História The Last Call - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Cara Delevingne, Fifth Harmony, Kendall Jenner
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Cara Delevingne, Kendall Jenner, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Ação, Bissexualidade, Cake, Camila Cabello, Cara Delevingne, Desaparecimento, Drama, Família, Fbi, Fifth Harmony, Investigação, Kendall Jenner, Lauren Jauregui, Mistério, Morte, Sequestro, Suícidio, Suspense, Victoria Secrets, Violencia
Visualizações 2
Palavras 3.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 3 - CHAPTER 3 - Court of Justice PART 2


Após deixar Ellie na escola, Kendall foi direto para o tribunal, ela usava sua roupa social preta com uma blusa branca por baixo, e um salto alto. Seus cabelos estavam soltos e caídos em seus ombros. Ela caminhou até Alessia que a recebeu com um largo sorriso.

- Oi.

- Oi. - Kendall respondeu.

- Você foi atrás, né? - Alessia exclamou enquanto fitava o homem mexendo em alguns papéis.

- Eu tinha que ir.

- Dia lindo hoje não é Daniel? - O juiz gritou para o policial que assentiu sorrindo. - Vamos fazer uma pausa? Todo mundo, podemos tomar sol. - Ele disse saindo de sua cadeira. - E, doutora, para o meu gabinete. Você, não, Sra. Caracciolo. - As duas se entreolharam.

Kendall deu um sorriso fraco para Alessia, e seguiu Henry Baxter até o seu gabinete.

- Quer um pedaço de bolo?

- Não, obrigada, meritissimo. Feliz aniversário.

- Não é meu. É do repórter do tribunal. - Disse servindo-se com o bolo. - Então, eu desfavoreço afro-americanos, não é?

- Excelência, são seis anos...

- Quem são aqueles? - O homem questionou apontado para a parede que continha vários quadros. - Presidente Obama, Senador Burris... Acho que não preciso de lições suas, senhora.

- Eu não estava tentando te ensinar nada.

- Não é o que pareceu...

- Condenou Joseph Ramsey.

- Não me interrompa! Quem você pensa que é?

- Sou advogada no seu tribunal. Sou uma advogada que entrou com uma moção...

- Será que considerou a educação do réu, no seu chororô estatístico? Considerou a estrutura familiar? Serviço comunitário, qualidade de representação? Não. Você foi direto na raça, não?

- A minha moção não especificou o senhor.

- Que inteligente da sua parte. Muito bem. Um disparo de aviso. "Mande o Sr. Ramsey para casa, senão..."

- Não foi o que tentei fazer. Tentei mostrar um padrão que talvez nao tenha percebido.

- É o seguinte. Eu não reajo bem a ameaças, Sra. Jenner. - O homem respondeu num tom ameaçador enquanto caminhava para a frente de Kendall. - Então, por que não retira a moção antes que faça parte do registro? Retire. Estamos entendidos?

- Entendidos. - Kendall disse balançando sua cabeça positivamente.

A morena caminhou para fora da sala, cabisbaixa, passou por Alessia sem trocar uma palavra sequer. Retirou a chave de seu carro do bolso, e, recebeu uma ligação de Thalia, chamando-a para ir até a Academia Bouwmeester. A morena dirigiu até o respectivo local, e estacionou o seu carro.

"ACADEMIA BOUWMEESTER"

- O que houve? - Disse aproximando-se de Thalia.

- Eles me ligaram. Joseph se machucou. Agora não me deixam vê-lo.

- O horário de visitas acabou. - Uma mulher de altura mediana, farda, e cabelos com dread disse aproximando-se do enorme portão.

- O filho dela se machucou.

- Sério? Ela pode voltar amanhã.

- Ela trabalha e mora longe. Não pode abrir uma exceção?

- Visistas só das 11h às 14h.

- Posso falar com o seu supervisor?

- Claro. Ele estará aqui amanhã, às 09h.

Kendall fitou Thalia que estava ao seu lado com um olhar entristecido. E a policial que lá trabalhava continuou a fazer sua ronda pelo local.

- Eu deixava ele dormir com as luzes acesas, ele tem medo do escuro. Acha que vão deixar aí?

- Não sei.

- Eu o mimo muito.

- Qualquer que seja a idade, eles sempre serão nossos bebês.

- Eu queria que ele não tivesse que enfrentar isso. Achei que, Se ficasse de olho... - Thalia não conseguiu conter as lágrimas, e então saiu, deixando Kendall sozinha.

O dia começou a escurecer, e Kendall foi buscar Ellie na escola e ir para sua casa.

