História The Keys of the Universe - The Matter. - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Distopia, Magia, Original
Visualizações 6
Palavras 2.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, provas, ENEM, trabalho... Estresse em geral.
Enfim, vou voltar as postagens fixas. Ainda não sei quais os dias, mas tem grandes chances de ser aos domingos e terças/quartas.

Enfim, aproveitem o capítulo!

Capítulo 10 - Chapter Nine: A Table for Two.


O grau do meu medo naquele instante era quase surreal. Eu conseguia ouvir os passos ecoando no hall do prédio, eram pesados, duros… Não pareciam ser de alguém apressado. Eu pensei em correr, mas, para onde? Eu pensei em ir para a garagem, era um espaço aberto o suficiente para tentar escapar. Abri a porta de vidro e fui. A Lua brilhava no céu, até as luzes da capital não ofuscavam aquele céu cheio de estrelas. Eu estava tremendo, pensei que se me acalmasse, ninguém viria. Até cheguei a cogitar a mistura de ansiedade com o teor alcoólico que vagava dentro das minhas veias estivesse me pregando uma peça. Que era apenas uma crise de bêbado e convenhamos que já tive algumas. Comecei a me acalmar, até ouvir os mesmos passos. O estacionamento tinha algumas luzes que ficavam acesas durante a noite, mas eram fracas e muito separadas. Eu percebi que as lâmpadas foram apagando em cascata no fim até mim, rapidamente diga-se por sinal.

Eu voltei a suar, fiquei olhando os meus arredores, até que fui agarrado bruscamente, eu não sei o que me segurava, era algo forte, a criatura fazia uns grunhidos estranhos, ao tentar alguém movimento um novo par de membros me segurava com mais força. Eu tentei muito escapar, muito mesmo, inevitável. Imaginei que era naquele momento que eu morreria. Um rapaz, com a pele parda e de cabelos loiros platinados aparece, com ele uma carta nas mãos. Ele vinha até mim e me olhava nos olhos, uma faca na outra mão. Ele era baixo, bem mais baixo que eu, mesmo com aquela coisa me segurando, tenho uma leve impressão dele ter menos de um metro e setenta. Interrompendo minha primeira impressão ele começa a falar.

– Então, bonitão, não vai ser hoje que você vai morrer. Val precisa falar com você primeiro para decidir… Então, estamos aqui, se você me permite a intromissão… aqui está. – Ele coloca o envelope no meu bolso da frente. – Ah, eu sugiro que leia com atenção… Pode ser sua última leitura, pra falar a verdade. Ah… Outra coisa, só pra garantir que você não faça nada estúpido… – Ele corta meu rosto com aquela faca.

– Filho da put… – A critura aperta mais meu corpo e tapa minha boca por alguns instantes. – Quem é você?

– Meu nome é Tate, Chave do Pesadelo, não é um prazer porque demorou pouco. Isso atrás de você é o Chevy, fala oi pra ele! – A criatura rosna no meu ouvido. – Ah… Ele gostou de você! Então, estamos conversados… Se eu fosse você, teria pressa… Seu tempo está correndo.

Na hora que aquele imbecil disse a sua última fala ambos sumiram, tanto ele quanto a criatura. Eu fui largado no chão, com aquele envelope nos meus bolsos. Eu fiquei alguns minutos sem fala. Eu já sei que essa história de chaves mágicas e tudo mais é séria, mas… Aquela coisa… Aquele medo que eu senti. Foi algo tão real… Tão… Intenso. Enquanto eu estava sozinho com meus pensamentos, vi a moto de Takashi se aproximando, o loiro que ele estava pegando, Leonard, estava junto.

– Vincent… O que você está fazendo no chão?

– Treinando pra morrer. Eu caí, retardado.

– Ela está grossa porque não foi na festa da Tassarah, aposto.

– Eu fui, quem não teve o mínimo de educação foi você. Nem abriu a boca pra falar com ela.

– Tá comendo mais merda que o usual? Eu fui sim, você é que nem deu as caras. – Ele aumenta o tom da voz. – Levanta desse chão, está ridículo. – Ele me dá a mão, até o momento palavra nenhuma saiu da boca de Leonard.

