História The Kissu Kissu Experiment - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7, JJ Project
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Bnior, Got7, Jackbam, Jjproject, Markgyeom, Markyeom, Yugmark
Exibições 95
Palavras 4.661
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bem vindos à mais um capítulo <3
Esse capítulo é um pouco mais louco e absurdo, desculpem a minha mente, mas na hora eu pensei que era engraçado (não vou mentir, ainda acho que seja). Tem umas certas referências aleatórias porque a minha mente é uma viagem completa quanto a essa fic, então me desculpem quando não entenderem. Não tenho muito o que dizer, além de que temos uma nova aparição e eu espero que vocês gostem :) Ah, demorou menos que duas semanas, hehe.

Capítulo 3 - Zepar.


“Eu tenho total certeza de que ele quer apenas o seu corpo nu.”

 

Yugyeom não entendia de onde haviam saído as palavras proferidas por Jinyoung. Menos de cinco dias tinham passado desde que ele e Mark se encontraram, ou seja, seis desde que se conheceram. Tudo era flor nos primeiros dias, até que os mais velhos começaram a ficar estranhamente preocupados com a situação.

 

Mark estava apenas sendo ele mesmo, ou pelo menos como Yugyeom acreditava que ele se portava em frente a desconhecidos. Seus comentários no grupo eram breves e, às vezes, continham um certo teor de provocação, sendo muito mais introvertido do que Jackson e o mais novo não via nada de errado nisso.

 

Os comentários começaram de maneira inesperada. Jaebum teve uma antipatia desde o primeiro dia, Jinyoung desenvolveu algo parecido a partir do segundo dia, obviamente tendo conversado com o namorado um pouco demais. Bambam era o que menos se importava como a situação em geral, mas continuava indo atrás dos outros apenas para ver o desenrolar do que poderia vir a ser uma enorme confusão.

 

“Você não entende, Yuggie. Nós estamos fazendo isso pelo seu bem.” Jaebum praticamente gritava, estavam próximos de explicar tudo pela quinta vez. Reunidos na casa do mais novo, comiam uma pizza que acabara de ser entregue por seus outros amigos da pizzaria, enquanto discutiam a segunda vez que Yugyeom veria Mark com um teor muito mais romântico. “Você não conhece esse cara, nós vemos ele pelo campus todo santo dia, até mesmo nas aulas. E ele não parece nada com o que aparenta. Os quietinhos são os piores.”

 

“Bem, eu sempre também fui um dos “quietinhos”, então quem sabe nós dois não podemos ser os piores juntos?” Um Yugyeom sarcástico nunca era um bom Yugyeom, se seus amigos continuassem com aquilo, provavelmente iria expulsar a si mesmo de sua própria casa para que nunca mais tivesse que encontrá-los para que passassem uma noite juntos. “E não vai acontecer nada demais, nós só vamos assistir um filme ou algo entediante assim. Pipoca, algumas bebidas. Não vai nem ser no escurinho do cinema.”

 

“Como assim você quer que a gente acredite que nada vai acontecer? Você deu sua virgindade pra ele no primeiro encontro.” Jinyoung colocava Yugyeom contra a parede figurativamente falando. “E vai ser na sua própria casa, a gente também come aqui! A gente vai no seu quarto! Eu nunca mais vou conseguir pensar na sua cama como sendo limpa, garoto!”

 

“Bambam, vem ajudar a gente! Ele tá apaixonado e não tá pensando direito.” Jaebum era um especialista no carisma de fazer com que as pessoas o ajudassem naquilo que queria. Mas Bambam não estava nem aí pra essa merda agora, seu novo jogo que havia baixado no celular parecia tão mais interessante que o complexo de irmão que o outro possuía.

 

“Tudo vai ficar bem, gente. Nós não vamos fazer nada.” Sorria inocentemente, enquanto cortava a pizza em alguns simplórios pedaços. “MAS SE EU QUISESSE FAZER ALGUMA COISA O PROBLEMA SERIA MEU!” Deixava bem claro, ostentando uma face que poderia ser considerada assustadora se estivesse segurando uma faca de serra e não um simples cortador de pizza.