Do outro lado da cidade, estavam Camila e Cody, indo em direção a antiga casa de Baxter, quando eles chegaram, Camila estacionou o carro e desceu do mesmo.

- O que é isso? - Cody perguntou desconfiado.

- Antiga casa do Baxter. Vou ver um amigo. Não fale nada, está bem? Eu trabalhava com esse cara.

- O que isso quer dizer? - Cody retrucou com um sorriso malicioso.

Camila nada respondeu, apenas continuou andando. Abriu a porta da enorme casa, e logo uma luz foi de econtro com o seu rosto, era de uma lanterna.

- PARADOS! Não se mexam. Uma voz estrondosa ordenou.

- Oi Frank.

- Ta.. trouxe um amigo?

- Venho em paz. - Cody murmurou, logo recebendo uma cotovelada de Camila.

- Colega. E eu não tive escolha.

- Qual o seu problema com Baxter? - Frank indagou, sentando-se na escada.

- Nao tenho nenhum. - A latina respondeu aproximando-se.

- Então, por que quis me encontrar?

- Achei uma ficha criminal com seu nome nela. Pode me explicar, Frank?

- O ladrão entrou pela janela dos fundos. Forçou a tranca. - O homem respondeu iluminando o local em que isso havia ocorrido. - O juiz não estava em casa. Só a mulher estava.

- O sistema de segurança não avisou?

O homem negou com a cabeça.

- O que o cara queria?

- A Sra. Baxter disse que foi roubo.

- Disse?

- Ela estava muito abalada. Tinha um corte na bochecha. E os pulsos davam sinais de que alguém a segurou.

- Estupro?

- Quem mentiria sobre ser estuprada? - Cody exclamou, franzindo o cenho.

- Cody, quer ir esperar no carro? - A voz de Camila emanava irritação.

Cody levou a mãos até sua boca e fez sinal de como se estivesse fechando um ziper, colocando um cadeado, e jogando a chave fora.

- Eu não consegui achar o inquérito. Você nunca pegou o cara. Discrição ruim?

- Não. Ela é boa. O juiz ligou mais tarde. Disse que a mulher retirava a queixa.

- Ela mencionou a raça do meliante?

- Sim. Afro-americano. Por quê? - Frank franziu o cenho.

- E isso ocorreu no verão de 2008?

- É. Em junho.

- Obrigada, Frank.

Camila disse sorrindo e se retirando da casa. Por algum motivo, Cody fitava Camila boquiaberto.

- Não acredito. As pessoas não são tão simples.

- As pessoas são exatamente simples assim. Antes da agressão, Baxter era bastante justo. Depois, não.

- Mas pode ser qualquer coisa. As pessoas fazem coisas por mil razões. - Cody refutou, com um sorriso de lado.

- As pessoas gostam de achar isso. Mas só fazem por uma razão.

- Qual razão? Vamos lá, Camila. Que razão? - O homem disse parando na frente da latina, impedindo-a de continuar.

- Ou sexo, dinheiro, ódio, amor... Você quer mistificar as pessoas. Elas não são misteriosas.

- Tá bom, o mesmo vale para você. Você não é misteriosa. Pela mesma lógica, você é transparente.

- Claro.

- Então, pode falar. Eu quero saber. Vá em frente.

Camila colocou as mãos em seus cabelos, jogando-os para trás e suspirando profundamente.

- Cody... me erra. Nós não temos nada em comum e, eu já tenho um alguém. E além do mais, nós somos totalmente diferentes e de MUNDOS diferentes. Não é só de Marte e Vênus, é espaguete e hidrogênio. Somos de categoria diferente. Sou transparente, mas pro bico da minha namorada, e, não para o seu.

Camila saiu da frente de Cody e adentrou no carro, e o homem ficou parado sorrindo enquanto a via entrar no carro.

No dia seguinte, Camila, Aaron, Elizabeth e Kendall se reuniram em uma sala da firma para discutirem sobre o caso. Camila tratou de explicar tudo o que havia acontecido na noite passada.

- Baxter deve ter contado. - Aaron disse, enquanto caminhava pela sala.

- Prenderam um cara cuja descrição batia com a da Sra. Baxter. Mas ela não quis identifica-lo, se recusou. Então, o Baxter pediu para deixar pra lá. - Camila também andava pela sala, na tentativa de pensar em algo esclarecedor.

- O que posso fazer com isso?

- Não muito. Juízes são humanos. - Elizabeth respondeu à Kendall, enquanto mexia em seu enorme colar de pérolas. - Como vai seu garoto?

