História The Hybrid - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren
Exibições 132
Palavras 2.503
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Suspense, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hi bolinhos, espero que gostem do cap e prevejo alguém sendo trouxa

Tem uma amora fazendo aniversário hoje! Feliz Aniversário Cris! como prometido seu capítulo *-*

Boa Leitura :)

Capítulo 10 - The Only Exception


Camila Pov

 

Caia uma chuva fina lá fora e algumas trovoadas clareavam o quarto da senhora Johnson, ela era a última paciente que eu verificava esta noite. Quando eu estava no hospital permitia-me esquecer da loucura que se tornava minha vida nos últimos dias. Mas a presença constante de Dinah pelos corredores me lembravam de que eu não era normal, ela sempre perguntava se eu estava bem e parecia me monitorar a cada minuto.

Após meu horário de trabalho terminar, eu ganhei as ruas de volta para casa; a chuva já havia parado e apenas o frio agradável batia contra meu rosto. Ainda era relativamente cedo então decidi caminhar até em casa, o céu ainda nublado me fez andar um pouco mais rápido e para o meu azar, gotas grossas de chuva começaram a cair sobre mim. Não podia piorar, não tinha abrigo nenhum por onde eu passava, me entreguei a má sorte e continuei andando pela calçada, agora toda ensopada. Alguns carros passavam e buzinavam, jovens na puberdade colocavam suas cabeças para fora do carro para gritar palavras que prefiro não pronunciar.

Ouvi o leve rodar dos pneus de um carro suavemente deslizando sobre o asfalto molhado, revirei os olhos sem olhar para trás já pensando ser mais um engraçadinho. Será que não se pode andar mais na rua sem ser incomodada?

O carro era preto e andava em uma velocidade baixíssima literalmente me acompanhando pela guia da calçada; apressei meus passos como pude pois agora os saltos começavam a machucar meus pés. Ele deu uma leve acelerada e não olhei quando ouvi o vidro sendo abaixado.

 

— Doutora. — a voz melodiosa atraiu minha atenção. — Algum problema? — falou com semblante de quem não estava interessada.

— Tudo ótimo, Lauren. Adoro sair para pegar uma chuva. — debochei. A ouvi bufar.

— Entre no carro. — ordenou.

— Já estou perto de casa, obrigada. — falei virando a esquina. E infelizmente ela virou também.

— Pode me deixar ser gentil uma vez na vida? Entre no carro Camila. — o modo como ela se irritou e falou meu nome enviou um arrepio pelo meu corpo, e um formigamento gostoso no meu ventre. Droga Camila, não!


Ela acelerou o carro, e franzi o cenho, ótimo eu irritei ela como sempre e ela foi embora. Mas para meu azar, ela parou o carro alguns centímetros a frente e saiu do carro, a olhei incrédula sua vinda em minha direção. Ela não precisava fazer aquilo. A chuva batia no seu rosto e observei uma gota deslizar pelo seu maxilar.

Lindo maxilar.

Um lindo e perfeito maxilar.

 

— Agora estou molhada também. Satisfeita, agora entre no carro. — Ela tinha um suave hálito de licor, o que não me surpreendia já que sempre que eu a via Lauren sempre estava com a companhia do álcool. Permaneci estática vidrada em suas esmeraldas. Pude ver com clareza quando suas íris ficaram mais escuras.

 

“Quando ela se irrita ou está excitada os olhos mudam ligeiramente de cor” a voz de Hayley soou em minha mente. E naquela situação poderia ser qualquer coisa menos excitação. Engoli em seco quando ela impaciente me pegou no colo e foi em direção ao carro.

 

— Sua idiota, me solta! — gritei.

— Vamos lá, não é assim que princesas gostam de ser levadas? — falou e senti seu sorriso cínico.

— Eu não sou uma princesa! — vociferei quando ela me sentou no banco de couro do seu carro caríssimo. Num piscar de olhos ela já estava girando a chave e dirigindo em direção a minha casa.

 

Ou não. Ela passou direto, e se eu não estivesse olhando a paisagem não teria notado a mudança de rota. Fiquei tensa, ela poderia me matar se quisesse, e se livrar do fardo que me tornei.

