História The Idea of a Beginning - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Bob Bryar, Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Ray Toro
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance
Exibições 20
Palavras 2.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


- OIIII GENTEEEEE, OLHA QUEM VOLTOU DKSPSKSPSLDPSKSPSKSPSODKD
- mais uma vez quero agradecer à Gabi (@YellowDuck) por estar postando pra mim dkspsos ♥
- e também quero dedicar esse capítulo às lindas que comentaram no anterior e estão aqui esperando firmes e fortes para a continuação ~WayStardust ~Nataliarosa_sp e ~BialovesMyChem VOCÊS SAO FODAS!!!!!
- não vou falar muito sobre o capítulo pra nao encher o saco, vejo vocês nos comentários
- esperem tiros
- nesse e no proximo e no proximo


ps: demorei esse tempo todo pra postar porque estou sem pc e publicar pelo celular nao é uma opção.

enfim, boa leitura ♥

Capítulo 12 - Gerard



    Receber uma ligação da ilustre Linda Iero foi uma total surpresa para mim, mas pelo menos serviu para alegrar minha tarde, porque eu pude imaginar exatamente a cara de vergonha de Frank ao ter seu plano destruído.
    Imaginei que, depois de ontem, não nos veríamos até eu ir embora, no entanto sua mãe deve ter percebido algo no modo de Frank de falar, já que com certeza comentou que nos reencontramos essa semana.
    Ao falar que sairia essa noite, baseado na roupa que eu usava, meus pais estranharam minha vaidade, que raramente aparecia, mas não se opuseram a nada, ao contrário de Mikey, que faz questão de me acompanhar até a porta de casa e não me deixar sair até eu admitir que iria ver Frank. Não contei o que seria, a contra gosto dele, porém por fim se deu por vencido e finalmente me deixou sair.
    Eu vestia a mesma calça preta de ontem, mas dessa vez coloquei uma camisa social branca e contrastei com um colete preto por cima. Arrumei/baguncei meu cabelo com um pouco de spray e pronto.
    Decidi ir a pé, para tentar relaxar um pouco, mas a cada passo que dava para mais perto da casa de Frank, mais o frio na barriga aumentava. Era como se eu estivesse caminhando para a morte. Podia sentir um nó apertar mais em minha garganta e arregacei as mangas da camisa. Estava decidido a provocar Frank um pouco mais desde ontem e era isso que eu iria fazer, nem que fosse preciso arranca-lo de casa após terminarmos o jantar e leva-lo para algum lugar mais tranquilo e sossegado.
    Poderia estar preparado para qualquer ataque de vergonha de Frank, menos para o que iria acontecer.
    Toquei a campainha e esperei pacientemente que alguém viesse atender. Meu nervosismo fez com que eu batesse os pés no chão enquanto ouvia os passos apressados de alguém atrás da porta.
    — Olá Gerard! Tudo bem? Quanto tempo. Vem, entre! — disse Linda, espevitada com o filho. — Como estão as coisas? Você cresceu tanto, está maior do que eu! — eu ri com seu jeito, mas havia algo errado acontecendo. 
      — Boa noite. — ouvi uma voz grave vinda do fundo do corredor, não poderia ser Frank, pois reconheceria sua voz em qualquer lugar, então só poderia ser de seu pai.
    Nunca fui de temer coisas pequenas, entretanto algo me dizia que aquele ‘boa noite’ quis dizer muitas coisas além de um simples cumprimento.
    — Boa noite. — falei, com a voz grave, mas levemente embargada. — Sra. Iero, onde está Frank?
    — Por favor, me chame de Linda, não é como se não nos conhecêssemos, Gerard. E Frank já vai descer, ele demorou muito tempo no banho. — falou, recebendo um olhar rígido do marido.
    Olhei para as escadas, torcendo mentalmente para que Frank descesse de uma vez e me explicasse o que estava acontecendo.
    — É... Eu cheguei em uma hora ruim? Posso voltar outro dia. — murmurei, recebendo um olhar de culpa de Linda.
    — Nada disso! — Frank falou do alto das escadas. — Gerard veio, Gerard fica! — esbravejou, dando um susto em seus pais, que ficaram com expressões parecidas, mas o pai de Frank mantinha o olhar fixo e brilhante nele, todavia não brilhavam de uma maneira boa.
    Frank já havia descido e me cumprimentou com um aperto de mão formal, formal até demais para ele, mas não o questionei.