- Meu garoto? - Kendall franziu o cenho em confusão, até onde ela sabia sua única cria era uma garota. Logo, uma "luz" acendeu em sua cabeça e ela lembrou-se de seu caso. - Ah! O Joseph, braço fraturado e hematomas... está se recuperando.

- Ainda na enfermaria?

- Ele volta para a carceragem daqui dois dias.

- Pouco tempo para trabalhar nisso.

- Ao meu ver, não faz sentido voltar a Baxter com a mesma moção. Devemos tentar tirar os casos dele. E entrar com uma moção de substituição. - Aaron disse parando de andar e olhando fixamente nos olhos de Elizabeth.

- Deixa eu tentar uma rota mais direta.

Elizabeth Bernard disse balançando a cabeça positivamente, e imediatamente olhou em seu relógio, notando que estava quase na hora de uma reunião em que ela tentaria seu outro plano. Correu até o elevador, e indo direto para a sala, e ao chegar lá, foi recebida por executivos e a chefe de justiça. Todos sentaram-se, estava num completo silêncio até que Erick resolveu pronunciar-se.

- E Leonid Riminutti? É cliente seu ou do Willl?

- De nós dois.

- Mas ele trouxe o cliente. - Meredith respondeu, batendo seus dedos na mesa.

- Sim, por quê?

- Preferimos que não seja você. Não fica bem representar uma companhia farmacêutica contra 300 querelantes da classe operária.

- E seu nome, Lockhart. É inglês?

- Qual o problema com meu nome?

- Bom... o eleitorado é dezenove por cento irlandês. Preferem um nome irlandês.

Elizabeth revirou os olhos, dando uma risada fraca.

- Ah, eu sei... é tanta coisa para pensar. - A chefe de justiça, Meredith, falou com um vasto sorriso. - Acho que um discurso ao Irish American Center poderá resolver. - Completou.

Elizabeth nada disse, apenas apoiou seu rosto em seu punho direito enquanto olhava cada detalhe daquela sala.

- Podem nos dar um minuto? - Meredith murmurou, aos outros dois que na sala estavam concordaram e saíram. - O que há de errado?

- Conhece um tal de Henry Baxter?

- Conheço.

- Tribunal Juvenil?

- Sim, conheço. Você tem uma associada júnior acusando-o de racismo.

- Não. Sentença tendenciosa.

- Que bom que tocou no assunto, Elizabeth. É o que me agrada em você. Muito direta. Eu ia falar a respeito disso. Precisa conversar com ela.

- Quem?

- Sua associada. Peça que se desculpe com Baxter.

- Tá brincando.

- Não.

- Disse que queria menos nadadores e mais salva-vidas.

- Sim. Baxter é um salva-vidas.

- Mas... ele age com desrespeito à lei.

- É uma questão de opinião.

- Não é, não. É fato.

- Juízes não brigam com juízes, Elizabeth. Você não pode questionar um juiz.

- Sim, mas você pode. É a chefe de justiça.

- Quero ter certeza de que vai mesmo concorrer. - A mais velha disse semicerrando o olhar para Elizabeth que desviava o olhar constantemente.

- Já disse que vou.

- Certo, agora aja como se fosse.

Meredith disse friamente, pegou sua bolsa que estava sob a mesa e se levantou.

- Só um garoto foi sentenciado. Portanto, não ponha tudo a perder por conta de um garoto.

Elizabeth franziu o cenho, e assistiu a mulher sair da sala e bater a porta com extrema força.

No escritório de Kendall, ela ainda analisava os papeis junto de Cody e Camila que fazia piadas o tempo inteiro tentando aliviar a tensão que percorria pela sala.

- Certo, temos um problema.

- Mesmo? O Sr. Estatística disse que temos um problema. - Camila respondeu, fitando Kendall enquanto revirava os olhos.

- Negros vão para a cadeia. Brancos vão para casa. Mas, porquê?

- Nós sabemos o porque.

- Um afro-americano violenta a mulher do Baxter. E ele passa a dar sentenças mais duras para os negros. Ouça. Analisei as sentenças usando fatores não-raciais. Primeiro, estrutura familiar. - Cody disse colocando suas mãos sob a mesa onde haviam as fotos separadas. - Lares com um só progenitor. Lares com pai e mãe. O perfil racial continua o mesmo. Agora, idade. Menos de quatorze anos, maiores de quatorze. Perfil racial, o mesmo.

- Não houve mudança nas sentenças a partir de junho de 2008?

- Houve uma mudança drástica. Mas não por causa da raça.

- Se não foi a raça, foi o que?

- Não sei. Estou dizendo o que não é. Não sei dizer o que é.

