História The Hunger Games - Heffer - Capítulo 1


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Personagens Originais
Tags Heffer, Thg
Exibições 1
Palavras 2.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Minha primeira fic de THG. Espero que gostem.
A opinião de vcs sobre a fanfic é muito importante. Então, comentem, caso gostem.
Boa leitura. ^-^

Capítulo 1 - Que Sorte Essa, Não?


  Que Sorte Essa, Não?

 

  Distrito 7 - 08:27 AM - 23 Graus - Verão

 

  Acordo cedo. Não tenho hora para dormir. Sou desses que em um dia acorda tarde, ou de noite, ou no meio da madrugada. 

  Bocejo de leve. Me dirijo até a janela e deixo o sol invadir-me os olhos, dando-me vontade de deitar na velha bancada do meu quarto e me deleitar com os seus raios.

  Meu nome é Heffer Adrian Stellephae. Tenho 16 anos e moro no Distrito 7. Meço 1,72 e peso 62 kg. Sou magro, tenho cabelos castanhos e ondulados. Um rosto fino e claro. Nariz fino e olhos verdes.

  Bom. Eu vivo com o meu tio. Meu pai morreu, depois que alguns pacificadores atiraram nele, quando ele invadiu os limites do Distrito, para caçar um cervo. E a minha mãe desapareceu dessas áreas há 3 anos. Dizem que ela tinha depressão, e preferia ver a morte, do que os parentes dela morrendo de fome e exaustão.

  Eu era muito jovem naquele tempo, então não entendia o que se passava na cabeça deles. Meus outros tios e primos morreram, ou foram assassinados. Meu tio Chrisser é o meu último conhecido.

 

  - Oi... - Aquela voz grave e baixa me cumprimentava. Chrisser era irmão do meu pai. Ele tinha 29 anos, mas parecia ter mais de trinta, por causa dos anos de trabalho forçado e exaustivo. - Hoje tem pão e geleia de uva. Eu mesmo fiz... - Ele me dizia, com aquele sorriso convidativo, tentando me animar. 

  

  Bem. A minha vida sempre foi uma droga, e em compensação, acho que também estou depressivo. Metade do Distrito anda depressivo por alguma causa.

  

  - Oi, Chris... - Eu o chamava assim, por sermos bem intimos. Eu vivia com ele desde pequeno. Me lembro, quando a minha mãe desapareceu, há 3 anos. E ele ficou desesperado, tentando me consolar. - obrigado. - Eu respondi, cabisbaixo.

 

  - Eh... eu vou ir trabalhar. Ok? - Ele não queria tocar no assunto da Colheita. Meu pai morreu neste dia. Eu já tinha superado a morte dele, mas Chris evitava me deixar constrangido. Ele fazia o possível e o impossível pela minha segurança. Ele se importava comigo e sempre tentava me animar, para que eu não acabasse como os que se matam todos os dias.

  

  O Distrito 7 tem a maior taxa de suicídios de toda Panem: 29600, por ano. Todas por depressão. Os salários são péssimos; as condições sociais também; e o trabalho forçado é comum. Começamos com 8 anos, e isso não tem um fim. O presidente Snow já tentou dar "um jeito", diminuindo a jornada de trabalho em uma hora. Mas até parece que isso resolveu.

 

  - Tá... - Respondi, com uma voz de sono extremamente forte. Dei um suspiro e comecei a cortar o pão. Ele era grande. Um luxo pra uma família como a minha. Conseguimos através de um furto que eu mesmo fiz. Roubei de um pacificador que dormia no intervalo de turno, há dez horas e meia atrás.

 

  Ele saiu de casa, carregando a sua mochila marrom surrada, vestindo uma camiseta branca e calça jeans azul. Ele era responsável por montar os móveis que seriam entregues á Capital. Ele falava pouco comigo. Mas, ele me amava, e me tratava como um filho. Neste dia, ele estava atrasado.

  A população daqui é de 4 milhões. De acordo com o jornal, 780 mil crianças e adolescentes irão para a Colheita. Isso significa que eu não serei sorteado.

  É o dia mais temido por toda a Nação. E o pânico cresceu, pois o presidente dobrou a quantidade de pessoas que vão participar nos Jogos, 48. E será celebrado duas vezes: neste mês, março e em, setembro.

  96 serão jogados naquela arena. Não temos culpa. Isso tudo, foi por causa da revolta que aconteceu a 58 anos. Segundo Snow, nós somos "herdeiros dos rebeldes", e merecemos isso, pois somos o "fruto de sua ira".

  Agora, há 6 Distritos Carreiristas: Além do 1,2 e 4, nos tornamos o quarto mais rico. Há três academias para o nosso treinamento. Mas é um pouco caro. Então, eu costumo treinar sozinho. 1200 jovens têm essa oportunidade. O mesmo aconteceu nos Distritos 3 e 10: Os do 3, são extremamente inteligentes e são bons em montar armadilhas; o 10, há assassinos de nascença, segundo a Capital. Todos eles sabem controlar animais e isso os ajudará contra bestantes.

