História The Hours -Interativa - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Apocalipse, Interativa, Zumbis
Exibições 30
Palavras 1.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Segundo capítulo aqui,está bem maior que o anterior e um pouco mais emocionante também.
Sempre leio com bastante atenção a ficha dos personagens,mas se tiver algo errado em relação ao seu personagem,por favor,me avise!!
A pessoa que enviou as personagens deste capítulo deu algumas ideias e sugeriu alguns acontecimentos, e no fim se encaixou muito bem no que eu estava planejando para a fanfic.
Chega de lenga,lenga.Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 3 - Capítulo 2


Arrependimento e remorso.

Reparação e expiação,é a vida,não é?

Mas a próxima é para você.

Todos vocês,almas perdidas,correndo aquela longa estrada abaixo,para a redenção,e todos vocês pecadores fugindo de seus passados,mas indo diretamente para dentro daquela amarga escuridão logo á frente.

Estamos todos na mesma autoestrada interminável.

Aquela sem nome ou saída.

Procurando uma maneira para esta noite e para o amanhã.

Bem,eles vão tentar pará-lo,mas você tem que dizer "Foda-se" e continuar em frente.

Por que essa é sua autoestrada.

E esta noite,talvez pode ser a noite que você finalmente vai botar aqueles demônios malvados para correr,de uma vez por todas.

E eu estarei bem aqui com você ,me certificando que chegue onde quer chegar.

--

Anita Hale achava aquilo ridículo.Ela se lembrava da vez em que ouviram pela primeira vez aquela estação de rádio.

Com o apocalipse,parecia que todas as rádios haviam sido tomadas não pelos mortos, e sim por velhos com uma vontade incontrolável de filosofar sobre a vida,sobre oque as pessoas deveriam fazer de suas vidas.

Aquela tinha sido a ultima vez em que tinha ligado o rádio.Na noite em que seus pais morreram.

A garota se lembrava do sorriso nos lábios da mãe,a mais velha sempre gostara de de ouvir textos clichês,tanto até quanto lê-los.Foi pelo sorriso que sua mãe dera que as palavras grudaram em sua cabeça,fora pelo seu ultimo sorriso que se forçou guardar aquelas palavras ridículas,pois era sua ultima lembrança dos dias felizes que tivera com sua família toda unida.

Estava numa situação ruim,reconhecia isso.Não tentava esconder isso de sua irmã,apesar de ter apenas dez anos,era esperta demais e sabia muito bem detectar uma mentira.

Era fato que Anita colocava toda a responsabilidade em si mesma,não queria que sua Beth se preocupasse com nada,não queria que ficasse um dia inteiro sem comer por saber que havia apenas mais uma barra de cereal.Queria que continuasse tendo uma infância,não queira interromper nada na vida da criança,pois sabia que no dia seguinte,poderiam estar mortas.Não queria sentir arrependimento.

Anita não sabia ao certo quanto tempo ao certo havia se passado desde o começo de tudo,desde a morte dos pais,mas sabia que no momento em que percebeu que estavam sozinhas,Beth se tornou a coisa mais importante em sua vida.Faria literalmente tudo por ela,morreria por ela.

Beth era seu pequeno anjinho de olhos azuis.Saber que ainda a tinha por perto lhe acalmava,era o que lhe fazia dormir a noite,saber que acordaria e veria seu pequeno rosto feliz ao vê-la com os olhos abertos.

Na noite anterior,Anita percebeu que não havia comida suficiente para as duas,tentou disfarçar pegando a ultima barrinha de cereal e dando á irmã mais nova quando a mesma reclamou de fome quando o sol estava a pino.

"Tudo bem" Disse "Temos mais algumas,pode comer" e abriu seu sorriso mais convincente.

Eram duas e meia da tarde quando Anita verificou o relógio de pulso,que antes pertencia ao pai.

Começaram a andar depois de Beth se alimentar,sabia que a menor provavelmente já estava com fome novamente.Seu próprio estômago roncava quase como um motor de caminhão.

Estavam numa autoestrada quase na entrada da cidade,tinham ficado nos arredores,pois concordaram que deveria ser mais seguro.Um dos problemas foi a falta de suprimentos,no tempo em que ficaram em uma casa em um condomínio qualquer,saquearam todas as moradias.Desde cobertores até mesmo latas de ração para gatos.

Pensava que teria que chegar ao extremo e ter de se alimentar daquilo.

-Pode me dar um pouco de água?-Beth pergunta se sentando no asfalto quente,as mãozinhas indo direto até uma rachadura e puxando o mato que crescia ali.

Anita se agacha em frente da irmã e abre a mochila,pegando a garrafa de dois litros,que já se encontrava com menos da metade,e a pousa em frente da menor.

-Acho que precisamos descansar um pouco, o sol está muito forte,oque acha de tentarmos saquear alguma loja,se encontrarmos algum lugar seguro o bastante,posso te ensinar a atirar-A loura passa as mãos no rosto numa falha tentativa de limpar o suor,mas apenas acaba sujando-o ainda mais.

Não precisava sequer olhar no espelho para saber que seu cabelo deveria estar uma bagunça,alem da raiz que já deveria estar escura novamente.Sua pele estava suja e queimada,assim como a de Beth,as duas vestiam moletons velhos e furados nos joelhos,tênis all star desbotado e regatas.Anita também forçou a menor a vestir uma camisa azul marinho de mangas para protegê-la mais do sol.

Aquela era uma de suas tentativas,falhas,de tentar animar a menor.No começo costumava funcionar,mas agora,nem mesmo um balde cheio de doces seria capaz de fazê-lo.

Beth estava cansada,Anita via isso em seus olhos, e por algum motivo isso a assustava...Muito.

