História The Key - Stranger Things - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Hopper, Dustin, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Will Byers
Tags Demogorgon, Dustin, Eleven, Lucas, Mike, Mileven, will
Exibições 171
Palavras 2.163
Terminada Sim
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Me perdoem por não ter atualizado ontem ewe
Espero que gostem! Boa leitura!

Capítulo 9 - Capítulo 09


Karen chegou logo cedo ao laboratório acompanhada de Nancy. Comprara alguns mimos para a menina antes de ir. Se ela era importante para seu filho, o melhor a se fazer era ser amável com ela, pensou.

Nancy resolvera visitar à Will primeiro, deixando sua mãe na recepção juntamente com Dustin.

O garoto estava entretido no pequeno frasco de pudim que segurava em mãos.

- Onde está Michael? - Perguntou à ele.

- Está com a El - Dustin sorriu.

- Pode me levar até o quarto dela? - Dustin assentiu, levantando-se.

O corredor que dava acesso ao quarto de Eleven era bastante extenso. Tinham várias portas idênticas, todas brancas. Dustin parou em frente à décima primeira porta.

- É aqui - Voltou a sorrir.

- Muito obrigada - Ela retribuiu seu sorriso.

- Se não se importa, vou voltar para a recepção, estou esperando o Lucas. Se precisar da minha ajuda de novo, é só chamar.

- Okay - Ela o assistiu ir embora, ao ver que já havia partido, bateu na porta esperando ser atendida. Não demorou muito para que Mike a abrisse.

- Mãe? - Disse surpreso.

- Olá querido. Vim ver sua amiga - Ele deu passagem para que Karen entrasse. Eleven a observou de cima abaixo.

- El, essa é minha mãe, Karen. - Mike voltou para o lado de Eleven.

- Oi, El. - Ao ver que a menina ainda estava retraída, Karen aproximou-se da garota. Estando próxima dela, entregou-lhe uma das sacola que segurava em mãos. Eleven a encarava assustada - Pode abrir, é um presente.

- Abra El, minha mãe não vai machucar você - Mike aproximou-se dela, ajudando Eleven abrir a sacola. Era uma pelúcia de um urso acinzentado, o urso segurava um coração, ao qual tinha a frase 'Eu amo você' bordado em seu centro. Eleven sorriu.

- Obrigada.

- Não precisa agradecer - A mulher sorriu - Se sente melhor?

- Sim.

- Quando estiver totalmente recuperada, pode voltar pra nossa casa. Nancy e eu achamos coisas bem legais pra você - Eleven olhou para Mike, ele sorria - Nancy me contou que você é uma grande fã de Waffles, é verdade?

- Fã?

- É quando você gosta muito de alguma coisa - Mike interviu.

- Ah, sim.

- Aqui - Karen lhe entregou um pote mediano - São pra você.

Eleven abriu rapidamente o pote em seu colo. Seus olhos brilharam ao ver sua comida favorita, podia passar horas devorando seus amados waffles.

- Obrigada - Sorriu, levando um deles até a boca.










- Bom dia - Will sorriu para Nancy ao vê-la entrar em seu quarto.

- Ainda sente dores? - Joyce perguntou.

- Só um pouco.

- Aonde?

- No estômago.

- Logo isso vai passar, ok? - Sua mãe disse na tentativa de confortá-lo, ele apenas assentiu.

- Mike já voltou? - Will virou-se na direção de Nancy.

- Sim, ontem à noite.

- Ele está bem?

- Sim, tanto ele quanto Eleven estão.

- Que bom - Ele sorriu abertamente, aliviado - Será que posso ir vê-los mãe?

- No momento ainda não Will. Você tem que ficar de repouso, assim que estiver um pouco melhor poderá ir, tudo bem? - Ele assentiu.

- Nancy. - Will a chamou.

- Sim?

- Como Eleven é?

-  An, por que quer saber? - Sentou-se próxima a Will.

- Mike ainda não apareceu aqui, então não tive oportunidade de perguntar pra ele. Tecnicamente, El ficou em meu lugar enquanto estive no mundo invertido, é normal ter um pouco de curiosidade. - Will deu de ombros, suavemente.

- Tudo bem - Nancy sorriu - Eu não cheguei a ter um diálogo com ela mas pude observar, que ela é bastante reservada e ao mesmo tempo é protetora.

- Entendi.

- Não se preocupe filho, logo vai conhecê-la. - Joyce sorriu, Will também sorrira para ela.









- Estão demorando muito para contratar esse bendito psicólogo - Hopper bufou de forma suave, era quase um suspiro.