    — Frank, isso são modos? Aprenda a falar baixo. Não sou seus amiguinhos. — disse o Sr. Iero, com a voz mais grave do que antes. — Linda, preciso falar com você... A sós. — falou e puxou a esposa pelo pulso até a cozinha, deixando-nos sozinhos.
    — Você poderia, por favor, me explicar o que está acontecendo? — supliquei, completamente aturdido com tudo isso.
    — Gerard, preciso lhe dizer que...
      — O que este rapaz está fazendo aqui? Já viu como Frank está vestido? Isso não pode significar boa coisa. — ouvimos o sr. Iero falar da cozinha e tanto eu quanto Frank continuamos estáticos. 
      — ... que meu pai não sabe que sou gay. – sussurrou. – Contei apenas para minha mãe, mas te conto essa história outra hora. E meu pai não gosta dessas coisas, acho que ele desconfia, então acha que qualquer amigo meu, é algo mais que amigo, sabe? – desabafou. 
      — Querido, Gerard é um amigo antigo de Frank, fizeram um trabalho quando eram mais jovens. — falou Linda, tentando acalmar o marido. 
      — Você já viu como ele se veste? Nenhum homem de respeito se veste dessa maneira! Aquela calça apertada... — falou, elevando seu tom de voz e me fazendo rir um pouco, mas sem querer desrespeitar Frank ou seu pai.
      — Eu mereço! — disse Frank, colocando a mão na cabeça. — Meu pai adora meter minha mãe nessas situações, apesar de que nada disso estaria acontecendo se ela não tivesse insistido em te convidar aqui hoje a noite. Se pelo menos fosse um almoço...
    — Quer que eu vá embora? Porque se quiser... — falei brincando, mas Frank levou a sério como de costume. 
      — Que?! Gerard, não! Não é nada disso!    
      — Frank. —falei com minha voz grave, o fazendo parar imediatamente. — Não leve tudo o que eu digo tão a sério. Há momentos na vida em que devemos relaxar e descontrair...
      — A-há! Te peguei, bobinho. Também estou brincando. Você não terá a sorte de ver meu lindo rostinho vermelho de vergonha como ontem a noite, aquilo foi uma exceção que nunca mais acontecerá novamente! — falou, levantando os braços naquele seu jeito histérico e me dando um soquinho no ombro, recebendo um em troca bem na hora em que seus pais voltaram da cozinha.
    — Vamos! Vou pôr a comida na mesa. — disse Linda, amenizando um pouco a situação em que estávamos, principalmente pelo olhar que seu marido me lançou, como se fosse me dar um tiro a qualquer momento.
    Devidamente à mesa, me sentei ao lado de Frank e de frente para seu pai, que não parava de me encarar. A lasanha de Linda estava deliciosa assim como eu me lembro, com todos os sabores nítidos em cada camada de massa.
    — Mas então... — comecei, tentando puxar assunto e acabar com aquele silêncio mortal. — Como se conheceram? — direcionei-me aos pais de Frank, e Linda pôs-se a falar.
    — Foi há muito tempo, mas me lembro como se fosse ontem... Éramos jovens e inconsequentes, rebeldes sem causa e fazíamos de tudo para irritar nossos pais. 
      — Linda... — seu marido interviu, olhando ainda mais sério. 
      — O que foi? Não estou falando nenhuma mentira. Nós nos conhecemos em uma festa hippie que estava acontecendo em New York. Eu saí de casa escondida e peguei um táxi até lá. Paguei uma fortuna, mas foram bem pagos, já que lá conheci o amor da minha vida. — falou e sorriu, recebendo um afago no cabelo como retribuição, entretanto nada de sorrisos. — Nós nos conhecíamos mais a cada dia. Ele foi para o exército um tempo depois, o que me deixou com o coração na mão, mas também sabia que não tinha sido escolha dele. Depois que voltou, estava mudado, como hoje, mas ainda sei que aquele jovem aventureiro ainda mora dentro dele, caso contrário, não teria me casado e tido filhos lindos. — lançou um sorriso para o marido e o filho.
    — Não consigo acreditar que meu pai já foi hippie. — disse Frank, destruindo a expressão mais amena do pai. — A mamãe tudo bem, mas meu pai? Queria muito poder viajar no tempo para ver isso. E também aproveitar aquelas festas maravilhosas!
    — Frank, menos! — falou seu pai, destruindo a descontração que estava se formando. — Isso é passado. E vocês, como se conheceram? — Frank abriu a boca para começar a falar, mas seu pai o interrompeu. — Deixe seu amigo falar, filho. Quem sabe não passamos a nos dar bem?
