História The L Word: 7 temporada - Capítulo 48


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Palavras 1.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Orange, Policial, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Vamos para mais um draminha?!
=P

Capítulo 48 - Lyre, lyre, hearts on fire - parte 4


Fanfic / Fanfiction The L Word: 7 temporada - Capítulo 48 - Lyre, lyre, hearts on fire - parte 4

Na galeria, Bette e Kelly acertam os últimos detalhes para logo mais à noite. Wentworth percebe que sua sócia não está bem. A curadora conta que passou a noite em claro com o filho doente.

- Bette, vá para casa, você nem deveria ter vindo, era só me avisar. A galeria está perfeita, as obras são ótimas, está tudo praticamente pronto. Posso cuidar do buffet sozinha e de eventuais telefones de gente querendo convite. A lista de confirmados também está sob controle.

O telefone toca.

- Ti?

A mulher negra demonstra grande preocupação.

- O que houve?

Um silêncio angustiante na sala.

- Ok, encontro com você lá.

Desliga apreensiva.

- Kelly, Tina vai levar Jhonny ao hospital, ligou para a médica dele. O bebê não para de chorar... Eu preciso ir.

- Não se preocupe com as coisas por aqui. E me dê notícias. Espero que não seja nada grave com seu filho.

- Se Jodi aparecer por aqui...

- Eu aviso a ela, vá tranquila.

- Obrigada.

 

Shane convida Liv para revelar as fotos. A ruiva até quer ir, mas tem uma reunião com os produtores dos filmes que a querem contratar. Sendo as duas produções do mesmo estúdio cinematográfico, a figurinista acredita que será mais fácil permanecer em ambas as equipes. Não sabe se vai conseguir escolher uma, caso tenha que optar.

Veste uma meia calça preta xadrez bem grossa, um vestido verde não muito claro estilo vestido de boneca. Para o frio, usa um sobretudo de tricô com fundo marrom claro e linhas coloridas formando desenhos abstratos. A gola, os punhos e a barra recebem acabamento de pelo sintético. Nos pés, uma bota azul imitando camurça e uma boina de pintora na cabeça.

A cabeleireira aprova aquele visual e gosta das produções inusitadas que a namorada desfila.

- Estilo não é uma peça que você deixa guardada no closet para usar só nos fins de semana – ensina a it girl.

Sha apenas concorda.

- Quando você chegar, as fotografias estarão prontas – promete.

- Babe, não se esqueça de que hoje vamos almoçar com mamãe e Marina.

- Ow, claro! Vou ficar atenta ao horário.

- Se você não souber onde fica o restaurante, ligue para sua sogra que ela explica – pisca.

- Eu chego até lá – beija sua fada.

- Ahm... Shane... depois do almoço podemos passar lá em casa?

- Sem problemas.

- Eu quero pegar minhas coisas e trazê-las para cá – revela.

- Tem certeza? Você quer mesmo morar aqui de novo? – a morena brilha os olhos.

- Tenho! Tenho certeza sim – sorri.

Shane beija a namorada e pega-a no colo. De volta ao chão, Liv se despede e ganha um beijo de boa sorte na testa.

 

A festa de mais à noite no Hit Club tem venda de ingressos antecipada no The Planet. Desde que anunciada a novidade no site da casa noturna, não para de chegar gente ao bar e café querendo garantir suas entradas. Kit e Sonny, Helena e mais duas funcionárias estão responsáveis pela venda. Se o ritmo continuar daquele jeito, em menos de uma hora não terá mais ingressos.

 

Alice não tem aula naquela terça-feira. A pedido dos alunos, Emma liberou-os para saírem a campo em busca da reportagem pedida como trabalho. Al finalmente compreendeu o que a namorada queria lhe dizer com ter seu trabalho quase pronto. Bastou-lhe lembrar do The Chart.

A jornalista aproveita a manhã e vai à casa de Dylan. A cineasta abre a porta sem saber o que esperar daquela visita imprevista.

- Hey... – loira não parece muito à vontade.

- Oi, Alice... Ahm, entre.

As duas se sentam no sofá.

- Aceita alguma coisa?

- Não, obrigada... eu vim mesmo para conversar com você.

- Ok.

- Bom, primeiro eu quero pedir desculpas por antes... pela última vez quando... enfim, o teste de caráter e, você sabe...

- Bem, Alice, não posso dizer que tenha ficado feliz, mas admiro o quanto você e suas amigas quiseram proteger Helena.

- Acho que não tínhamos o direito...

- Está tudo bem – garante a diretora.

- Eu desejo mesmo que você possa ser feliz com Helena e fazê-la muito feliz... só não apronte de novo...

- Não pretendo estragar as coisas. E o que eu também quero é Helena feliz.

- Ótimo – sorri a loira.

- Foi por isso que você veio?

- Não só... eu queria conversar também sobre uma ideia que eu tive... acho que você é a pessoa certa para ouvir.

- Bem, estou ouvindo.

- Eu estive pensando e decidi que quero transformar a sessão Sou Trans, da L Magazine, em um documentário. Sei que você tem experiência com isso e pensei que talvez pudéssemos trabalhar juntas...

- Não sei se você tem conhecimento, Alice, mas existe algo semelhante em produção no Studio...

- Sim, o projeto de Erin Kelly. Conheço. Ela tem um site com o Ask Annabelle e a atriz resolveu criar um vídeo com os depoimentos que ela recebe de lésbicas de todo o mundo, com relatos de intolerância, aceitação ou problemas na família, dúvidas, enfim.

- É um projeto muito interessante. Pelo que sei, estão quase finalizando as gravações aqui nos Estados Unidos e depois a equipe viaja até as autoras de relatos escolhidos em outros países. É um trabalho muito bonito que estão fazendo.

