História The Heart Wants What it Wants (2nd season) - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Castiel, Debrah, Iris, Kentin, Kim, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Violette
Tags 2nd Season, Amor Doce, Castiel, Continuação, Romance, Violette
Exibições 26
Palavras 1.781
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


AE! Finalmente saiu esse capítulo. Eu tô bem feliz de ter conseguido apresentar a Molly, dessa vez :D
Boa leitura, babes :D

Capítulo 9 - I can't stop feeling like this


Fanfic / Fanfiction The Heart Wants What it Wants (2nd season) - Capítulo 9 - I can't stop feeling like this

17 de fevereiro de 2020

Quinze segundos se passaram e eu ainda não havia conseguido tirar a expressão de choque do meu rosto. Durante todo o tempo em que, sentada na bancada da cozinha, eu ouvi o Castiel destrinchar da forma mais minuciosa possível tudo o que se passou com ele nesses cinco anos em que estivemos afastados, eu só conseguia pensar em quão vulnerável ele se deixou mostrar naquele momento, e tudo isso para resolver o mal-entendido entre nós.

Eu me senti cruel, insensível até, por ter reagido tão mal com ele no karaokê, afinal, eu sou uma mulher casada também, certo? Quando ele terminou de contar, meu apartamento caiu em silêncio. Ele me olhava como quem pedia uma reação, uma resposta. Eu olhava para ele como quem não sabia muito bem o que dizer, ou mesmo se tinha o direito de dizer algo.

Sua vida parece ter sido um inferno. Pressão na faculdade, pressão no trabalho. Um casamento de fachada, cuidar de uma criança. E eu, no auge da minha arrogância e egoísmo, ainda me achava no direito de ligar por ele para que resolvesse meus problemas familiares.

- Eu não quero que você sinta pena de mim, Violette. Eu só te contei tudo isso para que as coisas ficassem claras entre a gente – ele disse, e vi que ele fazia esforço para se recompor e engolir as lágrimas que ameaçam jorrar dos seus olhos.

- Castiel... – minha voz saiu rouca, quase inaudível. Eu dei a volta na ilha da cozinha a abracei-o.

- Violette, não precisa ficar assim – e aí eu soube que eu também estava com cara de choro, toda aquela energia negativa que vim carregando desde que saí do Starbucks no dia anterior pressionando minha cabeça.

- Eu não tenho pena de você, Castiel. Você é um homem maravilhoso, você amadureceu tanto.

Eu o envolvi ainda mais no meu abraço, tentando protegê-lo de tudo que é ruim, tentando impedi-lo de ver quão abalada eu estava, tentando me reaproximar depois de cinco longos anos e de ter feito da sua vida um martírio.

- Eu quero que você me perdoe por ter trago problemas para você. Eu não quero ser um âncora que voltou para, depois de cinco anos, te puxar ainda mais para baixo. Sabe, você acha que podemos ser bons amigos se colocarmos alguns limites?

- Como assim, limites?

- Não sei, Cast, algo como eu não te ligar para resolver coisas pessoais, e a gente nunca mais fazer sexo em lugares estranhos – eu disse, e corei em seguida.

- E em lugares não estranhos tudo bem? – Por trás da sua cara de choro surgiu um sorriso zombeteiro.

- Castiel!

- Eu só queria tirar esse clima de enterro da conversa, relaxa.

Ele levantou os olhos para mim e pôs-se de pé, ainda me abraçando. Eu me senti acalentada por seus braços e entendi que a pessoa que eu tinha ali comigo era uma verdadeira preciosidade. Algo tão valioso que eu deixei escapar.

- A gente não precisa por limites. Somos adultos, vamos saber nos entender. Além disso, se formos ser bons amigos, quero que você me ligue quando precisar de ajuda. Não só com esse cretino do Richardson, mas com qualquer coisa.

- Então, você me promete que vai fazer o mesmo?

- Sim, Violette. Vou fazer.

E foi assim que fizemos as pazes. Continuamos abraçados durante algum tempo, sem saber como encerrar aquele contato que foi tão difícil de conseguir. Por fim, meu celular tocou e eu saí do transe.

- Era da galeria, eu tenho uma reunião importante depois do almoço.

- Você está se sentindo bem?

- Eu estou um pouco perdida com a minha vida agora, mas acho que vou ficar bem, sim.

Ele me puxou para o sofá e tirou um bloco de papel do bolso. Primeiro, ele me fez prometer que ligaria para ele imediatamente caso qualquer coisa estranha acontecesse, e também no final de cada dia. Isso não me animou muito, mas eu também não estava com energia para contrariá-lo.

- Agora, vamos escrever aqui os seus próximos passos.

- Ok, eu preciso comprar um apartamento.

- Não, Violette, vamos fazer isso mais detalhadamente. Primeiro, você e a Cecy vão lá para casa. A gente come, você vai para sua reunião. Depois, você vai se hospedar em um hotel, eu cuido disso. E amanhã a gente vai visitar alguns apartamentos. Pode ser assim?

- O senhor tem mais juízo do que eu agora, não tenho objeções. – eu disse, balancei as mãos no ar negativamente.

- Ótimo.

Fui me trocar pela segunda vez naquele dia. Depois, peguei tudo que eu achei que pudesse precisar durante uma semana e, por fim, todas as coisas da Cecy. Surgi na porta do quarto e ele percebeu de cara o meu desconforto com aquilo tudo e, em especial, minha apreensão por estar prestes a visitar a família dele.

- Relaxa, Vio, a Debrah não vai estar lá.

Antes de sairmos, ele disse que ia ligar para a Molly. Seu tom com ela era muito paternal e protetor, carinhoso como o Castiel sabe ser com aqueles que ama. Então, finalmente entramos com todas as minhas tralhas em um taxi e partimos para a casa do Castiel.

