História The Ideal Photo - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bangtan Sonyeodan, Bts, J-hope, Jimin, Jin, Jugkook, Rap Monster, Suga, Yoongi
Exibições 62
Palavras 4.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem.
Eu realmente amei escrever esse capítulo e dei o meu melhor.
Aproveitem o capítulo grande, pq semana que vem começa as provas e eu não sei se vai dar para atualizar.

Capítulo 14 - Meu Anjo


Fanfic / Fanfiction The Ideal Photo - Capítulo 14 - Meu Anjo

YangMi Povs

Peguei minha bolsa de dentro do armário do clube onde eu treinava e fui até o banheiro tomar uma ducha, já que eu estava encharcada de suor.

Entrei no chuveiro e deixei que a água fria que fluia refrecasse todo meu corpo quente e cansado.

Eu devia passar naquele teste para entrar no time, por dois motivos, um deles era a minha família e o outro era TaeHyung.

Lembro que um dia quando eu estava preparando o almoço, ele apareceu e começamos a conversar, até que começou me a perguntar se eu não me sentia sobrecarregada ou algo do tipo em relação a entrar no time, eu respondi que não e ele simplesmente pediu que eu fizesse aquilo por que eu gostava e que se fosse para tentar entrar eu conseguiria aquilo por ele.

Sorri ao lembrar de seus olhos escuros e saí do chuveiro, me secando e vestindo um macacão curto logo depois.

Coloquei minha roupa suja na bolsa e sai em direção à quadra, para me despedir das meninas que iam treinar.

Assim que pús meus pés no local escuro e iluminado somente pelas luzes da quadra, vi todas as meninas eufóricas em volta de algo no meio da mesma.

Me aproximei em passos lentos de onde elas se encontravam e me surpreendi ao ver que do meio delas saía TaeHyung com um buquê de rosas e um sorriso no rosto.

— YangMi! — gritou vindo correndo até mim.

Acenei e ele continuou se aproximando.

A atenção de todos na quadra estava voltada para nós dois e aquilo me deixava de certa forma envergonhada.

— Oi — sorri colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.

— Oi — sorriu ofegante.

— O que faz aqui? — indaguei colocando minha bolsa no ombro.

— Vim te buscar.

— Para quê? — ergui a sobrancelha.

— A Sook não te avisou? — perguntou.

Acenei minha cabeça negativamente.

— Vamos comemorar hoje.

— O quê?

— O namoro dela e do Yoongi — coçou a cabeça.

— O QUÊ?! — arregalei os olhos. — Por que ela não me falou nada?

— Deve ter esquecido, ela estava cansada e foi para casa descansar — tranquilizou.

— Tudo bem — sorri. — Depois eu falo com ela.

— Ah, aqui — me estendeu o buquê. — Comprei para você.

— Obrigada — sorri envergonhada.

— Vamos? — estendeu a mão.

— Vamos — segurei sua mão e ele começou a me guiar até a saída do clube. — Aonde vamos comemorar?

— Acho que vamos à alguma boate ou algo do tipo — palpitou.

— Vamos passar na minha casa para eu pegar alguma roupa? — pedi.

— Claro, pode se arrumar que eu te espero — sorriu.

— Obrigada.

Acenei para as meninas que nos olhavam estáticas e saímos do lugar, indo em direção a um carro pratedo importado.

Ele destravou a porta e abriu a do passageiro para que eu entrasse.

Me sentei no banco de couro e aspirei o perfume de sândalo do carro misturado com o aroma das rosas.

Tae se sentou ao meu lado, me deu um sorriso quadrado e ligou o carro.

Como eu amava aquele sorriso.

Tão único.

Enquanto dirigia podia sentir seu olhar sobre mim em alguns momentos e comecei a sentir meu rosto corar quando vi seu foco em minhas pernas descobertas, virei o rosto fingindo que observava algo interessante do lado de fora.

— Como vai os treinos? — perguntou tentando quebrar o silêncio.

— Bem, acho que vou conseguir — o olhei rapidamente e desviei o olhar.

— Tenho certeza que vai — sorriu. — O teste vai ser semana que vem, né?

— Sim, na quarta — respondi sem o olhar.

— Eu e os meninos vamos — me olhou sorrindo.

— Mesmo? — o olhei.

— Claro, estarei na primeira fileira.

Sorri envergonhada e ele estacionou em frente da minha casa.

