História The Last - SasuSaku - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, Tsunade Senju
Tags The Last - Sasusaku
Visualizações 447
Palavras 4.600
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, oi ❤

Capítulo 3 - Enigma


Fanfic / Fanfiction The Last - SasuSaku - Capítulo 3 - Enigma

- Vamos acordar, pessoal!

Escutei a voz de Shikamaru e me mexi me sentindo confortável. Senti um corpo quente ao meu lado, abri meus olhos e vi que eu estava praticamente abraçada ao Sasuke-kun, ele ainda dormia, mas eu senti firmeza em sua mão em minha cintura. Tirei minha mão de vagar de cima de seu peito, parei até de respirar, não fazia ideia de como tinha ido parar nessa situação com o Sasuke-kun. Quando eu soltei a respiração ele abriu os olhos e me fitou sério, seguiu o olhar até onde seu braço ia, e parou na minha cintura, puxou seu braço rápido e se sentou nervoso. Decidi não falar nada, apenas catei minhas coisas que estavam espalhadas na barraca e saí, não demorou muito para ele sair atrás de mim.

- Preparei o seu café, Sakura – Ino veio até mim com uma xícara fumeante nas mãos – Sai trouxe alguns preparativos para fazer um café.

- Obrigada, Ino – peguei a xícara de sua mão e bebi. Olhei em volta e vi todos já preparados para partir, ainda teríamos mais um dia até chegar ao nosso destino.

- Vamos? – Sai chegou abraçando Ino por trás, arrancando um sorriso da mesma. Logo ele desenhou em seu pergaminho e invocou três enormes pássaros.

- Ótimo! Assim não precisamos andar – comentou Ino animada.

- Que maneiro, Sai – Naruto falou montando em cima de um dos pássaros – Vem comigo, Sakura-chan!

- Acho melhor a Sakura ir com o Sasuke, ele protegerá ela – Shikamaru falou e Naruto não pareceu gostar. Eles discutiam sobre quem ia me levar, e parecia que eu nem estava ali.

- Eu também posso proteger a Sakura-chan!

- Eu não preciso da proteção de nenhum! – fui rude.

- Tsc! – Sasuke-kun caminhou até mim e me jogou sem delicadeza alguma em seu ombro e foi caminhando até um dos pássaros – Vamos logo!

Cruzei os braços com raiva da atitude dele, ia permanecer assim até chegarmos no local, eu não ia segurar a cintura dele, á não ia mesmo!

Ino foi em um pássaro com Sai, e Naruto teve que aceitar ir com Shikamaru, vi o loiro emburrado por que queria ir na frente, mas Shikamaru não deixou ele ir na frente, fazendo o loiro ir de biquinho.

Estávamos voando há horas, estava um finalzinho de tarde, logo a escuridão tomaria de conta do céu. O clima estava bem frio, e minhas roupas ninjas não me ajudaram nenhum pouco, e o vento aqui em cima parecia ser ainda pior, eu parecia ser a menos coberta em relação aos outros. Sorte que minhas luvas esquentavam minhas mãos, caso contrário, estaria ainda pior. Senti algumas gotas d’água bater em mim, olhei para o céu e logo foram caindo mais. Chuva.

- Vamos descer! – Shikamaru nos ordenou.

Logo todos nós descermos, ao chegar no solo, notamos que, se tratava de uma vila, uma vila abandonada.

- Vamos ter que passar a noite aqui? – Ino perguntou com o cenho franzido, parecia não ter gostado do local, assim como eu.

- Não temos escolha, Ino – Shikamaru á respondeu – Pelo menos até a chuva passar.

- Esse lugar me assusta – a loira continuava olhando tudo muito assustada – Essas casas parecem ser assombradas.

- Não exagere, Ino – Sai segurou firme a mão dela e a guiou para dentro de uma casa velha.

Entramos todos na mesma casa, era pequena e o cheiro de mofo era insuportável, parecia que há anos ninguém esteve ali.

- Não tem energia – Naruto falou mexendo em uma das lâmpadas que tinha na sala – Droga!

