali foram parar no teto de madeira da cabana, todos se olharam desesperados e com toda minha raiva eles foram jogados longe, abrindo total espaço para os dois homens, velhos ali no céu, seus olhos se arregalaram para mim, pude ver que alguns dos homens pela pancada muito forte na parede caíram desmaiados, ou estavam desmaiados de medo eu não sei.

— Angel Turner? – Um deles murmurou e eu senti um medo horrível na espinha –

Não falei nada, apenas olhei em volta vendo quão asqueroso o local era, em momento algum vi o Justin por ali, mas eu sabia que ele estava ali após ver sua camisa ensanguentada no canto daquele casebre quase abandonado, voltei a olhar para os homens tentando manter a postura ali e respirei fundo, as armas de Christian e Brutos ao meu lado estavam apontadas para eles e logo Tio Jeremy e Anna entraram pela porta da frente também com duas armas apontadas, eles estavam cercados e os homens fracotes cumplices que aparentemente mal sabiam oque estavam fazendo ali estavam presos fortemente á parede de madeira, pelo menos os que não estavam desmaiados.

— Jeremy, que bom lhe reencontrar. – Um dos homens falou, forçando um sorriso debochado que na verdade estava amedrontado –

— Sinto não poder dizer o mesmo.

— Ao que devo o prazer de sua visita? – O outro falou também imitando o primeiro e eu quis vomitar –

— Levar vocês pro inferno – Quando menos esperei Tio Jeremy esbofeteou a cara do homem com a arma, o velho caiu ao chão com a mão no rosto e vi sua sobrancelha sangrar –

— Calma – Anna segurou o braço dele –

— Ainda esta inteiro para a idade. – O outro murmurou vendo o amigo caído ao chão e foi apenas o fim para tio Jeremy o pegar pelo paletó e socar sua cara varias vezes até o homens revirar os olhos quase desmaiando –

Eu observava a cena atentamente, mas ao mesmo tempo eu procurava por qualquer porta que pudesse me dizer aonde Justin estava preso, aonde ele estava escondido pois uma certeza eu tinha á de que ele estava ali, eu queria gritar e mandar que eles me dizessem pelo amor de Deus aonde Justin estava meus ouviu minhas preces e tudo que eu vi foi uma alavanca embaixo da blusa avermelhada de Justin, Anna seguiu meu olhar e fez sinal para que eu me mantivesse no lugar, minhas pernas quase me obrigaram a correr até lá.

— FILHO DA PUTA, CADE ELE? – Me despertei do transe quando escutei o grito –

— Ele esta morto Jeremy, desista, ele nem é seu filho de verdade, para que tal preocupação. – O homem falou já sem força –

— Fala Porra! – Outro soco foi diferido na cara do homem e ele caiu desmaiado –

— Nos mate logo, sei que sua vontade é essa. – O outro ainda acordado disse –

— Eu quero vocês vivos, pra sofrer até o ultimo dia da vida de vocês, que pelo jeito não vai demorar infelizmente. – Tio Jeremy com apenas um churte na cara do homem o desmaiou se pena também –

Anna correu em direção a alavanca no chão no mesmo instante que eu e mais homens que estavam ao nosso lado entraram na casa, quando eu ia descer as escadas para o porão escuro Christian me segurou impedindo-me de descer, tentei empurra-lo mais não consegui ele era mais forte que eu e eu estava fraca, minha cabeça doía e minhas pernas fraquejavam.

— Por favor, eu preciso vê-lo. – Pedi quase chorando ao me espernear –

— Você não vai gostar de ver isso Angel, por favo... – Sua fala foi cortada quando vi Brutos subir a escada com Justin em seu colo desmaiado como uma pena, Brutos era tão grande e forte que Justin era levíssimo para ele -

Christian me soltou assustado ao ver Justin e eu cai ajoelhada no chão, aquele não era o Justin que eu conhecia, ele não era a pessoa quem eu via todas as manhas que acordava. Seu rosto estava completamente machucado, um dos olhos inchados, o outro roxo de fora a fora, os lábios inchados e cortados, o rosto completamente ensanguentado assim como seu cabelo que estava um pouco grande e sempre penteado, agora estava grudado no sangue de seu rosto e completamente vermelho, ele estava descalço e sem camisa e seu peitoral que eu tanto gostava de admirar estava depressível, com marcas de chicotadas e hematomas roxo e horrivelmente inchados , a calça rasgada e com sangue. Forcei meu corpo a levantar e tentei chegar até brutos já com a visão embaçada pelo choro terrível, mas os braços de Christian e Anna me impediram.

