História The King of Olympians - Capítulo 8


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Fantasia, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo leve hoje, o próximo vai ser mais agitado, escrever a cena do Percy foi mto legal

Capítulo 8 - Whirlwind


- Nico, você namorou ela? – Perguntei e ele crispou os lábios em desgosto.

- É um passado do qual tenho que me esquecer, caro Percy.

- Eu estou ouvindo, Di Ângelo. – Reyna rapidamente se postou ao nosso lado. – Aliás, você ainda não me disse o motivo da sua ilustre visita.

- Percy, é o líder, ele fala. – Nico disse, coçando os olhos, que ainda tinham o ar de sonolentos.

- Bem, os deuses voltaram a dar missões para o nosso instituto. – Reyna fez uma leve cara de surpresa. – Nico, Annie e eu temos que resgatar uma amiga nossa que foi raptada, Quíron falou que um dos seus também foram raptados. Ele pretende unir forças na missão.

- Bem, a nossa rivalidade diminuiu muito após uma batalha antiga. – Reyna explicava. – Mas, meus campistas são orgulhosos demais para gregos chegarem sem aviso e os recrutarem para uma missão.

- E o que temos que fazer? – Nico perguntou.

- Mostrar pra eles que somos fortes. – Eu disse, e não sei o motivo de ter chegado aquele raciocínio. – Jogos de guerra.

- É, mas como você sabe sobre eles? – Reyna franziu o cenho.

- Não sei. Só sei que esse lugar me parece familiar. – Eu disse, olhando em volta do acampamento. Nico abriu um sorriso, mas esse era diferente. Era o sorriso que uma criança de cinco dá quando recebe o brinquedo que queria tanto.

- Vocês vão ter que jogar independentes. – Reyna disse, com um sorriso de canto. – É melhor traçarem uma estratégia, Nico conhece o campo. Ah, hoje eu e Jason vamos participar, um agrado a nossas ilustres visitas, não é mesmo?

- Ela quer foder com a gente, né? – Eu perguntei.

- Quer muito. – Nico disse.

Reyna tinha saído e no meio do caminho tinha encontrado um cara, cabelo loiro cor de mel e um porte atlético bruto, parecido com o dos filhos de Ares. Ele se aproximou da gente, de braços cruzados e tronco inclinado, encarando Nico.

- Di Ângelo, então você voltou. – Ele disse.

- É um prazer te ver também, Jason. – Nico disse, coçando o cabelo.

- Ah, você é o cara que Reyna falou. – Eu disse, sorrindo de leve. – Percy Jackson, prazer.

- Jason Grace, desprazer. – Grace, parecia o nome de Thalia. Mas, eu não queria saber disso, o cara era muito mal-educado para ser parente dela. – Fiquei sabendo que vocês vão jogar os jogos de guerra, Reyna cedeu uma participação especial aos pretores, tudo por causa da sua visita. – Jason sorriu de canto.

- É, talvez eu acabe com a primeira e a segunda corte como eu fiz da última vez. – Nico disse, transparecendo indiferença.

- Golpe de sorte, Di Ângelo. – Jason disse, descruzando os braços. – Isso só aconteceu duas vezes. E, o cara da primeira vez, ele era um monstro. Dizem que ele derrotou Cronos, foi ao Tartáro, você não é nada disso.

- Talvez, eu também esfregue essa sua cara angelical no chão. – Eu murmurei, e juro, que foi sem querer.

- Você, grego, não sabe o significado da palavra pretor, não é? – Jason disse, dessa vez mirando suas ameaças em cima de mim. – Digamos que depois dos deuses e Lupa, nós somos a força máxima desse acampamento, então cuidado com sua língua. – Ele praticamente cuspiu as palavras em cima de mim. – Até mais, Di Ângelo e... Garoto. – Ele saiu andando, e todos os guardas que estavam em volta de nós o seguiram.

- Quem diabos é esse idiota? – Eu perguntei e Nico revirou os olhos.

- Imagine a sua elite formada por duas pessoas, são os pretores, Jason e Reyna são eles. – Nico explicou.

- Vou esfregar a cara desse mauricinho no chão. – Eu disse. Certamente, eu nunca me dei bem com valentões e pessoas metidas. Sempre os odiei.

- Cuidado, Percy. – Nico me lançou um olhar sério. – Jason e Reyna são tão fortes quanto eu.

 

(...)

