História The heir and the butler - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~hanissi

Postado
Categorias EXO
Personagens Lay, Suho
Tags Drama, Romance
Exibições 31
Palavras 3.044
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiramente a todos os leitores dessa história - se é que vai ter algum - muito obrigada.
Segundo, essa é uma história feita para você bia (se algum dia você ler isso), me desculpe por te deixar mal (se serve de consolo, eu estou mal também), me desculpe por ser uma idiota com você, eu tenho tanta certeza do meu amor por você, que eu simplesmente esqueço que eu preciso demonstrar, você é importante pra mim de várias formas que eu nem sei dizer e eu não aguento ficar desse jeito. Me desculpe se eu te deixo na mão, eu não percebo as merdas que eu faço.
Eu amo você, amo mais do que Junmyeon e Yixing se amam nesta estória, amo como uma irmã que eu deveria cuidar melhor, amo como uma filha que eu quero sempre proteger (dessa vez eu mesma que te machuquei, sinto muito), eu te amo, e estou escrevendo isso porque dizem que as coisas escritas são para sempre.
(eu sei que isso não resolve as coisas, mas espero que esse sulay seja como um remédinho, que te ajude pelo menos um pouco)
(eu pensei 84 anos no que escrever,e sinto que não disse metade do que deveria, me desculpe por isso também).

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eram 15h00min, hora do chá na mansão Kim, e ao ouvir a sineta, Zhang Yixing mais do que depressa apanhou o carrinho onde haviam bolinhos, biscoitos, bolos e vários tipos de chá e café e a levou até a sala de chá, um ambiente cheio de janelas e luz do dia, com flores de acordo com a estação, uma mesa de madeira ornamentada era onde o chá devia ser servido, ao redor da mesa se encontraram o senhor e a senhora Kim, e seus dois filhos Junmyeon e Taeyeon.

                — Os negócios estão cada vez melhores, acabei de fechar um contrato importantíssimo com a China — o senhor Kim falava sobre os negócios da família, um grande monopólio da tecelagem, famosos por sua ceda e linho.

Neste momento o mordomo entrou, silenciosa e delicadamente, Yixing colocou tudo sobre a mesa, e já se retirava quando sentiu a mão de Junmyeon em seu bolso, o mordomo não parou o que estava fazendo, e como se nada tivesse acontecido se retirou. Ao fechar as grandes portas de madeira, correu para a cozinha, onde desdobrou o pequeno pedaço de papel que Kim Junmyeon havia posto em seu bolso.

 “Até quando vai fugir de mim? sinto sua falta. Meu quarto, 00h.”

                Há dias o mordomo ignorava Junmyeon, havia sido um erro se envolver com o filho de seus chefes, ele já havia até mesmo cogitado mudar de emprego, mas ganhava muito bem ali, e precisava do dinheiro para sua família na China, tudo que ele podia fazer era não cometer o mesmo erro e se deixar levar pelo charme de Kim Junmyeon, tentar não se lembrar das mãos dele em seu corpo testando cada ponto sensível de Yixing, das palavras e juras sussurradas naquela fatídica noite em que ele se deixou levar.

                — Oppa, você poderia... — Soon Hee, uma das empregadas da mansão entrou na cozinha falando com o mordomo, mas percebeu que ele estava perturbado e se interrompeu. — Você está bem? — ela perguntou genuinamente preocupada.

                Soon Hee vivia na mansão desde que nascera, pois seus pais trabalhavam ali, quando Yixing chegou ela possuía 15 anos e ele 17, os dois logo se tornaram amigos próximos e cuidam um do outro desde que os pais da garota faleceram e Yixing vivia sozinho na coréia.

                — Eu estou bem — o mordomo guardou o pequeno bilhete no bolso e voltou a seus afazeres.

                O dia passou rápido, como se o destino e o tempo fossem aliados e quisessem que a meia-noite chegasse logo.

                O mordomo estava em seu quarto — um lugar pequeno, localizado junto com os quartos dos demais empregados na parte leste da mansão, um lugar onde a família Kim jamais pisava, ou sequer lembrava existir, era o que todos pensavam, mas naquela noite foi diferente. Três batidas na porta despertaram Zhang Yixing de seu devaneio e suas indecisões, ele caminhou rumo à porta ponderando quem poderia ser a esta hora, antes de abrir olhou para as roupas que vestia, uma camiseta branca desgastada, e calças de moletom preto, os pés estavam descalços, os cabelos negros ainda úmidos do banho recente.

