História The Heart Wants What it Wants (2nd season) - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Castiel, Debrah, Iris, Kentin, Kim, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Violette
Tags 2nd Season, Amor Doce, Castiel, Continuação, Romance, Violette
Exibições 58
Palavras 3.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ain, nunca escrevi um capítulo tão imenso na vida HAHA
Espero que vocês gostem e entendam um pouco mais da treta.
Boa leitura!

Capítulo 5 - Do I wanna know?


Fanfic / Fanfiction The Heart Wants What it Wants (2nd season) - Capítulo 5 - Do I wanna know?

16 de fevereiro de 2020

Até chegar no karaokê, eu ainda estava levando na esportiva. Depois que chegamos, o clima pareceu pesar subitamente entre os meninos e eu realmente não sabia o que fazer. Nos sentamos em uma mesa, tomando drinks e conversando sobre coisas banais, mas, depois de um tempo, nosso grupo caiu em silêncio.

Eu estava sentada entre o Castiel e o Lysandre, de vez em quando um olhava para o outro com seriedade. Eu não faço ideia de como a banda deles terminou, mas certamente eles se desentenderam, porque não há outro motivo para parecerem tão hostis, uma vez que eram melhores amigos no passado.

Quando a Ambre chegou com o Kentin eu dei graças aos céus. Avistei-os na entrada do karaokê e enviei uma mensagem para a Ambre dizendo que iria encontrá-la.

- Oi, Ambre! Graças a deus você chegou!

- Oi, Violette – ela me cumprimentou com um beijo no rosto – o que aconteceu?

- Eu já te explico. Oi, Kentin! – também cumprimentei-o com um beijo no rosto – nós estamos naquela mesa – apontei em direção a onde os meninos estavam.

- Quem são aqueles caras?

- Castiel e Lysandre, lembra?

- Uau, você deve estar em apuros mesmo – a Ambre riu.

O Kentin foi se juntar aos meninos enquanto a Ambre me arrastava para o banheiro. Eles eram um casal tão lindo, e tão durão. Incrivelmente, ambos resolveram entrar na carreira militar e, posso dizer, se deram muito bem. Eles ficariam nos Estados Unidos durante um tempo para cursos e treinamentos, e logo depois retornariam à França. Eu me senti muito feliz por ter um rosto conhecido perto de mim para poder dividir aquela situação embaraçosa.

Depois que contei toda a situação à Ambre ela riu muito, muito. Então, limpando as lágrimas do rosto, resolveu me ajudar.

- Ah, Vio, eles só estão se sentindo ameaçados, acredite em mim. É muito estranho ver a sua ex-namorada e seu ex-melhor amigo tão íntimos assim. Só dê um tempo ao Castiel, pelo menos para ele absorver a situação. Além disso, eu e o Kentin vamos tentar descontrair o ambiente.

- Tudo bem – suspirei fundo – obrigada, Ambre.

Virei-me para sair do banheiro, quando ela colocou a mão no meu ombro.

- Você sabe que pode compartilhar o que for preciso comigo, Violette. Eu estou aqui para te impedir de fazer besteira, está bem?

- Você é a melhor, Ambre.

Eu já estava me sentindo muito mais aliviada quando voltei para a mesa. Sentei-me na ponta, perto somente da Ambre. Quando ela e o Kentin começaram a contar da sua vida pós-Sweet Amoris, o clima ficou mais leve. Começamos a zoar o estilo de vida uns dos outros, até que decidimos aproveitar o karaokê de verdade.

- Quem vai ser o primeiro? – o Kentin perguntou, tentando passar a bola para alguém. Ele não parecia mesmo o tipo que gostava de cantar.

- Eu voto no Castiel! – eu disse, dando soquinhos no ar.

- Ah, não, eu não! Você não disse que era uma tradição sua e do Lysandre? Vão vocês na frente – de repente, sua voz me soou meio machucada.

- Poxa vida, Castiel, você só está arregando. – Ambre disse. O Lysandre permanecia em silêncio.

