História The Key - Stranger Things - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Hopper, Dustin, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Will Byers
Tags Demogorgon, Dustin, Eleven, Lucas, Mike, Mileven, will
Exibições 150
Palavras 2.265
Terminada Sim
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esse capítulo vai ser longo \o/

Capítulo 11 - Capítulo 11


Eleven gritou, fazendo com que todos tapassem seus ouvidos, para que não sentissem dor. Nem mesmo Hopper conseguia se aproximar da garota. Lhe apertava o coração vê-la retraída daquela forma. Ele sabia que normal que estivesse agindo daquele jeito.

El se sentia encurralada, haviam muitos homens no quarto, alguns armados. Tomara um grande susto, pois a pouco estava conversando com Mike, então simplesmente entraram em seu quarto, o colocaram para fora e disseram que a levariam para tomar algumas injeções.

- Eu falei que isso aconteceria - Clarke rolou de olhos, num suspiro demorado.

- Deixem o garoto entrar, só ele pode acalma-lá - Hopper disse calmamente.

- Já disse, a entrada é só para funcionários.

- Acha que vai conseguir medica-lá com ela alterada dessa forma? - O rapaz olhou novamente para a figura de Eleven encolhida contra a parede, gritando de forma esganiçada. Vendo que não tinha muita opção, suspirou.

- Tudo bem, podem chamá-lo - O homem estava desconfortável, provavelmente contrariado. Carke assentiu, saindo rapidamente da sala.

O professor caminhou de forma apressada até a sala de espera, onde vira Mike a pouco tempo. O garoto andava de um lado para o outro. Parecia não notar o mundo a sua volta, tanto que Clarke chamou por seu nome várias vezes, mas foi só quando o cutucou que o ele notara sua presença.

- Precisamos da sua ajuda.

- O que está acontecendo lá? Da pra ouvir os gritos da Eleven por todo laboratório.

- É exatamente por essa razão que precisamos de você. Venha comigo, por favor. - Mike assentiu caminhando logo atrás do professor. Quanto mais se aproximavam do quarto, mais altos os gritos soavam, durante todo o percurso notara pessoas tapando seus ouvidos, por conta dos gritos de Eleven. Clarke abriu a porta, dando passagem para que Mike entrasse.

- El - Vacilante, correu até ela, esbarrando em alguns dos homens - Fique calma, okay? Eles querem te ajudar. Estou aqui com você agora, não está sozinha.

- Mike - Puxou-o pela mão.

- Vão ajudar você a sarar, para que você fique boa logo e possamos sair daqui. Vai tudo ficar bem. - A expressão no rosto da garota, era de choro. Depois de tudo que aconteceu, lhe custava para confiar naqueles homens e aquela situação acabava por deixa-lá muito mal.

Hopper se aproximou dos dois, inclinando-se para alcançar a mesma altura de Eleven.

- Quer que a sombra vá embora, não quer? - Soara calmo, buscando não assusta-la ainda mais.

- Sim.

- Precisa confiar um pouco neles e assim que esse tratamento acabar, você nunca mais terá notícias dessa sombra - Ela o encarava, receosa. Hopper continuou num tom ainda mais suave: - Sei que até mesmo eu, não chego a ser confiável depois do que aconteceu mas, estarei o tempo todo aqui junto de Clarke e seus amigos, está a salvo.

- Ele está certo, estaremos o tempo todo esperando por você - Mike sorriu.

- Está pronta agora? - O funcionário perguntou, dando alguns passos para a frente. El fixou seus olhos em Mike, logo em seguida indo para Hopper e em Clarke. Assentiu, ainda segurando forte a mão de seu amigo.









O rapaz flexionou o pulso de Will, anotando a frequencia de suas batidas cardíacas numa prancheta, parecia concentrado no que fazia. Joyce observava a tudo no canto do quarto.

- Daqui dois dias você estará liberado para ir pra casa - Pela primeira vez, um dos funcionários daquele lugar, estava sendo amigável com eles, chegava a ser algo para se desconfiar.

- Oh, isso é realmente legal - Will sorriu abertamente para sua mãe, ela fizera o mesmo - Eu já posso visitar a Eleven?

- A garota da telecinese?

- Sim.

- Só depois que ela for medicada.

- Como assim? - Joyce finalmente resolvera interferir.

- Nesse exato momento estão levando ela para injetar o reagente pra combater a mutação que ela teve em seu braço.

- Ah, então era por essa razão que ela estava gritando até a pouco?

- Exatamente. Digamos que a garota é um pouco... explosiva.

- Está assustada, deve estar sendo difícil para ela - Joyce cruzou seus braços a altura de seu peito.

- Mesmo assim, creio que não seja motivo para tanto alarde - Ele deu de ombros.

-  Ela é uma criança. Como queria que ela ficasse? - Joyce o encarou duramente.