- Então, o ataque a mulher do Baxter é irrelevante na mudança dele?

- Não. Sabemos que é relevante porque em junho de 2008, ele começou a dar sentenças mais duras. Só não sabemos o por quê.

- Acha que eu deveria falar com o Will?

- Você pode tentar...

Kendall disse com um meio sorriso enquanto analisava alguns papéis, Camila prendeu seus cabelos em um coque e pegou as pastas, caminhando em direção à sala de Will, quando entrou, ele estava arrumando suas coisas para sair.

- Temos que conversar.

- Amanhã. Estou atrasado para o almoço.

- Henry Baxter. - Respondeu, colocando as pastas sob a mesa.

- Não.

- Todo mundo está pisando em ovos, porque você é amigo dele.

- Eu disse que não.

- Eu sei que é meu chefe e pode me mandar para aquele lugar quando quiser... mas algo aconteceu.

- O Henry não é racista! - Will gritou jogando seu casaco sob a mesa. - Faz ideia de como uma acusação dessas repercurte em Nova Iorque?

- Eu sei que ele não é racista. Mas algo aconteceu, Will. - Retrucou, num to autoritário, fazendo o homem em sua frente franzir o cenho. - Ele começou a dar sentenças mais duras em junho de 2008. É o melhor amigo dele. Então, me ajude. O que houve?

Will levou suas mãos até o seu rosto, e suspirou.

- Eu não sei.

- Mas suspeita.

- Não. Ele pediu dinheiro emprestado, só isso.

- Quanto?

- Uns 120 mil. Ele disse que estava com dificuldades. No jogo. Mas que ia acertar as coisas.

- E ele pagou de volta?

- Uma parte. - Will respondeu, e começou a folhear os arquivos que Camila outrora havia colocado em sua mesa.

- Ele falou de algum cobrador visitar a casa dele? Um corretor de apostas?

- Não, por quê?

- Por isso ele retirou a queixa. Não foi estupro. Ele conhecia o agressor. - Camila disse, pensativa. Sua atenção foi dispertada quando Will começou a passar as folhas com um pouco de força, parecia irritado. - O que foi?

- Droga.

- Que foi?

- Precisamos ir à um lugar.

Will respondeu levantando-se e pegando sua chave, sendo fuzilado pelo olhar de Camila, que demonstrava desconfiança.

- É um lugar para termos certeza do que aconteceu. Pode confiar em mim.

Camila assentiu, ainda com um olhar desconfiado, mas não disse mais nada, apenas seguiu seu chefe. Minutos depois eles pararam na Academia Bouwmeester, lugar para o qual Joseph havia sido enviado. Eles foram recebidos pelo homem que comandava o local, ele tinha os cabelos grisalhos e usava um terno, convidou Camila e o Will para mostrá-los a eles sobre o local, do qual eles haviam omitido que um cliente seria mandado para lá.

- Tem um cliente que talvez seja mandado para cá?

- Isso, ele está no tribunal juvenil. Mas a família está preocupada.

- Antes de mais nada, lamento. E, segundo, somos uma entidade privada. Só tratamos do excedentes de jovens condenados de Cook. Temos muita segurança aqui. Um guarda para cada vinte internos.

- Ah, ainda bem. Então, eles o pagam... o governo o paga?

- Sim, um estipêndio por cada jovem. É assim que funciona.

- E como conhece Henry Baxter?

- O juiz Baxter?

- Sim, ele é meu amigo. Vocês não se conhecem? Ele me disse, mas eu esqueci.

- Através de nossas mulheres. Conhece Ellen?

- Sim, ótima jogadora de tênis. - Will respondeu em um tom simpático.

- É, fomos velejar.

- Junho passado?

- Por aí... - O homem sorriu e logo manteve sua expressão séria. E então olhou em seu relógio. - Podem me dar licença? Aquela é a saída. - Concluiu, apontando para o portão enquanto descia as escadas.

- Foi quando vocês combinaram a propina?

- O que?

- O dinheiro que deu a Henry para ele mandar crianças. - Will indagou, e começou a descer as escadas, sendo seguido por Camila. - De quem foi a ideia? Sua ou dele?

- Agente Michael, pode levar os dois à saída?

- Qual é, foi sua ideia ou dele? - Will gritou enqunto corria até Scott, sendo parado por um policial. - É melhor começar a procurar um bom advogado de defesa.

- Calma, calma! - O policial disse empurrando-o.

Logo, ele desistiu e começou a caminhar em direção à saída junto de Camila.

- Como isso acontece?

- Acontece.

