História The Kids Are Alright - AU Drarry mpreg - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Draco Malfoy, Harry Potter, Lílian L. Potter, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Tiago S. Potter
Tags Draco, Drarry, Harry, Kidfic, Kids, Longfic, Nextgeneration
Exibições 1.005
Palavras 3.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey mores!

Boa leitura ❤️

Capítulo 10 - Just a simple touch and it can set you free


Harry teria uma conversa séria com Dean aquela tarde. Porque não era possível uma pessoa ter tanta capacidade mental para provocar a outra. Ele poderia aceitar os papeizinhos em formato de coração, os seguidos “hummm” toda vez que atendia uma ligação de Draco, mas uma ele ter gasto do próprio dinheiro para comprar uma caneca e gravar “Harry ama Draco, muito mesmo” por toda a ceramica, várias vezes, era demais. Por mais bobo que isso parecesse. 

- A sua caneca antiga era muito sem graça, eu te fiz um favor. – Respondeu, sem tirar os olhos do computador. 

- Ela estava em perfeito estado.

- Estava sem a alça, não finja que não gostou. 

Harry revirou os olhos. No mesmo  instante, Glenda, a estagiária entrou tropeçando nos próprios. A garota estava no segundo ano de jornalismo, e amava trabalhar no lugar mesmo sendo um pouquinho desastrada e tímida demais pro seu próprio bem. Ela prendeu o ar quando os braços de Harry a seguraram para que não desse com a cara no chão. 

- Me desculpe. – Disse, se soltando dos braços e se recompondo. – Tem um rapaz lá embaixo e ele é realmente bonito e loiro e-e-e eu esqueci o nome dele porque ele é tão cheiroso. 

Glenda percebeu que estava sendo encarada estranhamente e pigarreou. As bochechas pegando fogo. 

- Ele está procurando por você, Harry. – Disse, pegando alguns papéis aleatórios e correndo para sua mesa. 

Harry apontou o dedo para Dean. Este que tinha as covinhas dos dois lados do rosto fundas por conta de um sorriso enorme. 

- O que você fez?

- Eu só respondi a mensagem que Malfoy te mandou há uma hora atras, dizendo que estava por aqui e que te esperaria para irem juntos para casa e talvez, apenas talvez eu tenha convidado ele para ir ao bar com a gente. – Disse dando de ombros. 

- Eu não acredito que você fez isso! – Irritou-se – E eu não posso ir a bar algum, tenho três crianças me esperando em casa. 

- Você disse que pensaria e que Teddy poderia ficar de babá com James. Você não pode furar comigo Harry, é o nosso encontro! – Dean usava um tom fingindo braveza. Glenda do canto, ria baixinho. 

- E talvez eu tenha convidado Draco para uma coisa mais especial. – Completou, piscando. 

Harry tentou pensar em alguma boa desculpa para se livrar daquele compromisso. Ele realmente preferia voltar para casa, pensou em James e Teddy sozinhos, os dois ainda não estavam se falando direito e tudo virava uma briga, e se James tocasse fogo no seu afilhado? Ele amava o filho mas sabia o que a raiva dele podia causar. Albus também não estava bem, tossiu toda a noite e recebeu duas ligações da enfermaria da escola informando que ele não estava se sentindo bem nas aulas, além de Lily que detestava ir pra cama sem um beijo é uma história do pai. Era conflitante. 

E  tudo só pareceu piorar, quando após se despedirem de Glenda e pedirem para a menina não ficar tempo demais no escritório e ter de escutar como era legal a noite do microfone aberto no Pub em frente. A razão do conflito ficar maior, foi que Glenda tinha razão em ficar esbaforida depois de ver Draco. Harry particularmente queria devorá-lo por estar tão bonito. E oh sim, tão cheiroso quando ele o abraçou. 

- Porque está aqui? – Perguntou. 

- Vim conversar com Astoria... Eu disse na mensagem que mandei. – Explicou, os olhos verdes ficaram desconfiados. – O que foi? 

Por que está tão bonito para se encontrar com a vampirona?

- Nada. – Preferiu responder. 

- Então vamos? – Perguntou Dean que tinha uma das mãos no rosto e a cabeça levemente inclinada.

