História The High School - Capítulo 12


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Categorias Originais
Tags Colegial, Colégio, Escola, Escolar, Original
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Palavras 1.977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Ficção
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um cap pessoal, espero que gostem e comentem se possível S2
Boa leitura a todos!!!!

Capítulo 12 - Ironia


Já não conseguia ver motivos bons para minha medíocre vida. Desejava que tudo melhorasse, mas as coisas só tendiam a piorar, era a lei da vida, o destino de tudo, ou melhor dizendo o meu destino. O mundo era terrível e as pessoas nele são cruéis, as pessoas gostam de rebaixar os outros para satisfazer o prazer próprio. Sempre ouvia essa ultima frase do meu pai. Ele tinha razão, as pessoas são cruéis e só estão destruindo o mundo. Pensam apenas no próprio umbigo, são individualistas e egoístas, acabam destruindo a felicidade de alguém só para se sentirem superiores.

Realmente não sei como criei forças para voltar ao colégio, mas lá estava eu, aula de francês. Srta. Margaret disse que tinha boas noticias.

— Alunos, tenho uma grande e motivadora noticia a dar para vocês. Nosso colégio recebeu o convite de uma excursão de uma semana inteira em Paris. Infelizmente não para todos, mas para dez alunos de cada ano, totalizando trinta alunos. Vamos fazer um sorteio para cada ano. Começando por vocês do primeiro. 

Por uma obra do destino foram escolhidos: Carter, Melissa, Chloe, Dawn, Gary, e eu, fora os outros para completar dez alunos. Todos que já fizeram parte da minha vida até este momento fora sorteado, chego a pensar que era alguma espécie de macumba, mas ignoro esse fato, o destino era que cruzava nossos laços.

Todos ficam animados, menos Melissa, que estava abatida pelo Justin. Do segundo ano, o único que conhecia era o próprio, Justin, enquanto no terceiro tinha Kimberly e Rachel, meu irmão ficou bem decepcionado por não ser sorteado, ele adorava francês. Eram os que eu conhecia. A viajem seria em dois dias. A professora estava muito empolgada, afinal seria onde colocaríamos nossos estudos em prática.

Durante o almoço Justin não sentou conosco, ficou junto ao seu time de basquete, mas mesmo assim seu olhar abatido e de culpa não desviava de nós. Carter também, estava junto de Dawn em outro lugar do refeitório, junto aos dois, estava Gary seu melhor amigo, excluído logicamente. Melissa não estava suportando os cochichos do time sobre ela e sobre a música. Levantou-se esbravejando, resolveu por fim sair da escola, iria matar aula. Justin viu tudo e abaixou sua cabeça e apertou forte os punhos, queria fazer algo, mas era fraco demais para enfrentar as coisas.

Concluindo estava eu sozinho novamente. Como sempre estive e como sempre vou estar. Até que de repente uma voz chega.

— Posso me sentar aqui por favor? As outras mesas estão cheias e você está sentado sozinho, então...

— Pode, claro. – quando olho para a pessoa vejo quem era, nada mais nada menos do que Chloe.

— Obrigada.

— Não sabia que era você. Me de bons motivos para deixar você sentar aqui. – murmuro.

— Desculpe-me, eu procuro outro lugar. – sua expressão agora não era mais arrogante como antes, era de alguém profunda, escondida em solidão. Era como a minha expressão.

— Não, quer saber... Fiquei.

— Agradeço.

— De nada. – concluo.

Fico olhando para ela enquanto come, como poderia alguém como ela ficar nesse estado? Estava horrível, um estado deplorável.

— Está tudo bem? – pergunto.

— Todos estão me ignorando, ninguém quer ser meu amigo pois acham que sou arrogante. Então sim eu estou super bem. – responde seco.

— Já vi que a grosseria não sumiu.

— Olha me deixa comer em paz por favor, que eu já saio daqui logo, não se preocupe.

— Não precisa ir se não quiser.

— Porque está sendo legal comigo? Fui ignorante com você e sua amiga a pouquíssimo tempo, e ainda roubei o cara de quem está a fim, não deveria sequer querer olha em minha cara.

— ISSO É MENTIRA. Não estou a fim de Carter.

— Pare de se enganar garoto.

— Eu só acho que ninguém deve gostar de passar por momentos ruins.