- Essa cidade... parece que há anos ninguém vem aqui – Sai comentou olhando pela janela – Está completamente entregue às ruínas.

- Os móveis estão bem conservados – Shikamaru falou se sentado em um sofá, logo a poeira subiu me fazendo tossir muito – Foi mal, Sakura.

- Sem problemas – olhei em volta – Precisamos fazer algo para comer.

- Concordo com a Sakura-chan, estou morrendo de fome – Naruto passou a mão na barriga com uma cara abatida – Faria tudo por um ramem do Ichiraku.

- Não tem como conseguirmos comida em uma cidade abandonada – Sai falou ainda olhando pela janela.

- Não custa nada procurar, amorzinho – Ino cruzou os braços e encarou o namorado.

- Em uma cidade abandonada e ainda por cima está uma tempestade horrível lá fora, não tem condições – Shikamaru falou pensativo.

- Que fome – Naruto se jogou no sofá ao lado de Shikamaru.

Senti meu estômago roncar também, estava morrendo de fome, e ver a carinha triste de Naruto me fez tomar a pior das iniciativas que eu poderia tomar em um lugar como esses.

- Eu vou!

- Vai pra onde? – Ino me questionou.

- Atrás de comida...

- Nada disso! Está chovendo muito, e você não pode ir sozinha, Sakura-chan.

- Mas todos estão com fome e-

- Eu vou com ela!

Olhei para a direção da voz e vi Sasuke-kun com os braços cruzados nos encarando.

- Assim, eu fico mais confiante – Naruto me lançou um sorriso – Cuide dela, Sasuke!

- Como se eu precisasse de alguém me cuidado – falei baixo, mas tive a certeza que Sasuke-kun ouviu, já que ele tinha se aproximado de mim.

- Peguem – Ino nos deu duas capas pretas – Pra se protegerem da chuva.

Eu e o Sasuke-kun botamos a capa preta que nos cobria dos pés a cabeça e saímos da velha casa.

Andávamos calados nas ruas bem desgastadas, casas velhas, algumas já tinham desmoronado, estava começando a achar que tinha sido burrice sair atrás de comida em um lugar como esse.

- Vamos olhar na floresta – ele falou fitando um caminho que levava até uma mata – Quem sabe lá tenha algo que possamos comer.

Assenti e caminhei até lá. A chuva ainda estava intensa, não dava uma trégua para nós. Olhei para uma árvore que estava carregada de pêssegos.

- Sasuke-kun, podemos pegar aqueles pêssegos.

Ele olhou na mesma direção que eu, e eu pude ver um sorriso brotar em seus lábios. Caminhávamos até lá, e não tinha só uma árvore de pêssegos, mas sim, várias, e também de outras frutas que eu não pude identificar. Apanhei o primeiro pêssego e dei uma boa mordida, estava docinho, do jeito que eu gostava, Sasuke-kun também pegou uns e foi botando nos bolsos da capa. Me virei e vi uma caverna escura, mas o que tinha me chamado a atenção era os cogumelos que tinha lá perto.

- Vou pegar aqueles cogumelos, quem sabe dê pra cozinhá-los.

Caminhei até a caverna e me abaixe pra pegar os cogumelos, peguei alguns e os guardei no bolso. Escutei algo vindo da caverna, olhei para Sasuke-kun que ainda apanhava os pêssegos, deixei a curiosidade falar por mim e entrei mais um pouco na caverna. Olhei em volta e tudo que eu podia ver era escuridão, dei mais um passo a frente, mas não senti o chão. Tentei me segurar, mas quando eu vi, já estava despencando.

- AAAAAH!! – gritei o máximo que eu podia. Ainda pude ouvir a voz do Sasuke gritar o meu nome, mas nada eu podia fazer.

O buraco que eu estava caindo parecia não ter fim, era escuro e não tinha como eu concentrar chakra em meus pés. Depois de metros caindo, cai desajeitada no chão. O chão estava molhado e sujo, senti uma dor enorme em meu joelho, olhei para o mesmo que estava sangrando, a claridade era pouca, mas tinha uma luz branca extremamente forte vindo de um lugar daquela caverna subterrânea, senti que se eu olhasse mais um pouco ficaria cega.

