História The Hot Sister - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Norminah
Visualizações 59
Palavras 4.451
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aí sweethearts? Como estão? Bom, é minha primeira vez postando nessa conta, eu havia escrito fanfics, mas nunca acabava as histórias, porque normalmente não tinha muita gente comentando e isso me deixava desanimada. Sou tímida sim, mas gosto de me comunicar com os leitores.

Mas não enrolar falando muito não.

Bem-vindos a fanfic "The Hot Sister", vou fazer uma capa melhor, prometo, é que não sou boa com essas coisas. Anyway... Espero que gostem desse gostinho do primeiro capítulo!

Boa leitura!!

Capítulo 1 - Meeting The Green Eyes


Fanfic / Fanfiction The Hot Sister - Capítulo 1 - Meeting The Green Eyes

Point Of View Camila Cabello

Monótona. É essa palavra que descreve minha vida.

Minha vida tornou-se assim após alguns meses de casamento. Eu havia me casado cedo, antes mesmo de me formar na faculdade, não porque estava grávida ou algo assim, mas sim porque eu estava apaixonada.

Bobeira da época. Nós nos apaixonamos, achamos que duraria para sempre, nos entregamos e nos casamos, dois bobos apaixonados e aquela mesma típica história. O garoto riquinho filho de papai se apaixona pela líder de torcida. Clichê, não?

Agora, todo o romance e paixão boba da época havia passado. Eu me via condenada, estava casada, poderia até pedir divórcio, mas de que adiantaria? Eu provavelmente me afundaria ainda mais em trabalhos e excluiria de vez minha vida social.

Eu estava cansada, não nego. Chris era um bom marido, doce e gentil, nunca me deixava faltar nada, sempre mostrava-se atencioso, porém agora, havia ficado constante ele chegar tarde em casa, na maioria das vezes bêbado e quando não chegava tarde, procurava qualquer motivo bobo para uma discussão.

Ah, eu estava cansada. Eu precisava de férias, precisava espairecer, eu precisava esquecer por um momento o quão chata eu havia deixado minha vida se tornar.

Ouvi o toque estridente do telefone em meu escritório, o que me tirou do meu transe.

- O que quer, Dinah? – Falei já impaciente. Paciência era algo em falta ultimamente –

Dinah não tinha culpa, nunca teve, ela sempre fora minha melhor amiga e sempre soubera dos meus piores podres, porém, assim como eu, ela estava cansada de me ver todos os dias tão para baixo e derrotada.

O que me deixava ainda mais chateada, era ter que obrigar minha sócia e melhor amiga a trabalhar como minha secretária, já que minha competente secretária havia saído da empresa, pois se mudaria para outro país.

- Por Deus, Mila, você está precisando mesmo de uma boa transa! – Ela disse e eu bufei. Dinah não merecia isso, mas eu realmente estava insuportável. Ela soltou uma leve risada o que apenas me irritou mais ainda –

- Era só isso, Dinah? – Disse já fazendo menção de desligar –

- Não! – Exclamou imediatamente – Seu garanhão está aqui, disse que quer vê-la. – Outra vez bufei. Mas nem no trabalho conseguiria ficar em paz por um segundo? –

- Jane, eu tenho arquivos e artigos para analisar antes de publicá-los na revista e ainda tenho que verificar algumas entrevistas com artistas para passá-las a limpo para o computador, antes de mandar para o seu setor e... – Ia continuar, mas ouvi um som, indicando que Dinah havia desligado. – Vadia! – Xinguei-a –

O próximo som que ouvi foi o de minha porta se abrindo, meus olhos percorreram pelo local e eu foquei na imagem de meu marido.

Ele era lindo, impossível alguém dizer o contrário. Ele estava impecável com seu terno e sua gravata bem arrumados, sua barba mal feita o deixava com um jeito mais sexy e ousado, o sorriso nos seus lábios era de enlouquecer qualquer mulher. Sagrada seja a família Jauregui.