                — Quem é? — perguntou antes de abrir a porta.

Não obteve respostas.

Impaciente Yixing girou a maçaneta, e se deparou com quem menos imaginava — e secretamente mais desejava que fosse.

                — Achei que ia me deixar para fora a noite toda — disse Junmyeon passando pelo mordomo e entrando sem pedir permissão.

                — O que voc... — as palavras se perderam na boca de Yixing quando viu o outro sentado em sua cama, os cabelos louros úmidos assim como os dele caiam-lhe sobre a testa, a camiseta preta de gola V deixava a mostra belas partes de Junmyeon, e calças de seda também preta. Ele era tão bonito que nem mesmo parecia ser real.

                — Eu estou com saudades, e você simplesmente desistiu de nós, então eu vim até você — disse Junmyeon tranquilamente, respondendo a pergunta não terminada do outro.

                Yixing ainda ponderava o que responder quando o herdeiro Kim se levantou e caminhou até ele, colocou uma mão em sua nuca e o beijou, um beijo desesperado e voraz, denunciando o medo de Junmyeon de nunca mais ter os lábios de Yixing nos seus, o coração do mordomo parecia que iria explodir, todos os seus sentimentos reprimidos gritavam para serem libertados, ele agarrou a cintura de Junmyeon trazendo-o para mais perto de si, logo as roupas de ambos estavam no chão, e Yixing parou um momento para apreciar a beleza do homem a sua frente deixando que seus dedos brincassem no abdômen definido do outro, Junmyeon interrompeu a apreciação puxando o outro para si e depositando beijos por toda a clavícula pescoço, Yixing mordeu os lábios para conter um gemido, logo os dois estavam na cama, prontos para mais uma fatídica noite.

                Eram 3h da manhã quando Junmyeon teve que ir para seu quarto.

                — Eu sei que isso é difícil para você, eu sei que eu deveria simplesmente parar de insistir e seguir meu rumo, mas eu preciso de você perto de mim, preciso da força que você me da, só agüente mais um pouco, por favor, eu amo você, Zhang Yixing — Junmyeon disse, e deixando um beijo suave nos lábios do outro se foi.

                Ao chegar em seu quarto, Junmyeon se deitou, mas antes de dormir pegou seu celular e para sua surpresa, havia uma mensagem.

“Você não me deixou responder,
mas eu também te amo. wǒ ài nǐ”

                                               [3h04 a.m. Yixing]

Um sorriso brotou nos lábios dele, um consolo para o dia difícil que teria amanhã.

Junmyeon acordou as 6h00min como sempre, após se trocar — naquela manhã ele usava um terno azul marinho, com uma camisa preta assim como sua gravata, seus cabelos louros cuidadosamente penteados para o lado da forma habitual —, ele seguiu para a sala de jantar. Antes de adentrar o aposento, pegou o celular e leu mais uma vez a mensagem de Yixing, seu coração se encheu de força, ele entrou.

— Bom dia — disseram sua mãe e Taeyeon ao vê-lo.

— Bom dia — ele respondeu se sentando, os três trocaram sorrisos entre si.

A família Kim enfrentava muitas dificuldades, dificuldades trazidas pela fama e pelo dinheiro, mas eles sempre tentavam se manter unidos e ter uma boa relação, Junmyeon era apenas dois anos mais velho que a irmã, eles cresceram juntos e sempre apoiaram um ao outro, e nada mudou desde a infância, Taeyeon era a única pessoa que realmente conhecia Junmyeon.

— Onde está nosso pai? — Junmyeon perguntou a irmã que estava sentada a seu lado. — Achei que o encontraria aqui.

— Ele está no escritório, disse que iria pegar alguns documentos e ir para a empresa — a irmã respondeu enquanto passava geléia em algumas torradas.

— Vou até lá falar com ele — antes de sair da sala, Junmyeon deixou um beijo na bochecha de sua irmã e outro em sua mãe.