Assim que chegamos, uma garota loira e esguia veio nos receber. Apesar de ter se mostrado hostil quando ele nos apresentou, suas feições exalavam carisma e, assim, foi muito difícil não sentir uma simpatia instantânea por ela.

A casa era realmente imensa, e eu soltei a Cecy para ela ir se acostumando com o ambiente. Quando adentrei na sala, acabei tomando um susto. O quadro do garoto ruivo tocando violão no chão da sala do meu apartamento na França estava pendurado ali.

- Nossa, você ainda tem esse quadro.

Ele acenou com a cabeça timidamente e disse que precisava ir em um prédio vizinho pegar documentos antes de voltar para o escritório. Enquanto isso, eu me ofereci para ajudar a Molly na cozinha.

- Você pode cortar os legumes.

- Tudo bem.

Peguei uma faca e iniciei meu trabalho em silêncio. Claro que eu queria puxar assunto com ela, saber mais sobre sua história de vida. Mas pelo que o Castiel tinha dito, ficar insistindo para que ela dissesse qualquer coisa era extremamente invasivo.

- Aquele quadro foi pintado pela ex-namorada dele.

- É, foi sim, muito tempo atrás – respondi, voltando do plano paralelo para o agora.

- Você a conheceu?

- Sim.

- Pode me falar sobre isso? É que ele não fala quase nada sobre o passado.

Aquele não era o assunto mais confortável do mundo para mim, mas eu já tinha cometido a gafe de dizer que conhecia, não podia simplesmente dizer que não queria falar sobre isso com a garota.

- Bom, eles estudaram juntos na França, no Ensino Médio. Eles se conheceram depois que ela se mudou de Paris e foi parar na mesma escola que ele.

- Como ele era? Eles ficaram muito tempo juntos? Ele amava ela?

- Ele era muito mais imaturo do que agora – eu ri ao me lembrar – e usava o cabelo vermelho, igual o quadro, e tinha uma banda de rock. Ela era uma pintora e acabou se mudando para os Estados Unidos para estudar arte, depois de um tempo eles terminaram. Será que eu respondi a todas as suas perguntas?

- Não, quero saber se ele a amava – sua expressão se suavizou quando ela perguntou aquilo, senti que uma janela se abria para mim – é que ele não parece gostar muito da Debrah.

- Hm...entendo. Sim, ele a amava muito. Na verdade, ele era o namorado mais gentil e carinhoso que alguém poderia desejar. Era só olhar para os dois quando eles estavam juntos que dava para ver que eles quase explodiam de alegria e paixão pelo outro.

Eu me calei, interrompendo a minha empolgação e o turbilhão de lembranças. Ela, por sua vez, permaneceu assimilando todas as novas informações.

- Sabe, não conta para ele, mas eu vi a foto dos dois que ele sempre guarda na carteira.

Eu fingi estar trancando os lábios e jogando a chave fora, quando ela deu seu primeiro sorriso desde que eu cheguei. Parece que o Castiel conquistou Molly tanto quanto ela o conquistou.

- Você acha que eles ainda vão se reencontrar? Quer dizer, ele não gosta da Debrah nem nada, e se ela gostava tanto dele quando ele gostava dela, ela não deve ter esquecido, né?

Meu coração gelou e parou nesse momento. “Ah, claro, a propósito, eu sou a ex-namorada dele, muito prazer”. Fiquei com vontade de sair correndo. Antes que eu pudesse responder, a porta se abriu, ele estava de volta.

- Sobre o que as garotas estavam conversando? – ele perguntou me olhando com uma cara desconfiada.

- Sobre nada, pai.

Ele se juntou a nós na cozinha e logo estava tudo pronto. Quando nos sentamos para comer, a Molly continuou fazendo várias perguntas.

- Então, de onde é sua amiga?

- Ah, a gente se conhece há muito tempo, desde o ensino médio. Nos reencontramos por acaso esses dias.

- Ah, legal.

Ela não tirava os olhos de mim, e eu fiquei me perguntando o que estava passando por sua cabeça. O Castiel, por outro lado, parecia muito relaxado e alegre na presença da sua filha.

- Ela é advogada também?

- Ah, não, a Violette é dona de uma galeria de arte aqui em Boston. Ela pinta quadros maravilhosos.

- Entendo – e ela sorriu para mim.

Comemos enquanto conversávamos sobre inúmeros assuntos, até que o horário da minha reunião se aproximou.

- Estava tudo ótimo, mas eu realmente preciso ir.

- Tudo bem, Violette, eu te levo até a porta.

- Pode deixar, pai, eu faço isso.

Eu me despedi do Castiel com um aperto de mãos desajeitado e fui andando até a saída com a Molly quando ela disse:

- Eu sabia que era você desde que você chegou. Mas foi engraçado ver seu desespero.

Eu tomei um susto, o que só fez a situação ainda mais engraçada. Sim, eu fui passada para trás por uma garota de quinze anos. Por fim, relaxei e sorri, balançando a cabeça negativamente.

- Muito perspicaz.

- Se ­­ você machucar ele de novo, eu juro que vou me vingar. Mas se você for do bem, eu prometo que ajudo.

Eu balancei a cabeça afirmativamente e me despedi. Aquilo foi muito estranho, constrangedor e engraçado. Em três dias, tudo mudou na minha vida, e a sucessão de acontecimentos e encontros só tornava tudo uma grande bagunça. Mesmo assim, eu fiquei feliz. Minha vida começou a se parecer mais com a vida da Violette Lefebvre, afinal.


Notas Finais


Cadê os feedbacks do amor? <3


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