História The king of nights - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Big Bang, G-Dragon
Personagens G-Dragon, Personagens Originais
Tags Drama, G. Dragon, Romance
Exibições 68
Palavras 2.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heeey!

Como vocês estão queridos? Tudo tranquilo?
Espero que sim, pois tem mais um cap lindinho vindo aí. Gente, demorei hein, acho que estou ficando ruim nesse negócio de escrever kkkk.

Enfim, vam bora pq ta meio grandinho!

Boa leitura a todos!!! :3

Capítulo 13 - Coner


Fanfic / Fanfiction The king of nights - Capítulo 13 - Coner

Os olhos escuros encaravam a si próprio naquele reflexo do espelho. Pareciam devolver aquele vazio das órbitas para dentro da alma. Piscou e saiu daquele transe que sempre lhe pegava de manhã. Lavou o rosto na pia, fez a barba que estava um pouco grande, e depois ajeitou os cabelos, os deixando mais bagunçados do que alinhados. Era quase sempre a mesma rotina, mas hoje decidiu cuidar-se melhor, afinal era uma manhã de segunda-feira. E sabia o que aquilo significava. 

 Dirigiu-se de volta ao quarto, deixando de lado seus próprios olhos profundos lhe encarando o espelho. Pegou algumas roupas sociais e as vestiu, sentindo-se pouco confortável com elas, mas sabia o que havia de ser sacrificado para atingir seus objetivos com a psicóloga. Depois, poderia atear fogo a todas aquelas camisas com golas que tanto lhe davam certo desgosto à ponta da língua.   

 Tomou seu café de modo lento, pensando em como se apresentaria hoje. Talvez mantivesse aquele modo hesitante e fosse se abrindo mais e sorrindo para a ruiva. Ou será que ela preferiria vê-lo de modo diferente? Talvez mostrando um lado mais imponente, ou mais sexy. Quem sabe. Ele ainda sentia dificuldades nessa parte, principalmente quando tinha de entrar num personagem tão difícil quanto este de ser um paciente. Suspirou pesadamente, como se estivesse jogando fora todo o ar dos pulmões de uma vez só.  

 Verificou o relógio. Hora de ir. Levantou-se da pequena mesa de madeira e saiu de seu apartamento em forma de cubículo. Levou o caminho a pé mesmo. Não era consideravelmente próximo a sua residência, mas também não era longe. Já tinha percorrido distâncias bem maiores. Os pés andavam de forma meio torta, em um gingado de gente que é de rua mesmo. Hábito que o rapaz só tirava quando tinha que incorporar alguém fino.  

 Chegou em poucos minutos no portão do consultório. Tocou a campainha de forma leve e esperou que lhe abrissem a entrada depois de identificar-se. Entrou e foi recepcionado pela secretária, Yang Mi. Esta era sempre sorridente e gentil com todos os pacientes. Sentou em um dos bancos e aguardou que fosse chamado pela psicóloga. Demorou algum tempo, mas por fim viu a porta sendo aberta e uma senhora saindo de lá. Logo em seguida foi chamado e adentrou, já procurando com os olhos fugazes a imagem da ruiva. 

 

-Senhor Kwan. - Ela sorriu levemente e o cumprimentou com um aperto de mãos. - Como está? Passou bem a semana? 

 

-Sim. Na medida do possível, doutora. - Ele sorriu levemente de volta e já aconchegou-se em sua cadeira disponibilizada ao lado. 

 

-Então podemos começar a sessão, sim? - Ela sentou-se à frente dele. 

 

 Fizeram-se bem os primeiros minutos da consulta. Depois, Akemi acabou por envolver-se no que parecia ser um dos problemas inicias do desânimo de Kwan. Este ficou logo calado e mudou de expressão de um segundo para o outro. Os olhos, que até então fizeram-se tímidos e charmosos, levantaram-se e fitaram sem qualquer resistência os de Akemi. Fez-se aquele silêncio constrangedor, que começava a deixar a ruiva um tanto desconfortável, principalmente pelo intenso olhar que recebia do paciente. Kwan, que até antão não tinha nenhuma intenção proposital de deixá-la assim, logo piscou, como se voltasse de mais um transe involuntario que o tomara, e abaixou os olhos novamente. 

