História The Journey of the Emerald Archer - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~ORival13

Postado
Categorias Arrow, The Flash
Personagens Amanda Waller, Barry Allen (Flash), Cisco Ramon, Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, John Diggle, Laurel Lance, Malcolm Merlyn, Moira Queen, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Ray Palmer, Roy Harper (Arsenal), Thea Queen, Tommy Merlyn
Tags Arqueiro Verde, Arrow, The Flash
Visualizações 23
Palavras 2.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Did you miss me?
E aí meu(s) leitor(es) lindo(s)! Como vão???
Estamos finalmente, depois de 4 capítulos, iniciando nosso primeiro arco, que, como todo mundo já adivinhou, gira em torno da Cupido.
Eu vou dizer, eu amo a adaptação da personagem em Arrow, mas eu acho que faltou muito do elemento "cruel" dela, em contrapartida, eu vou abordar muito disso aqui, então preparem-se, porque cabeças rolarão...
Outra coisa que eu vou fazer é elevar um pouco mais a obsessão dela pelo nosso querido Ollie, ou seja; sim, vai rolar ecchi nesse arco. Como eu já disse antes, eu tenho que fazer jus à classificação +18
Espero que isso satisfaça vocês, e boa leitura!!
Aliás, eu gostaria de agradecer à senhorita ~ladycatt por ter comentado no capítulo passado, então, senhorita, muuuuuuuuito obrigada por mostrar que está gostando da história, prometo não te decepcionar!!

~Sofia

Capítulo 5 - Love-Colored Blood


Fanfic / Fanfiction The Journey of the Emerald Archer - Capítulo 5 - Love-Colored Blood

Oliver

 

"Sabe, eu me lembro de ter visto numa série sobre a era medieval uma vez, um episódio sobre um príncipe italiano muito egocêntrico, que certa vez ele pagou um artista para fazê-lo uma pintura a fresco, uma só pintura ocupando uma só parede. Então o artista trabalhou dia e noite por três anos inteiros, e quando ele finalmente terminou, o príncipe chorou, porque a pintura era surpreendentemente linda..."

É o que está escrito no bilhete que eu e Dinah encontramos junto do último corpo atribuído a Arqueira Misteriosa, a vítima era uma cabeleireira, ainda não identificada, porém fora brutalmente assassinada, seus olhos foram arrancados com a própria tesoura, que fora deixada ao lado do corpo. O que torna esse caso um tanto interessante, pois só o atribuímos à Assassina por causa do bilhete, e pelo sangue da mulher ter sido usado para desenhar um enorme coração no chão do salão. Mas o que realmente me deixa frustrado é que não importa quantas provas ela deixe, elas sempre são deixadas de forma a não me levar a lugar algum, o que eu devo admitir, é muito inteligente.

Esses assassinatos tem ocorrido desde o mês passado, e está mexendo muito comigo, pois eu me sinto impotente em relação a tudo isso, a falta de contundência nas provas deixadas pela assassina não me permitem fazer nada além de esperar a próxima vítima, e isso me destrói. É como se eu estivesse deixando essas pessoas morrerem...

 

- Alô? Terra para Oliver... Terra para Oliver. - Felicity estalava os dedos na frente do meu rosto, as vezes eu gostaria que ela fosse menos irritante.

- O que é, Felicity? - Digo em um tom enfadigado.

- Como assim o que é, você tá encarando essa flecha faz horas. - Ela tira a flecha em forma de coração das minhas mãos. - Parece até que tá namorando ela...

- Eu estava em uma ótima linha de raciocínio e você me atrapalhou. - Puxo a flecha de volta. - Muitíssimo obrigado Felicity. - Ela faz uma expressão emburrada e volta pra sua cadeira.

- Eu não acredito que estou dizendo isso, mas ela tá certa, Oliver. - Interrompe Diggle. - Você tá quebrando demais a cabeça com isso, precisa parar um pouco, senão nem pensar você vai conseguir.

- Bom, algum de vocês gênios tem alguma idéia melhor então??