    — Tudo bem. – falei, completamente relaxado, o que não o agradou muito. — Conheci Frank há dez anos, na escola. Nossos professores de Artes passaram um trabalho e formamos uma dupla, quer dizer, um trio, mas o outro garoto nunca apareceu. — falei, dando uma pausa, caso ele quisesse falar algo. 
      — Mas você não é mais velho que Frank. Como puderam fazer o trabalho juntos? Você por acaso é repente?
      — Não, senhor. O trabalho foi na intenção de interagir os alunos de todas as classes, fossem elas com alunos mais velhos ou não. — respondi suas perguntas e ele assentiu, me deixando continuar. — Eu e Frank nos tornamos muito amigos, mas meus pais decidiram se mudar para NY e nunca mais nos vimos, até essa semana, pelo menos. — falei, me sentindo sem fôlego. Não sou de falar tanto, mas até que me saí bem. 
     — E você? Me fale de você! — disse, querendo perguntar algo específico, mas não querendo ser indiscreto. 
     — Bom, minha vida não tem nada de mais. Sou formado em Artes e trabalho em uma empresa que produz desenhos animados para a televisão. Quando me mudei para NY com meus pais, me interessei pela Escola de Artes Visuais, e, quando meus pais decidiram voltar para Jersey, eu escolhi continuar lá, já que havia passado para estudar. Venho visita-los de vez em quando, como agora. — murmurei, já ficando irritado com tantas perguntas. 
      — E sua namorada não quis vir com você? — perguntou, ainda tentando me arrancar uma resposta que o convencesse de que eu sou gay. 
      — Não tenho namorada, senhor. — disse, pela primeira vez com medo do que poderia acontecer, mas ainda assim me senti pronto para fazer o que queria desde que sentei a mesa. Coloquei minha mão na perna de Frank e pude senti-lo estremecer com meu toque. Acariciei com a ponta dos dedos e observei seus pelos se eriçarem enquanto o olhava discretamente.
    — Hum... Interessante. Você não...
      — Pai! Chega de perguntas! Deixe Gerard comer ou então pergunte de uma vez o que quer saber! — Frank esbravejou, interrompendo seu pai e me tirando de uma situação constrangedora.
    Depois que me assumi para meus pais, nunca mais tive problema para dizer isso a ninguém, mas naquela situação, eu não saberia o que fazer. Se falaria e acabaria com aquele mistério na cabeça dele, ou se esconderia, para “proteger” Frank e nossa amizade. Nunca gostei de mentir para ninguém, e caso ele descobrisse depois, eu saberia que não teria sido sincero desde o início e não teria razão ou moral para dizer qualquer coisa.
    — Bom, eu já acabei. Você também, Gerard? — Frank perguntou, já querendo se levantar, apenas esperando a autorização da mãe. Concordei com a cabeça e Linda assentiu, sem dizer uma só palavra.
    — Estava deliciosa, Linda. Muito obrigado pelo convite. — elogiei e agradeci a mãe de Frank, feliz em revê-la depois de tanto tempo. 
      — Vamos conversar no jardim, mas trago Gerard para se despedir de vocês. — Frank disse, querendo falar apenas para a mãe, porém pensando melhor e vendo que não seria certo. Sua mãe sorriu e concordou com a cabeça.
    Frank me puxou pelo braço e pude ouvir seu pai reprimir Linda. 
      — Você não pode permitir isso, Linda. Que absurdo! — reclamou, mas Frank e eu preferimos ignorar.
    — Agora me conte o por que disso tudo, por favor! — falei, tentando entender o que foi tudo aquilo.
    — Ai, meu Deus! Isso é tão complicado. Tem certeza de que quer ouvir isso agora? — Frank tentou, mas eu precisava saber, ou explodiria, então concordei com a cabeça. — Não sabia que meu pai um dia já fora assim, para mim, ele sempre havia sido rígido com tudo, mas vejo que me enganei. As circunstâncias fazem uma pessoa se tornar dura. Meu pai é assim desde que me entendo por gente, então cresci com medo. Depois do que aconteceu entre nós, fiquei reprimido, então só tive coragem de contar a minha mãe, que me protege desde então. Ele implica com qualquer coisa que possa parecer indício de homossexualidade, até com o cabelo de Bert, sabe? Acho que, no começo, ele achava que eu e Bert tínhamos alguma coisa, mas com o tempo, minha mãe conseguiu tirar isso da cabeça dele. E agora, provavelmente, quer dizer, com certeza ele acha que você e eu... — desabafou, deixando o fim da frase no ar, me dando a entender o que eu quisesse.