Saí do carro e o chamei:

— Entra, meus pais não estão em casa, e mesmo se tivessem não teria problema — sorri.

Ele assentiu e saiu do carro, indo até mim em passos elegantes.

Às vezes me perdia o observando, andava tão majestosamente que me fazia perder minutos o observando.

Entramos na casa dos meus pais e ele logo se sentou no sofá.

— Fique a vontade — falei. — Vou me arrumar e já volto.

— Não se apresse — sorriu.

Subi às escadas e corri em direção ao meu quarto.

Como já tinha tomado banho no clube, peguei apenas um vestido preto com glitter, colado no corpo e o vesti, calçando um meia pata preto.

Soltei meus cabelos ruivos que estavam em coque e arrumei minha franja.

Meu cabelo antes era preto, mas pensei em renovar o visual a um tempo atrás e o pintei de ruivo.

Passei um batom vermelho escuro nos lábios que se sobressaiu no meu tom de pele e um delineador preto nos olhos, junto de um rímel da mesma cor.

O resultado me parecia bom, e de certa forma eu atrairia atenção.

Saí do quarto e rumei até a sala, onde TaeHyung me aguardava entretido no celular.

O barulho que meu sapato produzia atraiu sua atenção e ele me olhou boquiaberto, dizendo logo depois:

— Você está muito linda.

— Obrigada — abaixei o olhar.

— Vamos? — perguntou. — Tenho que me arrumar e esperar os meninos.

— Que horas vamos? — perguntei.

— Tinham combinado de irmos depois que Sook saísse do curso, mas se você quiser nós dois vamos antes.

— Tudo bem — sorri. — Pode ir indo para o carro, que só vou deixar um recado para a minha mãe falando que vou dormir na casa da Sook.

— Ok — gesticulou. — Te espero lá fora.

Assim que ele saiu, fui até a cozinha, peguei um post-it e colei na geladeira com o seguinte recado:

"Omma, não se preocupe comigo, hoje vou dormir na casa da Sook, ela está meio confusa com tudo o que vem acontecendo e acho que o meu apoio serviria para confortá-la.
Volto amanhã de tarde!
Saranghae."

Peguei minha bolsa com meu celular e saí indo em direção ao carro de TaeHyung.

Entrei rapidamente e logo estávamos longe da minha casa e próximos do dormitório dos artistas da Big Hit.

TaeHyung estacionou o carro no estacionamento subterrâneo em uma parte que tinha escrito "방틴소년단" em negrito.

O estacionamento era obviamente "cheio" de carros importados, já que o dono de todos eles eram artistas.

Descemos do carro e fomos até o elevador que nos levaria até o andar onde ficava o apartamento do Bangtan.

— Me sinto nervoso às vezes quando ando de elevador, tenho medo de que ele possa cair — sorriu nervoso encostado na parede de metal.

— Também me sinto assim às vezes — sorri. — Mas comecei a superar esse medo quando vim trabalhar aqui.

— Mesmo?

— Sim, vai passar — tranquilizei.

— Os meninos me zoam quando andamos de elevador — riu fraco. — Já estou até acostumado.

Deixei uma gargalhada escapar de meus lábios no momento em que a porta se abriu.

TaeHyung saiu agilmente do elevador o que me roubou um sorriso.

Tão fofo.

Fomos até a porta do apartamento dos meninos e o mais velho a destrancou rapidamente.

Entrei sendo seguida por ele e vi a sala totalmente vázia.

— Onde eles estão? — indaguei.

— Dormindo — gargalhou. — Vou me arrumar e já venho.

— Tudo bem.

Me sentei no sofá e olhei no relógio.

Já eram seis e meia da noite.

O tempo estava realmente passando muito rápido.

        ***

— Vamos — ouvi TaeHyung dizer.

Me virei e o encarei boquiaberta.

Ele parecia mais lindo que o habitual.

Usava uma camisa escura que ia até o cotovelo, uma calça preta e um tênis da Puma também escuro. Seu cabelo loiro estava devidamente arrumado e ele tinha um sorriso travesso nos lábios.

— O que achou? — indagou sorrindo.

— Está bom — disse sorrindo envergonhada.

Por quê estou com vergonha de lhe dizer que está lindo se estou com vontade de beijá-lo agora mesmo? — pensei.

Ele gargalhou e gesticulou para que eu fosse até ele.

— Já falei com os meninos e quando eles chegarem vamos encontrar eles no lado de fora — tranquilizou.