 

Nós estávamos atrás da Quinta Coorte, ouvi dizer que ela era a corte dos fracassados, mas desde que Nico ajudou ela a pegar o estandarte pela segunda vez, eles mantinham mais respeito e desconfiança dela. Nossos aliados eram a Terceira e a Quarta Coorte. Se nós marchávamos atrás da quinta, nós éramos considerados mais que fracassados.

- Percy, e o seu machucado? – Nico olhou de relance para meu ombro.

- Bem, as águas daqui são bem refrescantes. – Eu sorri, mostrando o ombro que não possuía nenhuma cicatriz.

- Por que você tá tão animado, Percy? – Annabeth perguntou, com os olhos espremidos.

- Sabe, essa missão está me dando uma adrenalina que eu nunca senti antes. – Eu não consegui evitar o sorriso. – Por mais que tenhamos nos machucado, são situações diferentes das do acampamento, e isso é muito bom. A experiência ontem com Nico, de batalhar em desvantagem, me deu uma noção maior de que em uma batalha real, é vencer ou morrer. E eu acho isso bom, consegui controlar meus poderes melhor ontem. – Olhei para Nico, que sorria de canto, ele provavelmente tinha passado pelas mesmas emoções que eu. – Mudando de assunto, qual o plano?

- Bem, da última vez eu só usei as sombras para me colocar lá dentro. – Nico disse, nostálgico. – Mas, Reyna proibiu isso depois. – Ele resmungou. – Mas, como você é um filho de Poseidon e diz que consegue controlar melhor seus poderes. – Nico colocou a mão no meu ombro, malicioso. – Você pode explodir os canhões de água. Eles não sabem que você é filho de Poseidon, eles tem um filho de Netuno, porém, na Primeira Coorte, isso nos dá uma vantagem. – Ele sorriu.

- Isso é uma boa estratégia. – Annabeth era um filha de Atena, não batalhava sem um plano, se ela tinha confirmado, daria certo. – Mas, lá dentro teremos que nos virar, não é?

- Bem, você luta bem com sua adaga, Annie. – Nico deu ênfase no Annie, e ela riu. Ele nunca tinha a chamado assim, era uma amizade nova. – Percy, você tem de se concentrar e fazer acontecer em sua mente, entendeu? – Eu assenti. – Vamos nos sair bem.

- Ah, e nós podemos ter outras surpresas. – Nico acentuou. – Os legionários tem sempre uma surpresinha a mais para nós. Eles nunca deixam a água de lado, sorte a nossa ter Aníbal.

- Aníbal? – Eu perguntei e logo a nossa frente, vi um elefante gigante vestido de armadura Kevlar.  

No centro dos campos de marte, cada coorte formou duas fileiras conformes seus centuriões, que se eu me lembro, eram uma espécie de conselheiros de cada coorte. A Quinta também formou, um pouco longe até de seus aliados. Todos os centuriões aliados foram fazer uma conferência. Jason e Reyna estavam na Primeira Coorte, eles fitavam a mim, Nico e Annabeth com um olhar malicioso e se eles fossem tão fortes quanto Nico, estávamos mortos. Mas, eu não podia pensar desse jeito, tinha que ser o otimista do grupo.

- Vai começar. – Nico falou. Uma trombeta de concha soou por todo o campo e eu vi a formação das coortes atacantes. Eles colocaram os escudos por cima do corpo, parecendo um verdadeiro casco de tartaruga. Nico correu e nós o seguimos.

- Percy, é aqui onde a mágica acontece! – Nico sorriu, e me apontou os canhões que se estendiam por cima da muralha. Os guardas livres os vigiavam e vigiavam o perímetro também, marchando de um lado para o outro.

- Nico, será que isso vai dar certo? – Ele e Annabeth reviraram os olhos.

- Cala a boca. – Annabeth disse, me empurrando.

- Ei, olhem ali. São os gregos! – Os guardas começaram a rir, e alguns foram para os canhões.

Levantei minha mão em um punho, fechando os olhos e fazendo como Nico tinha imaginado. Eu podia ouvir a água correndo pelo sistema de bombeamento ligado ao aqueduto. Quando ela chegou a ponta dos canhões, abri minha mão e meu estômago se revirou de cima a baixo. Um barulho se estendeu por toda a muralha, e quando abri os olhos novamente, os campo estava todo molhado, mas um círculo se prontificava a minha volta, todas estavam encharcados menos eu. Nico deu seu melhor sorriso de canto, e eu dei um sorriso de orelha a orelha.

- Nico, leve Annabeth lá pra cima com as sombras, eu alcanço vocês. – Eu disse, sorrindo.