- Vai pra casa, relaxa um pouco, fica com a sua irmã, sei lá. Eu e o Dig vamos trabalhar nisso, tá. - Felicity me dá um tapinha nas costas, como que dizendo "Vá embora de uma vez"

 

Penso em dizer algo, mas simplesmente afirmo com a cabeça

 

- Vou até a A.R.G.U.S. ver se encontro alguma informação útil. - Diggle diz, pegando seu casaco. - Eu te ligo se descobrir algo.

 

Vou admitir que nunca fui com a cara de Amanda Waller ou da A.R.G.U.S., mas também tenho que admitir que estamos ficando sem opções, pego minhas coisas e rumo pra casa, talvez eu precise relaxar afinal...

 

-//-

 

Caminho cabisbaixo pelos Glades, é, talvez eu esteja me forçando demais, e sim, talvez eu mereça um descanso, mas eu não consigo deixar de me sentir inútil, ainda mais agora que fui quase que "dispensado de serviço" pelo Dig e pela Felicity. Tipo, qual é? Eu já peitei o Tijolo, o Charada, Merlyn, Exterminador, e tantos outros, é humilhante se sentir derrotado por uma cópia barata doentia...

Me tirando dos meus devaneios, vejo três caras aparentemente tentando assaltar uma mulher, (Não que isso não seja normal aqui pelos Glades) um deles a segurava enquanto os outros dois mexiam nos seus pertences, um deles me olha de relance, mas simplesmente me ignora tem gente que não aprende. Após dar uma analisada na cena, corro para um "mini beco" entre duas casas, coloco minha máscara, puxo o capuz da minha blusa e coloco três Flechettes no meu braço, eu não vou carregar um arco e flechas na rua, né? Saio do beco e grito:

 

- Ei!! - Os três param o que estão fazendo. - Se vocês querem ser ladrões de respeito, deveriam tentar usar terno, o que acham?

- Quem caralhos tu pensa que é? - Diz um deles, empunhando uma faca.

- Ahh, sério que vocês não me reconheceram? Estou profundamente chateado... - Jogo uma Flechette no chão, criando uma fina, porém cegante nuvem de fumaça.

 

Puxo um dos caras por trás e obstruo sua respiração, a nuvem logo se dissipa, então acabo por ser notado, "Droga", penso, "Preciso dar um jeito de enfiar mais cargas nesses trecos". Disparo outra Flechette na perna de outro dos caras, nocauteando-o, dica do dia: sempre tenha um tanquilizante em mãos. Mal me viro para o terceiro cara, e ele literalmente pula em cima de mim, tentando cravar sua faca na minha garganta, sorrio sarcasticamente e o acerto com meu último Flechette na barriga, dando uma súbita descarga elétrica que o faz largar a faca instantãneamente. Me livro do meliante e encaro a mulher, que me encarava assustada, recolho seus pertences caídos e a entrego. Ela se manteve em silêncio, mas me olhava agradecida, aproveito um momento de distração e desapareço.

 

- Você deveria me arranjar um anel daqueles, Hal. - digo pra mim mesmo ao retornar ao modo "Civil".

 

Aguardo a mulher sumir de vista e saio do beco, sendo sincero, acho que depois disso vou tentar seguir o conselho do Dig e tentar esfriar a cabeça, assistir um filme com a Mia, comer uma pipoca, talvez até dormir, se possível (Vindo de mim, querer dormir é surpreendente), vou tentar deixar as preocupações pra amanhã, afinal, ninguém é de ferro...

 

Dinah

 

- Mais rápido! - Disse Ted, enquanto eu incessantemente acertava o saco de boxe com minhas pernas.

- Mais rápido? - Protestei, ofegante. - Eu já tô... -uff-, no meu... limite e você quer... que eu vá... -argh!- mais rápido?

- Dinah, a exaustão é exatamente o foco desse treino. - Ted soca o ar, como se quisesse falar com o corpo ao invés da boca. - O objetivo aqui é testar a sua durabilidade numa batalha longa.