- Oi amor. – Ele falou com sua voz rouca, fazendo meus pelos se arrepiarem. Talvez a paixão tivesse passado, mas eu ainda o desejava, afinal, quem não desejaria um homem como ele? –

Olhei para suas mãos, ambas escondidas atrás de seu corpo, o fitei com curiosidade. Abri um leve sorriso, mesmo estando sem paciência aquele dia e me levantei de minha cadeira. De certa maneira, eu ainda o amava e talvez eu não quisesse me divorciar por ainda sentir algo por ele.

- Oi. – Encurtei tentando não ser grossa. Afinal, o que diabos ele queria ali? –

- Vim te trazer uma flores... – Ele disse de maneira sedutora, enquanto seus olhos castanhos fitavam os meus. Ele se aproximou cautelosamente depositando um selinho em meus lábios, fiz uma pequena careta e ele riu suavemente - Que cara é essa, amor? Não gostou da surpresa. – Ele disse com um sorriso branco nos lábios enquanto exibia o belo buquê de rosas e me entregara –

- Claro que gostei, amor. – Enfatizei o amor, já que o disse de maneira forçada, sorri sem vontade enquanto pegava o buquê – Mas o que te trás aqui? – Questionei já que aquilo vindo dele não era comum, pelo menos, não tão constantemente... –

- Não posso querer fazer uma surpresa para minha mulher? – Ele respondeu com outra pergunta enquanto entrelaçava seus braços ao redor de minha cintura, coloquei o buquê de rosas na minha mesa e sem vontade alguma, coloquei meus braços ao redor de seu pescoço –

Ele sorriu e eu abri um sorriso forçado. Quem queríamos enganar com aquela ceninha de casal apaixonado? Creio que a nós mesmos.

E então ele grudou seus lábios aos meus, por um momento eu relaxei, ele movimentou seus lábios nos meus e logo pediu passagem com a língua, eu prontamente cedi. Era um beijo quente, cheio de desejo, ele apertou mais forte ainda minha cintura enquanto o beijo prosseguia de maneira quente.

Dinah tinha razão, eu precisava relaxar um pouco. Não tínhamos relações sexuais há o que? Uns quatro ou cinco meses?

Abri um pequeno sorriso durante o beijo e decidi tomar alguma iniciativa, cravei uma de minhas mãos em seus cabelos enquanto a outra arranhava cuidadosamente sua nuca. Senti-o se arrepiar com meu ato.

Ele desceu suas mãos até minha bunda, a apertando com um pouco de força, me levantando com maestria e me sentando na mesa do meu escritório, fazendo alguns papéis caírem no chão.

Nossos lábios se separaram por um momento e eu o olhei em seus olhos. Eles pegavam fogo assim como os meus. Era bom saber que mesmo com o casamento desandando ainda nos desejávamos loucamente.

Ele levou suas mãos até minha coxa e eu tratei de desatar o nó de sua gravata, a jogando longe. O sorriso de canto nos seus lábios, fez-me derreter por um momento.

Ele encostou seu nariz em meu pescoço e aspirou meu cheiro, puxei ainda mais forte seu cabelo ao sentir sua barba mal feita roçando em minha pele sensível.

Por Deus, eu estava enlouquecendo! Em um ato desesperado, tirei seu terno e desabotoei com pressa os botões de sua camisa. Nossas bocas se encontraram novamente, em um beijo de pura luxúria e desejo. Eu gemi suavemente entre o beijo.

De um jeito desajeitado ele tentou subir meu vestido, enquanto minhas mãos iam a procura de seu cinto. Eu estava louca, precisava me livrar daquelas peças de roupas.

- Camila, a reunião vai começ... – Dinah parou de falar assim que me viu empurrado Chris já seminu da cintura pra cima. Ela mordeu os lábios prendendo a risada. Respirou fundo antes de conseguir voltar a postura séria – Perdoe-me, eu apenas queria avisar sobre sua reunião, é importante, vai ter que deixar o Chris afogar o ganso depois, gata. – Ela piscou e finalmente soltou uma gargalhada. –

No mesmo instante eu ruborizei e lhe mostrei meu dedo do meio. Ela saiu da sala ainda rindo e eu olhei desconcertada para meu marido. Era a primeira vez que arriscamos meu emprego de tal maneira. Não que eu corresse risco de perdê-lo, já que eu era CEO da empresa e da revista Cabello's. Mas aquilo com certeza não é algo que uma CEO faria. Ainda mais eu, que sempre exigi respeito e era rígida.