O escritório ficava no segundo andar, e Kim Junmyeon caminhou até lá, seu coração estava acelerado, seria difícil enfrentar seu pai, mas quando chegou até o escritório ouviu vozes vindas do aposento, e menos de um minuto depois viu Soon Hee deixando o aposento, a empregada sorriu timidamente para ele ao passar. Junmyeon achou aquilo estranho, mas ignorou e bateu na porta.

— Entre — ouviu a voz do pai dizer.

Ao abrir a porta, Junmyeon viu surpresa nos olhos de seu pai.

— Eu ia mandar chamá-lo — disse em tom sério.

— Eu não sei o que o senhor precisa falar comigo, mas antes eu gostaria de dizer algumas coisas — Junmyeon respirou fundo, e ia prosseguir, mas seu pai o interrompeu.

— Eu acabei de descobrir, mas não posso ouvir isso de sua própria boca, meu próprio filho — Sr. Kim cuspia as palavras.

— Do que você está falan... — Junmyeon parou de falar, a compreensão caiu sobre ele, seu pai descobriu, descobriu sobre Yinxing, Soon Hee havia contado, ela deve tê-lo visto ontem a noite, e é claro que contaria, afinal ela era apaixonada pelo mordomo desde que ele havia chegado ali. — Olha, não é sobre isso que eu vim falar.

— É sobre o que então? Eu não quero ouvir — berrou seu pai. — Eu deveria ter dado um jeito em você na época em que você queria brincar com as bonecas de sua irmã, mas eu pensei, isso é normal, logo vai passar, meu filho é um homem — enquanto dizia isso, ele retirava o cinto de sua calça.

Junmyeon sempre soube que seu pai era preconceituoso, e um de seus maiores medos sempre foi que ele descobrisse, e agora o que seria de Yixing? Mas percebeu que antes de se preocupar com o outro, deveria lidar com a situação a sua frente.

— Você vai se tornar um homem — seu pai dizia entre dentes.

— Eu já sou um homem, isso não tem nada haver com a minha opção sexual — respondeu Junmyeon.

O herdeiro já esperava que o encontro com seu pai fosse difícil, mas não da forma que foi, era cerca de 1h00min, ele havia ficado em seu quarto o dia todo, nem mesmo havia ido trabalhar — mesmo sendo um dos diretores, Junmyeon jamais faltava no trabalho. Ele ouviu a porta de seu quarto sendo aberta, seus olhos se encheram de lagrimas ao ver Yixing ali.

— Meu Deus, o que foi que ele fez com você? Você está bem? — Yixing perguntou ao ver o olho roxo de Junmyeon, e um corte em sua bochecha.

— Eu vou ficar bem, e você? Ele não foi louco ao ponto de te bater, isso eu sei, mas o que aconteceu? — perguntou Junmyeon.

— Ele me demitiu, mas me deu até amanhã para juntar minhas coisas, eu precisava saber como você estava, uma mensagem de texto não seria o suficiente.

Yixing abraçou Junmyeon, mas este gemeu de dor, o mordomo se assustou e se afastou.

— Tire a blusa.

— Olhe, eu quero muito transar com você, mas acho que este não é o momento — disse Junmyeon com um sorriso fraco.

— Por favor, eu não estou de brincadeira — suplicou Yixing.

O louro retirou a camiseta que usava, os olhos de Yixing se encheram de lagrimas.

— Me perdoe, eu não sabia que Soon Hee seria capaz de algo assim, ah! Meu amor — ele queria abraçá-lo, mas isso não ajudaria, queria cuidar dele, livrá-lo da dor que cada marca de cinta em seu corpo lhe trazia.

Yixing se levantou limpando as lagrimas, foi até o banheiro anexo ao quarto, pegou uma pequena toalha e a molhou, pegou um kit de primeiros socorros que ele sabia ficar na parte de baixo da pequena pia, e se sentou novamente na cama.

— Eu vou pelo menos cuidar de você.

Cuidadosamente Yixing limpou todos os vergões com a toalha molhada e aplicou pomada e ataduras.

— Eu preciso ir, tenho que terminar de arrumar as minhas coisas, e ainda arranjar um lugar para ficar — o mordomo disse.

