História The Killer at School - Capítulo 27


Escrita por: ~ e ~SnoopyFool

Postado
Categorias Originais
Exibições 7
Palavras 2.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ooolá killers! <3
Saudades docês!
Mais um capítulo (adiantado pq sou desses) uahua
Espero que gostem!

~Boa Leitura! :3

Capítulo 27 - Cartas na Mesa


 

Eddy largou as duas caixas de papelão em cima da mesa da cozinha e ficou olhando para elas.

- O que vamos fazer com isso? - Amanda perguntou enquanto se olhava no pequeno espelho de maquiagem.

- Nós vamos tentar decifrar o que a repórter Vanessa decifrou para descobrir quem é o killer. - Eduarda explicou para ela.

- Mas... tem muita coisa aqui. - Vitória revirava os papéis e as pastas dentro das caixas.

- É por isso que chamei todos vocês. - Eddy explicou então. - Estamos todos metidos nisso... e vamos sair... juntos.

- Tudo bem. - Amanda assentiu fechando a maquiagem e colocando na mesa. Pegou o celular atrás do bolso e prosseguiu. - Eu vou ligar para o Bruno.

- No que aquele bêbado vai ajudar? - Vitória questionou sorrindo.

- Ele é bem mais útil que você. - Amanda sorriu para ela e se afastou e foi até a sala com o celular no ouvido. - Bruno? Onde você está?

- Eu tô... em casa. Deitado... - Respondeu o garoto do outro lado da linha.

- Não sabia que no seu quarto tinha som alto e tanta gente falando. - Ela parou perto das escadas. - Eu sei que você está no bar. Sinto daqui o cheiro de bebida barata.

- Escuta...

- Não! - Amanda logo interrompeu. - Saia daí agora seu idiota! O pessoal tá aqui enlouquecendo na casa da Eddy para tentar descobrir quem é o killer e você aí bebendo como um covarde!

- Eu não sou covarde. - Ele mudou o tom de voz, chegando até a assustar Amanda um pouco.

- Pode até não ser, mas é exatamente o que está parecendo. - Ela olhou para trás para ver se alguém não ouvia a conversa. - Para de acabar com você mesmo. Esse nem parece mais o garoto que conheci...

- Talvez eu não seja mais ele... - O garoto falou com um tom frio enquanto encarava o copo de cerveja na bancada de um bar.

- Quer saber? Faz o que você quiser. - Então desligou o celular na cara dele. - Idiota.

 

 

Na cozinha, eles já haviam tirado as coisas das caixas. Haviam vários papéis e pastas na mesa e todos estavam sentados revirando as tudo atentos.

- E o Gabriel? Por que ele não está aqui? - Vitória perguntou enquanto organizada as pastas.

- Ele ainda não está bem. - Eddy falou olhando alguns papéis. - A morte da Sky mexeu muito com ele.

- Eu entendo... - Vitória concordou com a cabeça. - Sei exatamente o que ele está passando.

- Eu vou ligar para a Sarah. - Amanda entrou na cozinha. - Ela está com a Dandara. As duas foram no cemitério prestar homenagem a treinadora.

- Por que você não foi também? - Eduarda perguntou a ela. - Você não era líder de torcida?

- Sim, mas eu odeio cemitério e a Vitória é alérgica.

- Verdade. - Vitória concordou. - E não quero mais pisar em cemitério na minha vida.

- A não ser que o killer te mande para lá em um caixão. - Eduarda disse com um sorriso no rosto. Os demais olharam para ela.

- Mas enfim, foi horrível encontrá-la morta. - Amanda se sentou novamente.

- Nós gritamos muito quando vimos. - Vitória dizia. - Ela estava com a barriga aberta e pendurada pelo pescoço como uma galinha no abate.

- Gente, vamos não falar nisso agora, por favor. - Eddy pediu. - Amanda, chama as meninas para virem também. Toda ajuda é útil.

- OK. - Amanda começou a digitar em seu celular enquanto eles olhavam as coisas.

 

 

Gabriel andava pela rua com uma sacola nas mãos quando percebeu que um carro o seguia. Olhou estranho e começou a andar mais rápido.

- Ei! - O carro passou por ele e parou ao lado dele, descendo o vidro. - Sou eu. - Ele olhou para dentro do carro e viu que era Bruno.