"Camila, você realmente precisa de uma boa noite de sexo" – Falei para mim mesma antes de suspirar frustrada –

Eu sai de cima da mesa e vi Chris já abotoando sua camisa e tentando se recompor. Eu tratei de fazer o mesmo.

Assim que ambos recuperaram o fôlego, eu o olhei com um sorriso sem graça nos lábios e ele me olhou encantado. Era a primeira vez em meses que nos tratávamos como dois bobos apaixonados.

Será que meu casamento ainda tinha esperanças de ser recuperado?

- É melhor eu já ir... – Ele falou e em um ato rápido agarrou minha cintura e me beijou, dessa vez, um beijo sem malícia. – Eu só vim te entregar as flores e avisar que venho te pegar após seu expediente no trabalho.

- Algum motivo em especial? – Perguntei ainda com os lábios próximos aos deles, ele assentiu levemente a cabeça –

- Minha irmã voltou hoje de um intercâmbio no Brasil, ela trouxe uma amiga e bom... – Ele dizia calmamente, já sabia que se tratava da irmã dele que nunca havia conhecido, já que quando o conheci, ela já estava no Brasil – Meus pais querem fazer um jantar de boas-vindas.

- Chamarei Dinah. – Avisei prontamente, nunca deixava Dinah de fora de nada, ainda mais quando teria que passar um bom tempo em um jantar chato. –

- Mas é um jantar para a família, amor. – Eu revirei os olhos e me afastei dele. Em segundos meu estresse havia se feito presente novamente –

- Dinah é da família. Eu a considero da minha família! – Protestei e ele bufou –

- Tudo bem. – Ele se rendeu já que sabia que seria inútil protestar. Pego as duas após o expediente –

- Iremos direto? – Ele assentiu e eu cruzei meus braços indignada –

Eu era uma pessoa vaidosa, precisava de um bom banho, um bom vestido, meu perfume francês que havia ganhado de meu marido, uma maquiagem chamativa, mas não tanto. Eu não sairia apenas o pó para um jantar com os meus sogros, Taylor e a irmã sumida do meu marido.

- Ok, então você e Dinah se arrumam em casa mesmo enquanto eu vejo o primeiro tempo do jogo. – Ele falou como se tivesse lido meus pensamentos e eu sorri – Tchau, baby. – E por fim, ele saiu –

O expediente havia realmente passado rápido, Dinah não havia parado por um momento, assim como eu. Tive umas três reuniões para discutir sobre os novos assuntos para a próxima revista do mês, ainda tive que analisar alguns artigos e informações cautelosamente. Avaliei alguns contratos que precisava fechar com algumas outras empresas.

Eu estava esgotada. Eu queria desistir de ir ao jantar, mas sei que Taylor ficaria chateada, pois não nos víamos há mais de um mês e meus sogros provavelmente ficariam chateados também, já que éramos muito próximos.

Bufei, me convencendo de que teria de ir.

Sai com Dinah e meu marido, como sempre, pontual, chegou no horário para nos pegar. Fomos para minha casa e logo tratamos de nos arrumar, que tipo de melhor amiga eu seria se Dinah não tivesse roupas suas em minha casa, não é?

Tomamos um banho, cada uma em um dos chuveiros da casa, já que minha casa era enorme pelo tanto de dinheiro arrecadado do meu trabalho e do trabalho de meu marido também.

Eu optei por um vestido vermelho, que me deixava sexy, realçava as curvas de meu corpo e claro, tinha um decote nada discreto em meus seios. Passei uma maquiagem leve, que ressaltava meus olhos e deixavam meus lábios mais convidativos. Um scarpin vermelho era algo que não poderia faltar.

Terminava de arrumar as coisas na minha bolsa quando Dinah entrou no meu quarto. Logo ouvi seu assobio indicando que havia me achado sexy, eu não pude deixar de rir.