- Certo... ahm... eu sei que isso vai ser incrível, mas penso que a minha ideia é um pouco mais ampla. Vamos abrir a discussão sobre a sexualidade. Tenho histórias de lésbicas também, mas há gays, bissexuais, travestis, transexuais, drag queens e héteros. Preciso mencionar ainda o interesse do Grupo de Pais e Mães de Gays e Lésbicas em participar – revela.

- Bom, Alice, estou finalizando Queen of night por esses dias. Mas quando terminar, será ótimo sentarmos para conversar, pensar num roteiro e realizar isso – sorri.

- De verdade?

- Sim... quero continuar fazendo filmes nos quais acredito, não porque podem me dar um Oscar. Se algum deles me levar até lá, ótimo. Senão, fica a satisfação por tê-los feito.

- Uau! Bem, não esperava dizer isso um dia, mas estou começando a acreditar mesmo que você é uma pessoa muito legal – admite.

- Obrigada por essa chance e por ter me procurado com essa ideia.

- Ok, eu sei que você precisa trabalhar. E eu também. Na verdade tenho uma reportagem para fazer... e sendo a namorada da professora, sinto que um grau de cobrança maior...

- Boa sorte!

A cineasta volta para a edição feliz com a oportunidade de se aproximar mais do grupo do qual Helena faz parte.

 

Jhonny passa por alguns exames e a doutora Loreena Bunton diagnostica uma pneumonia no menino. O pulmão esquerdo é o mais comprometido. A médica diz que ele precisará ficar internado. A infecção está bem avançada e tem que ser combatida de imediato. Bette e Tina se assustam com aquilo. Após nova conversa com Loreena, a curadora enumera com a parceira como terão que agir.

- Bette, você vai à abertura da exposição. Eu posso ficar aqui com Jhonny. E a babá estará com Angélica até você voltar.

- Tina, eu não vou...

- Babe, é importante sua presença lá. Pelo que a médica falou, não há muito que possamos fazer por ele agora.

- Droga...

- Que foi?

- Prometi a Jodi que seria intérprete no discurso dela.

- Mais uma razão para você ir.

- Tem certeza que não há problema?

- Tenho.

- Ok, então agora eu fico aqui com ele e você vai para casa, descansar para o turno da noite – determina.

- Ok. Eu volto no meio da tarde para que você possa ir.

- Ti, por favor, avise a Kit.

- Claro. Também direi a Helena que não iremos à festa hoje.

 

Shane encontra Mary e Marina no restaurante japonês indicado pela sargento. É recebida com carinho pela sogra e pela amiga. A cabeleireira gosta daquela ternura da policial, sente-se acolhida. De presente para ela, entrega uma fotografia de Liv. A ruiva está sob a luz do sol, toca a asa colorida de uma borboleta de cristal e sorri.

- Que lugar é esse? – quer saber Marina.

- O novo sótão lá de casa. Liv redecorou o espaço e o transformou numa espécie de sala de criação para ela.

- A foto é maravilhosa, Shane... você é ótima fotógrafa. Obrigada pelo presente – sorri a investigadora e dá um beijo na testa da nora.

- Deveria mesmo investir na carreira, Sha. Por que não apresenta seu portifólio a algumas agências? – sugere a artista.

As três conversam sobre possibilidades quando a it girl chega. Tira a boina e sorri.

- Tenho dois novos trabalhos pela frente – anuncia – Sha, eles querem contratar você também – diz para a namorada.

Só quando olha para as mãos da mãe é que vê sua fotografia. Aprecia o retrato sem palavras. Desvia os olhos ora para a própria imagem ora para a morena.

- Uau...

- Gostou?

- Você deveria estar fazendo isso!

- Ainda é possível – incentiva Mary.

Agora são quatro conversando sobre possibilidades.

 

O Hit Club está cheio. A playlist de Sunset Boulevard agrada as garotas na festa Rainbow. As amigas estão reunidas, exceto Bette e Tina. Kit recebe o apoio das companheiras. Está muito preocupada com seu sobrinho.

Para aliviar a tensão, Liv anuncia os novos trabalhos. Vai começar logo depois do Ano Novo. Alice e Emma comunicam o contrato da nova sede da redação da L Magazine. O outro brinde é para Marina, a nova gerente do Planet.

Ao ouvir a sequência com a trilha sonora de Across of the Universe* com a batida eletrônica, a ruiva toma Shane pela mão e a leva para dançar. Sunset pede a presença de Kit ao seu lado. Em leva Al para a pista também. Marina provoca Mary até a sargento se levantar e acompanhá-la.

 

Bette não consegue relaxar na galeria. Ciente da situação da curadora, Kelly pergunta se Jodi se importa em adiantar o horário de seu discurso. A artista plástica concorda. Lerner conta um pouco da história do curso de Artes Plásticas da Faculdade e rememora nomes importantes que já passaram por lá como mestres e alunos. Porter traduz os sinais para a linguagem falada. A sintonia entre as duas é ótima. O discurso de Jodi é aplaudido. Bette não fica para receber os elogios por mais uma mostra de sucesso que passa por suas mãos.

No hospital, Tina se abraça à mulher. Elas entram na Unidade de Tratamento Intensivo Infantil. A loira chora ao ver o filho com um aparelho para ajudá-lo a respirar e a punção no bracinho com soro e o antibiótico para tratar a infecção.

- Ti, nosso garotinho é forte! Logo estaremos em casa com ele – promete.

- Obrigada por estar aqui! – a loira enterra a cabeça no colo de sua mulher.


Notas Finais


Jhonny... ='(


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