- Me fazendo chutar um saco até a morte? - Disse sarcástica, mudando de perna.

- Mostrando o quanto você consegue resistir numa luta. - O tom de Ted era de correção, porém sarcasmo. - Caso encontre um um inimigo que tenha uma resistência maior que a sua, eu quero que você esteja preparada, que você seja tão difícil de derrubar quanto ele.

 

Cesso os chutes e, como quem quer provar uma opinião, vocifero poderosamente contra o pobre saco, lançando-o contra a parede e, como consequência, estourando-o. Volto meu olhar para Ted, fitando-o arrogantemente.

 

- Eu acho que já sou dura na queda o suficiente, não é mesmo? - Digo, em um tom petulante.

- Você não pode depender sempre dos seus poderes, Dinah, eles tem limites, e tem consequências. E se algum dia você não os tiver mais? Você vai ficar sem ofensiva, e vai acabar derrotada, talvez até morta. - Ted pôe suas mãos em meus ombros. - E eu não quero isso pra você. - Ele disse essa última frase de modo inseguro. 

- Ted, eu aprecio muito a sua preocupação, e eu agradeço, mas... - Encolho meus ombros, me livrando das suas mãos. - ... eu não quero a sua preocupação, ou suas restrições. Eu quero seu apoio, e a sua compreensão. Eu quis isso, eu escolhi, e eu estou ciente do perigo que isso representa, não importa se é demais pra mim ou não, eu quero lutar, da maneira que for necessária. E eu não quero ter que esperar meu treinamento terminar porque meu treinador acha que se eu não o fizer eu não vou estar pronta e vou acabar me dando mal, a responsabilidade é minha. Então não se preocupe, porque isso é a última coisa que eu preciso agora, entendeu?

- S-sim. - Ted parecia relutante, porém concordou mesmo assim. - Mas nem tente me culpar ou algo do tipo se eu acabar estando certo, ok? Porque você sabe como as pessoas gostam de dizer "eu te avisei". - Ted retomou seu tom descontraído.

- Sim, senhor. - Assumi uma postura ereta, tirando sarro dele. - Beleza, e agora?

- Agora, Dinah Laurel Lance... - Ted me pega pelos ombros e me gira na direção do saco espatifado. -... Você vai tratar de pagar o prejuízo e limpar sua bagunça. - Olho para ele incrédula, ele sorri sarcásticamente.  Ted Grant, você me paga...

 

Ted deixa a sala rindo enquanto eu encaro a mistura de tecido e areia esparramada na minha frente, pensando em como eu vou dar um jeito nessa coisa que já foi um saco de boxe...

 

Algum lugar em Star City

 

"Não chame o meu amor de Idolatria 
Nem de ídolo realce a quem eu amo, 
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo."

(William Shakespeare)

 

É o que a garota murmurava repetidamente para si mesma, cantarolando o famoso soneto em uma voz melodicamente doce enquanto finalizava o acabamento de suas flechas. Em seu tom nitidamente extasiado havia um tipo de amor profundo, porém ao mesmo tempo venenoso, como o vermelho forte do sangue, que pode representar tanto a vida quanto a morte. Ao redor da garota, várias fotografias, recortes de jornais e desenhos de seu tão amado justiceiro esmeralda. E, erguida por um pequeno pedestal no centro do pequeno "santuário", a flecha Oliva, que a garota manteve consigo como um estimulante, como um amuleto, como um presente vindo daquele que tanto amava, a origem do amor obsessivo que ela nutriu pelo vigilante. Em outras palavras, o estopim para tudo que acontecera.

Um sorriso se abriu no rosto da mulher ao terminar sua última flecha, esta última possuindo o coração em sua ponta na cor verde, a Arqueira suspira ao lembrar-se de seu amado e preenche sua aljava com as flechas que fizera. A jovem então ergue-se e olhando uma última vez uma das fotografias do Arqueiro Verde, profere melosamente:

 

"Não se preocupe, meu amor, eu logo estarei com você, e você comigo, e então poderemos finalmente ser felizes..."

