História The Heart Wants What it Wants (2nd season) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Castiel, Debrah, Iris, Kentin, Kim, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Violette
Tags 2nd Season, Amor Doce, Castiel, Continuação, Romance, Violette
Exibições 35
Palavras 1.523
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente! Esse capítulo era pra ser maravilhoso, e ficou como? Bem pombo. Desculpa, manas, tem dia que não é nosso dia </3
Desejo boa leitura, anyway :3

Capítulo 8 - No regrets about the past


Fanfic / Fanfiction The Heart Wants What it Wants (2nd season) - Capítulo 8 - No regrets about the past

~ FLASH BACK CASTIEL ON ~

Fevereiro de 2015

Entrei no avião sem entender direito o que havia acontecido, é só impressão minha ou a Violette terminou comigo sem dar nenhuma explicação? Eu me sentei e fechei os olhos, esperando que, quando eu acordasse, tudo isso não tivesse passado de um pesadelo ou uma brincadeira de mal gosto. Mas ela não é de brincar com coisa séria, e o nosso relacionamento estava já muito sério àquela altura.

Assim que desembarquei na França fui direto para casa. Cheguei em casa e contei para minha mãe o que ocorreu. Falar daquilo em voz alta fez tudo se materializar e eu chorei pela primeira vez.

- Mãe, eu vou ficar no meu quarto por um tempo.

- Vai passar, meu filho. Me avise se precisar de alguma coisa.

Mas não, não passava. E na semana seguinte ainda não tinha passado. Toda a minha vida parecia uma silhueta de duas pessoas por trás de um vido embaçado. Sim, eu havia traçado todo o meu futuro levando em conta que a Violette estaria lá. Mesmo com a faculdade nos Estados Unidos, aquilo não duraria para sempre. E, sinceramente, o que são cinco anos para aqueles que planejam passar toda uma vida juntos?

E foi assim que eu quebrei meu coração em primeiríssimo grau. Foi uma droga passar por toda a fase de negação, depois ter que aceitar porque, logicamente, aquilo realmente tinha acontecido. Quando o Lysandre foi me ver na semana seguinte eu já estava começando a ligar os pontos na minha cabeça e ele acabou me convencendo a encarar o mundo lá fora.

No meio dessa confusão meus pais acabaram ficando realmente preocupados comigo e insistiram que eu fosse ver um psicólogo. Acabei me deparando com um cara jovem e muito bem-humorado com quem conversei durante algumas semanas. Contei a ele sobre meus planos para o futuro, minha banda com Lys e as garotas, e, especialmente sobre Violette.

Esse começo de 2015 foi muito importante para mim. Para entender que eu não odeio a Vio e jamais conseguiria odiá-la, mesmo que isso tenha me irritado durante um tempo. E em segundo lugar, para decidir onde de verdade eu queria estar no futuro. As coisas com a banda não estavam indo conforme o planejado e cantar tinha se tornado um negócio estressante, no lugar de ser a coisa mais prazerosa do mundo, como era antes.

Meu psicólogo me sugeriu fazer um teste vocacional e eu achei uma boa ideia. Eu fiquei chocado quando apareceram coisas como “advogado” e “administrador”, aquilo era mesmo a minha cara?

Pesquisei mais a fundo e decidi investir em Direito. Claro, eu estava mais perdido do que cego em tiroteio, não sabia muito bem como contar para o pessoal que eu ia desistir da banda, ainda pensava na Violette todos os dias. Eram muitas coisas me pressionando e eu só queria tomar algum rumo na vida, porque aí seria mais fácil seguir em linha reta.

Então, eu estudei. Todos os dias, o dia todo. Era tudo que me restava.

 

Janeiro de 2016

Minhas malas e meu passaporte. Um Castiel ansioso e completamente ciente de onde suas escolhas o levarão. No dia em que eu rasguei a carta de aprovação da Yale Law School e decidi seguir para Harvard, eu sabia que estava me afastando da Violette e de tudo que ela representava para mim. Também entendi que eu não sobreviveria muito se tentasse me prender a ela.

Um novo Castiel subiu naquele avião, um Castiel mais determinado e maduro.

 

Setembro de 2019

Eu cheguei no meu dormitório exaurido. Meu médico me aconselhou a pegar um pouco mais leve na rotina e passar a me alimentar com a regularidade adequada, mas tudo que eu podia pensar era em me formar da melhor forma, e da mais rápida também.

Sentei-me na mesa e fui avaliar o caso que meu professor me passou. Ser estagiário do Dr. Hopkins era um grande prestígio e uma grande furada ao mesmo tempo. O homem irá te ligar até de madrugada se for preciso, te incentivará a matar aulas, se ele precisar do seu tempo para auxiliar nos casos. Por outro lado, ele é um dos poucos que deixa seus subalternos realmente colocarem a mão na massa e escuta suas teorias.

Não tenho muito do que reclamar, eu realmente aprendi muito com ele. E aquele deveria ser um dos últimos casos em que eu trabalharia antes de me formar, então decidi realmente mostrar o meu valor.