— ME SOLTA, EU PRECISO VER ELE, ME SOLTA – Gritei puxando-me desesperada –

— Angel.

— ME SOLTA POR FAVOR. – Gritei quando vi Brutos sumir pela porta dos fundo –

Anna puxou-me em direção ao seu corpo e enquanto eu me debatia abraçou-me prendendo-me junto a ela, eu não tinha forças para mais nada então deixei meu corpo amolecer e chorei desesperadamente como uma criança. Senti algo como um agulha entrar em meu braço e a única coisa que vi foi que quem aplicava era Christian, vi ele respirar fundo e meus olhos pesaram, meu corpo foi desfalecendo como se eu estivesse com um sono de quem não dormia a dias e mesmo contra minha vontade eu senti meu corpo cair nos braços de Anna.

 

[...]

 

Tomei a respiração com força, como se eu estivesse sem respirar por horas, meu coração começou a bater forte no peito e eu estava desesperada, dois pares de olhos me olhavam preocupados mas meus olhos queriam se fechar novamente, eu queria perguntar, pedir ajuda, eu queria ficar acordada mas eu não conseguia, só abrir e fechar meus olhos de novo e apenas conseguia escutar a conversa.

— Ela já esta acordada, só esta meio mole. – A voz de Christian entrou em meus ouvidos –

— Já se passaram 8 horas Christian, você tem certeza de que ela esta bem?

— Sim, absoluta Anna. Era impossível deixa-la da maneira que estava, ela estava descontrolada.

— Eu sei.

[...]

  Abri meus olhos novamente, era tudo muito branco e dessa vez meus olhos não queriam se fechar sozinhos, virei minha cabeça e ao meu lado vi Anna, na poltrona tio Jeremy pensativo e em pé Christian, assim que abri os olhos ambos se aproximaram esperançosos.

— Cadê ele? – Murmurei sentindo minha garganta seca –

— Ele esta bem, fique tranquila – Anna falou e eu respirei fundo –

— Quer agua? –Christian perguntou já com um copo cheio em mãos –

Me sentei na cama e bebi a agua como se estivesse a dias sem vê-la, assim que terminei já me sentia melhor, mesmo que ainda estivesse sentindo meu corpo fraco, recostei minhas costas no travesseiro e olhei em volta querendo saber onde estávamos, porque eu estava ali, deduzi que fosse um hospital pelos detalhes azuis junto com todo aquele branco.

— Porque estou aqui? – Perguntei –

— O remédio que Christian te deu foi um pouco forte, o médico decidiu que você deveria ficar em observação por algumas horas, mas acredito que já poderemos ir embora daqui apouco. – Tio Jeremy respondeu calmo –

— E Justin, onde ele esta?

— Ele esta no andar de cima, ele talvez tenha que ficar mais um ou dois dias, mas já esta tudo bem, melhor do que antes pelo menos. – Ele sorriu e eu suspirei –

— Quando vou poder vê-lo?

— Quando o doutor vier te dar alta.

Senti um alivio em meu corpo, por mais que Justin não estivesse bem como eu queria, saber que ele estava a salvo e vivo era reconfortante em relação a tudo que senti nos últimos dias. Todos ficaram em silencio, quase meia hora depois um doutor alto e incrivelmente bonito entrou sorridente com uma prancheta em mãos. Ele foi rápido e pratico, disse que eu estava fraca por falta de alimento nos últimos dias, passou duas vitaminas e deu dicas ao tio Jeremy do que seria uma boca eu comer para abater o inicio de anemia que eu tinha, eu estava agoniada só queria que ele dissesse que eu poderia ir embora para que eu pudesse ir ver Justin logo, automaticamente me perguntei se ele queria me ver tanto quanto eu queria, quis acreditar que sim, mas eu não tinha certeza disso.