- Tudo bem, vou brilhar antes de todos vocês. – eu me levantei e dei um beijo no meu próprio ombro.

Quando subi ao palco, resolvi fazer uma coisa estúpida. Obviamente as Magaritas que eu havia tomado influenciaram seriamente meu bom senso. Pedi uma música do Arctic Monkeys. AM era a nossa banda, desde que eu conheci o Castiel, eram nossas músicas de relaxar, de nos declarar, de fazer amor. Mesmo depois que a gente terminou eu ainda me sentia estranha toda vez que tocava AM em algum lugar.

Então, eu nem precisei me perguntar se o Castiel ainda mexia comigo, porque a resposta era “sim” desde que olhei aquele maldito cartão de visitas no elevador vazio. O que o meu eu embriagado e perdido queria saber era: será que ele se sentia abalado da mesma forma?

Desde ontem, quando reencontrei o Castiel, ele parecia mexido pela minha presença. Sua voz tantas vezes exprimiu dor, mesmo ele tentando contornar isso. Porém, o ponto não era esse. Eu não queria sentir apenas mágoa e ressentimento vindo dele. Eu queria abalá-lo em um nível muito mais emocional e saudável. Egoistamente, eu queria me sentir desejada por ele.

Quando a música começou a tocar eu peguei o microfone e me joguei no palco, cantando “Do I wanna know?” do meu jeito dramático e extrovertido, que sempre fazia sucesso no karaokê. Quando cheguei ao refrão, tomei coragem para olhá-lo nos olhos, ignorando a algazarra ao meu redor.

(Do I wanna know?)

If this feeling flows both ways

(Sad to see you go)

Was sorta hoping that you'd stay

(Baby we both know)

That the nights were mainly made for saying

Things that you can't say tomorrow day

Ah, Violette, aonde você se meteu? Quando foi que você perdeu seu autocontrole? Quando a música terminou eu já estava constrangida e arrependida pela minha escolha. Porém, quando retornei à mesa, o Castiel estava bem-humorado. Ele balançou a cabeça negativamente para mim.

- Eu havia me esquecido de quão engraçado isso poderia ser – ele sorriu para si mesmo e afrouxou um pouco a gravata – Ok, Violette, vou fazer isso por você.

A Ambre riu de orelha a orelha quando o Castiel se levantou determinado carregando seu whisky, indo em direção ao palco. Ela e Kentin gritaram palavras de motivação para ele enquanto ele se preparava para começar.

- Tudo bem, Lys? – eu me sentei ao lado dele, perguntando. Ele não parecia muito contente desde cedo, eu comecei a ficar preocupada.

- Tudo sim, Vio – ele me abraçou pelos ombros, deixando um beijo na minha bochecha.

Quando o Castiel começou a cantar parece que o tempo e espaço se contorceram ao meu redor. Sua voz casava completamente com “You’re so dark”, seu novo estilo em sintonia com o clima misterioso e sexy da música.

Eu não conseguia desgrudar os olhos dele e, sinceramente, foi meio difícil relembrar os tempos em que ele cantava essa música e eu tinha certeza de o que ele queria tão ardentemente era eu. Eu entrei em um jogo que pode ser jogado por dois, e parece que o Cast sabia das regras tanto quanto eu.

Quando ele voltou para a mesa eu já estava bêbada e animada. Mesmo com o olhar de reprovação do Lysandre eu me deixei levar, afinal, a Ambre estava ali para me prevenir de fazer qualquer bobagem, não é?

- Você foi maravilhoso, Cast!

- Mandou bem, advogado – o Kentin pareceu amigável, muito diferente da versão Sweet Amoris dele.

Nossa mesa acabou tomando conta do palco. Eu, Cast e Lys nos revezamos e até a Ambre e o Kentin cantaram uma música, o que foi muito mais engraçado do que bom. Perto das uma da manhã, nós descemos para o segundo ambiente do lugar, para dançar um pouco.