– Eu nem vou discutir, eu queria saber onde você estava eu esqueci a chave do portão principal, não consegui entrar em casa.

– Eu fui levar o Leo em casa, mas uma coisa leva a outra e bom, ele vai passar a noite aqui. – Ele faz aquele lance de olhar cruzado e ocorre quando as duas pessoas em questão são cúmplices de algo. – Então, vamos entrar no hall e pegar o elevador por tudo que é mais sagrado? Está congelando aqui fora.

Eu percebi naquele momento que eram quase duas da manhã, eu precisava dormir. Amanhã eu tinha aula e trabalho. Mas ainda assim, duas coisas ficaram bem na minha cabeça… A carta e o fato de Takashi não lembrar da minha presença. Deve o ser o álcool na cabeça dele, mas enfim… Eu preciso dormir. Os dois entram no apartamento do Kashi e eu entro no meu, sem despedidas. Acho que estamos velhos demais para isso, na verdade. Uma coisa também me chama a atenção… O garoto da Chave do Pesadelo me cortou… Eu deveria me preocupar, foi um corte tão pequeno… Nada de especial. Enquanto eu me preparo para dormir, o telefone toca, era uma mensagem da Serena. Decidi não olhar, por hora, queria averiguar quais as minhas prioridades no momento.

Janeiro, 20. 2095.

 

Eu nem sequer dormi, de fato. Acho que cochilei e o despertador marretou minha cabeça as seis da manhã. Era hora de ir trabalhar, durante o dia que ia passando mais que lentamente fiquei tentado a fazer duas coisas. A primeira era responder Serena e a segunda era abrir o envelope. Ambas me deixavam extremamente ansioso e com medo dos seguintes eventos. Pareciam aqueles jogos onde você deve definir uma rota para o seu personagem e essa rota modifica e muda todas as futuras decisões. Quando eu saí, fui para a faculdade em um ritmo mais moderado, a aula hoje começaria mais tarde então eu teria um bom tempo para conseguir comer direito e aproveitar um pouco mais. No caminho encontrei Tassarah e uma de suas amigas, elas estavam se despedindo. Ao entrar no carro, eu vi a feição da garota… Não me parecia boa. Sinto que devo me aproximar, para ao menos tentar entender.

– E ai Tass? Amiga sua…?

– Sim, ou melhor, eramos. Os pais dela vão embora da Capital. E ela decidiu ir junto. Esse lugar anda perigoso, depois das últimas mortes, muita gente está se mudando.

– Nossa, a situação está tão ruim? Eu só contei uns quatro incidentes até agora.

– O problema é que, numa comunidade pacata como a nossa, ou melhor, como era a nossa, quatro mortos num espaço de tempo tão curto é muito difícil de engolir assim.

– Entendo… Está com cabeça para aula hoje?

– Nunca estou, mas… Precisamos garantir nossos futuros. – Ela dá um sorriso de canto e partimos.

Tassarah sempre foi otimista, por mais severas que as situações fossem. Desde criança era impetuosa, nunca ficou atrás nas brincadeiras dos meninos. Não quero jamais que ela deixe de ser durona assim, talvez, mas só talvez, esse é o jeito que ela consegue enfrentar toda a cobrança que a vida tem pra ela. Ficamos andando por alguns minutos, jogando conversa a fora. Takashi hoje não teria aula, no máximo viria para buscar seu novo namorado. Ah, é porque agora é oficial… Ele já usou as redes sociais para divulgar seu mais novo affair. Eu, particularmente, chamo de fogo de palha. Eles vão se conhecer, se agarrar um pouco, se distanciar e sumir. Takashi é bicho solto. Ele não aguenta muito relacionamentos desde o ensino médio… Desde as situações inusitadas que o fizeram mudar de personalidade.

