História The Guardian - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Drama, Justin Bieber, Romance, Sexo
Visualizações 525
Palavras 5.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Ciúmes para todo lado.


Casa de Justin Bieber – Sala de Estar - 22:30PM

A garrafa de vidro girava em cima da mesa de centro da sala, todos estavam devidamente posicionados ao redor dela, em cima do tapete de veludo olhando para a garrafa atentamente, então a garrafa parou, ponta para Caitlin, fundo para Ryan.

— Verdade ou desafio? – A voz de Caitlin soou animadoramente desafiadora, ambos olhavam-se nos olhos, percebi que eles levavam a brincadeira á serio –

— Desafio. – Ele falou firme –

— Desafio você a ficar só de cueca. – Ela falou e sorriu sacana –

— Não quero ver o Ryan nu, pelo amor de Deus. – Chaz falou e nós rimos –

Ryan levantou e todas nós acompanhamos seus movimentos, os meninos evitaram olhar e vi que Justin me olhava feio enquanto eu encarava Ryan descer a calça por suas pernas calmamente e logo começando a desvendar sua cueca box branca, ele jogou a calça para  o canto sem vergonha alguma e voltou a se sentar no chão. Focamos novamente no jogo e Ryan girou a garrafa, fundo para Justin e ponta para Chaz. Meu coração gelou no peito, medo de ele pedir desafio, mas, todos estavam ali para brincar sério e oque acontecesse ali eu tinha certeza que morreria ali assim como eles não comentaram uma palavra do que havia acontecido em suas outras brincadeiras, mas e dai, eu ainda estava roendo-me com o fato de Justin precisar ficar de cueca ou então ter que beijar uma daquelas meninas.

— Verdade ou desafio? – Chaz sorria malignamente e Justin estava impassível a sua expressão –

— Desafio. – Mordi o lábio com força olhando-o atentamente –

— Eu desafio você a beijar Anna.

Me imaginei correndo para cima novamente e gritando com a cara enfiada no travesseiro, Justin olhou-me e então virou-se para Anna que estava em seu lado, parece que tudo aconteceu em câmera lenta, ele puxou-a pela nuca com certa brutalidade e então ambos se beijaram, eles pareciam aproveitar o beijo, Justin aparentemente deu o seu melhor e eu estava agoniada em meu lugar, eu não sabia se olhava para ele e deixava minha raiva aflorar no peito ou se olhava para qualquer outro canto da sala, ele tinha a mão apoiada em sua coxa e apertava-a, eu podia ver seus dedos pressionarem-na e aquilo pareceu durar uma eternidade. Ambos se separaram e Anna parecia não estar tão interessada assim com seu beijo, mas ainda pude ver os lábios rosados de Justin inchados, filho da puta.

Justin girou a garrafa, ela pareceu girar por uma eternidade e então, fundo para mim, ponta para Chaz, quase chorei ao ver o olhar malicioso de Chaz, ele pareceu pensar antes de fazer a pergunta.

—  Verdade ou Desafio? -  Eu pensei antes de responder mas suspirei –

— Desafio. – Seu sorriso se alargou ao escutar aquilo –

— Eu desafio você a beijar Ryan. – Eu arregalei os olhos, não pude ver sorriso maior nos lábios de Ryan –

Levantei-me com as pernas tremulas, Ryan levantou-se sem poder esconder seu sorriso, olhei para Justin antes e ele estava visivelmente furioso, mas ai me lembrei de como ele havia pegado Anna e puxei Ryan pela camisa, levantei um pouco os pés por ele ser alto e colei meus lábios nos dele. Seus lábios envolviam os meus com voracidade, suas mãos estavam em minha cintura e apertava-me contra seu corpo conforme íamos aprofundando o beijo, sua língua envolvia a minha e pensei que se aquele menino chupasse uma garota da maneira que ele beijava, ela iria ao céu. Quando senti seu membro duro contra meu quadril eu me afastei sorrindo envergonhada, ele respirou fundo e se sentou rapidamente, todos soltavam risinhos ao perceber que ele estava duro, menos Justin que respirou pesadamente, furioso. Girando a garrafa novamente o fundo foi direto para Caitlin e a ponta para Christian, ambos se olharam maliciosos, podia dizer que Caitlin o ameaçava com o olhar mas ele se quer se importava com aquilo.