 

“Fica quieto aí, cowboy. Você vai se cortar com isso antes mesmo de conseguir tocar em mim com toda essa gordura.” A face de Jinyoung se contorcia com nojo da maneira como o queijo grudava no objeto. Uma coisa era uma pizza dentro de sua boca, mas em sua pele geraria apenas uma enorme quantidade de calafrios.

 

O barulho das vozes foi substituído pelo dos copos que Bambam colocava sobre a bancada, finalmente se fazendo presente, de verdade, dividindo a bebida para todos os presentes. Dando uma deixa para que os outros também ajudassem a arrumar a mesa ao invés de falarem besteiras que só eles mesmos gostariam de ouvir. Jinyoung auxiliou pegando os pratos e arrumando-os, enquanto Jaebum pegava garfos, facas e guardanapos. Os condimentos haviam vindo junto com a entrega.

 

O silêncio se tornou desconfortável. No meio de uma intensa troca de olhares entre os outros três, Bambam se sentiu no dever de tentar encontrar uma resolução pro momento que se tornara mais intenso do que devia.

 

“Então, já que vocês não vão partir pro rala e rola, ou algo assim, o que vão fazer?” Voltava a morder mais um pedaço da pizza. “Com detalhes.” Forçava um pouco o olhar para o melhor amigo, tentando deixar bem claro que era tudo apenas um plano para que os outros parassem de pegar no seu pé.

 

“A-ah, claro. Com detalhes…” Se envergonhava por ter de falar daquilo com outro pessoa, havia planejado tudo sem ajuda alguma, então sabia que a ideia não seria tão apropriada aos níveis dos amigos. “Então, ele pediu pra que eu decidisse já que ele escolheu tudo pro primeiro e tal e, como eu não posso pagar nada demais… Nós vamos sentar no sofá, ou na minha cama e assistir alguma coisa na TV. Só isso, com pipoca doce ou salgada, eu não sei. Eu resolvo tudo amanhã.”

 

“Tudo bem, nós vamos ajudar pensando apenas no melhor.” Jinyoung tentava aparentar desinteresse, mesmo que estivesse vibrando por dentro para interromper a festa no meio e aprontar diversas coisas, entretanto sabia que Jaebum não o perdoaria por qualquer coisa ruim quando Yugyeom também estava em jogo. “Você definitivamente não deveria ir pro quarto com ele, ele vai ter a impressão errada de primeira. E sua mãe não vai nem mesmo estar em casa.”

 

“Mas se você quiser ir até o quarto, trate de utilizar proteção.” Bambam se intrometia, tirando dos bolsos um pacotinho e mostrando ao amigo, com a intenção de que o mesmo pegasse ao invés de continuar estático olhando-o como se fosse um louco. “Ah, verdade. Ele é mais velho, com certeza vai trazer também. Não precisamos nos preocupar tanto.”

 

“Não é brincadeira, Yugyeom.” Jinyoung conseguia parecer mais sério e assustador enquanto comia a pizza do que anteriormente quando tentava assustar o mais novo para que cancelasse tudo com Mark. “A gente não conhece ele tão bem quanto você acha, a gente vê ele em festas, aulas… Praticamente metade do campus conhece ele, mas ele não se abre pra ninguém além do Jackson, não te parece suspeito o interesse súbito?”

 

“Você fala como se eu fosse uma garota apaixonada.”

 

“Você é.” Jaebum se situava na discussão, furioso.

 

“O-o que? Haha, prova. Eu duvido que você consiga provar.”

 

“Você deixa ele te chamar de Gyeomie.” O arquear de sobrancelhas fez com que Jinyoung retomasse à ideia, para convencê-lo. “Você não entende, garoto. Você não me deixa nem te chamar de Yuggie. Eu te conheço faz o que? Dois anos?”