- De qualquer forma isso não é importante, o que importa é que seu filho irá ser liberado em breve. Deveria estar feliz por isso.

- Não disse que não estou - Rebateu. O rapaz bufou suavemente, quase num suspiro.

- Bom, já terminei o que tinha de fazer aqui. - Joyce o seguiu com o olhar até que ele cruzasse porta afora. Após a saída do homem, ela se aproximou do filho, sentando-se na parte mais abaixo da cama, tomando cuidado para não sentar nos pés do filho.

- Está acabando filho - Sorriu - Finalmente isso vai chegar ao fim.

- Estou ansioso para conhecer a Eleven.

- Sei que está. Ela é um pouco retraída, mas é uma gatota adorável, vai gostar dela.

- Mike gosta dela.

- Eu notei. É realmente muito fofo, ver ele descobrindo o amor. Logo vai ser sua vez - Will fez uma careta azeda.

- Arg.

- Isso é algo normal filho, não precisa ficar assim - Ela gargalhou afagando seus cabelos.







Eleven estava deitada numa nova cama, agarrada ao seu urso enquanto conversava pausadamente com Mike, prestes a pegar no sono.
Hopper observava a cena um pouco mais atrás.

Os olhos da garota piscavam lentamente, demonstrando o seu cansaço, apesar de estar exausta, insistia em conversar com o garoto. Agora haviam ainda mais tubos inclopados em seus dedos, além de um monitor mediano logo ao lado, onde eram apresentados os seus batimentos cardíacos.

Hopper estava pensando sobre como ela era especial, havia algo realmente diferente nela, algo de certa forma angelical. Era estúpido, mas de alguma forma, mesmo com todos os seus traumas, Eleven conseguia tirar o melhor de cada um aos poucos, como se tivesse enxergado essas qualidades o tempo todo. Em Hopper seu efeito foi despertar o seu lado paternal, quando estava daquela forma, a observando, sentia-se perto de Sarah novamente.

Nesses momentos, sentia-se de certa forma muito mal, por mais que sua ideia inicial fosse salvar a garota quando fosse capturada, ver que podia ter evitado aquilo lhe doía imensamente, como se fosse por sua causa que a garota estava ali, se recuperando.

- Está dormindo - Mike virou-se para Hopper, o comunicando.

- Pode ir descansar um pouco. Ela irá dormir por horas. Quando ela acordar, mandarei te chamarem.

- El vai ficar bem mesmo, certo? - Mike aproximou-se dele.

- Disseram que sim.

- Acha que até mês que vem, pode receber alta?

- Muito dificilmente. Ela ainda vai passar pelos cuidados do psicológo.

- Ela vai poder ir para minha casa quando tudo isso acabar? - Hopper suspirou. Às vezes odiava conversar com crianças, não tinha jeito para a coisa.

- Não sei se está ciente, mas ela tem uma mãe. Não acredito que ela seja aceita por sua família, já que sua mãe está numa situação vegetativa. No entanto, sua amiga terá de ir para um abrigo de menores ou até mesmo para um orfanato, sabe esperar que alguem a adote.

- Minha mãe pode adotá-la...

- Não se preocupe tanto com isso agora. Irei pensar numa forma de ajudar.

- Eu só peço, que não a leve para longe. Não quero ter que passar pelo que passei de novo.

- Sei que não quer e acredite, ela também não - Mike sentiu suas bochechas ganharem cor.

- Você acha?

- Ainda dúvida? Não vê o efeito que tem sobre ela? Ela te adora.

- Eu também - Ele virou-se para ela, a observando.

- Estive pensando algum tempo sobre isso, gostaria de lhe pedir desculpas por tudo isso. - Mike arqueou sua sobrancelha.

- Pelo o que?

- Ter dado a localização de vocês, não tinha ideia que algo assim aconteceria, além do mais, pensei que sua irmã estava com vocês, imaginei que ela fosse proteger vocês.

- É nós já desconfiavamos que aconteceria algo em relação a algum de vocês nos dedurarem - Mike deu de ombros - Já aconteceu então, não há muita coisa a se fazer agora.






No dia seguinte, Lucas e Dustin chegaram logo cedo para visitarem à Will. Dustin no momento choramingava ao pé da cama, enquanto Lucas assistia a toda cena entediado.

- Aqui está - Dustin estendeu para Will seu amado X-Men 134.

- Wow, naquele dia, estava brincando.

- Pegue logo, antes que eu me arrependa - Will pegou o gibi envergonhado.

- Obrigado.

- Não precisa agradecer.

- Hey, já que está de alta, resolveu se vai ao baile ou não? - Lucas aproximou-se dos dois.

-  Ainda não sei, mesmo estando de alta não gostaria de ir sozinho.

- Já dissemos, chame a Jannifer! - Dustin respondeu.

- Mesmo que ela aceite, e vocês? Mike não vai poder ir. Gostaria que fossem também.