— Verdade ou desafio? – Ele perguntou –

— Verdade. – Christian sorriu ao perceber que realmente ela tinha medo de seu desafio –

 — Quantas meninas você já pegou? – Ela corou e mordeu o lábios pensativa –

— Sete. – Arregalei os olhos e pude ver que não fui a única, Chaz também pareceu surpreso –

— Não esperava isso de você. – Chaz murmurou –

— Vai se fuder.

Ela girou a garrafa, fundo para Alline, ponta para Justin, ela o olhou assustada e eu ri, ele a intimidava, ele intimidava qualquer mulher.

— Verdade ou desafio?

— Desafio. – Ela falou sem pensar e ao pensar pareceu desesperada –

— Eu desafio você a beijar Caitlin. – Justin falou e então sorriu largamente –

— Filho da puta. – Caitlin o xingou mas algo dizia que ela estava tão afim quanto os meninos de verem aquela cena –

Caitlin foi mais ativa, enfiou a mão nos cabelos da nuca de Alline e puxou-a para ela, a menina quase caiu debruçada sobre Caitlin mas ambas se beijaram com ardor, podíamos ver o quanto Caitlin estava afim e pela forma que os meninos olhavam, Ryan não era o único excitado naquele local. Quando o tempo imaginário acabou, elas se separaram, Alline estava envergonhada com todos aqueles olhares sobre ela e Caitlin estava aparentemente eu diria excitada. Alline girou a garrafa e novamente pareceu uma eternidade, então fundo para Chaz, ponta para Caitlin.

— Verdade ou desafio? – Ela perguntou animada –

— Desafio.

— Eu desafio você a tirar a tirar toda a roupa, ficar apenas de cueca até o fim do jogo. – Ele respirou fundo querendo fuzila-la e ela sorriu –

Ele se levantou e começou a tirar a roupa lentamente, cada um ali sabia como era gostoso e usava isso contra nós, quando ela tirou a calça jeans pudemos ver sua cueca vermelha e o formato exato de seu membro nela, era grande e ao perceber como o analisava eu desviei os olhos para a garrafa, ele se sentou e girou a garrafa. Fundo para Christian, ponta para Anna, naquele momento eu travei em meu lugar, olhei de Christian para Anna e ela deu seu melhor sorriso.

— Verdade ou Desafio? – Ela perguntou –

— Desafio.

— Eu desafio você e a Angel a se pegarem no banheiro por dez minutos. – Aquilo pareceu assustar a todos, mas logo soltaram gargalhadas –

— Isso não faz parte do jogo. – Escutei a voz de Justin firme e todos o olharam –

— Justin, você sabe que tudo faz parte desse jogo. – Caitlin falou – Desde quando algo é proibido nesse jogo para você? – Ele respirou fundo –

— Vamos, estamos esperando.

Meu coração batia a mil por hora, Christian se levantou e eu levantei logo em seguida, quase sentindo minhas pernas travarem, Christian parecia tão tenso quanto eu, talvez em sua mente estivesse passando oque havíamos feito ontem assim como na minha também se passava aquilo. Caminhamos até o banheiro da casa e eu entrei na frente, eu sabia que provavelmente todos viriam para trás da porta, Christian entrou logo depois de mim e trancou a porta, ficamos parados ambos sem saber como agir.

—  Então, é só um jogo não é? – Ele sussurrou assim que eu me encostei as costas á parede de azulejo branco com detalhes pretos –

— Não sei se é uma boa fazer isso, Christian. – Falei vendo-o próximo, ele estava com os braços apoiados na parede ao lado da minha cabeça –

— Eu não vou negar que quero isso, é só um jogo e isso faz parte do jogo, não é? – Ele murmurou e sua testa já estava colada na minha –

— É!

Seus lábios grudaram nos meus novamente, aquilo parecia tão proibido e ao mesmo tempo gostoso, aquilo era uma covardia após a longa noite que tivemos ontem. Seus lábios já pareciam familiarizados com meus beijos e sua língua brincava com a minha de uma maneira gostosa, suas mãos desceram para minhas coxas e puxaram-me para cima, enlacei minhas pernas em volta de sua cintura e ele roçou o membro em mim, arfei contra sua boca. Batidas fortes na porta pareceram que iriam derruba-la, Christian se afastou de mim ofegante e eu tentei retomar o folego, ficamos alguns segundos olhando-nos, pergunte-me se ele realmente havia gostado da noite, ou se foi apenas uma forma de cumprir o desafio da brincadeira. Ele caminhou até lá e a abriu, vimos Justin na porta, ele estava injuriado, parecia outra pessoa, vi seus amigos atrás dele falar algo mas ele parecia não se importar.