- Mas ele não pode fazer isso, Percy! – Annabeth disse preocupada.

- Ele não pode ir lá pra dentro com as sombras, não até a muralha. – Nico fez um olhar malicioso e eu virei as costas pra ele.

Eu peguei uma mangueira que estava acoplada ao canhão segundos atrás, e controlei ela, meu estômago revirou e eu aumentei sua pressão, me jogando no alto da muralha. Aterrissei nela e Nico me olhou.

- Percy, eu roubei isso de Quíron. – Ele me jogou uma caneta esferográfica, e eu a peguei no ar.

- Nico, em que uma caneta pode me ajudar? – Eu apertei o botão em cima dela, e quando percebi ela tinha se transformado em uma espada de bronze, com um tridente nela. – Nossa.

- Eu e Annabeth vamos acabar com os defensores da muralha. – Nico sorriu, com a espada negra e as sombras em mãos. Lá de cima, eu ouvi Aníbal derrubando o portão da muralha. – Mostre a eles do que o filho de Poseidon é capaz.

Eu sorri e olhei para a mangueira do meu lado, que ainda soltava uns jatos de água e tive uma ideia. Levantei as duas mãos e meu estômago se revirou mais uma vez. Fiz a água rodopiar em um sentido só em uma velocidade única. Alguns segundos depois um turbilhão do meu tamanho estava se formando do meu lado, e eu me misturei a ele, como um só. Mais alguns segundos ele tomou proporções enormes e eu o lancei contra a periferia da fortaleza. De relance eu pude olhar para o time aliado, que não acreditava no que via.

O turbilhão invadiu o forte, e eu me aproveitei da sua pressão, voando como um projétil da na direção de um dos centuriões que estava protegido atrás de uma fileira de escudos. O turbilhão dava trabalho para as defesas atrás de mim, mas eu não podia me preocupar com ele agora, seu errasse um centímetro, era provavelmente um homem morto. A água ainda estava em volta de mim, eu voei em uma pressão maior do que as dos canhões na direção do centurião, que somente arregalou os olhos antes de eu acertar o punho da espada no seu peito, estraçalhando sua armadura, e o jogando como um projétil contra a parede. Eu estaquei no momento que o acertei, e todos os soldados olhavam para mim, aterrorizados.

- Quem é o próximo? – A maioria usou os soldados que tinham acabado de invadir os portões da muralha como desculpa e poucos ficaram.

Eu lutava como um demônio entre os soldados, aquela adrenalina me fazia muito bem, nunca tinha me sentido tão bem antes. Os legionários tentavam, mas não conseguiam triscar em mim. Eu acertava, defendia e contra-atacava com a parte chata da espada que Nico me dera. Ela tinha caído perfeitamente em minha mão, nunca nenhuma espada tinha ficado equilibrada pra mim. Eu estava correndo riscos na mão dos legionários, mas estava me divertindo como nunca. A diversão acabou, quando Jason e Reyna dispersaram eles.

- Parece que você já fez seu show, garoto. – Jason disse, empunhando uma lança dourada.

- Vamos ver se você dá conta de dois legionários. – Reyna usava uma espada. Dei uma olhadela para Nico, que estava muito ocupado com os legionários para me ajudar.

- Não se distraia quando formos atacar você, grego! – Jason tentou uma estocada, mas eu joguei o corpo para o lado, péssima ideia.

Reyna veio como um furacão para cima de mim, tentando uma estocada com a espada, mas eu girei a minha em um arco, defendendo seu ataque. Jason tentou se aproximar, mas eu joguei a água que estava no chão contra seu rosto, o afastando.

- Netuno? – Reyna arregalou os olhos, mas eu não deixei barato sua surpresa, batendo a parte chata da espada contra o meio dos seus olhos, lançando seu elmo longe. Quando ela voltou a si, eu já tinha socado o punho da minha espada contra seu peito a afastando, e girado na direção de Jason travando minha espada contra a haste de sua lança. Uma disputa de forças. Reyna avançou, e eu deslizei a lâmina da minha espada pela haste da lança de Jason, e ele acabou baqueando para frente com ela, acertando a sua ponta no braço de Reyna.

- Quem é você? – Reyna perguntou, provavelmente uma pergunta retórica, mas eu respondi.

- Eu sou Percy Jackson, o filho de Poseidon, ou Netuno. – Eu disse, girando contracorrente e batendo sua parte chata de supetão na base da lança de Jason, a enviando para o outro lado do campo. Reyna avançou, mas eu girei sob meus pés e parei a ponta da minha espada contra seu pescoço. Ela engoliu em seco. Alguns legionários estavam a nossa volta, olhando impressionados. – E é melhor você se afastar, e me entregar o seu estandarte.