 

“Eu nunca gostei tanto de você assim.”

 

“É ESSE MONSTRO QUE VOCÊ CHAMA DE IRMÃO MAIS NOVO, JAEBUM? FOI ASSIM QUE VOCÊ CRIOU ELE? EU SINTO MUITO, MAS ESSE RELACIONAMENTO NÃO VAI DAR CERTO SE NOSSOS FILHOS ACABAREM ASSIM TAMBÉM.” Agora era o mais velho entre os presentes que estava sendo pressionado contra a parede, de novo figurativamente. Saiu furioso pela porta da cozinha, não sem antes pegar mais um pedaço de pizza com as mãos.

 

“Isso foi meio que inesperado…” Bambam se encontrava surpreso, assim como Yugyeom que não esperava que Jinyoung fizesse tanto escândalo sobre a brincadeira, não entendia porque o namorado de Jaebum se importava tanto com a situação inoportuna.

 

“Ele só quer que você entenda que nós nos importamos. Eu vou ir buscar ele.”

 

O barulho da porta deu espaço a mais silêncio, desconfortável e sufocante como estava segundos antes. Jaebum e Jinyoung se conheciam a cerca de dois anos e, algumas vezes, Yugyeom se entendia como aquela pedra que vinha com um amigo toda vez que você conhecia alguém novo. Ele e o outro nunca se relacionaram da maneira mais saudável possível, mas acreditava que ambos se sentiam confortáveis daquele jeito.

 

Quando o mais baixo entrou pela porta, o mais novo não teve outra reação além de abraçá-lo. Jinyoung não era lá um de seus melhores amigos, mas estes não eram muitos então isso era meio que um problema. Yugyeom sempre acabava por agir como um bebê gigante em situações muito emocionais, sendo facilmente afetado: chorava muito com uma infinidade de soluços pra acompanhamento. O enlace entre os dois durou até que bastante, uma cena memorável para Jaebum que esperava algo assim fazia anos, o dia em que duas pessoas muito importantes para ele se entenderiam. A magia acabou rápido, infelizmente.

 

“De zero a perfeita, como foi a minha atuação?”

 

 

Gyeomie: Só te incomodando pra garantir que você vai vir amanhã.

Traga alguma coisa pra você só pra garantir caso não goste do que eu preparei. :(

 

Markie: Gyeomie~

Não tem problema, eu não vou faltar por nada. Acredite.

 

 

O Netflix estava ligado na sala. A pipoca estava pronta para ser colocada no micro-ondas. A geladeira tinha desde bebidas até a sorvete, pro caso de… bem, sorvete é sempre uma boa pedida, não é mesmo? Já não tinha mais o que checar dentro da casa, provavelmente apenas assistiriam um filme e não passaria disso, então não tinha de se preocupar com o desenrolar de muitos acontecimentos naquela noite que mais parecia uma festa de pijama do primário.

 

Bambam e Jinyoung tinham razão, Yugyeom era apenas um coxo estudante do ensino médio com um corpo nu no qual Mark havia desenvolvido um súbito interesse. Ainda teria de existir uma pessoa tão cafona, desesperada e sem dinheiro, além de Yugyeom, que levara dias planejando um compromisso - encontro, noitada, festa do pijama para garotinhas. Se passasse daquela noite seria milagre, no dia anterior já tinha apostado contra si enquanto discutia com os amigos.

 

Bem, se tudo der certo... Pelo menos ele pode acabar a noite perdendo a virgindade com uma pessoa bonita, né?

 

Todos os seus pensamentos foram interrompidos pelo barulho da porta se abrindo sem aviso prévio. Sua mãe não deveria chegar em casa até a noite do dia seguinte e Mark obviamente teria de apertar a campainha já que não possuía a chave. Invasões estavam fora de cogitação, então quem poderia ser?

 

“Yugyeom?!”

