História The King of Winter - Capítulo 5


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Hodor, Jaime Lannister, Jon Snow, Jorah Mormont, Meera Reed, Melisandre, Petyr Baelish, Ramsay Bolton, Sandor Clegane, Sansa Stark, Theon Greyjoy, Tyrion Lannister
Tags Drama, Romance
Visualizações 172
Palavras 2.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Enfim voltei leitores!
Eu sei que não tenho sido a melhor das autoras, e que tenho demorado bastante a postar, mas tive um problema na minha internet que acabou atrapalhado tudo.
Mas tenho uma boa noticia...
Agora minha internet está ótima! rsrs
E todos os sábados vou postar novos capítulos pra vocês. Sem falta!
Caso eu não poste podem me cobrar.
Esse capítulo é a continuação do anterior, só que na visão da Arya.
Qualquer dúvida, vão nos comentários que eu responderei.

Boa leitura!

Capítulo 5 - Encontros.


Fanfic / Fanfiction The King of Winter - Capítulo 5 - Encontros.

Arya cavalgou por dias através da floresta. Não queria ir pela estrada principal para não chamar atenção, havia muitos inimigos que poderiam passar por ali. A neve caía, rodopiando, à sua volta. As vezes, caía de um céu branco e, às vezes, de um negro, mas isso era tudo o que restava do dia e da noite. Agora próximo da Mata dos Lobos seu coração já começava a acelerar. Ao longe podia vê sua antiga casa, Winterffel. Sabia que não poderia mais voltar enquanto os Bolton continuassem sendo os protetores do Norte. E também sabia que sua passagem por aquele local deve ser silenciosa, ela não pode ser vista ali por nenhum deles. Mas isso ela sabia que não seria nenhum problema.

Assim que chegou na Mata, desceu de seu cavalo e decidiu parar já que estava escurecendo. Apesar de estar ansiosa por encontrar Jon ela teria que descansar um pouco. Depois de ter feito uma pequena fogueira, sentou num tronco de uma árvore caída no chão. Esperava que a fogueira a esquentasse e espantasse qualquer animal que pudesse ter por perto. O frio passava através das árvores, e ela fechava sua capa para se proteger. Arya percebeu que, apesar de não se sentir perturbada pelo frio em si, ele fazia o barro do seu corpo enrijecer, deixando-a agitada e irritada. Havia tanto tempo que sentia calor que estava se esquecendo de como era sentir-se fria.

A manhã chegou com a promessa de novas esperanças. Estava agora em terreno plano, e o caminho, depois de muitas curvas, estendia-se em linha reta através de um caminho que se tornava cada vez mais com obstáculo, além da neve no chão, tinha alguns troncos, restos de galhos escondidos sobre o chão branco que dificultava o caminho. O cavalo de Arya avançava, primeiro andando devagar, para depois romper num trote rápido. Quando ela olhou para trás, conseguiu vê que Winterfell e os Bolton estavam fora de vista. Em frente, uma fileira de grandes pinheiros ainda erguiam-se.

Não podia ter certeza, mas Arya suspeitava que estava sendo seguida. Sentia em sua volta, aquela presença invisível, gélida. E ainda assim, nem um som, nem um movimento. Apertou sua espada agulha, como se já enxergasse dedos escuros se estendendo para tentar toma-la. Desceu de seu cavalo e o amarrou em um tronco de uma das árvores, decidida a procurar, não sabia exatamente o que, mas esperava descobrir. Semicerrou os olhos, atenta à tudo através da enorme Mata de Lobos. Apertou os lábios rachados e continuou a andar, até que algo uns cem metros à frente na mata a fez parar. Demorou um pouco para seus olhos se acostumarem com a penumbra branca acinzentada de um lobo gigante à sua frente, mas Arya poderia reconhecer ela em qualquer lugar.

– Nymeria!

Por um instante a loba olhou profundamente para Arya como se tivesse decidindo algo, enquanto Arya se aproximava lentamente. Nymeria mostrou os dentes e começou a rosnar, um rugido baixo cheio de ameaças, mas desta vez Arya silenciou a loba passando suavemente sua mão na cabeça dela. Durante algum tempo ela ficou ali em silêncio, adiando o inevitável. Por um momento teve medo de tocá-la, não sabia se Nymeria lembrava-se dela... E então movida pela emoção de está a revendo Arya a abraçou gentilmente.

– Você voltou! - diz Arya.

Temeu que sua loba não tivesse gostado de tal atitude mas assim que ela lambeu sua orelha, a tensão de momentos antes tinha desaparecido, e Arya começava a se sentir confortável. Se ergueu com ternura e fitou Nymeria com olhos pensativos. O animal já estava quase do seu tamanho. Mais um ano e Arya tinha a sensação sombria de que teria de olhar para cima se quisesse ver sua cabeça.

– Venha comigo. Estou indo para Muralha...