- Ah... e aí Bruno. - Ele se aproximou do carro e parou.

- Eu... sinto muito pelo que aconteceu com a sua namorada. - Ele estava com as mãos apoiadas no volante do carro.

- Ela não era minha namorada. - Ele disse em seguida. - Sinto muito pelo Rodrigo e o Jonatas.

- Eu estou ficando cansado de ver todo mundo a minha volta morrendo, sacou? - Ele olhava para frente e ás vezes para o lado.

- É. Eu também. Mas agora é só deixar nas mãos na polícia. - Ele deu de ombros e começou a andar novamente.

- Espera. - Gabriel voltou. - Do que você está falando? Não era você que estava tão determinado a descobrir quem ele era? Tinha até um site chamado Terror na Escola.

- Pânico na Escola. - O garoto corrigiu sorrindo. - E... sim. Era eu. Mas eu não estou mais afim de bancar o detetive. Eu cansei, sabe cara?

- Eu também.

- Mas você está bebendo para fingir que nada aconteceu. E isso só vai acabar com você. É isso o que você quer?

- E é isso que você quer também? - Bruno perguntou também. - Ficar se escondendo em casa com medo do killer. Não era isso que a loirinha iria querer... - Gabriel ficou pensativo. - Você precisa voltar cara. Voltar a investigar e sei lá que porra você fazia. Mas todo mundo está agora na casa da Eddy tentando descobrir quem está fazendo isso. E eles precisam de você.

- Eles estão lá?... - Ele perguntou.

- Aham. Eu até te daria uma carona, mas não posso ser visto com um nerd como você. Falou. - Então ele foi embora, deixando Gabriel parado na calçada pensativo.

 

 

- Então... o professor de filosofia é irmão daquele zelador que matamos no ano passado? - Vitória perguntou então.

- Exatamente. - Eddy confirmou. - Ele é um suspeito e tanto.

- Qual é? - Eduarda falou então. - Acham mesmo que o nosso professor iria vestir uma capa e uma máscara e sair matando todo mundo por conta do que vocês fizeram a quase dois anos?

- É uma possibilidade. - Eddy disse. - Como você sabia sobre o que aconteceu? Nunca te contamos.

- Eu... - Eduarda gaguejou um pouco. - Eu soube, ué. As notícias rolam solto naquela escola.

- Tem também a professora Nadja. - Amanda disse mostrando para eles um papel com toda a ficha dela.

- Por que ela estaria fazendo isso? - Vitória perguntou

- Aqui diz que ela perdeu um filho no tempo da escola. - Amanda lia o papel. - Nossa. Essa Vanessa estava mesmo determinada a descobrir quem era o killer. Ela tem muita coisa sobre a gente.

- Tem muita coisa mesmo. - Eddy tirava mais papéis da caixa.

Todas olharam para trás quando viram Dandara, Jéssica e Sarah entrarem na cozinha.

- Chegamos. - Disse Jéssica.

- Onde você estava? - Vitória perguntou.

- Eu... estava... ajudando minha mãe com umas coisas. - Jéssica respondeu se aproximando da mesa.

- Como foi a homenagem a treinadora Edivânia? - Amanda perguntou a Daandara e Sarah.

- Foi bem triste. - Sarah respondeu. - Todas as líderes de torcida estavam lá chorando e fazendo discursos.

- O diretor Genivaldo estava arrasado. - Dandara disse. - Ele não quis dizer nada e ficou a cerimônia inteira com a cara emburrada e braços cruzados.

Jéssica sentou ao lado de Eddy e Dandara e Sarah sentaram do outro lado.

- Então... vamos lá? - Jéssica perguntou olhando para todos eles.

Sem que ninguém percebesse, alguém abriu a porta da frente e entrou sem fazer nenhum barulho. Atravessou a sala e começou a se aproximar da cozinha. Quando enfim entrou, todas elas se viraram e levaram um susto com quem viram.

- Não comecem sem mim. - Gabriel falou então.

- Você voltou?! - Dandara exclamou sorrindo.

- Voltei. - Ele assentiu.

- Eu ajudei, tá? - Bruno apareceu.

- Agora a gangue está reunida. - Jéssica falou. - Vamos deixar de papo porque temos um assassino para desmascarar antes que mais alguém morra.