 Entramos no elevador e eu estava visivelmente tensa, eu não conseguia pensar no que falar além de balançar a perna em nervosismo, Christian e Anna haviam ido até a lanchonete e Tio Jeremy subia comigo também em silencio, talvez estivesse tão tenso quanto eu pelo fato de não termos ficado sozinhos desde minha conversa com minha suposta mãe. Chegamos ao quarto de Justin rapidamente, mesmo que para mim tenha parecido horas.

— Angel, ele esta meio... machucado, talvez nem esteja acordado.

— Tudo bem, eu sei como ele esta... – murmurei encarando a porta em minha frente –

— Quando precisar, me liga, estarei na lanchonete.

— Ok.

 Ele foi em direção ao elevador já aberto e logo sumiu, abri a porta com toda minha falta de coragem e praticamente empurrei meu próprio corpo para dentro fechando a porta atrás de mim de novo, Justin estava de olhos fechados e com o corpo aparentemente leve sobre a cama, olhei receosa e me forcei a andar até a cama como um gatinho sorrateiro, ele estava machucado, inchado e com roxos ainda, mas agora sem todo aquele sangue que antes o banhava por completo. Uma de suas mãos estava apoiada em sua barriga e eu pensei em pega-la, mas eu estava com medo que ele acordasse e não gostasse de minha presença ali, suspirei apoiando as mãos em um espaço pequeno da cama que seu corpo não cobria e ao mesmo tempo que receosa, quis que ele abrisse os olhos e falasse comigo, com pouca coragem peguei sua mão, entrelacei meus dedos nos dedos e apertei levemente.

 Fiquei ao seu lado por longas meia hora, olhando-o, admirando-o, ele ainda era tão lindo ao meus olhos mesmo com todos os machucados que o cobriam, eu ainda o acha o homem mais lindo. Pensei que seria a hora de ir embora, assim que ia afastar meus dedos dos dele, sua mãos apertou meus dedos entre os seus, um aperto forte mas logo meu soltou, pensei que ele deveria estar como eu quando tentei acordar depois daquele maldito remédio que haviam me aplicado, levei sua mãos até meus lábios e a beijei carinhosamente logo após encostei-a em minha bochecha, não pude deixar de fechar os olhos ao lembrar de seu toque delicado porém confiante.

Sai do quarto de certa forma feliz, ele estava bem, todos estavam bem mas eu estava ansiosa para vê-lo acordado novamente, falando ou até mesmo brigando comigo. Tio Jeremy me levou para casa quase que em silencio, talvez ele estivesse esperando o momento certo para ter a conversa que necessitávamos, mas nesse momento tudo que queríamos era Justin bem e tudo em paz novamente e não era o momento para aquilo, meu corpo estava cansado como se eu estivesse com febre e cheguei a acreditar que realmente estava quando senti meu corpo se arrepiar com um pouco de frio que começava a sentir, ignorei aquilo ao ver Stella correr e agarrar minhas pernas assim que passei pela porta da casa.

— Cadê ele mamãe, cadê ele? – Ela perguntou pulando, sorridente, o sorriso que eu não via desde que Justin sumira –

— Ele não esta comigo agora. – Seu sorriso murchou e eu abaixei para ficar quase de sua altura, meu corpo estava tão pesado para pega-la –

— Então cadê ele? Você não foi buscar ele?

— Sim e eu busquei, eu e o vovô Jeremy mas ele esta no hospital agora, ficando forte para vir cuidar de você de novo. – Contei, como se estivesse contando uma historinha infantil –

— E quando eu vou poder ir lá no hospital ver ele? – Olhei para Tio Jeremy que estava com Jaxon no colo no sofá nos observando –

— Quando ele estiver melhor, o vô e a Angel leva você para vê-lo, ele esta morrendo de saudades de você.

— Você manda um beijo pra ele por mim? – Tio Jeremy sorriu carinhoso para ela –

— Sim, é claro.