— Chega dessa porra. – Justin falou alto e em bom tom e abriu espaço para que eu passasse cruzando os braços –

Corri para fora do banheiro, fui parar na sala onde as meninas estavam em pé, Anna estava sorrindo ao ver o circo pegar fogo, Alline estava tão desentendida que de certa forma me identifiquei com ela no modo meio quieta e envergonhada de ser. Caitlin gargalhava na cara dura.

— Justin, calma. – Caitlin falou ainda rindo dele –

— Vai se foder, Caitlin.

— Ainda consegue ir uma ultima rodada? – Chaz perguntou revirando os olhos para seu ataque, Justin assenti apenas –

Voltamos a nos sentar ao redor da mesa e alguém girou a garrafa, meus olhos estavam vidrados em Justin, ele estava sério, seus olhos estavam escuros e seu maxilar travado, senti-me mal por causar tanta raiva nele e imaginei que se ele descobrisse do acontecido com Christian, ele nunca mais olharia em meu rosto, aquilo me deixou triste. Ele não cruzou os olhos com os meus, mas sabia que eu estava encarando-o.

— Justin, verdade ou desafio? – Escutei quando Caitlin falou –

— Desafio.

— Eu desafio você a beijar Angel melhor do que Christian.

O final daquela frase pareceu transformar Justin, ele levantou e eu apenas olhei seus movimentos e assim que ele estava se aproximando eu me levantei, antes que eu pudesse me levantar por completo senti meu corpo praticamente ser puxado para cima, os dedos de Justin estavam brutos de uma maneira que poderiam me deixar hematomas, mas que eu não me importava, seus lábios tocaram os meus e os dedos de uma de suas mãos puxaram meus cabelos para trás, meu corpo inteiro se arrepiou com aquilo, sua outra mão em minha cintura puxou meu corpo para o seu e eu praticamente gemi contra seus lábios desavergonhadamente, sua língua envolveu a minha de uma maneira tão excelente que eu parecia não sentir seu beijo a dias, quase uma eternidade.

— Eita porra, vão se comer. – A voz de Chaz me fez empurrar Justin, eu não podia me descontrolar daquela maneira ali –

— Chega de jogo por hoje. – Justin falou sério, a graça para ele já havia acabado –

Por um momento o clima entre nós havia ficado tenso, sentei-me ao lado de Christian que havia se levantado e ido sentar no sofá, Anna e a amiga ficaram no chão, Caitlin sentou ao lado de Ryan no outro sofá e Chaz se sentou ao meu lado, vi Justin se levantar e ir calmamente em direção a escada, como se ninguém quisesse saber oque ele estava fazendo, deduzi que ele fosse esfriar a cabeça e ao mesmo tempo em que eu queria correr e ir atrás dele, mantive-me sentada da maneira que estava, quieta.

— Oque eu perdi no tempo em que estive fora? – Caitlin perguntou confusa, agora séria – Alguém pode me responder? – Ela pediu ficando irritadiça quando ninguém a responder –

— Acredito que a melhor pessoa para lhe responder seja a Angel, não é? – Ryan respondeu olhando para mim, senti todos os olhares sobre mim e corei mordendo o lábio em nervosismo –

— Ela não precisa explicar nada para vocês. – Christian disse calmamente. –

— Ela não precisa explicar, eu só quero saber oque Justin tem. De todos aqui ela está praticamente 24 horas com ele. – Caitlin rebateu e ela e Christian se encararam, pareciam conversar sem que ninguém entendesse – Pode nos falar Angel? – Ela pediu mais calma –

Um som ao fundo nos chamou atenção. A campainha, salva pelo gongo. Quase suspirei na frente deles, porém contive-me ao olhar para o horário no relógio do celular ao meu lado, 00:45, levantei-me cautelosamente e fui até a porta, me perguntei se deveria abrir, deveria?, novamente a campainha tocou e já com a mão na maçaneta resolvi á abrir, rapidamente o fiz, de frente para mim surgiu Mindy, meus olhos se arregalaram, meu coração parou de bombear de maneira rápida, se aquietou e pude jurar que tentou se esconder por ali.