  As arenas serão mostradas na televisão. As duas mais votadas das dez, serão as próximas arenas das duas edições que virão. Ano passado, um pirralho, de 12 anos, do 5, eletrocutou as duas cobras do 4 e do 1. Ele era bem esperto. Que bom que venceu.

  Saio de casa com a melhor roupa que eu pude arranjar: uma camiseta branca, um macacão verde e um par de sapatênis azuis. Penteio o meu cabelo para a frente, e passo uma colônia ordinária, que achei, no lixão da cidade.

  Eu estou muito bonito. Eu nunca tive uma namorada. Mas, quem sabe, eu arranje uma, quando eu estiver com a estima lá, no alto.

  Abro a velha porta de madeira, da minha casa, então, a fecho e mostro o meu corpo ao sol. Minha casa e as outras milhões deste Distrito, parecem casas medievais, da época antes do apocalipse. Panem possui 320 anos de existência. Ficamos durante 23 anos sobrevivendo aos efeitos da radiação e dos desastres naturais, antes dos Estados Unidos travarem guerra contra a Rússia. 

  Eu agradeço, por viver no lugar menos poluído de Panem. Contudo, eu detesto a vida que levamos aqui. Nós deveríamos ter comida em casa e uma boa roupa para vestir. Afinal, fomos nós que construímos esse país.

  Caminho pelas ruas, ensolaradas e cumprimento alguns vizinhos. Eles me desejam boa sorte. Se é que isso exista mesmo...

 

  Distrito 7 - 09:54 AM - 27 Graus - Verão

 

  Finalmente chego á Praça Central do Distrito. Ele é enorme. E como eu moro teóricamente ao lado, então, levo alguns minutos para chegar lá.

  Rapidamente, vejo os trens-bala da Capital, feitos especialmente para os Tributos, chegarem com milhares de crianças, espremidas em seus vagões. Ou você sai, ou você sai. Não é possível fugir da Colheita. Até porque, sua família pode sofrer com as consequências.

  Fiquei sabendo, há um ano, que uma menina do Distrito 3, saiu correndo do palco, quando foi sorteada, e acabou morrendo, com um tiro.

  É impossível fugir da Colheita. Aceite o fato.

  Assim que eu chego, uma mulher me manda estender o braço. E quando faço o que ela ordenou, ela me desfere uma agulhada eletrizante, que me deixa um pouco tonto.

  Não tenho amigos. Eu acho as pessoas falsas. Claro que ninguém é perfeito, então eu prefiro a solidão do que a desconfiança.

  Me dirijo até aquele amontoado de gente. Com as filas de meninos e meninas; altura; idade; e condição social. Os pobres á frente e os ricos atrás.

  Há pessoas ricas, da Capital, que nasceram no nosso Distrito. Então, elas são obrigadas a irem á Colheita. O único rico que foi sorteado, foi um rapaz do 1, que acabou morrendo para uma moça do 4, na edição 33. Os ricos são os mais privilegiados nos Jogos. Eu odeio toda essa estratificação social e injustiça. Não são melhores do que ninguém.

  

  - Bom dia, meus amores! - Ah, que ódio. - É tão bom ver todos vocês aqui! - Aquela aberração morta surge no palco, estragando todo o clima. 

 

  Vestindo uma gigantesca capa azul, uma calça verde fluorescente e botas brancas, Eohyung Bloom caminha até o microfone. Ninguém têm certeza se aquilo é uma mulher, um homem ou uma traveca. Ela (ou ele), pintou a pele de dourado, neste ano; passou um batom branco ridículo e vestiu um chapéu de ganso amarelado.

  Ela está na última "tendência da moda", neste ano. Eohyung já apareceu vestida de lenhador fluorescente e até com um ridículo vestido de penas e pelo de cisne.

  Ela/ele é branca, e têm olhos asiáticos. Parece ser descendente de "coreanos", ou algo assim, do tipo. Ela é uma das modelos mais famosas do país e uma das mais ricas também.

  Dizem que ela é uma transexual. Aposto que sim. Queria que vocês estivessem aqui, só para poderem presenciarem essa desgraça da moda.

  Então, ela ou ele, começou a falar sobre como o País nos amava (mentira), como eramos importantes (apenas como escravos do sistema), e que traímos eles (a única coisa que realmente poderia dar certo). Com aquele sotaque carregado, do centro da Capital, onde eles forçam o R e o S, fazendo aquele assovio de irritar a alma mais calma daqui.

 

  - E agora, chegou a minha parte predileta! - Ela se dirigiu até uma mesa, com um grande globo de vidro, cheio de papéis, com os nomes dos azarados escritos. - E o primeiro tributo sorteado para a quinquagésima primeira edição dos Jogos Vorazes, é... - Ela sorriu, para a fila dos 16 anos. Eu suspirei de alívio. - Thor Alliwetress. Venha, meu querido! - Um minuto se passou. Até que o menino saiu daquele amontoado de gente.