Já era noite quando entramos em casa e faltavam poucas horas para o jantar, meu estomago rejeitava qualquer tipo de alimento, mas eu sabia que era necessário e que Tio Jeremy não me deixaria ficar sem comer, tomei um longo banho, tirando de mim todos os resquícios de hospital, ou daquele lugar asqueroso em que estivemos, quando me senti limpa coloquei uma roupa quente, lá fora não estava calor, estava ventando mas eu estava incrivelmente com frio e querendo me deitar, mas após Stella tomar banho ela estava saltitante e falando sem parar de Justin, de que estava com saudades dele, descemos as escadas e vi Jazmyn, Jaxon, Erin e tio Jeremy se sentando a mesa.

— Esta passando mal? – Tio Jeremy perguntou –

— Estou bem.

— Você esta com febre. – Ele afirmou -

— Como sabe?

— Você sempre fica rosada quando esta com febre. – Deu de ombros se levantando –

— Após revirar duas gavetas ele voltou com um copo de agua e um comprimido, tomei sem excitar e jantamos logo após.

[...]

 Acordei com um sacolejo irritante, abri os olhos e assim como Justin fazia alguém abria a janela do quarto deixando toda a claridade entrar e bater em meus olhos, quis reclamar mas não estava disposta para isso, vi tio Jeremy prendendo as cortinas e o olhei confusa coçando um dos olhos.

— Justin praticamente me obrigou a te mandar para a escola hoje, desculpe. – Ele falou antes mesmo que eu perguntasse. – Seu material e uniforme estão na poltrona, o café esta na mesa, seja rápida já estamos ficando atrasados.

Ele saiu sem que eu raciocinasse para falar algo, protestar contra aquilo, eu não queria ir para a escola, queria ir para o hospital e ficar todo o instante lá até que Justin acordasse, será que ele já estava acordado? Acredito que sim! , me levantei frustrada, faltavam um mês para as férias e daqui a uma semana seria os testes e logo após viriam as provas e então mais longos dias até nos vermos livres para a tão esperada férias de verão, como qualquer criança e adolescente ansiavam. Quando desci já arrumada pude escutar as risadas vindas da cozinha, me aproximei e dei de cara com Christian, Mindy, tio Jeremy e as crianças sentadas ao redor da mesa, Mindy ria de algo e Christian estava quieto como sempre.

— Anjo, você sabia que o Justin já estava brigando, ele não para nunca. – Stella gritou animada, eu sorri involuntariamente –

— Aé? E com quem ele estava bolado dessa vez ? – Eu perguntei me sentando ao lado de Mindy –

— Ora bolas, claro que com você anjo – Stella falou rindo e eu franzi o cenho –

— E porque comigo? A senhorita falou com ele como? – Perguntei curiosa vendo um sorriso enorme em seu pequeno rosto –

— Porque você ta dodói, não ta comendo direito e teve febre ontem. Ele ligou pro vovô e e o vovô deixou.

— Isso agora é complô contra mim? – Falei olhando dela para tio Jeremy –

— Ele perguntou como você estava, mentir é feio ai eu falou a verdade. – Falou balançando os ombros e comeu seu cookie –

— Agora vou ter que aguentar a fera. – Falei rindo mas ainda sim sabendo que levaria um enorme chamado –

— Justin nem vai lembrar de te dar sermão quando te ver. – Mindy murmurou baixo em meu ouvido e nós duas soltamos gargalhadas –

— Mindy! – Falei envergonhada –

Christian nos levou até a escola e não pude deixar de perceber o clima estranho entre eles, Christian e Mindy não trocaram uma palavra que não fosse necessária e quanto chegamos ele recebeu o tchau mais cedo que ela poderia lhe dar e ele deu um suspiro chateado.

— Oque foi aquilo Mindy? – Murmurei curiosa enquanto entramos pelo meio de todas aquelas pessoas –

— Conversamos, acho que não temos mais volta Angel. – Ela falou tristemente –

— Como você esta com isso?

— Estou mal, depois que ele disse que talvez não daríamos certo, eu descobri que Collin ou qualquer outro homem não pode tomar o lugar dele, Collin é um amor comigo quando estamos a sós, mas não é ele quem eu amo, ele não consegue substituir essa coisa idiota que eu tenho por Christian.

— Então fica com ele, tenta fazer do jeito dele?