 

 

Eles estavam ali a quase uma hora. Lendo e relendo os papéis das caixas e fazendo anotações.

- Afff - Amanda reclamou - mesmo até quando não tem aula, nós temos que ficar estudando.

- Cala a boca e continua a ler isso, garota. - Jéssica falou com ela. De repente, seu celular vibra. Ela pega e vê que é uma mensagem de Alice.

- Guarda esse celular, Jéssica e continua a ler isso. - Amanda falou com deboche.

- É... uma mensagem da minha mãe. - Jéssica se explicava.

- Jéssica... - Eddy começou - eu posso falar com você?

- ...claro.

As duas se levantaram e foram para a sala. Eddy estava mais à frente de costas para ela.

- O que foi? - Jéssica perguntou logo atrás.

- Eu sei que não foi sua mãe que mandou a mensagem. - Ela então se virou. - Eu estava do seu lado e vi que era de uma tal de Alice. Vi você sorrindo quando leu a mensagem. E percebi que gaguejou quando perguntaram onde você estava a manhã toda. - Jéssica apenas ouvia. - E... eu queria te dizer que você não precisa se preocupar comigo. Eu estou bem. É sério.

- Eu... só não queria jogar isso na sua cara, sabe? Pensei que as coisas poderiam ficar estranhas...

- Não se preocupe. - Eddy sorriu se aproximando dela. - Eu também ficaria assim se fosse comigo. Mas isso é bobagem. Nós somos amigas. Mesmo com tudo o que aconteceu entre a gente... ainda somos amigas. E... se você estiver feliz, eu também estou feliz.

- Uau! Obrigada. - Eddy sorriu para ela e então voltou para a cozinha.

- Ei, palhaças! - Gabriel falou da cozinha. - Eu descobri algo! - As duas voltaram.

- O quê?! - Eddy questionou curiosa.

- Eu estive olhando nas fichas nossas mães e no final de todas, tem a mesma frase. - Ele entregou a Eddy um dos papéis.

- “Caso I.A. - 1996”? O que isso quer dizer?

- Eu não sei, mas está na ficha da minha mãe, da Amanda, da sua, da Dandara e do Bruno. - Ele explicava.

- O nerd chega e já acha mais coisas do que acharíamos o dia todo. - Amanda fez cara de tédio.

- Caso I.A? - Jéssica olhava para uma das fichas. - Tem que haver alguma explicação para isso. Deixa eu dar uma olhada na internet. - Ela voltou a se sentar e começou a pesquisar no celular.

- Ótimo. - Gabriel falou. - O resto, procurem se tem isso nas outras fichas, ok?

- Então pessoal, - Eduarda se levantou - eu preciso ir embora agora. Tenho um compromisso. - Pegou sua mochila no chão da cozinha e começou a se afastar.

- Até amanhã. - Eddy falou.

- Se o killer não nos matar... até. - Disse ela antes de sair.

- Eu não gosto dessa garota. - Bruno diz olhando para todos.

- Eu também preciso ir. - Sarah se levantou. - Se souberem de qualquer coisa me avisem.

- Claro. - Eddy e ela se abraçaram e depois Sarah foi embora. - Só sobramos nós.

 

 

Uma mulher abre a porta de sua casa e entra. Está escura até que ela acende as luzes. Tira os sapatos e caminha em direção a cozinha. A professora Nadja lava as mãos na pia e pega algumas verduras na geladeira, colocando sobre uma tábua na mesa.

Pegou uma faca grande e afiada dentro da gaveta do armário e começou a cortar as cenouras na tábua enquanto cantarolava. A casa estava inteiramente silenciosa até que um barulho chamou sua atenção. Ela repousou a faca na mesa e voltou para a sala. Tudo estava quieto. Então as batidas na porta recomeçaram fazendo seu coração acelerar.

A mulher andou até a porta e viu quem era:

- Olá. - Era um entregador de pizza. - Aqui está a sua pizza. - Ele estendeu a mão para ela.

- Mas... eu não pedi pizza. - Nadja estranhou. - Deve ter sido engano.

- Ah... - Ele também estranhou - uma pessoa me ligou e deu esse endereço.

- Qual o nome da pessoa? - O homem olhou no papel.