Harry fez uma careta quando ao passar por ele. Inconscientemente enrolou o indicador no de Draco, fazendo o amigo soltar pequenos murmúrios de como ele deveria parar de ser tão teimoso e deixar as coisas acontecerem. 

O moreno desejou que Teddy fosse uma boa babá hoje. 

-x- 

- Obrigado Meu Deus, o dobro de cerveja a noite toda pra quem subir no palco e cantar uma música. 

Dean já estava em seu estado semi-bêbado. Rindo à toa e falando sem parar. Harry o acompanhou em duas canecas de cerveja e estava enrolando na terceira, ele não queria voltar para casa alcoolizado. Draco que iria dirigir não bebeu nada, já tinha bebido todos os sabores de chá gelado do cardápio. 

- Nós não precisamos de cerveja a noite toda porque não ficaremos aqui a noite toda. Além do que, ninguém sabe cantar aqui. – Harry riu. Dean apontou o dedo para o rosto de Draco.

- Esse bonitão sabe. – A voz lenta. – Cantava na escola, impossível esquecer. 

Harry pensou por um momento e arregalou os olhos se lembrando. 

- Oh meu deus, é verdade... você canta! – Draco balançou a cabeça de um lado para outro, sugando mais um pouco do seu chá com o canudinho. 

- Viu só?! – Dean agora estava animado. – Vamos, sobe lá e canta uma música pro Potterzinho aqui. 

Draco olhou para Harry. 

Harry olhou para Draco implorando para que ele não o matasse de vergonha. 

Draco nunca perdia a chance de deixar Harry envergonhado. E Dean o apoiava. 

Harry segurou a manga da jaqueta de Draco, mas esse conseguiu escapar e quando o carinha que servia as cervejas/cuidado do microfone perguntou quem seria o próximo, o loiro pegou o objeto nas mãos e perguntou se poderia usar o violão encostado no fundo do palco. 

- Eu queria oferecer essa canção... – Começou dedilhando as cordas. – Para uma pessoa que está aqui nesse bar mas é muito tímida para se mostrar para vocês. 

- É ELE AQUI! – Dean berrou, apontando com as duas mãos para Harry que estava mais vermelho que a parede atras das suas costas. Draco riu. 

As pessoas no bar gritaram e assobiaram para o terror do moreno, ele balançava a cabeça e sibilou um silencioso “Você me paga”. 

- Bom agora que já sabemos para quem é a música. Eu vou apresentá-las para vocês. 

O coração de Harry batia forte, se Draco precisasse de uma bateria, com certeza poderia usá-lo como instrumento. Batia tanto que doía conforme a introdução soava para fora das cordas. 

Bound for trouble from the start
I've been walking through this old world in the dark
All along right by my side
There you were shining, my ray of light

Harry não se lembrava da voz de Draco e de certa forma agradeceu por isso. Porque escutar o sotaque da cidade onde eles nasceram, na voz suave e doce o deixou surdo das outras coisas ao redor. Só havia os dois naquele bar minúsculo e sujo, se ele se concentrasse bem. 

So, I sing lover come back, lover come back to me
Won't you ever come back, ever come back to me?
How could I have been so foolish to let you leave?
Lover come back, lover come back to me

As pessoas conheciam a letra porque elas estavam cantando junto com Draco e tão emocionadas quanto ele. Esse que os olhos prateados não deixavam Harry. Nem por um segundo, nem com Dean balançando o celular para cima como se estivesse em um show de verdade. 

I'll never be as good as I'd like to be
Eternally restless refusing to believe
But I think that we missed our connection
I wanted to feel your affection
Until my final days

Harry mordeu a parte interna da bochecha, seus olhos estavam marejando e ele parecia um adolescente cheio de emoções porque alguém estava cantando para ele. Não apenas cantando, mas pedindo que voltasse e céus, como ele queria voltar. 

- I SING LOVER COME BACK LOVER COME BACK TO ME – Dean berrava. O celular no alto, iluminando seu rosto. Ele se virou para Harry. – Se você não voltar para este homem, Potter, eeeeu volto. Eu me caso com ele, faço Seamus se casar com ele. Você não está entendendo. 