— Mindy? – Perguntei olhando para fora procurando por mais alguém, senti algo dentro de mim se contorcer novamente – Aconteceu alguma coisa? – Perguntei preocupada pelo horário –

— Angel, meu Deus eu fiz uma coisa, eu estou, meu Deus... – Ela entrou, ficando de frente para mim, de costas para todos em silencio na sala. Ela falava sem parar, gritando praticamente e eu tentei encontrar alguma coerência entre aquilo –

— Mindy, calma, oque aconteceu? – A olhei, confusa –

— EU TRANSEI COM O COLLIN. – Ela pulou em minha frente e bateu palmas, sorridente, arregalei os olhos e empurrei a porta ao nosso lado com o susto da noticia, a porta bateu forte fazendo um estrondo –

— Oque você falou? – Uma voz falou firme distante de nós e Mindy pulou virando-se para ver quem era, Christian estava de pé na sala, todos olhavam confusos –

— Christian... – Mindy sussurrou, assustada, caminhei quase sem conseguir para poder agora conseguir olhar do rosto dela para o dele –

Tudo ficou incrivelmente tenso naquele exato momento, Christian caminhou cautelosamente, como se flutuasse até perto de nós, todos na sala voltaram os olhares para a cena, atentos, passos na escada me fez ver Justin parar ali assim que viu como tudo estava incrivelmente silencioso, ele não ousou perguntar oque estava acontecendo, ou se quer como Mindy havia chegado ali, apenas observou, como todos nós.

— Oque você esta fazendo aqui? – Mindy perguntou, visivelmente perturbada, sem saber como lidar com aquilo –

— Você transou com o Collin, Mindy. – Christian falou em alto e bom tom, mas a decepção em sua voz era evidente –

— Oque você tem haver com isso? Nunca tivemos nada. – Mindy entrou na defensiva e atacou com as únicas armas que tinha, senti a dor de Christian de longe, Caitlin se levantou, Justin fez sinal para que ela ficasse quieta –

— É muito fácil colocar a culpa nos outros, quando na verdade todas as três vezes em que marquei de ir na sua casa conversar com seus pais você estava com esse moleque, você nunca se decidiu, você ainda é uma criança, você não sabe oque quer ou se quer com quem quer ficar. Eu te amo e nunca escondi isso de você, nunca escondi que queria algo sério com você, abri mão de pessoas que realmente se importavam comigo, por você. Mas a verdade é que você não quis abrir mão de nada, achou que tudo seria como em um filme, você ficaria com os dois e quando se cansasse de um, chutaria esse para escanteio, mas nem tudo é do seu jeito, não é?!  – Christian atacou na ferida de Mindy, vi os olhos dela se encherem de lagrimas e aquilo me doeu mas ela estava errada nessa, se realmente fosse verdade oque Christian estava falando. –

— Você não tem mais o direito de se meter na minha vida, Christian. – Ela falou, entre lagrimas –

Christian tentou avançar mais passos para próximo dela, os punhos cerrados, raivoso, rapidamente me pus em sua frente, apoiei minhas mãos em seu peito e ele olhou-me, respirei fundo vendo seu olhar de raiva, mesmo sabendo que ele não era para mim, ele respirou fundo tentando acalmar-se.

— Meu único arrependimento é ter me apaixonado pela garota errada. – Ele falou olhando-a nos olhos, tão intensamente que quando ela deu um passo para trás achei que ela fosse cair. –

Christian afastou minhas mãos rapidamente, sem brutalidade e então saiu pela porta da sala batendo-a após sair. Olhei para a porta, olhei para Mindy, ambos precisavam de mim, Chris mesmo depois de acontecidos, eu havia descoberto como um ótimo melhor amigo e Mindy era a menina que havia surgido e foi simplesmente minha primeira amiga, mas se Christian dirigisse nesse estado, ele não ficaria bem, poderia causar um acidente. Corri para a porta ainda escutando o silencio atrás de mim, ou melhor apenas os soluços de Mindy. A porta abriu sem que eu se quer encostasse nela e fechou-se da mesma maneira. Vi Christian clicar no botão e destravar o alarme do carro.