- Hm... eu nunca ouvi esse nome na minha vida... - Ele franziu o cenho. - O nome da pessoa é... Killer. Quem se chama assim? - Ele sorriu e logo parou quando viu que ela levou um susto. - Está tudo bem moça?

- ...está. - Assentiu com a cabeça rapidamente. - Está tudo bem. Eu... acabei de voltar do velório de uma amiga do trabalho e... só preciso descansar.

- OK. Desculpa o engano.

- Sem problema. - Ela sorriu ainda nervosa e então fechou a porta. Ficou parada na sala pensativa até que então começou a caminhar de volta para a cozinha. Pegou uma garrafa de vinho em cima da geladeira e colocou em uma taça, dando um gole.

Atravessou a cozinha e se aproximou da mesa onde estava cortando as verduras. Sentiu um gelo na espinha quando percebeu que a faca não estava mais ali.

A taça de vinho caiu da mão de Nadja quando ela se virou e deu de cara com a pessoa mascarada que a encarava. A faca grande e afiada estava em suas mãos.

- Não... - Ela começou a andar para trás. - Por favor... não me mata... eu não sei nem quem você é...

- Você sabe sim. - Disse então a pessoa com a voz robótica conforme se aproximava dela.

- Por que está fazendo isso?... - Nadja esbarrou no armário e ali ficou, tateando algo para poder usar como arma.

- Está chegando a hora de acabar o mistério, professorinha. - Dizia a pessoa. - Pena que você não estará viva para descobrir. - Então rapidamente atacou-a com a faca que cortou sua barriga. No mesmo instante, Nadja jogou a garrafa de vinho em cima da figura mascarada e correu dali.

As mãos pressionadas na barriga iam se encharcando de sangue. Ela começou a subir as escadas com dificuldade enquanto a pessoa mascarada a seguia. Ao chegar no segundo andar, ela conseguiu correr até o quarto no final do corredor e entrou. Apoiou as costas na porta e ficou ali parada ofegante. Seu coração acelerava bastante conforme ela pensava em uma maneira de sair dali. Olhou para a grande janela de vidro mais a frente e pensou em correr até ali.

Foi quando a faca afiada foi fincada na porta bem próxima de seu rosto.

- AAAAAAAAAAAAAAAAH!!! - Nadja gritou correndo em direção a janela. O sangue pingava no chão a cada passo. - ALGUÉM ME AJUDA!!! SOCORROO!!!

A pessoa mascarada do outro lado da porta começou a chutar com bastante força a porta até que ela se abriu brutalmente. Eles estavam frente a frente agora.

- Por favor... - Ela chorava ainda pressionando a barriga - eu nunca te fiz nada... não faz isso comigo... eu nunca te fiz nada...

A pessoa chegou bem perto dela e então largou a faca no chão. Nadja ofegava nervosa quando então viu que a pessoa começava a tirar a máscara lentamente e enfim, revelando a ela seu rosto.

- Você que pensa, professorinha.

- ...não pode ser... - Ela estava com os olhos arregalados olhando para a pessoa sem a máscara diante dela - você?...

- Rapidamente empurrou-a contra a janela de vidro. A professora Nadja caiu do segundo andar junto com os pedaços de vidro da janela e então caiu na grama. O sangue molhava o gramado enquanto ela seguia olhando para a pessoa sem a máscara que sorria para ela.

 

 

 

- Eu estou bem mãe. - Amanda falava ao celular. - Estou na casa da Eddy. Já estou indo embora. O Bruno vai me levar... OK... tchau. Afff.

- Eu estou procurando aqui a bastante tempo e não achei nada sobre “Caso I.A. 1996”... - Jéssica disse largando o celular na mesa.

- Eu estou pesquisando sobre essa data. - Dandara disse. - As coisas que aconteceram. Pode ser relevante.

- Boa. - Gabriel falou.

- Gente... - Vitória começou dizendo - eu estou organizando as nossas fichas e não acho a da Eduarda. Vocês não viram?

- A Eduarda que estava lendo a ficha dela mais cedo. - Eddy disse. - Tem certeza que não está aí?

- Absoluta. - Vitória falou então.

- Por que ela esconderia a ficha dela? - Jéssica questionou então deixando todos pensativos.

- Só há um motivo. - Bruno disse então em pé do outro lado da cozinha. Todos passaram a olhar para ele. - Há algo que ela não quer que saibamos...



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