- Cala a boca. Você bebeu demais. – Disse rindo, sem desgrudar os olhos de Draco que agora cantava o restante da música sorrindo. 

Ele poderia voltar.

-x- 

Os dois adultos entraram a passos silenciosos dentro da casa mais quieta ainda. Todos estavam dormindo. Scorp, Al e Lily em um colchão no chão, Teddy e James cada um em um sofá. A Tv estava ligada em algum programa infantil provavelmente exigido por Lily. Draco recolheu as caixas de pizza da mesa da cozinha. 

- Eu... Podemos subir um pouco para conversarmos? – Harry sussurrou quando o loiro se agachou para pegar o filho no colo e ir embora. Ele encarou Harry, não iria dizer que não. O rapaz havia ficado em silêncio o caminho todo do bar para a casa e isso o estava matando. 

Ele concordou e os dois subiram para o quarto. Harry se sentou na cama, dando uma palmadinha ao seu lado para que se sentasse ao seu lado. 

- Eu tenho três filhos. – Começou. 

- Eu sei. 

- Eles são potencialmente terríveis e sentem falta da mãe. 

- Eu sei. 

- Você não pode ir embora de novo sem me dar a chance de te ajudar. Caso isso aconteça... – Disse com firmeza, olhando tão profundamente para Draco que até assustava. – Você não pode fazer aquilo comigo de novo. 

- São esses seus medos? Que eu te abandone e que seus filhos me rejeitem? – Harry respondeu silenciosamente com um aceno. Draco se aproximou, segurando sua mão na dele. 

- Basicamente apenas James, Al e Lily são dois puxa-saco da família Malfoy. – Respondeu, o rosto de Draco tão perto que suas respirações se misturavam. 

- Olha quem fala, o puxa-saco número um. 

Harry o beijou. Porque agora não precisava colocar freios em si mesmo, a voz de Dean ecoava em seu ouvido para deixar as coisas aconteceram naturalmente. Era a vez de Draco ter o coração batendo tão forte que ele temia que acordasse o resto da casa. Diferente do beijo anterior, cheio de medo e receio, esse era misturado com o desespero de sentir um ao outro com saudade acumulada. 

Não demorou muito para que o beijo se transformasse em algo completamente diferente. Harry estava de repente puxando o cabelo de Draco, o deitando no colchão, rolando seus quadris contra os dele, beliscando e mordendo os lábios dele enquanto tinha suas costas arranhadas. 

Draco tremeu, sua respiração se acelerando enquanto ele lutava para ficar quieto sob os movimentos, entregando-se a Harry. Já fazia treze anos... 

Os lábios de Harry estavam em todos os lugares, pelo pescoço, mandíbula, sussurrando em seu ouvido. Assim como as mãos do loiro, despia, arranhava e apertava cada pedaço daquele corpo que lhe fizera falta todos esses anos. Em pouco tempo, ambos estavam nus sobre os lençóis. Draco arqueava suas costas para os beijos molhados que Harry distribuía pelas suas costas. Ele não conseguiu reprimir um gemido. 

- Shhhhh... Você vai precisar ficar quietinho. – A voz quente de Harry disse ao seu ouvido. Ele sabia o quão barulhento era. Isso seria difícil. 

Sentiu dedos acariciando as bochechas da sua bunda que fizeram os músculos se tensionarem instintivamente. Suas mãos voaram até o travesseiro a sua frente o apertando nas mãos. Harry sussurrava para que ele relaxasse enquanto espalhava seus doces beijos por seu quadril. Isso ajudou. 

Dedos acariciaram e amassaram o traseiro de Draco mais uma vez. Ele sentiu as mãos de Harry afastarem as bochechas da sua bunda e um arrepio percorreu por sua espinha. Quando as mãos o apertou novamente, ele afundou o rosto no travesseiro para abafar seu gemido suave. Ele queimou com o pensamento de saber o que Harry estava prestes a fazer, sua cabeça se curvou e o rapaz sorriu para as bochechas vermelhas e cabelos bagunçados do outro. 

Sem perder o contato, Harry correu a língua suave e úmida ao longo de sua fenda entre o seu traseiro. 