— É lógico que não, mas é a lei da vida. Cada um por si.

— Eu perdoo você. A pesar de ter quase acabado com a amizade de nós três.

— Não precisa fazer isso por pena.

— E não estou, só que eu sei como é ficar sozinho, sei como é não ter ninguém com quem conversar. EU SEI COMO É TER A SOLIDÃO COMO SUA ÚNICA AMIGA.

— Calma garoto, não precisa gritar. Não sabia que você entendia dessas coisas.

— O que? Depressão? Eu vivo em uma desde quando nasci.

— Isso foi bem pesado.

— Isso foi a realidade.

— De qualquer forma fico feliz por seu perdão. Precisava de uma conversa dessas, meus pulsos não iam suportar por muito tempo.

Empurro as mangas de sua jaqueta amarela, estavam lá, os profundos cortes ensanguentados, eram vários e recentes. Minha única reação é abraça-la. Quem diria que estaria conversando, ou até mesmo abraçando a pessoa cujo mais odiei nessa vida....

— Você não sabe como isso me deixou melhor. – diz.

— Eu só não quero que as pessoas passem o mesmo que eu. – digo.

Minha cabeça estava muito confusa, após essa conversa resolvo sair da escola também. Com tantos pensamentos, se continuasse naquele lugar eu iria explodir. Ao sair pela porta vejo Melissa e Justin se beijando novamente. Fico sem entender, e resolvo ir até os dois.

— Por favor Justin, eu realmente sinto muito.

— Relaxa Adan, afinal você e Melissa tinham razão, tenho que seguir meus sonhos. Posso ser um jogador e um cantor, se esse é o caminho que quero seguir é isso que farei. Nós estamos namorando agora.

— Sério? Que ótima notícia.

— Percebi que não devo abrir mão de nada. Devo tudo a vocês dois.

— Mas e o time?

— Farei tudo escondido deles por enquanto.

Parei depois de ouvir isso. Então o medo não tinha passado, estava apenas fazendo o que realmente quer, sem que ninguém saiba que esteja.

— Mel, perdoei Chloe. Acho que somos amigos agora.

— Como assim? Impossível você ter perdoado aquela garota.

— Percebi que ela entende minha dor, ninguém merece ficar sozinho.

— De novo com essas ideias idiotas Adan? Bom, não vou me meter em sua vida. Boa sorte, é tudo que digo.

— Nossa amizade vai mudar?

— Claro que não, só não me espere se estiver acompanhado dela.

Após conversar com os dois resolvo andar pelas ruas por perto do colégio, quando estou exatamente na rua de trás, vejo Dawn e Carter, mas eles não estavam em sã consciência. Ela ria enquanto ele ameaçava retirar as roupas se uma senhora não lhe entregasse sua bolsa. No começo achei que era piada, mas depois percebi que estavam drogados. Logo corri e impedi o ato, a senhora conseguiu sair de lá, assustada.

— O que está fazendo idiota?

— Olha se não é meu bom e velho amigo Adan.

— Cale a boca retardado, está drogado.

— Quanta grosseria.

— Some daqui. – grita Dawn.

— É melhor você sair daqui.

Ela o faz quando escuta o som do carro de polícia. Dawn corre abandonando Carter. A polícia chega, provavelmente alguém viu o quase abuso com aquela senhora e ligou para a emergência. Explico a situação para o policial enquanto Carter fica falando coisas nada ver com nada. Por fim a polícia vai embora deixando apenas como aviso dessa vez.

— Venha, vou te levar para casa. – digo.

— Por favor não, meus pais não podem me ver nesse estado.

— Só quero o melhor para você. Vamos, não vai acontecer nada.

— Eu te amo Adan. – diz espontaneamente.

— Pare de falar asneiras, venha, é um longo caminho até sua casa.

Quando ele disse aquelas palavras meu coração paralisou. Não gostava dele, então por que meu corpo reagia daquela forma? Toda vez era assim, quando se tratava de Carter tudo era tão difícil e complicado. As vezes eu penso se tinha sido bom ter o conhecido e o colocado em minha vida.

Depois de uma longa caminhada finalmente chegamos a casa dos Axel.