    — Frank, seu pai não é nenhum monstro, tenho certeza que ele apenas se preocupa com você, assim como qualquer outro pai. Ninguém deseja que seu filho seja homossexual, porque, infelizmente, o mundo ainda é um lugar muito cruel. Às vezes ele tem tanto medo quanto você, mas por razões diferentes. Como você disse, seu pai nem sempre foi assim, e na época dele, a homossexualidade também existia, principalmente no meio hippie em que vivia, só não era tão comum e aberto como está se tornando. Ele pode ter presenciado algum tipo de preconceito e ter medo de você passar pela mesma coisa. — falei, lembrando-me de tudo o que meus pais me disseram quando os contei.
    — Você tem quantos anos mesmo? Porque não parece que só tem 24 e é aquele cara que bebeu comigo ontem à noite em uma festa desconhecida. — falou e riu, olhando fundo em meus olhos. — Você está certo, Gerard, eu sei. Mas sabe o que me impede também? Eu não quero preocupá-lo com esse assunto por enquanto. Falaria se fosse o caso de eu conhecer alguém, me apaixonar por essa pessoa o suficiente para apresentar aos meus pais. Alguém especial, que fosse mais do que um casinho de sexta à noite, alguém para a vida inteira.
    Senti um calafrio percorrendo todo o meu corpo e estremeci, recebendo um afago de Frank, que apenas me causou mais arrepio, que ele não percebeu pela luz baixa.
    — Entendo. Isso é complicado, mas não tiro sua razão. No começo eu travei para conseguir contar, mas lembrei de quando certo alguém me disse que eu precisava me aceitar e criei coragem para qualquer coisa, chegando para meus pais numa noite comum de terça feita. Foi difícil, mas minha mãe sabia desde que eu tinha cinco anos, segundo ela. Meu pai não gosta, mas aceita, alegando que quer me ver feliz com quem seja, então eu acho que você será a mesma coisa. — falei, relembrando aquele dia como se fosse ontem, com um clima nostálgico que me fez querer voltar a ser criança.
    — Você ‘tá começando a me assustar falando desse jeito. — Frank sussurrou, com um olhar espantado no rosto. — Dá para o Gerard que conheci voltar? Esse parece mais um et gay e intelectual. — brincou. 
     — Desculpe, Frankie. Voltarei ao meu normal. — murmurei, deixando minha postura um pouco mais desleixada e minha expressão mais tranquila, mas ainda o olhando de lado e sorrindo torto, com minhas bochechas visivelmente ruborizadas. 
      — Você está fazendo um jogo comigo? — Frank perguntou, me deixando um pouco confuso, todavia sabia exatamente o que responder.
    — Muito pelo contrário, Frank. — pronunciei seu nome com um tom de voz mais grave, chamando-lhe atenção inteiramente. Frank, que antes olhava para meus lábios, agora focava sua concentração completamente em meus olhos, que brilhavam tanto quanto a lua. — Não sou de fazer joguinhos, não gosto de suposições, então, geralmente, quando estou falando sério, qualquer ato meu que queira dizer alguma coisa para você, é porque eu quis lhe passar esse recado, entende? Sou totalmente transparente em minhas intenções. — falei, ainda encarando Frank, observando seus olhos bonitos passearem por meu corpo e voltarem para minha boca.
    Não sabia se estávamos mais perto ou se era imaginação minha, mas nossas respirações já se cruzavam quando a porta se abriu drasticamente.
    — Frank! — gritou seu pai. — Está na hora de entrar, precisamos conversar! — falou, me dando calafrios só de pensar. Frank ainda não estava preparado para isso, mas seria agora ou nunca.
    — Tudo bem, pai. Só vou... — e veio até mim, me abraçou e sussurrou em meu ouvido: — Não saia daqui. Preciso de você. — entrou logo em seguida, me deixando plantado em seu jardim, imaginando o que estaria acontecendo lá dentro.
    Não podia deixar de me sentir culpado pelo que estava acontecendo. Aparecer em sua casa do nada, não me apresentar adequadamente de imediato, estar vestido dessa maneira, ter meio que incentivado Frank a se assumir e quase tê-lo beijado na entrada de sua casa, quase sendo pegos em flagrante por seu rigoroso pai, me deixou com um tremendo peso na consciência. Se algo acontecesse a Frank lá dentro, eu seria único e inteiramente responsável.



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