— Angel, eu não tenho 18 anos, eu não sou dona do meu próprio nariz, tem noção de quantas vezes preciso mentir para meus pais para encontrar com ele, mentir que não estou namorando, meu pai já estava desconfiando. – Ela falou quase em desespero -

— Ah, é, em filme as meninas da nossa idade parecem resolver tudo tão fácil.

— Quem dera se fosse assim.

O sinal estridente soou por nossos ouvidos, fomos para a sala já vendo a professora escrevendo varias informações no quadro e assistimos todas as aulas da manhã, quando finalmente deu o horário de intervalo eu já estava agoniada, poucas coisas entravam em minha mente, a matéria parecia idiota ao ponto de nem mesmo prender a minha atenção, eu já sabia a maioria das coisas que a Professora tentava explicar para o restante da turma, quando morava com meu pai eu simplesmente nunca tinha oque fazer e minha única opção era estudar.

— Você chega esta vermelha de tanta empolgação. – Mindy falou assim que o ultimo sinal, de saída do colégio bateu, eu corei mais ainda –

— Parece que faz anos que não o vejo. – murmurei corada –

— Ele esta sentindo sua falta. Me conte tudo amanha. – Ele falou assim que eu acenei caminhando em direção ao carro de tio Jeremy –

Corri em direção ao carro como uma criança, sorri pela primeira vez ao ver Tio Jeremy e me sentei ao seu lado, ele retribuiu o sorriso pensativo e então rapidamente saiu com o carro, ele vagou pelas ruas rapidamente com o carro indo em direção ao Hospital branco e Azul, completamente grande que chamava a atenção de todos em uma das avenidas. Entramos no hospital indo diretamente para a sala de espera, meu corpo inteiro tremeu dos pés a cabeça ao ver Kaity, Tia Pattie e dona Diane ali também, travei e fui praticamente empurrada por tio Jeremy para frente, quando Kaity olhou-me nos olhos eu encarei o chão recolhendo os ombros visivelmente intimidada, ela deveria estar feliz, ele havia ido encontrar ela naquela noite, ele deveria ter escolhido ela. Eu queria correr e me esconder como uma criança medrosa e tio Jeremy entrou em minha frente.

— Quer vê-lo agora? – Acenei repetidas vezes com a cabeça mostrando que era oque eu mais queria – Pode subir, é sua vez, qualquer coisa estou aqui embaixo. – Sorri um pouco agradecendo-o –

Fui rapidamente até o elevador, quase trocando as pernas ao saber que estava sendo vigiada pelas moças sentadas ali e quando a porta do elevador fechou e me vi sozinha eu respirei aliviada tampando o rosto com as mãos para tentar afastar o nervosismo. Andei até a porta do quarto em que Justin estava quase sem sentir meus pés tocando o chão, eu estava nervosa, não só pelo oque aconteceu lá embaixo mas por vê-lo depois de tanto tempo também. Empurrei a porta do quarto e empurrei novamente como ontem meu corpo para dentro, ele estava sentado recostado em um monte de travesseiros, me assustei ao ver seus olhos penetrarem nos meus tão intensamente, eu não esperava encontra-lo sentado e me observando daquela maneira, ele entortou a cabeça levemente sem tirar os olhos de mim em momento algum e me senti uma presa sendo observada por uma fera.

 Quase cinco minutos depois observando-o, eu o vi abrir um pequeno sorriso de lado, ele estava feliz em me ver, andei calmamente em passos pequenos para perto da cama e vi que seu sorriso estava tão travesso quanto antes, pequeno visivelmente sem querer demonstrar muita coisa mas era o suficiente para mim, fiquei de pé ao lado de seu corpo e toquei a cama nervosamente, ele abriu mais ainda o sorriso quase que involuntariamente e pegou minha mão sem que eu esperasse, seus dedos agora apertaram minha mão por um longo minuto e levou-a até os lábios beijando-a calmamente. Eu pensava simplesmente no que falar, tudo havia sumido de minha mente de uma maneira inacreditável.

— Senti tanto sua falta. – Murmurei mais para mim mesma do que para ele –

— Não sabe quanto eu sentia a sua. – Ele falou alto o suficiente para a minha surpresa –

— Me desculpe por fazer você passar por tu... – Ele me olhou feio –

— Não termine isso Angel. – Sua mão tocou minha bochecha e eu fechei os olhos sentindo seu toque – Como você esta?

