História The Ice Girl - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Metallica
Personagens James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Personagens Originais, Robert Trujillo
Tags Lars Ulrich, Metallica
Exibições 14
Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou de volta pessoas! Desculpem a demora...
Espero que gostem...

Capítulo 4 - Feeling


Fanfic / Fanfiction The Ice Girl - Capítulo 4 - Feeling

POV's Lars

 

Resolvi dar uma outra passada no ginásio; não era necessário, o que tínhamos para fazer era só conhecer o ambiente e isso terminamos ontem, mas eu precisava vê-la. Segundo sua informação, estaria aqui depois das duas. Cheguei, disse aos outros que voltaria lá para acompanhar mais de perto a montagem dos equipamentos; Kirk quis me acompanhar, tentei arranjar alguma desculpa para ele não vir, porém foi em vão. Faltava pouco para terminarem as montagens, olhei no relógio e havia se passado vinte minutos que ela possivelmente chegara, mas Kirk não desgrudava de mim.

- Eu vou no banheiro - foi a única desculpa que arranjei para escapar.

- Eu vou com você - não! Fica ai, porra!

- Pra quê? Vai querer me ver mijar? - ele revirou os olhos.

- Não idiota, vou mijar também - ele saiu na minha frente e tive que ir, se não ia dar muito na cara. Ele entrou no banheiro primeiro e esperei que se distraísse, saí devagar sem chamar sua atenção. Desci rapidamente o primeiro lance de escadas para não ser visto, depois diminui a velocidade; dessa vez o segurança grandalhão não estava ali, olhei para os lados e nada, dei de ombros e segui aonde queria.

Andei até chegar na primeira cadeira de fronte a entrada da pista, suas coisas permaneciam em cima do acento do outro lado do corredor dos vestuários; olhei para a pista e lá estava ela deslizando delicadamente; concentrada, de olhos fechados, não notara minha presença. Em silêncio, sentei na cadeira e passei a observá-la: cada movimento era tão preciso, delicado... Any fazia o contorno da pista, girou o corpo e abriu os olhos, estes fitaram-me imediatamente. Foi tão rápido, seu corpo se desequilibrou e caiu, bem na minha frente.

Ela se arrastou até chegar na saída da pista onde pude alcançá-la, afinal não sei patinar.

- Você está bem? - impulsivo, toquei seu rosto, tão macio; perdi-me em seu olhar novamente. Any retirou bruscamente minha mão de sua face, assustada.

- Eu estou bem, sentindo um pouco o tornozelo direito, mas já vai passar - me levantei e ela sentou no degrau da pista, fiz o mesmo na cadeira.

- Você me assustou - sorri sem graça, a moça me olhou desviando em seguida.

- Desculpe, faz tempo que não caio.

- Te atrapalhei?

- Não, é só que... Não esperava encontrar você aqui... De novo - seu rosto enrubesceu.

- Tinha um tempo livre, então resolvi descer. Passei a admirar patinação no gelo - merda, o que foi que eu disse? Saiu tão espontâneo, droga! Seus olhos azuis me fitavam, desconfiados - É... A quanto tempo pratica? - tentei mudar de assunto, me senti constrangido, isso foi avançar demais; Any mudou sua feição, graças a Deus! Um sorriso formou-se em sua bela face e começou a falar:

- Desde os meus oito anos - nossa, cedo mesmo - Meus pais me levaram pela primeira vez numa pista de gelo; fiquei insegura no começo, mas minha mãe me encorajou e consegui meus primeiros movimentos - pude notar a forma como falava, tinha orgulho em sua voz ao pronunciar cada palavra; apoiei o cotovelo no braço da cadeira, depois a mão no queixo, me ajeitei e continuei a ouvi-la - Acabei por pegar gosto pela coisa e quando vi, treinava todos os dias após minha mãe ter me matriculado nas aulas de patinação, então - ela parou subitamente, despertando-me de meus pensamentos sobre sua pessoa.

- Me desculpe, não deveria ficar tagarelando aqui para você e-

- Não, pelo contrário, sou todo ouvidos - mostrou seu sorriso encantador, porém sem graça.

- Tenho que voltar a treinar - ficou de pé na pista.

- Posso ficar? Se não atrapalhar é claro - ela assentiu com a cabeça e voltou a patinar. Ainda sentado, passei a observá-la em silêncio.

 

POV's Any

 

Eu sabia que não devia ter dito o horário dos meus treinos; olha aí, ele voltou, droga! E ainda por cima me desconcentrou com aqueles olhos verdes irritantes. Senti meu tornozelo torcer com a queda, faz tempo que não caio assim, tudo culpa desse Lars enxerido; arrastei-me perto da saída da pista e quando dei por mim, o senhor do sorriso estonteante estava do meu lado ajoelhado, com suas mãos quentes tocando meu rosto e seus olhos turmalina me encarando; outra vez meu corpo vacilou. Assustada, repeli sua mão, ele se levantou e sentou no acento a minha frente.

Qual é? Por que você voltou? Não tem que trabalhar? Disse estar com tempo livre, mas não pode arranjar outra coisa para fazer? Sei lá, contar os parafusos, limpar as estruturas de ferro da construção do palco... Por qual motivo escolheu vir aqui tirar toda minha concentração? "Passei a admirar patinação no gelo", será mesmo? Ou só veio para infernizar meus sentidos? Merda, merda, merda, como esse cara conseguiu em um dia me tirar do serio desse jeito? O que você quer, Lars?!