 

A garota deposita um beijo na fotografia e parte, almejando pôr início à execução de seu plano, ela sorri ao pensar na possibilidade de um final feliz, apesar de todo o sangue derramado, dos sacrifícios que fizera, e do alvo que ela mesma pusera em suas costas, ela ainda acreditava no seu final feliz, e isso a alegrava, mais do que tudo.

 

Base do Time Arrow

 

O elevador se abre e Diggle entra na sala frustrado, ele joga seu casaco na mesa e desmorona em uma das poltronas suspirando de fatiga, um suspiro que já dizia tudo, Felicity, que estava concentradíssima alternando entre uma busca automática e uma partida de Overwatch, tira seus fones e olha para o homem abatido atrás de si.

 

- Alguma boa notícia? - Felicity pergunta, suplicando que John tivesse tido mais sorte que ela.

- Nenhuma. - Diggle encarava o teto, sorrindo de canto. - Heh, o que eu tinha na cabeça pra pensar que conseguiria tirar alguma coisa de Amanda Waller ou da A.R.G.U.S., as vezes eu entendo porquê o Oliver não é muito fã dela. E você, alguma novidade?

- Nah, eu tô na mesma, eu fiz uma busca intensa em três hosts da CIA diferentes, tentei procurar por palavras e acontecimentos-chave em servidores globais, eu até hackeei a ONU no desespero, e tudo que eu achei foi o que a gente já sabe.

- Ou seja: nada. - Diggle responde desanimado, Felicity aperta os lábios e concorda com a cabeça.

- Eu criei um algorítmo que vai procurar por eventos em tempo real e nos informar ao achar informação, mas até lá... - Felicity olha a tela do computador novamente. - ... espera!

- O que é? - Diggle levanta, indo na direção de Felicity

- O algoritmo achou alguma coisa.

 

Oliver

 

Acordo com o som do meu celular tocando, é, eu dormi sim, eu tinha decidido assistir a um filme e acabei pegando no sono, eu tô tão mal assim? Enfim, preguiçosamente pego o maldito aparelho e com dificuldade vejo o nome na tela: era o Dig, ironia...

 

- "Vá relaxar um pouco, Oliver", ele disse, agora não me deixa em paz. - Atendo o telefone, ainda sonolento. - Ahnn, alô?!

- Liga a TV no canal 52, agora!! - Dig parecia preocupado.

 

Pego o controle e mudo o canal da TV ainda ligada, a repórter falava sobre um sequestro de... de um detetive?

 

Ainda não temos confirmação, mas vários membros da corporação, e até mesmo civis estão atribuindo o sequestro à Arqueira misteriosa responsável por 19 brutais assassinatos nos últimos meses, porém, não há provas para provar tal afirmação.

- Eu não sei você, mas eu acho que definitivamente é ela, Oliver, ela é a única que se mostrou talentosa o suficiente pra fazer isso nos últimos tempos, e se ela que chamar a sua atenção...

- ... Ela quer ter certeza de que eu vou aparecer. - Completo

- O que a gente faz?

- Prepara suas armas, chama a Dinah e vista-se, nós vamos pras ruas.

 

"... Porém o príncipe, que prezava sua vaidade acima de todo o resto, queria que sua parede fosse única...

 

...Então, para se assegurar de que o artista nunca replicaria seu trabalho para mais ninguém...

 

 

... ele arrancou os olhos do artista!"

 

 

 


Notas Finais


E aí, como foi?
Leitores fantasmas, eu invoco suas almas e peço humildemente que se manifestem, por favorzinho :3
Fic de Flash, já sabe...: http://bit.ly/2nhQyrw
Desculpa a demora, aliás, é que infelizmente eu tenho um irmão mais velho muito idiota, e o PC não é meu, então...
A citação do príncipe e do pintor é da HQ "Arqueiro Verde/Canário Negro" número 16, e foi dita pela Cupido em sua primeira aparição
Até daqui a pouco, meus meeguinhos!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...