— Eu separei isso para você, eu vou dar um jeito nas coisas, só agüente um tempo, tudo bem? — Junmyeon colocou as mãos em baixo do travesseiro e retirou um envelope pardo, e o entregou ao outro.

— Eu não quero o seu dinheiro, e acho também que a partir de agora você não poderá mais depender de seu pai, alem do que eu tenho minhas economias — respondeu Yixing recusando o envelope com um gesto de mão.

— Eu tenho bastante dinheiro guardado, eu tenho meu próprio salário sabe, não dependo do meu pai, e mesmo ele sendo meu chefe, ele não pode me demitir, fique com isso, é minha culpa você ser demitido — assegurou Junmyeon.

— Eu preciso ir, mas eu nunca mais vou desistir de você, porque eu te amo — Yixing, tomando cuidado para não tocar em nenhum dos machucados de Junmyeon, se aproximou e o beijou delicadamente nos lábios.

— Eu também te amo — ele disse, olhando o outro nos olhos — por favor, me avise quando achar um lugar, tenha cuidado.

Antes de ir até o quarto de Junmyeon, ele havia se encontrado com Soon Hee, a garota se dizia arrependida, disse que o amava e que estava lutando por esse tal amor, Yixing a olhou nos olhos e apenas disse duas coisas:

— Você não sabe o que é amor — e completou. — E eu já amo outra pessoa.

E só então foi para o quarto do herdeiro da família Kim, agora seu caminho de volta foi tranqüilo, ele parecia parte da casa, conhecia cada canto dela, podia se mover sem ser percebido até mesmo a luz do dia, afinal, mordomos devem ser invisíveis.

Yixing partiu logo cedo em busca de um lugar, e ao meio dia já havia alugado um quarto e apenas voltou para buscar suas coisas, Junmyeon não saia de seu quarto para nada, mas isso não quer dizer que ele estava ali apenas deitado.

Juntamente com Taeyeon, ele havia feito um plano e durante as duas semanas em que esteve de recuperação, terminou de aprontar tudo.

— Irmã, você tem certeza que está tudo bem se envolver nisto? — ele perguntava basicamente todos os dias.

— Este também é meu patrimônio, e eu vou defende-lo — Taeyeon nunca vacilava em responder.

Junmyeon era jovem, tinha apenas 25 anos, mas possuía muita influência na empresa, era um ótimo funcionário, foi responsável por grandes projetos que trouxeram muito lucro e visibilidade para a empresa.

Sr. Kim adentrou a sala de reuniões as 9h00min como fazia todas as manhãs para discutir alguns assuntos financeiros, mas para sua surpresa, todos os diretores e sócios estavam o esperando, incluindo seu próprio filho.

— Presidente Kim, por favor, se sente — disse um dos diretores, chamado Nam Taejin.

Tudo que Junmyeon e Taeyeon haviam feito, deu resultado naquele dia, havia tempos que o filho queria confrontar o pai sobre os milhões que ele desviara da empresa, mas quando finalmente tomou coragem, seu pai descobriu sobre Yixing e tudo deu errado, mas agora, ele não quis mais tentar fazer o pai repensar seus atos, ele apenas seguiu com o que achava certo, sua mãe aprovou seu comportamento, e desde que viu o que o marido havia feito ao filho, já havia providenciado os papéis do divórcio.

— Meu filho, eu te amo da forma que você é, eu amo você e se seu coração escolheu Zhang Yixing para amar, eu vou acolhe-lo também, não importa o que os outros pensem — Junmyeon chorou ao ouvir estas palavras vindo de sua mãe pois sabia que elas eram sinceras.

Nam Taejin assumiu o cargo de presidente temporariamente, até que Junmyeon tivesse mais experiência, Taeyeon resolveu que queria trabalhar efetivamente dos negócios, a cada dia ela tentava aprender tudo o possível.

— Não acredito que isto está mesmo acontecendo — disse Yixing.