— Christian. – O chamei, já próxima a ele, ele se virou e mesmo pelas luzes fracas dos postes eu pude ver que ele realmente estava chorando –

— Eu podia ter me apaixonado pela menina certa não é? – Ele recostou as costas no carro e passou a mão nos cabelos –

— Nunca é tão simples assim; - Tentei forçar um sorriso, mas eu estava triste por ele –

— Veja só Angel, nos damos bem, temos coisas em comum, somos completamente compatíveis em todos os sentidos, até mesmo na cama – Eu corei e ele sorriu de lado – fazemos um ao outro sorrir, mas veja, você se apaixonou por Justin, eu me apaixonei por Mindy, pessoas completamente incompatíveis conosco. – Eu suspirei, sabendo que aquilo era verdade –

— Se eu pudesse, realmente me apaixonaria por você. – Eu falei tentando ser engraçada e ele sorriu para mim, eu retribui -

— Melhor você entrar.

— Você acha que vai onde, dirigindo dessa maneira? – Perguntei cruzando os braços –

— Preciso ir esfriar a cabeça.

— Você não pode dirigir nesse estado. – Falei –

— Prometo que estou bem. – Ele falou –

— Se cuida. – Pedi e ele sorriu –

— Nos vemos amanha.

Ele sorriu para mim e abriu os braços para que eu o abraçasse, assim o fiz, ele recostou o queixo em minha cabeça e eu respirei fundo, sentindo seu perfume, diferente do de Justin porém gostoso também, ele me apertou forte, naquele momento percebi que realmente eramos os tipos de pessoas que nasceram para se conhecer em algum momento, ele era um ótimo amigo, e como eu disse, um amigo para se chamar de melhor amigo.

— Você é como uma irmã mais nova. – Ele falou assim que me afastei – Bom, só em alguns momentos. – Nós sorrimos –

— Até amanha.

Quase corri para dentro e pude escutar apenas o barulho o carro indo embora, entrei rapidamente e lá dentro tudo parecia ainda estar pesado, todos agora estavam de pé e Caitlin não tinha lá a melhor expressão no rosto. Aproximei-me de Mindy e segurei-a pelos ombros de lado, ela continuou firme no lugar mesmo quando eu a empurrei para que fossemos em direção a escada, ela e Caitlin se encaravam, de maneira sérias.

— Vamos para o meu quarto. – Falei –

— Não. – Caitlin falou – Ninguém sai! Quem é ela e oque ela fez com meu irmão?

— Você é irmã do Christian? – Mindy perguntou com a voz falha –

— Sim, quem é você? Oque você fez com ele?

— Sou Mindy, praticamente ex namorada dele.

— Eu não sei oque você fez, mas você perdeu um ótimo homem, e se puder, fique com quem esta agora e de sua buceta para o mundo todo, menos para o meu irmão, você o fez sofrer. – Eu arregalei os olhos e Caitlin caminhou em direção a porta furiosa –

Ryan apenas falou um Tchau rápido e correu atrás dela, Mindy correu sozinha escada a fora, obviamente havia ido para o meu quarto, Justin que agora estava perto da janela ainda mantinha uma expressão tão séria quanto antes, Anna, Alline e Chaz foram dando-nos tchau e visivelmente se divertindo com o final da noite. Corri para o quarto sem se quer olhar para Justin, tudo que eu menos precisava agora era brigar com ele também.

— Mindy. – Chamei ao entrar no quarto, ela estava deitada, com o rosto enfiado no travesseiro –

— Ele me odeia. Eu não queria que ele me odiasse. – Ela sentou-se e eu me sentei em seu lado, encostando as costas na cabeceira, ela recostou a cabeça em meu ombro –

— É complicado. Eu não acho que ele esteja bolado pelo fato de você ter tido curiosidade e ter experimentado ter relações com outra pessoa, ele esta bolado pelo fato de você estar tão feliz. De certa forma ele queria que você estivesse tão mal quanto ele. – Tentei acalma-la afagando seus cabelos –