Tentou mudar de assunto depois de suas palavras nada discretas, perguntou-me desde quando patinava; por que quer saber? Sério, não estou a fim de dar moral para ele, mas a pergunta é sobre minha maior paixão, não pude calar a boca então lhe expliquei, Lars me observava sugando cada palavra minha, gesto, reação, seu olhar encontrava-se perdido em mim...

Por quê?

Perdi o foco de minhas palavras, precisava voltar e ele sair, sim, aí poderei me concentrar, entretanto pediu-me para ficar.

Porra, como recusar o pedido daquele ser que conseguiu mexer comigo em tão pouco tempo? Apenas assenti e voltei para o meu mundinho tentando esquecer de sua presença.

 

...

 

Foram as três horas mais longas de minha vida, Lars ficou o tempo todo me observando; a cada movimento que eu fazia, sentia o peso de seu olhar sobre mim e sempre acabava me desequilibrando, mas não caía. A cada instabilidade, ele se levantava preocupado, no entanto voltava ao lugar depois de ter certeza que nada errado aconteceu. Bufei, não conseguia mais treinar, sua presença não deixava-me prosseguir; decidi terminar por hoje. Parei na entrada colocando os protetores de lâmina, caminhei desajeitada, por causa dos patins, até o banco e sentei para retirá-los.

Enquanto desamarrava os cordões do patins, notei a aproximação de Lars, seu corpo se apoiou no corrimão ficando de costas para mim.

- Terminou cedo - realmente, era quatro e meia e não conseguia mais continuar - Atrapalhei você, não foi? - seu corpo virou em minha direção; ele olhava para o nada, parecia tentar esconder sua frustração. Levantei pegando minha mochila.

- Não Lars, eu só... Sinto o tornozelo ainda - mentira - Achei melhor parar por hoje - ele voltou a me olhar, sorrindo, parecendo aliviado por alguma coisa e isso me confortou por alguma razão.

- Acho melhor eu voltar então, você quer ir para casa descansar.

- Não, perdi meu ônibus, é só as cinco e meia agora.

- Se quiser posso te levar para casa - era só o que me faltava. Eu nem te conheço, mas sabe que a proposta é tentadora, meus pés estão me matando.

- Acho melhor não. Não conheço você direito e-

- Qual é? - esse sorriso, você não podia ter os dentes tortos e amarelos? - Não vou fazer nada, se quisesse já podia ter feito aqui, você está sozinha o tempo todo - verdade.

- Tudo bem, eu saio pelo portão C, fica atrás do ginásio, não gosto de sair por cima, está um inferno aquilo lá.

- Ok, te espero lá - confirmei, vendo seu corpo sumir pelo portão. Corri para o vestuário tomar um banho e me trocar.

Levei exatos vinte minutos; subi as escadas saindo pelo portão de sempre, dessa vez Kevin não estava por lá. Andei até chegar na calçada onde eu sempre parava esperando o movimento dos carros diminuir para atravessar, porém hoje fiquei aguardando minha carona; de repente uma BMW preta para na minha frente, afastei-me insegura vendo os vidros abaixarem.

Puta que pariu! Lars estava lá dentro, mas que merda ele faz nesse evento para ter um carro desses? Ele me chamou para entrar, abri a porta e sentei fechando-a; o cheiro de couro invadiu minhas narinas; o carro era espetacular; deu saudades de quando andava com meu pai... Nostalgia. 

 - Onde mora? - perguntou-me. Passei a falar o caminho até meu apartamento, Lars arrancou com o carro e seguiu todas as minhas instruções. No decorrer do caminho fazia perguntas aleatórias, sobre o que eu faço, se estudo ou só me dedico a patinação, qual escola freqüento...

- Universidade da Califórnia - me olhou surpreso.

- Faz faculdade?

- Sim.

 - Quantos anos tem? - tenho cara de criança por acaso?

- Vou fazer 24 daqui três meses.

- Nossa, jurava que tinhas uns 18, sei lá - que bom, pareço mais jovem, mas e você? Essa conversa atiçou minha curiosidade.

- Obrigada. Posso te perguntar uma coisa?

- Quer saber minha idade? - leu a minha mente - 41. Velho não? - sorriu.

- Não. Para sua idade você está ótimo - ta, como assim ótimo? Ele riu alto.

- Que bom saber disso, obrigado - fiquei completamente sem jeito, desviei o olhar e só lhe respondia olhando a rua, não fitava seus olhos de vergonha. O que ele ia pensar de mim? Mas não menti, era verdade, Lars estava ótimo para a idade, pensando nisso, olhei de soslaio para sua pessoa e notei os óculos escuros que usava dando um charme a mais... Porra, estava perfeito!

 

...

 

- É aqui? - perguntou, parando o carro, espero que a louca da Chris não me veja descendo desse carro.

- Sim.

- Está entregue, senhorita - brincou.

- Obrigada, Lars.

- De nada. Até amanhã - espero que seja apenas modo de dizer.

- Até - desci do carro e antes de passar pelos portões do prédio, olhei uma última vez para o carro, ele acenou com a cabeça, eu com as mãos e Lars arrancou com o carro. 


Notas Finais


Até o próximo! o/


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