-Não quero aprender a atirar-Responde baixo enquanto coloca a garrafa no colos,as pernas cruzadas.

-Porque não?

-Porque da ultima vez que você atirou,acabou ficando com um olho roxo-E levanta os grandes olhos azuis para o rosto da irmã mais velha.

Era verdade,mas não por não saber atirar, e sim porque estava fraca demais.

A única arma de fogo que possuía era uma Desert Eagle e na ultima vez em que fora forçada a usá-la, o tranco acabou sendo forte demais para seus braços, o que acabou deixando-a com um grande hematoma no olho direito,de castanho esverdeado,acabou ficando vermelho por mais de uma semana.

Acabou sem saber oque dizer.Sabia que se dissesse que havia acontecido por estar fraca demais,por ter dado sua comida para ela comer,isso iria fazê-la se sentir ainda mais culpada.

-Pode ter certeza que você atira muito melhor que eu,mesmo não tendo muita experiência-E solta uma risada forçada.

Era oque estava acontecendo nas ultimas semanas,o clima entre as duas estava ficando cada vez mais seco.Cada vez que Anita tentava se aproximar,Beth se afastava.

Era como um gato caçando um rato.Um pequeno e teimoso filhote que acabava por não entender.Tinha dez anos e era a criança mais complicada que já conhecera.

Antes de tudo,sua mãe costumava dizer que o melhor jeito de "atrair" uma criança,era ignorando-a e deixando-a um pouco de lado.A tática tinha funcionado apenas quatro antes com ela, e acabava por funcionar com Beth também.

Mas Anita se importava demais para simplesmente ignorá-la,por isso continuava com suas tentativas frustradas.

A jovem tinha apenas quatorze anos, e sabia o quanto era difícil cuidar sozinha de uma criança de dez,principalmente porque a não muito tempo atrás,ela mesma ainda era uma criança.

Anita suspira e se levanta,pegando a garrafa do colo da irmã e guardando-a novamente.

-É melhor irmos,quero chegar na cidade antes do sol se pôr-E começa a andar,ignorando a culpa por não esperar a irmã se levantar.

Estava cansada demais,mal sentia suas pernas,mas em compensação,seu estômago doía tanto que ela precisava de uma força tremenda para não se curvar.Apesar das pernas dormentes,sentia as bolhas estourando a cada passo que dava.

Tentava não pensar se os pés da irmã estavam na mesma que os seus,se ela se sentia tão mal quanto ela.

Acabaram andando por mais duas horas e por sorte,o sol acabou por não esquentar mais.As duas paravam sempre que viam algum carro,Anita se prontificava em pegar tudo que fosse útil primeiro,não queria que a irmã carregasse ainda mais peso.A pequena mochila rosa nas costas de Beth estava amarrotada,com cobertores,sua manta preferida,seu ursinho de pelúcia e livros infantis que a menina sempre pegava quando via que ainda não havia lido.

Era uma rotina antes,quando seus pais ainda estavam vivos,todos se sentavam em volta da fogueira e Beth lia seus livros preferidos,uma,duas,cinco vezes,até que se cansava da história e repetia o processo com outro livro de histórias com ilustrações,sempre atenta em mostrá-las em um angulo em que todos pudessem ver.

Anita sorri com a lembrança.Ainda doía quando pensava neles,a jovem se perguntava o quão difícil era para Beth.Era uma criança esperta,muito provavelmente sabia oque tinha acontecido,oque a irmã mais velha havia sido obrigada a fazer.

Se era aquilo que a estava afastando.

A pequena estava prestes a completar onze anos e sabia que teria que contar uma hora ou outra.

Anita estava imersa em seus pensamentos quando algo lhe assusta,com  o canto dos olhos, ela vê algo se movendo atrás de uma caminhonete vermelha.

Tinham chegado em uma parte da estrada que estava completamente lotada de carros,um cemitério cheio de lembranças de pessoas que muito provavelmente,estavam mortas.

A jovem puxa a arma do cós,suas mãos tremiam com o peso e o esforço para mantê-la firme.

-Beth!-Ela chama,gesticulando para que a irmã ficasse atrás de si.

Não era um infectado,Anita sabia disso,pois um infectado não se esconderia quando percebessem sua presença.

-Saia-Diz,torcendo para que sua voz não tenha saído trêmula-Saia!!

Sua espinha gela quando ouve um grito agudo,sua cabeça imediatamente gira á procura de onde havia vindo o som.

Eram apenas carros a sua volta,uma floresta interminável com "animais" apenas esperando para dar o bote.

Tinha medo de que aquilo ainda acontecesse.

Já tinha visto avisos em placas de transito,corpos mutilados com cortes que definitivamente não haviam sido feitos por dentes.

"Não entre'' Diziam as placas,logo seguidos de um "C"   

Anita estica o braço atrás de si tentando alcançar a irmã,mas assim que sente a pele macia do braço da criança,algo duro bate em sua cabeça, e antes mesmo de assimilar que Beth havia pego em sua mão,ela percebe que algo a puxava para longe...Alguém a puxava para longe.

A ultima coisa que vê é um homem totalmente vestido de preto segurando o corpo de Beth contra o seu, a pequena se debatia.Algo transparente deixava seu rosto e olhos brilhantes.

A ultima coisa que ouviu foi uma frase,uma ordem que sabia que não iria segui:

"Não tente nos achar"

 

 


Notas Finais


Gente,está meio difícil eu estar revisando muito os capítulos porque estou meio sem tempo,então se estiver confuso ou com muitos erros,peço que me perdoem,assim que tiver um tempinho de sobra eu reviso tudo!
O texto no começo do capítulo foi tirado do filme Southbound


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