- Pelo visto, hoje alguém não sai ileso dos encantos da Cabello aqui. – Ela falou com um sorriso nos lábios e eu revirei os olhos –

- Não estou tentando encantar ninguém. – Falei de forma sutil e ela riu –

- Claro que não, está tentando transar mesmo. – Dei um tapa forte em seu braço e ela riu alto demais –

- DINAH! – A repreendi e ela riu –

- Desculpa! – Jogou seus braços para o alto segurando o riso – Mas está gostosa mesmo, quem te ver, acha até que tem esse tanto de peito. – Ela riu novamente e a olhei enfurecida – Ok, não falarei mais nada.

- Ótimo! – Falei com raiva, já pondo minha bolsa em meus braços e caminhando confiante e com passos firmes até a porta do quarto –

- QUE BUNDONA DO CARALHO! – Ela gritou e eu me virei bruscamente pelo susto, a olhando incrédula, mas logo cai na risada junto com ela – Deveria usar mais roupas assim, Chancho. – Ela disse passando por mim e me dando um leve tapa na bunda –

- Jane! – A repreendi novamente, porém ela apenas riu –

- Pare de ser uma velha rabugenta, estou te elogiando! Você sabe que raba igual a sua não há igual. Agora vamos! – Ela disse suavemente, com um sorriso brincalhão nos lábios –

Descemos as escadas e como o esperado, não passei despercebida pelo olhar devorador de meu marido, o sorriso cínico e vitorioso não poderia ser maior em meus lábios.

Fomos para o carro e em minutos estávamos adentrando a casa... me desculpem... mansão de meus sogros. Assim que desci do carro, caminhei ao lado de meu marido e de Dinah até a porta.

- Graças a Deus vocês chegaram. – Fui recebida por um abraço caloroso de Taylor que logo retribui –

A garota estava linda como sempre. Usava uma saia branca e uma blusa decotada da mesma cor, usava uma sapatilha delicada. A beleza favorecia a família Jauregui.

- Achei que não viriam. – Ela disse olhando para nós três, por tanto ver e conviver com Dinah, Taylor também era muito apegada a ela –

- Mas é claro que viríamos, eu estava morrendo de saudade de você, Tay. – Falei sincera enquanto entrava na casa –

- Mas que mentira, Mila, nem se lembrou de mandar uma mensagem durante esse tempo. – Isso era verdade e eu me sentia péssima, mas eu não havia me esquecido, só estava com pouco tempo para tantas coisas –

Sussurrei um "me desculpe", fazendo a menina abrir um pequeno sorriso, me informando logo em seguida que eu estava perdoada.

- Olhe aqui os atrasados! – Ouvi a voz de Clara acompanhada com a risada de Mike. –

Eu era encantada pelo amor dos dois, claro que eles tinham suas diferenças, mas eram um casal muito unido e quase nunca brigavam, era difícil não vê-los apaixonados todos os dias uns pelos outros. Eu os adorava e eles me davam esperanças de reatar meu casamento.

- Que saudades de vocês, esquecem que a gente existe, até mesmo você Dinah! – Mike acusou minha melhor amiga também e ambos rimos. Chris possuía sua mão em minha cintura o tempo inteiro, eu estava me irritando com tamanha possessão. Odeio que me tome assim, como se fosse meu dono. –

- Estamos terminando de preparar o jantar, queridos. – Clara falou nos olhando com toda sua doçura. – Fiquem a vontade.

E ficamos, todos ali, na sala. Eu, Chris, Dinah e Taylor, todos entretidos em uma conversa animada e nenhum sinal da irmã sumida. Afinal o que fazia? Ajudava seus pais na cozinha?