— Então vamos — sorri.

Saímos do apartamento e fomos novamente até o elevador que nos levou até a garagem.

O carro estava uma pequena distância de onde o elevador ficava, então em poucos passos estávamos dentro do carro.

***

Assim que o mais velho estacionou o carro na frente da boate, descemos e fomos em direção à entrada, onde pagaríamos e entraríamos em seguida.

— Essa é uma das boates mais luxuosas de Seul — disse assim que me pús ao seu lado.

— Eden — pronunciei o nome do estabelecimento e aquilo causou um efeito bom.

— Nós iríamos no Club Rococo onde teve a gravação de um mv de G-Dragon e T.O.P, mas achamos que em "Eden" teremos mais… — pareceu pensar em que palavra iria usar. — Privacidade..?

— Privacidade? — ergui a sobrancelha. — Acho que a boate é um dos lugares que teremos menos privacidade.

— Mas essa boate é cara e apenas artistas ou pessoas realmente ricas vêm aqui. A entrada tem um preço padrão, mas as bebidas são caras, e nos alugamos o segundo andar por essa noite, então não seremos perturbados.

— Vocês pensam em tudo mesmo — sorri impressionada.

— Vamos entrar? — olhou para onde haviam seguranças conferindo identidades e recebendo certa quantia para que pessoas entrassem no local.

— Vamos, né — sorri amarelo.

— Não parece animada — fez bico enquanto me levava até a entrada.

— É que eu nunca fui em uma boate, só estou insegura — tranquilizei.

— Nunca? Achei que você fosse do tipo de pessoa que já fez muito da vida.

— Terei que fazer uma lista das coisas que nunca fiz — gargalhei.

— Cite algumas — pediu me olhando interessado enquanto nos aproximavamos da entrada.

— Nunca vim em uma boate, nunca bebi, nunca dirigi, nunca reprovei e… — me calei percebendo o que falaria.

— E… — olhou curioso. — Me fala, eu quero saber.

— Certeza? — o olhei envergonhada.

— Fala logo — pediu.

— Nunca fiz… — gesticulei e ele pareceu não entender.

— Fez o que? — indagou.

— Sexo — abaixei o olhar e pús meu rosto nas mãos.

— Sério? — me olhou.

— Dá pra parar?! - pedi nervosa.

Ele gargalhou e entregou para o segurança duas entradas.

— Vem — me puxou rindo para dentro do local.

A boate era impressionante.

Minha atenção foi levada no design interior único do club, com luzes de neon instaladas nas mesas, bares e tetos, assim como na pista de dança, que lembrava um baile de dança do século XVIII (a não ser pela música eletrônica alta).

Várias pessoas dançavam na pista de dança de ar contemporâneo e pareciam não notar a presença de mais duas pessoas ali, pois estavam concentradas na sua própria diversão.

TaeHyung me guiou até uma escada que nos levava até o segundo andar e me entregou uma pulseira para que pudéssemos entrar na parte reservada para nós.

— Vamos guardar nossas coisas e descer para dançar um pouco lá embaixo, depois vamos até o bar beber algo. O Manager nos deu essa pulseira para termos acesso ao segundo andar e a bebida gratuita — falou alto devido ao volume da música.

— Hoje a noite vai ser longa — gritei animada.

Entramos no segundo andar da boate, que estava reservada apenas para o Bangtan naquela noite, deixamos nossas coisas e logo descemos para dançar um pouco.

A música eletrônica que tocava me lembrava um pouco de "Blood Sweat & Tears", então comecei a dançar como se estivesse ouvindo aquela música. TaeHyung pareceu perceber a mesma coisa, já que começou a dançar a coreografia da nova música que o Bangtan tinha lançado.

— Vamos pegar alguma bebida — gritou. — Não tem graça dançar sóbrio em uma boate.

— Vamos! — gritei de volta.

Fomos até o bar da boate e eu fui pedindo um coquetel com maior parte de vodca e logo virei todo o copo, sentindo o líquido descer queimando na minha garganta. Aquela sensação me pareceu estranha, já que nunca tinha bebido, mas não deixei que aquilo me limitasse a parar.

TaeHyung pediu um copo de Tequila e com uma careta virou o mesmo.

Logo pedi mais um coquetel e sem hesitação o virei e puxei TaeHyung para a pista, sentindo o  álcool começar a fazer efeito.