Me levantei com muitas dificuldades e á passos lentos eu caminhei até a claridade.

Fechei um pouco os olhos ao chegar perto da claridade, pôs era extremamente forte. Logo vi uma silhueta masculina sair daquele lugar de extrema claridade, a dor em meu joelho era tão agoniante que não consegui sustentar o meu corpo e cai no chão, já ia concentrar chakra nas mãos para me curar, mas o homem não parava de se aproximar, e eu não podia ver o seu rosto, mas me mantive seria o encarando até ele chegar mais perto.

- Princesa... – falou assim que chegou diante de mim.

- Você? – agora eu pude ver seu rosto, dessa vez ele estava sem o Sharingan.

Uchiha Tamaki!

- Sabia que se sentiria atraída pelo meu cheiro – ele falava a três passos longe de mim – Não estou gostando de te ver machucada desse jeito.

Tentei me levantar, mas a fraqueza nas minhas pernas eram maiores, cai novamente por cima dos meus joelhos.

- O que você quer? O que pensa que está fazendo?

- Eu já te disse o que eu quero – ele se agachou para ficar da mesma altura que eu – Eu quero você – botou a mão em meu queixo e me obrigou a encará-lo – E eu vou ter!

Mesmo machucada, dei um tapa em sua mão para retirá-la do meu queixo.

- Você só pode ser maluco de me dizer coisas absurdas como essas – o encarei seria e determinada – Eu nunca vou ser sua!

- Você vai ser sim! Por bem, ou por mal – Sem delicadeza alguma, ele me levantou e pôs de pé e me guiou a outra parte da caverna – Veja – ele fez um jutsu e pôs a palma da mão na parece da caverna, nela apareceu várias fotos minhas, desde criança até os dias atuais – Devo ressaltar que você está muito linda, minha princesa, mas não é sobre a sua beleza que eu quero falar.

Encarei todas as minhas fotos que apareceram na parede, tinha até quando eu nem pensava em ser ninja, que tipo de maníaco é esse homem?

- Você tem uma coisa muito rara, minha princesa – sem aviso, ele tocou o Byakugou em minha testa – E eu quero pra mim – ele retirou a parte da capa que cobria sua cabeça – Como pode ver eu estou ficando velho e cansado, o meu jutsu de rejuvenescimento não está funcionando mais e eu preciso de sua ajuda.

- E de onde você tirou que eu ia te ajudar? – o olhei seria.

- Você tem que me ajudar! – apertou forte o meu braço me fazendo encará-lo bem mais de perto.

Me larguei dos braços dele e voltei a encará-lo com fúria nos olhos.

- O que aconteceu com você?

Ele suspirou fundo, mas logo voltou a sorrir para mim.

- Prometi que te explicaria tudo, então, vamos lá, princesa – pegou uma de minhas fotos na parede e encarou – Eu estou vivendo nesse mundo a décadas, desde o tempo de Uchiha Madara, éramos amigos, mas quando Madara sumiu, nos afastamos. Venho vivendo há anos escondido nas sombras, vi geração e geração entrando, vi a guerra acontecer e principalmente, vi você – voltou a me olhar – A herdeira mais promissora do Byakugou, você Haruno Sakura é a princesa do Byakugou!

Estreitei meus olhos, e o olhei confusa, não estava entendo absolutamente nada.

- Somente três mulheres despertaram esse poder incrível, e você foi nomeada a Princesa, isso já estava escrito, por que depois de você, ninguém mais irá despertar esse poder.

- Isso é um absurdo!

- Não, não é – ele agora parou de rir para me fitar sério – E, é por isso que você tem que se casar comigo!

- Isso é mais absurdo ainda, você está louco? – dessa vez minha voz saiu totalmente alterada.

- Estou esperando há anos por você, princesa, você não pode negar esse pedido – agora ele sorriu malicioso – Até por que, se você recusar eu destruirei Konoha!