 Um mês havia se passado desde o confronto entre pai e filho, o ex mordomo agora estava a espera do começo do ano para iniciar a faculdade de administração, enquanto trabalhava na empresa dos Kim, Junmyeon decidiu que não havia cabimento seu namorado ser um dos empregados da mansão, Yixing agora morava em um apartamento no centro da cidade, onde eles estavam agora. O lugar não era muito grande, mas muito arrumado e limpo, os moveis todos pretos contrastavam com as paredes brancas de um modo lindo, eles estavam sentados no sofá, as pernas entrelaçadas, e nas mãos de cada um, uma taça de vinho.

— Você se lembra como nós nos conhecemos? — perguntou Junmyeon de repente.

Yixing bebeu mais um gole de vinho e sorriu com a lembrança.

— Já fazia um semana que eu estava trabalhando na mansão, nós tínhamos 17 anos, você havia acabado de voltar da europa, você estava com calças jeans e moletom, eu me lembro de pensar "Uau, como alguém pode ficar tão bem de jeans e moletom?" e por alguma razão eu resolvi te evitar de todas as formas possíveis.

— Eu me lembro disso também, você com o rosto sujo de terra porque estava podando as roseiras enquanto cantarolava, mas assim que me viu, fechou a cara — Eles riram.

— Acho que foi ali que eu me apaixonei, eu queria que você cantarolasse mais, cantarolasse para mim, e não para rosas, eu queria ver suas covinhas, mas sempre que me via, você desmanchava o sorriso.

— Até o dia em que nós encontramos de madrugada na cozinha, acho que já deviam ter uns seis meses que eu trabalhava lá, eu estava com tanta fome que levantei no meio da noite e fui para a cozinha — disse Yixing.

— Eu me lembro — Junmyeon riu. — Eu levei um susto. Neste dia em questão, ambos tiveram a mesma ideia, e quando Yixing chegou até lá, Junmyeon estava na metade de uma tijela de Ramén, e quase a deixou cair tamanho o susto que levou.

— Me desculpe — disse Yixing enquanto ria.

— Não tem problema, e também não tem graça — disse Junmyeon emburrado.

— Desculpe, desculpe.

Yixing preparou uma tigela de Ramén e se sentou a frente do outro.

— Não vai fugir de mim hoje? — perguntou o menino rico.

— Não — disse Yixing, e completou sorrindo: — Estou com fome demais para isso.

Os rapazes estavam já de pijamas, Junmyeon com uma camiseta preta e um shorts cheio de bolinhas brancas, já Yixing usava uma regata branca e calças de algodão, os cabelos de ambos, desgrenhados, a conversa fluiu tão bem que nem um deles se deu conta da hora, até que o sol começou a raiar.

— Por que nós demoramos todos esses anos? — Perguntou Yixing.

— Nós? Você demorou, e ainda quando finalmente assumiu o que sentia, tentou fugir de mim.

— Tem razão, mas de agora em diante, nós precisamos recuperar o tempo perdido — Yixing sorriu maliciosamente.

 Junmyeon deixou que suas mãos passeassem pelo corpo do outro, sentindo cada músculo bem definido prova dos anos de trabalho duro, enquanto esse cuidava de tirar as roupas do caminho, e quando todas as roupas estavam no chão, Yixing mais uma vez parou para contemplar o corpo de seu amado — agora cheio de cicatrizes do dia em que o seu pai o baterá.

— Pare de olhá-las — pediu Junmyeon. — Daqui um tempo elas irão sumir.

— Eu não me incomodo com elas, pois elas são uma prova, uma lembrança da nossa luta até aqui, o que me incomoda de verdade é lembrar a dor que elas lhe causaram.

Yixing beijou os lábios de Junmyeon, um beijo demorado e suave, e logo depois depositou pequenos beijos sobre cada uma das cicatrizes. Logo o sofá ficou pequeno demais para os dois, que foram para o quarto, afinal, eram quase oito anos para se tirar o atraso.


Notas Finais


Queria agradecer a quem leu, e dizer algumas coisas:
1- me desculpe se isto não ficou muito bom, é a primeira vez que eu escrevo algo assim;
2- eu não achei uma forma de colocar adequadamente na estória, Soon Hee oi demitida depois do ocorrido;
3- me desculpem também se o enredo foi meio depressa demais, eu queria que fosse one shot por isso parece tudo meio resumido.
É isso, eu espero que tenham gostado, e tudo o mais.
Até uma próxima.


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