— Agora, feliz. Aconteceram tantas coisas nesse tempo que você não estava. – Falei tristemente –

— Não precisa me falar disso agora. – Ele falou pacientemente – Eu quero saber como você esta?

— Estou bem, ótima. – Sorri e ele me olhou novamente com o olhar mais autoritário que eu conhecia –

— Não foi oque fiquei sabendo, meu anjo. – Respirei fundo lembrando-me que ele estava realmente bolado por aquela bobeira -

— Justin, eu estou bem, precisa parar de se importar com oque uma criança fala.

— Não estou me importando com oque uma criança fala, estou me importando com oque um especialista fala, exames não mentem. – Falou sério –

— Me desculpa, eu não estava com cabeça para me alimentar perfeitamente esses dias.

— Angel, não estamos falando de um caso sério, anemia mata. Você precisa ser mais atenciosa consigo mesma, você ama Stella não ama? Imagine ficar dias presa em um hospital, longe dela, por questão de falta de maturidade.

— Eu sei, você esta certo. – Abaixei a cabeça visivelmente irritada com oque ele havia falado, mas ele estava certo não tinha porque discutir –

Sem que eu esperasse, suas mãos voaram para minha cintura e quando pude ver estava sentada ao seu lado na cama, seu rosto estava praticamente junto ao meu e eu não pude deixar de reparar quão machucado ele estava, mas eu não me importava, seus olhos ainda brilhavam olhando para mim com tamanha felicidade que me fazia derreter por dentro, a vontade de beija-lo foi quase incontrolável, mas por seus lábios estarem um pouco roxeado e machucado eu tive medo de faze-lo sentir dor, ele não pareceu pensar como eu, sua mão que já estava em minha bochecha novamente voou para minha nuca escondendo os dedos logo após nos cabelos, fechei os olhos e deixei que ele fizesse oque quisesse, eu sentia falta daquele toque, parecia que estávamos sem nos tocar a séculos e julguei ser verdade ao me lembrar como tudo ficou estranho após a desavença na casa de campo. Seus dedos puxaram levemente meus cabelos e eu suspirei passando a língua nos lábios, eu sabia se ele me olhava instensamente mesmo enquanto eu estava de olhos fechados, então oque eu mais queria aconteceu, seus lábios tocaram após dias os meus calmamente mesmo que suas mãos agiam com voracidade que me deixava quente, seus lábios envolviam os meus de uma forma doce mas que eu diria que ao mesmo tempo demonstrava o quanto ele queria-me.

  Após alguns instantes ele parou, parou com toda aquela forma doce em que seus lábios envolviam os meus antes, simplesmente envolveu a língua na minha de maneira intensa, sua mãos antes em meus cabelos agora agarraram o outro lado de minha cintura levando-me desesperadamente para ele, um das mãos continuaram me apertando ali e a outra desceu por minha coxa sem nunca deixar de apertar cada pedacinho que conseguia, eu já não tinha mais controle sobre meu corpo, eu o queria, eu precisava dele e eu se quer me importava por onde estávamos. Sua mão em minha cintura adentraram minha blusa e eu gemi baixinho contra seus lábios quando senti o toque quente em minha pele, ele pareceu perder completamente o controle com aquilo, sua mão entrou agilmente em meu sutiã e apertou meus seios já rijos, gemi vergonhosamente contra seus lábios e jurei que se não parássemos por ali, eu o faria me foder ali mesmo, eu roçava minha coxas uma nas outras tentando afastar o fogo que eu sentia crescer por entre elas, mas era quase impossível sem que ele me tocasse ali.

— Rum-Rum – O pigarreio atrás de nós fez com que eu afastasse os lábios de Justin, o encarei com os olhos mais arregalados que pude sem coragem para me virar e ver quem era –

— Mãe? Kaity? – Justin falou e abriu um sorriso travesso nos lábios enquanto descia a mão por dentro da minha blusa novamente até minha cintura –

— Podemos conversar? – Escutei a voz de Pattie reprovativa atrás de mim e gelei -



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