- Por quê Ally não veio? – Fui tirada de meu transe pela pergunta de Taylor –

- Ela não estava se sentindo muito bem, não havia ido a empresa hoje. – Respondi apenas com as informações que sabia. Ally andava mal nos últimos dias, com certeza por causa do seu término recente de namoro. –

- Entendo... – Foi a vez de Taylor falar –

- Cadê minha irmã que não aparece? Some por mais de 4 anos e demora mais 1 ano para dar as caras? – Chris disse indignado pela ausência de sua irmã. Mas também, para que tanta cerimônia? Estava fazendo mais drama do que noiva em dia de casamento –

- Eu estou bem aqui maninho. – Ouvi uma voz rouca e suave ecoar pela sala inteira e senti um calafrio subir pelo meu corpo. Me virei na direção de onde vinha a voz, todos os olhares estavam sobre... ela. –

Meus olhos se prenderam nas curvas de seu corpo. Analisei desde os seus pés em um salto alto preto, subi por suas pernas bronzeadas, foquei em sua cintura fina, olhei atentamente para o decote de seu vestido preto e branco. Passei os olhos por sua pele pálida e encarei sua boca.

Passei boa parte do meu tempo ali, focada em seus lábios tomados por um batom suave e discreto. Eles pareciam me convidar para apreciá-los. Quando por fim, congelei em seus olhos.

Aquele tom hipnotizante de verde agora me olhava, os verdes penetravam os castanhos. O tempo parecia ter parado, estávamos nos encarando, sem conseguir desviar o olhar uma da outra.

Quando percebi que ela se aproximava lentamente de mim, meu coração fraquejou, ainda nos encarávamos, como se naquela sala estivesse apenas presente eu e ela.

Ela se aproximou, ficando a centímetros de mim, ela estendeu a mão e abriu seu melhor sorriso, no mesmo momento achei que cairia para trás com tamanho charme. Ela esticou suas mãos em minha direção e eu as apertei.

- Lauren Jauregui, prazer! – Ela falou com sua voz rouca –

- Camila Cabello. – Tentei não gaguejar enquanto permanecia hipnotizada por ela –

Ela me puxou para um abraço mais íntimo e minha respiração falhou. Mas que diabos?

- No Brasil, nos cumprimentamos assim. – Ela sussurrou em meu ouvido, sua voz saiu mais rouca do que antes e eu me arrepiei completamente. Quando ia se afastando, a mulher depositou um beijo delicado em minha bochecha –

Ela sorriu debochada ao ver que estava perplexa e congelada, meu marido estava entretido em uma conversa com Taylor, e Dinah, como sempre, observadora. Me olhava de uma maneira estranha.

- Acho que acabei pegando algumas manias brasileiras. – Ela disse em bom e alto tom, rindo suavemente e fazendo os outros rirem também, acabando por cumprimentar Dinah da mesma maneira, mas não com o mesmo interesse. –

Por Deus, eu estava ficando louca, certo? A irmã do meu marido não daria em cima de mim.

- O jantar está pronto! – Ouvi a voz de Clara soar pelo local e eu agradeci aos céus por poder sair de perto daquela mulher por alguns poucos segundos –

Me sentei na cadeira após me servir, ao meu lado se sentou meu marido, do outro, sentou-se Dinah. Em minha frente sentou-se Lauren, ao seu lado Taylor e intercalado entre nós, Mike e Clara.

Comemos silenciosamente, por não ter minha mãe por perto e por quase nunca ter tempo de preparar uma boa refeição, eu era apaixonada pela comida de Clara e Mike, cada garfada em minha boca era um turbilhão de sensações.

Muitas noras não se dão bem com a sogra e/ou com o sogro, mas no meu caso, eu tive muita sorte, sempre fui acolhida de braços abertos por ambos, tanto que os considerava meus segundos pais.

Logo todos acabaram de comer e por mais que eu tentasse, eu sempre acabava por admirar a beleza da pessoa em minha frente. Seus cabelos longos negros que caiam perfeitamente em seus ombros e davam um contraste perfeito em sua pele pálida.

Ou então a melodia de sua risada, que me preenchia de forma assustadora. E a maneira como seus lábios se moviam para falar algo, ou a forma como ela sorria, era encantadora. Mas nada era tão gracioso como seus olhos. A cor deles era de deixar qualquer um com o queixo caído e quando ela me olhava, céus, qualquer um morreria apenas para receber aquele seu olhar embriagante.