 

— Para onde estamos indo? — perguntei. O som de uma banda que eu não conhecia tocava baixinho e Lauren parecia concentrada em murmurar algumas frases.

 

Ela me ignorou totalmente, então eu desliguei o rádio. Ela parou de batucar os dedos no volante, e deu uma leve acelerada que fez meu coração pulsar, eu tinha irritado a fera novamente. Minutos depois ela entrou na mansão Jauregui e estacionou perto da fonte. Antes de sairmos do carro, ela segurou em minha braço e senti um formigamento esquisito em meu corpo. Ela pareceu sentir o mesmo pois logo retirou a mão, como se tivesse se queimado.

 

— Só não se assuste. — foi o que ela disse antes de sair do carro.

 

Eu estava ensopada assim como ela, ainda sentia minhas células vibrarem com seu toque repentino. Caminhei para perto dela que me esperava na porta da casa, suspirou fundo e abriu a porta permitindo-me entrar primeiro.

 

— Fique perto de mim. — sussurrou misteriosa, eu comecei a soar frio, e a tremer propriamente pelo fato de estar molhada.

 

Meu queixo caiu quando meus olhos caíram sobre as pessoas no hall de entrada, eu fiquei estática quando se viraram para mim, meu estado estava horrível com toda certeza, já que vi vários olhares de desaprovação. Lauren andou na frente e segui por perto, como ela pediu. Era intimidador ter várias pessoas me olhando, e quem são essas pessoas? Em sua maioria eram senhores, todos com uma taça na não, suas mulheres — provavelmente — em vestidos luxuosos.

E algo me chocou a ponto de murmurar um “puta merda”, Lauren, a toda poderosa e irritante; se curvando na frente de um senhor que parecia-me ter entre 80 a 90 anos.

 

— Perdão pela demora, Conde. Tivemos um imprevisto. — falou com a cabeça abaixada.

— É ela? — estremeci quando ele simplesmente ignorou o que Lauren havia dito, e olhou em meus olhos. Eu estava horrorizada. Hayley sempre me falou de seu clã, mas eu não esperava uma visita tão cedo.

— Vamos dar a ela um tempo, Richard. Não queremos assustá-la. — Cassandra surgiu atrás de mim, me guiando gentilmente para a escada. — Vamos, tome um banho e depois conversamos. — ela falou. — Lauren!

 

Silvou e em segundos Lauren estava ao meu lado, ela tocou meu braço para segui-la e a senti tremer. Se eu já estava com medo dessas pessoas, agora estou querendo sair correndo. Nunca imaginei existir algo na terra que amedrontasse Lauren Jauregui. Mas eu ficava curiosa para saber o porquê.

 

Encontramos Hayley no corredor, e fomos a passos apressados para um dos quartos.

 

— Prepare uma roupa para ela Hayley. — falou sem olhar para mim, ela não olhou para mim desde que entrou na mansão.

— Hey Lauren, você está tensa. Relaxe. — Hayley disse. — Vamos Camila, você precisa de um bom banho quente. — sorriu pra mim.

E assim, eu fui empurrada para dentro do quarto e um segundo antes da porta se fechar eu vi aqueles olhos verdes sob mim. Sérios e avaliativos, e ao mesmo tempo, calmos.

 

— O que ela tem? — perguntei quando Hayley entrou no closet — E quem são aquelas pessoas?

— Eles são os mais velhos do clã. Richard é o nosso “líder” — falou colocando um vestido branco em cima da cama.

— Pensei que fosse o Michael. — falei confusa. Ela riu

— Michael é responsável apenas pela família Jauregui. Richard é como a Rainha da Inglaterra. Todos os seres o respeitam. — falou indo buscar outro vestido.

 

Eu tremia de frio e tomei um banho quente como Hayley mandou. Ela me instruiu a nunca olhar nos olhos de Richard, e não falar se não for permitido. Explicou-me que ele estava aqui para me ver, para me avaliar se eu era útil.

Uma batida leve na porta foi ouvida, Hayley me ajudava com o vestido que tinha um caimento solto.