Ignorei minha mente promíscua e tentei curti ao máximo cada instante daquela noite.

TaeHyung movimentava seu tronco no ritmo da música e me observava, enquanto  rebolava agarrada ao seu braço.

Não demorou muito e voltamos para o bar pegar mais algumas bebidas, e depois de várias doses viradas voltamos a pista, sem ter a mínima noção do aconteceria ou do que estava acontecendo.

Dançava loucamente junto de Tae que ria ao observar minhas estranhas reações ao nos tocarmos de modo comprometedor.

— São que horas? — balbuciei totalmente bêbada.

— Não sei — dançava. — Estou sem relógio.

Deveria confiar em TaeHyung, já que ele era o mais sóbrio de nós dois. Enquanto eu estava louca bebendo todas, ele bebeu apenas uma tequila e uma cerveja e esse álcool pareceu em alguns momentos não fazer efeito.

— Deixei meu celular lá em cima. Vamos pegá-lo antes que os meninos liguem — pediu.

Ignorei e continuei dançando.

— YangMi — me chamou. — Vamos buscar meu celular. Ai você toma uma água e senta um pouco.

— Não quero sentar, eu quero dançar — gritava me mexendo.

Eu com toda certeza era muito influenciável ao efeito do álcool, não era como TaeHyung que parecia totalmente sóbrio.

— YangMi, por favor — pediu tentando me puxar. — Vamos acabar nos perdendo se você ficar aqui sozinha.

— Não vamos — fiz bico. — Eu te espero aqui.

Ele me olhou desconfiado mas finalmente desistiu e foi.

Enquanto dançava sozinha, senti uma vontade de pegar alguma bebida, então fui caminhando até o bar e pedir ao barman o meu coquetel preferido, com 80% de vodca, 15% de tequila e 5% de fruta.

Me sentei em um banco enquanto esperava que a bebida ficasse pronta.

Senti alguém se sentar ao meu lado e começar a me observar.

Levantei lentamente o olhar e vi que era um rapaz da minha idade mais ou menos, sorrindo maliciosamente para mim.

Abaixei o olhar envergonhada e tentei fingir que não tinha percebido sua presença.

— Ei gatinha — se dirigiu a mim.

O olhei com a sobrancelha erguida e ele continuou:

— O que faz aqui sozinha?

— Vim apenas pegar uma bebida — gesticulei bêbada.

— Pretende fazer algo mais interessante essa noite? — levou suas mãos às minhas pernas sobrepostas. — Tenho certeza que posso te ajudar com isso.

Deslizou lentamente suas mãos de minhas pernas até a minha cintura e me segurou pela mesma dizendo:

— Que tal irmos á um lugar mais confortável? — sugeriu.

— Não, eu… — tentei dizer com meu baixo nível de lucidez.

Ele me puxou minha cintura e deixou nossos rostos próximos.

Sorriu parecendo ignorar meus empurrões e atos de rejeição.

— Me larga — pedi ao vê-lo segurar meu punho.

— Prometo que essa vai ser a melhor noite da sua vida — sorriu malicioso ainda me segurando.

— Me larga — comecei a me exaltar.

— Calma flor, prometo que não vou te machucar.

— ME LARGA — gritei alto.

— Larga ela, idiota — ouvi alguém gritar e o homem cair com a boca ensanguentada no chão.

Olhei para o autor do soco e vi que era TaeHyung que sacudia as mãos e tinha uma careta no rosto.

— Ta doido, é? — perguntou o garoto se levantando furioso e indo até TaeHyung. — Você é o que dela para me bater assim?

— Sou o namorado dela e acho melhor você nunca mais encostar um dedo nela — senti meu coração dar um pulo ao ouvi-lo dizer aquilo.

— O que você vai fazer se eu te desobedecer? — sorriu cínico.

— Algo nem um pouco agradável — apertou os punhos furioso, nunca o tinha visto daquele jeito.

Para irritar TaeHyung, o homem se aproximou de mim e me abraçou novamente.

— Já falei para largar ela — socou novamente seu rosto com raiva.

O garoto cambaleou e encostou no balcão, recobrando sua consciência, mas logo depois partiu para cima de TaeHyung, que era muito mais alto e forte. O homem não acertava nem um soco, apenas apanhava.

Não me sentia confortável ao ver que tinham várias pessoas observando e algumas fotografando ou filmando, então me aproximei de TaeHyung que aguardava que seu oponente se levantasse e pedi:

— Vamos embora.