- Porra. – Soltou em um sussurro, querendo se pressionar ainda mais contra a boca de Harry. A janela aberta deixava a brisa entrar formigando sobre os pontos molhados deixados para trás. Ele sibilou para a sensação, seu pau pulsando de tão duro. 

A língua de Harry viajou de volta para a sua entrada, circulando vagarosamente o anel do músculo. 

- Porra. – Repetiu mais como um gemido dessa vez, mordendo o lábio. Ele sentia a língua do moreno, o esticando e se movendo para dentro. Suas mãos apertavam o travesseiro, seu rosto roçava manhoso  no colchão. As mãos fortes o seguravam no lugar, ou ao menos tentava. 
Draco estava sendo fodido suavemente e úmido agora, era difícil se controlar seus gemidos agora, o que fazia Harry depositar alguns tapas em sua bunda que só fazia ele gemer ainda mais. Seu rosto foi escondido pelo travesseiro de novo, as costas se arqueando, abrindo cada vez mais as pernas. 
Harry enfiava a língua mais profundamente e rápido, Draco estava tão entregue e se abrindo fazendo seu pênis pulsar. Ele estremecia com o pensamento de estar dentro dele. 

- Isso! - Gemeu o mais baixo que conseguia , empinando contra a boca de Harry. Suas mãos soltaram do travesseiro para segurar nas barras na cabeceira da cama. A língua parou de se movimentar de repente, e as mãos o soltaram. 

Ele choramingou lamentavelmente pela perda, sua cabeça caindo para frente enquanto ofegava pesadamente. Os dedos de Harry voltaram, deslizando para baixo até sua entrada, e então um dedão começou a acariciar levemente a borda.

Draco se empinou novamente, mordendo a boca para não gemer tão alto quando gostaria. Era dificil, ele queria poder tão barulhento quanto gostava ser. O dedo se retorcia dentro dele agora, entrando e saindo com facilidade.

Outro dedo se juntou ao primeiro, trabalhando em deixá-lo aberto e o fodendo.

Draco estava tão duro, seu corpo inteiro parecia doer, não só seu pênis. Ele estremeceu e ofegou sob o movimento dos dedos, seus dedos encontrando dificuldade em se manter na posição enquanto segurava nas grades. Havia três dedos agora, torcendo e esticando o seu traseiro.

- Merda, eu preciso de você agora, Potter. Por favor... - Seu traseiro apertou os dedos dentro dele e se pressionou contra eles ainda mais. 

Harry não conseguia falar, embevecido de excitação, seus dedos deixaram o corpo de Draco, o puxando pelas pernas e o virando, deixando o rapaz com as costas para o colchão. Ele ergueu as pernas. Sua boca mais uma vez encontrou a do outro, beijando com força. Draco abriu mais as pernas, deixando que Harry guiasse seu pênis para dentro dele, uma conhecida sensação de queimação tomou conta, seu gemido foi abafado pela boca de Harry. 

- Você é tão meu, Draco. - Harry murmurou rouco, os lábios mal se separando, movimento seu quadril devagar. O loiro gemeu baixo em resposta. 

- Eu senti sua falta, eu sinto sua falta até quando estamos juntos, todos os dias. - Manejou responder, sua respiração acelerando enquanto Harry acelerava os movimentos, uma mão viajando entre suas pernas, segurando suas bolas. Draco segurou os frios grossos com força. 

Fechou os olhos com força, presumindo o que ia acontecer. A mão de Harry entre suas pernas, continuou subindo até envolver seu pênis com os dedos, enquanto socava com força o pau dentro dele, pressionando cada vez mais fundo. Draco sibilou com o prazer do seu pau sendo tocado. A mão começou a acariciá-lo lentamente, no momento em que sua próstata estava sendo surrada pelo pau de Harry. Desejou que as crianças no andar debaixo estivessem com o sono mais pesado possivel, ele apenas não conseguia mais manter sua boca fechada. Harry agiu rápido o beijando novamente. 

Como não podia gemer, suas mãos castigavam o moreno, arranhando seus ombros, puxando seus cabelos. 

Os dedos em seu pau aceleraram assim como os movimentos dos quadris de Harry eram mais profundos. Draco mordeu o lábio de Harry com força sentindo o orgasmo subir pela virilha cada vez mais que a mão em seu pau o masturbava rapidamente.