Meus olhos se abriram de maneira assustada, eu não estava acreditando nisso, senti o ar me faltar só de pensar em ver a minha vila, o meu lar, ser destruído novamente, mas dessa vez seria diferente, seria por minha culpa...

- Você não está falando sério...

- Destruirei a vila com todos os habitantes que nela habitam. Você dúvida? Dúvida da minha força para isso? Você e seus amiguinhos heróis da Guerra estão distante da vila nesse momento, se eu quiser, posso destruí-la agora mesmo! – ele me encarou com um sorriso em seus lábios, eu não sabia de onde ele tirava vontade de sorrir o tempo todo – A escolha é sua, minha princesa, case-se comigo e evitará o fim de sua vila e amigos.

- Você não pode fazer isso comigo! – gritei para ele – Você só me quer para você, para eu poder te curar, e se depois de curado e casado você ainda tentar destruir a vila?

- Eu dou a minha palavra que se você se casar comigo, sua vila e amigos estarão á salvos e longe de mim.

- Eu não posso confiar em suas palavras...

- Eu sabia que seria difícil... – ele suspirou pesado, como se tivesse sem paciência – Veja – ele me botou em uma espécie de genjutsu, me fazendo ver meus pais nesse exato momento dormido – Olhe bem para eles, Sakura, agora eles estão dormido, mas já parou pra pensar caso eles não acordem mais devido à uma explosão de repente? – olhei para os meus pais e só de pensar no que ele me disse, meus olhos começaram a lágrimar. – Pense que você pode ser a salvadora dos seus pais, e da vila toda.

Ele estalou os dedos e a imagem dos meus pais sumiu. O encarei e senti que algumas lágrimas desciam, ele havia tocado na coisa mais preciosa que eu tinha, a minha família, não sabia o que dizer, nem como reagir, eu estava sem chão, sem opções, sem alternativas, eu estava perdida. Não sabia se era coisas da minha cabeça, mas de repente passei a ouvir a voz do Sasuke-kun chamar por mim, e a voz foi ficando cada vez mais perto, e eu pude ter certeza que ele estava se aproximando.

- Vou te dá um tempo para pensar, a próxima vez que nos vermos será para você me dá a sua resposta, minha linda princesa...

Ele sumiu dali sem deixar rastros, me deixando ali parada com mil pensamentos e não sei o porquê, me sentindo culpada.

- Sakura, você está bem? Nossa, eu quase não achava uma entrada para esse lugar – senti as mãos dele em minha cintura, me fazendo virar de frente para ele – O que aconteceu? – ele franziu o cenho – Está chorando? Se machucou muito?

Eu ainda estava em choque que nem tive como responder ou aproveitar a preocupação de Sasuke-kun comigo. Senti os dedos dele limpando as minhas lágrimas. Ele pôs a mão em minha nuca e apertou seu corpo contra o meu, devia ser a primeira vez que o Sasuke-kun me abraçava por vontade própria e eu nem tinha condições de aproveitar aquilo, muito menos de retribuir. Eu estava perdida, só me restava uma escolha, e não era ficar aqui abraçada com ele.

Me afastei um pouco e fitei seus olhos.

- Pegou bastante pêssegos? – terminei de limpar as últimas lágrimas que me restavam e caminhei em sua frente, mas era previsto que ele não ia aceitar isso, logo senti ele puxando meu braço e me forçando a encará-lo.

- O que aconteceu com você? – sua voz saiu calma, ele parecia mesmo querer saber o que tinha acontecido, e eu sabia que não podia dizer nada.

- Não aconteceu nada... – tentei parecer seria em minha resposta, mas ele parecia que não se convenceria do contrário fácil.

- Algo estranho está acontecendo com você, Sakura, isso desde quando aquele homem apareceu – já era de se esperar isso do Sasuke-kun, ele sempre foi tão esperto, tão inteligente – Eu vou descobrir!

- Não tem nada pra você descobrir – me soltei de seu braço.

- Você sempre teve a mente mais brilhante de nossa equipe, não se deixaria convencer fácil...