- Pode deixar, Clara. – Falei ao voltar para meu mundo e perceber que a mulher tirava a mesa. – Eu faço isso e lavo a louça, não se preocupe. – Dei um sorriso simpático e sincero –

- Claro que não, Mila, deixa que eu faço isso em um segundo. – Ela ia prosseguir seu trabalho, mas fui mais rápida e a impedi –

- Não, deixa comigo, você já teve todo o trabalho de arrumar a mesa e preparar o jantar. – Ela me olhou séria, mas logo um sorriso brotou em seus lábios e ela assentiu –

Assim o fiz, todos foram para a sala colocar o papo em dia. Dinah e Chris haviam me oferecido ajuda, mas eu neguei. Eu precisava por a cabeça um pouco no devido lugar.

Tudo bem que eu sempre deixei claro para Chris que eu sentia atração por ambos sexos e isso nunca fora um problema em nosso relacionamento. Mas sua irmã? Sentir atração pela irmã mais velha do meu marido?

Com o que eu estou na cabeça? Qualquer um poderia perceber que eu a olhava com desejo, apenas faltava despi-la com os olhos. Droga, Camila.

Controle-se. Aposto que é a falta de sexo, como Dinah dissera.

- Camila, certo? – Ouvi sua voz como um sussurro atrás de mim e dei um leve pulo pelo susto. Deixando assim, cair um copo de vidro no chão. A mulher deu um riso silencioso. – Não queria te assustar.

Virei em sua direção, porém logo agachei para apanhar os cacos de vidro espalhados pelo chão, mas a mesma logo me impediu.

- Deixe que eu cuido disso. – Ela sorriu enquanto procurava por uma vassoura, eu apenas sorri agradecida. Estava com medo de falar e acabar por gaguejar ou coisa do tipo. –

- Obrigada. – Foi o que me limitei a dizer enquanto voltava a por as coisas na pia e me preparava para lavar a louça –

- É a famosa mulher de Chris? – Ela questionou e eu apenas fiz um som nasal concordando – Então por quê não carrega o sobrenome Jauregui? – A olhei confusa pela pergunta –

- Chris e eu casamos no papel, mas não queria obter seu sobrenome, já que tinha minha revista e um nome a zelar. – Respirei fundo, me lembrando que naquela época, eu queria sim obter tal sobrenome – E também por um pedido de meu pai.

- Entendo. – Ela disse simples – Casou-se jovem, não acha?

- Talvez. – Queria encurtar o assunto, mas ela parecia enrolar para que pudesse apanhar os cacos de vidro no chão, eu apenas lavava a louça, sem ter coragem o suficiente para encará-la –

- Tem quantos anos? – Ela perguntou. Parecia curiosa sobre mim, mas eu estava intrigada com tamanha curiosidade de sua parte –

- Não acha indelicado perguntar a idade para uma mulher? – Ela riu e eu me aproveitei da melodia que preenchia meus ouvidos –

- Não. Seria indelicado se eu estivesse dando em cima de você ou se você fosse uma idosa. – Não me atrevi a olhá-la, mas podia jurar que ela sorria –

- Tenho 21. – Ela ficou calada por um tempo, talvez surpresa pela minha idade? –

- 21? – Ela perguntou novamente e eu concordei – Meu irmão tem 24, tudo bem que ele repetiu o colégio, mas não acha que casou muito cedo? E já é formada? Com essa idade?

Foi a minha vez de rir, ela estava surpresa e isso era engraçado, as pessoas normalmente ficavam surpresas pela minha idade, ainda mais quando sabiam a idade de Chris. Ele havia entrado tarde no colégio e havia repetido duas vezes de ano.

- Sim, 21 anos. E eu já disse que talvez tenha casado cedo demais. Sim, sou formada com essa idade, mas assumi a editora do meu pai antes mesmo de terminar a faculdade.

- Interessante. – Ela falou mais para si mesma do que para mim – Você é a dona e administradora da editora da revista Cabello's? – Ela parecia chocada e eu ri novamente –

- Sim. Sou eu mesma. Muito prazer, Jauregui. – Me virei para ela com um sorriso no rosto, finalmente com coragem o suficiente para encará-la. Era cômico sua expressão facial, demonstrando surpresa por minhas palavras. – Agora que eu falei tanto de mim, por quê não me fala de você?