- Qual é a solução? Não confiar em ninguém? - O homem exclamou, cabisbaixo.

- Funciona para mim...

- Eu preciso ir à mais um lugar... pode me acompanhar até lá, juro que não precisará descer do carro.

- Tanto faz. - Camila respondeu assentindo.

Os dois adentraram o volvo branco, e foram até a casa de um mulher chamada Ellen e depois de uma hora Will dirigiu até o Tribunal Juvenil, pois sabia que Baxter sairia naquele horário. Estacionou o carro à alguns quilômetros distante, deixando Camila no mesmo. Caminhou em passos rápidos até o Tribunal Juvenil, onde deu de cara com Baxter.

- Tá legal, o que eu fiz agora?

- Me dê uma explicação, Henry. Por mais meia-boca que seja.

- Tá bom... Achei que estava na zona de defesa.

Baxter respondeu, e começou a andar, batendo seu braço no ombro de Will, o que o deixou mais irritado do que já estava.

- Passei a manhã com sua ex.

- Ellen? - Baxter perguntou, surpreso, e Will assentiu com a cabeça. - Sério? Como ela está?

- Eu perguntei sobre você jogar.

- Isso é uma intervenção?

- Não. Queria ter feito isso há um ano.

- Estão enchendo sua cabeça com bobagem. - Henry disse, dessa vez tocando os ombros de Will.

- Que bobagem? Você estar endividado? Seu interesse em mandar garotos para a Academia Bouwmeester?

- Amigo, você está enfeitiçado pela sua associada. Ela pegou uma tangente louca, e você a está seguindo?

- Quanto Bouwmeester lhe paga por garoto? Quanto?

- A Ellen não sabe o que diz. Ela está doente. Sabe disso, Will.

- Ao menos diga as palavras para si mesmo para ver como é que elas soam "Mando crianças para a cadeia para ganhar dinheiro." Nem é para fazer o bem. Ninguém aqui ajuda órfãos. - Will apontou para o prédio do Tribunal. - Mas isso... como pode viver com isso?

- Bouwmeester, é um bom lugar para reabilitação. É o melhor lugar para essas crianças.

- Quanto mal tem que fazer até se dar conta?

- Não ouse me julgar. O litigante que se vendeu para a escória mais baixa. Não ouse me julgar.

Baxter cuspiu as palavras, e Will apenas sorriu fraco.

- Você vai para a cadeia.

Concluiu, recebendo alguns gritos desesperados da parte de Baxter, mas Will apenas o ignorou e caminhou até o carro onde Camila o esperava.

[...]

No dia seguinte, Kendall deixou Ellie na escola e foi em direção ao tribunal de justiça, onde estava Thalia e Joseph sentados em uma cadeira.

- Como vai, Joseph? - Kendall exclamou, sorrindo, e se sentando ao lado do garoto.

- Eu estou bem.

- Olá. - Uma mulher baixa de cabelos loiros e roupa social disse, aproximando-se. - Sou a chefe de justiça Meredith Adler.

- Oi, sou Thalia Ramsey.

A mulher fitou Kendall que fazia uma cara de poucos amigos, então, sem demora ela desviou o olhar.

- E este deve ser Joseph.

- Sim, senhora.

- Aquele juiz trabalhava para mim, Joseph. Divido a responsabilidade pelo que ele fez. Me desculpe.

- Tudo bem.

- Obrigada... você não sabe o quanto isso... - Thalia começou a dizer mas foi interrompida por Kendall que levou suas mãos até as costas da mulher, com um enorme sorriso acariciando a mesma.

Kendall se retirou da sala com um sorriso vitorioso, cumprimentando algumas pessoas por quem passava. E indo em direção à escola de Ellie para busca-la.

-

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-

Uma mulher de cabelos castanhos e curtos estava parada de frente à uma enorme sacada que dava visão total da cidade, principalmente do mercedes de Kendall passando por aquela rua em velocidade reduzida. A mulher possuía em suas mãos uma taça de vidro, constituida por vinho.

"Tem certeza que isso vai funcionar?"

Uma voz serena dizia do outro lado da linha.

"Absoluta, eu confio nos 'meus e, você também deveria..." - Fez uma pausa para bebericar o vinho. "Dizem que quando se é retirado algo valioso de alguém, a pessoa faz de tudo para ter de volta. Logo, conseguiremos a quantia que tanto anseio."

"Chega de hackear."

"Chega. Só precisamos daquela que é dona de um vínculo especial. E, a partir daí, teremos tudo."

"Tem alguém vindo, preciso desligar."

"Certo, falo com você depois."



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