Arregalei os olhos com o que ouvi do Sasuke-kun, eu realmente não me convencia fácil das coisas, mas acontece que estão ameaçando tudo que eu mais amo em minha vida, eu não posso correr o risco.

- Você está falando coisas sem sentido, Sasuke-kun - doía em mim fingir que não estava me importando, e mentindo pra ele.

- Sakura – segurou firme em minha mão – Você pode confiar em mim.

Não consegui mais controlar meus pensamentos e sentimentos e o abracei, abracei como se minha vida dependesse daquilo, abracei como um pedido de socorro, abracei como se meus problemas fossem se resolver com aquilo, abracei como eu queria fazer há anos, e chorei.

[...]

Ver a Sakura tão vulnerável em meus braços me fez lembrar do meu passado, mas não o passado traumático de assassinato dos meus pais, mas sim o passado que eu tive ao seu lado. Sim, eu tive um passado com Sakura, isso eu me lembrava bem. Não podia esquecer aquela que mesmo eu á rejeitando e ignorando, sempre estava lá, não entendia a minha dor, mas procurava saber como era, tinha amigos e família, mas queria saber como era viver sem, só para entender a minha dor, ela... sempre ela, persistente que queria entender. E mesmo com tudo isso, eu nunca me esforcei para entendê-la.

- Temos que ir, Sakura – falei baixinho.

Aos poucos, o soluço dela foi se sessando. Ela tratou de limpar suas lágrimas e com aquelas íris verdes me encarou.

Quebrei o contato visual com ela, eu não sabia como reagir quando ela me fitava assim, era como se ela quisesse me dizer alguma coisa com os olhos, e eu era incapaz de decifrar. Às vezes sentia que ela era um enigma, o enigma que eu era totalmente desprovido de entender. Me lembro quando ela me lançava esses mesmo olhar quando criança, e eu nunca fui capaz de entender.

O enigma dos olhos dela.

Ela segurou em minha mão e me guiou para a saída da caverna, a saída que eu demorei muito para achar. Passamos por baixo do buraco que ela havia caído, imediatamente foquei meu olhar nela novamente, para ver algum suposto ferimento. A capa havia rasgado e o seu joelho estava ralado.

- Está doendo?

- Ah... – ela olhou para o seu joelho, mas logo voltou a me olhar e sorriu minimamente – Não é nada, Sasuke-kun.

- Você pode parar para se curar se quiser.

- Ah, não precisa – ela sorriu meiga para mim.

Forcei um pouco para sorrir para ela, era tão difícil para mim sorrir, mas por ela eu fiz um esforço.

Chegamos na casa onde nossos amigos estavam á nossa espera com os pêssegos e alguns cogumelos que Sakura fez questão de voltar para pegar.

- Que demora – Naruto apareceu em minha frente com raiva estampada em seu rosto – Já estava para ir atrás de vocês... Sakura-chan! – ele arregalou os olhos quando á viu – O que aconteceu com o seu joelho? Sasuke, seu cretino! Você machucou a Sakura-chan?

Naruto deu um passo em minha direção, mas Sakura se pôs em minha frente.

- Não seja idiota, Naruto! – falou ela, firme – Eu caí e me machuquei sozinha.

- Você precisa fechar essa ferida – Ino falou para a Sakura.

- Eu sei, daqui a pouco eu cuido disso – tirou os restos de capa que ainda cobria o seu corpo – Trouxemos pêssegos e alguns cogumelos, foi tudo que conseguimos achar nesse lugar e debaixo dessa chuva.

- Isso é uma maravilha – Shikamaru pegou os cogumelos das mãos de Sakura – Aqui tem um fogão que por incrível que pareça, está funcionando perfeitamente.

- Então, trate de cozinhá-los! – Sai falou, mas eu sabia que ele já estava morrendo de fome.

- Venham me ajudar, Sasuke e Sakura pegaram a comida e nós devemos cozinhar – Shikamaru arrastou Ino, Sai e Naruto para a cozinha.

Eles haviam conseguido algumas velas, e espalharam pela casa, já que a mesma estava sem energia. Olhei em direção a escada que dava acesso ao segundo andar e também tinha velas em alguns degraus.