— Mas eu não estou feliz. – Ela choramingou – Desde quando resolvi dar um fim nisso, eu percebi que não é oque eu quero, eu amo ele, ele é a pessoa que eu quero para passar a vida, mas, eu sou uma pessoa curiosa e eu estava curiosa para saber como era ter esse tipo de relações com outra pessoa e o Collin é o mais intimo que eu tenho no momento para isso. Isso me deixou empolgada, mas agora eu estou tão arrependida. – Ela chorou mais ainda e eu quis chorar junto, ela estava de certa forma me entendendo, me descrevendo, a única diferente era que ela não tinha transado com Justin –

Duas batidas na porta e eu gritei um entra, Justin entrou já com uma calça de moletom preta, sem camisa e seus cabelos molhados por causa de um provável recém tomado banho, quase babei e com certeza Mindy também, ele parou no fim da cama e nos observou.

— Liguei para a mãe de Mindy, ela poderá dormir aqui essa noite sem problemas. – Eu sorri de lado –

— Obrigada. – Falei –

— Qualquer coisa, estou no meu quarto. – Ele me olhou atentamente nos olhos, meu sorriso se desfez, quis acreditar que aquilo era quase um chamado para que eu fosse para seu quarto essa noite, mas ele logo se foi sem dizer mas nada. –

Ele se retirou rapidamente fechando a porta. Ficamos um longo tempo conversando, Mindy contou como foi o seu momento com Collin, descobri que ele era virgem, como era de se esperar, mas sabia como satisfazer uma menina, entre palavras chegamos a conclusão de que ele assistia muito filme pornô e teria aprendido tudo lá, rimos com isso e fiquei feliz ao vê-la sorrir. Após um banho ela deitou e dormiu bem rápido mesmo enquanto conversávamos, já passavam das duas da manhã e eu estava realmente muito agitada para dormir, tomei um banho e coloquei uma calcinha box e uma blusa de Justin que estava no meio das minhas roupas. Desci para preparar chocolate quente, eu precisava relaxar.

Enquanto o leite esquentava, eu me recostei na bancada da cozinha, tudo estava calmo demais, diferente de antes quando a sala estava completamente cheia. Lembrei-me de Justin, de como ele havia ficado bolado com a brincadeira, com o fato de eu ter que beijar outras bocas, aquilo me fez sorrir sozinha olhando para o sofá, seu perfume rondava meu corpo, sua camisa estava com seu cheiro e aquilo era magnifico, eu amava o cheiro dele, eu amava o modo autoritário e possessivo assim como amava seus toques e caricias. A vontade de ir em seu quarto como já havia feito algumas vezes, bater na porta e orar para que ele me atendesse era tentadora, nada me impedia daquilo, bom, nada além do meu medo.

 Após a xicara de chocolate quente, eu me recostei novamente na bancada com meus próprios pensamentos e meu conflito interno, eu queria Justin perto de mim, abraça-lo, beija-lo, parecia que eu não fazia isso a dias, mesmo depois do beijo em que demos hoje, não foi o beijo que eu queria. Finalmente eu me decidi, forcei minhas pernas a subirem as escadas, brigando comigo mesma, engolindo meu próprio medo. Em frente a porta de madeira, nós nos olhávamos como duas amigas intimas, eu já conhecia o medo de estar ali por ter feito aquilo anteriormente, eu encarava a porta já de uma maneira conhecida para ela. Ergui minha mão encorajando-me mentalmente a fazer aquilo e então dei dois toques leves na porta, assim que o som ecoou eu quis correr e me esconder, como uma criança, cinco minutos depois a maçaneta girou, a porta abriu e lá estava ele, apenas de cueca vermelha, a cor do pecado.

— Angel? – Ele estreitou os olhos e percebi que ele já estava dormindo –

— Desculpe te acordar. – Falei envergonhada e ele sorriu –

Ele abriu espaço e fez sinal para que eu entrasse, prontamente o fiz, quase como um robô parei em pé no meio do quarto, próxima a cama, ele fechou a porta atrás de si e trancou-a de chave, congelei no instante em que ele me olhou, as únicas luzes acessas eram as do abajur, tudo estava completamente gélido e escuro, Justin parou em minha frente e eu me perguntei oque falar, eu não havia ido ali para nada além de tê-lo, poder toca-lo.

