História The Hunter Girl - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~senhoritadoce22

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Anjos, Caçadora, Demonios, Supernatural
Exibições 18
Palavras 1.774
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá gente *-* Sim, eu não tenho vergonha na cara.
Obrigada por não terem perdido a paciência e desfavoritado.

Capítulo 9 - Reencontro


Minha paciência tinha chegado ao fim, não estava a fim de assistir aula, então simplesmente me levantei de minha cadeira, guardando meus cadernos na mochila e saindo da sala fazendo todos direcionarem o olhar para mim rapidamente. Ninguém se importou, nem mesmo o professor. Como eu já estudava lá a muito tempo eles já conheciam o meu jeito despreocupada e era completamente normal me levantar no meio da aula e sair sem permissão, como eu era a aluna "turista" ninguém mais se importava se eu estudava ou não. Compreendo. Até mesmo eu já teria desistido de alguém assim. 

Quando cheguei em casa ontem, percebi que não havia ninguém e isso só poderia significar que meu pai e tio foram resolver algum caso. Eu deduzi apenas o obvio e meu pai nem sequer deixou um bilhete, como era de costume, para me informar de que era isso mesmo que eles foram fazer. O fato de ele não me dar nenhum tipo de satisfação só poderia significar que ele ainda estava chateado por causa de meu cabelo e do piercing. Como meu pai não estava lá, a casa ficava um tédio só. Então, depois de muito tempo, resolvi ir pra escola. Mas não que fosse pra estudar, é que eu não tinha nada pra fazer mesmo. 

 Fui passando pelos corredores vazios que já eram quase irreconhecíveis, passei alguns meses sem vir para a escola e a pintura foi mudada de cinza para laranja, não posso dizer que gostei mas pelo menos as paredes não estão riscadas como antes, por enquanto. 

O silêncio que fazia naquele estreito corredor me deixava calma, como se, finalmente, eu tivesse alcançado a porcaria da paz que tanto desejo. No meu dia-a-dia tudo era barulho. Tinha os barulhos dos tiros, os gritos, tanto de meu pai quanto dos monstros ou algum infeliz que teve a sorte de se meter no caminho dos Winchester, além das mesmas músicas que meu pai escutava todo santo dia. Sempre havia alguma coisa que não me deixava sossegar e pensar, sempre havia algo me incomodando. Não há coisa pior do que se sentir mal dentro de sua própria casa, convivendo com a família.  

Andei até chegar no pátio da escola, onde pude ver um garoto sentado no chão, de cabeça baixa e com fones de ouvido.

-Damen? - Se parecia muito com ele. A jaqueta de couro, o cabelo preto... - Será? - Me aproximei do garoto, logo depois de perceber a presença de alguém ele levantou o olhar em minha direção. 

Era ele mesmo! Puta coincidência, hein? De alguma forma eu me senti feliz em revê-lo, mas é claro que eu não demonstrei.

-Olha, se não é a garota do empala. - ele disse, abrindo um sorriso.  

-Oi. - Respondi em seco.  

-Coincidência você também estudar aqui. – Ele disse.  

-Pois é, eu estudo aqui desde que me lembro.  

-E desde que eu me lembro, eu nunca te vi por aqui.  

-Problemas. Fiquei fora da escola por algum tempo. – Respondi.

-Saquei, eu comecei esse ano. 

-Que sala?  

-Terceiro ano, sala 2.  

-Outra coincidência, também estudo lá. - disse, me sentindo uma idiota por causa do tom de alegria que minha voz fez.  

-Legal. - ele fez sinal com a cabeça para eu me sentar ao lado dele e foi o que eu fiz. Tirei a mochila de minhas costas e coloquei ao meu lado, me sentando na calçada e colocando as mãos no joelho. - Pelo menos uma garota interessante na turma. - Eu sorri, mas não um sorriso de felicidade, tava mais pra de deboche, nem sei dizer.

-Me acha interessante? – Logo depois disso, o sinal tocou, indicando o término das aulas daquele dia. Damen se levantou, limpou atrás da calça preta e disse:

-Você vem?  

-Pra onde?  

-Qualquer lugar é melhor do que essa escola.  - É, ele tinha razão. Peguei minha mochila e fui atrás dele. Fomos os primeiros a sair.

 

 

(...)

 

Passamos o que restava da tarde em uma lanchonete próxima a escola e depois Damen sugeriu que fossemos á uma festa, em uma balada não muito longe. Eu aceitei, obvio.

Entramos e ele segurou em minha mão. Provavelmente para não nos perdemos um do outro. Muitas pessoas pulavam de um lado para o outro.

Eu não gostava muito de balada, na verdade eu nunca ia. Sempre estava ocupada com alguma coisa, com algum caso. É. Qualquer garota da minha idade saia constantemente com os amigos, andava com o namorado e vinha pra esse tipo de festinha, mas no meu caso, não. Eu não.

Só que aquela música alta não me incomodava. Pela primeira vez eu estava me sentindo como uma garota normal. Nenhum problema me vinha em mente, apenas a música ocupava todos os meus pensamentos e me faziam esquecer de tudo.

Damen e eu sentamos juntos no balcão, um do lado do outro.

-Quer alguma coisa? – Ele provavelmente estava me perguntando se eu queria bebida, mas eu nunca havia bebido em toda a minha vida.

Ele soltou um sorriso.

– Um refrigerante, talvez? – Ele disse.

-Pode ser.

- Então, dois. – Ele disse isso. E fez um sinal para o homem que atendia os pedidos.

-Então, ainda sente alguma dor? – Eu perguntei.