Jason ia fazer alguma coisa, mas estacou quando Reyna afundou sua espada no chão, levantando as mãos. Nico passou correndo, e me gritou e eu me juntei a ele.

- O que aconteceu ali? – Nico me questionou, curioso.

- Eu acho que eu derrotei Reyna e Jason.  – Eu disse, pensando agora claramente no que tinha feito.

- Percy, você derrotou dois pretores ao mesmo tempo? – Nico subitamente arregalou os olhos e me olhou, e eu assenti. – Eu sabia que tinha que te trazer pra essa missão, idiota. – Ele riu.

Corremos para o centro da base e eu vi a imagem deslumbrante de Annabeth em cima de Aníbal, ela estava realmente linda enquanto sorria. O elefante derrubou a porta de ferro como se não fosse nada, permitindo a minha entrada junto com a de Nico. Nós corremos e os guardas caíram da cadeira. Eles tentaram avançar, mas eu e Nico desarmamos todos e pegamos os estandartes.

- Ei, gregos não podem ganhar isso. – Nico disse, me olhando. – Já provamos que somos fodas, vamos dar para qual coorte? – Nos encaramos por um tempo e dissemos em uníssono. – Quinta.

Nos aproximamos e entregamos os estandartes ao centuriões da Quinta Coorte, que levantaram eles. Mas, ao invés de levantarem seus centuriões, a Quinta Coorte levantou a mim, Nico e Annabeth.

 

(...)

 

- Fale, Percy como você fez aquilo? – Annabeth me perguntou, sentada em sua beliche. Eles tinham nos cedido seu quarto de visitas.

- Eu realmente não sei, foi tipo, no calor da batalha. Eu me deixei levar. – Eu disse, terminando de secar meu cabelo com a toalha.

- Parece que nosso Percy está ficando mais forte! – Nico disse, se mostrando na parte de cima da nossa beliche. – Acho que você entra para a elite.

- Cala a boca, Nico. – Bianca disse, ela apareceu em meio ás sombras.

- Olha quem perdeu os jogos de guerra. – Eu disse, me deitando.

- Na verdade, eu vi os jogos. – Bianca disse, cruzando os braços. – Eu vi o que você fez, Jackson. Impressionante, mas não sei se você ganharia de um membro da elite.

- Bianca, aqueles dois pretores ganhariam de você em um piscar de olhos. – Nico disse. – Você está a um dia nesse acampamento, eu fiquei seis meses. – Bianca revirou os olhos.

- Ei, mas nós estamos perdendo o torneio. – Annabeth lembrou, girando sua faca em mãos. – Acho que o torneio é o único jeito, não?

- Vocês podem desafiar um membro diretamente. – Bianca disse, subindo na beliche de Annabeth. – O que seria insanidade, já que não ganhariam.

- Percy, por que você não desafia aquela Clarisse, então? – Nico disse, relaxado. – Annabeth desafia Bianca, eu desafio qualquer um.

- Clarisse me dá arrepios. – Eu disse. Clarisse era realmente assustadora. Eles riram.

- Pra quem ganhou de um pretor você realmente me parece um fraco, Jackson. – Nico jogou seu travesseiro em mim, e eu joguei de volta.

- Vai se foder! – Eu levantei, e apaguei as luzes. – Agora, vão dormir, seus idiotas.

- Cuidado para não sonhar com Clarisse, Percy. – Annabeth disse e Nico explodiu em risadas.

- Eu detestaria esse sonho. – Eu disse, me virando para dormir.

 

“Ei, vai ficar tudo bem, Hazel, não é mesmo? – Eu ouvia a voz de Thalia. Era um lugar escuro, o ranger de uma porta fez ela se virar assustada. Ela estava suja e com machucada, assim como a outra garota. – Ah, não, você de novo não!

- Calma, Thalia, estamos acabando já com vocês. – Era um garoto, a escuridão cobria seu rosto, mas dava pra ver que ele sorria. – Daqui seis dias, vamos decidir se o destino de vocês será morrer ou nos servir.

- Vai se foder, seu bicha! – Thalia gritou, mostrando o dedo do meio pra ele, que deu um murro em sentido contrário no rosto dela.

- Um pouco de respeito e colaboração pode salvar sua vida, Grace. – Ele deu alguns passos pra trás e saiu da porta. – Seis dias.”


Notas Finais


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