— Já deveria estar dormindo. – Ele falou calmamente –

— Estou sem sono. – Falei envergonhada –

— Quer dormir comigo? – Ele perguntou simplesmente, mordeu o lábio e eu quase surtei-

O olhei durante alguns minutos, não era possível que eu faria aquilo, mas eu não aguentaria ficar ali daquela maneira. O olhei de cima abaixo, semi-nu, estava exatamente da maneira como eu queria, ele estava instigando-me a taca-lo sem fazer completamente nada. Alguns passos e eu me aproximei dele, toquei seu peito definido e senti que ele ficou rígido no mesmo instante, ele me olhava de uma maneira especulativa mesmo não resistindo ao que eu estava fazendo, desci uma de minha mãos, deslizando meus dedos por seu abdômen e apertei sua cintura, arranhando-a, ele era completamente gostoso. Estranhamente ele se deixava ser conduzido por mim, sem fazer qualquer movimento, esperando pela minha iniciativa e aquilo me deixava envergonhada mas eu queria e de certo mordo eu estava gostando.

 Olhei para seu corpo de cima abaixo novamente, seu membro dava sinais de vida dentro da cueca e aquilo e fez ficar alarmada, talvez molhada, colei meus lábios em seu ombro e beijei, intercalando beijos com leves mordidas pude jurar que havia escutado-o gemer, subi os beijos por seu pescoço e ele jogou a cabeça para o lado indicando que queria mais e que estava gostando. Quando chupei aquela região deixando-o marcado, tive a certeza de que ele havia gemido, baixo, mas ainda havia me arrepiado completamente. Quando senti os dedos dele tomarem vida, eles agarraram minha cintura, apertando-me com força, empurrei suas mãos com a minha, eu queria que ele sentisse e não que me distraísse.

— Angel, oque esta fazendo? – Ele perguntou ainda de olhos fechados, meus lábios estavam no lóbulo de sua orelha e eu podia senti-lo se arrepiar sobre meus dedos –

— Te dando prazer. – Ele grunhiu e se calou, soltei uma pequena risada –

Eu sabia que ele podia me jogar na cama a qualquer momento e não me deixar toca-lo, mas ele estava deixando que eu fizesse oque quisesse com seu corpo e aquilo me animou, mesmo que eu ainda estivesse tremula e envergonhada. Desci meus lábios por seu pescoço até sua garganta e ali desci até seu abdômen, mordiscando-o, beijando-o, lambendo-o, sentindo seus músculos se retesarem diante de meu toque. No cós de sua cueca eu pude vê-lo me olhar de maneira especulativa, ele nunca acreditava que eu iria fazer aquilo, assim como nunca me deixava ir até o fim de nada. Passei os dedos pelo cós da cueca e a puxei para baixo liberando seu membro duro como rocha para mim, apoiei minhas mãos em sua coxa e molhei os lábios com a língua, o olhar dele estava em mim e aquilo me deixava nervosa, mas naquele momento tentei me desligar daquilo.

 Passei a língua por toda extensão de seu membro e o vi jogar a cabeça para trás e fechar os olhos, saber que ele gostava daquilo me deixava confiante. Quando ele menos esperou eu abocanhei seu membro até onde eu conseguia, ele gemeu razoavelmente alto e surpreso e seus dedos foram logo para meu cabelo, fiz o movimento de vai e vem com a boca, sugando-o hora forte, hora com calma, sentindo-o latejar em minha boca. Justin estava completamente fora de si e aquilo já era perceptível. Suas mãos juntaram todo meu cabelo fazendo um rabo de cavalo, uma de suas mãos segurou o monte de cabelo e me ajudou no vai e vem com a boca. Eu sabia que ele já estava perto o suficiente para gozar em minha boca e eu queria aquilo, por pura curiosidade, mas eu não iria deixa-lo fazer aquilo ali, tão rápido. Quando seu quadril ficou descontrolado o suficiente eu o empurrei com força, suas mãos soltaram meus cabelos e eu os senti cair sobre meus ombros mesmo meio bagunçados. Olhei para seu membro pulsante e sorri de lado, Justin estava com a respiração visivelmente acelerada.