- É compreensível, os poucos funcionários que sobraram, ou estão limpando o andar subterrâneo ou cuidando dos medicamentos das crianças - Disse Clarke, estava entretido com um livro em mãos.

- Mesmo assim, o certo é irem atrás desse psicólogo o quanto antes.

- Por que você mesmo não vai?

- Quero continuar por perto, tanto da menina quanto de Will.

- Procure um psicólogo numa lista telefônica. Em algum lugar aqui deve ter uma.

Foi justamente o que Hopper fez. Levantou-se seguindo até um dos funcionários mais próximos.

-  Vocês possuem alguma lista telefônica por aqui? - O rapaz a sua frente arqueou a sobrancelha.

- Posso saber o por que de você estar atrás disso?

- Quero encontrar um psicólogo para a menina - O homem sorriu sem humor.

- Estamos pra descobrir o antídoto para a toxina da garota, desde ontem à noite trabalhamos sem parar. É apressado da sua parte querer adiantar as coisas, nós mesmos ficamos responsáveis pela contratação do psicólogo, então será nós que iremos atrás disso. Fui claro?

- Feito água - Hopper olhou-o duramente, esperando até que o homem partisse.






Mike observava Eleven dormir enquanto sua mãe lhe fazia perguntas.

A visita de Karen, acabou por ter sido bom para El, se distraiu esquecendo um pouco da sombra. Além do mais, tanto sua mãe quanto Eleven, pareceram ter gostado uma da outra, o que conseqüentemente deixou Mike muito feliz.

- Vamos aproveitar que ela está dormindo para irmos para casa, ok?

- Não, quero ficar aqui - Karen suspirou.

- Sei que é importante pra você estar perto dela mas você também precisa descansar. Amanhã cedo eu mesmo trago você, pode ser? - Ele olhou receoso para El, em seguida para a mãe.

- Não quero deixar ela sozinha.

- Ela não estará sozinha, seu professor e o delegado estão o tempo todo aqui caso ela precise de ajuda.

- Podemos esperar ela acordar para que eu possa me despedir? - Karen sorriu.

- Se é importante pra você - Ele assentiu, voltando para o lado de El.

- Sabe onde posso comer algo? Estou com fome. - Karen o questionou.

- Tem uma espécie de cozinha na última sala desse corredor, qualquer coisa, sempre tem alguém por lá, eles te mostrarão onde é.

- Certo, quer que eu traga algo para você também?

- Não obrigado.

- Okay então - Karen sorriu, deixando a sala.

Mike voltou sua atenção para a Eleven. Achava engraçado vê-lá dormir. Seus olhos fixaram-se na mão de Eleven. Continuava esverdeada, as bolhas e feridas espalhadas por toda extensão de sua pele por outro estavam menores.

Ele usou seu dedo indicador para tocar em uma das bolhas de sua face. A bolha tinha uma textura áspera e oleosa.

Mike esfregou seu dedo indicador contra seu polegar.

- Mike - Eleven o encarava questionadora, mesmo seus olhos ainda estando entreabertos.

- Uh, oi - Ele escondeu sua própria mão atrás das costas - Dormiu bem?

- Sim.

- Hoje não vai dar pra ficar com você mais tarde.

- Por que não?

- Minha mãe disse que preciso ir pra casa descansar um pouco.

- Posso ir também?

- É, ainda não. Você tem que ficar aqui, até seus machucados sararem - Vendo a expressão que Eleven fizera, Mike continuou: - Não vai ficar sozinha, o professor e o delegado vão estar durante o dia e a noite toda aqui.

- Não.

- Não precisa se preocupar, ta bom? Amanhã vou estar de volta - Eleven continuou o encarando.

- Mike.

- Eu prometo.







Dustin e Lucas estavam a algum tempo conversando com o Will. Desde que chegaram da sua aventura no mundo invertido, foi a primeira vez que deixaram eles o visitarem.

- Você tinha que ver! As lanternas começaram a piscar todas ao mesmo tempo, foi incrível! - Dustin exclamou.

- A escola ficou muito irada daquele jeito.

- Seria legal se a escola resolvesse fazer o baile da neve temático.

- Pra mim seria desconfortável - Will disse sem jeito.

- Oh, é verdade. Me desculpe Will - Disse Lucas.

- Mas me diga, pretende ir ao baile da neve?

- Eu não, para ir ao baile precisaria convidar alguém e, nenhuma menina fala comigo - Will deu um meio sorriso.

- Chame a Jennifer - Sugeriu Dustin.

- Jennifer?

- Sim, Jennifer Hayes.

- Por que eu chamaria a Jennifer Hayes para ir ao baile comigo?

