História The Kiss of Shadows - Capítulo 1


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Angeline Dawes, Christian Ozera, Dimitri Belikov, Rosemarie "Rose" Hathaway, Stan Alto, Tasha Ozera, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Exibições 13
Palavras 1.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Sangue


Fanfic / Fanfiction The Kiss of Shadows - Capítulo 1 - Sangue

Senti o medo dela antes de ouvir seus gritos.

       O pesadelo dela pulsou dentro de mim,arrancando-me do meu próprio sonho,onde eu estava em uma Praia e Orlando Bloom passava óleo de bronzear no meu corpo. Imagens -dela,não minhas- invadiram-me a mente: fogo e sangue,o cheiro da fumaça,a lataria retorcida de um carro. As figuras me circundavam,me embrulhavam,me sufocavam,até que uma parte racional do meu cérebro me lembrou de que aquele não era meu sonho.
      Acordei,mechas de cabelos negros e cumpridos estavam grudados na minha testa.
       Lissa estava deitada em sua cama debatendo-se e gritando. Eu pulei da minha cama,cruzei rapidamente os poucos centímetros que nos separavam.

    -Liss. -Disse eu,sacundindo-a -Liss,acorde.

   Os gritos cessaram,substituídos por um pranto leve:

     -Andre. -Ela gemeu. -Ai,meu Deus.

    Eu a ajudei a se sentar.

    -Liss,você não está mais lá. Acorde.

      Depois de alguns minutos,seus olhos se abriram,hesitantes,e,sob a luz fraca,pude ver um lampejo de consciência começando a ocupar sua mente. A respiração frenética foi se acalmando,e ela se recostou em mim,descansando a cabeça no meu ombro. Eu a abracei e passei a mão em seus cabelos.

        -Tudo bem -disse a ela calmamente. -Está tudo bem.

       -Eu tive aquele sonho.

        -É. Eu sei.

               Nós ficamos sentadas ali durante algum tempo,sem dizer mais nada. Quando senti que ela estava se acalmando,inclinei-me em direção à mesinha da cabeceira que ficava entre nossas camas e acendi o abajur. A luz era fraca,mas nenhuma de nós precisava de muita claridade para enxergar. Atraído pela luz,Oscar,o gato do rapaz que dividia a casa conosco,saltou para dentro pela janela aberta.
          Ele recuou para longe de mim -por alguma razão,os animais não gostam de dampiros -mas subiu na cama e rolou a cabeça em Lissa,ronronando baixinho. Os animais não têm problema algum com os Moroi,e todos amavam Lissa de modo especial. Sorrindo,ela acariciou-lhe o queixo,e eu senti que ela ia gradualmente se acalmando.

         -Quando foi a última vez que você de alimentou? -perguntei,estudando-lhe a fisionomia. Sua pele clara estava mais pálida do que de costume. Círculos escuros se estendiam embaixo dos olhos, e ela parecia enfraquecida. Tinha sido uma semana puxada na escola,e eu não conseguia lembrar quando fora a última vez que eu fornecera sangue a ela. -Foi há...mais de dois dias,não foi? Três? Por que você não disse nada?

     Ela deu de ombros e evitou meu olhar.

      -Você estava ocupada. Eu não quis...

      -Ocupada? Que se dane -disse eu,mudando de posição. Era de se esperar que ela parecesse tão fraca. Oscar,evitando a minha aproximação,saltou da cama e voltou para a janela,de onde podia assistir a tudo a uma distância segura. -Venha. Vamos fazer isso.

       -Rose...

       -Venha. Você vai se sentir melhor.

        Eu inclinei a cabeça e joguei meu cabelo para trás,deixando o pescoço à mostra. Ela hesitou,mas a visão do meu pescoço e do que ele oferecia era tentadora demais. Uma expressão de fome invadiu-lhe o rosto,e seus lábios se abriram levemente,expondo os caninos que ela normalmente mantinha escondidos enquanto circula entre os humanos. Aqueles caninos contrastavam estranhamente com o resto de suas feições. Seu belo rosto e os cabelos louro-claros faziam com que ela parecesse mais um anjo do que uma vampira.

        Assim que seus dentes de aproximaram da minha pele nua,eu senti o coração disparar num misto de medo e ansiedade. Sempre detestei sentir essa expectativa,mas era inerente a mim,uma fraqueza que eu não conseguia conter.

        Seus caninos me rasgaram a pele,com força,e eu sei um feito sentindo a breve chama da for. Depois passou e se tranformou numa imensa e maravilhosa alegria que se espalhou por todo meu corpo. Era melhor do que todas as vezes que eu estivera bêbada ou Chapada. Era melhor do que sexo -ou pelo menos eu imaginava que fosse,uma vez que nunca fizera sexo. Era um cobertor de puro prazer,de um prazer refinado que me cobria e me trazia a promessa de que tudo ficaria bem no mundo. E o prazer continuava a me preencher. A química da sua saliva disparava uma onda de endorfina,e eu perdia a noção do mundo,perdia a noção de quem eu era.

        Então,infelizmente,acabou. Demorará menos de um minuto.

         Ela se afastou,passando as costas das mãos nos lábios,enquanto me examinada com o olhar.

          -Você está bem?

          -Eu...estou. -Me deitei de costas na cama,tonta por causa da perda de sangue. - Eu só preciso descansar um pouco. Estou bem.

          Seus olhos claros,de um Verde cor de jade,me olhavam com preocupação. Ela se levantou.

          -Vou buscar alguma coisa pra você comer.

          Meu protesto chegou sufocado aos meu lábios,e ela saiu antes que eu conseguisse montar uma frase. O frisson da mordida dela em mim se esvanecera assim que o contato físico se interrompeu,mas um rastro dele ainda corria pelas minhas veias,e eu senti um sorriso tolo me invadir os lábios. Virei a cabeça e vi Oscar,ainda sentado pela janela.

          -Você não sabe o que está perdendo -disse a ele.

          Sua atenção agora estava concentrada em algo la fora. Ele se atalhou,e eriçou o pelo preto escuro. Depois contorceu o rabo.
          O sorriso desapareceu do meu rosto,e fiz um esforço para me sentar. O mundo a minha volta girava,e eu esperei até que ele parasse para tentar me pôr de pé. Qua do consegui,a tontura tomou conta de mim novamente,e desta vez de recusou a ir embora. Mesmo assim,pude ir aos tropeços até a janela e ver,ao lado de Oscar,o que havia do lado de fora da janela. Ele me olhou cauteloso,afastou-de um pouco para o lado, e depois voltou novamente os olhos para o que chamava anteriormente a sua atenção.

          Uma brisa morna -morna demais para um outono em Portland -brincou com meus cabelos quando me debrucei na janela. A rua sinicamente a única hora que não há movimento no campus de uma faculdade,ou em que não há quase movimento. A casa na qual há oito meses alugávamos um quarto ficava numa rua residencial cheia de casas velhas e de arquiteturas variadas. Do outro lado da rua,a lâmpada de um poste de luz piscava,prestes a apagar. Mas ainda me fornecia claridade suficiente para distinguir as formas dos carros e dos prédios. No nosso próprio quintal eu pude ver as silhuetas das árvores e dos arbustos.

         E um homem me observando.



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