 

“Youngjae?” Não via o primo mais velho fazia cerca de dois meses, quando havia ido até a casa do mesmo, que por acaso era em outra cidade.

 

A sensação do abraço que compartilharam foi muito mais confusa para Yugyeom do que confortante, como iria expulsar um parente de dentro da sua casa sem explicar uma situação da qual nem mesmo sua mãe estava atualizada? Sim, o garoto estava dando uma de rebelde e organizando um compromisso sobre qual seus pais desconheciam, entretanto eles não deveriam estar em casa tão cedo, logo não deveria ser um problema.

 

“O que você está fazendo aqui?” Tentava não soar suspeito ao questionar o outro, tentaria fazê-lo dar o fora dali de dentro antes de que a chegada de Mark se aproximasse, felizmente ainda tinha alguns minutos.

 

“Eu estou sendo transferido de universidade pra cá, então sua mãe deixou com que eu ficasse no quarto de hospedes por alguns dias. Por que? Não está feliz em me ver?” Um semblante tristonho, claramente mal atuado, se formou em sua face.

 

“N-não, não. Ela só não me contou nada sobre isso…” Tentou não deixar com que sua voz saísse tão exasperada, tristemente não conseguiu. Mas Youngjae era um tipo muito especial de pessoa, que consequentemente era tão abstraído da realidade que não percebeu o quão nervoso estava o mais novo.

 

“Aaaah, era pra ser uma surpresa.” Levava uma das mãos ao queixo, numa expressão fajuta de reflexão. “Não é nada definitivo, eu preciso entregar alguns documentos ainda e procurar um lugar pra ficar, então eu já devo sair daqui a alguns minutos e voltar depois, se não tiver problema.”

 

“Oh, tudo bem, você vai demorar?” Yugyeom ia em direção da cozinha, enquanto escondia certas coisas que poderiam comprometer o que estava planejando. Dificilmente Youngjae perceberia alguma coisa, mas não queria arriscar.

 

“Não muito, eu devo voltar antes das dez.” Analisava seu relógio de pulso pra ter certeza do horário, passaria apenas algumas horas fora. “Se você me esperar, nós podemos fazer alguma coisa antes de dormir.”

 

“Não vai dar.” Sorriu tristemente, recusando a ideia do primo. “Eu tenho um teste importante amanhã, pro qual eu tenho que estudar exatamente agora, então se você não se importa.” Se sentia muito mal em inventar uma mentira por uma coisa um tanto quanto fútil, mas futuramente teria como explicar. Isso se aquilo passasse daquela noite. Desculpava-se mentalmente com Jinyoung e Jaebum, mas preferia levar Mark para o seu quarto do que ter de passar a noite com Youngjae os interrompendo.

 

“Okay, bye bye, Yuggie!”

 

Acenara para o outro ao mesmo tempo que desligava a televisão da sala, fingindo ir em direção ao quarto para que o outro acreditasse na mentira. Já dentro do quarto, encostou a orelha contra a porta, desesperado para ouvir quando Youngjae iria sair pela porta e, assim, poderia voltar para o outro cômodo.

 

Os passos foram lentamente se tornando distantes, juntamente com um ocasional barulho de porta sendo fechada, juntamente com o girar de chaves indicando o fato de que Youngjae havia se retirado.

 

No lado de fora, enquanto andava pela calçada, o mais velho não pôde deixar de observar um belíssimo espécime loiro do sexo masculino que parecia estar com pressa, correndo na direção oposta a dele.

 

 

“Hm, Mark. Você se incomoda de nós irmos pro meu quarto?” Yugyeom não conseguia acreditar no que estava tentando fazer. Se Jinyoung estava certo, Mark era uma pessoa que faria qualquer no caso do mais novo oferecer seu corpo nu. Então, se fosse isso o necessário para garantir que Youngjae não os descobriria, tinha que fazê-lo.

