História The Last Case - Psychopath Wolf - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Sehun, Xiumin
Tags Chanhun, Exo, Kaisoo, Xiuchen
Visualizações 8
Palavras 1.577
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência
Avisos: Canibalismo, Cross-dresser, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Estou com duas músicas ótimas e inspiradoras que não saem da mente. MEU DEUS!!!
Yaaa, algumas pessoas estavam ansiosas por esse momento então espero que não se decepcionem com essa aparição: É CHANHUN PESSOAAAALL

PS: O capítulo de hoje é um POV de Chanhun, do anterior. (expliquei direito? kkkk acho que não)

Capítulo 4 - 3.5 But, I see


Fanfic / Fanfiction The Last Case - Psychopath Wolf - Capítulo 4 - 3.5 But, I see

Todos os dias Sehun saía, antes mesmo que o dia clareasse, para caminhadas matinais. Ao longo da semana o ar puro e o silêncio que tanto o agradava estavam comprometidos pelo barulho da chuva, mas isso não lhe incomodava afinal era apenas mais um motivo para não haverem pessoas na rua. Passos lentos intercalados de rápidas corridinhas ajudavam-no a manter o físico tão invejado por diversos colegas de sua classe, além do que, a rotina de exercícios o favorecia nas gincanas promovidas mensalmente pelos professores de educação física.

O fato de morar sozinho era para ele reconfortante afinal, mesmo se quisesse caminhar em horários noturnos, ninguém o impediria. O único problema eram os eventos recém noticiados no jornal local: uma onda de assassinatos vinha aterrorizando a região, – embora supostamente protagonizados por vítimas do sexo feminino – corriam boatos de que o assassino de cordeiros encontrava-se precisamente no “bairro isolado”, onde coincidentemente Sehun habitava. O que mais lhe preocupava era sua possível reação diante de um crime.

O último ano de um colegial obrigatoriamente deveria ser estressante mas para ele era o momento de livrar-se de tantas responsabilidades e cobranças, o homem que seria não importava e a única “coisa” que prendia sua atenção não ligava para seu futuro. “Vamos viver o presente, o resto descobrimos no presente do futuro” era como se pudesse o escutar dizendo isso em sua mente.

 

Naquele dia em específico não havia chovido ainda, o céu permanecia nublado e havendo chegado ao amanhecer, apenas jogou-se na cama dormindo logo em seguida. A caminhada matinal daquele dia estava completamente perdida, o despertador digital – pregado na parede por uma espécie de gambiarra, marcava 18:45 pm quando o celular vibrara em seu bolso.

 

Você tem 3 mensagens recebidas não lidas

“Yo, o que está fazendo? Você sumiu o dia inteiro. Não vamos mais sair?”  16:32

“Yo, você sabe que sou eu não importa que número seja. Responda.” 15: 53

“YO, estou indo aí. Chego em meia hora, esteja pronto” 18:20

 

Pensava consigo mesmo se ainda tinha algum tempo, afinal ainda faltavam quinze minutos para as sete e seu melhor amigo não era lá a pessoa mais pontual do mundo, contundo, chocou-se ao notar que faltavam apenas 5 dos 30 minutos que um Chanyeol “revoltado via mensagem” havia lhe dado para se aprontar. Sobressaltando-se caminhava apressadamente pelos cantos do quarto, abrindo e fechando gavetas e portas de seu guarda-roupas.

 

Encontrava-se amedrontado com a possibilidade de perder a cautela e a “pose” na vista daquele que sempre o vira como uma pessoa equilibrada e centrada, agitando o cabelo pôs-se de pé frente ao espelho e cobrindo a boca abafou um grito de estresse. Em poucos instantes tomara seu banho e vestira-se apressadamente, sem checar o horário e ainda com o cabelo molhado saiu do apartamento.

 

Com o elevador ocupado, havia uma única opção: escadas. Desceu-as praticamente tropeçando em seus próprios pés e chegando no hall de entrada não o avistara, suspirando de alívio logo em seguida. A passos largos, andou preguiçosamente até a porta e abrindo-a saiu em direção a rua.

 

Alguns pingos o atingiam e logo foram engrossando, a rua estava mal iluminada e as pessoas começavam a apertar o passo, muitas pessoas abriam seus guarda-chuvas e foi no exato momento em que a intensidade da chuva aumentara que algo cobriu sua cabeça – um guarda-chuva amarelo, com vários chibi’s de gatinhos desenhados. Virando-se seus olhos se encontraram com os de Chanyeol, que sorria e percorrendo o corpo alheio notou a segunda pessoa presente: Aiko.

Aiko era a irmã adotada de Chanyeol e, embora parecesse a caçula, a moça – de descendência japonesa, tinha 26 anos. Eles estavam ambos muito próximos de Sehun e mesmo que fosse desagradável, não era insuportável. Envolvendo seu braço miúdo ao dele, Aiko sorriu e iniciou o pequeno diálogo que quebraria o silêncio repentino que se fizera diante deles.

 

- Sehun-ah, meu irmão e eu nos encontramos por acaso quando eu voltava da faculdade. Espero que não se incomode com a presença de uma sunbae.

- A-ah, não. Estamos felizes que vá conosco. – respondeu encarando Chanyeol – Não é?

- Sim – ele assentiu – depois que nos livrarmos dessa oba-chan nós podemos conversar em paz.

- O QUE DISSE CHANYODA?

 

 Aiko odiava os pronomes de tratamento japoneses e por isso estapeou a nuca de seu caçula. Algumas poças pequenas já se formavam no chão, para Sehun era praticamente impossível três pessoas caminharem juntas debaixo de algo tão pequeno e não se molharem, por isso havia decidido que esperariam em algum estabelecimento próximo. O prédio em que ele habitava estava a uma rua de distância da antiga cafeteria chinesa, agora tradicionalmente coreana, por isso caminharam prontamente para este local.

