História The Key To Happiness - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Morrilla, Once Upon A Time, Swanqueen
Exibições 187
Palavras 2.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, FemmeSlash, Magia, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei!
Então, nesse capítulo vai ter uma coisa um pouco repentina MAS eu não fiquei maluca, vai ter uma "razão" (que lendo vocês vão entender).
Sem enrolar muito, espero que curtam. (Me deixem saber o que estão achando please!)
.
Ps: Esse capítulo está movido a música, sendo que tem 2 importantíssimas. Por esse motivo, o link da nossa "playlist oficial" no spotify já está nas notas finais.

Capítulo 3 - Beauty Of Uncertainty


Regina P.O.V.

- Beatrice, cheguei! – entrei na casa pontualmente as 17 horas. Senti um cheiro muito bom e fui direto para a cozinha. 

- Oi! – disse sorridente – achei melhor fazer o jantar, assim temos mais tempo já que você vai embora mais cedo hoje.

- O cheiro está muito bom! 

- Bem, a receita é sua... você fez a sua lasanha ontem e eu tentei reproduzir. Geralmente dá certo, espero que tenha funcionado hoje também.

- Hmmm... além de aprender magia comigo você quer roubar minhas especialidades na cozinha? Assim eu vou achar que você quer roubar meu lugar! – Falei fingindo estar brava e ela ficou vermelha.

- Imagina Regina! – disse envergonhada. – Por falar em magia, andei praticando uma coisa. – fez cara de quem estava aprontando travessuras na minha ausência.

- Quer me mostrar agora ou depois que a gente jantar?

- Pode ser agora? É que eu estou um pouco ansiosa.

- Tudo bem então... quando você estiver pronta.

Ela caminhou até a minha frente. Sorriu sem jeito e em seguida desapareceu em uma nuvem de fumaça vermelha.

- E aí, o que achou? – ouvi sua voz branda vir de trás de mim.

- Você é impressionante! Eu levei muito tempo para aprender essa parte de materialização – aplaudi e sua alegria era visível em seus olhos – mas eu não te ensinei isso.

- Eu sei... tive uma visão com isso enquanto dormia. Quer ver? – acenei com a cabeça que sim.

Ela respirou fundo e segurou minhas mãos. Me olhou mais uma vez para conferir se eu estava pronta e mais uma vez assenti que estava tudo bem. Ela fechou os olhos e no segundo seguinte eu fui transportada para a noite em que salvei sua vida. Observava a cena de fora como um tipo de filme, ela desmaiando, eu a segurando com magia e depois nós duas sumindo na minha nuvem de fumaça roxa. Quando voltamos a realidade senti que ela estava caindo. Segurei-a firme e fomos para a sala, nos sentamos no sofá.

- Pelo visto alguém se esforçou mais do que devia hoje. – falei preocupada – Beatrice, magia é ótima mas tira a nossa energia. Você está fraca. Precisa se lembrar que o nosso poder de regeneração é rápido porém ao mesmo tempo nos desgasta, e nem sempre cura nosso organismo por completo. É mais eficaz curando ferimentos abertos. Você está debilitada e se não colaborar com a sua própria recuperação vou ter que te intervir, o que significa te deixar sem magia por um tempo... pro seu próprio bem.

- Desculpe, Regina. Acho que me excedi porque é tudo muito novo. A dois dias atrás eu não sonhava que era capaz de tanta coisa, parece um sonho. - ela não gostava de me desapontar.

- Não precisa se desculpar, é só não se cansar tanto. Nós temos tempo. – sorri – E então, o que fez durante o dia?

- Pesquisei na internet sobre possíveis poderes e tentei fazer o que dizia nos exemplos. – eu sabia que ela tinha conseguido executar cada um deles simplesmente por não ter entrado em detalhes.

- Então essa fraqueza está explicada. Eu aposto que não comeu porque estava concentrada. – ela confirmou com a cabeça. Balancei a cabeça negativamente e sorri. – vem, vamos comer e depois você me conta sobre os testes que fez. 

 

Descobrir que Beatrice tinha poderes foi uma grata surpresa, melhor ainda era ver que a mágica dela praticamente não tinha limites. Ela aprendia rápido e ficava mais forte a cada vez que tinha contato com esse mundo novo. Resolvi que pelo menos por agora seria sua mentora e estávamos nos tornando amigas. Estar com ela era como uma válvula de escape e como parte da minha nova vida eu estava disposta a encaminhá-la da forma oposta ao que fizeram comigo. Me empurraram a um caminho que eu jamais indicaria para alguém e, de alguma forma, ela era um dos meus meios de redenção comigo mesma.

 

×

Emma P.O.V.

R: Desculpe o atraso. Ainda podemos começar hoje? Cheguei em casa agora.
       E: Podemos sim. Estou indo.