Ao chegarmos em nossos destinos nos separamos, ela foi para o prédio de ciências biológicas e eu pro de ciências humanas. As aulas da Crawler seriam num novo escritório criado para ela. Levou pouco tempo para construir, de verdade, mas eu acho que isso tem um dedo na magia. Entrei na sala a corja de sempre estava lá. Lizbeth e seus escravos, alguns outros alunos cujo eu nunca me lembro o nome, Cassie… Só o Sebastian que, dessa vez, não estava mais lá desenhando. Pergunto-me se ele já partiu ou só deve estar pensando em casa nas possibilidades. Crawler chega, faz a chamada como de praxe, pede por silêncio e avisa que haverão dois novos estudantes na turma a partir de hoje logo depois, os convida a entrar.

Eu fiquei bem estarrecido, fingi surpresa para não dar bandeira. Eram Emma e Aiden. Ela estava vestindo roupas bem… “Chamativas”. Uma corset preto com espinhos bem apertado e uma saia com babados azul-escuro, junto de meias três quartos azul-turquesa e um par de botas cano alto. Aiden já não tinha saído da casinha a esse ponto. Ele se manteve no habitual, vestia trajes brancos. Colete, camisa social e calça branca. Eles se apresentaram, procuraram lugares e a aula seguiu. As meninas da sala estavam hipnotizadas pelo Aiden. E os rapazes, pois bem… Eles estava encarando os dotes de Emma. Quando partimos para o intervalo, Crawler nos interveio. Disse que mais após a aula, queria que todos fossemos para a Cross Forge. Mas por caminhos diferentes, a discrição, nesse caso, seria de maior prioridade. Ela acha que a Chave do tipo Vida vai se revelar com alguém daqui, novamente.

Eu e os outros decidimos seguir o conselho da Crawler, não nos despedimos. Ao chegar na Cross Forge, fomos todos dirigidos a diferentes salas. Eu fui mandado a Sala de Crawler, ela queria conversar comigo. Já no seu espaço, eu vi uma silhueta muito sinuosa e distinta. Uma mulher com pele de âmbar e cabelos negros azulados curtos. Ela olhou para mim e criou um sorriso curioso em sua face.

– Então, Eve… Essa é a Chave da Energia? – Ela segura em sua mão uma taça de vinho tinto.

– Correto, o que acha dele? – Crawler devolve a pergunta.

– Adorável, bem alto ele, não? Esse vai ser difícil de derrubar. Mas então… Qual a habilidade dele?

– Infelizmente, nada a declarar. Ele ainda não atingiu o máximo dele… Eu não sei quando isso irá ocorrer… Mas, não podemos deixar que os inimigos saibam.

– Desculpa, mas… Quem é você?

– Os jovens sempre fazem as perguntas mais previsíveis. Meu nome é Carmella Ohmn. Chave da Eternidade. – Ela diz com um tom arrogante.

– Vincent, Carmella será a responsável por te ajudar a abrir sua Chave. Ela vai te ajudar a fazer você e seus poderes despertarem.

– Crawler… Eu preciso falar algo para você. – Engulo seco antes de falar.

– Claro, pode dizer. – Ela diz com suavidade na voz.

– Ontem, eu fui atacado por outro portador. E ele me deu isso. – Mostro-lhes a carta – Ele também disse que era o dono da Chave do Pesadelo.

– Impossível… A Chave do Pesadelo está com o Dawnson… – Carmella para de falar imediatamente. – Evelynn, ligue para o comando do leste. Agora. Me ponha na linha.

– Claro, mas, Carmella… Você já sabe.

– Eu quero ter certeza.

Quando as ligações foram feitas, eu vi a face de Carmella se tornar um cenho frio, ela estava estressada, com um ódio que eu nunca vi na vida. Assim que Crawler leu a carta, ela disse que a portadora da Chave da Matéria queria me ver. Ela queria discutir uma possível aliança. Ou então, termos para a minha rendição pacífica. Daqui a três dias, um jantar em um restaurante Czastasia, ficava em uma das colônias mais ricas na zona política, mais precisamente no segundo distrito. Ela queria me ver. Sem guardas, sem ajudantes, sem equipes. Só ela e eu. De início, Crawler foi contra. Disse que seria uma armadilha, que eu estaria fadado a morte só de pisar do segundo distrito. Carmella queria ir. Tinha por si que queria quebrar o desgraçado que roubara a Chave de um de seus preciosos companheiros. Concordamos que seria de bom tom irmos todos. Mas, obviamente, usarmos o atributo surpresa.