Ele sabia que não duraria muito, então abriu os lábios, ofegando, sua cabeça caindo para trás, choramingando baixinho enquanto gozava forte na mão de Harry. A expressão no rosto de Draco e a pressão de seu pênis sendo apertado ao redor dele foi o suficiente para Harry derramar seu gozo dentro dele, balbuciando o nome de Draco repetidamente, mal conseguindo respirar. 

Quando finalmente conseguiu controlar a respiração, Harry despencou ao lado do loiro que imediatamente encontrou um jeito de se enroscar nos braços dele. 

- Acho que preciso ir... - Disse sonolento, ele conseguia escutar as batidas fortes do coração de Harry. 

- Você quer ir? - Harry disse calmamente. 

Draco levantou a cabeça tentando ler no rosto do outro o que ele queria, mas ás vezes Harry conseguia fechar suas expressões ele não enxergava nada. 

- Eu não quero te pressionar, ou ir rápido demais. 

-  Isso não responde minha pergunta. Você quer ir? 

Draco mordeu o lábio.

- Não.

- Então não vai. - Sorriu e Draco não se incomodou em tentar não responder com um sorriso maior. - Fica aqui comigo.

Draco ficou. 

-x-

Lily gritava e jogava seu cabelo ruivo cacheado conforme se inclinava para trás em cima do cavalo colorido no carrossel. Ela já havia ido no brinquedo três vezes, e com certeza iria uma quarta. Não sabia se eram as luzes, a música ou o simples fato de que naquele cavalo ela poderia ir sozinha, só sabia que não queria descer daquele animal mágico e de plástico tão cedo. Ela acenou para o pai e Draco que a esperava – pela terceira vez – atras do portão que separava o resto do festival do brinquedo. 

- Não solte a barra, amor! – Harry disse preocupado, sua filha era tão pequena e os cabelos cheios sempre cobriam seu rosto. Ele temia que a garota não enxergasse nada e caísse. 

- Ela está bem Harry, todas as três vezes que ela subiu você entrou em pânico. Relaxa. – Draco riu, enfiando um punhado de pipoca na boca. 

Harry o empurrou levemente com o cotovelo, segurando o impulso de beijá-lo. Eles estavam se comportamento como dois adolescentes se pegando pelos cantos e temporariamente escondidos. Decidiram que precisava de um pouco mais de uma noite de sexo para contar aos filhos o até estava acontecendo. 

Principalmente James que os observava do outro lado do festival, enquanto monitorava Scorpius e Albus brincando de tiro ao alvo. 

- Se você ganhar eu quero aquele ali! – Scorpius apontava para o grande gato preto de pelúcia. 

- Porque? Vamos pegar o UNO!

- Você ja tem três UNO’s em casa, além do mais o gatinho me lembra você. – Sorriu doce. 

Foi o suficiente para Al se esforçar o máximo para conseguir o prêmio. 

James revirou os olhos para a cena a frente e socou com força o braço de Teddy que ria bobamente para o celular. 

- Sai dessa coisa, mas que inferno! – O garoto deu um pulo assustado. 

- Me desculpe, era uma mensagem engraçada, só isso. 

James se emburrou. Teddy tentou se aproximar novamente, mas o rapaz cruzou os braços, virando o rosto para o de cabelos coloridos. 

- Você está usando seus óculos, gosto quando usa eles. – Disse, acariciando a bochecha, tendo mais sorte dessa vez.

Maldita miopia hereditária. Foi tudo o que James conseguiu pensar. Um arrepio percorreu seu pescoço quando Teddy disse baixo em seu ouvido. 

- Porque nós não vamos bem ali, um pouco? – Perguntou.

James lambeu os labios, recompondo a respiração. 

- Se eu deixar o mini power couple ali na frente sozinhos, meu pai serve um dos meus rins no jantar. 
Teddy encarou as duas crianças a sua frente, elas estavam tão distraídas em acertar a bexiga com arco e flecha que nem se daria conta da ausência dos dois. 

- Eles nem estão ligando se estamos aqui ou não, além do que Harry e Draco estão bem ali na frente. 