 

— Já estamos indo. — Hay gritou. Ouvi o clique da porta e a presença de alguém. Eu estava em frente ao espelho e vi quando ela parou, seus olhos correram meu corpo e me senti despida. Lauren estava incrivelmente bem-vestida, nada de couro, ou suas jaquetas, ou seu sobretudo preto.

 

Estava linda.

 

Hayley pigarreou e acordou a nós duas daquele transe, tinha um leve sorriso em seus lábios que fingi não me incomodar.

 

— Estou pronta. — falei me virando. Ela caminhou em minha direção, com uma caixinha em mãos. De lá tirou uma gargantilha de brilhantes. Pensei em recusar, mas ela foi mais rápida e a colocou em volta do meu pescoço, ela estava perto, perigosamente perto. Seus lábios a poucos centímetros dos meus.

 

— Agora está. — Sussurrou. Ela percebeu meu nervosismo e agora ela parecia ter voltado a Lauren de sempre. — Hayley, Michael e Cassandra estarão lá. Eles não vão deixar nada acontecer.

 

Falou e franzi o cenho. Ela não ia estar lá? E por que isso me incomodava. Ela é a irritante e sem noção Lauren Jaureugui, não importa o quão bonita, sedutora, sexy e irresistível ela está essa noite.

 

Lauren Pov

 

Richard estava de volta. Isso nunca era um bom sinal, ainda mais quando ele exigiu ver a princesa. Cassandra e sua boca grande. Agora estávamos todos sentamos na grande mesa, Camila se sentou hesitante ao lado de Cassandra e Hayley; fiquei do outro lado da mesa longe dela e dos seus efeitos sobre mim que começavam a me incomodar. Sua presença constante me deixava tensa, eu sentia como um ímã que me atraía; eu já senti isso uma vez e não posso deixar acontecer de novo.

Ela estava linda naquele vestido cor creme, caiu perfeitamente bem nela; só senti um pouco de ciúmes quando a vi mas nada falei, Camila usava um vestido que pertenceu a minha mãe. Mas eu não poderia negar que caiu muito bem em suas curvas.

Jantamos quase todos nós em silêncio, Camila não abriu a boca para nada a não ser colocar com esforço uma garfada em sua boca. Richard falava mais com Michael e Cassandra; quando ouvi o que eles falavam senti meu sangue ferver e apertei a taça de vinho mais forte, o estalo do cristal soou e senti uma leve ardência na mão. Todos na mesa voltaram seus olhares para mim.

 

— Algum problema Lauren? — a grossa voz e nada amigável de Richard falou.

— Nenhum, Conde Richard. — falei breve, logo uma jovem veio limpar os cacos e me entregou um lenço.

— Ótimo, voltando ao que eu dizia… Camila já está pronta para ser uma de nós; ela vai aprender com o tempo a se controlar. Então, eu farei as honras. — falou e trinquei meu maxilar.

— Desculpe, o que? — a voz espantada de Camila, falou e eu a olhei. Ela estava tremendo eu podia sentir.

— Venha aqui criança. — ela hesitou, mas sob os olhares se levantou. Minha respiração ficou pesada.

 

Ele ia fazer aquilo, ali na frente de todos. Richard era um exibicionista e eu odiava ele mais ainda por isso. Já não basta ele ter tirado minha infância agora ele ia acabar com a vida de Camila. Ela era fraca ainda, poderia não resistir a mordida do nosso líder. Mais de 900 anos ele tinha, e minha mente martelava que aquilo não seria nada bom.

Olhei para Hayley e ela encolheu os ombros, eu não podia forçá-la a impedir. Pedir a Cassandra estava fora de cogitação, ela sorria presunçosamente, quase como se estivesse vendo uma ópera.

Fechei os olhos, e pude ouvir o coração dela bater descompassado e isso me deixou inquieta; queria me levantar e sair dali, mas algo em mim me fez ficar. E contradizendo as minhas origens e crenças de que eu não me importava com aquela humana, eu me levantei e num piscar de olhos eu estava impedindo a passagem de Camila. Seus olhos estavam cheios de lágrimas; sabia que ela não queria aquilo, não ali, não daquele modo.