 

“Por que?” Não teve muito tempo para questionar, apenas para se virar para o outro, parando de observar a pipoca que estava estourando dentro do micro-ondas. Ao encontrar os olhos de Yugyeom com os seus, simplesmente sentiu seu corpo sem pressionado contra a banca pelo do maior. Estava tentando manter, em boa parte do tempo, o controle sobre seus desejos ulteriores, mas aquela situação era pedir demais de um simples mortal.

 

“Eu só queria que você se sentisse confortável, vai ser me-.” Não teve tempo de terminar a frase, os lábios de Mark já estavam sendo pressionados contra os seus e mesmo assim não conseguia acreditar no que estava fazendo. O primeiro beijo daquele relacionamento ainda não confirmado como um namoro estava sendo muito selvagem para que conseguisse ter uma reação, assim deixando com que o mais velho tivesse total controle sobre a situação. Agora, Yugyeom era o que estava sendo pressionado contra uma das bancadas da cozinha, com olhos arregalados e uma falta de ar que começava a crescer de maneira latente, totalmente impressionado com a forma dominadora com que Mark conduzia o beijo.

 

“Bem, valeu a pena.” O mais velho constatava após o término do ato. Yugyeom agradeceu a genética de sua altura pelo fato de ter uma força minimamente superior a do outro para que pudesse separá-los antes que tivesse morrido tanto de vergonha quanto de falta de ar. Não costumava experimentar de uma situação tão voluptuosa como aquela, se é que podia dizer que já havia provado de algo tão sensual.

 

Recostado contra a bancada, Yugyeom levava os dedos da mão direita sobre lábios que se encontravam mais vermelhos que sua própria cara. Não conseguia acreditar no que acabara de fazer: beijar uma pessoa sem muito aviso prévio, na cozinha onde preparava suas próprias refeições, às vezes com outras pessoas e, inclusive, sua própria mãe. Estaria tendo um ataque, se não estivesse buscando ar para que conseguisse pensar direito e, assim pudesse ter um.

 

Pelo menos o beijo havia servido como uma aceitação direta para que fossem ficar dentro de seu quarto, sem futuras interrupções.

 

Em contrapartida, Mark tentava manter sua expressão o mais indiferente possível para tentar disfarçar o fato de que talvez estivesse corado. No exato momento que viu a face do outro tão próxima da sua, não havia conseguido se segurar. Nunca esteve tão próximo de observar todos aqueles sinais e sardas um a um e nem aqueles lábios que aparentaram passar a ter um vermelho extremamente mais expressivo a partir do momento que o outro havia pressionado-o contra a bancada. Agradecia, mesmo que tristemente, o fato de ter sido interrompido no fulgor do momento, ou não teria mantido sua sanidade.

 

Em meio a tensão, Yugyeom não tinha muito mais sobre o que pensar, apenas que aquilo comprovava que Mark realmente queria seu corpo nu.

 

“Yugyeom?”

 

“Youngjae, por que você ainda tá aqui?” Reagia rápido o suficiente para sair da cozinha antes que o primo adentrasse-a, fechando a porta justamente para que o outro não visse um Mark completamente estático.. Situação um tanto desesperadora já que era possível ver a cozinha para além de pela porta.

 

“Ah, eu esqueci o meu casaco no cabideiro.” Ria enquanto coçava a nuca, visivelmente envergonhado. “Você me conhece, sempre fui meio desastrado.” Yugyeom esperava que a conversa não durasse muito, mas Youngjae tinha talento para tornar ainda pior situações desconfortáveis sem que percebesse. “Tá tudo bem com você? Parece um pouco vermelho demais.”

 

“Sim, eu estou bem. Eu só vim pegar um pouco de água antes de voltar a estudar. Você não vai se atrasar?” Respirava de maneira menos exasperada, ao mesmo tempo que torcia para não soar tão rude, como se estivesse expulsando o outro de dentro da casa, embora quisesse fazê-lo em alto e bom som.

 

“Ah, verdade. Boa noite de novo.”