- Aí – Sakura resmungou ao se jogar exausta no sofá.

- Precisa logo fechar essa ferida – falei sério, vendo que a ferida tinha voltado a sangrar.

Vi ela concentrando seu chakra verde nas mãos e colocando em cima de seu joelho, logo a ferida foi e se fechando, assim como os outros leves arranhões que ela tinha. Fiquei impressionado com essa cura absoluta que ela tinha. Sakura realmente tinha evoluído bastante, e se for levar em conta e analisar nossa equipe, ela deve ter sido a que mais evoluiu, não sei porquê, mas isso me orgulhou.

- Agora sim! – ela respirou aliviada – Só preciso de um banho.

- Deve ter um banheiro lá em cima – olhei na direção da escada e ela também.

- Acho que vou dá uma conferida lá – caminhou até a sua bolsa que estava no outro sofá e seguiu até o andar de cima.

Fiquei acompanhando seus passos com os olhos, até ela sumir. Caminhei até a janela e vi que a chuva estava finalmente acabando.

- Cadê a Sakura? – Ino apareceu na sala sendo seguida por Sai.

- Foi ver se encontrava um banheiro lá em cima.

- Tem sim. Já olhamos a casa toda, e possui quatro quartos, e todos tem cama – Sai falou.

- Mas, está tudo muito empoeirado – Ino comentou com cara de nojo.

- O jantar está pronto! – Shikamaru apareceu na sala com uma panela nas mãos. Naruto chegou mais atrás com os pêssegos cortados em um prato. Eles botaram as coisas sobre a pequena mesa que tinha no meio da sala.

- Dá pra sobreviver – Sai falou encarando o nosso jantar.

- Melhor que nada – Naruto se sentou em volta da mesa e foi logo devorando os pêssegos – Cadê a Sakura-chan?

- Estou aqui.

Todos olhamos para as escadas, vendo a Sakura descer com um vestidinho fino de cor branca, era tão claro que chegava perto de ser transparente.

- Nossa, Sakura-chan! – Naruto quase babou olhando pra Sakura que parou em nossa frente – Você está linda.

Algo me diz que Naruto continua o mesmo bobão apaixonado pela Sakura.

- Naruto, por favor! – Sakura olhou para baixo com o rosto corado e tentando esconder sua vergonha.

- Sakura realmente está linda, não é, Sasuke? – senti uma cotovelada em minha costela, olhei sem entender para Ino, que foi quem disse.

Sakura levantou o olhar e me encarou como se esperasse uma resposta positiva.

- S-sim – além de eu ter gaguejado, minha voz saiu fraca, então falei mais alto – SIM!

Ela me encarou por um instante, mas acho que a vergonha foi em mim e nela, que desviamos o olhar rapidamente.

- Ok, Ok – Shikamaru comentou – Sakura você está linda SIM, mas agora vamos comer!

O rubor nas bochechas de Sakura só fizeram aumentar, muito envergonhada, eu vi ela se sentar em volta da mesa e pegar um pêssego.

Por fora eu estava sério, mas por dentro eu estava tendo um ataque de risos.

O “jantar” improvisado foi muito bom, apesar de ser pêssego e cogumelos, mas já estava bem tarde e pra completar, estava muito frio, mesmo dentro da casa. A chuva já tinha acabado, mas serenava lá fora.

- Dessa vez eu vou dormir sozinho, sem Shikamaru do meu lado – Naruto falou lançando um olhar á Shikamaru.

- Eu agradeço não ter que dormir com você – Shikamaru rebateu - Você ronca.

- Vocês reclamam demais – Sai comentou impaciente.

- Fala isso por que você dorme com sua namorada – Shikamaru revirou os olhos olhando ao casal.

- Admita que está com saudades da chata da Temari – Ino o rebateu com um sorriso perverso.

Me senti no meio de loucos ali, até que olhei para Sakura e ela parecia estar junto comigo nessa encruzilhada.