-Não, nada.

-Que ótimo.

-Seus pais não brigaram por ter ficado até tarde na rua? – Ele disse. Isso foi porque nós ficamos conversando até tarde, eu nem percebi o tempo passar. Mas depois eu me ofereci pra deixa-lo em casa e ele disse que não, que preferia ir sozinho.

-Não. Meu pai nem estava em casa. – Eu disse. - E os seus? Não se importam que você ande sozinho em uma estrada deserta no meio da noite? – Eu soltei. Era mesmo estranho. Estava escuro na hora em que o atropelei. E ele estava lá naquela estrada, á pé. Sem companhia.

-Como eu disse, meus pais se separaram e tem sido difícil. Eu não tenho hora, eles nem se importam com o que eu faço. Eu posso fazer o que eu quiser.

-Que sorte. – Eu disse, pois era exatamente aquilo que eu queria. Poder fazer o que eu quisesse, cuidar de mim mesma.

-Nem tanta. – Ele disse isso. Mas eu não acreditei. O que poderia ser melhor do que ter uma vida que eu pudesse mandar? Fazer o que eu quisesse? Ir pra onde eu quisesse? – Ás vezes faz falta.

-O que faz falta? – Eu perguntei isso, foi quando o homem voltou e colocou dois copos a nossa frente. Eu peguei um e ele pegou outro. Devíamos ser os únicos ali que estavam bebendo refrigerante ao invés de cerveja.

Naquele balcão, muitas pessoas chegavam, pediam uma bebida e saíam. As observei. A maioria jovens. A maioria das garotas, assim como eu, estavam acompanhadas. Os caras lhe pagavam bebidas e dançavam, já sabendo onde isso poderia parar. Mas não no meu caso. Eu não ficaria com o Damen agora. Até porque eu nunca namorei e outra que eu nem o conhecia direito.

Uma garota de cabelos curtos e pretos, se aproximou do balcão e ficou me encarando. Logo ela fez o pedido ao mesmo homem que nos atendeu. Ela tinha um corpo perfeito, o vestido de couro preto que ela usava caia muito bem, o rosto eu não pude ver claramente, mas, por algum motivo, eu sabia que ela estava me encarando. Desviei o olhar, algum tempo se passou e quando o homem chegou e colocou em cima do balcão o copo com a bebida que ela havia pedido, ela estendeu a mão e a pegou, saindo de perto. Mas antes de se afastar, eu virei meu rosto para olha-la mais uma vez e foi aí que eu percebi seus olhos negros. Totalmente negros.

Me surpreendi e ela saiu andando, desapareceu no meio da multidão.

-Algum problema? – Damen perguntou e olhou para a multidão, assim como eu, procurando o motivo de eu estar espantada.

-Com licença. – Eu disse, levantando e me juntando á todas aquelas pessoas, estava sendo empurrada de um lado para o outro. Levada pela multidão. Meu olhar ia pra lá e pra cá, procurando desesperadamente por aquela garota.

Fui arrastada até uma porta branca e a abri, entrando no banheiro. Encarei meu reflexo no espelho.

-Ally Winchester. – Ouvi uma voz feminina logo atrás de mim, e junto com o meu reflexo estava a garota, seus olhos agora eram azuis, mas eu sabia o que ela era. Levei minha mão devagar até meu colar, que tinha o pingente de garrafinha, onde eu deixei um pouco de água benta. Destampei rapidamente e molhei a garota. Ela deu um grito de dor, seus olhos ficaram negros novamente.

Ela se recuperou rapidamente e meu deu um soco, eu caí longe, pois ela tinha mais força que eu. Ela veio pra cima de mim e logo começamos a brigar. Passou alguns segundos e eu puxei do cano longo da minha bota a faca da demônio Ruby e dei uma joelhada na garota, ela se descuidou por um momento e eu pensei rápido, corri até ela e a agarrei, colocando a faca em seu pescoço.

-Você é lenta. – Disse, apertando a faca mais um pouco. – Demônia vadia.

-Você é mesmo tão boa caçadora quanto o seu pai. – Ela disse, abrindo um sorriso.

-Pra sua desgraça, sim. Eu sou muito boa no que faço.

-Pena que não é o que gosta de fazer, não é? – Ela disse isso, e era verdade. Não era esse tipo de vida que eu queria, e por mais que eu não quisesse, eu era boa em matar. Eu era boa em matar monstros, exorcizar demônios, acabar com fantasmas. Era o que eu fazia de melhor.

Ela começou a rir e eu fiquei confusa e disse:

-Na sua situação, você não deveria estar sorrindo assim.

-Acredite, o seu destino é pior. Você quer sair dessa vida e pensa que pode se virar sozinha, mas não pode. Você é uma garota que não sabe de nada, o pior é que pensa que sabe de tudo. Se quer um conselho, desista. É sério. Fique ao lado do seu pai, ou então vai se arrepender muito.

-Me poupe. Eu não vou aceitar conselhos de um monstro como você.

-Você me acha um monstro? E o que você é?

-Do que está falando?

-Você está sendo enganada, e eu queria muito ver a sua cara quando descobrir a verdade.

-Que verdade? – Eu disse. E ela continuava rindo. Aquilo que ela estava falando mexia com a minha cabeça. De que verdade ela estava falando? As suas risadinhas estavam ecoando no ambiente, foi então que eu comecei a me irritar. Cortei sua garganta ali mesmo. Joguei o corpo no chão e tratei de sair daquele lugar de uma vez.


Notas Finais


Desculpem mesmo, meus amores. Mas eu voltei a ativa <3
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