Ambre e Kentin embarcaram em um programa de casal e ficaram em outra dimensão. Ela descansava sua cabeça no peito dele, e eles conversavam enquanto o Kentin fazia carinho em suas costas. E pensar que no começo parecia que a Ambre teria uma vida amorosa desastrosa e a minha seria perfeita. Apesar do meu ledo engano, me senti alegre por vê-la ali, e aquela garota loira insuportável já nem existia mais na minha mente, só a Ambre forte e conselheira, a Ambre amorosa e sincera.

Eu me joguei na pista porque já não aguentava mais o silêncio de reprovação do Lysandre, que decidiu ficar sentado. Ele realmente não estava em um bom dia. Também era completamente insuportável ver o Castiel sendo abordado por várias mulheres e garotas mais novas. Eu apenas me afastei, deixando meus músculos fazerem o trabalho.

Quando eu estava na pista tentando esquecer, senti mãos apertarem a base da minha cintura por trás. Geralmente quando eu ia ao karaokê ninguém tentava me abordar porque o Lysandre ficava o tempo todo ao meu lado. Mas ali, eu estava sozinha na pista, uma garota inocente e solteira. Mas com certeza eu não precisava de um homem para me defender, eu iria acertá-lo com tudo.

Num reflexo, eu girei, chocando minha mão direita contra a face da pessoa atrevida. Depois que já havia dado o tapa, percebi que a pessoa ali era o Castiel.

- Porra, Castiel, desculpa – coloquei a mão na sua bochecha, que devia estar ardendo já que eu não economizei forças.

- Ai, Violette! – ele segurou minha mão por baixo da sua e fez uma careta.

- Você já deveria saber que não pode abordar alguém assim, ainda mais uma senhora casada como eu.

A gente se olhou em silêncio por um tempo, quando as pessoas começaram se incomodar de estarmos parados bem no meio da pista de dança. Olhei em volta para ver se encontrava algum dos meus conhecidos, mas a pista estava cheia demais para olhar além do muro de pessoas.

- Vio...você pode parar de dizer que é uma mulher casada a cada segundo? Eu me sinto estranho.

- Desculpa, Cast – tirei minha mão do seu rosto – vem, vamos cuidar disso.

Eu não sabia para onde ir, então ele me guiou até o último dos banheiros individuais no fim de um longo corredor. Como a situação não poderia ficar mais estranha, nós entramos e fechamos a porta. Eu peguei minha echarpe e coloquei a mão no copo de whisky do Castiel, pegando uma pedra de gelo.

- Ei!

Ignorando seus protestos, coloquei o gelo na echarpe e pressionei com cuidado contra sua bochecha.

- Vai ficar tudo bem – eu disse.

- Vai sim, apesar de eu ter achado que você ia quebrar meu maxilar.

- Que exagero, Castiel, eu não sou tão forte assim.

Ele riu e soltou um gemido de dor em seguida. Cast se encostou na bancada da pia e eu estava quase encostada na parede oposta, tão pequeno o banheiro era.

- Cast? Você pode segurar isso? – eu estava me sentindo meio tonta.

- Ainda fraca para bebida? – ele me segurou pelo braço enquanto meu corpo todo dava uma guinada para a direita – É engraçado como tanta coisa em você não mudou.

- É engraçado como tanta coisa em você mudou – eu contra-ataquei.

- Violette...

- Você só parece magoado comigo desde que a gente se reencontrou. Eu estou feliz em rever você, Castiel – suspirei, cansada o suficiente para encostar minha cabeça em seu peito.

- Tem algumas coisas que não mudaram, garota – ele deixou minha echarpe em cima da pia.

E pela primeira vez em muitos anos eu me senti abraçada por todos os lados. Os braços do Cast davam a volta nas minhas costas e meu rosto queimava contra seu peito. Por um segundo, eu queria apagar da minha mente a imagem do Castiel advogado e colocar em seu lugar aquele Castiel adolescente e de cabelos vermelhos que eu achei que era o homem da minha vida.

Eu senti vontade de chorar por todas as perspectivas perdidas naquele 15 de fevereiro de 2015. Porque eu não merecia estar ali, sentindo essa coisa maravilhosa de volta para mim, mas eu estava. Lágrimas quentes molharam sua camisa.