 

-Acho eu nunca tinha falado com alguém sobre...- Ele mexia os dedos, como se estivesse verdadeiramente nervoso ou envergonhado demais. - Nós podemos pular este assunto? 

 

-Na verdade, não. Eu preciso que você confie em mim, Kwan, se não, não seremos capazes de te analisar por completo e ajudá-lo. - Ela foi se inclinando para mais perto dele e então depositou de forma calma e segura sua mão por cima da dele.  

 

 Fez-se surpreso com o toque, quando por dentro reprimia um imenso sorriso largo. Aquele gesto parecia ser um troféu aos olhos do homem. Não deixou, porém, transparecer aquela alegria de ter conquistado um lado carinhoso da ruiva. Sorriu levemente para ela, e seguiu com os relatos, fazendo assim parecer que fora aquele toque de mãos que o confortara para abrir-se sobre o "assunto difícil". De fato, neste quesito, Kwan não mentia. O assunto era desconfortável, já que era a única coisa sobre a qual não mentia desde que pisou os pés ali. 

 Akemi, por outro lado, parecia cada vez mais embutida na história que o loiro contava aos poucos. Ficava hipnotizada com cada gesto que o mesmo fazia durante o relato, cada olhada tímida para cantos da sala, e também se embargava no tom grave de sua voz. Acabou que, em um momento, esqueceu-se de anotar o que o homem dizia, e este teve que fazer uma pausa para lembrá-la disto. Ele sorriu, constrangido, e coçou os cabelos da nuca. 

 

-Huh, Doutora? - Ele disse em tom baixo e sorriu largamente ao vê-la piscar para ele. - Você não está anotando nada...algo errado? 

 

-Ah, sim. - Ela piscou  mais umas vezes e verificou o papel em suas mãos, deu uma olhada aonde havia parado, e deu pinceladas, atualizando as anotações. Depois, virou-se para o rapaz novamente e observou a face contornada com peculiaridades. - Eu só estava pensando e como esse trauma o deixou. - Ela disse em tom sério - Mas não se preocupe, por favor. Eu tenho certeza que agora que chegamos neste ponto, seremos capazes de ajudá-lo por completo.  

 

-E que tipo de transformação você fará em mim? - O tom fora sério, mas Akemi sentiu uma pitada de segundas intenções, que na verdade foram mais indicadas pelo olhar que Kwan lhe jogou. 

 

-Não será exatamente eu. Eu apenas irei guiá-lo dentro de sua própria mente. Você tem a capacidade para se transformar...- Ela evitou os olhos negros, que pareciam um imã naquele ponto. 

 

-Se você diz...-Ele disse, dando de ombros, mas logo voltou-se a pôr os olhos intensos sobre a psicóloga- Confio em você, doutora.  

 

 Ao dizer tais palavras, foi aproximando-se com a face perto da ruiva, inclinando-se exageradamente até ficar centímetros do rosto feminino, que a este ponto mal podia desviar daqueles profundos olhos negros que se aproximavam cada vez mais. Os instintos é que lhe salvaram, quando a respiração de Kwan já batia-lhe sobre a face, um estranho medo tomou-lhe por inteira. Talvez sensação lembrada do estupro. Não sabia ao certo, mas virou o rosto e levantou-se dali. Guardou  papel das anotações na mesa e dispensou o paciente de modo frio e curto.  

 Depois que o mesmo saiu, fazendo ainda uma face fofa e confusa, Akemi sentou-se e respirou fundo. Afinal, porque raios o deixou se aproximar tanto de si? Estava dando-lhe uma chance para se abrir mais, ou simplesmente sua alma se prendera entre aqueles irises? Não soube responder. Mas soube dizer, mesmo que contragosto, que notara não ser o medo o sentimento que a invadiu instantes atrás. Afinal, em nada aquela face lhe parecia ameaçadora. Tinha vontade de jogar-se fundo sobre os lábios que Kwan apresentava tão próximo a ela. E não sabia o porquê. Sentia era uma atração incomum, selvagem.  