 

Eu estava quase dormindo no sofá quando Regina me mandou mensagem. Poderia ter adiado a nossa aula mas eu me sentia incomodada, a ideia de vê-la ir embora sem uma data de volta me deixava inquieta. Por mais que a tivesse conhecido ainda enquanto vilã, na minha vida ela foi a heroína de grande parte das situações. Eu nunca tinha pensado sobre isso antes, mas agora percebia que ela me fazia sentir segura e confiante mais que qualquer outra pessoa. Eu a ajudaria no que pudesse, seria minha forma de demonstrar gratidão por tudo.

 

×

- Eu não sei fazer isso, Emma. Não tenho jeito para essas coisas! - Regina estava emburrada, não conseguia seguir meus passos de dança por mais simples que fossem.

- Vamos Gina, não é tão difícil! Você está pensando demais, só isso. - ela me deu um olhar muito irritado. Certeza que se fosse a um tempo atrás viria seguido de uma bola de fogo em minha direção.

- Chega. De quem foi a ideia de inventar dança das pessoas sozinhas? Nos bailes na floresta encantada não tinha nada disso! – ela estava emburrada e era muito engraçado vê-la agir como criança. Eu sorria.

- Uma última música, eu vou te conduzir se você deixar – tentei minha melhor cara encorajadora – podemos tentar algo mais lento.

- Tá! – rolou os olhos – mas se eu errar paramos na hora.

- Certo. – concordei apreensiva.

Era minha última chance de convencer Regina sobre ter algum aproveitamento verdadeiro com a aula de mundo real e eu não podia falhar. Precisava escolher uma música perfeita, algo que a envolve-se, que pudesse preencher e marcar parte do seu coração. Dei play em Beauty Of Uncertainty, uma das minhas músicas favoritas.

Antes que pudesse protestar puxei-a para perto, para melhor conduzi-la. Passei o braço esquerdo em sua cintura, com a mão direita eu segurava sua mão de forma firme porém suave. Muito relutante, ela pousou a mão livre em meu ombro. O violão inicial era reconfortante assim como a voz doce e rouca da cantora que o seguia. Eu nos embalei sem pressa, seguindo cada compasso da forma mais lenta que podia. Não me sentia estranha por tê-la em meus braços, muito pelo contrário, sentia que poderia dominar o mundo só por estar daquela forma com ela. Conforme a música avançava, nos tornamos mais confortáveis e confiantes com o processo. O clima mudou depressa. Ela enlaçou meu pescoço com os dois braços e pousou a cabeça em mim, eu a coloquei ainda mais colada em meu corpo, as duas mãos envolvendo sua cintura. A luz da lua que entrava pela janela nos iluminava e tenho que admitir, o perfume de Regina estava me entorpecendo a ponto de me fazer pensar que poderia ficar ali para sempre envolvida por ela. Eu respirava pesadamente, tentando memorizar cada nota da fragrância que emanava de sua pele. Meus olhos estavam fechados, eu estava em transe com o aquilo tudo. Pude sentir que ela levantou o rosto lentamente e a ponta do meu nariz tocou em seu pescoço. Eu não conseguia fazer nada além de arfar profundamente tentando manter a calma apesar do meu corpo estar reagindo da maneira mais improvável possível ao toque do corpo de Regina. Já não dançávamos mais, apenas roçávamos o rosto como duas leoas esperando pela melhor oportunidade de dar o bote em sua presa. Nossos lábios se tocaram de leve, quase um sopro. Avancei. Selei meus lábios nos dela. Suguei seu lábio inferior de leve, provocando. Ela gemeu de forma quase inaudível. Ataquei a minha presa. Beijei-a com volúpia enquanto a música chegava em seu final épico e explosivo, ela correspondia, reagia a tudo. Nos faltou ar. Apenas uma desculpa para tornar o beijo devagar, apenas para poder explorar cada pedacinho da sua boca e correr timidamente as mãos por suas curvas. A música parou e a realidade veio a tona, me deixando sem chão por alguns segundos.

- E-mma -sua voz estava trêmula e seu rosto avermelhado pela intensidade do beijo além de ter borrado um pouco o batom – o que...

- Eu não sei! – interrompi, visivelmente confusa.

- Vá embora, por favor. – pediu com a voz rouca. 

Eu ouvi seu pedido mas não conseguiria ir embora nem se quisesse. Eu não entendia o que estava acontecendo, não conseguia pensar em ninguém, muito menos me lembrar da existência de alguém  no mundo além de nós, ali. Caminhei na direção dela, que tentou se esquivar, até terminar de costas na parede encurralada por mim.

- Posso ficar? – segurei em sua cintura levemente com uma das mãos, com a outra eu acariciava seu pescoço suavemente. Nossas testas estavam coladas.

- Não precisa fazer isso por pena de mim, Emma. – Ela sussurrou com os olhos fechados. 