- Posso me inspirar na El e me vestir de Eleonor. - Dustin gargalhou.

- Você ficaria uma graça de vestido - Lucas respondeu entre suas risadas.

- Eu sei - Dustin piscou um de seus olhos.

- Oh Jesus, eu tentei imaginar você com uma peruca, seria horrível. - Lucas encenou um calafrio.

- É não seria muito bonito... - Will sorriu constrangido.

- Teria pesadelos.

- Ah, calem a boca. Isso com certeza é inveja.

- Claro - Ambos riram.

- Quando irá sair daqui?

- Amanhã.

- Será que sua mãe deixaria você ir tomar um sorvete com a gente?

- Sim, minha mãe é super legal - Will se encostou na cama, acomodando-se - Eu estava pensando em ir conhecer a Eleven, querem ir comigo?

- Você já pode andar?

- Sim, os medicamentos que eu estava tomando não eram tão pesados. Só estava em repouso por conta da cirurgia.

- Não é melhor esperar sua mãe para pedir pra ela, se podemos ir?

- Eu já havia peço antes, estou bem melhor então não tem o que temer.

- Por mim tudo bem mas, será que vão deixar a gente entrar?

- Acho que sim.

- Vamos então.

- Quer ajuda para descer? - Dustin questionou a Will, vendo que o garoto retirava as cobertas de suas pernas.

- Oh não, obrigado.

Dustin e Lucas aguardaram até que Will se colocasse de pé. Assim que conseguiu, caminharam até a saída do quarto.

- Alguém sabe onde fica o quarto dela? - Perguntou Lucas.

- Eu sabia o antigo mas me disseram que a levaram para outro. - Respondeu Dustin.

- Acho que fica no fim desse corredor. - Will coçou sua nuca, olhando para os lados.

- Vamos tentar ver no último quarto - Dustin sugeriu, os meninos apenas assentiram.

Enquanto caminhavam, Will idealizava como seria quando conversasse com Eleven. Estava ansioso, pelo que lhe contavam dela, devia ser alguém incrível, ainda mais porque possuia super poderes, o que era algo totalmente incomum.

Dustin bateu algumas vezes na porta, esperando que alguém o atendesse, fora um dos funcionários que a abriu, parecia não ter gostado de vê-los, pois estava com cara de poucos amigos.

- Aqui é o quarto da Eleven? - Perguntou, sentindo-se amedrontado.

- Não. É o da esquerda. - Ele fechou a porta, os ignorando por completo.

- Credo, que mal-educado - Lucas fez uma careta.

- Todos aqui são assim - Will suspirou.

- Pelo menos ele nos disse onde El está - Dustin deu de ombros.

Assim como foi indicado para eles, os três caminharam até a porta vizinha, batendo nela algumas vezes. Fora Hopper quem os atendeu.

- O que estão fazendo aqui? - Ele os questionou.

- Viemos ver Eleven - Disse Lucas.

- Bom, ela está sonolenta por conta dos remédios, então tentem não cansa-lá tanto. Entrem - Hopper deu passagem para que os garotos entrassem.

Eleven, como sempre, permanecia deitada, conversava furtivamente com Mike. Tanto o piscar de seus olhos quanto sua respiração estavam desaceleradas  era como se estivesse em uma espécie de câmera lenta. Os olhos dela, vagaram até os garotos na porta fazendo com que Mike seguisse seu ollhar, ela esboçou um sorriso um tanto fraco para os meninos.

- Will - Disse baixinho.

- Olá, El - Ele caminhou vagarosamente até a garota, ficando ao lado de Mike - Esperei muito para finalmente conhecê-lá.

- Eu também.

- Primeiro, queria agradecer você por tudo que fez por mim - Ela sorriu - Segundo, queria ver se estava bem, aquele sonho que tive com você me deixou atordoado.

- Ela está bem sim, só é meio complicado pra ela se comunicar - Mike esclareceu.

- Entendo. Quando estiver melhor e puder sair daqui, iremos te ensinar a jogar Dungeons & Dragons. O que acha?

- Okay - Bocejou, fechando lentamente seus olhos, logo acabou por dormir.

- Puxa ela está cansada mesmo - Disse Dustin.

- É um dos efeitos colaterais dos remédios - Hopper explicou.

- Por quanto tempo ela terá que toma-los?

- Um mês, aproximadamente - Disse Hopper - É, um pouco ruim porque a deixa muito cansada. Ela passa quase o dia todo dormindo.

- Espero que isso acabe logo - Mike falou acomodando o urso de El em seus braços, puxando sua coberta até sua cintura.

- Eu também - Hopper suspirou. Observando as crianças entre olharem-se, tocadas pelo momento.


Notas Finais


Eu sou super apaixonada por essas cenas do Hopper com a El, fico na torcida de ter uma aproximação dos dois na próxima temporada ;^^^;


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