 

Yugyeom finalmente podia respirar novamente, embora tivesse esperado a confirmação da porta se fechando até que voltasse para dentro da cozinha, onde um Mark se recostava contra uma das bancadas enquanto furtava algumas pipocas.

 

“Você não disse que nós estaríamos sozinhos hoje?”

 

“Desculpa, ele é tipo família.” Suspirava. “Mas, você sabe, se nós formos para o meu quarto, ninguém vai poder nos interromper. E tem tantas coisas boas esperando por você lá.” Fazia questão de dar uma piscadinha por motivos de seu estado ainda não ser completamente lúcido.

 

Quando sentiu sua mão ser segurada por Yugyeom, Mark não teve outra reação além de avançar contra os lábios do mais novo, apenas para ser impedido pelos dedos do outro contra sua boca, juntamente com um sorriso travesso. Com a pipoca em mãos, o de cabelos rosados puxou o loiro, que tentava carregar as bebidas em apenas uma de suas palmas, pelo corredor até que chegassem dentro do quarto.

 

Inocentemente, Yugyeom conduziu a pipoca até uma mesinha de centro, ao mesmo tempo indicando para que Mark fizesse o mesmo com as bebidas e, logo após, sentasse na cama. Antes de sentar-se no chão, sem muitas explicações, apenas andou até a cômoda para pegar o controle remoto da televisão, finalmente ligando-a.

 

Ao sentar-se contra o chão, recebeu um olhar de questionamento do outro que se sentiu claramente confuso com tudo que acontecia.

 

“Você vai se sentir mais confortável na cama.” Recostava as coisas contra a lateral da cama, ao mesmo tempo que puxava um dos travesseiros que repousava em cima da mesma, abraçando-o em posição fetal.

 

“Mas não vai ser tão confortável sem você, Gyeomie~.” Conhecia o tom de voz que Mark passava a ostentar, mesmo que fossem poucos os dias que conseguiram passar pelo menos alguns minutos juntos. Aquela era a entoação que o outro utilizava quando queria alguma coisa.

 

“Ah, hyung, não começa que você já é bem crescidinho.” Sua voz falhava um pouco, soltando leves barulhinhos de satisfação ao sentir a mão do outro em meio aos seus cabelos performando um cafuné. “O que você quer assistir? Eu pensei em algum filme de terror, mas eu já assisti praticamente todos. O que você acha de um seriado?” Tentava se controlar em relação aos atos do mais velho.

 

“Eu não me importo, pode ser qualquer coisa.” Não se incomodava realmente com aquilo que iriam ver, embora ainda tivesse certos programas que preferia não dar uma olhada. Como aquele no qual Yugyeom acabara de selecionar. “Pretty Little Liars?” A pergunta saiu de maneira mais rápida e rude do que esperava.

 

“Você não gosta? Eu posso mudar, se você quiser.” Os olhos de cachorrinho e o rosto do mais novo demonstravam a capacidade de sedução que traziam ao mundo.

 

“Não, sem problemas. Eu só não achei que você estaria interessado nisso? Eu já vi minha irmã assistindo, mas eu nunca me incomodei o suficiente para tentar entender sobre o que realmente era.”

 

“Eu já assisti praticamente tudo, mas eu sempre quis dar uma reprise. Não podia existir momento melhor que agora, não é mesmo?” Seu sorriso era convincente o suficiente para que continuassem a assistir.

 

O show se apresentava na tela de maneira bruta e rápida: simplificando bastante a história que Mark conhecia minimamente, ainda de quando estava no ensino médio e sua irmã iniciava a adolescência. O desaparecimento da líder de um grupo de quatro amigos numa noite de verão, seguindo com uma abertura ligeiramente cativante aos ouvidos do loiro, principalmente por conta de que Yugyeom fez questão de repetir todas as palavras da música em alta sonoridade, mesmo que com um inglês um tanto quanto coxo.