Nos preparamos mentalmente. Crawler também mencionou que com esse convite eu teria dois dias e meio para revelar minhas habilidades. Eu poderia tentar entender sozinho, mas demoraria muito. Decidimos usar a força, fazer valer nossas fichas numa única aposta. Bernadette foi chamada. O plano de Crawler era me jogar dentro da Jaula com a minha chave para poder criarmos um laço mais duradouro e sem informação interna. Eu decidi que era hora que completar esse treinamento de vez. Nem eu sabia a natureza dos meus poderes… Eu precisava ter em mente o que eu poderia fazer e quando.

Janeiro, 23. 2095.

 

Estavamos frente a frente, Valerie e Eu. Ela era uma mulher alta, cabelos de fogo reluzentes, olhos cor de avelã. Suas vestes eram trajes a rigor, um vestido branco e algumas joias douradas. Ela estava lá, me olhando diretamente. Não há como negar que aquele olhar dela me dava calafrios e um pouco de tesão, sim, tesão. Ela tinha uma onda magnética absurda. De início, não pediu nada. Me convidou a pedir ao garçon, perguntou se eu bebia, se tinha alergias… Foi bem-educada para alguém que tinha como plano me matar ou me recrutar a qualquer momento.

– Então, seu nome é Vincent, não é? Você tem algum sonho? – A ruiva comenta rodando uma taça de vinho.

– Sonho…? O que você quer dizer com isso?

– Sonhos, você deve ter algum. Nós que carregamos o fardo das Chaves Supremas precisamos de sonhos. Precisamos saber quem somos. Senão… Seremos consumidos por elas.

– Elas quem? – Pergunto mais confuso que antes.

– Nossas Chaves. Então Vincent, tem mulher? Filhos? Algo que valha a pena defender com todas as suas forças?

– Eu defendo meus ideais, acho. Pessoas vem e vão.

– Uma resposta tão imatura, todos temos alguém cuja nossa vida não significa nada perto da deles. Ideais e planos podem mudar, podem se tornar diferentes. Podem morrer. E é por isso que eu estou aqui, pagando um jantar para um possível inimigo…

– Você me confunde, se eu sou um possível inimigo, porque você teria a insensatez de me querer tão perto?

– Tem razão, você está confuso. Eu lhe quero por perto porque, aqui entre nós… – Ela passa a sussurrar. – Você ainda não tem poderes. – Ela ri enquanto meu coração acelera.

– Como você sabe? Eu poderia já ter te matado se assim quisesse. – Blefo.

– Fique à vontade. Eu estou pronta para morrer à qualquer momento. A única diferença entre querer morrer e estar pronta para morrer é o preparo. Pra me matar tem que ser muito bom. Tem que ser melhor que eu e melhor que qualquer um sob a minha guarda. Então, o motivo pelo qual eu marquei esse encontro é uma aliança. Os supremos precisam se unir. Eu tenho o contato da Chave da Vida. Eu sei quem é, onde está… Tudo. Ir contra mim é ir contra ele e qualquer um sob sua proteção.

Por um momento eu fiquei com medo, fiquei pensando que se eu recusasse, qualquer coisa poderia ocorrer. Mas se eu aceitasse me render e ficar sob seu controle, seria fraco. Trairia a Cross Forge e me tornaria um covarde. Tive que tomar coragem para decidir o que fazer… Eu só tinha duas opções e uma delas estava fora de cogitação.

– Eu não aceito, não estou à venda. Tão pouco sou submisso as suas ameaças.

– Então, estamos combinados… Unlock, Matter of All Things...


Notas Finais


Quais seriam os poderes de Valerie e qual as suas verdadeiras intenções?
Fiquem espertos, essa ruiva tem muito o que apresentar por hora.


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