  Pelos deuses, só poderia estar ficando louca. Concluiu por fim que estava precisando de férias definitivas. Fora de fato uma péssima ideia voltar a trabalhar depois de tudo o que lhe ocorreu. E foram inúmeras as vezes que G-Dragon e Yang Mi lhe advertiram sobre isso. Akemi estava fragilizada psicologicamente e instável emocionalmente, e não eram nestas condições que se trabalhava. Mas mesmo assim, a ruiva era de uma teimosia grande, e acreditava que surtaria de tanto chorar se ficasse em casa, remoendo aquela noite tão dolorosa. Além disso, sua parte financeira também gritava. Suspirou pesadamente. Seu trabalho a curaria. 

 

                                                                       *** 

-1 semana depois - 

 

 Yang Mi mexia as pernas de modo infantil. Estava mais uma vez sentada em seu familiar balcão, mexendo nas agendas de horários. O telefone parou de tocar por uns minutos, e isso a fez apreciar aquele momento breve de paz, em que não tivesse de se comunicar com ninguém. Olhava a própria caligrafia, aperfeiçoada depois de anos trabalhando com aquilo, quando viu o paciente loiro sair da sala com uma face fofa. Era Kwan, um dos pacientes preferidos da amiga. Já era a terceira segunda-feira que ele vinha ali,  fazer sua consulta. Ele era sempre arrumadinho, tinha um esplêndido sorriso, e sempre educado. A secretária até podia entender porque Akemi gostava tanto dele. 

 Mas este pensamento não durou muito. Assim que o rapaz sumiu por entre os portões do lado externo do consultório, a ruiva surgiu de sua sala e com olhos diferentes encarou a amiga. Sua respiração parecia alta, a ponto da morena conseguir escutá-la dali, além de seu cabelo estar um tanto bagunçado. Franziu o cenho e esperou a ruiva se aproximar dela para questionar-lhe o que raios havia acontecido para que ela estivesse naquele estado. 

 

-História para mais tarde, Mi. - A ruiva resmungou e saiu andando, indo para fora do local. 

 

 A morena até a seguiria e ficaria em seu pé até que ela lhe contasse, mas preferiu apenas aguardar a boa vontade da outra lhe dizer. Suspirou e voltou os olhos para o papel, até que ela mesma não se aguentasse de curiosidade. A verdade é que todos sabemos como a secretária era. Curiosidade poderia ser seu sobrenome, principalmente se era em relação à amiga psicóloga. E a prova disso era o quanto enchera a ruiva de questionamentos sobre G-Dragon.  

 Ficou pensando, portanto, se aquele estado provinha de alguma experiência com Kwan. Faria muito sentido, mas excluiu a possibilidade. Conhecia a ruiva tempo o bastante para saber como ela era profissional no que fazia. Era impossível Akemi fazer algo do tipo, envolver-se pessoalmente com qualquer paciente, fosse ele um mendigo ou um Deus grego. Mas mesmo convencida disto, de que não havia como duvidar deste fato, uma estranha ideia ainda ficou a zunir no fundo de seus pensamentos. Deixou, no fim da contas, a história pra lá, cansada de afirmar para si mesma que a amiga não era capaz de algo assim. 

 Foi, somente no fim do expediente, quando as duas voltavam para casa, que a ruiva, por pura espontaneidade, e talvez um resquício de culpa, tocou no assunto. Yang Mi tentou não arregalar os olhos e manteve-se indiferente, mesmo que estivesse pulando de curiosidade na verdade. Akemi fez aquela típica cara de quem estava falando mais por obrigação do que por vontade, e remexeu os lábios antes de pronunciar as poucas palavras: 

 

-Eu o beijei. - Ela disse e virou os olhos para o outro lado. 

 

 Yang Mi virou-se de imediato para a amiga, deu-lhe uma olhadela e disse com quem não queria nada: 

 

-Beijou quem? 