A mãe de Carter, logo de cara, se assusta com o filho naquele estado. Enquanto começo a explicar a situação para Sra. Anabelle Axel, a irmã dele, Alice Axel, o deita no sofá e pega um copo d’ água pro irmão.

— O que houve com meu filho? E você é Adan não é?

— Sim, eu mesmo. Bom seu filho está junto de uma garota, chamada Dawn. Eu já estive com ela, e quem me ajudou foi seu filho mesmo. Acontece que ela é meio que uma má influência, me fez usar drogas e passei muito mal, e fez o mesmo com Carter.

— Então ele usou drogas por causa dela?

— Sim, igual a mim.

— Bom, muito obrigado pela ajuda Adan, bom saber que meu filho tem amigos como você.

— Foi um prazer Sra. Axel.

— Fique mais um pouco, tome um pouco de chá.

— Obrigado, se não for incômodo.

— Não é nenhum. Entre, venha para a cozinha.

Tomamos chá, eu, Anabelle e Alice. Enquanto isso Carter havia pegado no sono no sofá. Ficamos conversando por um bom tempo, deu para conhecer bastante a irmã dele, que a propósito era uma garota muito linda, cabelos da cor do irmão, com os olhos castanhos e uma pele incrivelmente branca e macia. Posso dizer que era uma garota perfeita, a mesma não via a hora de entrar para o colégio Delarriva no ano seguinte.

Depois disso vou embora, Carter ainda dormia. Novamente me agradeceram. Só rezava para ela não ser rígida com ele, afinal foi influenciado, como a mim. A mãe dele parecia ser a melhor pessoa do mundo, quem me preocupava verdadeiramente era seu pai, que ainda não estava em casa quando cheguei carregando Carter. Ele dizia sempre que seu pai era bravo e até mesmo o espancava, completamente diferente de sua imagem política apresentada como alguém pacifico de todo o bem.

Já de volta em casa conto a Elizabeth sobre a viagem, entregando-lhe o bilhete de autorização. Theo segura fortemente a inveja nos olhos, chega a ser engraçado. No fim ela assina os papeis. Estava muito ansioso.

 

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E o dia enfim havia chegado. Estávamos todos indo para a linha de embarque do avião, todos estavam muito animados, até mesmo Melissa, já que agora tinha bons motivos para se alegrar, vulgo Justin, cof cof.

Nossa professora explicou umas coisas chatas sobre quando chegássemos a Paris, mas ninguém prestou a devida atenção. Tudo que me preocupava no momento era o filme Premonição, uma franquia que eu amava muito, estava com sério frio na barriga de que alguém tivesse uma visão de um acidente com o avião. Me certifiquei primeiramente de averiguar se o voo não era o de número 180, que era o representante da morte nos filmes da saga. Não era, fiquei aliviado, ou pelo menos um pouco mais.

Já no avião Chloe sentou comigo, já que Melissa foi com Justin e Carter com Dawn, o que me surpreendeu. De duas uma, ou a mãe dele não conversou e instituiu o filho, ou ele simplesmente ignorou. Voto na segunda opção. Segurei firme os encostos de braço quando o avião decolou, ou explodia agora, ou nada mais aconteceria. Sorte que nada ocorreu.

Durante o voo tentei dormir, mas uns garotos idiotas não paravam de falar, enquanto umas garotas ficavam escutando músicas altas e sem fones de ouvido, aliás simplesmente deveriam pulverizar essas pessoas que ouvem músicas sem fone em público. O que custa conectar uma droga de um fio de plástico no celular e colocar aquelas coisas de borracha nas orelhas?

A viagem demorou mais ou menos umas onze horas. Durante o percurso recebemos café da manhã, almoço, lanche, jantar. Isso claro fora as mordomias, como almofadas e tv, ligada em um programa francês de culinária que ninguém tinha ouvido falar na face da terra. Quando finalmente estava pegando no sono, ouço o barulho das borrachas dos pneus do avião freando e aos poucos nós íamos parando de voar. Na hora de descer a professora teve de acordar todos que estavam dormindo, acreditem queria ser uma dessas pessoas.

Finalmente fora do avião. Lá está a grande Torre Eiffel, a primeira coisa que todos nós vimos. Não via a hora de começar a andar nas ruas de Paris...


Notas Finais


O que acham de rolar um clima entre Adan e a irmã de Carter em? kkkkk Comentem!!!


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