De repente Arya parou de falar, como se estivesse ouvindo alguma coisa. Esgueirou-se e caminhou para um dos lados da mata silenciosa como uma sombra e pôde visualizar mais outros lobos. Arya se assustou e deu um passo pra trás atenta a qualquer movimento deles. Apertou sua espada pronta para pega-la se fosse necessário. Então sem ela perceber, Nymeria surge atrás dela e uiva. Era um uivo tão alto que até mesmo Arya que já estava acostumada com o som de lobos, estremeceu ao ouvir. Um dos lobos se endireitou e se afastou assim que ouviu e viu Nymeria. E assim como os outros pareceu desaparecer através do caminho. E então Arya pôde respirar novamente.

Olhou para Nymeria ao seu lado, com olhos de admiração.

–  Obrigada! - disse finalmente se sentido muito feliz por está com sua loba.

Nymeria por sua vez olhou mais uma vez Arya e correu a passos largos para dentro da mata. Num primeiro momento Arya pensou que não a veria mais, no entanto, ao mesmo tempo, parecia que Nymeria queria que ela a seguisse. E rapidamente ela pegou seu cavalo o montou e seguiu na direção que a loba havia sumido minutos antes.

Depois de uma ou duas horas, Arya tinha perdido completamente o senso de direção, embora soubessem muito bem que tinha deixado de rumar para o Sul havia muito tempo. Ela seguia o mais rápido que podia as pegadas de lobos sobre a neve que cobria o caminho. E pedia ao mesmo tempo que a pegadas fossem de Nymeria. As vezes Arya se perguntava se estava ficando louca em seguir passos de um lobo mas ao mesmo tempo algo lhe dizia que era o certo à se fazer.

A tarde já terminava quando Arya decidiu parar novamente e descansar perto de um lago congelado. Coçou a cabeça, a boca se abrindo num bocejo como uma caverna. Estava preocupada. A tarde avançava e essa sonolência não parecia normal. Quase sonâmbula, foi cambaleando até o lado de uma das várias árvores, escolheu uma mais pra dentro da mata sentou-se sobre ela e ali mesmo adormeceu de repente, com as costas apoiadas na árvore.

Já estava quase amanhecendo quando os galhos da árvore que Arya adormecera, começaram a balançar violentamente. Um ruído como o do vento começou a subir e a se espalhar pelos galhos de todas as outras árvores em volta, como se tivessem derrubado uma pedra no sono quieto da Mata dos Lobos, provocando ondas de fúria que se alastravam por toda mata. Mas o barulho parecia não incomodar Arya que continuava em seu sono profundo.

Então um lobo começou a uivar.

– Uuuuuuuuuuuuuuooooooooooooooooo.

O som perdurou, perdurou e perdurou, até parecer que nunca terminaria.

– Uuuuuuuuuuuuuuooooooooooooooooo.

Arya sobressaltou-se, como se tivesse sido acordada de um sonho agradável. Pôs-se de pé tomada pela surpresa do som. E voltou correndo à margem do lago, de onde parecia vim o uivo e como ela esperava era sua loba Nymeria que estava olhando fixamente para algo. Ao seguir a direção do olhar da loba Arya pôde vê no outro lado do lago estava a figura de uma mulher. O sol já começava a aparecer no céu e pareceu parar por um momento sobre a cabeça desta mulher, reluzindo nos cabelos vermelhos que o vento agitava.

– Sansa? - falou Arya mais pra si mesma, sabendo que a irmã não tinha como ouvir.

Sansa estava do outro lado do lago, com um lobo branco alguns metros atrás dela. E mesmo ao longe Arya conseguiu conhecer àqueles olhos vermelhos do lobo. Podia se lembrar muito bem do lobo de seu irmão Jon.

Fez-se um silêncio súbito e profundo, durante o qual Arya podia escutar seu coração batendo. Não conseguia se mexer, parecia que seu pé havia grudado na neve. Mesmo assim Sansa que estava na mesma situação conseguiu andar a passos rápidos, margeando o lago congelado até conseguir ir na direção da irmã. Sansa estava tão feliz e assustada ao mesmo tempo que ainda não havia percebido que fantasma estava à sua cola e agora a seguindo. Assim que ela alcançou Arya, a abraçou. E Arya apenas se deixou viver aquele momento de reencontro. Sabia que nunca tinha se dado bem com Sansa, mas naquele momento, sentiu-se tão bem que percebeu o quanto a irmã lhe fazia falta. Estava surpresa demais para falar. Jamais teria imaginado aquilo. Ela sabia o que era sofrer com a dor interminável de perder os pais, irmãos mas não conseguia imaginar como seria perder a família inteira.

– O que aconteceu com você? - pergunta Sansa assim que solta Arya.

– É um longa história... - ela responde lançando um leve sorriso para a irmã.

Sansa retribui o sorriso mas não diz nada.

– O que faz aqui perto de Winterffel? Pelo que soube você fugiu dos Bolton. - pergunta Arya curiosa para saber o que a irmã fazia ali.

– Vamos tomar de volta Winterffel! - responde Sansa um pouco apreensiva.

Arya foi pega de surpresa e pesou aquilo por um momento.

– Como assim? - pergunta ainda não acreditando nas palavras da irmã. E ao perceber a cara séria de Sansa completa. – Você não tem um exército!