Sua cabeça estava levemente inclinada, obediente ao meu toque em seu pescoço. Rocei meus lábios nos dela e senti meu corpo tremer. Colei nossas bocas num selinho molhado, lento, depois emendei em mais outros, testando até onde ela iria. O beijo devagar e leve estava delicioso, sua boca era macia. Pedi passagem com a língua e sem mais delongas ela me permitiu aprofundar aquilo. Difícil dizer em quanto tempo precisamos nos afastar para recobrar o ar, estávamos ofegantes. Passei a língua em seu pescoço até chegar em seu lóbulo esquerdo. Segurava seu corpo delicadamente, correndo as pontas dos dedos em suas costas. Sentei-me no sofá e admirava Regina de pé em minha frente. Abri calmamente os botões de sua blusa enquanto ela apenas olhava o que eu fazia. A blusa aberta com um sutiã vermelho a mostra, a saia de cintura alta já amassada e o cabelo levemente bagunçado eram uma combinação explosiva. Puxei-a para um beijo, em seguida deslizei sua saia para baixo e a fiz sentar com as pernas em torno da minha cintura. Deitada no sofá com  aquela mulher linda encaixada em meu corpo, rebolávamos em sincronia. Podia sentir o tecido de sua calcinha encharcando a cada vez que minha mão passeava por entre suas pernas. Ela gemia baixinho em meu ouvido, o suficiente para fazer com que eu sentisse meu sexo se contrair sem nenhum toque. Sem avisar, afastei sua calcinha para o lado e deslizei dois dedos lentamente para dentro de seu sexo. Com a mão livre impedi que ela intensificasse o ritmo, mantendo tudo devagar e logo seus gemidos se tornaram longos, acompanhando as estocadas. Usava a palma da mão para estimular seu clitóris que estava rijo, enquanto massageava seu ponto de prazer cuidadosamente. Ela arqueava as costas e se movia para aprofundar o movimento. Passamos algum tempo assim até que sua respiração se tornou irregular e os gemidos, apesar de baixos, sem controle. Ela anunciou o gozo gemendo meu nome com a cabeça enfiada em meu pescoço, segundos depois seu corpo desabou sobre o meu. Estava trêmula e suada. Sim, eu gozei enquanto ela gemia por mim, quase implorando para eu acelerar e acabar logo com a tortura.

Ficamos no sofá nos recuperando,  respirações ofegantes em processo de normalização, era tudo o que se ouvia. Ela resolveu que tomaria um banho. Eu me sentei na frente do box e assisti enquanto ela ensaboava cada pedacinho de si. Era algo tão naturalmente sexy. Não demorou muito e ela saiu enrolada em seu roupão. Eu tomei uma ducha rápida, peguei o roupão sobressalente e fui para o quarto. Invadi sua cama sem pedir permissão e a puxei para se encaixar no meu abraço.

- Eu nunca tive pena de você, não começaria agora. – Sussurrei.

- O que é isso tudo então? - pela primeira vez a ouvi falar de forma insegura.

- Eu não sei, mas acho que agora você está tão confusa quanto eu. – olhei para seu rosto e ela concordava. – Nós vamos entender isso juntas, um dia de cada vez. Não vamos nos preocupar com nada a não ser que esteja na hora para isso, Gina. 

-Tudo bem. – murmurou cansada.

Não entender o que estava acontecendo, sentir-se vulnerável e ao mesmo tempo completamente entregue eram sentimentos partilhados por nós neste momento. Era algo sem precedentes claros mas parecia fazer pleno sentido agora. Decididamente eu não tentaria analisar nada agora, não era hora isso.

         (...)
         And the nightmares and monsters
        (E os pesadelos e monstros)

        Your biggest fears
        (Seus maiores medos)

        Seem lightyears away
        (Parecem estar a anos-luz de distância)

        No, they won't find you here
       (Não, eles não vão te encontrar aqui)

 

       (...)

      Tomorrow you'll still be here
      (Amanhã você ainda estará aqui)

      No matter where your dreams will take you
     (Não importa onde os teus sonhos te levem)


     (...)
     This roof is a blanket
     (Este telhado é um cobertor)

    That's keeping you warm
    (Que está te mantendo aquecida)

    Inside the silence
    (Dentro do silêncio)

    After the storm
   (Depois da tempestade)
   (...)
   And you understand
   (E você entende)

   This neverending dance
   (Essa dança sem fim)

   This fight, a fading sense
   (Essa luta, sem sentido)

   Now it all makes sense
   (Agora tudo isso faz sentido)

 

   It brought you here
   (Isso te trouxe aqui)

   It only brought you home
   (Isso só te trouxe para casa)

   (...)

 

Cantarolei tranquilamente, quase caindo no sono. Senti que ela segurava o choro a cada palavra dita. Abracei-a mais forte, mostrando que não estava só, que podia contar comigo e se mostrar sem receio porque daqui em diante estaríamos mais unidas do que nunca. Eu estava com ela, para tudo, para contemplar a tranquilidade da certeza e agora  para aprender a enxergar beleza da incerteza


Notas Finais


E aí, está todo mundo bem?! Haha xD Até a próxima, gente! Bjo bjo

Link da nossa playlist: https://open.spotify.com/user/13moonfics/playlist/08ttOUm2fOg1QULJVt4NCw


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