James virou a cabeça no momento em que Harry enfiava um pedaço enorme de algodão-doce azul na boca de Draco. Ele conseguia escutar a risada de boca cheia do loiro de onde estava. Sua respiração ficou pesada. 

- Vamos. - Disse, puxando o garoto pelo moletom. 

A boca de Teddy era atrevida assim como suas mãos, elas percorriam todo o corpo de James, sempre se demorando mais em suas coxas. O mais novo não pensava em ter relações sexuais tão cedo, ele tinha certeza disso, mas Teddy provocava sensações nele difíceis de controlar, não apenas físicas, mas sentimentos também. Ele o amava, mais do que amava assistir a musicais e filmes em preto e branco, o amava muito mais do que apenas o afilhado do seu pai que foi criado junto, era um outro tipo confuso e dolorido de amor. Mas ele sabia que Teddy não sentia a mesma coisa. 

- Eu me sinto mal te beijando assim, enquanto sua namorada está em casa pensando que está inocentemente visitando seu padrinho. – Disse se afastando, limpando a boca com as costas da mão. 

- Eu já disse. Victoire só me procura quando está entediada, ela não quer nada comigo. – Suspirou. 
- Mas você quer algo com ela. – Disse, encarando os olhos chocolate. 

James não obteve sua resposta e seus olhos começaram a se encher de água. Mas antes que as lágrimas descessem, empurrou Teddy e saiu caminhando para longe dele. 

- Onde está indo? 

- Eu deixei meu irmão sozinho, para onde você acha que estou indo? 

Quando voltou para o lugar aonde estavam, não havia sinal de Albus, Harry e Draco continuavam no mesmo lugar, mas só havia Lily com eles. James sentiu um arrepio pela espinha e seu estômago se retorceu só de pensar na bronca que levaria por ter perdido os dois pirralhos.

- Cacete. – Lamentou.

- Lá vem o mini Malfoy... – Disse Teddy ao ver Scorpius correndo em direção a eles. O garoto parou bruscamente, segurando nas mãos de Teddy. 

- Garoto, aonde vocês estavam? E cadê o Albus? 

Scorpius tentava falar, mas não conseguia, demorou um pouco para perceberem que ele estava chorando. 

- Para James! – Teddy se ajoelhou ficando na mesma linha de visão do garoto. – Respira, Scorp. O que aconteceu? 

- A-Al—argh! – Scorpius odiava, odiava mais que tudo ficar gago quando estava nervoso. Ele tentou respirar como Teddy estava pedindo, a essa altura até James estava ajoelhado perto dele, preocupado. 

- Albus... Al, quis ir no labirinto de espelhos, eu disse que não era uma boa ideia mas ele não me escuta. – Respirou fundo, as lágrimas escorrendo. Teddy ficou com o coração apertado. – Eu sai do labirinto mas ele não consegue abrir uma das portas, e acho que não consegue respirar e—

James nem ficou para escutar o resto da história, correu o máximo que suas pernas conseguiram até a entrada do tal labirinto de espelhos. Ele pulo o portão de segurança e alcançou um dos seguranças na frente. 

- Você não pode estar aqui, rapaz. Estamos tendo um problema técnico. – O homem que James acreditava não ser velho o suficiente para ser um segurança disse com rispidez. 

- Meu irmão está lá dentro, ele é claustrofóbico e tem problemas de asma, eu preciso tirar ele de lá ou falar com ele. – James estava gritando, ele sabia muito bem como fazer uma cena para conseguir o que quer. Os olhos do segurança se arregalaram mas ele não deixou o rapaz passar que continuou gritando e chamando pelo irmão.

Dentro da pequena sala trancada, Albus tentava se lembrar do que seu pai lhe diz quando está tendo crise. Respirar devagar pelo nariz. Não entrar em pânico. Se distrair com outra coisa. Mas era difícil, tudo o que ele via eram vários Albus em pânico e seu peito doía tanto. 

Ele tentou respirar pela boca, as lágrimas quentes caindo sem parar. Scorpius havia ido buscar ajuda, ele tinha certeza. Scorp nunca, nunquinha, deixava ele na mão. Logo seu pai iria encontrá-lo e colocá-lo no nebulizador, certo? Ele só precisava manter a calma. 

Respire Albus. 


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...