- Ei, garota, eu estou aqui até o fim dos tempos.

Ele segurou minha cintura e me girou. Eu fui parar em cima da bancada da pia, e aproveitei para colocar meus braços por cima dos seus ombros. Ele afundou seu rosto em meu peito e pela primeira vez desde nosso reencontro eu consegui ver sua vulnerabilidade. Afagando seus cabelos, eu regulei minha respiração.

- Cast...

- Oi, Vio.

- Se a gente for fazer amor aqui, você pode tentar não deixar nenhuma marca em mim? – ele riu, ainda sem olhar para mim.

- A gente nunca teve bom senso ao escolher lugares para isso, não é? Eu também acho que isso vai acabar acontecendo mesmo.

- Ei, você não estava morrendo de dor?

- Ah...eu meio que dramatizei para obter sua atenção.

Ele tomou meu rosto em suas mãos e terminou de enxugar minhas lágrimas com seus lábios. Quando nos beijamos, parecia que cada célula minha vinha pedindo por isso por cinco intermináveis anos. Agarrei-me aos seus cabelos e me entreguei, deixando sua língua fazer seu trabalho.

Cast tomou o resto do seu whisky e quando ele me beijou de novo, senti o toque da pedra de gelo que havia ficado na sua boca. Ele fez uma trilha de beijos pelo meu pescoço, e eu me senti arrepiar, tanto pelo gelo quanto pelo seu toque. Suas mãos chegaram tímidas ao primeiro botão da minha blusa e eu o encorajei a ir em frente.

A cada novo botão, seus dedos me tocavam e eu sofri por antecipação. Seus lábios chegaram ao topo dos meus seios e eu apertei minhas pernas em volta da sua cintura. Alguma coisa estava rugindo dentro de mim, era difícil continuar esperando pelo clímax. Quando ele abriu o fecho do meu sutiã, eu senti uma onda de prazer cair sobre mim.

Seu toque ainda era suave, porém necessitado. Ele jamais rompia nosso contato físico, e eu me esforçava para mantê-lo também.

- Eu adoro seus seios, Vio.

Eu joguei minha cabeça para trás quando ele encostou os lábios na auréola do meu seio direito. Senti que eu poderia chegar ao ápice apenas dessa forma.

- Como você consegue fazer isso?

- É porque eu te conheço mais do que qualquer homem jamais vai te conhecer.

Apesar de presunçoso, aquilo talvez fosse verdade. Eu me entreguei sem culpa pelo malfadado Sr. Richardson. Sem me preocupar se seríamos procurados pelo Lys e a Ambre. Eu só queria, de uma forma muito primitiva, aquele homem na minha frente.

Depois que ele sugou meus seios por um tempo, eu o afastei, arrancando sua gravata e abrindo sua blusa social. Ele estava ainda mais em forma. Deixei meus dedos passearem pelo seu corpo, porque não sabia se teria a oportunidade de fazer isso novamente.

Beijei-o como se minha sobrevivência dependesse disso, e ele me transportou para o outro lado do pequeno banheiro, com minhas pernas enganchadas em seu corpo. Puxando meus cabelos, ele desceu seus beijos até minha barriga, e então abriu o zíper da minha calça jeans.

- A partir daqui, Violette, nem mesmo se o Lysandre arrombar essa porta, eu não vou parar.

Eu apenas ri, achando tudo aquilo muito exagerado. Depois de descer minhas calças, ele se levantou, girando-me de encontro a parede. Senti seu toque em todos os lugares, e quando ele tocou minha intimidade, entendi que não tinha volta.

- Eu quero você, Violette.

- Então você me tem – apesar de tonta, eu estava consciente dos meus atos.

Aquele banheiro era minúsculo, tornado difícil inovar em posições. Ele me penetrou em pé, minha existência frágil entre a parede e seu corpo. Mesmo segurando-me para não gemer, era difícil. Seu corpo era absurdamente familiar, seu toque pertencia à minha essência. Era um erro ele não ser meu.