- São quatro quartos, e em apenas dois deles tem cama de casal – Ino começou e eu já senti que algo ia sobrar pra mim - Eu vou ficar com o Sai em um dos quartos com cama de casal, e a Sakura e o Sasuke no outro.

Parecia que eu estava prevendo aquilo...

- Por que o Sasuke tem que dormir com a Sakura-chan na mesma cama? – Naruto perguntou bravo á loira.

Isso já estava me irritando. Era como se eu não estivesse ali, estavam resolvendo às coisas por mim.

- Por que você falou que quer dormir sozinho e Shikamaru também, e não tem nenhum problema eles dormirem juntos.

- Se é assim – Naruto me encarou sério e eu arqueei uma sobrancelha – Eu durmo com a Sakura-chan.

- Parem de resolver as coisas por mim! – Sakura tirou as palavras da minha boca, ela pareceu furiosa - Se continuarem com isso, vão todos dormir lá fora no frio!

Todos se encolheram no canto quando Sakura gritou. Ela realmente metia medo em todo mundo, principalmente em Naruto que foi quem mais se encolheu.

Vi ela subir á passos pesados para o andar de cima.

Todos lançaram o olhar para mim, e eu olhei confuso. Ino revirou os olhos e puxou o Sai para cima.

- Boa noite! – Shikamaru nos desejou bocejando e subiu também.

Naruto me encarou com uma sobrancelha arqueada. Acho que já estava virando moda as pessoas me olharem assim.

- Não ouse tocar nela – me espantei com as palavras de Naruto – Você tem o dom de machucar a Sakura-chan. Faça um esforço para ela sorrir.

- Do que você está falando? – o questionei confuso ainda.

- Um dia você entende. Agora vá dormir, temos que acordar cedo amanhã e concluir essa missão, e eu tenho que socar a cara desse homem que chegou perto da Sakura-chan – falou determinado.

Também tinha que socar a cara dele.

Caminhei para cima junto com Naruto que entrou logo no quarto e o fechou. Vi uma porta aberta, e era o banheiro, decidi tomar um banho antes de dormir. A água estava muito gelada, mas mesmo assim finalizei meu banho, vesti roupas limpas que eu tinha trazido em minha bolsa. Só assim, eu fui até o quarto que eu dividiria com Sakura essa noite.

Abri a porta devagar, vi ela deitada na cama olhando para o teto como se tivesse sonhando acordada, ela parecia tão longe de qualquer pensamento aqui na terra.

- Sakura? – á chamei, mas a mesma pareceu não me ouvir – Sakura? – chamei de novo, ela piscou algumas vezes como se tivesse acordado e me olhou – Tudo bem?

- Sim, Sasuke-kun. Eu só estava pensando o quanto deve ser duro a vida de uma pessoa que se sacrifica pelo bem de outras.

Imediatamente eu me lembrei do meu irmão, que foi um herói para toda vila, com o sacrifício que ele fez.

- Realmente é algo muito duro – me aproximei da cama e me deitei ao seu lado – Mas, é o preço que todo herói tem que pagar, operando nas sombras, sendo a paz e a esperança de todos. Meu irmão matou todo o meu clã e sua própria família, tudo para proteger a vila e me proteger, custou, mas hoje eu reconheço isso, e não o julgo mais por suas decisões – fiz uma pausa para encará-la – E, é por isso que eu sinto que tenho a obrigação de proteger a vila e todos que nela habitam.

Ela parou de me encarar e voltou a encarar o teto como se estivesse confusa com algo, eu gostaria de poder decifrar Haruno Sakura uma vez na vida.

- Não se preocupe, você não precisa pensar nisso e nem carregar esse fardo sozinha – falei depois que vi que ela não tinha palavras.

- Sinto que é minha obrigação...

Quase não deu pra ouvir de tão baixo que ela falou.

- O que é sua obrigação? – á olhei de canto de olho, mas ela não me olhava.

- É pela vila... é por amigos... é por família... é por você...

Ela virou-se de frente para mim e novamente eu era incapaz de decifrá-la, e como não bastasse não saber decifrar o seu olhar, agora eu não sabia decifrar as suas palavras.  



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