 

“Então, elas começam a ser chantageadas e torturadas meio que psicologicamente e simplesmente não contam pra ninguém?” Se dava ao prazer de falar alguma coisa poucos minutos antes do final do primeiro episódio. Não estava prestando muito atenção, mas era difícil já que fazia apenas olhar para a televisão enquanto continuava um cafuné calmo e lento no cabelo do mais novo, que se recusava a deitar-se na cama junta a ele.

 

“Qual seria a graça se fosse assim, hyung?” A proximidade repentina alcançada pelo simples ato de virar-se para o outro fizera com que Yugyeom corasse tanto quanto interiormente, afinal relembrara totalmente aquela situação que havia acontecido há pouco, mas que tinha ido para o fundo de sua mente quando decidira iniciar a maratona do seriado.

 

“Hm.” Voltava os olhos para a televisão, vendo que o outro logo fazia o mesmo. Não entendia o porquê de Yugyeom estar tão envergonhado por uma situação que ele havia incitado de que viria a acontecer. Mark estava realmente tentando em não tornar aquela relação em algo como fez repetidamente durante todo o ano, mas o mais novo fazia questão de dar-lhe, mesmo que minimamente, o gosto da vitória e não iria conseguir esquecê-lo tão facilmente.

 

Com pesar, quando haviam chegado ao episódio três nem mesmo Mark conseguiu resistir a cantarolar a maldita música de abertura, uma escolha definitivamente perfeita para o seriado. Gotta a secret, can you keep it?

 

“Eu sabia que você ia gostar, hyung. Todo mundo gosta depois de um tempo.” Yugyeom sorria contente, depois de ambos terem realizado um dueto bem escandaloso da abertura, ignorando totalmente o inicio do episódio.

 

“É difícil não gostar quando se está sendo obrigado.” Bufou enquanto enfiava a mão no pote, procurando mais pipoca e não achando praticamente nada, mesmo assim comeu as últimas unidades.

 

“Me desculpa, hyung. Eu não sabia que você ia se sentir tão mal saindo comigo.” Yugyeom fazia com que a parecesse muito mais dramática do que devia, Mark não entendia como o outro possuía tanto talento para aquele tipo de coisa, mas era naturalmente pior ao vivo do que por mensagens.

 

“Você sabe que eu ficaria a noite toda assistindo isso por você, né?” Oh, claro. Jinyoung já havia avisado sobre isso também, Mark era um exímio sedutor e teria funcionado completamente se já não estivesse preparado para contra atacar.

 

“Você só quer o meu corpo nu.” A certeza, vulgo fúria, no rosto de Yugyeom foi tão grande que Mark não soube muito bem o que responder em seu favor. Jamais tinha passado por algo tão estranho?, normalmente as pessoas com se relacionava possuíam uma visão menos complexa. Após entrar na universidade, esteve sempre acostumado a conseguir as coisas de maneira relativamente fácil, principalmente porque era uma pessoa supostamente bonita e todos estavam dispostos, de algum jeito, a segui-lo ou ajudá-lo. E, talvez, essa era a impressão que o mais novo tinha dele afinal.

 

O episódio três passou com pesar e, praticamente, sem nenhuma interação entre os dois jovens que não envolvesse o fato de terem feito uma outra pipoca. Tirando isso, o silêncio e o elefante se fizeram presentes por um bom tempo. Demorou até o meio do episódio quatro para que Yugyeom começasse com algo para que Mark não estava preparado: balbuciamentos completamente desconexos.

 

“Oppa…” A voz soava tão sonolenta, e um tanto aguda, que poderia jurar que vinha da TV ao invés da boca de Yugyeom. “Oppa, você não me quer só pelo meu corpo, né?” Mark não sabia, muito menos o próprio garoto. Era uma coisa que Jaebum e Bambam não costumavam partilhar, mas um sonolento Yugyeom implicava em um extremamente carente Yugyeom, embora isso nunca houvesse sido um problema.