— Ainda não terminei com esse moleque — suspirou ofegante.

— Vamos, por favor, isso vai acabar vazando, esquece isso — implorei.

— Tudo bem — desistiu.

Nos viramos para irmos buscar minhas coisas no segundo andar, quando TaeHyung foi puxado de minhas mãos.

Virei rapidamente o rosto e vi que o garoto agredido distribuía socos no rosto de Tae, que estava totalmente sem reação.

— LARGA ELE — gritei nervosa, tentando puxar V.

O mais alto saiu habilidosamente dos braços do menor e desferiu socos em seu rosto, deixando-o totalmente inerte no chão da boate.

— Vamos embora logo — me puxou escada acima.

Peguei minha bolsa rapidamente e saímos pela porta de trás, pois segundo o segurança, já haviam chegado alguns paparazis e pela manhã a briga com certeza seria capa de revista.

Com todo cuidado rodeamos a boate e fomos até o carro de TaeHyung.

Assim que entramos ele ligou para os meninos e deixou a chamada em viva-voz para que eu escutasse.

— Jin Hyung? — indagou quando a chamada foi atendida.

— Tae? Aconteceu algo? — perguntou preocupado.

— Mais ou menos.

— Como mais ou menos? Espera, vou chamar os meninos — pediu.

Nos entreolhamos e pude perceber que ele estava preocupado.

— Pronto, pode falar o que você aprontou — ouvimos Namjoon suspirar.

— Prometem que não vão me julgar antes de tentarem me entender? — perguntou me olhando mordendo o lábio.

— Fala — suspirou Jin.

— Eu agredi uma pessoa — disse hesitante.

— VOCÊ — começou Namjoon. — fez o quê? — tentou se acalmar.

— Agredi uma pessoa — me olhou encolhendo os ombros.

— Por quê fez isso? — ouvi Yoongi perguntar.

— Um moleque tentou agarrar a YangMi, ai eu dei um soco nele e ele começou a tentar revidar e isso me deixou com mais raiva ainda, ai no final eu bati tanto que ele ficou inconsciente no chão, ai eu e YangMi saímos de lá.

Todos ficaram em silêncio, que só foi quebrado por Hoseok que começou a gargalhar.

— Do que você tá rindo? — indagou Jimin começando a rir junto.

Todos começaram a perguntar a Hoseok o motivo da graça, que quando se acalmou disse:

— Não sei por quê estava rindo, mas o Tae contou de uma forma tão engraçada — riu soprado.

— Não achei — disse Yoongi.

— Mas eu sim — disse Jimin rindo. — "Um moleque…" Parecia tão revoltado.

— Será que dá para vocês perceberem que isso é sério? — pediu Namjoon. — Se isso vazar…

— Alguém fotografou ou algo do tipo? — indagou SeokJin.

— Quase todos que estavam lá — respondi ainda meio fora de mim. 

— Isso é um problema — disse Yoongi.

— Aonde vocês estão? — perguntou Jin.

— No carro, na frente da boate — respondeu V.

— Tentem vim para cá, mas eu acho que talvez tenham alguns paparazis aqui, então vão para um hotel ou outro lugar — pediu.

— Tudo bem — suspirou Tae ligando o carro. — Me desculpem por estragar a comemoração.

— Tudo bem — suspirou Yoongi. — Eu levo Sook em algum lugar hoje e marcamos outro dia para sairmos todos juntos.

— Tudo bem — sorriu fraco. — Obrigado por me compreenderem.

— Nos vemos amanhã — disse Namjoon antes de desligar o telefone.

TaeHyung suspirou e saiu dirigindo na direção oposta de onde ficava o dormitório.

— Vamos em algum hotel — disse ele.

— Vamos para minha casa — propús. — Meus pais não estão em casa, estão viajando e vão ficar uns dias foras.

Ele me olhou desconfiado e no final acabou aceitando.

Encostei minha cabeça no banco e a senti latejar.

— São que horas? — indaguei.

— Dez e meia — respondeu.

— Estou com sono — bocejei. — Minha cabeça está doendo — reclamei.

— Você exagerou — sorriu. — Quando chegarmos na sua casa eu faço um chá para você que tenho certeza que vai fazer essa dor a passar.

— Obrigada — sorri fraco.

— Gostou de alguma parte dessa noite? — indagou.

— Posso ser sincera?  — perguntei.

— Claro.