 Suas mãos tentaram tocar-me novamente e eu as segurei antes que pudessem fazer isso, Justin odiava ser mandado por isso sempre mandava em tudo, mas eu não me importava, empurrei-o pelo peito até a cama e ele se deitou, de costas para o colchão, de frente para mim, eu tinha a visão completa de seu corpo e aquilo era maravilhoso. Sentindo seus olhos observarem-me de cima abaixo eu fiquei em pé fora da cama, de frente para ele. Agarrei o cós da enorme camisa que eu usava e a levantei calmamente, quando consegui tira-la por completo, Justin estava olhando-me atentamente, como se fosse avançar em mim a qualquer momento. Caminhei até a pequena mesinha ao lado de sua cama e peguei o pequeno pacote de sabor morango, rasguei-o com os dentes e cobri seu membro com aquilo. Ele olhava-me surpreso, parei novamente de pé e tirei a calcinha box, ultima peça de roupa que cobria  meu corpo. Senti minha intimidade se contrair, necessitando dele dentro de mim e assim o fiz, engatinhei na cama até ele e com sua ajuda segurando-me pela cintura eu encaixei seu membro em minha entrada, rebolei sobre ele, molhando-o com minha excitação e escutei Justin arfar, desci mais meu quadril e senti ele entrar em mim quase por completo, gemi e fechei os olhos, desci novamente e lá estava ele dentro de mim por completo. Fechei os olhos sentindo-o dentro de mim, sentindo minha intimidade se contrair ainda, agora melhor do que antes. Ergui meu quadril e sentei novamente sobre ele, seus dedos em minha cintura cravaram-se mais ainda e me ajudaram nos movimentos repetidos, aquilo estava levando-o a loucura e eu já não estava tão atrás assim. Nossos gemidos não eram escandalosos ou berrantes, eram o suficiente para invadir apenas o quarto de uma maneira harmoniosa.

— Você me deixa louco, Angel. – Ele murmurou após seu membro entrar tão forte em mim que eu ergui meu corpo, eu já estava a beira do abismo e poderia gozar a qualquer momento, ele puxou meu corpo para junto do dele e rolou para cima de mim. –

— Você acaba com minha sanidade mental. – Murmurei ao senti-lo olhar para meu corpo agora completamente dele –

Fechei os olhos assim que senti sua mãos apertar meus seios fortemente, gemi e deixei-me exposta para ele. Ele dedilhou minha intimidade e logo seus dedos me invadiram, três de uma só vez, ergui o quadril em surpresa e escutei-o sua risada, sua boca envolveu meu mamilo sugando-o com força, eu gemi mais alto que o normal, ele não estava fazendo aquilo com calma, mas também não estava desesperado para terminar, sugou meus seios, intercalando de uma maneira excepcional, fazendo-me puxar seu cabelos da nuca enquanto seus dedos maltratavam minha entrada, indo fundo e rápido. Eu já estava a ponto de explodir e percebendo isso ele afastou-se de mim. Ajoelhou-se entre minhas pernas e posicionou sem membro em minha entrada, afundando apenas a cabecinha, me fazendo gemer baixinho, aquilo me deixava á flor da pele. Justin rebolava entrando e saindo de mim de uma maneira torturante e eu já não aguentava mais aquilo, percebendo isso, ele entrou de uma só vez, me fazendo soltar um gritinho fino em surpresa, escutei sua risada, mas aquilo não o fez parar e sim só estocar mais fundo e forte. Envolvi minhas pernas em sua cintura e rebolei entre suas estocadas, ele cravou as unhas pequenas em minha cintura e enfiou o rosto em meu pescoço, mordendo-o, eu sabia que ele estava tão perto quanto eu, rebolei mais ainda sentindo-o entrar e sair de mim rapidamente e desfaleci, gemendo e cravando os dentes em seu ombro para que ninguém nos escutasse. Justin não foi muito longe, jogou a cabeça para trás, cravando sua unhas em minha cintura e gozou. Acariciei seus cabelos e ele afundou sua cabeça em meu pescoço, seu peito colado ao meu e eu podia sentir seu coração acelerado, tanto quanto o meu. O abracei apertado, sentindo seu corpo próximo do meu, tanto quanto eu queria.

— Angel. – Justin apoiou o cotovelo ao lado de meu corpo e ergueu o corpo, sua outra mão acariciou minha bochecha e ele mordeu o lábio visivelmente apreensivo – Eu estou perdidamente apaixonado por você. – Meus olhos se arregalaram de uma maneira extraordinária –

— Oque você disse?...



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