 

  Ele era negro, forte e tinha cara de bondoso. Eu já havia visto ele trabalhando em uma loja de móveis de cozinha, com o pai dele. O Distrito era enorme. Mas, eu fiquei triste por ver um rapaz tão esforçado no corredor da morte.

  A família dele tinha dinheiro, com a loja onde trabalhavam. Inclusive, fiquei sabendo que ele é candidato a Carreirista. Também, disseram que ele é o terceiro melhor aluno de lá.

  Todos falam bem dele. Ele é honesto e parece ter "boas intenções", segundo os vizinhos.

 

  - Venha, fofinho! - Ele fez uma cara tão ruim, pro traveco, quando ela falou "fofinho", que eu jurei que ele iniciaria os Jogos Vorazes naquele palco mesmo. - Eh... bem, vamos sortear a garota que fará companhia a este belo rapaz... - Eohyung meteu a mão brilhante dela naquele frasco de vidro, mexendo e mexendo cinco vezes, como ela sempre faz. - E a primeira garota a entrar pros Jogos Vorazes é...

 

  - Eu me ofereço! - Uma voz alta e feminina gritou na fila dos 17 anos. 

 

  - Quem foi a felizarda? - Eohyung virou, para onde o som do grito havia vindo. Mostrando um sorriso demoníaco, de felicidade.

 

  - Eu, sua burra! - A menina era forte. Tinha um olhar desafiador e possuía cabelos castanhos e fracos. - Sou Azalea Firher. Tenho 17 anos. - Ela gritou no microfone, assustando Eohyung.

 

  Ela era normal. Não era bonita, e nem feia. Tinha a minha altura; magra; morena e olhos verdes bem claros; tinha uma tatuagem simbolizando as crianças que foram mandadas para a Arena.

  Segundo o Distrito, ela era uma das pessoas mais estressadas e encrenqueiras. Ela morava há milhões de quilômetros da minha casa. Mas, parece que a fama quebrava todos os limites.

  Ela é Carreirista e é marceneira. Apostaram todas as fichas que ela seria a próxima vencedora, ou recordista de assassinatos nesta edição.

  Acho que ela é assim, pois o trabalho é muito puxado. Parece que ela vive com a mãe e com o padrasto.

 

  - O-o-ok... - Eohyung aquietou o facho. Todos á odiavam. - E o próximo rapaz a entrar para os Jogos Vorazes é... - Todos manteram silêncio. - Jim Wood! - Rapidamente, o nome foi reproduzido na tela. Um garoto, de 1,49, que parecia pesar 45 kg, andou até o palco. Eohyung ficou toda sem-graça. Seria terrível, ver um menino desse tamanho levando uma facada no pescoço.

  O menino tremia de medo. Ele andava demonstrando uma enorme insatisfação em seus passos calmos e trêmulos. Dois minutos ele levou, apenas para chegar até o palco. Todos ficaram perplexos.

 

  - Eu me ofereço! - Gritei e corri o mais rápido até o palco. Não podia deixar aquele garotinho nas bordas da morte. - Eu sou Heffer Adrian Stellephae, tenho 15 anos e me ofereço pra essa joça! - Gritei, arrancando alguns risos.

 

  - Pode ir embora, menininho! - O garoto me olhou de um jeito... ele me disse um 'valeu' bem baixinho, e, voltou chorando, até a fila dos 12 anos. - Muito bem. Agora, eu vou sortear a próxima menina que irá fazer parte dos Jogos Vorazes! - Eohyung pegou o primeiro papel que estava quase saindo do globo. E gritou: - Saucie Gartwheel, 16 anos! - Uma linda menina saiu do meio daquelas garotas de sua idade. Sério, ela era a mais gata que já tinha visto em toda a minha vida.

 

  Ela tinha uma pele branca, como a neve; um cabelo ruivo, tipo ferrugem; belos olhos azuis-marinho; era um pouco curvilínea e tinha braços grandes. Ela media 1,63 e pesava uns 52 kg.

 

  - Muito bem... por favor, uma salva de palmas para os nossos 4 representantes do Distrito 7, que irão concorrer á vitória na quinquagésima primeira edição dos Jogos Vorazes! - Como sempre, Eohyung ficou no vácuo. Apenas ela bateu palmas e passou vergonha na frente de 38 milhões de pessoas.

 

  Logo, fomos levados até um trem azul-platinado. Ele era lindo, tinha um grande tapete azul; uma mesa de madeira de cerejeira; um empregado que servia o que nós pedissemos; uma televisão holográfica e janelas de puro vidro blindado, para que pudéssemos ver os nossos pais, amigos e vizinhos.

  Nós 4 nos acomodamos e ficamos nos encarando por alguns minutos. Azalea não parava de encarar pejorativamente Eohyung, com aquele olhar frio de assassina; Thor disfarçava o choro, mas eu acho que aquilo era um pretexto; e Saucie... ela olhava mais para todos do que pra mim. Ela tinha uma expressão confusa e indefinida.

  E eu... apesar de tudo, ainda sinto que não posso vencer estes jogos.


Notas Finais


Obrigado mesmo, por lerem... O próximo sai, em breve...


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