- O que deseja saber, grandiosa Cabello? – Ela perguntou e isso me fez rir – Não ria, sou completamente admirada pelo seu trabalho e por suas edições, são incríveis.

- Pelo visto tenho uma fã. – Brinquei e ela sorriu – Por quê não me conta o motivo de ter saído de New York e ter ido morar no Brasil?

- Eu não fui morar lá, quer dizer, não era minha intenção, mas é um país tão belo que eu acabei me apegando e fiquei mais tempo do que o planejado. – Meus olhos brilharam, sempre quis conhecer o Brasil, mas nunca tinha tempo e quando tinha, nas minhas férias, sempre acabava em algum lugar que meu marido quisesse estar. – Parece se interessar por lá.

Dei de ombros e sorri como se pouco me importasse. Porém logo um suspiro pesado saiu de meus lábios e contestei a verdade.

- Eu queria conhecer o Brasil, sempre me interessei na verdade, mas nunca tive um tempo livre para ir. – Falei sincera –

- Pois então, um dia eu mesma a levarei lá! – Afirmou e eu arregalei os olhos espantada – Não faça essa cara, você irá amar!

- Como sabe? – Perguntei –

- Todos amam o Brasil. – Ela sorriu o que me fez sorrir também –

- Ok... E a sua idade?

- Não acha indelicado perguntar a idade para uma mulher? – Ela repetiu minhas palavras e eu ri –

- Como você havia dito? Ah sim... Não estou dando em cima de você e você não é idosa, então... – Falei me recordando de suas palavras e me gabando –

- Sou mais idosa que você, Cabello.

- Me chame de Camila, ou Mila. Mas ande logo, me responda. – Eu era uma pessoa muito curiosa, por isso odiava quando enrolavam demais e odiava surpresas, pois nunca conseguia me conter –

- Tenho 25, sou um ano mais velha do que meu irmão. – Ela sorriu – E não quero te chamar de Camila ou de Mila! – Ela disse de maneira indignada e eu franzi o cenho tentando entender o motivo – Gosto de dar apelidos para pessoas que tenho certeza que serão parte de minha vida, mas gosto de dar apelidos que ninguém as chame daquela maneira, apenas eu.

- Não sou merecedora de um apelido seu?

- Mas é claro que é, cunhadinha. – Ela disse e eu fiz uma pequena careta, fazendo-a rir – Só não sei se você será parte da minha vida.

- Como não? Sou a esposa do seu irmão... – Respondi confusa –

- Eu não quis dizer ser parte da minha vida dessa maneira, tem que ser de uma maneira... – Ela pareceu pensar antes de responder – especial.

Novamente franzi o cenho, o que ela queria dizer com aquilo? Ela abriu um sorriso como se lesse meus pensamentos, terminou de limpar a sujeira do copo e caminhou até a porta para voltar a sala onde a conversa rolava solta. Mal haviam notado a falta da presença de Lauren.

Porém diferente do que imaginei, Lauren parou no meio do caminho, virou-se para mim e me encarou com seus olhos verdes brilhantes.

- Você não deveria ter perguntado minha idade, Cabello. – Mais uma vez sem entendê-la, tratei de questioná-la –

- Por quê?

- Eu disse que quando você pergunta a idade de alguém talvez possa ser para dar em cima de alguém. – Ela disse simples – Eu não dou em cima de mulheres casadas, mas nada impede uma mulher casada dar em cima de uma mulher solteira. – E por fim, ela saiu dali, me deixando sozinha e perdida em meio aos meus pensamentos –

Eu tinha uma má sensação sobre a chegada repentina da Jauregui mais velha, algo que dizia que as coisas entre nós duas não acabariam nada bem.


Notas Finais


Por hoje foi isso sunshines. Espero que tenham gostado, não deixem de dar suas opiniões e dizer o que acham que vão acontecer no próximo capítulo. Estou dando uma segunda chance para esse projetinho meu.

Desculpem por qualquer erro. E até o próximo capítulo :)

PS: Dependendo de quantos favoritos e comentários, eu posto outro capítulo hoje ou amanhã, sou dessas sim :p

Bye!


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