Mesmo que eu esteja nisso há quase quatro anos é impossível não sentir meu estômago revirar com algumas coisas. Nesse caso, um casal traficava crianças e vendia-as no exterior, seja para retirada de órgãos, seja para famílias que queriam adotar, seja para fins ainda mais perversos.

Ridiculamente aquele casal era muito proeminente e rico, o que tornava sua culpabilização menos provável. Além disso, a defesa alegou uma série de coisas, desde transtornos psicológicos até tentativa de incriminação por parte de inimigos dos empresários.

Decidi ficar no trabalho de campo, e sondar o lugar onde esse casal de malucos realizava suas atividades. Depois, fui encarregado de entrevistar as crianças e, sinceramente, eu sentia vontade de morrer todos os dias quando acordava e pensava nisso.

Tudo era muito precário e eles não tinham consideração nenhuma com aqueles seres humanos. De certa forma, estava tudo correndo bem para a condenação daqueles sádicos. Muitas vezes o Dr. Hopkins nos disse para manter a calma e não se deixar levar por emoções e opiniões pessoais e eu tentei seriamente seguir o seu conselho.

Mas isso foi bem difícil quando ouvi o depoimento da Molly. Molly era uma garota de 15 anos que morava na rua e foi capturada pelos canalhas. Ela contou ao tribunal minunciosamente tudo que havia presenciado, tanto consigo mesma quanto com as outras crianças.

Era uma menina muito esperta e poderia ter um futuro brilhante. Mas estava ali, quebrada, destruída por pseudo seres humanos. Mesmo a polícia tendo conseguido identificar os pais das crianças capturadas, ninguém veio chamar por Molly e ela não quis se manifestar sobre seu passado.

Naquele dia nós ganhamos o caso. Mesmo assim, eu voltei para casa me sentindo um lixo. Aquilo era tudo, afinal? Era tudo que eu poderia fazer? No dia seguinte decidi ir visitar a Molly. Ela estava ficando com uma família temporária até ser adotada. O casal de idosos que me atendeu na porta era muito simpático e me deixou entrar depois que eu expliquei meu envolvimento no caso.

- Bom dia, como ela está?

- Ainda um pouco abalada, mas ela é muito forte.

- Entendo.

E, de fato, ela estava na sala lendo silenciosamente. Foi muito difícil fazer ela conversar comigo e, mesmo depois disso, ela continuou testando sucessivas vezes.

- E se você tivesse sido contratado pelo outro lado? Você iria defender aqueles caras?

E sim, seu raciocínio tinha muita lógica. Não posso culpá-la por não confiar nas pessoas. Eu também não confiaria se eu estivesse na situação dela. Por fim, ela me deu uma pequena abertura, e eu perseverei. E perseverei. E perseverei.

Um dia, quando estava visitando-a, resolvi investir em uma conversa mais profunda.

- Molly, por que você não quis contar sobre sua família antiga?

Depois de um longo silêncio, em que achei que ela não me responderia, ela decidiu falar.

- Porque lá era tão ruim quanto. Prefiro morrer.

- Então você quer ficar aqui para sempre?

- Eu não sei, só não quero voltar.

- E se eu adotasse você?

Ela deu de ombros, mas vi que seus olhos brilharam. Depois desse dia, eu não poderia dar a volta e simplesmente ignorar. Conversei com outras pessoas e eu mesmo já estava por dentro da lei dos EUA para saber que eu precisaria atestar casamento e ter um green card para ter a possibilidade de adotar uma criança nos estados americanos.

Foi quando fiz uma loucura. Pedi a Debrah em casamento. Debrah era uma garota do fórum que sempre dava mole para mim. Particularmente, eu não tinha muito interesse nela, mas me pareceu uma solução rápida e lógica. Então eu conseguiria o green card. Expus a ela o contrato, mostrando minha intenção de que fossemos Foster Parents.

Contra todas as minhas expectativas, ela acabou topando. Assim, eu me casei naquele novembro de 2019 com uma mulher que eu não conhecia. Quando eu contei isso para a Molly ela riu de mim, mas no fundo ficou emocionada.

Finalmente conseguimos a adoção em janeiro do no seguinte, uma cortesia do Dr. Hopkins, que intercedeu por mim junto aos seus amigos influentes.

~ FLASH BACK CASTIEL OFF ~

No fim da estrada, não existem arrependimentos. Sei que talvez minhas escolhas não tenham sido as melhores e que eu deixei um monte de sonhos para trás, mas minhas ações malucas deram um futuro para essa garota, a Molly, que agora tem um sobrenome. Então, mesmo que eu não ame minha esposa ou esteja extremamente satisfeito com a minha vida, eu sei que ainda há coisas que podem melhorar e que eu não vou me resignar em deixá-las como estão.

Esse novo Castiel é determinado à beça.


Notas Finais


Só eu achei o Castiel a coisa mais fofa do mundo, mesmo com esse capítulo pombo? Gente, que fofinho, maduro e maravilhoso <3
Bem ansiosa pra ver a reação da Violette à isso tudo :D


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