 

— O que significa isso Lauren! — Michael falou alto.

— Ela ainda é uma rebelde Michael, falei que deveria ter deixado eu criá-la. — debochou Richard. Camila se aproximou mais de mim e fungava baixinho.

— Senhores, onde estão os modos? — falei colocando minha máscara de Lauren a impiedosa. — Não perguntamos se ela quer.

— Ela já sabe sobre nós, convive com vocês. Ela não pode simplesmente fingir que nada aconteceu. — Richard falou com raiva.

— Ela é minha responsabilidade. — falei me colocando a sua frente.

— Ora, ora. Agora você é responsável? — falou e riu histericamente. — Lauren será que vou ter que lembrá-la de quem eu sou? — eu não tinha mais medo dele; sabia que minha força se comparava a dele, mas no momento preferi evitar uma guerra na sala de jantar.

— Eu vou transformá-la. — as palavras fugiram de minha boca pegando todos desprevenidos, ouvi murmúrios e alguns admirados pois eu era a primeira a ir contra Richard.

 

Richard me fitou surpreso e mantive o olhar sério. Um riso sínico surgiu em seu rosto.

 

— Bem, como quiser Lauren. Mas, eu te darei um prazo e se eu voltar e ela ainda não for uma vampira, matarei vocês duas.

 

E assim acabou aquela noite horrível, arrastei Camila para fora dali levando-a até meu carro. Eu só queria intervir e acabei fazendo a maior burrada de todas.

 

— Você vai me morder? — A voz trêmula de Camila disse. Ela ficou encolhida sobre o banco, longe de mim; enquanto eu dirigia pelas ruas. Suspirei fundo acalmando as minhas células e tentando bolar um plano para sair dessa.

 

— Não, eu não vou. Só disse aquilo para salvar sua vida. — falei.

— Porque me salvou? Você não me suporta. — Camila falou com receio.

— Eu não sei. — disse, e esse era o meu grande problema, eu não fazia ideia do porque agi daquele jeito.

 

O problema de Marcus se tornava pequeno quando Richard estava por aqui. Ele era o ser que eu mais temia até um tempo atrás, não por ser o mais velho e poderoso de nós, mas por ser um Jauregui. Sangue do mesmo sangue, aquele que matou a própria filha.

 

[…]

 

Faz quinze minutos desde que estacionei em frente a casa de Camila. Ela somente agradeceu e sumiu da minha frente; e lá eu permaneci, dentro do carro. Parada com os pensamentos confusos, pensei em ligar para Ariana, mas ela era grudenta demais e ia ficar no meu pé por semanas.

Meu telefone tocou fazendo-me parar de observar a janela do quarto de Camila.

 

— Onde você está? — Hayley berrou. — Michael vai enfiar uma estaca nesse seu traseiro branco!

— Oi pra você também. Como estão as coisas por aí? — tentei fugir do assunto.

— Péssimas, Michael destruiu metade do escritório. Que história é essa que você vai morder a Cabello?

— Eu tinha que ganhar tempo, a garota estava assustada. — falei suspirando, e observando a luz do quarto se acender.

— Lauren conta outra, você nunca faria isso por ninguém; semana passada você me encheu falando o quanto ela era irritante. — começou seu discurso.

 

Pelo vão da cortina eu pude ver o movimento no quarto, ela foi e voltou algumas vezes. Eu não devia usar minha visão aguçada para isso, mas eu não resisti. Vi quando ela retirou o vestido e ele caiu lentamente ao chão, Hayley continuou gritando no telefone mas eu não dei atenção, quando ela parou de falar parecia ainda mais irritada. E nesse momento eu sabia a resposta do porque a ajudei.

 

— Ela é a única exceção. — falei não sabendo se Hayley tinha me ouvido, mas o seu silêncio já dizia tudo.

— Droga Lauren, você deve estar com aquela cara de idiota de novo.


Notas Finais


informaçãozinha, Richard é avô da Lauren

Até Lauren gótica é protetora que fofa


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