- Eu vou chegar lá, Cast – mesmo depois de tantos anos, não me constrangia dizer a ele que iria ter um orgasmo.

- Então a gente vai junto.

Ele enlaçou seus dedos nos meus, escorando meus antebraços na parede. Segura. Desejada. Infinita. Enquanto eu gozava, ele sustentou meu corpo, captando todos os meus tremores. Quando terminamos, nenhum de nós tinha esfriado.

Ajudamos um ao outro a colocar as roupas de volta. Eu estava me sentindo viva, muito viva.

- Você deixou sua carteira cair – peguei-a do chão, quando algo caiu dela.

Era a foto de uma garota de cabelos roxos e aproximadamente 18 anos. Ela estava sentada em uma mesa no jardim de um colégio e sua coroa de violetas combinavam com a do garoto de cabelos vermelhos ao seu lado.

- Uma foto nossa.

- É meu amuleto da sorte.

Eu me coloquei entre os seus braços enquanto ele recolocava a foto na carteira. Foi quando eu a vi.

- Quem são essas?

A foto mostrava uma mulher de cabelos muito logos e castanhos, olhos azuis e pose despojada ao lado de uma menina loira de aproximadamente 15 anos. Elas estavam enquadradas em um parque de diversões ao lado do Castiel. A mulher segurava firmemente sua mão.

- Violette...

- Diga-me.

- Essa aqui é a Molly – ele disse, apontando para a garota – ela é minha filha. E a outra é a Debrah, ela é minha esposa. Eu sinto muito em ter mentido para você.

- Cast...você é casado? Cara, a gente acabou de...

Eu me senti tonta, recuperei minha echarpe do chão e, perdida, procurei a porta.

- Espera, Violette.

- Você quis me usar, Castiel. Eu fui honesta com você desde o princípio, e depois de todos esses anos você me engana no banheiro de um karaokê.

- Violette, espera, você precisa escutar.

Mas eu já havia ido embora. Pela primeira vez tive que aceitar aquilo que não queria nem passar pela minha mente desde que rompemos: o Castiel seguiu em frente. Ele tem uma família. Ele te superou.

Tropecei no Lysandre no caminho para a saída, e ele deve ter percebido minha cara de choro.

- Eu sabia que isso iria acontecer – ele disse, reflexivo.

Ele tomou minha mão e começou a me levar para a saída. Colocando-se protetoramente atrás de mim, ele me guiou para lá bem rápido. Era uma droga deixar meu amigo me ver naquela situação estúpida. Eu só queria dormir, só queria me livrar daquilo.

Chegando no estacionamento, ele abriu o banco do passageiro para mim. Eu subi com dificuldade, depois vi que ele tomou seu lugar no banco do motorista.

- Lys...você está puto comigo?

- Sim, Violette – e para corroborar isso, ele prendeu meu cinto com força.

- Não vamos nos despedir da Ambre?

- Eu já avisei que vamos embora.

- Lys?

- O quê? – ele deu partida no carro.

- Me desculpa por te dar trabalho.  

- Tudo bem, Vio.

Ele começou a dirigir e, depois de um tempo, tentou amenizar o clima.

- Eu vou te levar para o meu hotel, pode ser?

- Pode.

Então eu cochilei, sabendo que estava segura. O Lys era aquele tipo de amigo que cuida de você, mesmo que você tenha feito a maior merda do mundo. Ele é o amigo que não julga.

Quando estacionamos, eu ainda estava meio dormindo e meio acordada. Ele abriu a porta para mim e eu insinuei descer quando ele me pegou em seus braços.

- Pelo amor de deus, Lysandre, eu vou andar até lá.

- Você não parece em condições, Vio. Me deixa cuidar de você.

Aninhei-me no colo dele e desejei sumir. 


Notas Finais


Do I wanna know: https://www.youtube.com/watch?v=bpOSxM0rNPM


Não esqueçam dos feedbacks e sinais de amor <3


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