— Me senti tão feliz quando vi você me defendendo, me senti segura, mas também estava desesperada com medo que você se machucasse.

Ele gargalhou e disse:

— Então serei seu guardião, vou te proteger de todo mal.

Gargalhei e falei:

— Vai ser meu anjinho da guarda, como sempre foi, desde que te vi na mídia pela primeira vez.

Ele me deu o seu sorriso perfeito e estacionou em frente da minha casa.

Tentei sair por conta própria mas estava cambaleante, então Tae me ajudou a tirar os sapatos e me levou para dentro de casa.

Me sentei no sofá e ele perguntou:

— Posso tomar um banho?

E finalmente percebi, que sua boca sangrava, acho que estava tão alucinada sobre o efeito do álcool que nem percebi.

— Tae, sua boca — me aproximei lentamente.

— Não, tudo bem — sorriu e fez uma careta por aquele ato ter lhe provocado dor.

Me sentei no sofá e senti as lágrimas virem.

— Me perdoa — chorava. — Por minha culpa você está machucado, posso ter complicado sua carreira, tudo por conta da minha teimosia, se eu tivesse te obedecido e subido com você nada daqui…

Em um pequeno impulso Tae me deu um selinho demorado que me calou e me deixou totalmente sem reação.

Quando nos separamos, ele sorriu e falou:

— Não foi culpa sua, estou bem. Vou tomar banho — se levantou do sofá.

— Quer que eu te mostre onde fica o banheiro? — indaguei.

— Não precisa — sorriu. — Eu me viro, sobe, toma um banho gelado e depois desce para tomar o chá que eu vou fazer.

— Tudo bem — sorri tímida.

Ele saiu caminhando em direção ao corredor que ficava o banheiro "público" da casa e eu fui até o meu quarto, totalmente alucinada com tudo que tinha acontecido.

Me dirigi até meu banheiro e entrei despida no chuveiro, sentindo meu corpo relaxar ao entrar em contato com a água fria, o que era algo realmente estranho, porque sempre que tomava banho frio eu me sentia incomodada, mas no momento estava totalmente relaxada.

Assim que finalizei o banho, vesti um pijama simples e desci até a sala.

TaeHyung ainda não tinha saído do banho, então fui até a cozinha colocar a água para ferver e cortar o gengibre que ele usaria.

Enquanto cortava a raiz, me atrapalhei com a faca e quase cortei meu dedo. No instante em que voltaria a cortar ouvi Tae dizer:

— Eu vi que você quase se cortou, vai para a sala e deixa que seu guardião faz o chá.

— Anjinho da guarda — corrigi.

Ele gargalhou e foi até a cozinha enquanto eu voltava para a sala.

Me sentei no sofá  e apoiei a cabeça no ombro do mesmo, fechando meus olhos logo depois, não aguentando de tanto cansaço.

     ***

— YangMi — Tae me sacudiu delicadamente. — Acorda para beber seu chá — pediu.

Abri lentamente meus olhos e minha cabeça latejou, fazendo-me fechá-los por impulso.

— A dor vai passar depois que você beber isso — me passou a xícara fumegante.

— Obrigada — me sentei e comecei a bebericar o líquido. — Está muito bom.

— Obrigado — sorriu.

— Como está sua boca? — indaguei preocupada.

— Não se preocupe comigo, estou bem — sorriu. — Bebe que eu te ponho para dormir.

Sorri tímida e logo terminei a xícara.

Depois que levamos a xícara para a cozinha, subimos para o meu quarto, onde eu logo deitei na cama e Tae se ajoelhou no lado da cama.

— Canta para mim? — pedi pronta para dormir.

— Claro — gargalhou fraco. — Que música?

— Stigma, estou apaixonada por aquela música.

— Tudo bem — se preparou para começar.

— Mas você vai ter que dormir comigo.

— Não se preocupa, eu durmo no sofá.

— De modo algum — o puxei para a cama. — Dorme comigo, me sinto segura com você.

— Tudo bem — suspirou.

Deitou-se ao meu lado e me puxou para um abraço, começando a cantar logo depois.

Seus braços me faziam sentir tão segura, como se nada no mundo pudesse me fazer mal.

Sua voz era linda.

Queria poder estar em meu estado normal, para que pudesse prestar atenção no que ele cantava, mas estava exausta e não aguentei por muito tempo, logo adormeci em seus braços.



Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Beijos.
Saranghae!


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