 

Ainda que a rua estivesse mal iluminada, à medida que se aproximava era possível notar um olhar de observação e intimidação constante vindo de dentro do recinto, mais precisamente da janela. Chanyeol talvez não percebesse ou estivesse muito distraído conversando com sua noona, mas Sehun podia sentir a negatividade daquela pessoa. Indicando com o dedo e evitando diálogos longos ou mesmo explicações, balbuciou um “Eu vou na frente ”  tomando distância.

 

Em seguida, direcionou-se até a porta da cafeteria com uma corrida breve. A maçaneta estava fria e a chuva parecia intensificar-se cada vez mais, arrepiando-o, porém abrindo a porta  não somente ouviu um tilintar de sinos mas também percebeu o olhar de todos caindo sobre si. Chanyeol e Aiko entraram logo em seguida, diferente dos atendentes e clientes ali presentes pareciam bastante animados e, indo direto para o balcão todos fizeram seus pedidos.

 

Era inevitável, Sehun retribuía ferozmente o olhar do cliente da mesa vizinha. Irritantemente, o companheiro dele parecia não só não perceber a situação, como achar que era Sehun que buscava alguma intriga. Sem saber o que pensar, seu corpo apenas reagia institivamente deixando suas companhias de lado.

A tensão era tamanha a ponto de ele não notar que em algum momento ficara sozinho, se não fosse pelo atendente que ao recolher as xícaras da mesa tivesse deixado um guardanapo...

Havia uma espécie de bilhete, a letra era irreconhecível, obviamente  de Chanyeol:

“Eu paguei a conta, [você] está bem? Te espero. [lá fora]

 

Porque Sehun não era bom com palavras e odiava longas conversas, Chanyeol apenas lhe escrevia bilhetes. Havia um ditado que ele sempre lhe dizia “Somos opostos, isso nos atrai”, na verdade, seu hyung preferia ser tratado de igual para igual e adorava quando estavam juntos principalmente por compreender os sentimentos internos de Sehun.

 Eram realmente opostos: Chanyeol sempre brincava, vivia sorrindo e falando bobagens mas ainda conseguia ser maduro, era adorável com qualquer tipo de pessoa ou ser vivo e, no entanto, estava sempre sozinho. Já ele, via-se como alguém fechado e “sem expressão”, de personalidade difícil mas ainda assim devoto as amizades, porém estava sempre cercado de pessoas. Ambos se completavam e agiam como um só, nada poderia separá-los nem mesmo quando a belíssima e quase perfeita amizade fora colocada à prova, exatamente quando “aquilo” aconteceu. Um aquilo que eles não gostavam de lembrar, que causava mágoas e discussões mas que ainda precisavam resolver antes que passasse de seus limites.

 

Pensava em tudo isso enquanto seguia rumo a porta fora, sentia-se pressionado a não ir por causa “do homem de blazer azul” mas seu coração o chamava para fora. Após algum tempo em que ele andava sob a pressão da chuva o tal homem saíra do estabelecimento, provavelmente à sua procura, e nesse exato momento uma mão cobriu sua boca arrastando-o de costas para a rua menos iluminada daquela região.

Seu coração palpitava fortemente mas quando ao pararem, debaixo de uma sacada, sua cabeça fora coberta com um casaco, ele já sabia a resposta para aquela situação. Recompondo-se, virou institivamente para observá-lo e sabia que a situação não era a das melhores quando ao encará-lo notara sua expressão fechada.

 

- Algum problema? – Embora não gostasse muito de falar, Sehun estava se esforçando para agradá-lo.

- Ele estava a um passo atrás de nós, desde que chegamos, não tirava os olhos. – Chanyeol respondeu observando a cena ao longe, sua voz soava ainda mais grave enquanto franzia o cenho.

- Você também percebeu? Isso foi patético... Acha que – fez uma pausa encarando o homem – devemos “temer”?

- O que? – Seu hyung passou a encará-lo, agindo como tal – Você não pode estar falando sério.

- Não, você é que não pode estar... Chanyeol, acha ele perigoso?

- Olha pra mim, – suspirou – por favor.

- Hã?

- Agora. – disse alterando seu tom de voz.

- Hã, e-eu estou te olhando. O que foi?

- Eu não vou deixar que nada aconteça está bem? – respondeu sutilmente, abarcando-o.

- Argh, me solta cara. Eu pensei que você ia dizer algo sério... Me poupe. – Sehun rebateu rapidamente revirando os olhos.

- Você diz isso mas me ama que eu sei.

 

Chanyeol se pôs a rir, suas gargalhadas abafavam seu real sentimento e aquele abraço repentino só podia significar uma coisa: ele estava preocupado, mas não queria que Sehun percebesse. Além de tudo, sempre fora o mais esperto e o primeiro a saber quando algo estava errado, então claramente ele sabia que algo aconteceria futuramente, mas ele não sabia o quê.

E naquele exato momento, em que  brincavam por pura distração e observavam a dupla de detetives se retirar de cena, uma limusine de cor preta os espreitava na escuridão, enquanto Aiko, a adorável irmãzinha de Chanyeol, sob a chuva, caminhava sozinha no bairro isolado indo de volta para casa__?


Notas Finais


Peço desculpas pela demora, além de alguns problemas pessoais eu tirei um tempo para tentar melhorar um pouco a minha escrita. Eu espero que não tenha ficado tão diferente dos outros capítulos, mas sendo este um outro POV eu acho que não houveram muitos problemas, sim? Obrigada por ter lido até aqui, nos vemos numa próxima ^^

...ou não, né?kkkkkk


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