– Jon tem alguns selvagens dispostos a lutar por ele e também conseguimos alguns soldados da casa Mormont.

Arya fez uma careta. Sabia que aquilo tudo não fazia o menor sentido pra ela. Mas se era verdade pelo menos queria saber os detalhes.

– Mas isso não é o suficiente. Eu vi os soldados dos Bolton, eles são muitos. - diz Arya.

Sansa abaixa a cabeça, ficou um tempo pensativa mas logo fala.

– É eu sei. Mas o Vale também vai lutar por nós.

Sansa tentou parecer indiferente, mas Arya pôde ouvir o tremor em sua voz. Ela não sabia bem o que dizer, afinal, não fazia ideia sobre o que tinha acontecido com a irmã, exceto o fato de ter se casado com um Bolton. Mas algo ali soava estranho para Arya mas esperava que aos poucos pudesse saber de tudo. A mente de Arya começou a clarear e ela se concentrou em Sansa, que agora a encarava com ansiedade.

– Parece que perdi muita coisa mesmo. - fala Arya sorrindo.

Houve um silêncio pesado. Sansa não respondeu; tinha a mente confusa, com medo e dúvidas, enquanto Arya apenas franzia a testa.

– Onde está Jon? - pergunta ao se dá conta que o irmão também poderia está ali perto.

Sansa a olhou surpresa e pensativa.

– Está no acampamento. - disse numa voz baixa. – Quando ele te vê vai ficar feliz. - completa sorrindo para Arya e logo andando em direção ao acampamento.

Por um tempo Arya não se mexeu, imóvel sobre a neve, ouvindo o vento e o bater dos galhos das árvores. Lançou um olhar em direção aos dois lobos ali próximos e sorriu. Arya já tinha esquecido o quanto havia desejado encontrar seu irmão, e agora, enfim o dia chegou. E sem pensar mais nada, seguiu Sansa a passos largos na tentativa de alcançar a mesma. Por outro lado os lobos que estavam com as duas permaneceram ali próximos ao lago.

A medida que as duas irmãs se aproximavam do acampamento, a luz do sol começava a iluminar melhor o local no qual Arya pôde observar. A esquerda dela vários restos de galhos queimados se espalhavam pelo chão, possíveis restos de uma fogueira. Arya viu também muitas barracas espalhadas à sua direita, no qual de repente uma mulher esgueirou-se do interior de uma delas. Trazia uma espada quebrada na mão, mas foi o seu rosto que a levou a hesitar.

Conhecia aquele cabelo. Conhecia aqueles olhos.

E sem pensar Arya correu na direção da mulher e apontou sua espada agulha. Ouviu a sua respiração entrecortada meio segundo antes de Sansa gritar.

– Arya não!

Sansa se aproximou da irmã colocando a mão na pequena espada e a abaixando na tentativa de impedir que a irmã ferisse a Mulher Vermelha. Melisandre não se assustou com tal atitude de Arya, talvez já estivesse esperando por aquele momento à muito tempo.

– Vejo que nos encontramos novamente. - fala Melisandre com um belo sorriso no rosto.

Arya fungou.

– Que está fazendo aqui? - ela disse em voz alta.

Sansa que não estava entedendo nada, fez uma cara de assombro e pergunta.

– Vocês já se conhecem?

– Sim. Ela está na minha lista. - responde Arya ainda encarando fixamente a Mulher Vermelha.

– Você não vai me matar. - disse Melisandre e segurou Arya pelo queixo e olhou profundamente em seus olhos, tão profundo que a fez estremecer. – Não. Eu acho que você não pode. 

Arya empurrou suas mãos.

– Nós veremos. - responde secamente.

Aquilo foi inesperado por Sansa. Olhou para irmã e quase podia ter certeza que Arya não queria nada mais a não ser cortar a cabeça da mulher e enfiá-la numa estaca.

– Arya você não pode matá-la, ela salvou Jon. - Sansa fala num tom firme tentando acalmar a irmã.

Arya deu de ombros. Encarou a irmã e ao mesmo tempo tentava entender as palavras ditas por ela que não faziam sentido. Estudou mais a irmã e notou que Sansa estava diferente. Não parecia mas ser a garota boba e mimada de antes.

A sua resposta sobre as palavras de Sansa foi o silêncio. Iria ceder por hora, somente por causa da irmã, mas bastaria Melisandre dizer mais uma palavra pra ela que aquela ruiva iria encontrar-se com seu deus mais cedo do que talvez preferisse. E no momento em que Arya se preparava para se virar e ir embora, Sansa a deteve segurando seu pulso.

– Onde está Jon? - pergunta Sansa secamente a Mulher Vermelha.

Aquele tom de voz de Sansa não passou despercebido por Arya, não entendeu muito bem o porque da irmã não ter deixado ela matar a ruiva, mas agora sabia que mesmo tendo evitado a morte dela, Sansa não gostava de Melisandre. E essa descoberta fez Arya abrir um enorme sorriso no rosto.

– Seguiu para a batalha. - responde a Mulher Vermelha com a sobrancelha franzida.
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
E me desculpem por qualquer erro.

Até.


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