 

-Kwan. - A ruiva disse e hesitantemente virou os olhos para a amiga. 

 

-Kwan???- A morena franziu o cenho sem tirar os olhos da estrada. - O paciente? 

 

-Esse mesmo. - Akemi confirmou, agora como se estivesse fazendo jogo limpo. 

 

-Não me diga... - A morena fez um resquício de curiosidade na voz. - Você é uma safadinha! - A garota riu, fazendo a ruiva rir também. 

 

-Eu não sou! - Akem riu - É só que...deuses...aquele homem... 

 

-Ah eu deveria ter descoberto! Eu vi você meio de olho nele...- A secretária sorria, como se estivesse em seu próprio jogo de Sherlock Holmes de casos amorosos. - Mas realmente...ele é lindo. 

 

-Não só isso...- Akemi disse com um pequeno sorrisos malicioso. 

 

-O que? - A secretária fez olhos arregalados  

 

-Não é isso que você está pensando. - Akemi riu e virou a face. 

 

-Ah, eu só estou pensando que ele deve beijar muito bem! - A morena ergueu o cenho, fazendo a ruiva rir e corar-se por inteira. 

 

 Depois a ruiva manteve-se calada, um tanto pensativa, e Yang Mi teve de olha-la melhor para tentar definir pelas expressões da amiga o que ela poderia estar pensando. Quando chegaram em casa, no conforto de seus lares, sentaram-se no sofá, como se fossem ter uma divertida festa do pijama, com novas fofocas amoras, só entre elas duas. Pegaram potes com sorvete e sentaram-se de frente para a outra, sorrindo vez ou outra bobamente, como se entendessem apenas pelos olhares que em si trocavam. 

 

-Eu fiquei de perguntar, mas não sabia se você se sentiria confortável em responder...- Yang Mi comentou vagamente enquanto olhava fixamente para seu pote de sorvete. 

 

-Pergunte. - Akemi disse de maneira suave, olhado para a amiga, que não lhe encarava. 

 

-Ok. É que eu queria saber porque exatamente o beijou...sabe...você nunca fez isso, e também se interessou por pouquíssimos caras a vida inteira. - Ela agora levantava os olhos, encarando a amiga de maneira fofa. 

 

-É verdade. - Ela ponderou um pouco antes de continuar. - Eu gostaria de ter uma boa explicação, Mi, mas parece que em relação a isso, eu estou meio sem palavras. É como...se eu tivesse uma grande atração por ele...de essência mesmo. Almas gêmeas, sabe? 

 

-Bom, pode acontecer. Não acho que você ficaria come ele só pela aparência...- A ruiva teve de concordar com o raciocínio da amiga. - Enfim, pergunta respondida, eu quero saber como rolou...- Ela sorriu de canto e Akemi riu de sua expressão. 

 

-Pode tirar o cavalinho da chuva, eu não vou falar nada...- Ela fez um biquinho e continuou tomando seu sorvete, ignorando a amiga. 

 

-Ah, qual é! Você fez isso com o G-Dragon e agora com o Kwan também?! Isso não é justo! - A secretária reclamava, fazendo carinhas infantis. 

 

 Depois de tanto insistir nisso, Akemi lhe contou um pouco do beijo, apenas para a garota calar a boca e ela conseguir dormir. Mas, nem mesmo no silêncio em que se instalou sem a tagarelice da morena, houve qualquer paz para que a ruiva dormisse


Notas Finais


É isso, honeys ^^
Espero que tenham curtido. Sim, foi um capítulo meio...Wow. O outro lado da história né gente. Enfim, espero que estejam entendendo mais ou menos, daqui a pouco tem mais explicações. E sim, o GD não apareceu nesse, mas relaxa que ele jájá aparece, foi mais por conta do centro da ideia deste cap, aquietem o cu u-u

Hehehe, enfim, comentem o que acharam e não se esqueçam de favoritar a fic! Sim, chegamos aos 40 favoritos, então feliz quarentinha para nós ><

Nos vemos no próximo cap!

~~Kiusses


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...