- Ela chorou no seu enterro - Lucas sorriu.

- Aposto que gosta de você.

- Mesmo que goste, não daria tempo de chama-lá. Não sei quando vou poder sair daqui e o baile é mês que vem.

- Eu me sinto um pouco aliviado de qualquer jeito - Disse Lucas.

- Ué, por que? - Perguntou Will.

- Mike vai ao baile com Eleven, e você provavelmente com a Jennifer, Dustin e eu ficaríamos sozinhos. Preferia quando éramos só nós quatro, Dustin, Mike, você e eu - Lucas suspirou.

- Nos dias de baile, nós íamos dormir na casa de Mike e passávamos horas no porão fazendo campanhas até cansarmos.

- É, era divertido - Dustin sorriu.

- Só porque agora tem a Eleven, não significa que não podemos mais nos divertir juntos - Disse Will - Se ensinarmos ela a jogar, pode ser ainda mais divertido.

- Temos uma amiga com super poderes, isso soa tão legal.

- Troy provavelmente nunca mais vai mexer com a gente - Dustin riu - Pelo menos não depois do que ela fez com ele.

Ambos riram.









Já havia anoitecido, todos estavam se aprontando para pegarem no sono e irem dormir.

Os únicos barulhos que dava para se ouvir, eram os passos no corredor, os das máquinas e o de corujas e cigarras, os animais da noite.

Eleven estava sentada abraçada aos seus joelhos, olhando para o nada. Sentia dificuldade para dormir, na verdade tinha medo. Sem Mike por perto sentia-se desprotegida, como se a qualquer momento a sombra fosse voltar e a levaria de volta para o mundo invertido.

Ele dissera para ela que a sombra não passava de um fruto da sua imaginação, mas se era mesmo, por que era tão assustador? Por que quando o vulto aparecia, sentia-se tão vulnerável?

Eleven se sentia tanto cansada quanto confusa, mesmo que sua vida fosse ruim antes, os problemas eram apenas com ela,  e então quando fugiu, envolveu à toda cidade em seus neles, inclusive à Mike. Seus lábios formaram um sorriso contido ao lembrar-se de quando foi encontrada por ele e os garotos na floresta das trevas. Para ela quando estava junto de Mike, estava protegida, ele dissera uma vez, que amigos podiam confiar um no outro, e ela confiava nele.

- Eleven, venha comigo - Sua respiração acelerou, ela se viu entrando em desespero, olhando para os lados procurando novamente por alguma coisa - Nós podemos abrir o portal de novo.

Eleven iniciou uma nova crise de gritos agudos e continuou gritando até que Hopper, Clarke e alguns homens entraram para socorrê-la.

- Foi apenas outro surto idiota - Um dos homens respondeu irritado.

- Não fale assim da garota, não vê que está assustada? - Disse Hopper. O homem apenas revirou os olhos, gesticulando para que os outros o seguissem.

- Irei acompanhá-los. Você vem Hopper? - Perguntou Clarke.

- Vá na frente, irei conversar com ela.

- Tudo bem.

Hopper aproximou-se de Eleven, sentando-se na ponta de sua cama.

- Quando eu era pequeno também ouvia vozes assustadoras - Ele disse, fazendo com que ela olhasse para ele - Aqui é lugar realmente assustador, imagino que não te traga boas lembranças, no entanto, o portal que você abriu a algumas meses atrás, se fechou quando te trouxermos de volta, não há perigo, está salva - Ele pegou o urso que Eleven ganhara mais cedo, estendendo-o para ela.

- Conheci sua mãe uma vez, gostaria de conhecê-lá também?

- Não.

- Por que não? - Ela permaneceu em silêncio - Tudo bem, se não quer vê-lá é um direito seu, mas se caso mude de ideia depois, pode falar comigo - Ela assentiu - Que tal se deitar um pouco?

- Não.

- Sei que deve estar assim porque seu amigo não está aqui mas pode ter certeza de que em breve ele vai voltar. Que tal fazermos um acordo? - Ela o observou, esperando que continuasse - Experimente deitar-se abraçada ao seu urso, estarei o tempo todo ali até seu amigo estar de volta - Hopper apontou para uma cadeira no canto da sala - Se algo ou alguém tentar te incomodar, darei um jeito pra você, ok?

- Promete?

- Prometo - Hopper sorriu.

Eleven fez exatamente como ele recomendou, se deitou virada para ele, agarrada ao urso. Continuou com os olhos pregados nele até que suas pálpebras se fecharam, pegando no sono.

Hopper também a observava, de algum modo, lembrara-se de fazer o mesmo com Sarah assim que tinha pesadelos.



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