 

Aquilo sim era uma coisa inesperada. O beijo ocorrido mais cedo, com certeza, havia sido uma surpresa, mas o que acontecia agora era muito mais extremo e não condizia com os atos de Yugyeom anteriormente, quase como se ele estivesse agindo como um bêbado, se revirando no chão com olhos fechados até que conseguisse subir na cama para que ficasse mais próximo com Mark.

 

“Do que você tá falando, Gyeomie?” Como o outro havia feito anteriormente, Mark tentava não abrir mão da sua sanidade perante a maneira sedutora com qual o outro agia subitamente.

 

“Todo mundo fica dizendo isso. “O Mark é só um sedutor, ele não gosta de você de verdade.” “Você não devia deixar ele te tratar assim.” Gyeomie só quer que Oppa goste dele, mesmo que seja só pelo corpo.” A coisa estava realmente tensa, Mark já tinha passado por momentos parecidos anteriormente, às vezes algumas pessoas podem ser extremamente convincentes, mas ele possuía um certo controle com elas. Não tanto para Yugyeom.

 

Não tinha um costume de se relacionar de maneira prolongada, porque normalmente ninguém o interessava tanto assim. Mark era um jovem extremamente tranquilo e, consequentemente, nunca entendeu aquilo que as pessoas vinham de interessante nele, mas sempre aceitou de braços abertos tanto elogios quanto confissões, entretanto nunca havia se comprometido. Agora, inesperavelmente, queria tentar.

 

Não conseguia pensar direito sobre o que Yugyeom dizia, o mesmo estava com o rosto enfiado em seu peito enquanto soltava alguns resmungos e lhe abraçava pela cintura. Ao mesmo tempo, Mark tentava distinguir algumas palavras distintas naquela voz que era abafada pelo seu próprio busto. Jaebum, Jinyoung, Oppa se tornaram as mais comuns até, enfim, ter paciência o suficiente para enfrentar aquilo da maneira correta.

 

“Gyeomie, fala comigo. O que você tá tentando me dizer?” Era difícil, porém tentava manter a compostura frente ao mais novo, não queria que ocorresse nenhum mal entendido. O rosto avermelhado aliado aos olhinhos de cachorrinho do outro não tornavam nada mais fácil, principalmente com os malditos lábios que atraiam tanto os seus olhos, isso nem falando sobre os pequenos detalhes do rosto envolto em minúsculos sinais.

 

“Jaebum e Jinyoung. E-e-ele-eles ficam dizendo que você é de-de-mais pra estar inte-teressa-sado em mim.” Os olhos ficavam ligeiramente brilhantes, como se estivessem prestes a soltar pequenas lágrimas. “Que o se-seu intere-resse não vai durar muito, então eu preciso te es-es-quecer e re-jei-jeitar logo.” O choro começou, embora não muito retumbante, mas como um murmúrio. “MAS SE FOR POR VOCÊ, OPPA, EU DOU O MEU CORPO NU, MAS NÃO SE LIVRA DE MIM, POR FAVOR!” Os esbugalhados de Mark eram resposta o suficiente, mas Yugyeom não se conformou sem uma resposta direta e rápida, facilmente pegando o mais velho pelos ombros, jogando-o contra cama ao mesmo tempo que escalava seu corpo para que ficasse sentado sobre o outro. “Make love to me, Oppa.”

 

Toda a sequência de seus preocupados pensamentos e resposta foi quebrada, não pela maneira sedutora e lasciva como outro lhe chamava de Oppa e nem pelo contato e proximidade excessivos, mas sim pela mais nova presença dentro do quarto, que se revelara ao mesmo tempo que ligava a luz.

 

“Yuggie?”


Notas Finais


EEEE é tudo isso por hoje. Obrigado a quem chegou até aqui e teve saco de ler tudo isso, hehe.
Me desculpem pelo Jinyoung e o JB serem tão chatinhos nesse capítulo, eles vão melhorar, coitados <3 No fim, todo mundo se ama bonitinho e legal.

Até o próximo capítulo, kissu kissus~


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